CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1518 DE 29 DE JUNHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1518 | 29 de junho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: arroba renova recorde histórico no indicador do Cepea

O indicador do boi gordo do Cepea teve um dia de alta dos preços e renovou o recorde histórico da série 

A cotação variou 0,77% em relação ao dia anterior e passou de R$ 319,45 para R$ 321,90 por arroba. Sendo assim, no acumulado do ano, o indicador valorizou 20,49%. Em 12 meses, os preços alcançaram 46,55% de alta. Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram a tendência de queda interrompida neste início da última semana do mês de junho. O ajuste do vencimento para junho passou de R$ 319,00 para R$ 318,90, enquanto o do outubro subiu de R$ 313,55 para R$ 315,85 e do novembro, de R$ 313,80 para R$ 318,20 por arroba.

CANAL RURAL

Boi gordo: altas nos preços no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina

Em São Paulo, as cotações do boi, vaca e novilha gordos ficaram estáveis na última segunda-feira (28/6), na comparação com o levantamento anterior, do dia 25/6.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, a vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$317,00/@, R$294,00/@ e R$310,00/@, preços brutos e a prazo. As cotações no patamar atual possibilitam um ritmo de ofertas suficiente para manutenção de um cenário de escalas de abate confortáveis, que atendem mais ou menos cinco dias no estado. No Rio Grande do Sul houve alta nas cotações das fêmeas. A pouca oferta e escalas enxutas forçaram as indústrias frigoríficas a abrirem a semana ofertando R$0,05/kg a mais pelas fêmeas. A vaca e novilha gordas ficaram cotadas em R$10,75/kg e R$10,95/kg, respectivamente, preços brutos e a prazo. Para o boi gordo, o preço ficou estável e firme em R$10,45/kg, também preço bruto e a prazo. Em Santa Catarina, o cenário de oferta curta pressionou as indústrias frigoríficas, que abriram a semana oferecendo R$3,00/@ a mais em todas as categorias na região. Com isso, boi, vaca e novilha gordos estão negociados, respectivamente, por R$319,00/@, R$297,00/@ e R$314,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Milho: melhora no poder de compra do pecuarista

Em São Paulo, atualmente é possível comprar 3,61 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo, fato que representou um aumento de 23,3% no poder de compra do pecuarista em junho, frente à média de maio/21, que teve a pior relação nos últimos doze meses (2,88 sacas/@). Apesar da melhora no poder de compra do pecuarista na comparação mensal, em doze meses, a relação está 16,4% pior este ano.

SCOT CONSULTORIA

Boi: mercado inicia a semana de forma lenta; confira as cotações

Muitas especulações em torno da China e seu processo de recomposição do plantel permanecem

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na segunda-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, ainda são relatados alguns negócios acima da referência média para animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês. “Algumas unidades frigoríficas permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias de aquisição de boiadas no restante da semana, enquanto as escalas de abate estão posicionadas entre três e cinco dias úteis, em média”, assinalou Iglesias. Ainda conforme o analista, muitas especulações em torno da China e seu processo de recomposição do plantel permanecem. Algumas agências de notícias internacionais apontam para a presença da peste suína africana no território chinês. Entretanto, relatórios da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) não mostram um número tão agressivo de casos: pelo contrário, a doença parece controlada. Enquanto isso, o governo chinês ainda indica para um amplo processo de recomposição do rebanho de suínos na China, que seria a grande justificativa para a intensa queda dos preços. Com isso, em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 319, na modalidade à prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305 a arroba, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, ante R$ 311 no dia anterior. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba, contra R$ 312.

AGÊNCIA SAFRAS

Com retenção de fêmeas, abate de bovinos está 11% menor em MT

Até maio, o abate de bovinos registrou queda de 11%, chegando a 1,8 milhão de cabeças; pecuaristas apostam em novas estratégias

De janeiro a maio deste ano, o abate de bovinos em Mato Grosso registrou queda de 11%, totalizando 1,8 milhão de cabeças. Em mesmo período do ano passado, o volume foi de 2,04 milhões. A queda no abate no estado é explicada pela maior retenção de fêmeas observados neste ano.  Para o gerente de relações institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita Júnior, apesar da redução nos números de abate, o resultado do ano pode ser considerado positivo. “Temos uma quantidade de animais que a gente chama de estoque excepcional. Os números apresentados são robustos, de uma base fortalecida, até porque um rebanho de 31 milhões de cabeças seria o nono rebanho do mundo, um rebanho não só apurado geneticamente, mas produzido de maneira diferenciada. Então são números consolidados”, pontua. O maior recuo no abate de bovinos em Mato Grosso no acumulado do ano até maio, aconteceu na região noroeste do estado. Por lá, a queda nos abates foi de 22,3% nos cinco primeiros meses deste ano. Nilton Mesquita Júnior explica que a atividade pecuária no estado vive um momento regido pela economia na bovinocultura. “Hoje, o bezerro é um item muito valorizado dentro da cadeia, e a região noroeste tem a maior quantidade de cabeças aptas para reprodução. Também é uma região com uma logística mais problemática porque nem todas as rodovias estão asfaltadas e o escoamento de um animal adulto é mais complicado. Sendo assim, a base da cria e recria é o valor mais econômico do que animais terminados. A vantagem da retenção é que a gente pode trabalhar estes animais para serem melhorados geneticamente, e, no futuro próximo, ter uma quantidade de animais maior”. Apesar da queda no acumulado do ano, o abate de animais em maio foi 10,6% superior ao de abril, onde mais de 392 mil bovinos foram abatidos. A alta foi puxada pela maior entrega de animais machos, já que muitos produtores negociaram lotes maiores diante da aproximação da entressafra, segundo o Gerente de Relações Institucionais da Acrimat.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar se estabiliza após susto com reforma tributária

O dólar fechou em leve queda ante o real na segunda-feira, depois de oscilar entre ganhos e perdas na sessão, com investidores ainda digerindo a segunda etapa da reforma tributária, mas evitando grandes movimentações à espera de dados de emprego nos EUA nesta semana.

O dólar à vista subiu 0,16%, a 4,9288 reais. Na B3, o dólar futuro de primeiro vencimento, ainda o mais líquido, caía 0,23%, a 4,9245, às 17h19, com pouco mais de 216 mil contratos negociados até então. Nesse patamar, o giro caminha para ser o menor desde 24 de maio. O mercado operou nesta segunda sem grandes catalisadores, com o movimento externo tampouco dando sinal definitivo sobre os preços, conforme investidores entraram em modo de espera por dados do mercado de trabalho dos EUA a serem divulgados no fim da semana. O mercado se estabilizou depois do susto da sexta-feira, quando o governo divulgou a segunda etapa de reforma tributária –que desagradou a boa parte do mercado por implicar aumento de impostos.

REUTERS

Ibovespa tem alta discreta

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,14%, a 127.429,17 pontos. O volume financeiro no pregão somou 28,4 bilhões de reais

O Ibovespa fechou abaixo dos 128 mil pontos pela primeira vez no mês na sexta-feira, reagindo à proposta da segunda etapa da reforma tributária, que trouxe, entre outras mudanças, a tributação sobre dividendos e a eliminação do mecanismo juros sobre capital próprio (JCP). O mercado respondeu na sexta-feira como se medidas propostas fossem o novo cenário, sem espaço para negociação, algo que não parece muito provável dado o histórico recente”. As reformas encaminhadas pelo governo têm adotado um texto mais amplo, com “gordura” para negociações. Wall Street fechou com novos recordes para o Nasdaq e o S&P 500, uma vez que a queda nos rendimentos dos Treasuries favoreceu a alta de papéis de tecnologia.

REUTERS

Dívida pública federal cresce 1,61% em maio sobre abril, diz Tesouro

A dívida pública federal cresceu 1,61% em maio sobre abril e somou 5,171 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira. No mês, a dívida pública interna avançou 1,82%, para 4,940 trilhões de reais, enquanto a dívida externa caiu 2,64%, a 231 bilhões de reais.

REUTERS

Ipea: Mercado de trabalho segue deteriorado

Apesar da melhora da atividade econômica acima do esperado e do crescimento da população ocupada, o mercado de trabalho segue afetado pela pandemia de Covid-19, com alta no desemprego, subocupação e desalento

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em março, a taxa de desocupação ficou em 15,1%, ou seja, 2,3 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período de 2020. O crescimento do número de desalentados corrobora a constatação de que o mercado de trabalho segue deteriorado. Nos últimos 12 meses, o contingente de pessoas com idade de trabalhar que estava fora da força de trabalho por conta do desalento saltou de 4,8 milhões para quase 6,0 milhões, o que representa uma alta de 25%. Ainda, segundo o estudo, o aumento do desemprego se deve a uma queda mais abrupta no fluxo de saída do desemprego que no fluxo de entrada, indicando que os trabalhadores estão passando mais tempo na desocupação. No recorte regional, a alta do desemprego é generalizada. Com exceção de Roraima e Amapá, todas as demais unidades da federação registraram aumento da desocupação este ano. As maiores taxas de desocupação foram registradas em Pernambuco (21,3%), Bahia (21,3%), Sergipe (20,9%), Alagoas (20%) e Rio de Janeiro (19,4%). Na análise do emprego setorial, todos os segmentos apresentaram taxa de variação interanuais negativas para o primeiro trimestre de 2021, com exceção das categorias ‘Agricultura’ e ‘Saúde e Educação’, que tiveram alta de 4,0% e 0,7%, respectivamente, neste período. O setor de serviços segue com a queda mais intensa, particularmente nas categorias ‘Alojamento e Alimentação’ (26,1%), ‘Serviços Pessoais’ (18,5%) e ‘Serviços Domésticos’ (17,3%).

Ipea 

Mercado eleva projeção de inflação e PIB em 2021, apura Focus

A mediana das projeções dos economistas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 subiu de 5,90% para 5,97%, segundo o Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado ontem com estimativas coletadas até o fim da semana passada 

Para a taxa básica de juros (Selic), o ponto-médio das expectativas manteve-se em 6,50% no fim de 2021 e no de 2022. A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2021 voltou a subir — é a 10ª semana consecutiva de alta — de 5,00% para 5,05%. Para 2022, o ponto-médio das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi elevado de 2,10% para 2,11%. Para a cotação da moeda americana, a mediana das estimativas foi mantida em R$ 5,10 no fim deste ano, segundo o Relatório Focus. Para 2022, o ponto-médio das projeções também ficou parado, em R$ 5,20, entre uma semana e outra. Entre os economistas que mais acertam as previsões compiladas pelo Banco Central, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana das estimativas para o IPCA neste ano teve ligeira alta, de 6,07% para 6,08%. Para 2022, o ponto-médio das expectativas permaneceu inalterado em 4,13%, de uma semana para outra. A projeção para a Selic manteve-se em 6,50% no fim de 2021 e 7,00% no de 2022 nesse seleto grupo.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig fará emissão de R$ 1,2 bilhão em debêntures em até duas séries

Direitos creditórios decorrentes da operação serão vinculados a CRA

O Conselho de Administração do frigorífico Marfrig aprovou em reunião, na segunda-feira, a oitava emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações em até duas séries com sistema de vasos comunicantes, no valor de R$ 1,2 bilhão. Segundo a ata de reunião enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as debêntures e os direitos creditórios do agronegócio delas decorrentes serão vinculados aos CRA objeto da primeira e da segunda série. Com vencimento em 7 anos, contados da data de emissão, os títulos da primeira série devem pagar a taxa interna de retorno do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), com vencimento em 2028, acrescida de sobretaxa (spread) de 0,85% ao ano. Já as debêntures da segunda série, com vencimento em 10 anos, devem pagar juros limitados à maior taxa entre a taxa interna de retorno do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), com vencimento em 2030, acrescida de sobretaxa (spread) de 0,85% e 4,95% ao ano.

ESTADÃO CONTEÚDO 

FRANGOS & SUÍNOS

China vai comprar carne suína para reservas estatais sustentar preços

O planejador estatal da China disse na segunda-feira (28) que os governos central e local vão começar a comprar carne suína para as reservas estaduais para sustentar os preços que despencaram nos últimos meses

Os preços entraram em “queda excessiva” na semana passada, disse a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) em um comunicado em sua conta oficial do WeChat. Não forneceu detalhes sobre os volumes a serem adquiridos. A mudança ocorre depois que os preços do suíno vivo no maior produtor de carne suína do mundo caíram 65% de janeiro ao início de junho, corroendo os lucros dos produtores e levantando preocupações de que muitos parariam de cultivar, causando escassez mais tarde. E a razão de preços suínos para grãos, um indicador dos lucros dos agricultores, atingiu 4,9: 1 em média na semana passada, rompendo o nível 5: 1 estabelecido pela NDRC para acionar um aviso de nível 1, o mais alto. As ações das empresas de criação de suínos da China saltaram no plano de compra de estoque, embora os preços dos suínos já tivessem começado a subir. Os preços do suíno vivo atingiram o mínimo de 12,9 yuans (US $ 2,00) por quilo em 21 de junho e aumentaram acentuadamente desde então para chegar a 17,35 yuans por quilo na segunda-feira, de acordo com a Shanghai JC Intelligence Co Ltd.

REUTERS 

Indústrias de carnes de frango e suína lançam campanha na Coreia do Sul

O governo brasileiro e representantes da indústria exportadora de carnes de frango e suína iniciarão nesta terça-feira (29) uma campanha de imagem focada no mercado consumidor da Coreia do Sul, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na segunda-feira (28) 

As indústrias brasileiras de carnes de frango e suína buscam exaltar a qualidade e o status sanitário de seus produtos com a instalação de 362 telas de mobiliário urbano em estações de metrô e terminais de ônibus de Seul, capital sul-coreana. A companha está sendo lançada pela ABPA em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embaixada Brasileira em Seul. A Coreia do Sul é o quarto principal importador mundial de carne suína, com 570 mil toneladas anuais, o equivalente a cerca de US$ 1,38 bilhão, mas o Brasil embarcou apenas 5 mil toneladas deste total. Atualmente, Santa Catarina é o único estado brasileiro que fornece carne suína à Coreia do Sul. A indústria brasileira busca ampliar este mercado para exportadores gaúchos e paranaenses, após Rio Grande do Sul e Paraná terem sido reconhecidos como áreas livres de aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “É preciso ainda um certo tempo até o reconhecimento da Coreia do Sul sobre este status, mas o reconhecimento do país para a certificação da OIE tem potencial de elevar nossa capacidade de fornecimento para estes mercados, gerando oportunidades novas e valiosas para os exportadores brasileiros”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em comunicado. Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de carne suína do Brasil e Paraná é o terceiro. No caso da carne de frango, o Brasil já é o maior fornecedor para a Coreia do Sul, responsável por 80% do volume total de carne de frango importada pelo país asiático anualmente. A campanha brasileira em Seul deverá durar cerca de um mês.

CARNETEC

Suínos: quedas nos preços nas granjas em São Paulo

No comparativo diário, o preço do suíno terminado teve queda de 6,9% nas granjas em São Paulo e está cotado em R$103,00, enquanto a carcaça suína no atacado caiu 2,0%, negociada em R$10,00/kg.

SCOT CONSULTORIA

MEIO AMBIENTE

Grandes frigoríficos focam em ESG para ganhar mercado e investidores

Iniciativas buscam reduzir emissões de gases de efeito-estufa

As boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) vem ganhando espaço nos grandes frigoríficos brasileiros. A partir da revisão de processos e produtos em busca de conformidade com os parâmetros ESG, surgem para os consumidores opções como a marca Viva, linha de carnes com atributos de sustentabilidade lançada pela Marfrig e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no segundo semestre do ano passado. O produto tem a certificação carne carbono neutro (CCN), desenvolvida pela Embrapa, que atesta que o gado foi criado em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF), que ajudam a neutralizar as emissões de gases de efeito-estufa. “Desde 2009 temos controle de origem dos animais, assinamos compromisso para termos cadeia livre de desmatamento e somos pioneiros no sistema de geomonitoramento diário para assegurar que o animal não é proveniente de áreas desmatadas, indígenas e de unidades de conservação, nem de trabalho escravo e áreas embargadas pelo Ibama”, afirma Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade da Marfrig. O rastreamento é realizado em área equivalente a 30 milhões de hectares. O frigorífico também investe no controle de emissões de carbono de suas próprias atividades e ainda daquelas relacionadas a seus produtores, estimulando a adoção, por parte deles, de sistema de produção integrado pecuária-lavoura. A empresa tem metas de redução de emissão de gases de efeito-estufa, de 43% em suas operações diretas e de 35% nas emissões de toda sua cadeia de suprimento, para o período de 2019 a 2035. Também investe em produção carbono neutro. “Somos um dos maiores produtores de carne orgânica da América do Sul e provavelmente do mundo. O mercado principal é o dos Estados Unidos”, diz Miguel Gularte, CEO da Marfrig para América Latina. O frigorífico Friboi, do grupo JBS, habilitado para exportar para mais de 140 países, também realiza monitoramento diário por satélite de seus fornecedores: são mais de 60 mil fazendas na Amazônia, em cerca de 45 milhões de hectares. “Isso é bem reconhecido pelo mercado, é o maior do mundo”, afirma Renato Costa, Presidente da empresa. Neste ano, o Friboi deu um passo adiante na produção sustentável com o lançamento da plataforma da pecuária transparente, que permite identificar todo o percurso do animal, desde o início de sua vida até o frigorífico. “Monitoramos o fornecedor do nosso fornecedor. O mercado cobra isso. É inovador”, afirma Costa. Apesar dos avanços, reduzir emissões de gases de efeito-estufa ainda é um desafio para a agropecuária, principal fonte emissora em 66% dos municípios brasileiros. Mesmo com a ampliação de práticas sustentáveis, os resultados ainda estão longe do ideal. Houve alta de 17% na produtividade entre 1997 e 2019, mas as emissões cresceram 41,3%, fruto do aumento do rebanho. “Há adoção de práticas de baixo de carbono, mas não são suficientes para acompanhar o crescimento da produção”, avalia Renata Potenza, do Imalfora, Instituto especializado em economias de baixo carbono.

VALOR ECONÔMICO

Certificação amplia negócios no exterior

Além das exigências fixadas em acordos bilaterais, protocolos avalizam sustentabilidade da produção

As exportações de carne bovina, que chegaram ao recorde de US$ 8,5 bilhões em 2020, passaram a contar, em maio, com estímulo da certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) dada a seis Estados brasileiros livres de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento deve ampliar as exportações do produto, além de contribuir para abertura e expansão de mercados como Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, que exigem a certificação da OIE. Até então, Santa Catarina era o único Estado com tal reconhecimento. As certificações são uma espécie de passaporte para vendas externas. Há casos, como o da União Europeia, terceiro maior importador de carne brasileira, em que as exigências superam certificações sanitárias fixadas em acordos bilaterais. É preciso certificado de rastreabilidade do gado, que monitora origem e identificação do animal, a cargo do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), do Ministério da Agricultura. O governo credencia certificadoras, hoje são 19, para garantir os padrões exigidos pelos importadores. Apesar do crescimento das exportações de carne bovina, a demanda no Sisbov manteve o patamar, refletindo comportamento das importações feitas pela UE. “Estamos com volume de produtores estabilizados. Passamos por uma situação delicada em 2020, quando o mercado europeu entrou em lockdown. Talvez no segundo semestre, com a retomada da economia, os produtores rurais comecem a nos procurar”, diz Sérgio Ribas, Diretor Comercial do Serviço Brasileiro de Certificações (SBC), habilitado pelo Sisbov e que atende cerca de 30% das há 2 horas Suplementos propriedades certificadas pelo Ministério da Agricultura, com 2,5 milhões de animais rastreados por ano. A Lista Trace, relação de fazendas autorizadas a fornecer para a UE, tem cerca de 1,7 mil propriedades no país. A maioria formada por grandes empresas, que somam cerca de 5 milhões de animais rastreados por ano. A entrada de novos grupos na lista deve aquecer a demanda por certificações. Há outras duas categorias de protocolos de certificação para atender mercados com maior nível de exigência ambiental, uma para os exportadores de carne orgânica e outra relativa ao selo de bem-estar animal, que será ser lançado no segundo semestre do ano, com a chancela da europeia Welfare Quality. O país possui outros protocolos que facilitam exportação, que embora não sejam exigidos oficialmente pelos parceiros comerciais, abrem portas do comércio internacional. São protocolos privados geridos pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) por sistema próprio, o Agri Trace Rastreabilidade Animal, de monitoramento da cadeia produtiva de carne bovina. “A demanda é crescente e vejo como tendência, em função da demanda dos mercados importadores. Vemos o interesse cada vez maior”, diz Paulo Costa, Coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade do Instituto CNA. Hoje, há 12 protocolos privados, que rastreiam mais de 2 milhões de carcaças certificadas nos programas firmados com 60 frigoríficos e mais de 22 mil produtores.

VALOR ECONÔMICO

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