CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1519 DE 30 DE JUNHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1519 | 30 de junho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: estabilidade de preços, mas mercado firme nas praças paulistas

As cotações do boi, vaca e novilha gordos ficaram estáveis na última terça-feira (29/6)

Em São Paulo, o fluxo de negócios tem atendido as necessidades das indústrias frigoríficas e algumas já programam as escalas de abates para o feriado estadual em 9/7 (Revolução Constitucionalista). om isso, as cotações do boi, vaca e novilha gordos ficaram estáveis na última terça-feira (29/6) no comparativo diário. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, a vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$317,00/@, R$294,00/@ e R$310,00/@, preços brutos e a prazo. Bovinos jovens destinados à exportação são negociados em até R$320,00/@, preço bruto e à vista.

Scot Consultoria 

Boi: preços têm altas pontuais no Brasil, com demanda chinesa no foco

As especulações em torno do mercado chinês seguem em curso, enquanto os preços físicos da suinocultura local seguem em queda

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis a mais altos na terça-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, apesar de algum conforto das escalas de abate, os frigoríficos não conseguem exercer pressão, principalmente no que diz respeito aos animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês, muito demandados no mercado neste momento. “É para esses animais que são evidenciados negócios acima da referência média”, assinalou o analista. As especulações em torno do mercado chinês seguem em curso, enquanto os preços físicos da suinocultura local seguem em queda. O governo chinês sinaliza para um franco processo de recomposição do seu plantel, com o rebanho de suínos alcançando muito próximo ao patamar anterior ao surto de Peste Suína Africana. Na primeira quinzena de julho o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará um relatório atualizando as projeções relacionadas aos números do Setor Carnes, com um grande enfoque em relação à China. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 320, na modalidade à prazo, ante R$ 319 a arroba na segunda-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305,00, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, inalterada. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 316 a arroba, contra R$ 314. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. O corte traseiro teve preço de R$ 20,30 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.

CANAL RURAL

Utilização de frigoríficos de carne bovina em MT sobe 2,65 p.p. em maio

Os frigoríficos de carne bovina em Mato Grosso, estado com o maior rebanho do país, elevaram a taxa de utilização em 2,65 pontos percentuais em maio, comparada à de abril, para uma média de 47,44%, disse o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em relatório

Em maio, os abates de bovinos em MT subiram 10,67% ante abril. “Vale ressaltar que este cenário pontual de melhora na oferta foi puxado pelas negociações mais volumosas de animais entre produtor e indústria, devido ao final do período das águas”, disse o Imea no relatório publicado na segunda-feira (28). A utilização real no acumulado do ano até maio foi de 72,19%, a menor da série histórica iniciada em 2010 e resultado que o Imea diz que “não é satisfatório” para os frigoríficos. “É esperado que no curto prazo este cenário se inverta devido à entressafra e isto impacte na ociosidade industrial”, disse o instituto. O preço médio da arroba do boi gordo no mercado futuro está abaixo do que era observado no mercado físico anteriormente e as movimentações dentro da porteira indicam uma inversão de cenário no curto prazo, segundo o Imea. O preço médio da arroba do boi gordo cotado na sexta-feira (25) ficou em R$ 300,67 para dezembro, 2,05% abaixo do observado em 21 de junho. As preocupações relacionadas ao recuo da demanda chinesa e a queda do dólar foram os principais fatores que contribuíram para a redução nas cotações, mas a oferta restrita de animais tende a limitar as quedas nos preços.

CARNETEC

Mapa seleciona 12 adidos agrícolas para representações diplomáticas do Brasil no exterior

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebe, até o dia 02 de julho, as inscrições para seleção de candidatos para 12 postos de adido agrícola junto às representações diplomáticas do Brasil no exterior

O processo seletivo destina-se a preencher os seguintes postos: Pretória, África do Sul; Berlim, Alemanha; Riade, Arábia Saudita; Pequim, China; Seul, Coréia do Sul; Nova Delhi, Índia; Jacarta, Indonésia; Bangkok, Tailândia; Hanói, Vietnã; Tóquio, Japão; Buenos Aires, Argentina; e Cidade do México, México. Para se inscrever no processo seletivo, os candidatos deverão ser servidores do quadro de pessoal efetivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e estar em exercício no Mapa ou em uma de suas entidades vinculadas. Também deve ter, no mínimo, quatro anos de exercício no Ministério ou em entidade vinculada ao órgão, nos últimos dez anos.

MAPA

ECONOMIA 

Dólar sobe e se mantém próximo de R$ 5

O dólar fechou em alta moderada contra o real na terça-feira, com a força da moeda norte-americana no exterior dando respaldo às compras locais em meio a operações típicas de fim de mês e de trimestre

O dólar à vista subiu 0,29%, a 4,9431 reais na venda. A moeda teve forte impulso logo após as 11h e cerca de 20 minutos depois cravou a máxima da sessão, na esteira de dados nos EUA que mostraram disparada na confiança do consumidor do país. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcionar a Ptax para níveis mais convenientes a suas posições, o que pode gerar aumento de volatilidade. Na pesquisa Focus do Banco Central, analistas de mercado esperam dólar de 5,05 reais nos próximos meses e de 5,10 reais ao fim do ano. Mas alguns players veem cenário mais benigno. A uma sessão do fechamento do mês, o dólar cai 5,40% em junho –a caminho da maior queda mensal desde novembro de 2020 (-6,82%). No trimestre, a moeda acumula recuo de 12,21%, o mais intenso desde o segundo trimestre de 2009 (-15,80%), quando os mercados domésticos e globais começavam a se recuperar da chacoalhada decorrente da crise financeira que havia estourado no ano anterior. Em 2021, o dólar cai 4,78%, depois de subir 11,58% até 9 de março, quando estava em 5,7927 reais.

REUTERS 

Ibovespa TEM LEVE QUEDA

A sessão registrou perdas devido ao ambiente externo mais negativo para emergentes e a precificação da nova etapa da reforma tributária em diferentes setores

O Ibovespa terminou o dia em leve queda, enquanto os investidores ajustam suas carteiras de olho na virada do semestre. Após ajustes, o índice terminou em queda de 0,08%, aos 127.327 pontos, com giro financeiro, de R$ 20,45 bilhões. A sessão registrou perdas devido ao ambiente externo mais negativo para emergentes e a precificação da nova etapa da reforma tributária em diferentes setores. O pregão foi marcado por um ambiente mais negativo para emergentes, devido ao avanço da variante delta do coronavírus. A composição de reforma tributária e de sinal negativo para emergentes também atingiu em cheio o setor de shoppings, que registrou os piores desempenhos do dia com quedas superiores a 3%. As empresas correm o risco de ver uma firme alta na taxa de imposto corporativo devido ao fim do regime de “lucro presumido” – proposto na reforma tributária. Para os analistas do BTG Pactual, a expectativa é que a alíquota tributária geral das empresas do setor suba para aproximadamente 29% do EBT (lucros antes de impostos), contra previsão anterior de 19% em 2023. Ontem, o Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), reconheceu que a discussão sobre a reforma ainda é inicial e pode passar por mudanças. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, por sua vez, afirmou que poderia mexer em uma redução adicional do Imposto de Renda para Pessoa Jurídica (IRPJ). Ainda assim, o clima de incerteza segue pesando no mercado.

VALOR ECONÔMICO

Governo central tem déficit de R$ 20,9 bi em maio, diz Tesouro

Nos primeiros cinco meses de 2020, o governo central registrou déficit de 222,493 bilhões de reais

O governo central registrou um déficit primário de 20,947 bilhões de reais em maio, abaixo do saldo negativo recorde de 126,636 bilhões de reais computado no mesmo mês do ano passado, quando o governo promovia um amplo conjunto de medidas de enfrentamento à crise gerada pela pandemia da Covid-19. No acumulado do ano, o governo central –composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central– ainda registra um superávit primário, de 19,911 bilhões de reais, melhor resultado para o período desde 2014, mostraram dados divulgados pelo Tesouro Nacional na terça-feira. “O resultado primário do mês de maio revela a manutenção na melhora das condições fiscais do Governo Central observada desde o início do ano, ocasionada pelo desempenho bastante robusto da receita, acompanhado de um nível de execução das despesas abaixo do patamar do ano anterior”, disse o Tesouro em nota. O texto destacou que as receitas têm sido impactadas pela maior atividade e também pelo aumento dos preços, que elevam os valores sobre os quais incide a tributação. Já nas despesas, o efeito vem da maior focalização das despesas com o combate à pandemia, da postergação da execução de gastos como resultado do atraso na aprovação do Orçamento do ano e do maior controle de despesas obrigatórias, disse o Tesouro.  As receitas líquidas do governo central aumentaram 93,4% em termos reais no mês sobre maio de 2020, para 112,876 bilhões de reais, enquanto as despesas caíram 31,4%, para 133,823 bilhões de reais. As despesas relacionadas ao combate à Covid-19 somaram 16,120 bilhões de reais no mês –dos quais 8,919 bilhões de reais disseram respeito ao pagamento do auxílio emergencial– e 36,598 bilhões de reais no acumulado do ano.

REUTERS 

IGP-M continua desacelerando, mas pressão dos preços ao consumidor não muda, projeta FGV Ibre

André Braz, especialista em inflação do Instituto, espera alta entre 6,7% e 7% para o IPCA em 2021; teto da meta para o ano é 5,25%

A valorização do câmbio e a queda da cotação de commodities em dólares reduziram a inflação no atacado e desaceleraram o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) em junho, mas o alívio não muda o cenário pressionado para os preços ao consumidor. A avaliação é de André Braz, especialista em inflação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), para quem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve aumentar entre 6,7% e 7% em 2021. O teto da meta para o ano é 5,25%. Divulgado hoje pela FGV, o IGP-M cedeu consideravelmente entre maio e junho, de 4,1% para 0,6%. A mediana de estimativas de 24 analistas ouvidos previa alta de 1% para o indicador no período. A inflação acumulada em 12 meses também perdeu fôlego na passagem mensal, de 37,04% para 35,75%. Com peso de 60% no IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi o maior responsável pela descompressão, ao avançar 0,42% na medição atual, ante 5,23% na anterior. Segundo Braz, a principal influência de baixa nos preços do atacado partiu das matérias-primas brutas, que deixaram aumento de 10,15% e recuaram 1,28% agora. Dentro desse segmento, o economista destaca as quedas de 4,71% da soja, de 3% do minério de ferro e de 5,5% do milho. Em seus cálculos, juntas, as três commodities tiveram impacto negativo de 0,97 ponto percentual no IPA de junho, o que mostra quão concentrada nesses itens foi a perda de fôlego da inflação ao produtor na leitura atual. “O repasse para os estágios seguintes da cadeia vai depender de em que medida o dólar se sustenta nesse patamar e se os preços internacionais vão mostrar mudança de tendência ou não”, comentou.

VALOR ECONÔMICO 

Arrecadação tem alta de 70% em maio e soma R$ 142 bilhões, recorde para o mês

Aumento foi registrado na comparação com o mesmo mês de 2020; em relação a abril deste ano, houve queda de 10,13% no recolhimento de impostos

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 142 bilhões em maio, o maior valor para o mês da série histórica da Receita Federal, que teve início em 1995. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 70% na comparação com o mesmo mês de 2020, quando a economia brasileira sofria fortemente os efeitos da pandemia e muitas atividades fecharam para tentar conter a propagação da pandemia. No acumulado do ano até maio, a arrecadação federal somou R$ 744,8 bilhões, também o maior volume para o período da série histórica (1995). O montante ainda representa um aumento real de 21% na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado. No ano passado, o governo também atrasou o pagamento de tributos, como PIS, Pasep e Cofins e a arrecadação previdenciária, o que baixou a arrecadação entre abril e maio. Neste ano, como esses pagamentos não foram postergados, houve alta na receita desses tributos. Segundo a Receita, de janeiro a maio deste ano a arrecadação de impostos ficou 21,17% acima do registrado no mesmo período de 2020. Além da base mais baixa no ano passado, contribuíram para o resultado a maior atividade econômica, que leva a um aumento no pagamento de impostos, resultado, entre outros fatores, do dinamismo do consumo da população e do aumento dos preços das commodities – produtos com cotação internacional, como alimentos, petróleo e minério de ferro. Também contribuiu para o aumento de arrecadação neste ano “fatores não recorrentes”, como recolhimentos extraordinários de, aproximadamente, R$ 16 bilhões de Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e IRPJ de janeiro a maio de 2021, sendo R$ 4 bilhões apenas em maio, além da suspensão de tributos no ano passado, que representou um pagamento maior de R$ 4,5 bilhões neste ano. Essas receitas classificadas como atípicas são, principalmente, pagamento de tributos sobre operações de fusão e outros pagos pelo setor de mineração e extração de minerais, que tem tido forte desempenho com a alta do minério de ferro. Excluídos esses fatores, o crescimento seria de 23,74% em maio.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Tesouro tem superávit de quase R$ 20 bi no ano, mas volta a ficar no vermelho em maio

Déficit no mês interrompe resultados positivos de março e abril e é o terceiro pior para o período

A desaceleração das despesas ligadas à pandemia do coronavírus somada a uma expansão nas receitas federais levou o governo a registrar superávit de R$ 19,9 bilhões no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. O resultado, divulgado pelo Tesouro Nacional na terça-feira (29), representa uma reversão do déficit de R$ 222,4 bilhões registrado no mesmo período do ano passado –quando o país enfrentava o primeiro ano da pandemia e executava medidas mitigadoras com impacto fiscal mais forte (como o auxílio emergencial mais elevado e mais adiamentos de impostos). As receitas subiram 24% em relação ao mesmo período de um ano atrás enquanto as despesas caíram 17%. O Secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, destacou o crescimento observado em vários itens da arrecadação e inclusive nas chamadas receitas não-administradas pela Receita, representadas principalmente pelos royalties obtidos com a exploração de petróleo. Apesar de ter sustentado um resultado no azul no acumulado do ano, o Tesouro registrou déficit de R$ 20,9 bilhões em maio –interrompendo os resultados positivos registrados em março e abril. Os números em 2020 já mostravam retração desde fevereiro, antes dos efeitos da pandemia, mas se agravaram de abril a julho com quedas que chegaram a 32,9% na comparação com os respectivos meses de um ano antes. Embora em menor patamar do que no ano passado, as despesas com o coronavírus continuam afetando os números. Em maio de 2021, as despesas em resposta à crise da Covid-19 totalizaram R$ 16,1 bilhões. No acumulado dos primeiro cinco meses do ano, o montante chega a R$ 36,2 bilhões. Esse é o terceiro pior maio da série histórica (já considerando dados atualizados pela inflação), perdendo apenas para 2017 e para o ano passado. No mesmo mês de 2020, foi registrado um rombo de R$ 136,8 bilhões nas contas federais.

FOLHA DE SP 

EMPRESAS

JBS fecha unidade por tempo indeterminado no MS

O frigorífico da JBS em Coxim (MS) dispensou funcionários e paralisou as operações por tempo indeterminado 

O fechamento ocorreu na última sexta-feira e deixou pelo menos 400 pessoas sem emprego, sendo mais de 200 somente que atuavam diretamente na planta. A medida foi confirmada pelo Secretário de produção Jaime Verruck que destacou que apesar das tentativas do Governo a planta foi fechada. A alegação seria a falta de animais prontos para o abate na região. Em nota a JBS confirmou a suspensão das atividades na unidade em função da necessidade de adequação do nível de estoques às condições do mercado.

JP News

Minerva recebe Selo Energia Renovável do Instituto Totum

A Minerva Foods informou na segunda-feira (28) que é a primeira empresa brasileira a receber o Selo Energia Renovável em âmbito global, emitido pelo Instituto Totum

O Selo Energia Renovável do Instituto Totum foi emitido em parceria com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e a Associação Brasileira de Energia Limpa (Abragel), para todas as unidades da Minerva no Brasil, disse a processadora de carne bovina em comunicado. O selo assegura a compra de certificados de energia renovável (I-RECs) pela Minerva Foods, com a chancela REC Brazil, permitindo à empresa zerar as emissões líquidas de gases causadores do efeito estufa provenientes da aquisição de energia elétrica consumida em 100% das operações no país. “Ao comprar os certificados em quantidade compatível com o consumo para fabricação de seus produtos, as unidades da Minerva Foods no Brasil certificam, de forma oficial, que são abastecidas com energia proveniente de geração eólica”, disse a companhia. A energia elétrica utilizada pela Minerva Foods para consumo de suas unidades industriais não emite CO2 e é gerada por usinas que atendem pelo menos 5 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

CARNETEC 

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preços caem forte na terça-feira

Segundo o Cepea/Esalq, os valores dos principais insumos da alimentação, o milho e o farelo de soja, estão em queda. Entretanto, lideranças do setor ainda se preocupam com o arrefecimento do mercado

Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu 6,25%/3,70%, chegando a R$ 120,00/R$ 130,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,02%/1,00%, valendo R$ 9,70/R$ 9,90 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (28), houve queda de 5,04% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,59/kg, recuo de 4,89% no Paraná, baixando para R$ 6,62/kg, queda de 4,49% em São Paulo, valendo R$ 7,23/kg, retração de 2,67% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,28/kg, e de 2,63% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,67/kg.

CEPEA

Brasil terá argumentos contra proposta saudita redução de prazo de validade da carne de frango

Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), além das gestões bilaterais realizadas pelo Embaixada do Brasil em Riade junto às autoridades locais, o tema será discutido multilateralmente na OMC 

“Na próxima reunião do Comitê SPS da OMC, que ocorrerá de 14 a 16 de julho próximo, o Brasil apresentará preocupação comercial específica (STC, na sigla em inglês) contra as suspensões sauditas de frigoríficos brasileiros”, disse o Itamaraty, em nota. O Ministério apontou ainda que os comentários técnicos à notificação da Arábia Saudita estão sendo finalizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e serão apresentados à Organização dentro do prazo estabelecido na notificação. “Além disso, o Brasil vem-se coordenando com outros países potencialmente afetados pela medida”. Segundo o Itamaraty, “é preocupante a proposta saudita de redução dos prazos de validade para carne de frango, sobretudo diante dos potenciais efeitos negativos para nossas exportações. Na perspectiva brasileira, a referida medida não está em consonância com o sistema multilateral de comércio, especialmente no que diz respeito aos Acordos SPS e TBT da OMC”. O Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal) ABPA), Ricardo Santin, informou que a entidade está subsidiando o MAPA com informações sobre a avicultura brasileira e exportações, e também o Conselho Mundial de Avicultura (IPC, na sigla em inglês). Para Santin, a proposta saudita de reduzir o tempo de prateleira da carne de frango importada não fecha o mercado para o Brasil, “mas torna muito difícil” por questões logísticas.

AGROLINK

Nova cota do México para importação de carne de frango deve beneficiar o Brasil

Os exportadores brasileiros devem ser beneficiados pela abertura de uma nova cota de 30 mil toneladas para importação de carne de frango de nações exportadoras extra-USMCA (acordo de livre comércio dos países da América do Norte), publicada pela Secretaria de Economia do Governo do México

A publicação é de 23 de junho, e aponta questões de aumento de preços internos da carne de frango para a definição desta nova cota para a importação de volume de nações produtoras, como é o caso do Brasil. A cota (com isenção de tarifas de importação) é válida para diversos cortes com ossos e desossados de carne de frango (como peito, coxa e sobrecoxa, asas e outros). Atualmente, mesmo com a aplicação de tarifas de 75%, o mercado mexicano é um importante destino do produto brasileiro, dado as condições específicas de mercado no México neste ano de 2021. De acordo com levantamentos da ABPA, entre janeiro e maio, o país importou 38,3 mil toneladas – volume expressivamente maior que o efetivado no mesmo período de 2020, quando foram embarcadas 2,3 mil toneladas. “Há quase uma década temos construído uma forte parceria com o México, apoiando especialmente em momentos em que a oferta local enfrenta problemas para o abastecimento interno. Esta é uma parceria que tem dado certo, e que agora deve ganhar novo impulso, influenciando o saldo positivo das exportações brasileiras”, disse o Presidente da ABPA, Ricardo Santin.

AGROLINK 

Boi, suíno e frango: desempenho em junho e no 1º semestre de 2021

Enquanto as duas principais matérias-primas do setor, milho e farelo de soja, estão com queda de preço em relação ao mês anterior, frango, boi e suíno completam o período com ganho mensal – de, respectivamente, 4,19%, 2,52% e 10,60%

Na média do primeiro semestre de 2021, frente a uma valorização em torno de 50% sobre idêntico período do ano passado, o milho ainda registra incremento próximo de 94%.  O ganho do farelo de soja (38,63%) ficou abaixo do registrado pelos outros quatro itens. Mas essa é uma perda pontual, pois, na média de 2021, a maior evolução de preço está sendo registrada exatamente pelo farelo de soja (quase 74% de aumento), superando o milho que, neste ano, ficou 71,15% mais caro que nos mesmos seis meses de 2020. Neste ano, frango, boi e suíno alcançam preços 55,03%, 53,54% e 36,60% superiores aos da média do primeiro semestre de 2020. 

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