Ano 7 | nº 1521 | 02 de julho de 2021
NOTÍCIAS
Queda na temperatura e impactos no mercado do boi
Nas praças paulistas, as escalas confortáveis devido ao discreto aumento da oferta ao longo da semana, em função do frio no estado e o consumo compassado, mantiveram os preços estáveis na última quinta-feira (1/7) na comparação diária
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo foi negociado por R$317,00/@, preço bruto e a prazo. No Oeste de Santa Catarina, na comparação feita dia a dia, as cotações ficaram estáveis, após no dia anterior. O cenário é de oferta reduzida. Assim, o boi, a vaca e a novilha gordos ficaram cotados, respectivamente, em R$322,00/@, R$298,00/@ e R$315,00/@, preços brutos e a prazo. No Noroeste do Paraná, o cenário é de pouca oferta, mas com escalas confortáveis com um consumo de carne bovina lento. As condições climáticas têm preocupado os negociantes. Os preços do boi, da vaca e da novilha gordos ficaram estáveis na comparação diária e estão sendo negociados, respectivamente, em R$313,00/@, R$298,00/@ e R$304,00/@, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preços seguem firmes apesar de escalas de abate confortáveis
Os frigoríficos seguem com escalas posicionadas entre três e cinco dias úteis; confira as cotações
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quinta-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, os preços seguem firmes, relatos de negociações pontuais acima da referência média. “Essas negociações acontecem prioritariamente com animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês”, assinalou o analista. Enquanto isso, os frigoríficos seguem com escalas de abate relativamente confortáveis, posicionadas entre três e cinco dias úteis, mas, mesmo assim não conseguem exercer pressão sobre o mercado. Ainda conforme o analista, o setor de carnes brasileiro segue preocupado em relação à queda dos preços na suinocultura chinesa, que permanece em viés de baixa. “Este é um sintoma clássico de avanço da oferta. Precisa ser considerado que nesse ambiente é possível que a China passe a renegociar contratos tentando reduzir o seu preço de importação, além de uma possível redução do volume importado. O bom desempenho das exportações brasileiras no primeiro semestre foi consequência de contratos firmados anteriormente, ou seja, as mudanças mais contundentes em torno do fluxo exportado tendem a acontecer nos próximos meses”, apontou. Com isso, em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 320, na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, inalterada. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 316 a arroba. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. O ambiente de negócios ainda sugere por reajuste moderado dos preços durante a primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,30 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Exportação de carne bovina in natura cai 7,64% em junho
Mesmo com um avanço de 10,73% frente ao total exportado no mês de maio deste ano, o volume exportado em junho deste ano registrou um recuo de 7,64% frente ao total embarcado no mesmo período do ano passado, que embarcou 151,9 mil toneladas
Os volumes embarcados de carne bovina in natura no mês de junho/21 atingiram 140,3 mil toneladas, o que representa um avanço de 10,73% frente ao total exportado no mês de maio deste ano, que embarcou 126,7 mil toneladas. O mês de junho registrou o melhor desempenho deste ano, sendo que o segundo melhor desempenho até o momento foi o mês de março/21 que exportou 133,8 mil toneladas. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, informou que a média diária atingiu 6,6 mil toneladas no mês de junho, isso representa uma queda de 7,64% frente a média do total exportado no mesmo período do ano passado, que ficou em 7,2 mil toneladas. De acordo com o Analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho dos embarques neste mês é reflexo dos contratos fechados nos meses anteriores e que o mercado segue atento em como vai ser o desempenho dos embarques no segundo semestre. “O preço do suíno está recuando na China e isso é um sinal de alerta para o mercado, pois se os chineses não reduzirem o volume comprado de proteína vão tentar renegociar preços da carne bovina brasileira”, informou. Os preços médios no acumulado de junho ficaram próximos de US$ 5,181,3 mil por tonelada, alta de 20,54% frente aos de junho de 2020, que registraram o valor médio de US$ 4.298,4 mil por tonelada. A média diária ficou em US$ 34,619 milhões e registrou uma valorização de 11,33%, em relação a junho do ano passado, que ficou em US$ 31,096 milhões.
AGÊNCIA SAFRAS
Preço do boi sobe no Rio Grande do Sul com dificuldade das indústrias de preencher as escalas
O boi mais caro do Brasil está no Rio Grande do Sul, cotado a R$ 11,40/kg
No Rio Grande do Sul as referências para o boi gordo e para a vaca gorda registraram valorizações semanais de 1,19% e 0,10%, respectivamente. O valor médio do boi passou de R$ 10,93/kg para R$ 11,06/kg vivo e o da vaca estava em R$ 9,98/kg e agora está cotado em R$ 9,90/kg vivo. De acordo com o Analista de Mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, os preços do boi estão subindo de forma mais agressiva no estado e as indústrias estão enfrentando dificuldade em preencher as escalas de abate. Segundo os dados da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo no Oeste do estado está ao redor de R$ 11,20/kg à vista. Em Pelotas/RS, o valor do animal também segue estável e está cotado a R$ 11,20/kg à vista. As condições do tempo foram adversas ao desenvolvimento das pastagens nativas e cultivadas, atrasando a entrada dos animais, prejudicando assim o ganho de peso dos rebanhos de corte. Nas áreas de pastagens de inverno, muitos produtores tiveram que retirar os animais para diminuir o pisoteio e reduzir o arranquio das plantas. “As pastagens com azevém continuam relativamente atrasadas, sem condições de manter carga animal significativa em grande parte das propriedades. Em áreas onde a aveia apresenta porte maior, foi observado o acamamento das plantas em função das fortes rajadas de vento. A alta umidade no solo nas áreas em pastoreio facilitou o arranquio de plantas e o amassamento pelo pisoteio, reduzindo a qualidade e capacidade de rebrote.
AGÊNCIA SAFRAS
Carne do Brasil ganha espaço nos EUA com demanda chinesa pelo produto americano
Relações comerciais conturbadas entre China e Austrália fizeram com que os chineses passassem a buscar mais carne bovina no mercado norte-americano, abrindo espaço para o Brasil elevar suas exportações da proteína aos EUA, o que gera um movimento por habilitações de novos frigoríficos brasileiros pelo país da América do Norte
O cenário já beneficia gigantes do setor como JBS, Marfrig e Minerva Foods, visto que todas possuem plantas aprovadas para embarcar aos EUA. Mas essas empresas têm se movimentado de olho na possibilidade de abocanhar maior fatia no país norte-americano. “A JBS tem 12 unidades habilitadas para exportar para os EUA e está sempre atenta a possibilidades de ampliação”, disse a companhia em nota à Reuters. A Marfrig recebeu, na semana passada, uma recomendação do Ministério da Agricultura para que sua unidade de Chupinguaia (RO) passe a exportar para o mercado norte-americano. Agora, esta planta e a de Alegrete (RS), recomendada pelas autoridades do ministério em maio, aguardam aprovação das autoridades americanas para confirmar a habilitação. A Marfrig disse, por meio da assessoria de imprensa, que já embarca a proteína in natura e processada por meio de quatro unidades: Bagé e São Gabriel, no Rio Grande do Sul, Bataguassu (MS) e Promissão (SP). Também na última semana, a Minerva anunciou que sua divisão de carnes processadas, a Minerva Fine Foods, foi habilitada para exportar produtos cozidos e congelados aos Estados Unidos pela planta de Barretos (SP), única operação de processados da companhia no Brasil. A unidade se juntou a outras cinco plantas da Minerva Foods que podem embarcar a proteína bovina aos norte-americanos, sendo quatro para envio de carne in natura e uma que exporta o produto enlatado. Embora as empresas estejam buscando ampliar o leque de possibilidades para exportar aos EUA, os embarques já estão fortes com as atuais habilitações. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), por sua vez, mostram que o país vendeu 48.292 toneladas de carne bovina para a China de janeiro a abril, um extremo avanço ante o volume de 3.255 toneladas enviado no mesmo período de 2020. Apesar do forte crescimento para os EUA, os embarques ainda são relativamente pequenos perto das exportações brasileiras aos chineses, que somaram mais de 300 mil toneladas de janeiro a maio.
REUTERS
Boi/Cepea: Preço da arroba atravessa primeiro semestre em patamar firme
Os preços do boi gordo atravessaram o primeiro semestre de 2021 em patamares firmes, de acordo com dados do Cepea
Com exceção de janeiro e fevereiro, o animal para abate foi negociado no estado de São Paulo acima de R$ 300,00 em todo o resto do semestre, atingindo pico de R$ 321,90 neste final de junho (Indicador CEPEA/B3). Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação veio da oferta enxuta de animais prontos para o abate, da retenção maior de fêmeas para a produção de reposição e da demanda chinesa por carne aquecida.
Cepea
ECONOMIA
Dólar tem maior alta desde maio. volta a fechar acima de R$ 5
O dólar à vista subiu 1,37%, a 5,0447 reais na venda, valorização mais forte desde 21 de maio (+1,51%). O patamar de fechamento é o mais alto desde 18 de junho (5,0713 reais). É a primeira vez desde 21 de junho (5,0224 reais) que o dólar termina a sessão no mercado spot acima da linha dos 5 reais
Daniel Tatsumi, gestor de moedas da ACE Capital, avaliou que cerca de 20% a 30% do impulso do dólar nesta semana no Brasil decorre da temperatura mais alta do noticiário político. O noticiário político doméstico tem sido dominado nos últimos dias por manchetes sobre supostas irregularidades na negociação de vacinas pelo governo. Mas o gestor da ACE Capital destacou a influência do ambiente externo no câmbio. Tatsumi lembrou que, lá fora, o dólar vem tendo dias de fortalecimento, depois de em junho registrar o melhor mês desde novembro de 2016. Na quinta, o índice do dólar subia 0,2%, para uma máxima desde 6 de abril. A moeda ganhava de 0,3% a 1,3% frente a alguns dos principais pares do real. O ponto de atenção dos investidores está nos dados de emprego de junho nos Estados Unidos a serem divulgados na sexta-feira. O relatório deve mostrar abertura líquida de 700 mil vagas, uma aceleração ante as 559 mil de maio. A dúvida do mercado é em que medida os números podem levar o banco central dos EUA a antecipar debate sobre redução de estímulos. Menos estímulos nos EUA significam menos liquidez, que deixa então de fluir para mercados emergentes como o Brasil.
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Ibovespa fecha em queda com receios sobre cena política
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, começando o segundo semestre do ano no patamar de 125 mil pontos, enfraquecido pelo momento político mais complicado no país
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,9%, a 125.666,19 pontos. O volume financeiro na bolsa somou 32 bilhões de reais. “O cenário político está entrando de vez no radar dos investidores com as investigações da CPI da Covid”, avaliou o analista da Terra Investimentos Régis Chinchila, chamando a atenção para denúncias de irregularidades envolvendo compra de vacinas e como isso pode afetar o Presidente Jair Bolsonaro. O grande risco no momento, na visão de Chinchila, é o governo começar a perder apoio do ‘centrão’, principalmente no andamento da pauta de reformas, além de potenciais reflexos na corrida presidencial no próximo ano. Nesse contexto, ocupou a atenção a audiência na CPI de Luiz Paulo Dominguetti, representante da Davati Medical Supply, que afirmou ao jornal Folha de S.Paulo ter recebido pedido de propina de 1 dólar por dose, em troca de assinar contrato de venda de vacinas AstraZeneca com o Ministério da Saúde. O analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro também chamou a atenção para a decisão da Ministra do STF, Rosa Weber, de enviar à PGR um pedido de investigação contra o Presidente Jair Bolsonaro no âmbito de supostas irregularidades na negociação de vacinas contra a Covid-19 pelo Ministério da Saúde.
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País tem superávit comercial recorde no semestre com alta dos preços das commodities
Segundo o Ministério da Economia, o superávit comercial foi de 37,5 bilhões de dólares nos primeiros seis meses do ano, um salto de 68% sobre o saldo do mesmo período de 2020, na comparação pela média diária. O recorde anterior havia sido registrado em 2017, de 31,9 bilhões de dólares
O resultado refletiu uma alta de 36% das exportações, para o valor recorde de 136,7 bilhões de dólares, e um aumento de 27% das importações, a 99,2 bilhões de dólares. As exportações da indústria extrativa, tendo como principal produto o minério de ferro, foram as que mais cresceram no semestre –77% pela média diária–, alavancadas por um aumento médio de 64,5% nos preços. As exportações agropecuárias, também favorecidas pela alta das cotações, aumentaram 19,7%, enquanto as vendas externas da indústria cresceram 10,2%. O Subsecretário de Inteligência e Estatística de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, afirmou que o ano está sendo marcado por uma recuperação da demanda de parceiros como Argentina, Estados Unidos e União Europeia, enquanto o consumo dos mercados asiáticos –principais demandantes dos embarques brasileiros– nunca chegou a arrefecer com a crise da pandemia. O governo revisou suas projeções para a balança no ano, e agora prevê um superávit comercial de 105,3 bilhões de dólares, ante 89,4 bilhões de dólares estimados em abril, com alta de 27,3% das importações e de 46,5% das exportações. O saldo comercial e as exportações de junho também foram recordes para todos os meses da série do governo. O superávit, de 10,372 bilhões de dólares, veio em linha com o saldo de 10,700 bilhões de dólares estimado em pesquisa da Reuters com economistas. As exportações somaram 28,104 bilhões de dólares, enquanto as importações foram de 17,732 bilhões de dólares –nos dois casos, um aumento de 61% sobre os fluxos registrados em junho do ano passado, quando a balança foi superavitária em 6,5 bilhões de dólares.
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IPC-S desacelera alta a 0,64% com arrefecimento dos preços de Habitação
Os dados informados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira mostraram que o índice passou agora a acumular em 12 meses alta de 8,29%.
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta de 0,64% em junho, depois de subir 0,81% em maio, com os preços de Habitação apresentando decréscimo em sua taxa de variação. Seis das oito classes de despesa componentes do IPC-S registraram decréscimo em suas taxas de variação no mês passado na comparação com maio. Em junho, o destaque ficou com os preços do grupo Habitação, que desaceleraram a alta a 0,89%, depois de subirem 1,72% no mês anterior. Entre os itens que colaboraram para esse resultado, a FGV destacou a tarifa de eletricidade residencial.
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Agro abriu 42 mil postos de trabalho em maio, dizCaged
Nos últimos 12 meses, agropecuária brasileira criou, ao todo, 150 mil vagas
A agropecuária brasileira abriu 42.526 novos postos de trabalho em maio, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia na quinta-feira. O saldo foi resultado de 105,1 mil contratações e 62,6 mil desligamentos. No acumulado nos primeiros cinco meses de 2021, o saldo no agro é de 114,5 mil novas vagas. No período, houve 466,7 mil admissões e 352,2 mil demissões. Nos últimos 12 meses, entre junho de 2020 e maio deste ano, foram criados pouco mais de 150 mil empregos no setor.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
BRF anuncia investimento de R$ 670 milhões em Mato Grosso
Recursos serão usados para ampliar as plantas da companhia em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum
A BRF anunciou hoje investimentos de R$ 670 milhões em suas operações em Mato Grosso. Os recursos serão usados para modernização e ampliação das plantas de Lucas do Rio Verde, a maior da empresa no Estado, e Nova Mutum. “Com esse aporte, conseguiremos ampliar a produção de linhas importantes para a companhia, que atendem tanto o mercado nacional quanto países para os quais exportamos, na Ásia, África e América Latina. Temos uma estratégia de crescimento robusta para os próximos dez anos e, com certeza, Mato Grosso é parte importante dessa caminhada”, afirmou, em nota, Lourival Luz, CEO da BRF. Ainda de acordo com a companhia, os mais de 200 produtores integrados da BRF no Estado deverão investir R$ 1,3 bilhão em suas estruturas para aumentar a capacidade de alojamento nos próximos anos. Os anúncios de desembolsos da BRF nos Estados feitos desde maio somam R$ 2,3 bilhões. Eles fazem parte do plano de investimentos que a companhia apresentou no último mês de dezembro, que prevê aportes de R$ 55 bilhões até 2030. A companhia já divulgou investimentos em Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Espírito Santo.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Embarques de carne de frango em junho sobem sem sentir impacto de embargo saudita
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura no mês de junho estão no mesmo patamar dos últimos meses
Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a situação com os sauditas, que em maio suspenderam a habilitação de 11 plantas frigoríficas de frango do Brasil, ainda segue turva, mas não afetou (por enquanto) as exportações. “Junho teve um bom desempenho e é possível enxergar um horizonte no qual o Brasil exporte por volta de 4,2 milhões de toneladas da proteína em 2021, repetindo o desempenho de anos anteriores”, afirmou. A receita obtida com as exportações atingiu US$ 586,3 milhões, superando em 44,2% junho de 2020, US$ 406,5 milhões. No volume embarcado, 363.289 toneladas, foi 13,7% acima do exportado em junho do ano passado, com 319.420 toneladas. O faturamento por média diária alcançou US$ 27.920, 44,23% maior do que junho do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve recuo de 1,2%. Em toneladas por média diária, foram 17.299 houve alta de 13,73% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No preço pago por tonelada, US$ 1.613 ele foi 26,81% superior ao praticado em junho do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve queda de 0,3%.
AGÊNCIA SAFRAS
Exportação de carne suína em junho pode ser recorde,
Volume da carne in natura embarcado passou das 97 mil toneladas e, somada com a proteína industrializada, pode chegar a 108 mil toneladas
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura dm junho podem bater recorde, se somadas com o volume embarcado da proteína industrializada. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o montante total, entre in natura e industrializados, deve atingir entre 107 a 108 mil toneladas, o que configura um recorde para o ano de 2021 e para um mês de junho. “A preocupação com a movimentação da suinocultura na China, maior importador da carne suína brasileira, está nos meses de agosto, setembro, porque o que vimos por enquanto são contratos antigos sendo cumpridos. Com a questão dos baixos preços da carne por lá, a China pode reduzir as compras ou renegociar contratos. Um dos sinais de alerta é que os embarques de carne suína dos Estados Unidos para a China já diminuíram”, informou. A receita obtida com as exportações de carne suína neste mês, US$ 255, 2 milhões, superou em 36% do montante obtido em todo junho de 2020, que foi de US$ 187, 6 milhões. No volume embarcado, as 97.766 toneladas são 12,3% acima do exportado em junho do ano passado, com 86.996 toneladas. O faturamento por média diária foi de US$ 12.156, valor 36,02% maior do de junho de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 9,4%. Em toneladas por média diária, 4.655 toneladas, houve avanço de 12,58% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se aumento de 8,9%. No preço pago por tonelada, US$ 2.611 ele é 21,04% superior ao praticado em maio passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve alta de 0,3%.
AGÊNCIA SAFRAS
ABRAFRIGO
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