Ano 7 | nº 1484| 11 de maio de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: em forte queda, arroba cai até R$ 5 nesta segunda, 10
Apesar do momento de queda, analista diz dinâmica de mercado mudará no início da entressafra, com a redução do confinamento de primeiro giro
O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos na segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a semana iniciou com bons volumes de ofertas. “Com isso, os frigoríficos não encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, atendendo em média entre cinco e sete dias úteis de consumo”, diz Iglesias. A expectativa é que os frigoríficos sigam exercendo pressão sobre o mercado no decorrer da semana, avaliando que a demanda tradicionalmente é menor durante a segunda quinzena do mês. “Uma amostra disso foi o comportamento no decorrer da segunda-feira, com muitas tentativas de compra abaixo da referência média, sendo algumas realizadas com êxito”, assinala. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304 – R$ 305, ante R$ 307 – R$ 308 na sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 290, ante R$ 295. Em Cuiabá, o valor chegou a R$ 302 ante R$ 305. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 297 a arroba, contra R$ 300. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, as vendas do final de semana nas redes varejistas foram positivas, algo normal para o Dia das Mães, dando sustentações para os preços apesar das quedas recentes nos preços das boiadas. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,45 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,95 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: queda na cotação da vaca e da novilha gordas em São Paulo
Algumas indústrias ficaram fora das compras na segunda-feira, assim como aconteceu na última sexta-feira (7/5)
Na comparação diária, o preço do boi gordo ficou estável, porém a cotação da vaca e novilha gordas caiu R$1,00/@. Com isso, o boi gordo ficou cotado em R$307,00/@, a vaca gorda em R$285,00/@ e a novilha gorda em R$301,00/@, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi: arroba cai para R$ 304/305 em São Paulo, diz Safras & Mercado
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo em São Paulo recuou de R$ 307/308 para R$ 304/305
Em Dourados (MS), a queda foi ainda maior, de R$ 295 para R$ 290 por arroba. Apesar da melhora da oferta estar pressionando para baixo os preços no mercado físico, a consultoria pontua que a carne negociada no atacado mantém firmeza. Assim como na última semana de abril, a primeira de maio registrou desaceleração do ritmo de exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Foram embarcadas 29,81 mil toneladas no período, um número 23,1% abaixo do observado em maio de 2020. A queda do dólar em relação ao real nas últimas semanas pode estar contribuindo com este movimento de redução do ritmo dos embarques.
CANAL RURAL
exportação de carne bovina registra desaceleração na primeira semana de Maio
O ritmo exportado de carne bovina in natura registrou uma desaceleração na primeira semana de maio com embarques de 29,8 mil toneladas, queda de 21,78% frente ao volume exportado na primeira semana de abril/21, com 38,9 mil toneladas
Segundo o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, o recuo do câmbio na última semana pode ter impactado os embarques. “O recuo do dólar acaba ligando um sinal de alerta no mercado, mas não foi o único fator. A China trabalhou pela recomposição de seus estoques de carne bovina e atuou de maneira mais tímida no mercado”, disse. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que a média diária embarcada ficou em 5,9 mil toneladas, queda de 23,06%, frente a média diária do mês de maio do ano passado, com 7,7 mil toneladas. O volume total exportado em maio do ano passado ficou em 154, 9 mil toneladas, porém a expectativa para este mês é de manutenção dos volumes embarcados e no faturamento. “Os casos de peste suína africana devem continuar favorecendo as exportações de carne bovina, mas as exportações em maio devem ficar no patamar de 120 mil a 140 mil toneladas”, disse o analista da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini. Os preços médios nos cinco primeiros dias úteis de maio ficaram próximos de US$ 4.903 por tonelada, alta de 11,56% em relação a maio de 2020 com valor médio de US$ 4.395 por tonelada. A média diária ficou em US$ 29,232 milhões e com queda de 14,17%, em relação a maio do ano passado, com US$ 34,057milhões.
AGÊNCIA SAFRAS/Agrifatto
Abates de bovinos sobem em MT em abril por aumento da oferta
Os abates de bovinos em Mato Grosso subiram em abril para 354,35 mil cabeças, alta de 2,31% ante março e de 3,36% em relação ao mesmo mês do ano passado, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (Imea) na segunda-feira (10) citando dados do Indea-MT
O aumento no volume foi impulsionado pelo maior número de machos abatidos no período, totalizando 194,2 mil cabeças, alta de 5,43%. “Isso ocorreu devido à oferta de maiores lotes de animais engordados a pasto, visto que o período da seca se aproxima e tende a prejudicar a qualidade dos pastos”, disse o Imea em relatório. Já o abate de fêmeas apresentou queda de 1,24% em relação a março para 160,15 mil cabeças. O Imea disse que esse cenário pode ser pontual já que, quando a seca se intensificar, a engorda a pasto será dificultada e o mercado dependerá das entregas dos lotes de confinamento. Mato Grosso exportou 35,2 mil toneladas de carne bovina em abril, 13,02% a menos que o observado em março, mas 5,35% superior ao registrado em abril do ano passado. A receita das exportações somou US$ 129,02 milhões, queda de 9,35% no comparativo mensal. China e Hong Kong reduziram as compras em 21,17% e países que compõem o Oriente Médio compraram 17,31% a menos de carne bovina de Mato Grosso no mês passado. A baixa disponibilidade de gado tem elevado custos para os frigoríficos que buscam repassar a alta para os preços da carne em momento de forte demanda internacional pelo produto.
CARNETEC
Boi gordo: quem tem gado para vender terá preços positivos neste ano, diz Scot
Segundo analista de mercado, o preço da arroba do boi será favorecido pelo cenário aquecido nas exportações de carne bovina
Apesar do mercado de boi gordo viver um cenário de queda, a projeção é de preços mais altos para a arroba do animal a partir do segundo semestre. Segundo Hyberville Neto, analista de mercado da Scot Consultoria, o dólar em alta mantém o cenário favorável para as exportações de carne bovina, que por sua vez refletem nos valores da arroba. “O câmbio é fundamental para a precificação do boi gordo. Ele define o quanto a nossa carne está atrativa no exterior. Apesar da desvalorização, as vendas externas podem ter bons volumes e o preço do animal vai se manter elevado. Acreditamos em mais um ano positivo para quem tem gado para vender”, afirma Neto. De acordo com o analista, as exportações de carne bovina devem crescer até 5% neste ano. Ele diz que esse percentual pode ser ainda maior ao considerar os efeitos de uma possível volta de peste suína africana no rebanho da China. Ainda segundo o analista, a queda no preço nesse momento é explicada pela alta na oferta de animais, cenário que deve se estender por mais algumas semanas. “Em maio junho já temos uma lacuna entre a disponibilidade maior de gado de pasto e a chegada de um volume maior de confinamento, que normalmente ocorre no segundo semestre”, ressalta o analista.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar fecha em alta de 0,10%, a R$ 5,233
O dólar fechou com ligeira alta na segunda-feira, mas ainda em torno de mínimas em quatro meses
O dólar à vista teve variação positiva de 0,10%, a 5,233 reais na venda, não distante da mínima atingida em 14 de janeiro (5,212 reais). No exterior, o índice do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes tinha oscilação positiva de 0,09%. As bolsas de valores de Nova York pioraram o sinal na parte da tarde, o que evitou que o dólar caísse por aqui. Mas alguma pausa já era esperada no câmbio, depois de o dólar vir de três quedas seguidas, a menor delas de 0,97%. Indicadores técnicos já vêm apontando a moeda aproximando-se de terreno de subvalorização, o que pode limitar novas baixas nos próximos dias. Investidores vão acompanhar na terça a ata do Copom –que poderá confirmar o tom mais duro do Banco Central sobre a inflação e, por tabela, a política monetária. O dólar teve na semana passada a maior desvalorização desde dezembro e apenas na quinta perdeu 1,6%, um dia depois de o BC abrir a possibilidade de um ciclo mais robusto de aperto monetário. A recuperação do real chamou atenção de investidores internacionais. Segundo o Morgan Stanley, a moeda brasileira se beneficia da maior posição “overweight” (acima da média do mercado) em portfólio de moedas emergentes do banco –junto com a lira turca. Estrategistas da instituição norte-americana dizem que há um movimento de saída de moedas de baixo rendimento para divisas “high beta” –ou seja, que podem se valorizar mais em tempos de maior apetite por risco. A avaliação ocorre num momento em que o Banco Central eleva os juros no Brasil, aumentando a taxa de retorno do real frente a seus pares.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda de 0,1% com realização de lucros
O Ibovespa fechou com queda marginal na segunda-feira, em meio a ajustes de posições
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,11%, a 121.909,03 pontos. O volume financeiro somou 31,68 bilhões de reais. Para o estrategista da Davos, Mauro Morelli, a bolsa paulista seguiu os movimentos em Wall Street, com um tom mais positivo pela manhã e realizando no restante do pregão. No caso de Nova York, ele atribuiu o movimento a ajustes uma vez que os índices têm batido máximas recentemente, mas também à percepção de que os números de emprego dos EUA da sexta-feira não refletem na totalidade o quadro do emprego norte-americano. Essa visão, segundo ele, traz receios quanto à inflação nos Estados Unidos e o risco de Federal Reserve ser obrigado a elevar o juro muito antes do que o previsto, dado o aquecimento da economia. A temporada de balanços corporativos no Brasil, que ditou o ritmo do Ibovespa na última semana, também vem carregada nos próximos dias. Apenas na terça-feira, a pauta inclui Klabin, BR Distribuidora, BTG Pactual, Marfrig, entre outros.
REUTERS
Mercado melhora perspectiva de crescimento para 2021 e 2022, mostra Focus
O mercado ajustou suas projeções para a economia brasileira e passou a ver maior crescimento tanto neste ano quanto no próximo, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 agora é de 3,21%, contra 3,14% na semana anterior. Para 2022, a conta melhorou em 0,02 ponto percentual e passou para 2,33%. Para a inflação, os especialistas consultados no levantamento semanal veem alta do IPCA de 5,06% este ano, de 5,04% antes, mantendo a expectativa de uma taxa de 3,61% no ano que vem. Ambas as projeções ficam acima do centro da meta oficial, que é de 3,75% para este ano e de 3,50% para 2022, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o câmbio, a pesquisa com uma centena de economistas mostrou que a estimativa agora é de dólar a 5,35 reais, contra 5,40 reais na semana anterior, terminando o ano que vem a 5,40 reais. O cenário para a política monetária não sofreu alterações, com a Selic ainda sendo calculada a 5,50% no final de 2021 e 6,25% no término de 2022.
REUTERS
EMPRESAS
BRF deve reportar lucro no 1º tri, indica prévia
A BRF deverá apresentar lucro trimestral quando publicar seu balanço financeiro, em 12 de maio, revertendo um prejuízo registrado no primeiro trimestre do ano passado
A expectativa é de que a empresa reporte um recuo de 3,1% na receita, para 1,94 bilhão de dólares, ante 2 bilhões de dólares em igual período do ano passado, conforme a média das estimativas de três analistas, segundo dados da Refinitiv. De acordo com o levantamento, o lucro da BRF deve atingir 0,03 dólar por ação. No mesmo trimestre do ano passado, a empresa registrou prejuízo de 0,01 dólar por ação. Atualmente, a avaliação média de analistas para as ações da empresa indica “compra”. São três recomendações de “compra forte” ou “compra”, três de “manter” e nenhuma de “venda” ou “venda forte”. A média das estimativas de analistas para o lucro não mudou nos últimos três meses. O preço-alvo médio de 12 meses para a ação da BRF em Wall Street é de 4,96 dólares, cerca de 18,5% acima do último fechamento, de 4,04 dólares.
REUTERS
MEIO AMBIENTE
Desmate na Amazônia pode gerar perdas de US$ 1 bi ao agro por ano, diz estudo
Falta de chuva e diminuição da biodiversidade afetam produtividade das lavouras e receita de agricultores
Em artigo publicado na revista científica “Nature Communications” na segunda-feira (10), cientistas brasileiros afirmam que a falta de chuva e a perda da biodiversidade provocadas pelo desmatamento na região sul da Amazônia já causam queda de produtividade e de receita ao agronegócio brasileiro. A estimativa é de, mantidos os níveis atuais de desmatamento, o prejuízo chegue a até US$ 1 bilhão (o equivalente, hoje, a R$ 5,7 bilhões) por ano até 2050. Os autores do estudo são do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trabalharam em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade de Bonn, na Alemanha. Segundo os pesquisadores, com menos árvores, há menos umidade no ar e menos chuvas. Assim, o avanço do desflorestamento afeta a produtividade do agronegócio brasileiro, já que altos níveis de desmatamento reduzem o volume de chuvas e a produção agrícola. Em 2019, um quarto do sul da Amazônia brasileira – área que abrange Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Tocantins e Mato Grosso – atingiu limite crítico de redução de chuvas causada por perda de floresta. Em algumas regiões, a diminuição das chuvas devido ao desmatamento já chega a comprometer 48% do volume total de precipitações anuais. Argemiro Teixeira Leite Filho, engenheiro florestal que coordenou o estudo, diz que o desmatamento está diminuindo a capacidade do bioma amazônico de regular os padrões de chuva, colocando os sistemas agrícolas do país, grande parte de agricultura de sequeiro (alimentada por chuvas), no caminho do “agrosuicídio”. O valor da perda pode aumentar ou diminuir até 2050, mas os prejuízos já são reais, embora muitos produtores ainda não se deem conta disso. O que pode variar daqui para frente é o quanto será perdido, e isso depende de políticas efetivas de controle do desmatamento a serem adotadas.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Exportações de carne suína iniciam maio em bom ritmo,
A valorização do Real nos últimos dias não afetou os embarques brasileiros da proteína
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgadas na segunda-feira (10), as exportações de carne suína fresca, congelada ou resfriada nos primeiros cinco dias úteis de maio estão em ritmo acelerado, tanto em relação ao mesmo mês de 2020 quanto em comparação com a última semana de abril deste ano. Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, este é “um resultado espetacular”, e o processo de valorização do Real nos últimos dias não interferiu nos embarques. “Ainda temos a China ditando o ritmo do mercado, e esperamos que o total exportado de carne suína neste mês chegue às 100 mil toneladas com a manutenção deste ritmo”, disse. A receita obtida com as exportações de carne suína neste mês, US$ 76.049, representando 35,4% do montante obtido em todo maio de 2020, que foi de US$ 215.174. No volume embarcado, as 28.560 toneladas representam 31,4% do total exportado em abril do ano passado, com 90.721 toneladas. O faturamento na média diária foi de US$ 15.209, valor 41,37% maior do que em maio de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 39,8%. Em toneladas, por média diária, 5.712, alta de 25,92% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Em relação à semana anterior, avanço de 30,8%. No preço pago por tonelada, US$ 2.662, ele é 12,27% superior ao praticado em abril passado.
AGÊNCIA SAFRAS
Exportação de carne de frango tem bom resultado no início de maio
Suspensão da Arábia Saudita à 11 frigoríficos brasileiros ainda não impactou as exportações
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgadas na segunda-feira (10) os resultados das exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas nos primeiros cinco dias úteis de maio foi positivo. Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o é preocupante o fato da Arábia Saudita, o segundo maior comprador da proteína brasileira, ter suspendido a habilitação de 11 plantas frigoríficas. “A partir do dia 23 de maio a suspensão deve passar a valer, então, por enquanto, a gente não vê o impacto desta medida. Até lá, é possível que isso se esclareça e que o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) possa reverter essa questão. Mas preocupa também a possibilidade de a reputação da carne de frango brasileira ser afetada junto a outros parceiros comerciais”, disse. A receita obtida com as exportações de carne de frango neste início de maio, US$ 173 milhões representa 34,6% o total obtido em todo o mês de maio de 2020, que foi de US$ 499 milhões. No volume embarcado, as 113.813 toneladas representam 30,5% do total exportado em maio do ano passado, com 372.373 toneladas. O faturamento por média diária foi de US$ 34.629, valor 38,79% maior do que maio do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve alta de 26,4%. Na média diária por toneledas, 22.762, o avanço foi de 22,26% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Em relação à semana anterior, aumento de 25,4%. No
preço pago por tonelada, US$ 1.521 ele foi 13,52% superior ao praticado em maio do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve alta de 0,7%.
AGÊNCIA SAFRAS
No Dia Mundial do Frango, custos de insumos pressionam produtores, alerta ABPA
Ontem, 10 de maio, avicultores de todo o mundo comemoraram o Dia Mundial do Frango, uma data estabelecida pelo Conselho Mundial da Avicultura (IPC, na sigla em inglês) para celebrar o papel social desta que é a proteína animal mais consumida atualmente em todo o planeta
Apesar da referência positiva, a data marca um dos momentos mais desafiadores para a sustentabilidade econômica setorial, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “Diversos polos de produção enfrentam altas históricas nos custos de produção, principalmente pela alta do milho e da soja – insumos que compõem 70% da composição de custos do setor”, lembrou a entidade em nota. De acordo com o Índice de Custo de Produção (ICP) produzido pela Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa Concórdia, os custos de produção do setor acumularam alta de 43,43% nos últimos 12 meses. Conforme levantamentos do Cepea, a variação anual de abril em diversas praças ultrapassa 115% no caso de milho, e se aproxima de 60% no caso do farelo de soja. E há outros custos com impacto setorial, como os investimentos realizados para a proteção dos colaboradores em meio ao quadro pandêmico. Entretanto, o repasse ao consumidor não seguiu o mesmo ritmo, de acordo com o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. “Se por um lado vemos os custos de grãos dobrarem no comparativo anual de diversas praças, por outro verificamos uma alta nos preços dos alimentos, que não conseguem acompanhar o aumento dos custos. Por isso, é inevitável que novas altas alcancem as gôndolas nos próximos meses”, explicou no comunicado. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo já apresenta altas acumuladas nos preços do frango inteiro e nos cortes. Entretanto, não são suficientes e tendem a aumentar, conforme explicou o Presidente da ABPA.
Carnetec
INTERNACIONAL
Tyson Foods prevê que custos em alta atinjam os lucros
A produtora de carnes Tyson Foods alertou na segunda-feira que os custos crescentes começarão a atingir o lucro da companhia, e também aumentou sua previsão de receita para o ano todo, com preços mais altos e melhora da demanda com a reabertura de restaurantes e hotéis nos EUA
No geral, a Tyson disse que espera que as receitas fiscais de 2021 fiquem entre 44 bilhões e 46 bilhões de dólares. A receita havia sido prevista anteriormente na extremidade superior de uma faixa de 42 bilhões a 44 bilhões de dólares. O Presidente-Executivo da Tyson, Dean Banks, alertou, no entanto, que o aumento dos custos pressionará os lucros ainda este ano. “Estamos vendo uma inflação substancial em nossa cadeia de suprimentos, o que provavelmente criará uma pressão sobre as margens durante a segunda metade do ano”, disse ele. A Tyson disse que para o segundo trimestre encerrado em 3 de abril as vendas aumentaram cerca de 4% para 11,30 bilhões de dólares, superando as previsões dos analistas, que esperavam em média 11,19 bilhões, mostraram dados IBES da Refinitiv. Os preços mais altos ajudaram o segmento de frango da Tyson a registrar crescimento de 4,6% nas vendas, enquanto a divisão de carne suína aumentou 16,7%, mesmo com a queda nos volumes. Na carne bovina, o maior negócio da Tyson, as vendas aumentaram 1,7% em relação ao ano anterior, para 4 bilhões de dólares, com os preços subindo 7,5% e os volumes caindo 5,8%. A Tyson disse que agora espera que sua divisão de carne bovina publique melhores resultados fiscais de 2021 em comparação com o ano passado. “A carne bovina commodity liderou o ritmo”, disse o Credit Suisse. O lucro líquido atribuível à Tyson aumentou para 476 milhões de dólares, ou 1,30 dólar por ação, versus 376 milhões, ou 1,03 dólar por ação um ano antes. Excluindo itens, a Tyson ganhou 1,34 dólar por ação, em comparação com estimativas de 1,12 dólar.
REUTERS
Campanha do INAC impulsiona cortes e promove marca do Uruguai no comércio eletrônico chinês
A carne uruguaia avança na China de mãos dadas com o comércio eletrônico. O Instituto Nacional de Carnes (INAC) promoveu com sucesso o produto na China, por meio do gigante do comércio eletrônico: a plataforma Tmall do Alibaba, que tem cerca de 730 milhões de usuários ativos e é a maior plataforma de conexão da China consumidores, cobrindo mais de 200 cidades
No mundo do comércio eletrônico na China, participam grandes empresas como a Alibaba, promotora dessa ideia do “Double eleven” – em 2009, ideia seguida por todas as lojas de varejo – e plataformas como a Jingdong (JD.com), outra gigante do comércio eletrônico. Neste ano, a janela de compra foi estendida em onze dias, o que levou a um recorde absoluto de vendas, que no caso do Alibaba chegou a US $ 74 bilhões. Esta foi a terceira campanha conjunta realizada entre o INAC e a Tmall em quase um ano e faz parte da estratégia de construção e posicionamento da marca uruguaia de carnes na China, confirmou o Instituto Nacional de Carnes. Dentro da Tmall existe a “Tmall Alimentos Frescos”, plataforma especializada na categoria de alimentos in natura, com mais de 30.000 operadoras que comercializam produtos importados e nacionais. É neste espaço que foi feita uma campanha promocional da carne uruguaia para Mr Fresh para o 11/11, ou o “double eleven”, como é chamado. Mr Fresh é um canal com conteúdo para produtos premium de todo o mundo e as principais categorias de alimentos são carnes, frutos do mar, frutas, laticínios, vinhos, condimentos e bebidas. Entre os produtos premium de vários países, o INAC realizou a campanha de promoção da marca de carnes uruguaia, em cinco produtos cárneos como rabo e garrón, muito desejados pelos consumidores na China. A forma de compra era entrar na página inicial do Taobao/Tmall ou Tmall Food, e de lá para o canal Mr Fresh.
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