CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1446 DE 17 DE MARÇO DE 2021

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Ano 7 | nº 1446| 17 de março de 2021

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com poucos negócios em São Paulo

Em São Paulo, a cotação do boi gordo ficou estável na última terça-feira (16/3) na comparação diária e o volume de negócios foi pequeno

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em R$305,00/@, preço bruto e a prazo. Bovinos com até quatro dentes, que atendem ao mercado chinês, foram comercializados em R$310,00/@, nas mesmas condições. A vaca gorda e novilha gorda para abate ficaram cotadas em R$283,00/@ e R$297,00/@, preços brutos e a prazo, respectivamente. Do lado das exportações, os embarques brasileiros estão com bom desempenho em março. Até a segunda semana do mês, o volume exportado totalizou 59,6 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária ficou em 5,96 mil toneladas, 4,2% maior em relação a março de 2020.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo sobe e arroba chega no maior valor do ano em São Paulo

Segundo a Safras, a oferta é cada vez mais restrita, com os frigoríficos encontrando dificuldades na composição de suas escalas de abate

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais altos na maioria das praças de produção e comercialização na terça-feira, 16. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta é cada vez mais restrita, com os frigoríficos encontrando dificuldades na composição de suas escalas de abate. “O movimento é particularmente agressivo no Mato Grosso do Sul, com negociações acontecendo na faixa de 300 reais por arroba. No geral os frigoríficos exportadores são os principais responsáveis pelo movimento deflagrado na primeira quinzena de março”, assinala Iglesias. A movimentação cambial, somada a um maior apetite de compra da China na primeira quinzena do mês justifica a valorização nos preços. O contraponto permanece no consumo doméstico. Com preços proibitivos da carne bovina no mercado, o consumidor médio segue em franco movimento de migração para proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 314 a arroba, ante R$ 312 a arroba na segunda-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 299, contra R$ 298. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 298, ante R$ 295. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 300, contra R$ 298/299. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores chegaram a R$ 304 a arroba, estáveis. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. Conforme Iglesias, o cenário é complicado para que aconteçam novos reajustes no curto prazo, avaliando que as estratégias de distanciamento social mais severas levaram a um cenário de incertezas para bares, restaurantes e outros estabelecimentos. “Nesse tipo de ambiente, não há incentivo para a formação de estoques. Somado a isso precisa ser citada a predileção do brasileiro médio por proteínas mais acessíveis, que causa um menor impacto na renda média”, disse ele. Com isso, o corte traseiro seguiu com preço de R$ 20,30 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,10 o quilo, e a ponta de agulha subiu de R$ 16,20 para R$ 16,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi: Volume de animais abatidos no Mato Grosso TEM Queda 4,53% em Fevereiro

O estado do Mato Grosso foi responsável por abater 350,57 mil cabeças de bovinos em fevereiro/21, dos quais, 202,88 mil eram machos e 147,69 mil, fêmeas

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), informou que o volume representou um decréscimo de 4,53% da quantidade total no comparativo mensal, com os machos apresentando queda de 9,85%, enquanto as fêmeas tiveram acréscimo de 3,90%, também no mesmo período. Na região norte e sudeste do estado apresentaram alta na quantidade de animais abatidos. “A região norte cresceu 6,54%, enquanto a sudeste aumentou 2,91%. A região médio-norte fechou com a queda mais expressiva, de 20,45%”, apontou o IMEA. O mês de fevereiro foi o terceiro mês consecutivo de aumento no abate de fêmeas em função da alta da arroba e fim da estação de monta. “Os pecuaristas descartam as vacas que não emprenharam nos primeiros meses do ano. Além disso, houve uma redução de 44,76%, no comparativo mensal, nos envios de animais para abate em outros estados”, destacou. As referências para o boi gordo apresentaram queda de 0,06% e ficou cotado a R$ 288,60/@. Enquanto isso, a vaca gorda teve alta de 0,16% e encerrou a semana na média dos R$ 277,37/@. “A valorização mais acentuada do bezerro de ano ante a arroba do boi gordo fez com que a relação de troca boi/bezerro novamente apresentasse queda. Com isso, o indicador ficou em 1,77 cab./cab, decréscimo de -1,77% ante a semana anterior”, divulgou o instituto.

IMEA

Desempenho das carnes nas duas primeiras semanas de março mostra avanço nas exportações

Nos primeiros dez dias úteis do corrente mês – de um total de 23 dias úteis – os embarques de carne bovina somaram 59,6 mil toneladas, os de carne suína 44,8 mil toneladas e os de carne de frango 175,8 mil toneladas

Estes volumes sinalizam embarques de 103 mil toneladas para a carne suína, de 137 mil toneladas para a carne bovina e de 404 mil toneladas para a carne de frango no mês. Este desempenho pode significar aumentos de volume de, respectivamente, 63%, 9% e 23% para estes produtos. As carnes bovina e suína devem ter aumento também no preço médio (a carne de frango permanece com preço médio inferior ao de março de 2020, mas agora a queda é mínima, de 1,5%). Pelo desempenho médio atual projeta-se incremento de 67% na receita da carne suína, de 23,5% na de carne de frango e de pouco mais de 13% da carne bovina. Se ocorrer o setor alcança em apenas um mês, a marca do US$1,5 bilhão.

AGROLINK

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 0,38%, a R$ 5,6166

O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, mas ficou longe das mínimas intradiárias, com operadores reduzindo exposição na véspera de decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos

O dólar à vista caiu 0,38%, a 5,6166 reais na venda. O câmbio no Brasil mostrou nesta sessão menos aderência aos mercados de moedas no exterior, com o foco dos agentes na magnitude do provável aumento de juros na quarta-feira e nos sinais que o Banco Central dará no comunicado. A moeda brasileira tem sofrido nos últimos anos com perda de apelo para operações de arbitragem com taxa de juros (“carry trade”), além de maior risco fiscal e baixo crescimento econômico no país. Apenas em 2021, o real cai 7,5% ante o dólar, depois de recuar mais de 20% no ano passado. Um profissional de um grande banco em São Paulo disse que parece haver uma “disposição” do BC de não ser tão “hawk” (duro com a inflação) no comunicado –algo, segundo ele, sinalizado pelas inesperadas intervenções no mercado cambial nos últimos dias, quando o Bacen vendeu dólares nos mercados à vista e de derivativos. Para Sérgio Goldenstein, consultor independente da Ohmresearch Independent Insights, que não descarta chances de uma Selic até mais baixa do que o mercado espera para o fim do ano, o dólar não deverá romper os 6 reais, mas tampouco cairá abaixo de 5 reais em 2021. “O início da correção na Selic ajuda na correção do câmbio, mas o câmbio depende de mais do que a Selic: depende do quadro fiscal, termos de troca, comportamento global do dólar, Treasuries, ambiente político”, disse, afirmando que, na margem, o fiscal ficou mais delicado e o cenário externo se tornou menos favorável. No exterior, o índice do dólar tinha variação positiva de 0,5%.

REUTERS 

Ibovespa fecha em queda e com volume reduzido antes de Fed e Copom

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, refletindo certa cautela antes de decisões de política monetária nos Estados Unidos e Brasil, principalmente, na quarta-feira, o que também reduziu o volume negociado na bolsa paulista

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,83%, a 113.892,78 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 24,3 bilhões de reais, ante média em março de mais de 40 bilhões de reais.

REUTERS 

Brasil abre 260.353 vagas formais de trabalho em janeiro

O Brasil abriu 260.353 vagas formais de trabalho em janeiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na terça-feira pelo Ministério da Economia

A abertura líquida de vagas também superou a registrada em janeiro de 2020, de 117.793. O emprego formal foi protegido durante a crise da pandemia no ano passado por programa do governo que ofereceu complementação de renda a trabalhadores que tivessem seus contratos de trabalhos temporariamente suspensos ou sofressem redução de jornada e salários. O programa, denominado BEM, se encerrou em dezembro, mas o governo já anunciou que ele será reeditado, em novas bases. Em dezembro, o país fechou 93.726 vagas, segundo dado revisado de 67,9 mil informado originalmente.

REUTERS 

Governo de SP anuncia nesta quarta redução no ICMS de carnes e leite pasteurizado

Empresas do Simples Nacional voltarão a ter alíquota reduzida para proteína animal; leite ficará isento

A redução do ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviço) do leite pasteurizado e das carnes vendidas a estabelecimentos enquadrados no Simples Nacional será anunciada nesta quarta (17) pelo governador João Doria (PSDB). O leite pasteurizado, que desde 15 de janeiro está com alíquota de 4,14%, volta a ter a isenção do imposto estadual. No caso das carnes, a redução da base de cálculo beneficiará empresas do Simples que compram diretamente dos frigoríficos. Elas voltarão a pagar 7% de ICMS nas operações. Sem o benefício fiscal, a alíquota para negociações de todos os tipos carnes (bovina, suína, ovina, caprina e de aves) fica entre 12% e 13,3%. Além de açougues, a volta do benefício fiscal beneficia restaurantes, pois a compra da “mistura” é um peso importante na composição de custos da operação. O Presidente-Executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, disse na segunda (15) que o compromisso de que o governo recuaria do aumento foi firmado na semana passada, após reunião com o governo.

FOLHA DE SP

Exportações do agronegócio crescem 2,8% em fevereiro com impulso da soja

No mês passado, o faturamento com as vendas do setor alcançou US$ 5,2 bilhões, com crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2020

A exportação do agronegócio brasileiro em fevereiro atingiu US$ 6,5 bilhões, representando aumento de 2,8% em comparação com igual mês de 2020, segundo análise da CNA. O superávit comercial do agronegócio foi de US$ 5,2 bilhões no mês passado. No acumulado de janeiro e fevereiro, as vendas externas atingiram US$ 12,1 bilhões. O principal produto da pauta exportadora no mês passado foi a soja em grãos, com participação de 17,5% na receita total e valor de US$ 1,1 bilhão, embora tenha apresentado queda de 33,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. A carne de frango in natura, segundo principal item das exportações em fevereiro, teve queda de 6,9% no mês passado ante fevereiro de 2020 e alcançou exportações de US$ 488 milhões, o que indica que a alta do dólar no mês beneficiou o exportador brasileiro. Segundo a CNA, os aumentos mais expressivos nas exportações no mês passado na comparação com fevereiro de 2020 foram: milho (158,2%), que passou de US$ 66,6 milhões para US$ 172,0 milhões em 2021; açúcar refinado (95,0%), cuja receita cresceu de US$ 68,6 milhões para US$ 133,8 milhões; e o farejo de soja, que registrou elevação de 82,3%. Em relação aos destinos das exportações, 67,5% foram direcionadas a dez mercados. A China foi o principal destino e respondeu por 26% da pauta comercial brasileira, seguida por União Europeia (16,5%) e Estados Unidos (8,1%). Na comparação entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2020, destaque para o crescimento das exportações brasileiras de produtos do agronegócio para a Indonésia (110,9%) e para a Turquia (44,1%).

Estadão Conteúdo

FRANGOS & SUÍNOS

Custo de produção de suínos tem nova escalada em fevereiro

Segundo a Embrapa, em fevereiro de 2020 a alimentação dos suínos representava 78,06% dos investimentos na granja; agora, nutrição subiu para 82,16% dos gastos

A Embrapa Suínos e Aves divulgou o Índice de Custos de Produção de Suínos (ICPSuíno) referente a fevereiro, e os dados mostraram aumento para os investimentos na atividade pelo segundo mês consecutivo, principalmente com a nutrição dos animais. De acordo com o levantamento, em relação a janeiro, houve alta de 3,74% no ICP/Suíno. O avanço é intenso, considerando que em janeiro, no comparativo com dezembro/20, o índice havia subido 1,10%. O principal quesito que pesa nas contas do suinocultor, a nutrição dos animais, aumentou 2,91% em fevereiro frente a janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, houve um avanço de 43,29%. Atualmente, a alimentação dos suínos representa 82,16% do total investido na atividade. Desde janeiro, o custo com a alimentação dos suínos aumentou 4,53%. A título de comparação, em fevereiro de 2020, a nutrição dos animais representava 78,06% do total de investimentos nas granjas, e o aumento neste quesito em 12 meses (entre fevereiro/19 e fevereiro/20) era de 10,76%. Santa Catarina, o Estado que lidera a produção de suínos no Brasil, os custos, de forma geral, subiram 3,77% em fevereiro em relação à janeiro, atingindo R$ 6,88/kg. No que diz respeito à alimentação dos suínos, o avanço foi de 3,4%, chegando a R$ 5,65/kg. Ao estender a comparação entre fevereiro deste ano com fevereiro de 2020, o aumento dos custos de produção na suinocultura em Santa Catarina foi de 59,25%.

Embrapa Suínos e Aves

Mercado de suínos tem mais quedas nos preços na terça-feira

Mais perdas foram registradas para os preços no mercado de suínos na terça-feira (16), principalmente para a carcaça em São Paulo

De acordo com análise do Cepea/Esalq, a expectativa do setor é de queda nos valores da carne, fundamentada nas medidas de restrições mais rígidas adotadas em diversas regiões do País, na tentativa de conter a pandemia de covid-19, e que deve limitar a comercialização da proteína. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve recuo de 1,74%/5,38%, chegando a R$ 113,00/R$ 123,00, enquanto a carcaça especial caiu 4,21%/2,06%, atingindo R$ 9,20/R$ 9,50 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (15), houve recuo de 6,24% em Minas Gerais, com preço de R$ 6,46/kg, baixa de 2,01% em São Paulo, valendo R$ 6,84/kg, retração de 1,83% no Paraná, com valor de R$ 6,45/kg, queda de 1,62% no Rio Grande do Sul, cotado em R$ 6,49/kg, e de 1,22% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,49/kg.

Cepea/Esalq 

Frango: preços seguem na estabilidade

Na terça-feira (16) o mercado do frango registrou estabilidade nas cotações

De acordo com análise do Cepea/Esalq, com a melhora nos preços da ave, o poder de compra do avicultor melhorou em relação ao farelo de soja, mas diminuiu em comparação com o milho. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a ave na granja ficou com preço estável em R$ 4,70/kg, assim como o frango no atacado, cotado em R$ 5,85/kg. No caso do animal vivo não houve mudanças de preço em São Paulo, valendo R$ 4,50/kg, Santa Catarina, cotado em R$ 3,21/kg, nem no Paraná, custando R$ 4,89/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (15), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com os valores inalterados, fechando o dia, respectivamente, em R$ 6,49/kg e R$ 6,43/kg.

Cepea/Esalq 

Unidade da BRF em Francisco Beltrão (PR) vai demitir 150 funcionários

De acordo com sindicato da categoria, empresa apontou altos custos dos insumos para alimentação das aves e estoques de aves cheios

A planta de abate de aves da BRF em Francisco Beltrão, no Paraná, deve demitir cerca de 150 funcionários de maneira gradual. De acordo com a Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Francisco Beltrão e Região, Leonete do Santos, um dos turnos da fábrica foi fechado, e os trabalhadores que não foram remanejados para outros setores, serão dispensados. “A empresa alegou também a questão da alta nos insumos, e de que o estoque de carne de aves está cheio. Por enquanto, a companhia disse que isso não vai afetar os produtores, os aviários”, disse. A Presidente do sindicato explica que a BRF encerrou o terceiro turno de abate de frango, mas abriu um novo turno para o abate de matrizes. “Havia apenas um turno de galinhas matrizes, e agora vão abrir o segundo”, afirmou. De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, “os ajustes operacionais em Francisco Beltrão (PR) já estavam previstos no planejamento anual, e têm estritamente o objetivo de alinhar a unidade às demandas de abastecimento e foram realizados de forma a reduzir o impacto entre os colaboradores, com acompanhamento pelo sindicato”.

AGROLINK

Unidades da BRF de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde (MT) são habilitadas a exportar para o Canadá

As unidades mato-grossenses de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde da BRF acabam de ser habilitadas pelo governo do Canadá a exportar asas de frango para o país

O processo de habilitação foi concluído pela Canadian Food Inspection Agency, órgão sanitário local, cujos auditores inspecionaram todas as etapas de produção da proteína. “Com estas habilitações, temos hoje 15 plantas habilitadas para o Canadá, um destino importante para o futuro da BRF. A Companhia quer expandir a presença e exposição internacional com relevância em alguns dos maiores centros consumidores. De acordo com a Visão 2030 que anunciamos recentemente, queremos consolidar nossa atuação como empresa global de alimentos de alto valor agregado, ampliando seu tamanho. A BRF aguarda, ainda, a abertura do mercado de suínos para explorar oportunidades comerciais com o mercado canadense”, disse Luiz Tavares, Gerente Executivo de Relações Institucionais Internacionais.

BRF 

Exportações catarinenses de carne de frango crescem 34% em fevereiro

A Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de SC informou na segunda-feira (15) que o estado retomou o crescimento nos embarques de carne de frango e encerrou fevereiro com alta de 34% no faturamento em relação a janeiro

Foram mais de US$ 129 milhões gerados com a venda de 80,8 mil toneladas do produto (+30%). O estado é o segundo maior produtor nacional de carne de frango e responde por 25% do total exportado pelo Brasil. Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, a alta é explicada pelo aumento nas exportações para grandes compradores como Japão (13,6% em receitas e 10,5% em volume), China (16,5% e 14%) e Arábia Saudita (11,6% e 2,5%). No primeiro bimestre, Santa Catarina teve um desempenho abaixo do esperado com uma queda de 19% no faturamento e de 14,8% em volume na comparação com o mesmo período de 2020. “Em grande parte, isso se deve à queda das exportações para o Japão, principal comprador. As exportações para a China também caíram, já que os chineses aumentaram significativamente a produção local de carne de frango nos dois últimos anos”, explicou Alexandre Giehl. Por outro lado, mercados importantes estão ampliando as compras de Santa Catarina. Os embarques para a Arábia Saudita aumentaram 30,7% em valor e a expectativa é por um crescimento ainda maior ao longo de 2021.

Cepa/Epagri

INTERNACIONAL

China suspende importação de carnes de frigorífico da Espanha

O motivo alegado extraoficialmente pelo governo chinês seria a necessidade de aumentar o controle sanitário por causa da Covid-19

A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) anunciou na terça-feira (16/3) a suspensão do registro de importação de uma unidade de processamento de carnes da Espanha. A medida passou a valer na quinta-feira passada (dia 11 de março), mas só foi informada oficialmente ontem. A China vem suspendendo temporariamente a importação de carne de uma série de frigoríficos, de vários países. O motivo alegado extraoficialmente pelo governo chinês seria a necessidade de aumentar o controle sanitário por causa da Covid-19. Contudo, o aumento no rigor das fiscalizações também tem levado ao efeito contrário, com empresas interrompendo voluntariamente as suas exportações para o país asiático. Esse foi o caso de um frigorífico do Chile, conforme reportado na semana passada.

ESTADÃO CONTEÚDO

Acordo entre Mercosul e UE pode ficar para 2023

Em junho de 2019 a União Europeia e o Mercosul anunciaram a conclusão do histórico acordo comercial entre os dois blocos, após 20 anos de negociações. Um ano e nove meses depois, o governo Bolsonaro tornou-se um fator negativo para a ratificação do acordo birregional

A imagem tóxica de Bolsonaro na cena internacional, a deterioração da confiança sobre sua política ambiental e desmatamento da Amazonia alimentam a resistência em parte dos 27 países-membros da UE à implementação desse que é o maior acordo comercial para os dois blocos, com 780 milhões de pessoas. Apesar de esforços do Mercosul, da Comissão Europeia (o braço executivo da UE) e de alguns governos europeus para impulsionar a aprovação, isso tende a demorar. O mais realista no cenário atual é esperar ratificação só após as eleições presidenciais de 2022, primeiro na França e depois no Brasil. Atualmente, a situação pode ser resumida assim: a Europa faz de conta que quer avançar, e o Mercosul faz de conta que acredita nisso. Basta ver a exigência europeia de compromissos adicionais para combater o desmatamento por parte do Brasil e do resto do Mercosul. Certas fontes preveem que os europeus poderão querer do Mercosul algumas garantias técnicas, como assegurar a completa rastreabilidade da produção de carne bovina, introdução de etiquetagem e mecanismo de monitoramento de desmatamento para atenuar preocupações de consumidores europeus. A França quer ir além e ter uma arma poderosa para impor o cumprimento das obrigações pelo Brasil. Uma ideia seria esperar uma legislação que a Comissão Europeia pretende enviar ao Parlamento Europeu para combater o “desmatamento importado”, que deverá enquadrar commodities como soja, gado (carne e couro), milho, café, cacau, óleo de palma e borracha como risco de contribuir para o desmatamento das florestais tropicais. Pelo plano francês, segundo fontes, só depois de aprovada essa legislação europeia, por volta de 2023, é que o acordo com o Mercosul poderia ser ratificado. Caso uma brecha apareça, seria no segundo semestre na presidência da República Tcheca, favorável ao acordo em razão de suas exportações de autopeças para o cone sul. Mas um complicador político desta vez vai estar no outro lado do Atlântico, com a eleição presidencial no Brasil em outubro. A avaliação é de que dificilmente os críticos do governo de Jair Bolsonaro iriam querer pavimentar o terreno para ele conclamar por vitória diplomática com a aprovação, enfim, do acordo. De outro lado, pode passar a figurar nos cálculos europeus também a possibilidade de vitória nas eleições no Brasil de um candidato não identificado totalmente como favorável ao acordo com a Europa. Luís Inácio Lula da Silva, por exemplo, nunca se opôs ao acordo com a Europa, mas jamais o teve entre suas prioridades. Entra também nas ponderações a posição de Alberto Fernández, Presidente da Argentina, grande aliado de Lula e que nunca teve o entusiasmo de seu antecessor Macri pelo acordo birregional. Fernández visivelmente não quer nem sequer foto com Bolsonaro. Nesse calendário, restará 2023, quando se sucederão na presidência da UE dois países favoráveis ao acordo: a Suécia no primeiro semestre e a Espanha no segundo. Mas é preciso ver como desmontar a oposição ao acordo, que hoje vem até da Holanda, país tradicionalmente liberal. O desafio será ainda maior em países tradicionalmente mais resistentes à abertura comercial, como a própria França, Irlanda, Bélgica e também com governos como na Alemanha, nos quais os ambientalistas tenham seu peso aumentado daqui até lá.

Valor Econômico

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