CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1406 DE 20 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1406| 20 de janeiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: arroba valoriza e vai a R$ 293 em São Paulo

O ritmo de negócios ainda é pautado pela oferta restrita em grande parte do país; escalas de abate seguem entre três e quatro dias úteis

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos ao longo da terça-feira, 19. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, diz que o ritmo de negócios ainda é cadenciado em função da oferta restrita em grande parte do país. As escalas de abate seguem posicionadas entre três e quatro dias úteis. “A expectativa é que haja um maior volume de animais de safra terminados em meados de março, consequência da estiagem prolongada que prejudicou o desenvolvimento das pastagens no segundo semestre do ano passado”, comenta Iglesias. Em relação à demanda doméstica, o cenário ainda é preocupante, avaliando a descapitalização do brasileiro médio, ainda às voltas com despesas tradicionais a esse período do ano, a exemplo do IPTU, IPVA e da compra de material escolar. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 293 contra R$ 290 a arroba desta segunda. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 285, no comparativo com R$ 280 da segunda. Em Dourados (MS), a arroba passou de R$ 278 para R$ 280. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 273, ante R$ 278 anteriormente. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 286, contra R$ 280. O mercado atacadista voltou a se deparar com preços acomodados. O ambiente de negócios ainda sugere por maior dificuldade em reajustes durante a segunda quinzena do mês, uma vez que o consumidor final não tem capacidade para absorver novos reajustes da carne bovina, simplesmente migrando para proteínas mais acessíveis, prioritariamente a carne de frango. Somado a isso, a segunda quinzena do mês costuma apresentar um menor fluxo de negociações. O Corte traseiro foi precificado a R$ 20,80, por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. Corte dianteiro também foi cotado a R$ 15,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Oferta restrita e alta no preço da arroba do boi gordo

Oferta restrita de boiadas foi o balizador para oferta de compras cujos preços subiram na última terça-feira (19/1)

Em São Paulo, a oferta restrita de boiadas foi o balizador para oferta de compras cujos preços subiram na última terça-feira (19/1). Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo subiu R$3,00 na comparação feita dia a dia, ou seja, uma variação positiva de 1,1%. O boi gordo foi negociado em R$290,00/@, preço bruto e a prazo. A cotação da vaca gorda e da novilha gorda para abate também subiu, R$5,00/@ para a vaca e R$3,00/@ para a novilha e foram negociadas em R$272,00/@ e a novilha gorda em R$280,00/@, também nas mesmas condições. Com a oferta restrita na maioria das praças pecuárias, associada com às ofertas de compra subindo gradualmente, algumas indústrias frigoríficas estão dando férias coletivas. Essa diminuição temporária na demanda pode facilitar a vida dos compradores ativos.

SCOT CONSULTORIA

MS: consumo doméstico tímido e demanda externa aquecida definem preços do mercado pecuário

Preço da arroba registrou alta de 48% e a da vaca superior a 43%

Na primeira quinzena de janeiro, o preço da arroba registrou alta de 48% e a da vaca superior a 43%, no comparativo com o mesmo período de 2020. Com forte demanda externa, quando o consumo interno está baixo e a produção de carne menor, o cenário contribui para não saturar o mercado doméstico e garantir escoamento da produção. De acordo com a analista técnica do Sistema Famasul, Eliamar Oliveira, este é o momento em que as pastagens não atingiram qualidade suficiente para produzir volume significativo de animais prontos para o abate. “A expectativa para 2021 é que o abate e a produção de carne bovina não apresentem avanços em relação ao ano passado. Uma das variáveis que levam a essa conclusão é o alto patamar de preços dos bezerros ser um estímulo para a retenção de fêmeas”, avalia. O bom desempenho das exportações também contribui para o comportamento de alta dos preços da arroba. De acordo com um levantamento feito pelo departamento técnico do Sistema Famasul, na primeira semana de 2021, o Brasil exportou em média 8,1 mil toneladas de carne bovina, aumento de 53,05% em relação ao mesmo período do ano passado. “Na linha histórica, em janeiro de 2014 foram exportadas 130 mil toneladas, e em 2020 foram 135 mil. Podemos dizer que, considerando os últimos anos, a expectativa é que este seja o melhor janeiro em seis anos”, complementa.

FAMASUL

Por que o consumo de carne bovina no Brasil deve voltar em 2021 ao patamar de décadas atrás

Em meio a uma alta de 18% no preço das carnes em 2020, o consumo de proteína bovina pelos brasileiros caiu no ano passado ao menor nível em mais de duas décadas

A perspectiva para 2021 é de que os preços da carne de boi continuem em alta, como resultado da oferta restrita de gado no país e forte demanda da China. Isso num cenário de menor disponibilidade de renda dos brasileiros, com desemprego recorde, avanço da pandemia e fim do auxílio emergencial. Diante desse quadro, a expectativa de analistas é de uma nova queda no consumo interno de carne bovina esse ano, o que deve levar o acesso à proteína preferida pelos brasileiros a níveis anteriores à década de 1990. “Quem mais sofre nesse cenário são os consumidores”, diz Rodrigo Queiroz, analista de mercado da Scot Consultoria, especializada em cotações do agronegócio. Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o consumo brasileiro de carne bovina foi de 29,3 quilos por habitante em 2020, uma queda de 5% em relação aos 30,7 quilos por habitante de 2019, ano em que o consumo já havia recuado 9%. O patamar de 2020 é o menor da série histórica da Conab, que tem início em 1996. E representa uma redução de 13,5 quilos por habitante em relação ao ponto máximo da série, de 42,8 quilos por habitante em 2006, durante o primeiro governo Lula (PT). A Conab mede o chamado consumo aparente ou disponibilidade interna per capita, que é o volume produzido, descontadas as exportações e somadas as importações. No ano passado, o preço das carnes subiu 17,97%, segundo o IPCA. Os dados da Conab consideram apenas a carne bovina fiscalizada. Mas, considerando a produção informal, a tendência é a mesma. Segundo estimativa da consultoria Agrifatto, levando em conta a produção formal e informal, o consumo de carne bovina teria caído 11% em 2020, para 34 quilos por habitante, contra 38,2 quilos por habitante em 2019. No ano passado, o preço das carnes subiu 17,97%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), bem acima da alta de 4,52% da inflação em geral. Dos cortes bovinos analisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas o nobre filé-mignon teve queda de preço em 2020, de 6,28%. Já a picanha (17,01%), o contrafilé (12,71%) e a alcatra (5,39%) ficaram mais caros no ano passado. As carnes de segunda, mais consumidas pela população de baixa renda, cujos rendimentos foram impulsionados pelo auxílio emergencial em 2020, foram as que mais subiram, com alta de 29,74% da costela, aumento de 27,67% do músculo e avanços de 26,79% e 20,75%, respectivamente, do cupim e do acém. A alta das carnes nos supermercados acompanhou o aumento do preço do boi no campo. A arroba do boi gordo fechou 2020 cotada a R$ 267,15, uma alta de 29% em relação ao final de 2019, segundo o Cepea da Esalq/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo). Somente nos primeiros 15 dias de 2021, o preço do boi gordo já subiu 7,77%. “O frigorífico que trabalha exclusivamente com o mercado doméstico foi muito prejudicado em 2020, porque o preço do boi gordo subiu muito e o preço da carne no atacado não acompanhou na mesma medida, então ele perdeu margem.” Segundo Paulo Bellincanta, Presidente do Sindifrigo-MT (Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso), foram muitos os frigoríficos que precisaram fazer ajustes para sobreviver ao ano passado. “Toda indústria tem uma linha de equilíbrio de produção, com uma série de custos fixos. Quando o abate fica muito abaixo da capacidade da empresa, aumenta o custo no produto final, isso se reflete nesse preço maior que estamos vendo na ponta, com a carne mais cara para o consumidor”, diz Bellincanta, que estima que a ociosidade da indústria frigorífica esteve entre 15% e 25% ao longo de 2020, sendo que o normal é uma folga em torno dos 10%.

Leia mais em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55664305

BBC News Brasil 

Exportações de carne bovina atingem 60,5 mil ton na 2ª semana de janeiro

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 272,967 milhões em janeiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 27,296 milhões

A quantidade total exportada pelo país chegou a 60,5 mil toneladas, com média diária de 6,051 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.511,10. Em relação a janeiro de 2020, houve alta de 6,78% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,82% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,19% no preço médio.

Agência Safras 

Preço do bezerro bate recorde em MS e está 63% mais alto que em 2020

De acordo com o Cepea, o animal está avaliado em cerca de R$ 2.608 por cabeça e deve continuar em patamares elevados

O preço do bezerro chegou a R$ 2.608,63 por cabeça, em Mato Grosso do Sul, de acordo com o CEPEA Isso representa recorde histórico para o mercado de reposição no estado. No acumulado de 2021, a cotação do bezerro avançou quase 4,5%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta é de 63,39%. De acordo com o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, os preços no mercado de reposição devem continuar altos. “Estamos em um momento do ciclo pecuário em que o ritmo de nascimento dos animais não acompanha a demanda por bezerro e boi magro, mantendo os preços, apesar da retenção de fêmeas em 2020”, diz. Iglesias afirma que os efeitos da retenção de matrizes só devem ser sentidos a partir de 2022, porque a pecuária é uma atividade de ciclo longo. “Será quando, possivelmente, o processo de retenção vai se converter na produção de bezerro e boi magro, mudando a curva do mercado”, conta.

CEPEA 

ECONOMIA

Dólar sobe com mercado receoso sobre mais gastos fiscais

O dólar fechou em alta na terça-feira, com o real destoando de pares e mostrando o pior desempenho global nesta sessão, à medida que investidores colocaram nos preços receios fiscais em meio ao agravamento da pandemia. O dólar negociado no mercado à vista subiu 0,78%, a 5,3461 reais na venda. Na mínima, a cotação cedeu 1,17%, a 5,2429 reais.

No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de moedas caía 0,28%.

Ibovespa fecha em queda com ruído fiscal, mas Petrobras e NY limitam perda

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, em meio a ruídos relacionados à cena fiscal do país e com as siderúrgicas entre as maiores perdas, embora tenha se afastado das mínimas com o suporte de Petrobras e de Wall Street

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,4%, a 120.753,55 pontos, segundo dados preliminares, depois de avançar a 122.120,24 pontos na máxima da sessão. No pior momento, chegou a 119.257,03 pontos.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS 

China reduz queda de sua produção de carne suína e puxa exportação recorde da eu

Abates caíram 3,2% no país, destino de dois terços dos embarques totais do bloco em 2020

As compras de carne suína feitas pela China foram decisivas para as exportações da União Europeia atingirem volume recorde no ano passado. De janeiro a outubro, a UE embarcou, ao todo, 3,55 milhões de toneladas equivalentes de carcaça, informou hoje o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na região. Desse volume, 2,37 milhões de toneladas, ou dois terços do total, foram para o mercado chinês. As exportações da UE nos primeiros dez meses de 2020 foram quase o dobro das registradas em todo o ano anterior. A Espanha foi o país do bloco que mais exportou aos chineses no ano passado. O aumento das importações chinesas ocorreu em um cenário de recuo da produção própria do país, mas em ritmo menos intenso que o previsto. Em relação a 2019, a produção chinesa de carne suína, de 41,13 milhões de toneladas, caiu 3,3% no ano passado, segundo o National Bureau of Statistics (NBS). Alguns analistas esperavam uma queda maior em 2020, depois de um surto de peste suína africana atingir a China em meados de 2018 e, ao longo dos 12 meses seguintes, reduzir em 60% seu plantel de animais reprodutores. Xiao Lin, analista da Win & Fun Investment, de Shenzhen, disse que esperava produção de 5% a 10% menor em 2020. Em parte, o país conseguiu limitar os efeitos do surto ao injetar mais de 200 bilhões de yuans (US$ 30,87 bilhões) no setor produtivo. Os dados da NBS também mostram, por um lado, que os abates caíram na China (o recuo foi de 3,2%, para 527,04 milhões de suínos), mas, por outro, que já houve alguma recuperação do rebanho. O número de cabeças era de 406,5 milhões no fim do ano, ou quase 10% a mais que as 370,39 milhões de setembro.

VALOR ECONÔMICO 

INTERNACIONAL

Há fluidez nos pedidos de carnes brasileiras do Uruguai

O aumento do preço d boi gordo no Brasil está complicando o fornecimento de carne bovina e reduzindo o volume de cortes desossados, maturados e embalados a vácuo que a indústria brasileira de processamento de carne envia ao Uruguai para abastecimento

Até o momento, existem vários pedidos de importação de carne bovina brasileira para o abastecimento, antecipando a alta do boi gordo no Uruguai. Enquanto isso, alguns caminhões com cortes de dianteiro estão entrando para completar o abastecimento. Por sua vez, saíram alguns caminhões com carne uruguaia. Os pedidos de importação e exportação continuam “fluidos”, confirmaram as fontes. Nos últimos anos, a maior parte da carne bovina vendida no mercado interno tem sido importada, com volumes maiores vindos do Brasil, mas também embarques do Paraguai e Argentina. Em 2019, a receita da carne bovina importada cresceu e nos últimos dois anos passou de 1,4% em 2015 para 22% no final do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Carnes. Em 2020, os frigoríficos brasileiros estavam com menor oferta de gado, principalmente no Rio Grande do Sul, e os preços dos animais dispararam, o que fez com que vários importadores parassem de trazer o produto em dezembro.

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