Ano 7 | nº 1489| 18 de maio de 2021
NOTÍCIAS
Boi: indicador do Cepea vai a R$ 303,20 por arroba
O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, teve um dia de preços mais baixos e chegou ao menor patamar desde o dia 5 de março
A cotação variou -1,24% em relação ao dia anterior e passou de R$ 307 para R$ 303,2 por arroba. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 13,49%. Em 12 meses, os preços alcançaram 55,57% de valorização. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na segunda semana de maio foram exportadas 25,43 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. Dessa forma, a média diária embarcada recuou de 5,96 para 5,52 mil toneladas em relação à primeira semana do mês. Sendo assim, o ritmo exportado está 28,7% abaixo do observado em maio do ano passado.
CEPEA
Boi gordo: estabilidade em São Paulo
Com poucas negociações na manhã de segunda-feira, o mercado abriu estável para todas as categorias destinadas ao abate, em relação à última sexta-feira (14/5)
A chegada da segunda quinzena do mês, período de consumo interno mais fraco, somado às programações de abate confortáveis, sustentam esse cenário. O boi, a vaca e novilha gordos ficaram apregoados, respectivamente, em R$306,00/@, R$284,00/@ e R$298,00/@, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Exportações de carne bovina abaixo das expectativas na segunda semana de maio
A Secretaria de Comércio Exterior (Camex) informou ontem que a média diária embarcada ficou em 5,5 mil toneladas até a segunda semana de maio, queda de 28,71%, frente a maio do ano passado, com 7,7 mil toneladas
O volume total embarcado até a segunda semana atingiu 55,2 mil toneladas. Conforme o analista da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, a primeira semana teve um desempenho fraco e a segunda semana também teve desaceleração. “Provavelmente influência de uma proteína cara para os nossos compradores. Se o dólar não voltar a subir, não acredito que passaremos das 120 mil toneladas em maio/21”, disse. O analista de Mercado da Safras& Mercados, Fernando Henrique Iglesias, disse que “esperava um aumento no volume embarcado, mas que precisamos ficar atentos, já que as flutuações são normais, e temos que entender se é uma tendência ou se é apenas um mês fraco”, informou. Os preços médios no acumulado na segunda semana de maio ficaram em US$ 4.891 por tonelada, alta de 11,30% frente aos dados divulgados em maio de 2020 com valor médio de US$ 4.395 mil por tonelada.
AGÊNCIA SAFRAS
Levantamento aponta queda de 20% no confinamento de gado no Mato Grosso em 2021
Percentual de produtores que manifestaram intenção de confinar animais é o menor em cinco anos, aponta pesquisa feita pelo Imea
Levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) com 175 confinamentos em abril aponta que apenas metade dos pecuaristas do maior estado produtor de carne bovina do país pretende confinar animais nos próximos meses. O índice é o menor dos últimos cinco anos, superando apenas a marca de 46,47% registrada em 2016 e, se confirmado, deverá reduzir em 20,16% o número de animais disponíveis para abate nesta modalidade de terminação. De acordo com o instituto, as principais preocupações levantadas pelos produtores estão relacionadas à suplementação e à aquisição de animais, cujos preços atingiram patamares recordes neste ano. Com isso, as únicas regiões do Estado que apresentaram aumento na intenção de confinamento em relação ao ano passado foram o Norte, onde predomina o sistema de ciclo completo, e o médio-norte mato-grossense, onde a proximidade com a lavouras de grãos reduz as dificuldades para originar o principal insumo usado pelos confinamentos depois da reposição. Com o preço do milho mais de 88% acima do registrado em relação ao mesmo período do ano passado, o custo com insumos foi a principal preocupação relatada pelos confinadores do Mato Grosso ao Imea, citada por 34% dos entrevistados, seguida da baixa lucratividade (27%) e do preço do boi gordo (15%). Já os custos de reposição, que acumulam alta de mais de 71% este ano, foram mencionados como principal preocupação por 12% dos pecuaristas ouvidos pelo levantamento.
GLOBO RURAL
Mercado do boi gordo vê preços estabilizarem, mas exportações preocupam
As exportações de carne bovina caíram na parcial do mês, com a China comprando mais dos Estados Unidos, segundo analista da Safras
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na segunda-feira, 17. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda desfrutam de uma posição confortável em suas escalas de abate, posicionadas entre cinco e sete dias úteis, em média. A dinâmica tende a mudar a partir do início da entressafra, avaliando um quadro de oferta mais enxuta neste período, aumentando a propensão de reajustes. Já os dados semanais de exportação de carne bovina servem de alerta neste momento, com a queda dos embarques ao longo do mês maio. “O grande ponto é que este movimento acontece no mesmo momento em que diversas unidades frigoríficas norte-americanas foram habilitadas a exportar para a China”, diz Iglesias. Até a segunda semana deste mês, a quantidade total exportada pelo país chegou a 55,237 mil toneladas, com média diária de 5,523 mil toneladas.
Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 304. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290 a arroba, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 301. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 297 a arroba, inalterados. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais baixos. Conforme Iglesias, a tendência é pela continuidade deste movimento, avaliando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, estável. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,20 o quilo, assim como a ponta de agulha, ambos com recuo diário de 15 centavos.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar fecha com variação negativa de 0,09%, a R$ 5,2665
O foco dos agentes financeiros está na quarta-feira, quando o banco central norte-americano, conhecido como Fed, divulgará a ata de sua reunião de política monetária de abril
O dólar vem mostrando fraqueza em todo o mundo mais recentemente pela interpretação de que a inflação está ganhando ritmo nos EUA em meio aos massivos estímulos monetários e fiscais. Na ata do Fed a ser divulgada na quarta, investidores vão buscar saber se o banco central manterá com a mesma assertividade o compromisso de juros baixos com entendimento de inflação transitória. O debate sobre o dólar no mundo ocorre enquanto no Brasil a moeda parece estar em terreno excessivamente vendido depois da queda de 9,7% entre a máxima de 13 de abril, acima de 5,76 reais, e a mínima do último dia 10 (5,2065 reais). No fechamento do mercado à vista na segunda, o dólar teve variação negativa de 0,09%, a 5,2665 reais na venda. O dólar cai 3,04% em maio. O UBS, por exemplo, avalia que o interesse pelo real para operações de “carry trade” permanece baixo, afetado por uma perspectiva de ambiente político-fiscal ainda “volátil e desafiador” no Brasil. “Em resumo, estamos (UBS) falando em uma postura neutra. Não estamos tão convictos sobre o Brasil neste momento e estamos no modo esperar para ver como as dinâmicas domésticas vão se desenrolar”, disse Alejo Czerwonko, Chefe de Investimentos para América Latina e emergentes do banco privado.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta, sustentado por commodities
A bolsa brasileira encerrou a sessão em alta, mantendo-se no azul praticamente durante todo o pregão, na contramão do sinal negativo vindo das bolsas de Nova York
A alta da renda variável doméstica foi sustentada pelas ações relacionadas às commodities. Após ajustes, o Ibovespa fechou em alta de 0,87%, aos 122.938 pontos, levemente abaixo da pontuação ao final do pregão do último dia 11 (122.964 pontos) que, por sua vez, foi o maior nível alcançado desde 14 de janeiro deste ano. O volume financeiro foi de 26,901 bilhões. Em Nova York, os índices Dow Jones e S&P 500 fecharam com quedas de 0,16% e 0,25%, nesta ordem. O Ibovespa não sucumbiu ao terreno negativo, ajudado pelas ações de Vale, Petrobras e siderúrgicas. Para o estrategista de ações da Genial Investimentos, Filipe Villegas, o bom momento das commodities no exterior somado à agenda doméstica mais fraca em termos de indicadores econômicos e eventos políticos acabaram colaborando na busca por ativos de risco. Na mesma linha, o economista da Valor Investimentos, Paulo Duarte, observa que o descolamento da bolsa brasileira hoje ocorreu devido ao “desconto” em relação aos pares emergentes. “O Ibovespa vem mostrando resiliência porque estava muito para trás”, avalia Villegas, da Genial, e Duarte, da Valor, também chamam a atenção para sinais de avanço no Congresso, com a pauta sobre a privatização da Eletrobras devendo ser votada nesta semana, além do encaminhamento de discussões sobre as reformas tributária e administrativa.
VALOR ECONÔMICO
Produção agroindustrial reage, mas pandemia turva tendência
Indicador do FGV Agro subiu 11,6% em março ante o mesmo mês de 2020, mas base de comparação é baixa
Depois de perder força em fevereiro, a alta interanual do Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) foi vigorosa em março, mas a baixa base de comparação – março de 2020, o primeiro mês da pandemia – deixa turvo o cenário sobre tendências. Segundo levantamento recém-concluído, o indicador subiu 11,6%, puxado pelo expressivo avanço observado no grupo de produtos não-alimentícios (21,7%). Mas no segmento de produtos alimentícios e bebidas, que ficou retraído nos meses anteriores, também houve crescimento (2,6%). O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. Com a disparada de março – a despeito da baixa base de comparação, como reforçou o FGV Agro -, no primeiro trimestre, o PIMAgro acumulou variação positiva de 4,2%, garantida pela área de produtos não-alimentícios, que teve incremento de 11,7%. Alimentos e bebidas, em contrapartida, caíram 2,4% em relação ao intervalo de janeiro a março do ano passado. No grupo de produtos não-alimentícios, o aumento trimestral foi puxado pelas indústrias de fumo (18,6%), insumos (18,3%), borracha (14,7%), têxteis (13,7%) e produtos florestais (6,7%). No ramo de biocombustíveis, houve queda de 10%, em consequência das restrições à circulação impostas pela covid-19. No grupo de produtos não-alimentícios, o recuo foi determinado por retrações da produção de alimentos de origem vegetal (7,9%), alimentos de origem animal (2,4%) e bebidas não-alcoólicas (0,6%) – houve alta de 4% no mercado de bebidas alcoólicas. O FGV Agro destacou, por fim, que, apesar de a alta interanual de março ter contado com a “ajuda” da base de comparação, o resultado em relação a fevereiro deste ano indicou estabilidade.
VALOR ECONÔMICO
FGV: atividade econômica cresceu 1,7% no 1º trimestre
Consumo das famílias diminuiu 1,2% no primeiro trimestre
A atividade econômica cresceu 1,7% no primeiro trimestre de 2021, na série dessazonalizada, em comparação com o quarto trimestre de 2020. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 1,6%. Levando em conta o mês de março, houve queda de 2,1% em relação a fevereiro e crescimento de 5,2% na comparação com março de 2020.Os dados são do Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), divulgados ontem (17) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). De acordo com o Coordenador do Monitor do PIB-FGV, Claudio Considera, o desempenho positivo na comparação com o trimestre anterior surpreendeu, embora mostre a fragilidade do crescimento na comparação mensal, em decorrência da pandemia de covid-19. “Este crescimento foi observado tanto nos três grandes setores de atividade, quanto nos componentes da demanda. No entanto, na comparação mensal, o fraco desempenho de março, frente a fevereiro mostra a fragilidade deste crescimento”. Para o economista, os resultados evidenciam a importância de se acelerar a vacinação da população contra a covid-19, como primeiro passo “para que a economia possa crescer de forma mais sustentável a longo prazo”. Em valores, a estimativa para o PIB do primeiro trimestre de 2021 foi de R$ 2,113 trilhões.
REUTERS
Mercado passa a ver Selic a 6,5% em 2022, com mais inflação
O mercado passou a ver maior aperto monetário em 2022 em meio a projeções mais elevadas para a inflação e o crescimento da atividade econômica neste ano, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira
O levantamento semanal apontou que a expectativa para a taxa básica de juros Selic ao final de 2021 seguiu em 5,50%, mas para o ano que vem aumentou em 0,25 ponto percentual, a 6,50%. A estimativa para a inflação neste ano aproxima-se cada vez mais do teto da meta, uma vez que passou a ser calculada agora em 5,15%, de 5,06% na semana anterior. A meta para este ano é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o ano que vem a perspectiva para a alta do IPCA aumentou em 0,03 ponto percentual, para 3,64% — o centro da meta oficial para a inflação em 2022 é de 3,50%, também com margem de tolerância de 1,5 ponto. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano no Focus passou a 3,45%, de 3,21% antes, e a projeção para 2022 subiu a 2,38%, de 2,33%. Na semana passada, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apontou que a economia brasileira contraiu em março pela primeira vez em quase um ano, mas ainda assim terminou o primeiro trimestre com crescimento graças ao desempenho positivo no início de 2021.
REUTERS
EMPRESAS
BRF testa uso de drones para entregar material genético a integrados
Equipamentos são projetados para voar com segurança durante o dia, à noite e sob chuva leve
Uma experiência realizada em Toledo (PR) lançou mão do equipamento para levar doses de sêmen suíno para inseminação em uma granja na zona rural do município. Dona das marcas Perdigão e Sadia, a BRF diz que os drones, movidos a baterias recarregáveis por energia elétrica, contribuem para a redução de emissão de carbono na atmosfera, facilitam a chegada às granjas em locais de geografia mais acidentada, diminuem o tempo e trazem ganhos ambientais. Segundo a companhia, a iniciativa comprovou ganhos de “tempo, praticidade e segurança do transporte”. Com a rota predefinida, o drone decolou de forma automatizada e usou softwares de navegação, câmeras e sensores para voar até o destino — onde a carga, refrigerada, foi desacoplada e deixada na área de entrega. Depois, retornou ao ponto de origem. Foram testados dois drones, com capacidade de transporte de 2 a 5 quilos e autonomia de 2,5 a 50 quilômetros. Os drones são projetados para voar com segurança durante o dia, à noite e sob chuva leve. “Testamos a movimentação de cargas para estudar a viabilidade desse modelo de transporte para a cadeia agropecuária, para que no futuro possam ser realizados voos mais longos, cobrindo áreas maiores, e para aterrissarmos tecnologias que sejam realmente funcionais no campo”, afirma o Diretor de Agropecuária da BRF, Guilherme Brandt, em nota.
VALOR ECONÔMICO
Joesley tratou delação como estratégia de negócio e fez JBS triplicar de valor em quatro anos
Acordo com a Justiça e venda de ativos evitaram derrocada do grupo que hoje quer abrir capital nos EUA
Afastado do comando de seus negócios há quatro anos, o empresário Joesley Batista e seu irmão Wesley —donos da J&F, empresa que controla companhias como a JBS— assistem de longe aos resultados de sua maior cartada. Desde o vazamento de uma conversa em que o então Presidente Michel Temer (MDB) teria pedido a manutenção dos pagamentos, principalmente para o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) Joesley vendeu alguns de seus negócios mais rentáveis para arcar com os acordos de leniência e delação no Brasil e nos Estados Unidos que fechou com seu irmão e executivos do grupo. No total, os irmãos Batista abriram mão de cerca de R$ 12,4 bilhões, considerando ativos próprios e da J&F, mas, em quatro anos, viram as ações da JBS, considerada a mina de ouro do grupo, triplicar de valor. No auge do escândalo, em maio de 2017, os papéis, negociados a uma média de R$ 10, caíram imediatamente para R$ 5 e hoje estão cotados a cerca de R$ 30 na Bolsa brasileira. A companhia vale R$ 76,3 bilhões e se prepara para abrir capital nos Estados Unidos. O resultado foi planejado como qualquer outro negócio já realizado por Joesley e seu irmão. Procurada pela Folha, a J&F não quis se manifestar. Leia mais:
FOLHA DE SP
Frigorifico de Maracaju é reativado e recebe SISBI para retomar operações
Indústria em Mato Grosso do Sul recebeu o selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal para comercializar para todo o país
O frigorífico, que já estava habilitado para abater e comercializar no município, recebeu na última quarta-feira, 12 de maio, o SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal) para poder vender para todo o país. Assinaram o documento na Semagro, o Secretário Jaime Verruck e o Diretor Presidente da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do MS), Daniel Ingold. Na oportunidade também foi assinado o SISBI para o frigorífico RRX Comércio de Carnes, do município de Corumbá. Segundo o empresário Rodrigo Rodrigues, as expectativas são de que, nos próximos dias, o frigorifico esteja operando com sua capacidade total, abatendo até 200 cabeças de gado por dia, gerando até 150 empregos diretos e outros 100 indiretos.
Semagro-MS
FRANGOS & SUÍNOS
Em 12meses, custos para produzir frangos e suínos já subiram 40%
Só em abril, aumentos foram de mais de 2%, segundo a Embrapa
Os custos de produção de suínos e de frangos de corte mantiveram-se em alta em abril, segundo a nova edição do estudo mensal publicado pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa. Em relação a março, os aumentos das despesas em suínos e frango foram de 2,33% e de 2,75%, respectivamente. Neste ano, o índice ICPSuíno – que em abril ultrapassou pela primeira vez os 400 pontos, chegando a 402,40 – acumula alta de 7,11%, e, nos últimos 12 meses, de 44,55%. Com isso, o custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina subiu R$ 0,16 entre março e abril, chegando a R$ 7,03. Essa foi também a primeira vez que o custo de produção por quilo de suíno vivo ficou acima dos R$ 7. A alimentação dos animais representou 82,11% dos custos totais de produção de suínos. Dessa fatia, o milho respondeu por 46,88%, o farelo de soja, por 25,37%, os núcleos vitamínico-minerais (premix), por 8,3%l, e o farelo de trigo, por 1,55%. No caso do ICPFrango, da alta de 2,75% em abril, 1,56% foram do aumento dos preços do pintinho de corte e 0,94%, da nutrição. Em 2021, o índice dos custos totais de produção de frangos de corte acumula alta de 14,08%; nos últimos 12 meses, a variação é de 39,78%. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, passou dos R$ 4,86 em março para R$ 4,99 em abril. A alimentação representou 75,29% dos custos totais de produção. Em seguida apareceram as despesas com pintinhos de um dia (13,58%) e mão de obra (3,82%). A depreciação das instalações e o custo de capital responderam por 1,93% e 1,60%, respectivamente.
VALOR ECONÔMICO
Embarques de carne de frango diminuem, mas efeito Arábia Saudita ainda não foi sentido
A partir do dia 23 de maio passa a valer o embargo saudita das 11 plantas brasileiras processadoras de carne de aves
Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economial, divulgadas na segunda-feira (10) os resultados das exportações de carnes de aves in natura nos primeiros dez dias úteis de maio segue melhor do que o total de maio/20. Entretanto, houve queda nos resultados em comparação à primeira semana do mês. Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a carne de frango foi a que teve a redução mais discreta em relação às concorrentes (suína e bovina). “Essa diminuição semanal eu acredito que seja motivada pela China comprando menos, já que o país vinha semanalmente realizando boas compras, e deve estar com estoques estatais bem formados. A questão cambial pesa menos neste momento”, disse. A receita obtida com as exportações de carne de frango neste início de maio, US$ 279,3 milhões, representa 55,9% o total obtido em todo o mês de maio de 2020, que foi de US$ 49 milhões. No volume embarcado, as 186.581 toneladas são 50,1% do total exportado em maio do ano passado, que foi 372.373 toneladas. O faturamento por média diária foi de US$ 27.932, quantia 11,95% maior do que maio do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve baixa de 19,33%. Em toneladas por média diária, foram 18.658, leve alta de 0,21% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado da semana anterior, retração de 18%. O preço pago por tonelada, US$ 1.497, foi 11,71% superior ao de maio do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve queda de 1,5%.
AGÊNCIA SAFRAS
Ritmo da exportação de carne suína cai na segunda semana de maio
China com menor apetite nas compras
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura nos primeiros dez dias úteis de maio seguem melhores do que o total de maio/20. Entretanto, houve queda nos resultados em comparação à primeira semana do mês. Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a diminuição de ritmo na segunda semana do mês é reflexo da China menos presente no mercado, com estoques estatais bem abastecidos. A receita obtida com as exportações de carne suína neste mês, US$ 114,2 milhões representa 53,2% do montante obtido em todo maio de 2020, que foi de US$ 215,1 milhões. No volume embarcado, 43.461 toneladas, significa 47,9% do total exportado em maio do ano passado, no montante de 90.721 toneladas. O faturamento por média diária foi de US$ 11.427 quantia 6,21% maior do que maio de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 24,9%. Em toneladas por média diária, 4.346, houve baixa de 4,19% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado a semana anterior, retração de 24%. No preço pago por tonelada, US$ 2.629 ele é 10,85% superior ao praticado em abril passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa queda de 1,26%.
AGÊNCIA SAFRAS
Aurora assume as operações avícolas da Agrodanieli
Após concluir a aquisição da estrutura de produção de aves do Grupo Agrodanieli, sediado no município sul-rio-grandense de Tapejara, a Cooperativa Central Aurora Alimentos prepara-se para assumir efetivamente as operações industriais
Na segunda-feira (dia 17) assumiu o comando das unidades e, quatro dias depois, em 21 deste mês iniciará o abate para o processamento de produtos da marca Aurora. O anúncio foi feito pelo Presidente Neivor Canton. A transação recebeu a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Entraram no negócio quatro unidades produtivas instaladas no município de Tapejara: o Frigorífico de aves localizado na comunidade de São Domingos, com capacidade para abate de 155 mil aves/dia; o Frigorífico de aves situado em São Silvestre, com capacidade de abate de 50 mil aves/dia; a Fábrica de subprodutos e a Fábrica de rações com capacidade estática de produção para 70 toneladas/hora. Também foi adquirido o Incubatório de Aves localizado no município vizinho de Ibiaçá (RS), com capacidade aproximada de 1,7 milhão de ovos/semana. Fez parte do negócio, ainda, a aquisição de uma estrutura de armazenagem de grãos com capacidade de 110.000 toneladas. A força de trabalho atualmente ocupada no segmento de aves da Agrodanieli será mantida. Os cerca de 2.000 trabalhadores diretamente empregados nessa estrutura de produção estão sendo transferidos para o novo proprietário.
AURORA
INTERNACIONAL
Argentina suspende exportação de carne bovina por 30 dias
Medida afeta as brasileiras Minerva e Marfrig, que estão entre as maiores empresas exportadores do país
A Argentina suspendeu ontem as exportações de carne bovina por um mês. A medida afeta frigoríficos brasileiros como Minerva Foods e Marfrig, que estão entre os maiores exportadores do país. A Minerva lidera o abate na Argentina. A decisão foi comunicada na segunda-feira pelo Presidente da Argentina, Alberto Fernández, em reunião com representantes dos frigoríficos. “Chamou para conversar, mas chegou com a medida já decidida”, disse um executivo. O jornal argentino “La Nación” foi o primeiro a reportar a suspensão. Ao Valor, uma fonte afirmou que o presidente argentino adotou a medida com o intuito de reduzir os preços da carne bovina no mercado doméstico. A postura do governo Fernandez provocou irritação, mas não deixa de ser um déjà-vu para os frigoríficos e os pecuaristas, que sofreram com severas restrições durante o governo de Cristina Kirchner, a atual Vice-Presidente. Ao limitar os embarques, o governo Kirchner desestimulou a pecuária e, com isso, reduziu o rebanho argentino em 10 milhões de cabeças, o que diminui o peso do país no comércio internacional de carne bovina. A decisão abrupta da Casa Rosada também ameaça colocar a credibilidade da carne argentina novamente em risco. Para os frigoríficos brasileiros que atuam na Argentina, os impactos são de ordem de grandeza diferente. Da receita total da Marfrig, que obtém mais de 80% da geração de caixa nos EUA, os argentinos representam apenas 1,3%. A Marfrig é dona de marcas conhecidas no país, liderando o negócio de hambúrguer com a marca Paty e o de salsicha com a Vienissima. Na Minerva, a representatividade da Argentina é maior – em torno de 10% da receita total e 27% da subsidiária Athena Foods, sendo parte disso obtida no mercado interno com a marca Swift. A expectativa é que a companhia atenue os impactos da suspensão arbitrando com as exportações de outros países onde também atua (Uruguai, Brasil, Paraguai e Colômbia). Para alguns, a medida será mesmo temporária, representando uma estratégia do governo para ganhar tempo e se preparar para adotar medidas de controle das exportações menos prejudiciais, como o veto à exportação de empresas que não têm frigoríficos. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Argentina é o quinto maior exportador do mundo, atrás de Brasil, Austrália, EUA e Índia. Os argentinos exportaram 819 mil toneladas em equivalente-carcaça no ano passado, o que representou 7,5% das exportações mundiais.
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