Ano 7 | nº 1480| 05 de maio de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: final de safra
Indústrias frigoríficas abriram o mercado ofertando menos pelas boiadas e concretizaram alguns negócios
Com uma relativa melhora nas ofertas, as indústrias frigoríficas abriram o mercado ofertando menos pelas boiadas e concretizaram alguns negócios. Nesse cenário, o boi gordo que atende o mercado interno caiu R$2,00/@ na comparação feita dia a dia, e foi negociado por R$310,00/@, preço bruto e a prazo. As cotações das fêmeas ficaram estáveis. Para os animais jovens o mercado está firme, com um ágio de até R$7,00/@, nas mesmas condições.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preços seguem mais baixos com maior oferta de animais no Centro-Sul
Diante desse cenário, os frigoríficos não encontram dificuldades em compor suas escalas de abate, diz Safras
O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos nesta terça-feira, 4. Segundo o analista de Fernando Henrique Iglesias, o volume de oferta segue crescendo em grande parte do Centro-Sul. “Basicamente, os frigoríficos não encontram dificuldades em compor suas escalas de abate, posicionadas entre cinco e sete dias úteis”, diz. Mesmo a demanda de carne bovina relacionada ao Dia das Mães parece insuficiente para mudar a dinâmica de mercado. Com isso, a tendência é que os frigoríficos sigam encontrando espaço para pressionar os pecuaristas por preços ainda mais baixos. As pastagens permanecem em processo de degradação, resultado da estiagem prolongada que atinge diversos estados relevantes para a cadeia pecuária bovina. “Para a entressafra a dinâmica de mercado tende a mudar de maneira contundente, avaliando a expectativa de uma redução do confinamento de primeiro giro, consequência do significativo crescimento dos custos durante o ano de 2021. Ou seja, o mercado voltará a conviver com um ambiente pautado pela restrição de oferta, aumentando a propensão a reajustes”, assinala Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 309-R$ 310, ante R$ 310 na segunda-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 296, ante R$ 300. Em Cuiabá, o preço pago pela arroba do boi gordo foi de R$ 307 – R$ 308 contra R$ 308. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 300-R$ 301 a arroba, ante R$ 301. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por uma excelente reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena de maio, considerando que além da entrada dos salários na economia há também o adicional de consumo relacionado ao Dia das Mães. “Importante destacar que em função das dificuldades macroeconômicas, a tendência é que o consumidor médio mantenha a predileção por proteínas mais acessíveis. Neste contexto, a carne de frango segue como opção prioritária, ganhando mercado em detrimento das proteínas concorrentes”, aponta Iglesias. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,45 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,95 o quilo.
CANAL RURAL
Preços da arroba do boi gordo e da vaca gorda apresentaram quedas no Mato Grosso
Após valorizações consecutivas nas últimas semanas, os preços da arroba do boi gordo e da vaca gorda apresentaram quedas de 0,72% e 0,62%
De acordo com relatório semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o preço para o boi comum está ao redor de R$ 298,95/@, enquanto a vaca gorda está em torno de R$ 288/@. As programações de abate apresentaram uma alta de 0,48 dia no comparativo semanal e ficou na média de 4,62 dias úteis. Com o período seco, os pecuaristas estão enfrentando dificuldade em manter os animais no pasto e as indústrias conseguiram alongar as escalas de abate. Com relação ao mercado de reposição, o bezerro de ano registrou uma valorização de 3,55% frente a semana anterior e a média de preço ficou em R$ 3.134/cab. “Devido à valorização mais intensa do bezerro de ano ante a arroba do boi gordo, a relação de troca boi/bezerro apresentou queda. Sendo assim, o indicador ficou em 1,66 cab./cab., decréscimo de -2,30% ante a semana passada”, informou o IMEA. “Os preços da bezerra de desmama, bezerra de ano e a vaca parida aumentaram 107%, 98% e 84%, respectivamente, ao comparar o cenário de abr.21 com abr.20 – em termos nominais. A procura por fêmeas mais jovens aumentou com função de gerar novas matrizes na propriedade, como também para destinar ao abate, a fim de atender à demanda dos países como a China e o Chile”, disse o Instituto. Durante o mês de março/21, a utilização das indústrias ficou em 65,08% com uma queda de 9,35 pontos percentuais frente ao mês de fevereiro deste ano. Além de o mês apresentar uma maior quantidade de dias trabalhados, o abate total de animais diminuiu 1,30% e totalizou 342 mil cabeças em Mato Grosso. Apenas 83% das indústrias estavam em funcionamento no estado e resultaram em 48,92% da utilização em operação, indicador -5,24 p.p. menor que o registrado no mês anterior.
IMEA
Exportação das carnes em abril tem ligeira retração
Comparativamente a março passado, os embarques das três carnes sofreram ligeira retração
Abril foi um mês mais curto, com três dias úteis a menos que março. Considerados os embarques médios diários, as três carnes registraram incrementos superiores a 20%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado os índices de expansão podem não ser tão significativos – ao menos para as carnes bovina e de frango. Mesmo assim continuam sendo expressivos: 8% no volume de carne bovina e de mais de 13% no de carne de frango. Já a carne suína continuou apresentando desempenho excepcional, com o volume embarcado no mês aumentou quase 40% em relação a abril de 2020. No preço médio, as três carnes voltaram a apresentar evolução positiva nos preços alcançados. As carnes de frango e suína de quase 2%; a bovina, de 9%. A receita cambial registrou forte evolução, aumentando perto de 20% em relação a abril de 2020. Em termos relativos, a maior expansão coube à carne suína (+41%), vindo a seguir a carne bovina (perto de 18% a mais) e, por fim, a carne de frango, com aumento de 15%.
AGROLINK
Bovinos: mercado de inseminação artificial pode crescer 25% em 2021
Segundo o Presidente da Asbia, a demanda no mercado de inseminação artificial se mantém aquecida tanto no Brasil quanto no exterior
Com base na movimentação do primeiro trimestre deste ano, o setor espera um crescimento de cerca de 25% em 2021. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), Márcio Nery. De acordo com o presidente da entidade, mesmo com a chegada da pandemia em 2020, o mercado da inseminação artificial se mantém aquecido e com alta demanda, tanto no âmbito nacional, quanto das exportações. Nery explica que o sucesso se dá pelos benefícios que a tecnologia oferece aos criadores. Atualmente, de acordo com dados da Asbia, 79% dos municípios brasileiros utilizam a tecnologia da inseminação artificial no melhoramento dos rebanhos. No ano de 2020, a produção de sêmen no país cresceu 36%. O mercado internacional fechou o ano com a comercialização de 500 mil doses. Os principais compradores foram os países da América Central, África, Ásia, Oceania e região Sul dos Estados Unidos. Nery reforça que o interesse do mundo pelo material genético produzido no Brasil é cada vez maior e que o país tem muito a conquistar no aspecto das exportações. “Podemos chegar facilmente a um milhão de doses exportadas. Existem grandes demandas na Ásia e na Índia, e nós, da Asbia, juntamente com o Mapa e a ABCZ, estamos trabalhando para melhorar os protocolos sanitários para atingirmos novos mercados”, conclui.
CANAL RURAL
ECONOMIA
Dólar spot fecha em alta de 0,26%, a R$ 5,4322
O dólar à vista fechou em alta frente ao real na terça-feira, mas longe das máximas e com movimento mais brando aqui do que no exterior, conforme operadores evitaram grandes mudanças de posição em meio a debates sobre reformas econômicas e à CPI da Covid no Senado
O dólar no mercado spot subiu 0,26%, a 5,4322 reais na venda. Na B3, o dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,36%, a 5,4370 reais, às 17h26. A divergência reflete um ajuste do dólar futuro, que na véspera subiu depois de no mercado à vista a taxa cair. O dólar futuro –cujos negócios vão até 18h– reverteu as perdas e fechou a segunda-feira em alta de 0,98%. Nas operações interbancárias, que encerram às 17h, o dólar havia caído 0,24%. De toda forma, o dia terminou com viés mais vendedor de dólares tanto no mercado spot quanto no de derivativos. Analistas esperam que o Banco Central entregue nova alta de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) na quarta-feira, o que elevaria o juro para 3,50%, consideravelmente acima da taxa de 2% que vigorou até março e, assim, melhorando a relação risco/retorno de se comprar reais. “A CPI precisa ser monitorada, mas não acreditamos que haja risco material a ponto de afetar o real”, disse Rafael Sales, analista econômico da Arazul Capital. Sales lembrou ainda o benefício à taxa de câmbio decorrente do rali das commodities. O índice Refinitiv/CoreCommodity CRB chegou ao fim da tarde em alta de 0,8%, nas máximas desde junho de 2018. A correlação de 21 dias da taxa de câmbio brasileira com esse índice subiu para 0,47, ante -0,21 em 12 de abril, indicando que o real tem acompanhado mais claramente a valorização das matérias-primas.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com perdas em bancos
O Ibovespa fechou em queda de mais de 1% na terça-feira, abaixo dos 118 mil pontos, contaminado pelo sinal negativo em Wall St e com bancos entre as maiores baixas, incluindo Itaú Unibanco
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,26%, a 117.712,00 pontos. O volume financeiro somou 31,8 bilhões de reais. Em NY, o S&P 500 cedeu 0,67% e o Nasdaq Composite recuou 1,9%, pressionado pelo declínio de ações de tecnologia, como Microsoft, Alphabet, Apple, Amazon.com e Facebook. Comentários da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, sobre a necessidade potencial de aumento da taxa de juros também repercutiram. Na visão do analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, além do efeito externo e da pressão dos bancos, o pregão também teve o noticiário político no radar, incluindo a CPI da Covid e o texto da reforma tributária. O depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta à CPI da Covid na terça-feira também ocupou as atenções, com ele afirmando que o país sempre esteve um passo atrás do vírus ao não adotar medidas de restrição de locomoção. “O mercado continua acompanhando a CPI da Covid com receios sobre a sua politização e ‘contaminação’ do cenário de recuperação da economia brasileira”, acrescentou Chinchila.
REUTERS
Preços ao produtor no Brasil sobem 4,78% em março, segunda maior alta da série
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou alta de 4,78% em março na comparação com o mês anterior, segundo maior avanço da série histórica iniciada em 2014
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)informou ainda na terça-feira que a alta recorde de fevereiro foi revisada de 5,22% para 5,16%. O IPP agora acumula elevação de 33,52% nos últimos 12 meses, taxa também recorde. O IBGE explicou que o resultado de março reflete, principalmente, o aumento dos preços nas atividades de refino de petróleo e produtos de álcool (16,77%), outros produtos químicos (8,79%), madeira (7,73%) e papel e celulose (7,18%). O Gerente de Análise e Metodologia da Coordenação de Indústria, Alexandre Brandão, explicou que o resultado teve impacto da depreciação do real frente ao dólar, que afeta tanto os preços dos produtos exportados pelo Brasil quanto os preços dos produtos importados, em particular das matérias primas. “Muitas matérias primas estão com os preços majorados e essas altas se espalham por diversas cadeias”, disse Brandão no comunicado sobre os dados, destacando ainda que outro fator foi o aumento da demanda internacional, principalmente da China. “As commodities têm aumentado de preço porque o mercado internacional está pressionado pela demanda, em particular a exercida pela China por produtos da agroindústria, como os derivados da soja e as carnes, em particular bovina. Mas também há pressões sobre produtos siderúrgicos e de celulose.”
REUTERS
Investidor estrangeiro entra com R$ 7bilhões na bolsa brasileira em abril
Essa é a diferença entre compras e vendas de ações já listadas na B3. O saldo das aplicações de investidores institucionais e pessoas físicas, por outro lado, ficou negativo
Os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 113,5 milhões do segmento secundário da bolsa brasileira (ações já listadas) no dia 30 de abril, segundo informações divulgadas pela B3. Com isso, o saldo no mês ficou superávitário, em R$ 7,020 bilhões – resultado de R$ 328,621 bilhões em compras e R$ 321,600 bilhões em vendas. No acumulado de 2021, o saldo líquido segue positivo, em R$ 19,180 bilhões. Também no dia 30 de abril, o investidor pessoa física ingressou com R$ 518,8 milhões na B3. Assim, o saldo no mês ficou negativo em R$ 883,7 milhões. No ano, continua superavitário, em R$ 14,025 bilhões. Já o investidor institucional sacou R$ 871,0 milhões da B3 naquele dia. No mês, o saldo segue negativo, em R$ 7,650 bilhões. No ano, está deficitário em R$ 26,901 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Minerva contorna boi caro e lucra R$ 260 milhões no 1º trimestre
Resultado bateu expectativa do mercado, que projetava ganho de R$ 123 milhões
O lucro líquido, de R$ 259,5 milhões, representou uma redução de 4,3% na comparação anual, mas o resultado do início do ano passado já havia sido forte para a média da companhia dos Vilela de Queiroz. O resultado, divulgado no início da noite da terça-feira, bateu a expectativa do mercado, que projetava um lucro de R$ 123 milhões. A Minerva também superou, por larga margem, as projeções dos analistas para receita, Ebitda e geração de caixa. No trimestre, a política de hedge cambial foi fundamental, com reflexo positivo de R$ 444 milhões. “A estratégia de hedge funcionou, não só protegendo o balanço, mas a linha de despesas financeiras”, afirmou o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, executivo que sempre criticou a tese do hedge natural. O índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficou estável em 2,4 vezes. Se não tivesse proteção cambial, a Minerva reportaria uma perda — ainda que sem efeito sobre o caixa — em razão do aumento do valor em reais das dívidas em moeda estrangeira. No primeiro trimestre, o dólar se apreciou 9,6% ante o real. Além do efeito positivo no resultado líquido, a Minerva converteu parte dos ganhos com o hedge em caixa, ao rolar parte dos derivativos. De acordo com Ticle, o efeito do hedge cambial sobre o caixa totalizou quase R$ 230 milhões, o que contribuiu para o fluxo de caixa livre da companhia no trimestre. Entre janeiro e março, a Minerva registrou um fluxo de caixa positivo de R$ 309,2 milhões. Descontando o hedge, o fluxo ainda seria positivo — cerca de R$ 80 milhões. Operacionalmente, a Minerva mostrou que o peso do Brasil para o negócio foi reduzindo. Pela primeira vez, a Athena Foods — subsidiária que reúne os frigoríficos na Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia — foi a principal divisão, respondendo por 50% da receita. A operação brasileira ficou com 44% e o restante vem da área de trading. Ao todo, a receita líquida da Minerva atingiu R$ 5,8 bilhões, crescimento de quase 40% na comparação anual. Na exportação, a receita cresceu 42%, para R$ 4,1 bilhões. Conforme o Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, a queda da produção na Austrália ajudou — os abates no país, um importante concorrente no mercado internacional, estão no menor patamar em 36 anos, afirmou o empresário. Nesse ambiente de forte crescimento das vendas da Athena — os abates nos frigoríficos da subsidiária aumentaram 39,3%, a Minerva conseguiu incrementar o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) mesmo com os resultados mais acanhados no Brasil. No primeiro trimestre, a Minerva registrou Ebitda de R$ 484,9 milhões, o que significa um aumento de 27% na comparação anual. A margem Ebitda, no entanto, ainda foi pressionada pelo disparada do boi no Brasil, recuando de 9,2% para 8,4%. Em entrevista, Ticle afirmou que as margens no Brasil foram muito ruins em janeiro e fevereiro — a Athena é que compensou o desempenho —, mas já apresentaram sinais de recuperação em março, ficando próximas de 8%. Ainda não é uma margem dos melhores momentos, mas está bem acima dos níveis dos frigoríficos que só vendem no mercado interno, que vêm amargando margens de 3%.
VALOR ECONÔMICO
JBS é condenada a pagar R$ 1 milhão por irregularidades trabalhistas em Diamantino (MT)
Segundo o MPT, entre outros problemas está o descumprimento de jornadas
O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) informou que obteve a condenação da JBS em ação civil pública ajuizada após a verificação de irregularidades relativas à jornada e ao ambiente de trabalho na planta da empresa em de Diamantino, a cerca de 180 quilômetros de Cuiabá. De acordo com a sentença, a empresa deverá pagar uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão, arbitrada pela juíza Rafaela Pantarotto, da Vara do Trabalho de Diamantino. Cabe recurso. Procurada, a empresa informou que “não se manifesta sobre processos judiciais em andamento”. “A quantia será destinada a instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos escolhidas pelo Comitê Interinstitucional Gestor de Ações Afirmativas, em especial às que desenvolvam políticas voltadas à defesa do meio ambiente laboral e à assistência social à criança e ao adolescente”, afirmou o MPT, em nota. Segundo o Ministério Público do Trabalho, entre as irregularidades constatadas estão “o descumprimento da jornada de trabalho prevista em lei, a insuficiência de medidas de ergonomia e de segurança no uso de máquinas e equipamentos, a exposição dos trabalhadores a ruído excessivo e falhas no gerenciamento de riscos e na confecção e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)”.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
BRF anuncia investimento de R$292 mi no Paraná
A BRF, maior processadora de carne de frango do Brasil, anunciou que vai investir 292 milhões de reais até 2022 para modernizar instalações no Estado do Paraná, de acordo com comunicado publicado na terça-feira
A companhia também disse que vai retomar a produção de peru em sua fábrica de Francisco Beltrão, que em março recebeu autorização para exportar produtos para o México. Como parte dos planos, a unidade de Francisco Beltrão, onde a BRF também produz frango, será expandida. A meta da empresa é processar cerca de 7.500 aves por dia na planta até o segundo trimestre de 2022. A expansão da unidade também criará mais de 400 empregos diretos, disse a BRF. O anúncio foi realizado pelo Presidente-Executivo da BRF, Lorival Luz, ao Governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), em videoconferência na tarde da terça-feira, segundo o comunicado. Luz destacou que a BRF possui grande presença no Paraná, onde emprega diretamente 18.500 pessoas.
REUTERS
Filipinas: surtos de Peste Suína Africana registrados em 19 localidades
A peste suína africana (PSA) ainda assola 19 vilas e cidades no leste de Visayas enquanto as autoridades correram para conter a doença animal em quatro das seis províncias da região, informou o Departamento de Agricultura (DA) na terça-feira (4)
O vírus PSA está agora presente em Abuyog, Javier, La Paz, Dulag, MacArthur, Tanauan, Palo, Pastrana, Burauen, Tacloban City, Jaro, Mayorga, Carigara, Tolosa, Tabontabon e Dagami em Leyte; Lope de Vega, Northern Samar; Silago, Southern Leyte; e Calbayog City, Samar. “A infecção de PSA agora está controlada especialmente em três províncias fora de Leyte. Os casos foram registrados em apenas uma aldeia em Northern Samar e Southern Leyte e duas aldeias em Samar. Tem havido um esforço de informação muito intenso feito pelos governos provinciais. Eles controlaram a disseminação por meio de um controle estrito de fronteira”, disse o Diretor-Executivo Regional do DA Eastern Visayas, Angel Enriquez, em uma coletiva de imprensa. A experiência em Leyte ensinou lições às unidades do governo local em outras províncias de Visayas Oriental, disse Enriquez. Em 30 de abril, pelo menos 11.079 suínos infectados foram abatidos com cerca de PHP7,6 milhões de fundos de indenização pagos aos fazendeiros afetados. O DA ainda está processando pedidos adicionais para fundos de indenização de PHP 5 milhões para criadores de suínos.
Eastern Visayas
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