Ano 7 | nº 1515 | 24 de junho de 2021
NOTÍCIAS
Boi: oferta segue restrita e impede queda nos preços
Segundo analista, o mercado volta a se deparar com negociações acima da referência média
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado volta a se deparar com negociações acima da referência média. “Os frigoríficos ainda se deparam com escalas de abate relativamente confortáveis, posicionadas entre três e cinco dias úteis em média. A oferta de animais terminados permanece restrita e dificulta que negócios sejam concretizados a níveis mais baixos neste momento”, assinalou Iglesias. A preocupação aumenta à medida que os preços da suinocultura cedem. No mercado físico chinês, os preços já recuaram em torno de 50% durante o ano de 2021. “Este é um sintoma bastante nítido de avanço da oferta, considerando que a economia chinesa apresenta bom nível de crescimento no ano corrente. Nesse tipo de ambiente é natural que haja uma mudança do perfil importador da China, buscando renegociar contratos a preços mais baixos e possivelmente reduzindo o ritmo de compras”, disse o analista. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 319, na modalidade à prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305 a arroba, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 311. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309 inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 312 a arroba estável.
No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios oferece pouco espaço para reajustes, avaliando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “É importante mencionar que o consumidor médio ainda opta pela carne de frango como sua proteína de escolha, considerando o menor impacto sobre a renda média”, disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 20,30 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: oferta pequena de animais para abate mantém os preços firmes
O consumo de carne bovina mais lento na segunda quinzena explica os preços estáveis no mercado do boi gordo nas praças paulistas nos últimos dias
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, na última quarta-feira (23/6), o boi gordo ficou cotado em R$316,50/@ no estado, considerando os preços brutos, a prazo. No Rio Grande do Sul, o mercado está firme e há dificuldade em compor as escalas de bate. Os preços ficaram estáveis na comparação dia a dia, mas com negócios acima da referência. Já no Sul de Goiás, houve alta de R$1,00/@ para o boi e novilha gordos. A cotação da vaca gorda ficou estável.
SCOT CONSULTORIA
Boi: após recorde, indicador do Cepea segue estável
O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, manteve a estabilidade após o recorde histórico registrado na última sexta-feira, 18
A cotação variou 0,11% em relação ao dia anterior e passou de R$ 319,55 para R$ 319,9 por arroba. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 19,75%. Em 12 meses, os preços alcançaram 51,4% de valorização. Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram comportamento misto, em que as pontas mais curtas avançaram e as mais longas tiveram leve queda. O ajuste do vencimento para junho passou de R$ 317,80 para R$ 318,50, do outubro caiu de R$ 320,75 para R$ 320,60 e do novembro, de R$ 323,95 para R$ 323,80 por arroba.
Canal Rural
No VBP animal, boi recupera parte do espaço ocupado pelo frango
Nas mais recentes projeções da Secretaria de Política Agrícola do MAPA, em 2021 a produção animal brasileira deve alcançar valor bruto (VBP) próximo de R$346 milhões, com os bovinos respondendo por (valores arredondados) 45% dessa cifra, o frango por 27%, o leite por 14%, os suínos por 9% e os ovos por 5%
O boi destinado ao corte apenas retorna à participação de duas décadas atrás (2001) então registrada, porém com uma pequena queda (2% a menos). A participação do frango vivo apresenta evolução de 15%, mas é 10% inferior à de uma década atrás (2011), quando seu índice de participação chegou a 30%, ocupando, principalmente, espaço pertencente ao boi, cuja participação então recuou para 39% do total. Nesse espaço de tempo, a participação dos suínos no VBP animal manteve-se inalterada, em torno dos 9%, enquanto a dos ovos caiu de 6% para 5% e a do leite de 16% para 14%.
MAPA
Golpistas dão prejuízo de R$ 30 mi a pecuaristas
Foram presos suspeitos de integrarem uma quadrilha que aplicava golpes em pecuaristas do Rio Grande do Sul
Segundo a Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) os prejuízos ultrapassam os R$ 30 milhões, sendo um dos maiores danos ao agronegócio na história do Estado. No golpe os criadores negociavam os animais por um valor a prazo em cheque ou depósito bancário, mas nunca recebiam o pagamento. Os criminosos, por sua vez, vendiam este gado a preço menor e com prazo menor para receber e iam girando o dinheiro. Seriam pelo menos 30 casos na Região Central e Fronteira. Um dos produtores que denunciou o golpe disse à polícia que fazia negócios frequentes com o suspeito, criando uma relação de confiança. Uma vez, no entanto, o comprador recolheu os 542 animais negociados sem efetuar o pagamento, de quase R$ 5 milhões. “Ele levou uma vida toda de sacrifício”, lamentou sem se identificar. Foram presos dois suspeitos. Um estava em Porto Alegre e não tem antecedentes. Outro estava em Caçapava do Sul, Sul do Estado.
Agrolink
ECONOMIA
Dólar fecha com variação negativa de 0,05%, a R$ 4,9638
O dólar à vista oscilou entre ganhos e perdas ao longo da sessão e acabou fechando perto da estabilidade nesta quarta-feira, ainda abaixo de 5 reais e em uma nova mínima em pouco mais de um ano, com o mercado dando uma pausa na sequência de baixas acentuadas à espera de novos catalisadores
O dólar spot teve variação negativa de 0,05%, a 4,9638 reais na venda –o menor nível desde 10 de junho de 2020 (4,9398 reais). A moeda vem de duas quedas expressivas: de 1,12% na terça e de 0,96% na segunda-feira. A cotação trocou de sinal várias vezes nesta quarta, oscilando de 4,9809 reais (+0,30%) e 4,9378 reais (-0,57%). Lá fora, o índice do dólar tinha alta de 0,1% no fim da tarde, após oscilar entre ganho de 0,2% e perda de também 0,2%.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda
O Ibovespa fechou com declínio discreto na quarta-feira. Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa cedeu 0,26%, a 128.427,98 pontos. O giro financeiro da sessão somou 29,2 bilhões de reais
Wall Street encerrou com pequenas variações, mas suficientes para o Nasdaq renovar máximas. O S&P 500 fechou com decréscimo de 0,1%, com dados sobre atividade industrial nos EUA e falas de membros do Fed no radar. Para o analista da Clear Rafael Ribeiro, novas declarações “duras” de dirigentes do Federal Reserve pressionaram as bolsas em Nova York e contaminaram os negócios com ações brasileiras. Entre elas, ele citou o comentário do Presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, que reforçou a necessidade de o BC dos EUA subir o juro em 2022 com a inflação mais forte do que o esperado e os EUA em plena recuperação da pandemia.
REUTERS
Ipea aumenta previsão de alta do PIB do setor agropecuário
Segundo instituto, a revisão passou de 2,2% para 2,6% este ano
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou de 2,2% para 2,6% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país) do setor agropecuário para este ano, na comparação com 2020. Os dados, divulgados ontem pelo órgão, indicam também avanço de 2,7% para a produção vegetal e de 2,5% para a produção animal. De acordo com o Ipea, a razão da revisão para cima foi a melhora no resultado esperado de itens importantes tanto na produção vegetal como animal no ano. O Ipea alerta, no entanto, que a crise hídrica “pode prejudicar mais do que o previsto a produção vegetal, e ao segmento da pecuária de bovinos, que ainda tem incertezas relativas à oferta e à demanda”. Na produção vegetal, a projeção do crescimento de 2,7% no ano, que deve ocorrer apesar da queda esperada nas culturas, como o café (-21,0%), o algodão (-19,7%), o milho (-3,9%) e a cana-de-açúcar (-3,1%), não será “suficiente para comprometer o bom desempenho geral da agricultura sustentada nas altas da produção de soja (9,4%), do arroz (2,8%) e do trigo (27,9%)”, observou o Ipea. Na produção animal, a alta de 2,5% no ano, deve ser favorecida pelo crescimento de todos os segmentos conforme a projeção em bovinos (0,9%), nos suínos (6,8%), nas aves (6,5%), no leite (3,2%) e nos ovos (2,3%). O levantamento destacou que mesmo positivo, o desempenho da carne bovina ficou aquém do esperado, compensado pela forte alta de suínos e aves.
AGÊNCIA BRASIL
MEIO AMBIENTE
Emissões da cadeia de abastecimento de carne bovina podem ser reduzidas em mais de 30% até 2030
As contribuições da cadeia de abastecimento de carne bovina para as emissões globais de GEE precisam diminuir, e podem. O Rabobank antecipa que o mercado será o impulsionador mais eficaz da redução das emissões de GEE e acredita que as emissões da cadeia de abastecimento de carne bovina podem ser reduzidas em mais de 30% até 2030 nos principais mercados. Mas para desbloquear as oportunidades, é necessária liderança
Todos os setores e cadeias de abastecimento precisam reduzir as emissões, e a cadeia de abastecimento de carne bovina não é exceção. As cadeias de suprimentos da carne bovina respondem por cerca de 6% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE), dos quais cerca da metade são responsáveis pelo estágio de produção de carne da cadeia de suprimentos. Novas e emergentes tecnologias e práticas de manejo – abrangendo produção de ração, criação de gado, alimentação de gado e manejo de solo e pastagem – oferecem oportunidades significativas para reduzir as emissões. Mas esse não é o único recurso, as emissões da cadeia global de abastecimento de carne bovina também podem ser reduzidas significativamente, transferindo-se as melhores práticas das cadeias de abastecimento de carne bovina mais eficientes para as menos eficientes. De acordo com o Rabobank, os compromissos das empresas de alimentos e agronegócios (F&A) para reduzir as emissões de GEE da cadeia de abastecimento de carne bovina e outras proteínas animais estão aumentando. “Acreditamos que, na maioria das regiões, essas iniciativas provavelmente serão impulsionadoras mais eficazes de ações para reduzir as emissões de GEE nas cadeias de fornecimento de carne bovina do que as regulamentações governamentais”, disse Eva Gocsik, analista de Proteína Animal do Rabobank. As metas voluntárias estabelecidas pelas empresas de F&A oferecem maior agilidade e reconhecimento mais claro para a redução de emissões, e sistemas estão sendo estabelecidos para aumentar a credibilidade dessas ações. Em contraste, as abordagens regulatórias costumam encontrar problemas de medição e relatórios. “Para continuar sendo a força motriz, as abordagens baseadas no mercado precisarão demonstrar progresso, caso contrário, serão substituídas pela regulamentação”, explicou Gocsik. O Rabobank vê espaço para reduzir as emissões de GEE em mais de 30% até 2030 na Europa, América do Norte, Brasil, Argentina e Oceania. Isso significaria uma redução das emissões da cadeia de fornecimento de carne bovina em pelo menos 0,6 gt de CO2 equivalente (CO2-eq) até 2030. As maiores reduções são esperadas na produção de ração a montante e nos estágios de produção de gado da cadeia.
BEEF Magazine
FRANGOS & SUÍNOS
ABPA destaca vantagens para suinocultura e avicultura no Plano safra
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou que o Plano Safra trouxe avanços importantes para o setor de proteína animal. Um deles foi o grande aporte de recursos para o PRONAF, com benefícios diretos também para os produtores do setor
Na mesma linha, a viabilização de recursos via Inovagro deve reforçar a modernização das estruturas de granjas em polos com produção longeva, melhorando os índices de produtividade e a competitividade. Também chama a atenção o aumento do limite de crédito para produtores de milho e de sorgo, o que deve influenciar na oferta de insumos e reduzir os impactos do gargalo de custos de produção que hoje geram um quadro crítico para a avicultura e a suinocultura, com impacto direto na inflação dos alimentos. Foi muito bem recebida pelo setor as linhas de crédito voltadas para a geração de energia renovável através de biogás e biometano, reforçando o compromisso do agro brasileiro com o ESG. É importante destacar os recursos para investimentos em armazéns, outro ponto importante para a melhoria da gestão do abastecimento interno de insumos e redução do quadro especulativo.
ABPA
Futuros do suíno em Chicago atingem limite de baixa e ameaçam competitividade da proteína brasileira
Ainda é incerto se a China vai tentar renegociar contratos com o Brasil, mas devido à baixa de preços, é um risco
Na quarta-feira (23) os contratos futuros do suíno magro na Bolsa de Chicago (CME) atingiram limite de baixa. O preço do suíno magro chegou a @ 104,52 ¢/lp, queda de 2,5% e de acordo com o reporte da Agrinvest, a baixa de hoje dá continuidade ao movimento de queda de quase 15% em relação ao pico atingido no dia 14 desse mês. O analista da Agrinvest, Marcos Araújo, explica que isso pode exercer uma pressão de queda para que os países que comercializam a proteína no exterior continuem na briga por mercado. A razão para que os contratos futuros de suínos tenham atingido o limite de baixa na CME é o aumento da produção interna nos EUA e a expectativa de menor demanda por parte da China, atualmente o maior importador global de carnes, conforme explica Araújo. Dados do órgão da indústria pecuária do gigante asiático apontam que os preços do suíno vivo caíram 65% desde o início do ano, com o aumento da produção nacional e grandes volumes de carne suína importada chegando ao mercado. Os preços para o mercado da suinocultura chinesa caem à medida em que o plantel se recupera da Peste Suína Africana; segundo mídias estatais, o rebanho de suínos da China cresceu 24% até o fechamento do mês de maio. Xin Guochang, funcionário do departamento de pecuária do ministério, em uma entrevista à televisão estatal, apontou que o aumento levou o plantel a “níveis normais para esta época do ano”. A recuperação da suinocultura chinesa preocupa e, nesta semana, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura na terceira semana de junho (13 dias úteis, até agora), arrefeceram em relação ao ritmo obtido na semana anterior. Esta é a segunda semana seguida de recuo nos embarques.
AGRINVEST
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122

