CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1405 DE 19 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1405| 19 de janeiro de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA 

Em 2020, São Paulo manteve posição de maior exportador de carne bovina

Com a movimentação de 21,8% das cargas embarcadas em 2020, ou 439.886 toneladas, São Paulo manteve a posição que ocupa há décadas de maior exportador de carne bovina do país 

Devido a concentração da produção e do rebanho no Brasil Central nos últimos anos, no entanto, Mato Grosso ameaça cada vez mais essa posição: no ano passado o estado movimentou 407.676 toneladas ou 20,2% do total. Em 2019, São Paulo exportou 407.000 toneladas ou 21,09% do total e o Mato Grosso 365.154 ou 19,07% do total. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), a partir da compilação de dados fornecidos pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Decex).  No ano 2000, São Paulo chegou a representar 65% da movimentação, enquanto o Mato Grosso exportou apenas 5,5% da produção. Em 2013, essa relação já era de 30,08% para São Paulo e de 17,6% do total para Mato Grosso, que vem em paulatino crescimento desde então. Na terceira posição entre os 10 maiores exportadores por estado está Goiás, com movimentação de 282.617 toneladas ou 14% do total. Em quarto lugar aparece Minas Gerais com 189.999 toneladas ou 9,4%. Em quinto, Mato Grosso do Sul, com 189.900 toneladas e também 9,4%. Rondônia vem na sexta posição com 187.748 toneladas (9,3%); Pará na sétima, com 106.255 toneladas (5,3%); Rio Grande do Sul, em oitavo, com 83.520 toneladas (4,1%); Tocantins está em nono lugar, com 81.679 (4,1%) e Paraná em décimo, com 28.317 (1,4%).

VALOR ECONÔMICO/OGLOBO/G1/PORTAL DBO/AGROLINK/MONEY TIMES/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGRO EM DIA/CARNETEC/CANAL RURAL

NOTÍCIAS

Boi gordo tem forte alta em Mato Grosso; arroba passa de R$ 268 para R$ 275

A demanda doméstica segue como um importante limitador de movimentos mais agressivos de alta, com o consumidor mais descapitalizado

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana ainda apresentando firmeza em seus preços. O ambiente de negócios ainda sugere por moderada alta no curto prazo, em linha com a posição das escalas de abate, ainda posicionadas entre três e quatro dias úteis. A oferta de animais terminados no geral é restrita, cenário que não deve sofrer grandes alterações até meados de março, quando deve acontecer uma maior entrada de animais de safra no mercado. A demanda doméstica segue como um importante limitador de movimentos mais agressivos de alta, em linha com a descapitalização do consumidor médio, com as voltas com despesas usuais ao início do ano, como IPTU, IPVA e a compra de material escolar. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 290, contra R$ 288 a arroba sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 280, estável. Em Dourados (MS), a arroba passou de R$ 277 para R$ 278. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 275, ante R$ 268 anteriormente. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 285, estáveis. O mercado atacadista inicia a semana apresentando preços firmes. A dinâmica de mercado tende a mudar no decorrer da segunda quinzena do mês, com uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. Além disso, o consumidor médio permanece descapitalizado, optando por proteínas que causem um menor impacto na renda média. O corte traseiro foi precificado a R$ 20,80, por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. Corte dianteiro também foi cotado a R$ 15,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Mercado do boi gordo firme no começo da semana

Nas praças paulistas, a cotação da arroba do boi gordo se manteve estável na última segunda-feira (18/1) na comparação feita dia a dia 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no estado, o boi gordo foi negociado em R$285,00/@, a vaca gorda em R$265,00/@ e a novilha gorda em R$275,00/@, preços brutos e à vista. Já na região de Goiânia, em Goiás, na comparação com a última sexta-feira (15/1), as cotações subiram para as três categorias de bovinos para abate. As referências para a arroba do boi gordo e da novilha gorda subiram R$2,00, ficando em R$282,00/@ e R$274,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. A cotação da vaca gorda subiu R$4,00/@ no comparativo diário e está apregoada em R$264,00/@, preço bruto e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Febre Aftosa: RS dá mais um passo em direção a novo status sanitário

Comitê científico da OIE avaliará pleito esta semana

Essa semana o Comitê Científico da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) avalia o pleito do Rio Grande do Sul para reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação. “Trata-se de mais um passo para o estado, que poderá refletir diretamente na abertura de novos mercados e também no trabalho realizado pelos auditores fiscais federais agropecuários”, afirma a delegada Sindical do Anffa no RS, Soraya Elias Marredo. Depois da análise e aprovação do comitê, restará apenas a certificação na Reunião Geral da OIE, marcada para maio próximo. Com a expectativa de conquistar novos compradores, como Japão e China para carne com osso, e outros tantos países que remuneram bem as proteínas animais e que hoje não compram do RS, o trabalho dos auditores agropecuários toma novas dimensões. “Serão necessários reforços tanto na inspeção nas plantas frigoríficas exportadoras, quanto no aumento da vigilância em portos, aeroportos e fronteiras”, confirma Soraya. Ela diz ainda que uma maior robustez na vigilância agropecuária será ainda mais exigida com a retirada da vacina. Esse acréscimo de demanda, esperado pelo mercado e pelos próprios servidores e governo, traz a preocupação com a crescente redução, nos últimos dois anos, no número de auditores ativos.

DS-RS Anffa Sindical 

Aprovados procedimentos de reinspeção de alimentos de origem animal importados

Foi publicada no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa nº 118 que aprova os procedimentos a serem realizados pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) durante a reinspeção de produtos de origem animal comestíveis importados

Os procedimentos poderão ser realizados de três formas: conferência física, conferência física e exame físico do produto, ou conferência física, exame físico do produto e coleta de amostras. A definição dos níveis ocorrerá por análise de risco e considerará o tipo de produto, o país de procedência e o histórico de notificações do fabricante. Atualmente, o processo que atualmente ocorre após a internalização dos produtos de origem animal no SIF ou em estabelecimento relacionado (ER). Com a publicação do Decreto 10.468/2020, passará a ser realizado, prioritariamente, nas zonas primárias de importação, ou seja, antes da internalização dos produtos. Durante o período de transição, a instrução normativa será aplicável para reinspeção em SIF e no Vigiagro. “O novo processo desburocratiza o atual e agiliza os processos de liberação dos carregamentos de produtos de origem animal importados ao comércio. Após os procedimentos regulares de reinspeção, os produtos aprovados poderão ter seu trânsito e comercialização autorizados”, explica a Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana. Nos casos de produtos nacionais que sejam exportados e retornem ao Brasil, por processo regular de importação, a reinspeção deverá ser realizada em estabelecimento registrado no SIF. A Instrução Normativa entra em vigor em 1º de fevereiro.

Mapa

ECONOMIA

Dólar fecha estável com mercado à espera de início de vacinação em todo o Brasil

O dólar fechou praticamente estável na segunda-feira, com investidores digerindo informações sobre o início em todo o Brasil da vacinação contra a Covid-19 e o ambiente político em meio ao agravamento da pandemia

A moeda chegou a cair 1,27%, a 5,2363 reais, por volta de 13h, depois de o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizer que não é o momento de discutir um impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Na sexta-feira, o termo impeachment entrou nas discussões de analistas, o que acabou pressionando mais os mercados locais. Pesquisa XP/Ipespe mostrou avaliação negativa do governo de Jair Bolsonaro, assim como a percepção de sua atuação no combate à crise do coronavírus, pioraram em janeiro. A escalada da pandemia no país e a queda da popularidade do presidente alimentam no mercado temores de pressão adicional por mais gastos, o que poderia deteriorar ainda mais a já frágil perspectiva para as contas públicas. O dólar à vista fechou com variação positiva de 0,02%, a 5,3048 reais. Na véspera, a Anvisa aprovou, por unanimidade, o uso emergencial da CoronaVac, imunizante do laboratório chinês Sinovac, e, logo depois, a vacinação teve início com os profissionais de saúde do Hospital das Clínicas, em São Paulo. A vacinação tem sido citada por profissionais do mercado como fator crucial para a recuperação do Brasil –da qual dependem os rumos da taxa de câmbio, já que uma economia em crescimento tende a atrair mais investimentos estrangeiros com potencial para baixar o preço da moeda norte-americana. “A velocidade de vacinação ditará o quão rápido a atividade econômica retornará ao nível pré-pandemia, mas não altera os desafios estruturais que o país enfrenta”, disse a Guide em nota. A política monetária também esteve no radar, com o Banco Central anunciando na quarta-feira sua decisão de juros.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta em dia de exercício de opções e sem Wall St

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, marcada por vencimento de opções sobre ações e sem o referencial de Wall Street por feriado nos Estados Unidos, com Weg capitaneando os ganhos e renovando máximas históricas

A semana na bolsa paulista também começou sob efeito do início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil após a Anvisa aprovar no domingo o uso emergencial dos imunizantes da AstraZeneca e da Sinovac. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,74%, a 121.234,25 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo chegado a 122.585,82 pontos na máxima da sessão. O volume financeiro somava 43,79 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções sobre ações, units e cotas de ETF, que movimentou 21,399 bilhões de reais, sendo 16,278 bilhões de reais em opções de compra e 5,121 bilhões de reais de venda.

REUTERS                     

Fluxo estrangeiro segue firme na B3 em 2021

Entrada de capital externo chega a R$ 16 bi em janeiro na B3, mas cena local é rodeada de fragilidade e incertezas; na sexta-feira, Ibovespa caiu 2,54%, aos 120.349 pontos

A entrada de capital externo na bolsa brasileira continuou no início de 2021, embora alguns pontos de alerta comecem a aparecer no radar como a alta dos juros americanos e as incertezas na cena doméstica – além das persistentes preocupações com a pandemia. Dando sequência ao fluxo recorde nos últimos meses do ano passado, o investidor estrangeiro já ingressou com R$ 16,55 bilhões no segmento secundário (ações listadas) da B3 em janeiro até o dia 13, de acordo com os dados mais recentes da bolsa. É justamente com o suporte desse fluxo – ininterrupto nos dados de janeiro – que o Ibovespa atingiu a marca inédita de 125 mil pontos neste ano e, mesmo com uma correção recente, acumula alta de 1,12% em 2021. Porém, quando o ambiente externo não é tão positivo, o mercado local sofre bastante. Na sexta, o índice fechou com queda de 2,54%, aos 120.349 pontos. O que justifica o interesse global por ativos de risco é o cenário de ampla liquidez, com políticas de estímulos fiscais e monetários pelo mundo, e perspectivas de retomada econômica com a chegada das vacinas. Assim, o retorno do capital externo continua intenso, ainda que o aumento recente dos juros dos Treasuries e uma certa recuperação do dólar representem sinais de alerta para a continuidade e tamanho do fluxo a mercados emergentes. Os riscos locais, entretanto, não podem ser menosprezados, já que as vulnerabilidades da cena doméstica ficam mais evidentes em dias negativos nos mercados globais. Os profissionais da XP afirmam que a volta duradoura dos investidores estrangeiros à bolsa brasileira exige a melhor resolução sobre a trajetória fiscal do país; continuação da recuperação da economia e revisão de lucros das empresas da bolsa para cima; cenário positivo para as commodities e os mercados emergentes no mundo; e avanços na responsabilidade socioambiental e de governança (ESG) no Brasil.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS

Subsidiária da BRF conclui aquisição da saudita JoodyAl Sharqiya

Empresa brasileira vai investir para ampliar a capacidade da processadora de alimentos

A BRF anunciou hoje que sua controlada indireta Badi Limited, com sede nos Emirados Árabes Unidos, concluiu a aquisição de 100% das ações da Joody Al Sharqiya Food Production Factory, processadora de alimentos com sede em Dammam, na Arábia Saudita. A transação considerou o valor da empresa adquirida em aproximadamente US$ 8 milhões. O valor do negócio está sujeito a ajustes pós-fechamento habituais em transações dessa natureza. Com a conclusão da aquisição, a BRF vai iniciar a implementação de um projeto de expansão da capacidade de processamento da planta de 3,6 mil para 18 mil toneladas por ano, com investimentos estimados em US$ 7,2 milhões. “Dessa forma, a companhia reforça sua presença no mercado saudita, em consonância com sua estratégia de estabelecimento de produção local e expansão do seu portifólio de produtos de maior valor agregado”, afirmou a BRF, em comunicado.

VALOR ECONÔMICO 

Aurora investe mais de R$ 100 mi para proteger trabalhadores da covid-19

Na implementação das medidas de proteção da saúde de seus trabalhadores contra o novo coronavírus, a Cooperativa Central Aurora Alimentos desembolsou – em despesas exclusivamente decorrentes da pandemia – R$ 100,5 milhões em 2020, informou a Aurora na segunda-feira (18)

“A Aurora foi uma das primeiras empresas que intensificou as medidas protetivas, atendeu às orientações das autoridades sanitárias e adotou todas as providências para assegurar a saúde, a segurança e o bem-estar de seus mais de 35 mil empregados diretos, além do universo de parceiros e terceirizados”, disse a cooperativa em nota. Os valores desembolsados cobriram cerca de 30 itens de despesa, entre eles, equipamentos de segurança, EPIs, transporte segregado de trabalhadores, testagem, assistência médico-ambulatorial, uniformes, conservação e limpeza, dispensa remunerada de grupos de risco, contratação para vagas temporárias, entre outros. “Colocamos em prática dezenas de ações amparadas nas orientações do Ministério da Saúde, no Ministério da Agricultura e da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia para evitar que as pessoas contraíssem a covid-19”, disse o Presidente da Aurora, Neivor Canton, na mesma nota. O Presidente Neivor Canton realçou que “o sistema Aurora não cessou nem por um dia de produzir em 2020”. Essa postura foi essencial, segundo ele, pois a eventual falta ou escassez de comida na mesa dos brasileiros tornaria caótico e imprevisível – sob o aspecto de segurança alimentar – um quadro que já era e é delicado e preocupante sob o aspecto de saúde pública. A base produtiva no campo – com o apoio das 11 cooperativas agropecuárias filiadas – sempre operou normalmente para geração das matérias-primas essenciais, como aves, suínos, leite e grãos.

CARNETEC 

FRANGOS & SUÍNOS

Nos 10 primeiros dias do mês, Brasil já exportou metade da carne suína que exportou em todo janeiro de 2020

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior do Governo Federal, as exportações de carne suína fresca, congelada ou resfriada nos primeiros dez dias úteis de janeiro tiveram resultados positivos frente à janeiro de 2020

O faturamento por média diária até a segunda semana de janeiro foi de US$ 7.164,10, quantia 3,49% maior do que janeiro de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 27,66%. No caso das toneladas por média diária, foram 3.003,5, avanço de 11,57% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se diminuição de 29,33%. Já o preço pago por tonelada, US$ 2.385,30 nos dez primeiros dias úteis do mês, é 7,25% inferior ao praticado em janeiro passado. O resultado, frente ao valor praticado na semana anterior, representa elevação de 2,37%. A receita total obtida com as exportações de carne suína nos dez dias úteis de janeiro é de US$ 71.641,10 e já representa 47,03% do montante obtido em todo o mês de janeiro de 2020. No caso do volume embarcado, as 30.034,7 toneladas são 50,71% do total exportado em janeiro do ano passado.

SECEX

Exportação brasileira de aves perde força na segunda semana de janeiro e fica com índices menores do que janeiro/20

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior do Governo Federal, os resultados das exportações de carne de frango nos primeiros dez dias úteis de janeiro mostraram desempenho inferior à primeira semana do ano

O total exportado nestas duas semanas foi de 130.243,8 toneladas, um aumento de apenas 40.779,2 com relação às 89.464,6 toneladas registradas nos cinco primeiros dias de janeiro. Já a média de embarques diários ficou em 13.024,4 toneladas, patamar 27,2% inferior às 17.892,9 da semana anterior e 6,02% menor do que as 13.859,2 toneladas contabilizadas em todo janeiro de 2020. Na receita, o total obtido com as exportações de aves foi de US$ 185.608,90 com uma média diária de US$ 18.569,90. Na semana passada, essa média diária era 28% maior (US$ 25.803,80) e no mesmo mês do ano passado era 17,34% maior (US$ 22.455,70). O preço médio da tonelada embarcada caiu dos US$ 1.442,10 da semana passada para US$ 1.425,10 no acumulado destes dez dias. Este índice é 12,05% menor do que os US$ 1.620,30 do primeiro mês de 2020.

SECEX

Países asiáticos foram o destino de 80% da carne suína brasileira

O volume foi 66,9% superior ao ano anterior

Os países asiáticos foram o destino de 80% da carne suína brasileira em 2020, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O Brasil embarcou um total de 1,02 milhão de toneladas da proteína no ano passado, o que representou aumento de 36% em relação a 2019. Desse montante, 800,2 mil toneladas tiveram os países daquele continente como destino. O volume foi 66,9% superior ao ano anterior. A China, líder entre os países importadores (com 50,7% de participação das exportações totais do Brasil) foi destino de 513,5 mil toneladas, volume 106% superior ao exportado em 2019.  Vietnã, com 40,3 mil toneladas (+198%), Cingapura, com 52,1 mil toneladas (+50%) e Japão, com 11,5 mil toneladas (+91%) também apresentaram alta nas vendas no ano passado. Os países da África também se destacaram entre os destinos, com 60,9 mil toneladas (+5,3%). O mercado angolano é o maior destino da região, com 28,4 mil toneladas (+5,6%). Para os destinos das Américas foram exportadas 128,1 mil toneladas (-5,9%). Os Estados Unidos importaram, no período, 7,9 mil toneladas (+30,4%). “Os impactos da Peste Suína Africana na Ásia, que determinaram o ritmo das vendas de 2020, devem continuar a influenciar as vendas dos exportadores brasileiros no mercado internacional em 2021”, avalia o Diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua. Conforme os levantamentos da ABPA, foram habilitadas 15 novas plantas exportadoras de carne suína, para destinos como Chile, Filipinas, Singapura, Vietnã e África do Sul.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL 

Egito, Jordânia e Iêmen importam mais frango brasileiro

No total, o Brasil teve leve alta de 0,4% nas exportações de carne de frango em 2020, comparado ao ano anterior

Três países árabes apresentaram aumento nas exportações de carne de frango brasileira ao longo de 2020, frente ao volume comprado em 2019. Um dos destaques foi o Egito, com 58,7 mil toneladas, valor 15% superior ao do ano anterior. Também o Iêmen e a Jordânia importaram mais. Respectivamente, 112,4 mil toneladas, aumento de 6,1%, e 56,8 mil toneladas, alta de 18,9%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (15/1) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No total, o Brasil teve leve alta de 0,4% nas exportações de carne de frango em 2020, comparado ao ano anterior. O total embarcado foi de 4,2 milhões de toneladas. Já a receita das exportações do ano ficou em US$ 6,123 bilhões, com queda de 12,5% em relação aos 12 meses de 2019. O balanço da instituição mostra que as vendas de carne de frango para mercados da Ásia, da África e da Europa mantiveram a alta nas vendas brasileiras em 2020. O continente africano recebeu 555,7 mil toneladas ao longo do ano, resultado 5,1% maior em relação a 2019. Para os países do Oriente Médio, no entanto, as exportações sofreram baixa de 5,7% em relação ao mesmo período de 2019. O volume embarcado foi de 1,3 milhão de toneladas nos 12 meses de 2020. A Ásia tomou o lugar do bloco árabe nas compras do produto brasileiro. A região asiática se firmou como principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, somando 1,6 milhão de toneladas nos 12 meses do ano passado, resultado 5,8% superior ao de 2019. O destaque ficou com a China, que levou 673,2 mil toneladas, aumento de 15% frente ao que o país comprou no ano anterior. Segundo a ABPA, ocorreram 67 novas habilitações de plantas exportadoras de carne de frango em 2020. Entre essas novas habilitações, está a do Egito. Somente em dezembro de 2020, as vendas de carne de frango do Brasil chegaram a 380,8 mil toneladas, volume 2,8% menor em relação ao mesmo período de 2019. A receita caiu no último mês do ano passado com US$ 579,6 milhões, número 8,9% menor em relação ao saldo do último mês de 2019.

Agência de Notícias Brasil-Árabe 

INTERNACIONAL

Marfrig deve iniciar a construção de seu frigorífico no Paraguai antes de julho

A Marfrig Global Foods está avaliando o início da construção de sua planta de frigorífica no Paraguai no primeiro semestre do ano, disse ao Valor Agro uma fonte muito próxima da empresa

A pessoa confirmou que em 2021 começariam as obras no Paraguai com a terraplenagem e posterior construção. Embora não tenha garantido que seja nos primeiros seis meses do ano, ele destacou que começar nesse período “é o mais provável”. Relativamente à localização da fábrica, afirmou-se que “existem várias alternativas” em estudo, mas a opção mais forte poderá estar no norte do país, no departamento de San Pedro ou Concepción. A multinacional brasileira Marfrig é uma das maiores produtoras de carne bovina do mundo. Possui um total de 21 unidades de abate, 12 unidades de processamento e 7 centros de distribuição instalados nos Estados Unidos e no Cone Sul. No ano passado, a Marfrig fechou aliança com produtores que compõem a Associação Paraguaia dos Produtores e Exportadores de Carne (Appec) e anunciou um investimento no país de US $ 100 milhões em um prazo máximo de 24 meses, com o interesse de atingir o assim que possível. A empresa também vem negociando com a FrigoNorte a compra da planta Pedro Juan Caballero.

El País Digital 

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