
Ano 7 | nº 1485| 12 de maio de 2021
NOTÍCIAS
Com oferta crescente, mercado do boi segue estável no Brasil
No geral, as pastagens estão degradadas e o pecuarista não encontra boas condições para reter os animais no pasto, levando ao auge da safra de boi gordo
Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o volume ofertado segue positivo, resultando em um confortável posicionamento das escalas de abate em grande parte das regiões produtoras. “O Rio Grande do Sul ainda figura como exceção, com volume menos expressivo de oferta e com preços em alta”, disse Iglesias. No geral, as pastagens estão degradadas e o pecuarista não encontra boas condições para reter os animais no pasto, levando ao auge da safra de boi gordo. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304 – R$ 305. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290 a arroba. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 290. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 302. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 297 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,45 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,95 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: recuo na cotação do boi gordo em São Paulo
Parte dos frigoríficos abriram a terça-feira ofertando menos e, consequentemente, travando as negociações
Com as escalas relativamente melhores, parte dos frigoríficos abriram a terça-feira ofertando menos e, consequentemente, travando as negociações. Negócios em R$306,00/@, preço bruto e a prazo, no boi gordo para o mercado interno se concretizaram, um recuo de R$1,00/@ na comparação feita dia a dia. As cotações das fêmeas ficaram estáveis. Bovinos jovens, com até 4 dentes, apresentaram um ágio de até R$9,00/@.
SCOT CONSULTORIA
Exportações das carnes na primeira semana de maio
Os primeiros resultados de maio relativos às exportações das carnes bovina, suína e de frango foram promissores para as duas últimas, mas decepcionantes para a carne bovina
No período (1 a 8 de maio, cinco dias úteis) e comparativamente a maio de 2020, o volume e a receita cambial da carne suína aumentaram, pela média diária, cerca de 26% e mais de 41%, respectivamente, enquanto volume e receita de carne de frango registraram incrementos de 22% e de quase 39%, respectivamente. A carne bovina sofreu recuo de 23% no volume embarcado e de 14% na receita cambial. Mantido o atual desempenho na totalidade dos 21 dias úteis de maio corrente, têm-se as seguintes expectativas: Carne de frango: 478 mil toneladas, com receita de US$727 milhões; aumento anual de, respectivamente, 28% e 45%; Carne suína: perto de 120 mil toneladas, com receita beirando os US$320 milhões; aumentos de 32% e 48%; Carne bovina: 125 mil toneladas, gerando receita superior a US$613 milhões, o que pode significar queda de 19% no volume e de quase 10% na receita cambial. As três carnes registram evolução no preço médio. Em relação a maio de 2020, o da carne de frango tem aumento de 13,5%, o da carne suína de 12% e o da carne bovina de pouco mais de 11%.
AGROLINK
Conheça o “Mercado Livre de bois”
No local é possível comprar ou vender gado de corte, gado de leite, boi gordo e bezerro
Já pensou em um local que reúne uma espécie de exposição virtual de bois e que ajuda a conectar quem precisa vender gado a quem quer comprar? Essa é a ideia de uma startup de Dois Vizinhos, no sudoeste do Paraná. A plataforma Leiloaê está sendo chamada de “Mercado Livre de bois”. A empresa nasceu no final de 2020. “Vem para resolver dores dos pecuaristas, especialmente dos pequenos que, normalmente, acabam vendendo seus animais para produtores vizinhos”, detalha Marcos Paulo Muniz de Andrade, um dos sócios da Leiloaê, ao lado de Célia Regina Montagner e Pedro Henrique Silveira. É como se fosse uma vitrine virtual onde há fotos, dados dos animais e contatos. Em aproximadamente cinco meses de operação, a plataforma já tem 70 usuários cadastrados e mais de 75 lotes, somando 3 mil animais comercializados. A maior parte dos usuários é da região sudoeste paranaense. Mas, na opção para corretores, há registros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A empresa está instalada na Incubadora Tecnológica da Associação para o Desenvolvimento Tecnológico do Sudoeste do Paraná (Sudotec), em Dois Vizinhos.
AGROLINK
SP e GO registram aumento dos custos de produção de bovinos confinados
No mês de abril houve aumento dos custos da diária-boi (CDB) para os confinamentos representativos do Estado São Paulo médio (CSPm), grande (CSPg) e de Goiás (CGO), quando comparados com os custos de março de 2021
Os insumos utilizados na alimentação dos animais em confinamento apresentaram aumento no mês de abril. O milho gérmen apresentou elevação de 1,9 % em Goiás e 1,53% em São Paulo. O sorgo grão também apresentou aumento de 5,38 % em Goiás e de 9,89 % em São Paulo. Assim, de modo geral, houve um aumento de custos com a alimentação do rebanho para as propriedades representativas CGO, CSPg e CSPm de 3,92%, 4,96% e 4,57%, respectivamente. O ICBC mensal indicou novo aumento nesta edição de abril. Nos meses de fevereiro e março houve um aumento, porém no mês de abril o ICBC atingiu novos níveis. Isso significa que no período demonstrado no gráfico (últimos doze meses) os custos de produção acumulados aumentaram consideravelmente ao produtor. O preço do animal de reposição (boi magro de 360 quilos) apresentou um aumento no estado de São Paulo de 0,79 %, comparado ao mês anterior, março de 2021. Em Goiás o preço se manteve o mesmo do mês de março. Comparando o mês de março e abril, o Custo Total (CT) apresentou aumento de 1,06 % para o confinamento CGO, e 1,74% para os confinamentos CSPm e CSPg. Na Tabela 2 (página seguinte), foram apresentados os custos com as atividades de engorda de animais em confinamento para as propriedades representativas analisadas.
Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP.
Carne: preço deve continuar alto por conta do custo de produção
Com o milho e o farelo de soja mais caros, não há perspectiva de baixas para as três principais proteínas brasileiras
O preço da carne bovina subiu 35% nos últimos 12 meses. De acordo com o Cepea, as cotações devem continuar em patamares elevados em relação aos praticados no mesmo período do ano passado. O motivo? O alto custo de produção, puxado pelo milho e pelo farelo de soja mais caros. E esse efeito dos insumos para ração mais caros também continuará atingindo e sustentando as proteínas de frango e suína, porque são setores que demandam muitos grãos. “De 70% a 80% dos custos de produção estão atrelados a esses grãos”, afirma a analista de mercado Juliana Ferraz. No momento, não há muita alternativa para os criadores e a indústria. Juliana lembra que a compra de insumos precisa ser planejada no médio e longo prazo, para que não se crie uma dependência do mercado spot. Ela alerta, ainda, que não há perspectiva de baixa nos custos de produção. O Dia das Mães não foi suficiente para movimentar as vendas de carne suína, o que deixou o mercado frustrado, já que, geralmente, é a segunda melhor data para vendas dessa proteína.
CANAL RURAL
ECONOMIA
Dólar renova mínima em quatro meses
O dólar acabou fechando em leve queda, exibindo dinâmica semelhante à da véspera, conforme operadores aguardaram dados dos Estados Unidos em busca de sinais sobre os rumos da moeda norte-americana no mundo
No encerramento do pregão no mercado à vista, a cotação perdeu 0,17%, a 5,2241 reais na venda –nova mínima desde 14 de janeiro (5,212 reais). Lá fora, o índice do dólar frente a uma cesta de rivais de países desenvolvidos reduziu as perdas no fim da tarde, em queda de 0,09%, mas ainda rondava mínimas em dez semanas. O movimento do dólar nas praças internacionais pode voltar a ter peso mais relevante na formação do preço da moeda por aqui, à medida que a taxa de câmbio ganha suporte da Selic mais alta, que deixa o real em condições mais semelhantes na comparação com seus principais concorrentes por investimentos estrangeiros. O foco dos investidores está nos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos de abril, a serem divulgados nesta quarta. “Esperamos que o tema responsabilidade monetária continue a conduzir os mercados de câmbio neste verão (no Hemisfério Norte) e no restante do ano. Um Fed sem pressa em um momento de maior confiança na recuperação global sugere que o dólar pode cair mais 5% em base ampla”, afirmou o ING em relatório. A volatilidade projetada para um ano, porém, está apenas no menor valor desde fevereiro deste ano, o que indica ainda algum desconforto em relação aos rumos da taxa de câmbio nos primeiros meses de 2022, quando haverá eleição presidencial.
REUTERS
Ibovespa reage com Vale
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, renovando máxima desde janeiro, puxado pela valorização da Vale, na esteira do avanço dos preços do minério de ferro na China
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,87%, a 122.964,01 pontos, máxima da sessão e maior patamar de fechamento desde 14 de janeiro. O volume financeiro no pregão somou 30,2 bilhões de reais. Na visão do analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro, essa virada sobre o importante suporte cravado em 119 mil pontos foi patrocinada principalmente pelas empresas do setor de commodities, com destaque para Vale e Petrobras. No exterior, temores com os efeitos da retomada da atividade econômica nos Estados Unidos e da alta de commodities sobre a inflação norte-americana, contudo, pesaram em Wall Street, o que enfraqueceu a bolsa paulista em boa parte do pregão. Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,87%.
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Em março, indústria recua em nove dos 15 locais pesquisados, diz IBGE
Maiores quedas foram registradas no Ceará, RS e Bahia
Em março, a produção industrial caiu em nove dos 15 locais analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional). Os dados foram divulgados ontem (11). Na comparação com fevereiro, os maiores recuos foram registrados no Ceará (-15,5%), no Rio Grande do Sul (-7,3%) e na Bahia (-6,2%). No mesmo período, a produção nacional teve queda de 2,4%.De acordo com o IBGE, o comportamento da indústria regional reflete o recrudescimento da pandemia da covid-19 no país, que levou os estados a adotarem medidas restritivas para conter o avanço do vírus. Também tiveram quedas maiores do que a média nacional o Rio de Janeiro (-4,7%), a Região Nordeste (-4,2%) e Pernambuco (-2,8%). Completam a lista dos locais com recuo na produção industrial em março o Mato Grosso (-2,0%), Santa Catarina (-1,0%) e Paraná (-1,0%). O Amazonas teve o maior crescimento no mês (7,8%), após três meses com resultados negativos e perda acumulada de 16,6%. A alta foi puxada pelos outros equipamentos de transportes e pelas indústrias de bebidas. São Paulo subiu 0,6%, a menor taxa entre as altas, mas foi a segunda maior influência positiva no mês, puxada pelos setores de derivados do petróleo e de veículos. Pará (2,1%), Goiás (1,6%), Espírito Santo (1,5%), Minas Gerais (1,7%) completam os locais que registraram crescimento em março. Os dados do IBGE apontam que seis localidades pesquisadas conseguiram superar o patamar de produção pré-pandemia de fevereiro do ano passado: Minas Gerais (11,3% acima), Santa Catarina (9,8%), São Paulo (7,1%), Paraná (6,3%), Amazonas (1,4%) e Pernambuco (0,3%).
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IPCA desacelera a 0,31% em abril, mas em 12 meses dispara a máxima em 4 anos e meio
A queda dos preços dos combustíveis compensou a pressão dos medicamentos, e a inflação oficial brasileira desacelerou com força em abril, mas em 12 meses chegou ao nível mais alto em quase quatro anos e meio
Em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,31%, abaixo da taxa de 0,93% vista em março. O dado mensal informado na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o mais baixo desde janeiro (+0,25%), mas no acumulado em 12 meses a alta do IPCA aumentou a 6,76%, de 6,10% no mês anterior. O resultado é o mais forte desde novembro de 2016 (+6,99%) e vai ainda mais acima do teto da meta do governo para este ano, que é de uma inflação de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. No mês, o índice de preços foi pressionado principalmente pelos produtos farmacêuticos, depois de no dia 1º de abril ter sido autorizado reajuste de até 10,08% no preço dos medicamentos. Já o grupo alimentação e bebidas, com forte peso no bolso do consumidor, acelerou a alta a 0,40% em abril, de 0,13% no mês anterior, com a alimentação no domicílio subindo 0,47% diante do encarecimento de carnes (+1,01%), leite longa vida (+2,40%), frango em pedaços (+1,95%) e tomate (+5,46%). Por outro lado, os Transportes registraram queda de 0,08% nos preços, depois de dispararem 3,81% em março. Segundo o IBGE, após 10 meses de alta a gasolina recuou 0,44% em abril, enquanto os custos do etanol caíram 4,93%. Por outro lado, os preços das passagens aéreas subiram pela primeira vez no ano (6,41%).
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Índice de Confiança do Agronegócio cai 4 pontos no 1º trimestre, dizem Fiesp e IC Agro
O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela CropLife Brasil na terça-feira, fechou o primeiro trimestre de 2021 em 117,4 pontos, quatro abaixo do levantamento anterior
O nível de confiança do setor, apesar da queda, supera em 17 pontos o índice do primeiro trimestre de 2020, no início da pandemia de covid-19, segundo a Fiesp. Pela metodologia do estudo, índices superiores a 100 pontos demonstram otimismo do setor e, abaixo dessa marca, pessimismo. Segundo o Diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Roberto Betancourt, a maior parte das entrevistas para o cálculo foi realizada em março. “Pegamos a fase do avanço no número de casos de covid-19, o que levou à redução na atividade devido a lockdowns em várias regiões do País e às sucessivas revisões negativas das estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021”. O índice de confiança das indústrias inseridas nas cadeias agropecuárias caiu 6,2 pontos, para 110,7 pontos. Elas abrangem os segmentos “antes da porteira”, que fornecem insumos para a produção, e “depois da porteira”, que utilizam produtos agrícolas como matéria-prima. No caso do índice de confiança das indústrias antes da porteira, a queda foi de 4,9 pontos no primeiro trimestre, para 108 pontos. O índice de confiança das indústrias situadas depois da porteira caiu mais do que o de antes da porteira, 6,7 pontos em comparação ao trimestre anterior, mas também permaneceu em nível alto, 111,9 pontos.
ESTADÃO CONTEÚDO
EMPRESAS
O churrasco americano nunca deu tanto dinheiro — a Marfrig agradece
Companhia de Marcos Molina tem melhor primeiro trimestre, com lucro líquido de R$ 279 milhões
Se o sucesso da vacinação nos Estados Unidos dá aos americanos o luxo de programar uma barbecue season de respeito — 4 de julho é logo ali —, a brasileira Marfrig já pode acender a brasa. Dona do quarto maior frigorífico americano, a firma de Marcos Molina acaba de reportar seu melhor primeiro trimestre, com lucro líquido de R$ 279 milhões. Nem mesmo o estrago causado pela operação brasileira — a disparada do boi gordo espremeu a rentabilidade na América do Sul — ofuscou o momentum nos EUA, com margens próximas do pico histórico graças à ampla oferta de gado e a demanda aquecida por carne bovina. Com quase 90% da geração de caixa no mercado americano, a Marfrig também foi favorecida pelo dólar valorizado. No trimestre, a receita aumentou 27,7%, chegando a R$ 17,2 bilhões. No National Beef, a controlada americana, cresceu 30%, superando R$ 12 bilhões. Na National Beef, a controlada americana, as vendas cresceram 30% e superaram o equivalente a R$ 12 bilhões. Diante do momento favorável, a Marfrig vai quitar mais dívidas, reduzindo o endividamento bruto, disse o Vice-Presidente de finanças e de relações com investidores, Tang David. O índice de alavancagem ficou em 1,76 vez. Como já tem sido normal para um primeiro trimestre, o fluxo de caixa da Marfrig ficou negativo em R$ 1 bilhão. É no primeiro trimestre que a companhia concentra os pagamentos de dividendos aos minoritários nos EUA. No entanto, o fluxo se reverte ao longo do ano. A empresa vai amortizar cerca de US$ 280 milhões de um empréstimo a prazo neste ano — no cronograma original, US$ 150 milhões seriam pagos. No início do ano, já havia reduzido a dívida bruta total em US$ 250 milhões com o resgate de um bond que vencia em 2026. “Vamos economizar mais US$ 6 milhões anuais em despesas financeiras”, afirmou o executivo. Nos resultados trimestrais, os esforços em liability management já aparecem, com o custo médio da dívida caindo de 5,7% para 4,66% ao ano na comparação com o fim de 2020. A situação no Brasil ainda segue desafiadora, com um mercado interno frágil e custos de produção ainda altos, disse Miguel Gularte, CEO da Marfrig. No consolidado, o Ebitda da Marfrig aumentou 39,7%, chegando a R$ 1,7 bilhão. A margem subiu 0,8 ponto, atingindo 9,9%. Com forte valorização em bolsa desde o ano passado, a companhia brasileira vale R$ 14,7 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
ABPA: Exportações de carne de frango crescem 15,3% em abril
Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) cresceram 15,3% em abril, totalizando 395,7 mil toneladas – contra 343,3 mil toneladas registradas no mesmo período de 2020.
A receita dos embarques do quarto mês de 2021 chegou a US$ 610 milhões – melhor desempenho registrado nos últimos 16 meses – superando em 18,2% o resultado obtido em abril de 2020, com US$ 515,9 milhões. No acumulado do ano (janeiro a abril), o total exportado pelo setor chegou a 1,432 milhão de toneladas, volume 4,92% superior ao alcançado no primeiro quadrimestre de 2020, com 1,365 milhão de toneladas. O saldo em dólares das exportações chegou a US$ 2,169 bilhões, número 0,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 2,151 bilhões. Entre os mais de 140 países importadores da carne de frango do Brasil, foram destaque em abril os embarques para África do Sul, com 26,4 mil toneladas (+30,6% em relação ao mesmo período de 2020), União Europeia, com 18,5 mil toneladas (+26,7%), Filipinas, com 16,2 mil toneladas (+170%), Rússia, com 13 mil toneladas (+140,1%), Coreia do Sul, com 12,3 mil toneladas (29,6%) e México, com 10,3 mil toneladas (+5445%). Ainda em abril, o Paraná, principal estado exportador do país, embarcou 156,1 mil toneladas (+10,91% em relação à abril de 2020), sendo seguido por Santa Catarina, com 84,1 mil toneladas (+11,93%), Rio Grande do Sul, com 61,4 mil toneladas (+11,3%), Goiás, com 20,6 mil toneladas (+46,25%) e São Paulo, com 18,7 mil toneladas (+4,74%).
ABPA
Exportações de carne suína crescem 35,1% em abril, aponta ABPA
As exportações brasileiras de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 98,3 mil toneladas em abril, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O saldo supera em 35,1% os embarques realizados no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 71,8 mil toneladas
O resultado das exportações de abril chegou a US$ 232,3 milhões, número 40,6% superior ao registrado no mesmo período de 2020, quando foram obtidos US$ 165,2 milhões. No acumulado do ano (janeiro-abril), as exportações de carne suína alcançaram 351,8 mil toneladas, volume 25,29% maior em relação ao primeiro quadrimestre de 2020, quando foram exportadas 280,8 mil toneladas. A receita acumulada no mesmo período chegou a US$ 826,4 milhões, índice 27,1% superior ao efetivado entre janeiro e abril do ano passado, com US$ 650,3 milhões. Na análise por país, a China, carro-chefe das exportações brasileiras, importou 51,5 mil toneladas em abril (+50,5% em relação ao mesmo período de 2020). Outros destaques foram Hong Kong, com 14,6 mil toneladas (+4,9%), Chile, com 5,4 mil toneladas (+130,9%), Angola, com 3,4 mil toneladas (+3,8%), Filipinas, com 2,4 mil toneladas (+623,4%) e Argentina, com 2,2 mil toneladas (+84,3%). Também em abril, Santa Catarina, principal estado exportador, exportou 50,1 mil toneladas (+41,73% em relação ao mesmo período de 2020). Em seguida vieram Rio Grande do Sul, com 26,3 mil toneladas (+45,33%) e Paraná, com 12,4 mil toneladas (+11,34%).
ABPA
Suspensão de frigoríficos pela Arábia Saudita pode gerar prejuízo de R$ 25 milhões/mês no RS
A suspensão de 11 plantas frigoríficas brasileiras processadoras de aves por parte da Arábia Saudita deve afetar, sobretudo o Rio Grande do Sul, onde quatro destas empresas embargadas estão localizadas
Segundo o Presidente-Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, o prejuízo pode chegar a R$ 25 milhões ao mês. Na segunda-feira (10), o Ministério de Relações Exteriores brasileiro informou que foi comunicado verbalmente pela autoridade sanitária saudita de que a suspensão se deu porque “produtos exportados pelas empresas envolvidas teriam ultrapassado limites e padrões microbiológicos” estabelecidos em regras e normativas. Apesar de não haver confirmação de qual ou quais microorganismos teriam sido detectados nas cargas, fontes ligadas ao comércio entre os dois países apontam que o governo saudita alega ter encontrado salmonella no produto brasileiro. De acordo com Santos, além do prejuízo financeiro ao Estado, um excedente de 14,5 mil toneladas deve ficar em solo brasileiro todo mês caso esta produção que seria destinada à Arábia Saudita não for canalizada para outros parceiros comerciais. Atualmente, de acordo com a plataforma Comex Stat do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, de janeiro a abril deste ano o Rio Grande do Sul é colocado como o terceiro Estado brasileiro que mais exporta a proteína.
Asgav
Sauditas suspenderam frigoríficos brasileiros por contaminação microbiológica, diz governo
Itamaraty afirma que só foi comunicado da mudança no dia 9 de maio, três dias depois de autoridades do país árabe divulgarem a decisão em seu portal
A Arábia Saudita alegou uma possível contaminação microbiológica para suspender 11 frigoríficos brasileiros de carne de frango, segundo informou o governo federal na terça-feira. “Por meio da Nota Verbal, a SFDA (Saudi Food and Drug Authority, na sigla em inglês) informou que os estabelecimentos foram suspensos, com vigência a partir de 23/05/2021, porque produtos exportados pelas empresas envolvidas teriam ultrapassado limites e padrões microbiológicos estabelecidos no Regulamento Técnico nº GSO 1016/2015”, disse o Ministério das Relações Exteriores, em nota. O Itamaraty afirmou ainda que foi comunicado pelos árabes apenas no dia 9 de maio, apenas três dias depois de a SFDA publicar em seu portal a informação da suspensão dos frigoríficos brasileiros, “sem que houvesse a possibilidade de apresentação de defesa técnica pelo Brasil”. “Além disso, não foram apresentados dados a respeito dos limites supostamente ultrapassados, nem dados científicos acerca da metodologia utilizada nas análises que teriam sido realizadas. O Itamaraty tampouco foi informado pelas autoridades sauditas da natureza das detecções”, prossegue o governo brasileiro. Por fim, o Itamaraty diz que está atuando em conjunto com o Ministério da Agricultura para avaliar os próximos passos. Em nota conjunta divulgada no dia 6 de maio, o governo brasileiro considerou, inclusive, questionar os sauditas na Organização Mundial do Comércio (OMC).
VALOR ECONÔMICO
Com pedido para reduzir prazo de validade, sauditas lançam nova ofensiva contra frango do Brasil
Para integrantes do governo brasileiro, proposta é um caso “escancarado” de protecionismo comercial
A Arábia Saudita quer reduzir de um ano para três meses o prazo de validade da carne de frango in natura que pode ser vendida ao país. A informação foi divulgada inicialmente pela BRF e confirmada posteriormente pelo governo brasileiro. Os sauditas comunicaram a medida à Organização Mundial do Comércio (OMC) no dia 6 de maio. Ela será agora analisada pelos países-membros potencialmente afetados, caso do Brasil, até 5 de julho. Até lá, o prazo de validade não será alterado. Integrantes do governo brasileiro dizem que a proposta é um caso “escancarado” de protecionismo comercial. O veto entra em vigor no dia 23. “É mais uma ação da Arábia Saudita para acabar de tirar o Brasil do mercado, já que ela inviabiliza a exportação” , disse uma fonte de Brasília que acompanha o tema. Sob avaliação nos ministérios da Agricultura e Relações Exteriores, o caso é um ingrediente a mais para a formalização de uma contestação aos sauditas no Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC, que deve ocorrer em breve. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a BRF e Seara (JBS), questionou a decisão dos sauditas. “É preciso ver se a medida tem sentido ou não e, ao nosso ver, não tem sentido. Não tem margem científica. Pode ser uma barreira comercial disfarçada de medida sanitária”, afirmou Ricardo Santin, Presidente da ABPA. O setor e o governo buscam elementos técnicos para elaborar a contestação na OMC. Na visão dos brasileiros envolvidos no assunto, o país árabe quer se tornar autossuficiente na produção de carne de frango e diminuir a dependência das importações.
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