CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1522 DE 05 DE JULHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1522 | 05 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Oferta enxuta dá sustentação aos preços no mercado do boi gordo

A oferta enxuta de gado manteve as cotações estáveis no mercado do boi gordo na última sexta-feira (2/7)

No Noroeste do Paraná, a oferta enxuta de gado manteve as cotações estáveis no mercado do boi gordo na última sexta-feira (2/7) na comparação diária. Houve geada em algumas regiões do estado, aumentando sutilmente o volume de ofertas, mas insuficiente para quedas nos preços. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos ficaram cotados, respectivamente, em R$317,00/@, R$297,00/@ e R$312,00/@, preços brutos e a prazo. No Norte do Tocantins o preço do boi gordo subiu R$2,00/@ (2/7), negociado em R$297,00/@. As cotações da vaca e novilha gordas ficaram estáveis, em R$290,00/@ e R$292,00, preço bruto e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

EXPORTAÇÃO: Desempenho das carnes in natura em junho

Em volume boi caiu. Carne de frango e suína tiveram incremento anual de volume muito próximos. Receitas subiram

Em junho passado, nas exportações de carnes, o único decréscimo de volume em relação ao mesmo mês de 2020 recaiu sobre a carne bovina, cujos embarque recuaram 7,64%. Carne de frango e suína tiveram incremento anual de volume muito próximos – de 13,73% e 12,38%, respectivamente. As três carnes obtiveram aumento no preço médio, todos superiores a 20%. Ou, mais exatamente, de 20,54% a carne bovina, de 21,04% a carne suína e de 26,81% a carne de frango. Incremento generalizado na receita cambial. De 11,33% a carne bovina, de 36,02% a carne suína e de 44,23% a carne de frango. Somados, os embarques das três carnes apresentaram expansão anual de 7,71%. E as pouco mais de 600 mil toneladas embarcadas no mês geraram receita de US$1,568 bilhão, valor 25,77% superior ao de junho de 2020.

AGROLINK 

Boi: cotações se acomodam após recorde

O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, encerrou a semana em queda após iniciar com novo recorde

A cotação variou -0,05% em relação ao dia anterior e passou de R$ 316,20 para R$ 316,05 por arroba. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 18,3%. Em 12 meses, os preços alcançaram 43,89% de valorização. Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram novas baixas em todos os vencimentos da curva futura e seguiram a tendência de curto prazo apresentada no mercado físico. O ajuste do contrato que vence em julho passou de R$ 314,70 para R$ 313,25, do outubro foi de R$ 319,85 para R$ 317,10 e do novembro caiu de R$ 322,90 para R$ 320,15 por arroba.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar tem maior alta semanal desde março com ambiente doméstico ruidoso

O dólar subiu pelo quarto pregão seguido nesta sexta-feira, indo a uma máxima em duas semanas e mantendo-se acima de 5 reais, com investidores ainda em postura conservadora diante do noticiário político doméstico

O mercado vinha minimizando potenciais impactos vindos das discussões na CPI da Covid-19 instalada no Senado, mas nesta semana os preços sentiram o baque conforme aumentou a pressão sobre o governo diante de denúncias de corrupção na compra de vacinas contra a Covid-19, enquanto o tema passou a ser tratado com mais destaque na CPI. Mesmo o noticiário sobre reformas desagradou nos últimos dias, com o mercado ainda digerindo o texto da segunda fase da reforma tributária apresentado uma semana atrás, que causou muito mal-estar entre agentes financeiros. Na semana, o dólar acumulou alta de 2,32% –a mais intensa desde a semana finda em 26 de março (+4,68%). Ao fim da sessão, a moeda negociada no mercado à vista subiu 0,15%, a 5,0523 reais na venda –pico desde 18 de junho (5,0713 reais). Nas quatro altas consecutivas, a cotação acumulou ganho de 2,51%. O dólar não registrava essa série positiva desde as também quatro altas vistas entre 24 e 29 de março, período em que se fortaleceu 4,56%. Em duas sessões de julho, a moeda ganha 1,53%, reduzindo a desvalorização no ano para 2,68%.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com dados dos EUA

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, recuperando o patamar dos 127 mil pontos com o endosso de Wall Street e dados sobre o mercado de trabalho norte-americano

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,56%, a 127.621,65 pontos, quebrando uma série de três perdas semanais. O giro financeiro somou 26,6 bilhões de reais. Em Nova York, o S&P 500 renovou máximas históricas após o relatório de empregos de junho dos Estados Unidos mostrar níveis robustos de contratação, mas fraquezas ainda persistentes no mercado de trabalho. “O payroll foi bem melhor do que o esperado, ajudou bastante (as bolsas)”, disse o economista e sócio da VLG Investimentos, Leonardo Milane, referindo à folha de pagamento não agrícola dos EUA, que mostrou criação de 850 mil vagas de trabalho em junho. A alta veio após o Ibovespa fechar com sinal negativo nos últimos três pregões consecutivamente, acumulando no período queda de 1,38%, e assegura um começo positivo para o mês de julho, com alta de 0,65%. Em junho, o Ibovespa assegurou o quarto ganho mensal seguido, alta de 0,46%, mas ficou distante das máximas registradas no começo do mês, quando chegou a superar os 131 mil pontos durante o pregão do dia 7.

REUTERS

Indústria do Brasil volta a crescer em maio após 3 quedas seguidas

A produção da indústria brasileira voltou a subir na metade do segundo trimestre após três meses de queda, apesar de o ganho em maio ter ficado abaixo do esperado conforme o setor ainda busca se recuperar das cicatrizes deixadas pela Covid-19

Em maio, a indústria apresentou avanço de 1,4% em relação a abril, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na sexta-feira. O resultado positivo não repõe as perdas acumuladas de 4,7% na produção nos três meses anteriores, e ainda ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 1,7%. Com o resultado de maio, a indústria ainda está 16,7% abaixo do nível recorde visto em maio de 2011. “(Para o resultado de maio houve efeito de) flexibilização de medidas de isolamento e começou o pagamento do auxílio emergencial. Essa combinação de fatores explica o comportamento diferente. A grande questão é se isso vai continuar ou não”, explicou o Gerente da pesquisa, André Macedo. Na comparação com o mesmo mês do de 2020, a produção teve alta de 24,0%, nona taxa positiva consecutiva e a segunda mais elevada da série histórica, mas também abaixo da expectativa de avanço de 25,0%. O resultado se dá principalmente por conta da base baixa de comparação, depois da paralisação da indústria por conta das medidas de isolamento social em abril e maio do ano passado. “É preciso ter cautela, seja pela base fraca, seja pela conjuntura com muitos desempregados, renda menor e inflação mais alta e outros fatores”, destacou Macedo. “A indústria começou 2021 com menor intensidade, e tem relação com o recrudescimento da pandemia, que afeta tanto a produção quanto a demanda.” No mês de maio, 15 das 26 atividades na pesquisa apresentaram ganhos, com destaque para produtos alimentícios (2,9%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (3,0%) e indústrias extrativas (2,0%). Entre as grandes categorias econômicas, os resultados positivos ficaram com bens de capital (1,3%) e bens de consumo (1,5%), enquanto a produção de bens intermediários teve contração (-0,6%).

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IPC-Fipe acelera alta a 0,81% em junho

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo encerrou junho com alta de 0,81%, depois de ter subido 0,41% em maio, sob pressão dos custos de Habitação

Os dados divulgados na sexta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que os preços de grupo Habitação subiram 1,27% em junho, de alta de 0,59% no mês anterior, exercendo o maior peso sobre o índice do mês. Também pesaram com força as altas de Transportes e Despesas Pessoais em junho, respectivamente de 1,11% e 0,99%. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 indexados.

REUTERS 

Estrangeiro tem entrada recorde na bolsa em 2021

No primeiro semestre, injeção de capital de não residentes no mercado secundária de ações somou R$ 48 bilhões, segundo a B3. Já investidores institucionais brasileiros retiraram quase R$ 50 bilhões da bolsa brasileira no primeiro semestre

Em busca de diversificação, investidores institucionais brasileiros retiraram quase R$ 50 bilhões da bolsa brasileira no primeiro semestre. O movimento que contrasta com a volta dos estrangeiros, que fizeram ingressos da mesma magnitude no mercado secundário de ações nesse período. Dados da B3 mostram que grandes investidores locais – hedge funds, fundos de pensão e seguradoras, entre outros – sacaram R$ 49,149 bilhões na primeira metade do ano. No mesmo intervalo, os não residentes entraram com R$ 48,007 bilhões. Nos dois casos, os valores são os mais significativos para o período de janeiro a junho em pelo menos dez anos, de acordo com levantamento do Valor Data com série histórica a partir de 2011. Os investidores pessoa física, cujo crescimento foi a grande novidade da bolsa nos últimos anos, ficaram com um saldo positivo de R$ 5,675 bilhões. O número chegou a ser maior, mas diminuiu nos últimos meses e voltou para o patamar de janeiro. Nos três casos, os dados levam em conta apenas o mercado secundário, ou seja, as ações já listadas. Não entram na conta as ofertas primárias de ações, com a emissão de novos papéis em IPOs e operações subsequentes, que caminham para um ano recorde. O que há é uma diversificação de posições, com os investidores em geral buscando aproveitar o bom momento dos ativos globais para calibrar a exposição ao risco, segundo especialistas ouvidos pelo Valor.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

BRF vai investir R$670 mi em MT; integrados aportarão R$1,3 bi

A companhia de alimentos BRF anunciou na sexta-feira investimentos de 670 milhões de reais em sua operação no Mato Grosso

O montante será direcionado para a modernização e ampliação das unidades produtivas da BRF em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. A BRF acrescentou que os produtores integrados da empresa também devem aportar 1,3 bilhão de reais em suas estruturas para aumentar a capacidade de alojamento. “Com este aporte, conseguiremos ampliar a produção de linhas importantes para a companhia, que atendem tanto o mercado nacional quanto países para os quais exportamos, na Ásia, África e América Latina”, disse o Presidente-Executivo da companhia, Lorival Luz. A BRF é a maior exportadora global de carne de frango. “Temos uma estratégia de crescimento robusta para os próximos 10 anos e, com certeza, Mato Grosso é parte importante dessa caminhada”, acrescentou a empresa, em referência ao Estado que é o maior produtor de grãos do Brasil. A BRF apontou também que a operação no Estado conta com cerca de 8 mil colaboradores e mais de 200 produtores integrados. Em junho, a companhia de alimentos já havia anunciado aporte de 764 milhões de reais para ampliar as instalações de suas unidades em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Outros 70 milhões em aportes foram anunciados no mês passado para a construção de um novo centro de distribuição na região da Grande Vitória (ES).

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Preço da carne suína na China atinge menor nível da semana em meio a maior oferta

Os futuros de suínos vivos da China, DLHcv1, caíram para uma baixa semanal na sexta-feira (2), apagando alguns ganhos obtidos no início da semana, já que a ampla oferta de carne suína pesava sobre os preços

Os contratos futuros de suínos vivos na Bolsa de Mercadorias de Dalian caíram 3,5%, para 18.595 yuans (US $ 2.869,02) por tonelada no fechamento do pregão da tarde de sexta-feira. O contrato futuro, lançado em janeiro deste ano, caiu um terço de seu valor desde maio, acompanhando os fracos preços à vista de suínos vivos e grandes volumes de suínos pesados sendo enviados para abate. Os preços se recuperaram na semana passada e subiram para uma alta semanal de 19.800 yuans por tonelada na segunda-feira, com o número de suínos grandes no mercado diminuindo e os anúncios recentes de entidades estatais aumentaram a confiança do mercado. Os analistas, entretanto, esperavam que a recuperação do mercado fosse uma tendência de curto prazo, já que a oferta de carne suína na China ainda supera a demanda. “A recuperação foi devido ao longo posicionamento dos fundos no mercado futuro, mas a (situação) da oferta e da demanda por carne suína não mudou. Portanto, a recuperação não vai durar muito”, disse Rosa Wang, analista da consultoria JCI. “Não há suporte para um aumento contínuo de preços no momento. A oferta de suínos e outras carnes continua abundante, mas a demanda está relativamente fraca.” Os preços dos suínos na China, o maior consumidor mundial de carne suína, caíram mais da metade desde o início do ano, com o aumento da produção doméstica e grandes volumes de carne suína importada chegando ao mercado.

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Frango: com vendas internas aquecidas, preços sobem em junho, aponta Cepea

De acordo com pesquisadores do Cepea, as exportações também registraram excelente desempenho ao longo do mês

A boa competitividade da carne de frango continua favorecendo a liquidez da proteína no mercado brasileiro. De acordo com pesquisadores do Cepea, as exportações também registraram excelente desempenho ao longo do mês. Esse contexto manteve o setor com estoques mais baixos e permitiu elevações nos preços internos, tanto da carne quanto do vivo. Na ponta inicial, os pintainhos tiveram leves valorizações de maio para junho, acompanhando a tendência do setor. Na média das regiões do Paraná, o animal foi cotado a R$ 1,80/cabeça em junho, valor 1,5% maior que o de maio. Para o frango vivo, o animal comercializado no estado de São Paulo teve média de R$ 5,27/kg em junho, avanço de 2% frente à de maio. Quanto à carne, o frango inteiro congelado, negociado no atacado da Grande São Paulo, se valorizou 4,6% de maio a junho, atingindo R$ 6,94/kg.

Cepea/Esalq 

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