Ano 7 | nº 1445| 16 de março de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: mercado firme no início da semana
Com boa parte das indústrias frigorificas estudando os primeiros movimentos do mercado na última segunda-feira (15/3), nas praças paulistas, o cenário foi de estabilidade no preço da arroba do boi gordo em relação à última sexta-feira (12/3).
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$305,00/@, preço bruto e a prazo. Vaca e novilha gordas foram negociadas em R$283,00/@ e R$297,00/@, respectivamente, nas mesmas condições. Os negócios para animais que atendem o mercado externo giram em torno de R$310,00/@, preço bruto e à vista. Já na região de Goiânia, em Goiás, a oferta restrita resultou em ajustes positivos no começo dessa semana. Para o boi gordo e novilha gorda a alta foi de R$1,00/@, já a referência da vaca gorda subiu R$2,00/@. Dessa forma, o boi gordo foi negociado em R$292,00/@, enquanto a vaca e novilha gordas ficaram cotadas em R$282,00/@ e R$286,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: tendência é de manutenção de preços mais altos no curto prazo
Arroba começa a semana acima dos R$ 310; oferta escassa de animais e demanda por carne bovina em baixa sustentam preços
O mercado físico do boi gordo volta a apresentar preços mais altos no início da semana. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com um quadro inédito de escassez de oferta. Segundo a Safras & Mercado, os frigoríficos encontram grande dificuldade de composição de suas escalas de abate, posicionadas em média entre dois e três dias úteis. O volume de oferta que deve chegar ao mercado no final do mês será apenas pontual, não produzindo grande alívio para as unidades produtoras de carne bovina. Em relação à demanda o cenário ainda é complicado, avaliando que o consumidor médio permanece descapitalizado, simplesmente migrando para proteínas mais acessíveis. Somado a isso precisa ser citado as medidas mais intensas de lockdown que afetam a demanda de restaurantes, bares e outros estabelecimentos. Nesta segunda, a arroba do boi gordo em São Paulo permaneceu em R$ 312. Em Goiás, os valores subiram para R$ 298. Em Minas Gerais, o preço aumentou para R$ 304. Já em Mato Grosso do Sul o valor foi de R$ 295, enquanto em Mato Grosso, o boi gordo foi negociado R$ 298/R$ 299. O mercado atacado inicia a semana com preços mais altos, ainda um desdobramento da boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. É possível que as medidas de distanciamento social produzam impacto sobre o comportamento de restaurantes, bares e de outros estabelecimentos na reposição de seus estoques. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,30, por quilo, alta de R$ 0,30. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17,10, por quilo, alta de R$ 1. Já a ponta de agulha apresentou alta de R$ 0,50, cotada a R$ 16,20.
AGÊNCIA SAFRAS
Quatro plantas da Marfrig e uma da Minerva confirmam férias coletivas
A Marfrig concedeu férias coletivas a trabalhadores de quatro unidades no Brasil e a Minerva Foods mantém os empregados de uma planta em férias até o fim deste mês, informaram as empresas à CarneTec
A Marfrig disse na segunda-feira (15) que concedeu férias coletivas aos colaboradores das unidades de Ji-Paraná e Chupinguaia, em Rondônia, e Alegrete e São Gabriel, no Rio Grande do Sul. “A medida é um evento programado e faz parte da estratégia de produção das plantas”, disse a Marfrig em comunicado. A empresa não informou o período total programado para as férias coletivas nas unidades. A Minerva disse na sexta-feira (12) que mantinha trabalhadores da unidade em Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso, em férias coletivas até 28 de março. Segundo a companhia, as férias coletivas são “parte da programação da empresa para manutenção e obras”. A assessoria de imprensa da JBS disse na sexta-feira (12) que não havia previsão de férias coletivas em nenhuma das plantas da companhia. A indústria de carne bovina brasileira tem enfrentado forte alta nos preços de boi pronto para abate diante da redução na oferta, enquanto exportações de carne bovina seguem aquecidas apesar da redução no volume embarcado nos dois primeiros meses do ano.
CARNETEC
Acre passa a integrar grupo de 7 estados com zona livre de aftosa sem vacinação
O Brasil recebeu parecer favorável da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para reconhecimento dos estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação
O anúncio foi feito pela Ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Em busca de novos mercados para a carne acreana, o Diretor do Sindicarnes, Nenê Junqueira, comemorou o parecer favorável da OIE. “Mais um importante passo conquistado em direção ao reconhecimento internacional”, destacou Junqueira. Segundo ele, a exportação de carnes bovina e suína do Acre para outros mercados é uma proposta que irá beneficiar não somente as indústrias frigoríficas, mas que terá um impacto positivo e significativo na economia acreana. “Por isso, somos muito gratos ao apoio que temos recebido, do governo do estado do Acre, bem como do Governador Gladson Cameli, Vice-Governador do Acre, Wherles Rocha, do senador Marcio Bittar, do presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga, da deputada federal, Mara Rocha, do deputado estadual, Luiz Gonzaga, e do presidente da FIEAC, José Adriano. O Sindicarnes seguirá determinado a consolidar esses avanços para o setor” afirmou Nenê Junqueira.
O ACRE AGORA
Frigoríficos em MT sentem efeitos da queda no consumo e Imac prevê um primeiro semestre “difícil”
Em fevereiro de 2021, a diferença entre o preço médio recebido no atacado pelos frigoríficos de Mato Grosso e o valor pago pela indústria ao pecuarista foi de -1,44%, ou seja, a indústria atuou com margens negativas no mês. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram um cenário que não ocorria desde abril de 2011
Além disso, o primeiro bimestre de 2021 apresentou um volume menor de animais abatidos (717,8 mil) do que no primeiro bimestre de 2020 (879,9 mil) – em uma redução de -18% na comparação. O mercado da carne bovina no estado experimenta ainda algumas incertezas que podem impactar tanto no preço da carne como produto final como do boi gordo. A redução de abate tem na diminuição no número de fêmeas abatidas seu principal fator. No primeiro bimestre de 2020, foram terminadas 436,2 mil fêmeas, ao passo em que de janeiro e fevereiro deste ano o número foi de 289,9 mil fêmeas – o que corresponde a uma redução de -33%. Essa queda é reflexo dos bons preços das categorias mais jovens, o que tem incentivado a retenção de fêmeas para ampliação do rebanho. Nesse primeiro bimestre, foram comercializadas 51,4 mil toneladas do produto – desempenho -7% abaixo do obtido no mesmo período de 2020 (quando foram vendidas 55,3 mil toneladas). Essa curva descendente segue tendência nacional, já que o Brasil também experimentou queda de -6% nas vendas e de -7% no faturamento no mesmo período de análise.
IMEA
Frigoríficos seguem com dificuldade de compor as escalas de abate em Goiás
Programações apresentam média de 5 dias
Os frigoríficos estão tendo dificuldades em compor as escalas de abate com a demanda interna por carne bovina enfraquecida. As referências para o boi gordo e a vaca registraram ganhos de 0,22% e 0,72% na semana, respectivamente. Segundo o levantamento semanal do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), os negócios ficaram próximos de R$283,94 /@e R$275,95/@. No estado, a média das escalas de abate estão ao redor de 5 dias úteis. Na semana anterior, a média das programações de abate girava em torno de 6 úteis. Negócios para o boi gordo com destino ao mercado interno em Luziânia/GO ao redor de R$ 300,00/@, à vista e com data para o abate em 22 de março/21. Já na localidade de Paranaiguara/GO, foi registrado negócio para a boi comum a R$ 293,00/@, a prazo com 30 dias e com data para o abate programada para 16 de março/21. No mercado de reposição, o cenário é de viés de alta, uma vez que a oferta de animais também está restrita em todas as categorias e as chuvas estão em bons volumes, fator que retém os animais na fazenda. Os preços para o nelore macho de 13 a 24 anos estão ao redor de R$ 3.388,90 por cabeça, enquanto a Nelore Fêmea de 13 a 24 anos está em torno de R$ 2.538,06 por cabeça. Já o valor do mestiço macho está ao redor de R$ 2.875,00 por cabeça e mestiço fêmea está em torno de R$ 2.213,3 por cabeça.
IFAG
ECONOMIA
Dólar fecha em alta de 1,42%, a R$ 5,6383 na venda
O dólar começou a semana em firme alta, voltando a operar acima de 5,65 reais, com a moeda brasileira mostrando o pior desempenho global, em dia de fluxo negativo e com operadores atentos a movimentações políticas relacionadas à pandemia, na antevéspera da decisão de política monetária dos bancos centrais no Brasil e nos Estados Unidos
O dólar se manteve em rota ascendente na segunda-feira a despeito de novas intervenções do Banco Central, que injetou 500 milhões de dólares via swaps cambiais e 1,065 bilhão de dólares por meio de leilão de moeda spot. Oferta de dólar no mercado à vista geralmente está associada a saída física de divisas. No fim da sessão no mercado à vista, o dólar subiu 1,42%, a 5,6383 reais na venda. Na B3, o dólar futuro ganhava 1,39%, para 5,6345 reais, às 17h20. O real destoou de seus principais pares emergentes, que se valorizavam entre 0,1% e 0,5% no fim do dia. O mercado operou ainda as expectativas em relação à decisão do Copom, na quarta-feira. Há interpretações de que o Banco Central esteja reforçando as atuações no câmbio para evitar altas mais intensas nos juros. Mas investidores também têm mantido as atenções no noticiário sobre a pandemia e seus efeitos sobre as perspectivas para a economia e os mercados. Os recordes sucessivos de mortes e casos diários de Covid-19 no país, que transformaram o Brasil no epicentro global da pandemia, têm exposto ao mundo problemas de gestão da pandemia pelo governo. “A pandemia ainda tem altos custos econômicos, sociais e de saúde, e todos eles sugerem que a recuperação econômica pode estagnar e que as contas fiscais e a dívida pública provavelmente permanecerão sob pressão”, disseram estrategistas do Société Générale. “Isso significa um aumento nas vulnerabilidades macroeconômicas do Brasil e em prêmios de risco que eventualmente serão traduzidos em uma moeda mais fraca e curva mais inclinada”, acrescentaram. O Société Générale prevê que o dólar fechará este ano em 6,40 reais.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com volume reduzido
O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, após sessão sem oscilações bruscas e marcada pelo vencimento de opções sobre ações, com agentes financeiros na expectativa de decisões de política monetária no Brasil e nos EUA nesta semana
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,55%, a 114.793,57 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo alcançado 113.634,95 pontos na mínima e 114.903,23 pontos na máxima. O volume financeiro somava 42,16 bilhões de reais. Conforme a B3, o exercício de opções sobre ações, units e cotas de ETF movimentou 17,5 bilhões de reais.
REUTERS
Valor da Produção Agropecuária está previsto em R$ 1,032 trilhão neste ano
Os aumentos nos valores de soja e milho foram os mais elevados desde o início da série
A previsão do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) para 2021 é de R$ 1,032 trilhão, o que representa 12,1% acima do obtido em 2020. Apesar da questão climática, as lavouras geraram R$ 708,3 bilhões, com aumento real de 15,4%, e a pecuária, R$ 323,9 bilhões, com aumento de 5,4% em relação a 2020. Entre as lavouras, os principais destaques são arroz, com aumento de 6,0% no VBP, cacau 6,9%, laranja 7,2%, milho 21,9%, soja 30,1% e trigo 13,6%. A soja teve aumento real no valor de 73,0% nestes dois anos. Os aumentos nos valores de soja e milho foram os mais elevados desde o início desta série, em 1989. Redução expressiva no VBP vem ocorrendo em banana (-3,7), café (-24,2), e tomate (-10,4%). Os resultados mostram que soja, milho, cana de açúcar, café e algodão, os cinco primeiros colocados no VBP, são responsáveis por 57,3% do VBP das lavouras. Ligeira recuperação da cana-de-açúcar vem sendo observada, e isso é relevante pois a ela tem importante participação no faturamento do setor. Na pecuária, contribuições positivas ao VBP são de carne bovina (10,7%), carne de frango (2,4%) e leite (4,6%). Contribuição negativa foi observada em suínos (-2,6) e ovos (-6,7%). Os estados de Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, são os primeiros classificados no valor da produção. Juntos respondem por 62,6% do VBP total. As regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste representam 83,6% do valor da produção. As regiões Nordeste e Norte respondem por 15,1% do VBP.
MAPA
Brasil e Argentina derrubam 31 barreiras comerciais
Na terça-feira, 9, a ministra da Agricultura Tereza Cristina e o ministro da Agricultura da Argentina Luis Basterra anunciaram a derrubada de 31 barreiras comerciais existentes entre os dois países. De acordo com a chefe da pasta da Agricultura no Brasil, essas barreiras impactavam o comércio de aproximadamente 50 produtos.
No lado brasileiro, os produtos que passam a ter exportação autorizada para Argentina são: Farinha de carne e osso; Ovos frescos; Ovos e ovoprodutos; Sêmen suíno; Anfíbios; Lanolina; Produtos avícolas termoprocessados (incluindo ovos e produtos de ovos); Reprodutores bovinos; Embriões bovinos; Lácteos destinados a alimentação animal; Carne liofilizada; Produtos cárneos termoprocessados de aves e suínos – produto misto; Miúdos (língua, rins, coração e timo) de bovinos congelados; Recortes de pele bovina para gelatina; Proteína hidrolisada suína para alimentação animal; Tripas suínas; Bexigas suínas; Petfood sem proteína ruminantes; Petfood com proteína ruminantes (reabertura de mercado); Material genético avícola (reabertura de mercado possibilitada também pela autorização de uso de certificado de material genético avícola emitido até 20 de fevereiro de 2021); Tripas e bexigas bovinas (reabertura de mercado); Outros produtos ainda passaram por atualização de protocolos pra exportação à Argentina. É o caso do sebo suíno, azeite de aves, produto termoprocessados de aves, aditivos palatabilizante para alimentação animal, sêmen equino congelado, pâncreas suínos para uso opoterápico. O Certificado Sanitário Internacional (CSI) de lácteos para consumo humano também passou por atualização. Outros pontos foram trabalhados e resolvidos como o fim da divergência histórica entre Brasil e Argentina quanto às medidas de mitigação de riscos para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), também conhecida como Doença da Vaca Louca. Uma consulta conjunta sobre o tema foi enviada para a OIE e, com o parecer positivo, o Serviço Nacional de Segurança e Qualidade Alimentar da Argentina (Senasa) passou a considerar os produtos brasileiros como risco zero para transmissão da doença. No lado argentino, oito mercadorias passam a ter autorização de exportação para o Brasil: Reprodutores bovinos; Embriões bovinos; Sêmen equino; Madeira de pinus da região das Misiones; Grãos de chia; Sementes de chia; Langostinos- camarões inteiros; Langostinos- camarões limpos.
https://www.canalrural.com.br/agronegocio/brasil-e-argentina-derrubam-31-barreiras-comerciais/amp/
CANAL RURAL
TRIBUTAÇÃO
Governo paulista deve rever alíquotas de ICMS sobre carnes e leite
Após a articulação de empresários do ramo de bares e restaurantes, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), deve anunciar nesta semana a redução das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre as carnes bovina, suína, de peixe, de aves e sobre o leite pasteurizado
“Devemos, sim, rever o ICMS no leite pasteurizado e nas carnes vendidas pelo Simples Nacional”, disse ao Valor o Secretário de Agricultura do Estado, Gustavo Junqueira. “No caso do leite, trata-se do elo mais fraco da cadeia, com seis mil produtores. Nas carnes, a medida atinge, principalmente, açougues e pequenos estabelecimentos, incluindo restaurantes”, explicou, sem confirmar a data de publicação do novo decreto. Com alíquotas de ICMS mais altas desde janeiro, o setor agropecuário conseguiu o recuo do governo em boa parte dos itens tributados, como insumos, energia elétrica, produtos da cesta básica e hortifrutigranjeiros. No fim de janeiro, foi a vez de empresários do ramo de carnes, como distribuidores e açougues, protestarem na capital. A alíquota sobre as vendas internas dos frigoríficos para as empresas que optam pelo Simples Nacional foi elevada de 7% para 13,3%. “O governo se comprometeu a rever o reajuste do ICMS das proteínas, que é muito prejudicial ao nosso setor, a pequenas empresas e açougues e para o consumidor”, afirma o Presidente da Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci. A expectativa, segundo ele, é que o a anúncio público ocorra nesta quarta-feira. O imposto sobre as proteínas animais deve ser reduzido de 13,3% para 7%. No leite pasteurizado, a isenção tributária deve ser retomada após adoção de alíquota de 4,14%. Nos cálculos da Abrasel, o recuo do governo deve evitar o desembolso de R$ 400 milhões do setor em impostos. A redução das alíquotas feita em janeiro para demais produtos aliviou o pagamento de outros R$ 600 milhões ao longo do ano. “É algo em torno de R$ 1 bilhão, que teríamos que repassar ao consumidor”, disse Solmucci. As carnes de gado, peixe, frango e suína e o leite representam ao menos 30% dos insumos vendidos em bares e restaurantes, de acordo com a Abrasel. “É um imposto cruel para um setor que está estraçalhado e tem impacto direto nas pessoas mais pobres, nos desempregados que consomem o PF [prato feito] em pequenos comércios de porta para a rua”, afirmou.
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Embarques de carne de frango melhoram na segunda semana de março
Câmbio favoreceu as exportações da proteína avícola
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgadas na segunda-feira (15) os resultados das exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas nos primeiros dez dias úteis de março atingiram números superiores tanto em relação ao mesmo mês de 2020 quanto em comparação à semana anterior. Segundo o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, a questão cambial pode ter sido o fator determinante para o resultado obtido. “A carne de frango ainda derrapa, não consegue dar vazão aos países do Oriente Médio, que não estão conseguindo consolidar a vacinação para reabrir a economia e comprar mais”, disse. O faturamento na média diária foi de US$ 26.815,704, 16,9% maior do que março do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve alta de 3,7%. No caso das toneladas por média diária, foram 17.580,638, aumento de 18,02% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Comparado ao resultado na semana anterior, observa-se uma alta de 3,3%. Já o preço pago por tonelada, US$ 1.525,297, foi 1,47% inferior ao de março do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve alta de 0,37%. A receita obtida neste início de março, US$ 268.157,047, representa 52,9% do total obtido em todo o mês de março de 2020, que foi de US$ 507.314,479. No volume embarcado, as 268.157,047 toneladas são 53,6% do total exportado em março do ano passado, que foi 327.706,552.
AGRIFATTO
Exportação de carne suína pode bater recorde EM março
Ritmo acelerado dos embarques é atribuído à China, onde a recuperação da produção da proteína suína está mais lenta do que o esperado
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgadas na segunda-feira (15), as exportações de carne suína fresca, congelada ou resfriada na segunda semana de março seguem em ritmo aquecido. Segundo o analista da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, os números alcançados neste mês de março foram puxados pela China. “A recuperação da produção de carne suína local está levando mais tempo do que o mercado imaginava. O faturamento por média diária neste início de março foi de US$ 11.321,7283, quantia 59,74% a mais do que março de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 7,6%. Em toneladas por média diária, foram 4.483,957, alta de 55,85% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado da semana anterior, aumento de 6%. O preço pago por tonelada, US$ 2.524,941 nos dez primeiros dias úteis do mês, é 2,5% superior ao praticado em março passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa avanço de 1,5%. A receita obtida com as exportações de carne suína neste início mês, US$ 113.217,283, representa 72,7% do montante obtido em todo março de 2020, que foi de US$ 155.923,829. No volume embarcado, as 44.839,57 toneladas são 70,8% do total exportado em março do ano passado, um total de 63.296,839.
AGRIFATTO
INTERNACIONAL
RABOBANK: Peste Suína Africana vai seguir ditando o rumo do mercado global de carnes em 2021
Doenças e alto custo de produção devam limitar crescimento da produção de carne suína na China
De acordo com relatório do Rabobank sobre a atual situação da Peste Suína Africana em âmbito global e as perspectivas para o ano de 2021, a doença seguirá ditando o ritmo do mercado mundial de proteína animal. A China continua sendo o país sob maior influência da doença, e a disseminação do vírus da PSA durante o inverno jogou luz sobre os desafios para tentar controlar o problema. Este fato, segundo o banco, está complicando o cenário do suprimento e da demanda por carne suína no gigante asiático. O Rabobank projeta que a produção de carne suína na China deva aumentar entre 8% a 10% em 2021, no comparativo com o ano passado. O crescimento deve flutuar ao longo do ano, com um primeiro trimestre de altas rápidas, devido aos abates por medo da PSA, e diminuição de ritmo no segundo trimestre. O número de suínos do plantel chinês e a perspectiva para 2021, especialmente para as matrizes, ainda é incerto; a produção de carne suína e os preços da proteína também são duvidosos e o alto custo dos insumos para alimentação dos animais fazem os custos de produção subirem. A projeção do banco é de que as importações de carne suína feitas pela China em 2021 caiam entre 10% a 30%. Entretanto, como o preço da proteína na China deve permanecer alto, as importações serão necessárias para aliviar a pressão, assim como a importação de outras proteínas, como a bovina e a de frango. O preço deve ser um fator determinante para que os países que exportam para a China mantenham um alto fluxo de comércio com a nação asiática em 2021, além da disponibilidade em quantidade e considerações geopolíticas.
RABOBANK
Durante 2021, a Argentina PODERÁ reduzir a produção de carne em 4% e as exportações em 6%
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) acaba de divulgar suas projeções sobre a evolução do comércio de carnes e das exportações de carne bovina da Argentina em 2021
Estima-se que o país produzirá 3,1 milhões de toneladas de carne devido ao aumento dos custos de produção, especialmente os de ração animal. Esse número seria 4% menor que em 2020, cerca de 130.000 toneladas. Em relação ao comércio de carnes, o país poderá exportar 770 mil toneladas em 2021, 6% a menos que em 2020, devido à perda de competitividade em relação aos preços de venda de outros países como Uruguai e Paraguai. E isso apesar de a Argentina já ter sido obrigada a baixar seus preços diante da forte concorrência em mercados como o da China. Os exportadores esperam exportações mais fracas na primeira metade do ano, mas esperam uma recuperação do mercado devido à evolução do covid-19 na segunda metade do ano nos mercados globais para fortalecer as vendas. A demanda da China continuará influenciando o volume das exportações como destino de mais de 70% dos produtos cárneos argentinos. Quanto ao consumo interno, permaneceria em 2,34 milhões de toneladas e continuaria nos menores valores per capita das últimas décadas.
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