Ano 7 | nº 1487| 14 de maio de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: oferta de boiadas aumenta no mercado e preços estabilizam
Com pastagens desgastadas por conta da estiagem, a capacidade de retenção por parte do pecuarista foi bastante reduzida
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quinta-feira, 13. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado apresentou bom ritmo de negócios no decorrer da semana. Os frigoríficos encontraram espaço para pressionar os pecuaristas diante da maior disponibilidade de boiadas. Com as pastagens desgastadas por conta da prolongada estiagem, a capacidade de retenção por parte do pecuarista foi bastante reduzida. “No entanto, já são evidenciadas dificuldades em reduzir de maneira ainda mais agressiva as indicações de preços, com indicações de negócios saindo acima das referências médias em muitos estados, incluindo São Paulo”, disse Iglesias. Para o início da entressafra, a expectativa é de maior propensão a reajustes, em linha com a potencial redução do confinamento de primeiro giro, resultado da forte elevação dos custos pecuários no decorrer de 2021. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 304. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294. Em Cuiabá, o valor chegou em R$ 301. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 297 a arroba, inalterados. No mercado atacadista, os preços da carne bovina se estabilizaram após as quedas registradas nesta quarta. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,35 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,35 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: queda de preço da novilha gorda nas praças paulistas
O cenário foi de poucos negócios dado o escoamento lento de carne bovina, e escalas um pouco mais alongadas, atendendo, em média, de 6 a 7 dias
As cotações do boi e da vaca gordos mantiveram-se estáveis na comparação diária, negociados em R$ 306,00/@ e R$284,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Para a novilha gorda, queda de R$2,00/@, apregoada em R$298,00/@, nas mesmas condições.
SCOT CONSULTORIA
Cepea: Diferença entre os preços das arrobas de boi e da carne diminui
Enquanto os valores da arroba do boi gordo se enfraqueceram levemente nestas primeiras semanas de maio, os preços da carcaça casada bovina – negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo – estão mais firmes
Esse cenário resultou em diminuição na diferença entre as cotações desses produtos. Dados do Cepea mostram que, na parcial de maio (até o dia 11), o preço da arroba do boi gordo está 6,69 Reais acima do da carne, contra 11 Reais/@ no mês anterior. Trata-se, também, da menor diferença desde janeiro deste ano, quando o preço da arroba do boi estava 5,11 Reais acima do da carne. Vale lembrar que, em março deste ano, a diferença chegou a ser de 14,3 Reais – também com vantagem do boi –, devido à forte valorização do animal para abate.
Cepea
ECONOMIA
Dólar fecha em alta de 0,16%, a R$ 5,3136
O dólar encerrou com leve valorização ante o real na quinta-feira, depois de oscilar entre ganhos e perdas, com o mercado local captando o viés ainda de força para a moeda norte-americana no exterior após novos dados de inflação nos Estados Unidos
O dólar à vista fechou com valorização de 0,16%, para 5,3136 reais. O câmbio no Brasil andou boa parte do dia em linha com o movimento de seus pares internacionais, mas no fim da tarde os mercados de moedas mostravam direções diversas, com alguns pares do real em queda, alta ou em torno da estabilidade. Na pauta, o índice de preços ao produtor para a demanda final dos EUA teve no acumulado de 12 meses a maior alta desde que a série foi renovada em 2010, endossando avaliações de que a inflação está mostrando as caras. Na véspera, dados de preços ao consumidor também nos EUA vieram muito mais fortes do que esperado e alimentaram temores de redução de estímulo pelo banco central norte-americano, o que provocou uma liquidação de ativos arriscados em todo o mundo. Para Helena Veronese, economista-chefe na Azimut Brasil Wealth Management, embora o BC norte-americano ainda repita que não subirá as taxas de juros apesar das leituras mais altas de índices de preços, o cenário para o câmbio no Brasil parece agora um pouco mais delicado, sobretudo por causa de temas domésticos. “O cenário político aqui tende a piorar por causa principalmente da CPI (da Covid)”, disse. “A gente sabe que se a CPI for a fundo ela pode trazer complicações um pouco maiores para o governo, e isso certamente impacta o câmbio.”
REUTERS
Ibovespa fecha em alta em dia de recuperação em NY
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, acompanhando a recuperação dos mercados acionários nos Estados Unidos e com uma bateria de balanços trimestrais no radar
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,94%, a 120.836,80 pontos. Ainda assim, o Ibovespa caminhava para um desempenho semanal negativo, de cerca de 1% até o momento. Na véspera, o Ibovespa fechou em queda de 2,65%, maior recuo percentual diário desde 8 de março, com preocupações sobre o comportamento da inflação norte-americana e seus reflexos nos próximos passos do Federal Reserve. O volume financeiro na quinta-feira somava 30,9 bilhões de reais.
REUTERS
Ministério da Agricultura eleva estimativa de VBP 2021 a R$ 1,076 tri
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil deverá atingir 1,076 trilhão de reais em 2021, alta de 12,1% na comparação anual, disse na quinta-feira o Ministério da Agricultura, elevando sua projeção em relação à marca de 1,057 trilhão de reais publicada em abril
De acordo com o levantamento da pasta, o resultado deverá ser puxado pelas lavouras, que têm faturamento estimado em 741,2 bilhões de reais, avanço de 16% ante 2020, enquanto a pecuária será responsável por 335,1 bilhões de reais, alta de 4,4%. O ministério chamou atenção para um crescimento de mais de 31,3% na estimativa para a soja, principal produto de exportação do país, a 353,3 bilhões de reais, além de um avanço de 22,7% no VBP do milho em 2021, para 134,7 bilhões de reais. Ambos os grãos compõem o grupo de quatro produtos responsáveis por 34% de todo o VBP brasileiro, ao lado de carne bovina –que tem crescimento projetado em 10,3% para este ano– e cana-de-açúcar, cujo resultado deve avançar 1,3%. O Coordenador da Pesquisa e de Avaliação de Políticas e Informação do ministério, José Garcia Gasques, afirmou em nota que a estiagem que afetou culturas como milho e soja no país teve algum impacto, mas não afetou as perspectivas de produção recorde em 2021. Gasques ainda destacou os altos preços dos grãos nos mercados globais, guiados por estoques baixos, firme demanda internacional e incertezas climáticas.
REUTERS
Consumo nos supermercados cresceu 7,06% no Brasil no primeiro trimestre
Entre os produtos que mais subiram de preço, segundo Associação Brasileira de Supermercados, estão ovo (+12,21%), feijão (+5,14%) e carne dianteiro (+4,18%)
O consumo nos supermercados brasileiros teve uma alta real de 7,06% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado – quando ainda não havia começado a pandemia no Brasil. No mês de março, o Índice Nacional de Consumo ABRAS nos Lares Brasileiros (INC) apresentou alta de 11,11% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2020 o crescimento registrado foi de 4,31%. Os dados são do índice nacional de consumo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado na quinta-feira (13/5). De acordo com o Vice-Presidente institucional e administrativo da entidade, Marcio Milan, o varejo tem sentido “uma volta quase normal do comércio e da economia” a partir do Dia das Mães, impulsionado pela ampliação da vacinação contra Covid-19 no país. Além disso, segundo a Abras, em janeiro ainda houve reflexo do auxílio emergencial e da medida de redução de jornada de horas trabalhadas, o que impactou positivamente os índices no trimestre. Com isso, a entidade manteve uma projeção otimista de crescimento de 4,5% no seu índice nacional de vendas para 2021.
GLOBO RURAL
EMPRESAS
Cenário dos EUA permite repasse de custos mesmo com grãos em alta, diz JBS
“Nossa perspectiva quando olhamos a produção ao longo do ano é bastante favorável, mesmo com esse momento de custos de grãos, conseguimos repassar isso nos preços”, afirmou o CEO da JBS USA, André Nogueira, em teleconferência na quinta-feira para comentar os resultados do período
As operações de carnes da América do Norte responderam por mais de 80% da geração de caixa (Ebitda ajustado) da empresa no primeiro trimestre. Segundo ele, a retomada do food service que está sendo vista no mercado norte-americano, impulsionando o consumo, também virá na Ásia e na Europa, com o avanço da vacinação contra a Covid-19, “e isso é extremamente ‘bullish’ (altista) para preços”. Do ponto de vista da exportação partindo da unidade norte-americana, Nogueira lembrou que a peste suína africana na China tem mantido a demanda do país asiático aquecida no mercado de carnes. Com isso, a expectativa para as operações da JBS USA Pork também é muito favorável e o aumento dos preços do suíno no “spot” não é motivo de preocupação para a companhia, devido a estrutura de compras por “carteira”. “Temos uma estrutura que não me coloca comprando porco no spot”, acrescentou. Ele acredita ainda que a rentabilidade do produtor de suínos nos Estados Unidos é bastante favorável, e terá crescimento na segunda metade do ano, impulsionando as cotações do animal. No entanto, essa tendência de alta na matéria-prima também não é motivo de temor para a companhia. “Vai ser mais um ano forte de margem, temos uma operação muito eficiente”, acrescentou sobre a JBS USA Pork. Já no Brasil, os custos com grãos têm afetado as margens da Seara, unidade de aves e suínos, porém a empresa está “bem posicionada” nas aquisições dos insumos utilizados na ração e vem apostando na melhoria do mix de produtos, disse o Presidente da Seara, Wesley Batista Filho. “O aumento de custos de grãos é global, vamos ter que trabalhar nesse cenário melhorando nossa operação para conseguir trabalhar”, afirmou o executivo.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Veto da Arábia Saudita a exportadores de frango do Brasil pode gerar perda de até US$ 500 milhões
O Brasil pode perder de US$ 430 milhões a US$ 500 milhões (R$ 2,270 bilhões a R$ 2,640 bilhões) em exportações para a Arábia Saudita por causa da suspensão, anunciada na semana passada, de 11 estabelecimentos exportadores de frango, segundo cálculos preliminares do governo brasileiro
A situação pode piorar ainda mais se o reino saudita mantiver a decisão, anunciada em 6 de maio, de reduzir de 1 ano para 3 meses a validade dos frangos exportados, o que pode inviabilizar parte das vendas brasileiras para o país. O Itamaraty e o Ministério da Agricultura estão engajados em gestões diplomáticas na tentativa de reverter o que encaram como medidas protecionistas. No caso das plantas desabilitadas, o país alegou que havia contaminação de agentes microbiológicos. No entanto, a Arábia Saudita contrariou a prática de primeiro alertar as autoridades sanitárias do país exportador e fornecer detalhes sobre o problema, e só depois suspender as importações. Os sauditas suspenderam as compras em 6 de maio e enviaram nota diplomática só depois, sem especificar qual é o agente microbiológico nem as providências poderiam ser tomadas para normalizar as vendas. Além disso, duas das plantas banidas nem ao menos exportam para a Arábia Saudita. A suspensão passa a vigorar a partir de 23 de maio. A desabilitação dos exportadores e a decisão de reduzir o prazo de validade não são ações pontuais. Em 2016, a Arábia Saudita, com liderança do príncipe Mohammed bin Salman, governante de facto do país, lançou o Visão 2030, um programa de modernização do reino. Entre as metas do programa está atingir 85% de autossuficiência na produção de frangos até 2025, segundo documentos do governo saudita. Desde então, os sauditas implementaram várias medidas que dificultaram as exportações do frango brasileiro— impuseram licenças de importação, elevaram a tarifa de importação de 5% para 20%, desabilitaram plantas. Em uma ocasião, baniram plantas exportadoras e deram como motivo uma operação da Polícia Federal —sendo que alguns dos exportadores sequer haviam sido citados na operação. Para integrantes do governo brasileiro, os sauditas vêm se valendo de subterfúgios para barrar as exportações do frango brasileiro, que é muito competitivo, mais barato do que o produzido localmente.
FOLHA DE SP
BRF pode abater frangos com menor peso para lidar com disparada de custos, diz CEO
A BRF, a maior processadora de aves do Brasil, avalia a possibilidade de abater frangos com peso menor, em uma tentativa de reduzir custos com os grãos, disse o CEO da companhia, Lorival Luz, em uma entrevista à Reuters na quinta-feira
Ele afirmou que isto ainda não está acontecendo, mas poderia, com os preços do milho atingindo um nível recorde acima de 100 reais por saca de 60 quilos, forçando todas as empresas de carnes a se adaptarem. Os frangos normalmente são abatidos com peso entre 2,8 quilos e 3,3 quilos.
REUTERS
BRF sinaliza que pode não atingir meta de investir R$ 4bi no ano
Desembolsos previstos para 2021 ocorrerão se o limite prudencial de endividamento da empresa permitir, afirma executivo
A BRF sinalizou hoje que pode não atingir a meta de investir R$ 4 bilhões em 2021. Em teleconferência, o Vice-Presidente de Finanças e Relações com Investidores, Carlos Moura, disse que os investimentos serão subordinados ao limite prudencial endividamento definido pela companhia. Segundo ele, o investimento de R$ 4 bilhões em 2021 ocorrerá “se o nível de alavancagem permitir”. O limite prudencial é de 3 vezes. No fim do primeiro trimestre, o indicador (relação entre dívida líquida e Ebitda) estava em 2,96 vezes. A alavancagem subiu no início deste ano devido ao efeito da alta do dólar sobre as dívidas. O cenário negativo para os custos de produção, que vêm pressionando as margens, também pode afetar o ritmo de investimentos. Para alcançar a meta de R$ 4 bilhões, a BRF teria de acelerar o ritmo. No primeiro trimestre, o capex totalizou R$ 737 milhões, o que significa R$ 2,9 bilhões em bases anualizadas. A promessa de investir mais faz parte do plano estratégico Visão 2030, com o qual a BRF pretende triplicar de tamanho e atingir um faturamento de R$ 100 bilhões em dez anos.
VALOR ECONÔMICO
BRF acredita que regra saudita sobre prazo de validade do frango pode afetar vendas
A BRF está preocupada com a possibilidade de uma redução dos prazos de validade de produtos de frango imposta pela Arábia Saudita afetar suas vendas naquele mercado no curto prazo, disse o CEO da companhia, Lorival Luz, em teleconferência de resultados na quinta-feira
As restrições propostas, comunicadas pelos sauditas à Organização Mundial do Comércio (OMC), reduziriam o prazo de validade do frango congelado para três meses, em relação ao limite anterior de um ano, potencialmente atrapalhando os negócios de exportação da BRF, disse o executivo.
REUTERS
Suínos/Cepea: Preços do animal vivo e da carne se enfraquecem
Diferentemente do esperado por agentes do setor consultados pelo Cepea, os preços da carne suína e do animal vivo estão em queda nesta primeira quinzena de maio
Segundo pesquisadores, apesar do Dia das Mães e do pagamento dos salários na semana passada, a venda de carne no mercado doméstico está enfraquecida. No caso do animal vivo, as exportações aquecidas movimentam o setor, mas a baixa liquidez da carne no mercado doméstico, o principal destino da produção nacional, limitou a procura de frigoríficos por novos lotes de animais para abate.
Cepea
Vacinação contra a peste suína clássica começa dia 24 de maio em Alagoas
Campanha de Vacinação foi lançada na quinta-feira
No próximo dia 24 de maio, o estado de Alagoas dará início ao projeto piloto do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica (PSC) com a vacinação contra a doença. A iniciativa tem como objetivo erradicar a PSC em todo território nacional. Na quinta-feira (13), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em conjunto com as demais instituições organizadoras, realizou uma webinar de Lançamento da “Campanha de Vacinação contra a Peste Suína Clássica em Alagoas”. “Esse é o pontapé inicial para colocarmos o Brasil – estados livres e os não livres – na mesma página. O Plano para erradicar a Peste Suína Clássica no Brasil vai beneficiar tanto as comunidades locais, que têm na criação de suínos uma alternativa de fonte alimentar e de renda, quanto a suinocultura industrial nacional, que mantém sua competitividade no mercado internacional diretamente relacionada à qualidade e à confiança conferidas pelos controles sanitários”, destacou a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Além de Alagoas, outros 10 estados brasileiros fazem parte da zona não livre da doença: Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima. As zonas livres de PSC do Brasil são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a vacinação é proibida. A zona livre concentra mais de 95% de toda a indústria suinícola brasileira. Toda a exportação brasileira de suínos e seus produtos são oriundas da zona livre, que incorpora 15 estados brasileiros e o Distrito Federal (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, DF, RJ, ES, BA, SE, TO, RO e AC) e não registra ocorrência da doença de PSC desde janeiro de 1998.
MAPA
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122

