Ano 7 | nº 1516 | 25 de junho de 2021
NOTÍCIAS
Boi/Cepea: Cai diferença entre valores da arroba e da carne no atacado
A diferença entre os preços do boi gordo e da carcaça casada bovina está em 9,01 Reais/@ neste mês de junho (até o dia 22) – com vantagem do animal –, um pouco abaixo da observada em maio, de 11,67 Reais/@
Trata-se, também, da segunda menor diferença deste ano, atrás apenas da registrada em janeiro/21, que foi de 5,27 Reais/@. Segundo pesquisadores do Cepea, a atual diminuição na diferença entre os valores se deve à valorização mais intensa da carne bovina frente à registrada para o boi gordo para abate. E esse cenário é verificado mesmo com o consumo interno por carne bovina enfraquecido – e sem sinais de reação, devido ao baixo poder de compra da maior parte da população brasileira e aos altos patamares de comercialização da proteína. Neste caso, além da recente desaceleração das vendas de carne bovina à China, a valorização do Real frente ao dólar pode estar limitando as exportações brasileiras da proteína, o que, consequentemente, dificulta avanços mais intensos nos preços internos da commodity.
CEPEA
Boi gordo: escalas confortáveis e preços estáveis em São Paulo
As escalas de abate confortáveis e o baixo escoamento de carne bovina mantiveram os preços estáveis para as três categorias destinadas ao abate na última quinta-feira (24/6), na comparação diária
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, a vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$317,00/@, R$294,00/@ e R$310,00/@, preços brutos e a prazo. Para os animais destinados à produção para exportação, de até quatro dentes, os negócios se dão em torno de R$320,00/@, preço bruto e à vista.
SCOT CONSULTORIA
Boi: oferta restrita ainda impede queda nas cotações
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a baixa disponibilidade da oferta segue sustentando as cotações no mercado físico do boi gordo
Segundo o analista Fernando Iglesias, apesar do avanço das escalas de abate em várias regiões do país, os frigoríficos não conseguem encerrar negociações com preços mais baixos. Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram nova queda, sendo que apenas o vencimento mais curto teve uma leve alta. O ajuste do vencimento para junho passou de R$ 318,50 para R$ 319,00, do outubro caiu de R$ 320,60 para R$ 317,25 e do novembro, de R$ 323,80 para R$ 319,80 por arroba.
CANAL RURAL
Disponibilidade de oferta determina preço e boi é negociado a R$ 319 em SP
O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na quinta-feira
Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais terminados permanece discreta, ditando o ritmo dos negócios. “Mesmo com algum conforto das escalas de abate em determinadas regiões do país, os frigoríficos não conseguem exercer pressão sobre o mercado”, assinalou Iglesias. O ritmo de embarques de carne bovina no decorrer do mês de junho segue positivo, ainda com um bom volume de exportação destinado ao mercado chinês. “Entretanto, este resultado faz menção a contratos firmados anteriormente. A preocupação com a constante queda dos preços na China diz respeito ao desempenho das exportações brasileiras de proteína animal no segundo semestre e em 2022. Com preços mais baixos dentro do mercado chinês, não há necessidade de pagar tão caro pela proteína animal e possivelmente não haverá necessidade de aquisição de volumes tão expressivos”, alertou o analista. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 319, na modalidade à prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305 a arroba, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, ante R$ 311,00 ontem. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba, contra R$ 312. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, a tendência é que haja maior espaço para reajustes no período de virada de mês, período que conta com maior apelo ao consumo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. O corte traseiro teve preço de R$ 20,30 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha de R$ 17,40 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Frigoríficos de carne bovina têm a maior taxa de ociosidade desde 2012
A ociosidade é estimada considerando a capacidade de abate diária do frigorífico e a quantidade de cabeças abatidas por dia, em porcentagem. Nos últimos tempos essa quantidade de gado não tem sido suficiente para ocupar a capacidade de abate dos frigoríficos
Essa desocupação está sendo causada por uma associação de fatores e o mais importante é, justamente, a queda da oferta de bovinos. E a causa dessa retração é a retenção de fêmeas, de matrizes, para a produção de bezerros. E por que isso está acontecendo? Porque os bovinos para a reposição do rebanho estão com preços bons, estimulando essa atitude. Pode-se dizer que a quantidade de machos que vai para o abate é relativamente regular todos os anos e o que varia é a oferta de fêmeas. Menos vacas indo para o abate, menor oferta de cabeças no mercado. Nesses primeiros cinco meses de 2021 a desaceleração da exportação também ajudou nesse quadro. O volume de carne bovina in natura exportada caiu em relação ao mesmo período de 2020, diminuindo, em função disso, a necessidade da compra de boiadas. Para driblar ou amenizar essa situação, a estratégia tem sido o abate em dias alternados, a redução da quantidade de cabeças abatidas por dia e, em casos mais críticos, a concessão de férias coletivas. Em 2020, o nível médio de ociosidade já era o maior da história no período, porém, no primeiro quadrimestre de 2021, a taxa subiu 94% em relação ao mesmo intervalo de 2020, chegando aos 45% de ociosidade média neste ano. Em alguns estados, onde a situação das ofertas está ainda mais restrita, o indicador de ociosidade ultrapassa a média nacional, cujos destaques são Bahia, com 53%, Maranhão, com 52%, e Paraná, com 49%. Para este ano, a projeção é de que a oferta de gado continue pequena e deva piorar com o aprofundamento da entressafra. A expectativa para 2022 também é de mercado comprador, com a retenção de fêmeas vigorando ao longo do ano. Com relação ao consumo de carne no mercado interno, outro fator que influi na ociosidade, não se espera grandes avanços, pois a vacinação da população brasileira contra o covid-19 deverá se estender até o final do ano, não dando refresco para as dificuldades econômicas vigentes, com desemprego e queda de renda. O alento vem da exportação, cujo desempenho deverá ser melhor e superar o recorde de 2020 e, desse modo, consumir entre 25% e 30% da produção de carne.
SCOT CONSULTORIA
Pecuarista lucrava mais com arroba mais barata?
Preços estáveis hoje no Brasil é igual a perda de poder de compra
Mesmo com o preço do boi gordo se mantendo próximos aos R$ 320,00/@ no atual mês, o poder de compra do pecuarista era maior quando ele negociava à R$ 290,00/@ em janeiro de 2021. E a situação pode piorar, caso a escalada da inflação (IGP-DI) permaneça e o preço negociado atualmente na B3 para outubro/21 (R$ 321,50/@) se consolide, teremos o pior ano para a evolução do preço da arroba do boi gordo desde 2012. Para o pecuarista manter o mesmo poder de compra de janeiro de 2021, estima-se que o preço do boi deveria ficar acima dos R$ 345,00/@ em outubro/21. A dicotomia é grande, afinal estamos diante do ano de menor abate de bovinos do país dos últimos 12 anos e com uma perspectiva de desvalorização para os próximos meses.
Agrifatto
Arroba em dólares bate recorde histórico
No mercado físico do boi gordo, poucas novidades aparecem no radar, com isso, as cotações permanecem estagnadas, com o valor médio do animal cotado próximo aos R$ 320,00/@
Na B3, o contrato com vencimento em outubro/21 fechou o dia cotado a R$ 320,60/@, desvalorizando 0,05% no comparativo diário. Outro fato que se destaca é a chegada do dólar comercial no menor nível desde março/2020, cotado a R$ 4,96. A melhora das perspectivas econômicas do Brasil, o aumento da taxa de juros do país e o discurso do presidente do FED, Jerome Powell, mostrando reticente em aumentar os juros norte-americanos justificam essa queda. Com isso, o preço da arroba do boi gordo em dólares rompe patamares históricos e encosta nos US$ 65,00/@
Agrifatto
MAPA muda modelo da GTA impressa
Ressaltando que se trata de documento a ser utilizado somente quando e onde não for possível o uso do documento eletrônico (eGTA), o MAPA acaba de publicar Instrução Normativa (IN) em que aprova novo modelo impresso da Guia de Trânsito Animal (GTA) a ser utilizado em todo o território nacional para o trânsito de animais vivos, ovos férteis e outros materiais de multiplicação animal
Na mesma IN estabelece padrão eletrônico da Guia de Trânsito Animal (GTA), na forma do modelo e-GTA. Assinada pela Ministra Tereza Cristina, a IN (número 9, de 16 de junho de 2021) foi publicada na edição desta quinta-feira (24) do Diário Oficial da União e entra em vigor dentro de uma semana, ou seja, a partir de 1º de julho de 2021.
MAPA
5 passos para prevenir o estresse de transporte do gado
O estresse do transporte é um fator inevitável para qualquer operação de carne bovina. Tratar o estresse do transporte em bovinos é um desafio, No entanto, os efeitos negativos à saúde causados pelo transporte de animais podem ser limitados pela implementação de uma série de boas práticas de manejo
Passo 1: Identifique seus fatores de risco específicos. Alguns fatores comuns que aumentam os efeitos do estresse de transporte em bovinos incluem abarrotamento de animais, movimento excessivo da carreta, estresse por calor, desidratação, introdução de novos patógenos e protocolos de recebimento inadequados. Passo 2: Incorpore certificações de garantia de qualidade da carne bovina. Uma vez que os animais são carregados em um caminhão, é fundamental que o motorista seja intencional sobre como os animais são tratados para reduzir o estresse. Garantir que o motorista tenha uma certificação para transporte de animais pode proporcionar a tranquilidade de saber que os animais serão tratados de maneira adequada. Passo 3: Desenvolva um protocolo de recebimento. O risco de estresse no transporte não termina quando o animal é recebido. Embora você tenha menos controle sobre o gerenciamento do estresse durante o transporte, os riscos ainda permanecem nas mãos do pessoal do confinamento. A solução começa com a implementação de um protocolo de recebimento adequado, baseado no manejo de baixo estresse. Quanto mais calmos e quietos os funcionários, mais calmos e quietos os animais ficarão. Isso pode ser realizado evitando o uso de tiro quente, sem gritar em torno dos animais e removendo equipamentos barulhentos (por exemplo, bombas hidráulicas) da área de recebimento. Passo 4: Preste atenção ao que você não pode ver: saúde interna. Embora você possa limitar os estressores externos, como ruídos, movimentos excessivos e experiências estressantes com os animais, um fator de risco frequentemente esquecido é a saúde interna do animal. O estresse do transporte e a introdução de um novo ambiente, novos alimentos e novos patógenos frequentemente resultam em algum nível de dificuldade digestiva. Uma diminuição no consumo de ração, conversão alimentar e ganho de peso podem ser observados, e o culpado é quase sempre devido a uma resposta imunológica no trato digestivo do animal. Passo 5: Confiar em suplementos durante o período de transição. Alguns suplementos comerciais são capazes de aliviar o estresse digestivo durante a chegada de um animal recém-introduzido. O intestino tem um grande impacto no resto do animal, mas como não podemos vê-lo, muitas vezes esquecemos esse fator ao considerar o potencial de um animal. Utilizar um suplemento para ajudar o sistema imunológico a proteger o animal e anular os efeitos dos patógenos pode ajudar a transição do animal para um confinamento de forma mais eficaz. Uma transição mais efetiva permitirá, por sua vez, que o gado consuma mais ração e ganhe mais peso sem desperdiçar energia nas funções imunológicas, aumentando sua lucratividade.
5 steps for preventing transportation stress in cattle, de Tyler Thomas
ECONOMIA
Dólar renova mínimas em mais de um ano
O dólar emendou a quarta baixa consecutiva na quinta-feira, e fechando no menor patamar em mais de um ano, com operadores repercutindo as sinalizações de juros mais altos emitidas pelo Banco Central e o ambiente externo positivo
O dólar à vista caiu 1,16%, a 4,9062 reais na venda. É o menor patamar desde 9 de junho de 2020 (4,8885 reais). Na semana, o dólar recua 3,26%, aprofundando a queda em junho para 6,11%. Em 2021, a cotação cede 5,50%, o que faz do real a divisa de melhor desempenho entre as principais. Mais cedo, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o BC precisará adotar uma política de juros mais restritiva do que a prevista pelo mercado no relatório Focus para garantir o cumprimenta da meta de inflação em 2022. As projeções do Focus incorporadas ao cenário-base do BC apontam Selic de 6,25% ao final deste ano e de 6,50% no fim de 2022. No mercado, as expectativas já estão migrando para a casa de 7% ao fim de 2021, patamar mais de três vezes superior à mínima histórica de 2% que vigorou até meados de março. No mesmo evento de mais cedo, o Presidente do Banco Central avaliou que a recente trajetória de apreciação do câmbio brasileiro pode ser explicada, em parte, por uma melhora do fluxo financeiro. Essa melhora, de acordo com Campos Neto, é uma reação defasada ao superciclo das commodities –evidenciada pelos números da balança comercial– e também a uma procura de investidores por ativos que combinem crescimento com estabilidade fiscal. O bom desempenho do real na quinta foi turbinado ainda pelo ambiente externo pró-risco. As bolsas de valores de Nova York voltaram a cravar recordes, e as commodities chegaram ao fim da tarde em alta, assim como boa parte das moedas de risco, com o otimismo sobre a recuperação global e após um acordo nos EUA sobre um pacote de infraestrutura.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com apoio de Wall St
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira após duas quedas seguidas, embalado por perspectivas positivas de retomada da economia e pela trajetória benigna em Wall Street, que teve sessão marcada por novas máximas históricas
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve acréscimo de 0,66%, a 129.269,25 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro da sessão somava 25 bilhões de reais.
REUTERS
BC eleva a 4,6% projeção para crescimento do PIB em 2021
O Banco Central elevou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 para 4,6%, ante 3,6% estimados em março, citando o resultado melhor do que o esperado no primeiro trimestre do ano e os indicadores disponíveis para o trimestre corrente
“Adicionalmente, recuperação parcial da confiança dos agentes econômicos, medidas de preservação do emprego e da renda, prognóstico de avanço da campanha de vacinação, elevados preços de commodities e efeitos defasados do estímulo monetário indicam perspectivas favoráveis para a economia”, afirmou o BC em seu mais recente Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na quinta-feira. O BC frisou, contudo, que o ritmo de crescimento ainda enfrenta bastante incerteza e destacou como principais riscos a disseminação de novas variantes do coronavírus, custos elevados em algumas cadeias produtivas e eventuais implicações da crise hídrica. A revisão da projeção para o PIB foi determinada principalmente pela melhora dos prognósticos para o setor de serviços, cujo crescimento é estimado agora em 3,8%, ante 2,8% em março. As estimativas para o desempenho da agropecuária e da indústria sofreram ajustes menores –respectivamente de +2% para +2,5% e de +6,4% para +6,6%. Do ponto de vista da demanda, houve alta na previsão para o consumo das famílias, de 3,5% para 4,0%, e para a formação bruta de capital fixo (FBCF, uma medida de investimento), de 5,1% para 8,1%. Os ajustes, segundo o BC, repercutiram elevação do carregamento estatístico após os resultados do primeiro trimestre. A nova projeção do BC para o PIB segue abaixo da estimativa do mercado de crescimento de 5%, segundo a mais recente pesquisa Focus feita com analistas econômicos.
REUTERS
BC projeta crescimento de 11,1% para crédito no país em 2021
O Banco Central (BC) projetou um crescimento do crédito no país de 11,1% este ano, ante projeção de 8,0% feita em março, conforme dados do seu Relatório Trimestral de Inflação divulgado na quinta-feira
Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 13,5% em 2021, contra expectativa anterior de 11,5%. Para as empresas, a alta foi calculada em 8,0%, ante 3,4% no último relatório. Para o estoque de crédito livre, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e tomadores, o BC projetou uma expansão de 13,5%, ante 11,1% nas suas estimativas realizadas em março. Para o crédito direcionado, que atende a parâmetros estabelecidos pelo governo, a perspectiva passa a ser de alta de 7,7% (+3,7% antes).
REUTERS
EMPRESAS
Minerva inclui cortes dianteiros em linha gourmet
Mudanças no portfólio ocorre em meio a dificuldade de repassar aumento da arroba bovina para no preço dos cortes mais nobres
Em meio à forte alta no preço da arroba bovina no país, a Minerva Foods anunciou na quarta-feira (24/6) a inclusão de cortes dianteiros na sua linha de produtos premium, a Estância 92. Até então, a marca trabalhava somente com cortes traseiros – cujo repasse de preços ao consumidor tem sido mais difícil diante da crise econômica que atinge o país. Segundo números do Cepea e do Instituto de Economia Agrícola do Estado de São Paulo, enquanto a arroba bovina registrou alta de 17,2% no acumulado deste ano até maio, o preço médio dos cortes traseiros negociados no atacado paulista registrou alta de apenas 4,35%. Já os cortes dianteiros, que incluem opções mais baratas da proteína como paleta, peito e acém, acumulam alta de 19,2%. Entre as novas opções apresentadas pela Minerva estão o Miolo de Acém, Coração de Paleta, Peixinho e Raquete. De acordo com a empresa, os cortes “carregam as características e alto padrão de qualidade já presentes nas linhas comercializadas pela Minerva Foods” e serão vendidos em embalagens a vácuo resfriadas – como ocorre com os demais produtos da marca (Bombom, Baby Beef, Chorizo, Cupim, Entrecôte, Filé Mignon, Fralda, Maminha e Picanha).
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos/Cepea: Queda nos preços dos grãos alivia situação de suinocultor
O suinocultor, enfim, começa a sentir certo alívio. Isso porque, neste mês de junho, enquanto os preços do suíno vivo registram forte aumento, os valores dos principais insumos da alimentação, o milho e o farelo de soja, estão em queda
Assim, pesquisadores do Cepea indicam que esse contexto diminui a pressão desse custo sobre as margens da atividade. Levantamento do Cepea mostra que, no mercado independente de suínos, o incremento na demanda e a oferta controlada de animais vêm impulsionando os preços neste mês. Na região SP-5, o animal registra média de R$ 8,02/kg na parcial de junho (até o dia 22), altas de 19,8% no comparativo mensal e de 69,8% no anual, em termos nominais.
CEPEA
importação de carne de frango em 2021 nas projeções da FAO
O quadro mostrando as tendências de importação de carne de frango no corrente exercício não apresenta grandes variações no tocante aos 10 principais importadores que (puxados sobretudo pela China, mas também por África do Sul e Rússia) tendem a – nas primeiras projeções da FAO para 2021 – reduzir seu volume de compras em mais de 1%
O quadro tem agora, na quarta posição, um “novo” integrante resultante do Brexit: o Reino Unido, cujas importações superam as dos demais 27 componentes da União Europeia. Um integrante que, na realidade, corresponde a quatro diferentes países – Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte – e que, junto com os outros três países já mencionados, deve reduzir suas importações em mais de 2%. A participação desses 10 importadores no total mundial previsto para este ano é praticamente a mesma de 10 anos atrás, com variação de apenas 1,05 ponto percentual (de 54,57% do total para 55,62%, aumento de 1,93%). Mas, internamente, algumas mudanças foram bastante significativas, até radicais – para mais ou para menos. O caso mais gritante é, sem dúvida, o da Rússia, cuja participação nas importações mundiais deve, em 2021, retroceder mais de 60% em relação a 2011. Mas igualmente expressivas são as quedas previstas para Angola (menos 27%) e Arábia Saudita (menos 20%). Aumentando sua participação no total mundial se encontram quatro países, mas apenas dois se colocam como grandes importadores da carne de frango brasileira: Japão e África do Sul. Ou seja: os maiores avanços (+26,60% do México; +43,15% de Cuba) estão previstos para os vizinhos dos EUA (neste ano, entre janeiro e abril, primeiro e segundo maiores importadores da carne de frango norte-americana; já em relação ao produto brasileiro se colocaram na 15ª e 25ª posições, respectivamente). É impossível avaliar a participação do Reino Unido em 2011 pois seus dados estavam inclusos na União Europeia. Seria incorreto afirmar que a participação da UE tende a um recuo de mais de 25%, porquanto nos dados de 2011 estavam as importações do Reino Unido. Já o recuo chinês não se resume à participação no total importado mundialmente, mas se estende também ao volume. Assim, enquanto as importações mundiais tendem a alcançar, neste exercício, volume 10% maior que o de 2011, as importações da China tendem a um recuo próximo de meio por cento.
AGROLINK
EUA fecham 1º quadrimestre de 2021 com aumento de 2,87%na exportação de carne de frango
Revertendo o fraco resultado de um ano atrás, quando retrocederam a um dos menores volumes de 2020, em abril último as exportações de carne de frango dos EUA continuaram próximas das 300 mil toneladas, alcançando volume que representou aumento de 12,65% sobre o mesmo mês do ano passado
Em decorrência, o acumulado nos quatro primeiros meses de 2021, ligeiramente inferior a 1,140 milhão de toneladas, apresentou evolução de 2,87%, enquanto o acumulado em 12 meses – pouco mais de 3,375 milhões de toneladas – ficou 2,12% acima do registrado em idêntico período anterior. Como fica claro pelo gráfico abaixo, à direita, o total exportado entre maio de 2020 e abril de 2021 corresponde ao maior acumulado em 12 meses registrado desde abril de 2019. Mas ainda não é o recorde. Este foi registrado em fevereiro de 2014, ocasião em que a somatória das exportações norte-americanas em 12 meses ficou próxima dos 3,380 milhões de toneladas.
AGROLINK
INTERNACIONAL
Carne grátis por um ano é oferecida pela JBS dos EUA em sorteios para vacinados
A companhia de alimentos JBS informou na quinta-feira que doará carne bovina, de porco e frango no próximo ano para 50 famílias dos Estados Unidos que participarem da vacinação nas clínicas patrocinadas pela empresa durante as próximas semanas
A empresa afirmou que quase 70% de seus 66 mil funcionários dos EUA estão completamente vacinados, e espera que a doação de carne influencie os residentes das áreas rurais, não apenas os funcionários, a se vacinarem nas localidades em que a companhia opera. “Nós realizamos grande progresso, e as nossas taxas de vacinação estão muito mais altas do que nas comunidades que chamamos de lar”, afirmou o Presidente-Executivo da JBS nos EUA, André Nogueira. O sorteio para a doação de carne é o incentivo mais recente sendo oferecido por empresas e pelo governo para conquistar aqueles que estão hesitando em relação à vacinação. Ao redor do mundo, recompensas dos mais variados tipos estão disponíveis para aqueles que se vacinarem. Nos Estados Unidos, o Presidente Joe Biden provavelmente não irá conseguir cumprir a meta de 70% dos adultos receberem pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19 até 4 de julho, segundo representantes. A primeira rodada nas clínicas da JBS começa no sábado em Greeley, no Colorado, onde a empresa opera uma grande unidade de carne. No ano passado, seis trabalhadores da instalação morreram de Covid-19, e quase 300 foram infectados, de acordo com dados do estado.
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