CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1486 DE 13 DE MAIO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1486| 13 de maio de 2021

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo deve ter preços baixos até junho, diz Safras

Haverá menor disponibilidade de animais aptos ao abate entre os meses de junho e julho, onde o cenário será favorável para novas altas, segundo analista

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o viés segue de queda nos preços para o restante do mês de maio. “O volume de boiadas ofertadas aumentou significativamente nos últimos dias, levando os frigoríficos a encontrar as condições necessárias para pressionar os pecuaristas”, diz Iglesias. A pressão de baixa sobre os preços do boi deve perdurar até meados de junho, quando a oferta de animais de safra entrará em seu limiar. “A dinâmica para o início da entressafra mudará de maneira contundente. A elevação dos custos pecuários em 2021 culminou em um menor confinamento de primeiro giro. Assim, haverá menor disponibilidade de animais aptos ao abate entre os meses de junho e julho, oferecendo as condições necessárias para que os preços encontrem espaço para novos reajustes”, assinala. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$304, ante R$ 304 – R$ 305 na terça-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294, contra R$ 290. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 301 ante R$ 302. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 297 a arroba, inalterado. No mercado atacadista, os preços da carne bovina caíram. Conforme Iglesias, para a segunda quinzena do mês a expectativa é de continuidade deste movimento, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo em um período de menor consumo. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, contra R$ 20,45 o quilo ontem. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,35 o quilo, ante R$ 18 e a ponta de agulha passou de R$ 17,95 o quilo para R$ 17,35 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: recuo na cotação da vaca e da novilha gordas em São Paulo

Com programações de abate confortáveis, atendendo em média sete dias, a cotação do boi gordo manteve-se estável na comparação diária. Porém, o ritmo de negócios está mais lento, o que pode limitar a pressão de baixa nos próximos dias

O boi gordo ficou apregoado em R$306,00/@, preço bruto e a prazo. Para a vaca e novilha gordas, houve um ajuste negativo de R$1,00/@, com isso, ficaram cotadas em R$284,00/@ e R$300,00/@, respectivamente, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

Abate de bovinos cai 10,3% no primeiro trimestre do ano

Os dados da produção animal para o primeiro trimestre de 2021 mostram que o abate de bovinos recuou 10,3%, o de suínos aumentou 4,9% e o de frangos teve alta de 2,4%, na comparação com o mesmo período de 2020 

É o que mostram os primeiros resultados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada ontem (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em relação ao quarto trimestre do ano passado, o abate de bovinos apresentou queda de 10,5% e o de suínos cresceu 0,2%, enquanto o de frangos ficou estável. No período analisado, foram abatidos 6,54 milhões de cabeças de bovinos sob inspeção sanitária, totalizando 1,72 milhão de toneladas de carcaças bovinas. Isso representa retração de 6,8% em relação ao mesmo trimestre de 2020 e de 12,7% em relação ao trimestre anterior. Quanto aos suínos, foram abatidos no primeiro trimestre deste ano 12,53 milhões de cabeças, acumulando peso de carcaças de 1,15 milhão de toneladas. O aumento foi de 7,2% na comparação anual e de 2,5% na trimestral. O abate de frangos no período da pesquisa totalizou 1,55 bilhão de cabeças, com peso acumulado das carcaças de 3,63 milhões. O acréscimo na comparação anual foi de 4,3% e na trimestral, de 1,6%.

REUTERS

Arroba do boi gordo pode registrar novas máximas no segundo semestre de 2021

Cotação pode chegar em R$ 340,00/@ diante da oferta restrita de animais e custos elevados

O cenário de preços elevados dos grãos e dos animais de reposição poderá afetar a produção de gado confinado no segundo semestre de 2021. O analista da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, explica que se os custos de produção continuarem elevados e refletir nos preços da arroba, que podem chegar a R$ 340,00/@ no último trimestre deste ano. A intenção de confinamento já começou a aumentar diante da degradação das pastagens com a falta de chuvas nas principais regiões produtoras. Os contratos futuros apontam que entre julho e agosto os preços fiquem ao redor de R$ 320,00/@, sendo R$ 8,00/@ acima do que está sendo negociado atualmente. De acordo com os dados do Cepea, o pecuarista terminador do estado de São Paulo precisou de 9,94 arrobas para comprar um animal de reposição (nelore, de 8 a 12 meses) no Mato Grosso do Sul no mês de abril, 6,18% a mais que no mês anterior e 6,2% acima do necessário em abril do ano passado. “Essas 9,94 arrobas necessárias em abril para comprar um animal de reposição são a maior quantidade de toda a série do Cepea. O recorde anterior era de maio de 2015, quando foram precisas 9,65 arrobas de boi gordo para a compra do animal de reposição – naquela época, vale lembrar, o bezerro também operava em patamares bastante elevados”, destacou o Cepea em seu relatório mensal.

CEPEA/AGRIFATTO

ECONOMIA

Dólar salta 1,6% e supera R$5,30 com chacoalhão global após inflação mais alta nos EUA

O dólar fechou em forte alta nesta quarta-feira, voltando a ficar acima de 5,30 e indo aos maiores níveis em uma semana, com as operações locais replicando uma onda de compra de dólares no exterior

O dólar à vista subiu 1,55%, a 5,3053 reais na venda. É a maior valorização percentual diária desde 30 de abril (+1,81%) e o mais alto nível de encerramento desde 5 de maio (5,3652 reais) depois que os EUA reportaram a maior alta mensal do índice de preços ao consumidor em quase 12 anos. O índice de preços ao consumidor norte-americano saltou 0,8% no mês passado, maior ganho desde junho de 2009, e no acumulado de 12 meses subiu 4,2%, alta mais elevada desde setembro de 2008. O núcleo do índice, que exclui itens voláteis, teve forte acréscimo de 0,9% no mês, maior ganho desde abril de 1982, acumulando elevação de 3,0% em 12 meses, bem acima da meta do Fed, de 2%. Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), comentou que a surpresa com a inflação nos EUA foi de 6,7 desvios-padrão. “Com a reabertura dos EUA, os rendimentos norte-americanos de longo prazo continuarão subindo, colocando pressão de apreciação sobre o dólar. NÃO estamos em um ambiente de dólar fraco…”, comentou Brooks no Twitter. Para o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, a redução de estímulos nos EUA vai ocorrer a partir de 2022, o que contribuirá para a alta do dólar de 5,30 reais ao fim de 2021 para 5,50 reais no término do ano seguinte. Em 2021, o real ainda deve se beneficiar da alta das commodities e dos aumentos de juros pelo Banco Central. “As commodities ajudam um pouco (o real), mas nem tanto. A política monetária ajuda, mas nem tanto. E o risco fiscal segue elevado”, resumiu o ex-diretor do Banco Central.

REUTERS

Ibovespa fecha com pior desempenho desde março em meio a receio com inflação nos EUA

A MAFRIG ON recuou 7,72%, apesar de divulgar na véspera seu melhor primeiro trimestre da história com impulso da operação nos EUA. O Ebitda ajustado somou 1,7 bilhão de reais, alta de quase 39,7% ano a ano, enquanto a receita líquida cresceu 27,7%

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,65%, a 119.710,03 pontos, maior queda percentual diária desde 8 de março, quando perdeu quase 4%. O volume financeiro nesta quarta-feira somou 45,68 bilhões de reais, com o pregão também marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa. Nos Estados Unidos, o S&P 500 recuou 2,14% e o Nasdaq Composite perdeu 2,67%, após uma alta acima do esperado nos preços ao consumidor norte-americano alimentar receios de retirada de estímulos monetários antes do que o previsto. Na visão do Presidente da plataforma de análises independentes Ohmresearch, Roberto Attuch, o grande teste dos mercados é a inflação norte-americana e o debate que deve ocorrer é se reflete fatores temporários ou mais permanentes. Ele destacou, contudo, que para se ter um veredicto final sobre a inflação é essencial esperar os números de junho e julho, quando deve ocorrer uma normalização do efeito calendário e várias cadeias de produção estarão restabelecidas. Além disso, acrescentou, o Fed, banco central norte-americano, já deixou bem claro que a inflação vai ser mais alta que o esperado durante um tempo.

REUTERS

Com piora da pandemia, serviços têm queda de 4% em março

Setor fechou o primeiro trimestre no vermelho e voltou a ficar abaixo do patamar pré-covid, segundo o IBGE; a perda acumulada em 12 meses é de 8%

O recrudescimento da pandemia de covid-19 derrubou o volume de serviços prestados no País em março. O setor encolheu 4,0% em relação a fevereiro, após ter avançado 4,6% no mês anterior, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados na quarta-feira, 12, pelo IBGE. O setor depende do avanço da imunização da população contra a covid-19 para engatar uma recuperação mais consistente, apontou Rodrigo Lobo, Gerente da pesquisa do IBGE. O destaque de março ante fevereiro foi o tombo de 27,0% nos serviços prestados às famílias, mas também houve perdas nos transportes (-1,9%) e nos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,4%). Os avanços ocorreram nos setores de informação e comunicação (1,9%) e de outros serviços (3,7%). Na média global, o setor de serviços chegou a março 2,8% aquém do pré-pandemia, depois da melhora registrada em fevereiro. O volume de serviços prestados no País cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2021 ante o quarto trimestre de 2020. “Tem crescimento nos últimos três trimestres, crescimentos cada vez menos intensos”, observou Rodrigo Lobo.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

EMPRESAS

BRF encerrou o 1º trimestre no azul e com receita maior, mas margens seguem pressionadas

Ganhos da empresa no período somaram R$ 22,5 milhões

Uma das maiores empresas de alimentos do país, a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, informou no início da noite da quarta-feira que encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido consolidado de R$ 22,5 milhões, ante prejuízo de R$ 38,2 milhões no mesmo período de 2020. Na mesma comparação, o Ebitda ajustado caiu 1,4%, para R$ 1,2 bilhão, a margem Ebitda recuou de 14% para 11,6% e a receita líquida aumentou 18,4%, para R$ 10,6 bilhões. A margem das indústrias de aves e suínos em geral está pressionada pela escalada sem fim dos preços de milho e soja, grãos básicos para a produção das rações dos animais. Maior produtora e exportadora do segmento, a BRF não poderia escapar da pressão. “A companhia manteve o foco em vantagens competitivas, como gestão de grãos, eficiência operacional, marcas e inovação, para mitigar impactos adversos de curto prazo”, informou a BRF, em comunicado à imprensa. A empresa destacou, por exemplo, que o faturamento com inovações no Brasil representou 6,7% do total entre janeiro e março, ante 5,6% no primeiro trimestre de 2020. “Continuamos exercendo a estratégia de manter a empresa preparada para enfrentar o cenário econômico adverso, com disciplina, resiliência e foco no futuro tendo como principal objetivo a estratégia da Visão 2030. Avançamos em inovação, com a ampliação do portfólio de valor agregado, e no segmento de proteínas alternativas”, afirma Lorival Luz, CEO Global da BRF, no comunicado. A receita líquida do Segmento Brasil cresceu 15,1% nos primeiros três meses do ano, para R$ 5,4 bilhões, ao passo que a receita operacional bruta da área internacional aumentou 20,1%, para R$ 4,8 bilhões.

VALOR ECONÔMICO 

Na JBS, um dividendo de R$ 3 bi está no forno

Após reduzir exposição cambial, companhia da família Batista reporta lucro líquido de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre

Quando Gilberto Tomazoni chegou à JBS, em 2013, a companhia faturava R$ 75 bilhões por ano, um patamar que já a colocava na liderança na indústria da carne. Oito anos depois, essa é apenas a receita trimestral. Maior empresa privada do país — com faturamento anualizado de R$ 300 bilhões —, a companhia da família Batista acaba de reportar um lucro líquido de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre, já sinalizando um dividendo superior a R$ 3 bilhões em 2022, novo recorde. A JBS pagou R$ 2,5 bilhões na última semana em dividendos relativos aos resultados do ano passado, mas o desempenho dos primeiros três meses de 2021 é um forte indicativo de que a distribuição de proventos no próximo ano crescerá, disse Guilherme Cavalcanti, o CFO da JBS. Como reduziu a exposição cambial – nas dívidas intercompanhia ou com terceiros –, a disparada do dólar deixou de machucar o balanço. No primeiro trimestre de 2020, o impacto negativo do câmbio superou os R$ 8 bilhões. No segundo, mais R$ 2 bilhões. “No primeiro trimestre, o dólar saiu de R$ 5,19 para R$ 5,70 e nosso impacto de variação cambial foi de só R$ 100 milhões”, comparou o executivo. Com isso, a JBS saiu de um prejuízo líquido de R$ 5,9 bilhões nos primeiros três meses do ano passado a um lucro da ordem de R$ 2 bilhões. Em 12 meses, o lucro da JBS chegou a R$ 12,5 bilhões. Considerando que o dividendo mínimo é de 25%, já seriam mais de R$ 3 bilhões. “O lucro tende a subir”, frisou Cavalcanti, lembrando que o yield ao investidor bateu 7,9% em 2021, considerando dividendos e recompra de ações – entre janeiro e abril, a JBS recomprou R$ 3,8 bilhões em ações, o que ajuda a sustentar a market cap. As ações da companhia, que está avaliada em R$ 78 bilhões, valorizaram quase 36% neste ano. No primeiro trimestre, a receita líquida do grupo aumentou 33,2% na comparação anual, atingindo R$ 75,2 bilhões. Desse total, a operação brasileira (Seara e Friboi, basicamente) foi responsável por apenas 24%. As margens também melhoraram apesar das turbulências no Brasil, onde a inflação de custos corroeu o resultado, com Friboi entregando uma margem Ebitda de apenas 2%. No consolidado, porém, os EUA mais do que compensaram. Na comparação anual, a margem Ebitda da JBS subiu 2,2 pontos, chegando a 9,1%. O Ebitda da empresa aumentou 75,8%, totalizando R$ 6,8 bilhões.

VALOR ECONÔMICO 

Gado mais caro no Brasil fez Marfrig priorizar exportações via Uruguai no 1º trimestre

Companhia reduziu em 18% abates na América do Sul para conter diminuição de 37,4% nas margens da operação no continente

Com um aumento de 52,4% no preço da arroba bovina no Brasil no primeiro trimestre deste ano comparado ao mesmo período do ano passado, a Marfrig, segundo maior frigorífico do país, passou a priorizar a exportação de carne pelo Uruguai, onde o custo da matéria-prima apresentou queda de 10,5% na mesma comparação. A estratégia, revelada pelo Diretor-Presidente da companhia para a América do Sul, Miguel Gularte, foi decisiva para preservar a margem financeira da operação, que encerrou os três primeiros meses do ano em 4,6% – queda de 37,4% ante o primeiro trimestre do ano passado. “Como trabalhamos num sistema de plataformas, de certa forma compensamos a menor oferta de gado no Brasil no primeiro trimestre exportando a partir da plataforma do Uruguai que, ao contrário do Brasil, apresentava um aumento no volume de abates e de produto disponível para exportar”, explicou o executivo durante apresentação dos resultados financeiros da companhia. Enquanto arroba bovina registrou alta de 52,4% no Brasil, no Uruguai queda de foi de 10,5% no último trimestre.  No total, a Marfrig reduziu em 18% os abates na América do Sul diante de uma queda de 8,6% nas vendas nos três primeiros meses do ano, com 311 mil toneladas. A medida, explica Gularte, também foi uma estratégia para preservar as margens operacionais da empresa com adequação da demanda frente à oferta de animais. “Se tivéssemos optado por manter os abates em níveis históricos, haveria uma diminuição muito mais drástica das margens”, ponderou. No Brasil, o Diretor-Presidente da companhia destacou a fragilidade do mercado interno. “Não vejo, por exemplo, que essa ajuda emergencial que o governo está mantendo agora, e talvez mantenha nos próximos meses, tenha aquele efeito positivo que teve no ano passado”, pontuou Gularte. Apesar do leve aumento na oferta de animais no país e do recuo no preço da arroba este mês, ele ressalta que o cenário ainda é desafiador para o setor, que deve seguir com baixa rentabilidade no país.

GLOBO RURAL 

FRANGOS & SUÍNOS

Indústria de carne do Brasil revive aflição da quebra de safra de milho de 2016

Motivado por um cenário de preços remuneradores, o produtor de milho do Brasil arriscou plantar boa parte da segunda safra 2020/21 fora do período ideal e ampliou o cultivo, mas agora se depara com uma seca que pode levar a indústria de carnes a reviver a aflição da última grande quebra ocorrida em 2016

Embora o setor de carnes afirme estar mais preparado do que em 2016 para enfrentar a escalada do preço do insumo mais importante da ração, principalmente de aves e suínos, do ponto de vista agrícola há grandes semelhanças entre o ciclo atual e a “safrinha” de 2015/16: um plantio atrasado e uma forte estiagem durante o mês de abril, segundo especialistas. A segunda e maior safra do cereal do país começou esta temporada estimada em 90 milhões de toneladas e, atualmente, a projeção já baixou para 72,8 milhões, disse a analista da Céleres Daniely Santos, citando a falta de chuvas em importantes regiões produtoras. Em 2015/16, a redução anual da colheita foi de 15 milhões de toneladas, segundo a consultoria. Atualmente, a oferta total de milho é estimada pela Céleres em 113,3 milhões de toneladas, bem acima dos 86,9 milhões de 2015/16. No entanto, o consumo doméstico avançou 23,8% no período, para 74,4 milhões, e as exportações podem crescer quase 70% ante aquele ano, caso novas perdas na lavoura não sejam registradas, para 32 milhões de toneladas. Com isso, o estoque final desta safra deve ficar em 6,9 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas abaixo das reservas finais de 2016. “Em termos de estoque/consumo, este é o menor patamar desde 1997”, pontuou Daniely. A indústria de carnes viu os preços do milho mais do que dobrarem ao longo do último ano, para um nível recorde acima de 100 reais por saca de 60 kg, e também lida com a alta dos demais insumos, como o farelo de soja, outro componente da ração. Baseado em dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o meteorologista da Somar Celso Oliveira disse que a precipitação acumulada nos cinco primeiros meses daquele ano, além de ter sido maior comparada ao mesmo período de 2021, foi mais bem distribuída. No município de Cascavel (PR), por exemplo, a precipitação acumulada entre janeiro e maio de 2016 foi de 823,1 milímetros (mm). No mesmo intervalo de 2021, até a semana passada, este número ficou em 514,8 mm na região. Em abril, a chuva chegou a 40,4 mm na cidade paranaense em 2016, contra apenas 3,8 mm em abril deste ano. Leia mais em:

https://www.terra.com.br/economia/enfoque-industria-de-carne-do-brasil-revive-aflicao-da-quebra-de-safra-de-milho-de-2016,fe7609c2eb66e19c62ab4dec3ad2920dbxh8moq3.html

REUTERS 

Custos de produção de suínos voltam a aumentar em abril, puxado pelo preço do milho

O setor de proteínas animais terá de fazer novos reajustes nos preços

A Embrapa Suínos e Aves divulgou o Índice de Custos de Produção de Suínos (ICPSuíno) referente a abril, e os dados mostram aumento, após um registro de leve queda em março. De acordo com o levantamento, em relação a março, houve aumento de 2,33% no ICP/Suíno. Segundo a SAFRAS & Mercado, a retomada de alta nos custos de produção em abril se deve ao aumento nos preços do milho, que no mês romperam a casa dos R$ 100,00 a saca de 60kg. A ração, tanto de aves quanto de suínos, é composta de cerca de 60% a 70% de milho, e com o aumento no valor desse insumo, puxou a alta do índice dos custos de produção. Entretanto, tanto o preço do frango de corte quanto o de suínos não subiram na mesma proporção, e será necessário fazer reajustes para que o produtor não trabalhe no prejuízo. O principal quesito que pesa nas contas do suinocultor, a nutrição dos animais, aumentou 2,60% em abril em relação a março. No acumulado dos últimos 12 meses, houve um avanço de 39,02%, e neste primeiro quadrimestre, os custos com a nutrição dos suínos subiu 6,35%. Atualmente, a alimentação dos suínos representa 82,12% do total investido na atividade. Em abril de 2020, a alimentação dos animais representava 79,06% do total de investimentos na granja, segundo a Embrapa. Entre abril de 2020 e o mesmo mês de 2019, a nutrição dos suínos havia avançado 19,51%, valor muito inferior à alta de 39,02% entre abril de 2020 a abril de 2021. Em Santa Catarina, o estado que lidera a produção de suínos no Brasil, os custos aumentaram 2,32% em em abril em relação a março, atingindo R$ 7,03/kg. No que diz respeito à alimentação dos suínos, a alta foi de 3,2%, chegando a R$ 5,78/kg. Na comparação entre abril deste ano com abril de 2020, o aumento dos custos de produção na suinocultura em Santa Catarina foi de 52,8%.

Embrapa Suínos e Aves 

Custo de produção de frango sobe com a alta do milho em abril e se aproxima dos R$ 5,00 no PR

Após o milho ter rompido o preço de R$ 100,00/saca, será necessário fazer reajustes nos preços da proteína

A Embrapa Suínos e Aves divulgou o Índice de Custos de Produção de Frango (ICPFrango) referente a abril, e os dados mostram aumento, após um registro de leve queda em março. De acordo com o levantamento, em relação a março, houve um aumento de 2,75% no ICPFrango. Em março, no comparativo com fevereiro, o índice havia caído 0,70%. A retomada de alta nos custos de produção em abril se deve ao aumento nos preços do milho, que no mês romperam a casa dos R$ 100,00 a saca de 60kg.  A ração tanto de aves quanto de suínos é composta de cerca de 60% a 70% de milho, e com o aumento no valor desse insumo, puxou a alta do índice dos custos de produção. O principal quesito que pesa nas contas do avicultor, a nutrição dos animais, subiu 0,94% em abril em relação a março. No acumulado dos últimos 12 meses, houve um avanço de 33,89% e no primeiro quadrimestre de 2021, a alta foi de 12,36% na alimentação das aves. Atualmente, este quesito representa 75,29% do total investido na atividade. Em abril de 2020, a alimentação das aves representava 70,98% do total de investimentos na granja, segundo a Embrapa. Entre abril de 2020 e o mesmo mês de 2019, a nutrição das aves havia avançado 18,47%, valor muito inferior à alta de 33,89% entre abril de 2020 a abril de 2021. No Paraná, Estado que lidera a produção de frangos no Brasil, os custos chegaram a R$ 4,99/kg de frango, leve aumento de 2,6% em relação a março. Comparando o valor com abril de 2020, houve alta de 46,7%.  Na alimentação das aves no Paraná, o investimento médio em abril foi de R$ 3,76/kg, avanço de 1,4% em relação a março. Quando se compara o valor de R$ 3,76/kg na nutrição das aves com abril de 2020, o aumento é de 56%.

Embrapa Suínos e Aves 

INTERNACIONAL

Produtores argentinos criticam taxa de exportação da carne

O governo criou um mecanismo para proibir, travar, restringir, direcionar e manipular as exportações”

Pequenos e médios produtores de carne da Argentina estão alertando sobre a criação de cadastros para exportação de carnes, o que renderia aos populares ROEs, ou impostos sobre exportação similares às retensiones. A Federação Agrária Argentina (FAA) destacou que, com a publicação da Provisão 59/21 da Direção Nacional de Controle Comercial Agropecuário (ex-ONCCA), foram confirmadas as “piores suspeitas” dos produtores. “O governo criou um mecanismo para proibir, travar, restringir, direcionar e manipular as exportações de carnes uma a uma. Antes eram as ROE, agora sob o discurso do controle da informalidade e da evasão estão os Atestados de Vendas Estrangeiras (DJEC) aplicam uma fachada para consagrar a volta de um desastroso sistema de gestão das exportações de carnes “, diz o comunicado da entidade de pequenos e médios produtores. A FAA lembra que enquanto existiam ROE (entre 2006 e 2015), foram perdidos 17.000 empregos no setor, 100 frigoríficos e 10 milhões de cabeças de gado, além do fato de o preço da carne na “mesa argentina” ter subido várias vezes mais do que inflação. A disposição 59/2021 do último sábado diz no seu artigo 3º: “Uma vez que os DJECs entrem no Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca, ficarão pendentes enquanto o Órgão de Fiscalização analisa o seu conteúdo”.

AGROLINK 

Rússia pode deixar de comprar carne e soja do Brasil em represália à não aprovação da Sputnik 

O governo da Rússia estuda recorrer aos meios diplomáticos em retaliação econômica a Jair Bolsonaro e equipe, o que inclui a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Os russos esperam que o governo brasileiro, finalmente, esclareça as razões para não liberação da compra da vacina contra a Covid-19, Sputnik V, o que consideram como “ataque à soberania”. A ideia é, inclusive, suspender a importação de carne e grãos de soja brasileiros e cortar exportação de fertilizantes para cá, de acordo com informações da coluna Direto da Fonte, de Sonia Racy, no Estadão. Segundo apurado, os russos caminham mesmo para uma atitude radical. Afinal, o estrago provocado pela Anvisa à imagem do imunizante precisa, necessariamente, ser revertido rapidamente.

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