CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1385 DE 17 DE DEZEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1385| 17 de dezembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Pressão de baixa continua no mercado do boi gordo

Com alguns frigoríficos mais confortáveis, reflexo do alongamento das escalas de abate, a oferta de compra em preços menores, por parte das indústrias, parece não ter fim. As indústrias abriram a última quarta-feira (16/12) ofertando menos pela arroba, travando o mercado novamente 

Apesar de conseguirem alguns negócios nos preços atuais, o mercado do boi gordo encontra-se “parado”, com nenhum dos dois lados satisfeitos. Embora as ofertas de compra estejam menores, o volume praticamente inexistente de negócios manteve a arroba do boi gordo na praça paulista estável na comparação dia a dia. Com isso, segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em São Paulo em R$257,00/@, preço bruto e à vista, R$256,50/@, descontado Senar e R$253,00/@ descontado Senar e Funrural. A arroba do boi gordo, em um mês, caiu R$32,50/@, ou seja, 11,4%. Para machos que atendem ao mercado externo, ocorrem negócios até R$5,00/@ acima dos preços atuais.

SCOT CONSULTORIA 

Reposição de animais lenta derruba preços da carne bovina no atacado

O pecuarista começou a adotar uma postura um pouco mais retraída nas negociações, fator que merece atenção, diz analista

O mercado físico de boi gordo teve um dia travado de negócios na quarta-feira, 16. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, os frigoríficos continuam testando o mercado, buscando preços mais baixos, mas o pecuarista começou a adotar uma postura um pouco mais retraída nas negociações, fator que merece atenção. “A expectativa é que o mercado fique mais arrastado conforme os feriados se aproximam”, aponta Maia. Os frigoríficos continuam apontando para uma escala de abate confortável, ultrapassando cinco dias úteis e com alguns sinalizando para uma programação toda fechada para o mês. A expectativa gira agora em torno da atuação dos frigoríficos nas compras em janeiro, além da estratégia do pecuarista, destacando que o boi de pasto deve atrasar no início de 2021, por conta das secas registradas nos últimos meses. “Também merece atenção os números de exportação brasileira, considerando que até a segunda semana de dezembro perderam força se comparado aos dados dos últimos meses, o que pode ser uma retração das compras chinesas, fator que pode ser pontual, avaliando que a lacuna de oferta de proteína de origem animal no país asiático ainda é grande”, diz. Em São Paulo, o preço ficou acomodado no decorrer do dia. Para animais destinados ao mercado chinês, a indicação de compra está na faixa entre R$ 250/253 à vista e R$ 255/256 a prazo. Para animais destinados ao mercado doméstico indicação de compra a partir de R$ 245 à vista e 250 a prazo. Em Minas Gerais, os preços se mantiveram estáveis no decorrer do dia. Alguns frigoríficos continuam fora da compra de animais e podem tentar abrir indicações mais baixas quando retornarem a mercado. Na região de Uberlândia a indicação de comprador posicionado a R$ 253 à vista. Em Goiânia (GO), indicação de comprador em R$ 247 a prazo. No Mato Grosso do Sul, os preços não apresentaram mudanças. Em Campo Grande, indicação de comprador a R$ 244 a prazo e em Dourados a arroba é precificada a R$ 245 a prazo. Em Cuiabá, no Mato Grosso, indicação de comprador em R$ 246 a prazo. No mercado atacadista, os preços da carne bovina caíram. Conforme Maia, a queda é reflexo do escoamento aquém do esperado para este período de ano. “Apesar da recente queda, o consumidor permanece saturado e não consegue absorver os preços muito mais altos, ainda mais em um ambiente econômico adverso, e acaba optando por produtos substitutos mais acessíveis, especialmente a carne de frango”, diz Maia. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 18,90 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,60 o quilo com queda diária de 20 centavos, e a ponta de agulha caiu de R$ 14,80 o quilo para R$ 14,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado internacional para exportação de produtos de origem animal registra crescimento em 2020

Em 2020, foram abertos 24 novos mercados para exportação apenas de produtos de origem animal para consumo humano e produtos para a alimentação animal. Além disso, houve a reabertura do mercado dos Estados Unidos para a carne bovina brasileira

Os dados estão no 9º relatório de atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF), divulgado na terça-feira (15). “Isso demonstra que, mesmo durante a pandemia, o trabalho realizado pelo setor produtivo e pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) manteve-se forte. A exportação para mais de 180 países demonstra a robustez do serviço oficial brasileiro”, destaca a Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lucia Viana. Para que um mercado seja aberto, as autoridades sanitárias dos países importadores avaliam o serviço oficial brasileiro, o que muitas vezes ocorre por meio de missões internacionais que auditam o serviço de inspeção e os estabelecimentos produtores. Além disso são negociados entre as autoridades sanitárias brasileira e dos países importadores modelos de certificados sanitários internacionais contendo os requisitos sanitários exigidos pelos países. Durante este ano, as tratativas para que essas missões pudessem ser viabilizadas foram realizadas por meio de videoconferência. No período de julho a novembro, por exemplo, foram avaliados 54 estabelecimentos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal para verificar o atendimento de requisitos específicos para habilitação para exportar seus produtos para o mercado chinês. Estão registrados no SIF 3.342 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Além de 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal. No mês de novembro foram realizados 48 turnos adicionais de abate que foram requisitados de forma emergencial pelos abatedouros frigoríficos de aves, bovinos e suínos registrados junto ao SIF. Em novembro, não foi registrada nenhuma paralisação de atividades de abatedouros frigoríficos sob inspeção federal por motivos relacionados a ocorrência de Covid-19.

Mapa

Imea vê virada de ciclo pecuário e maior impacto nos preços a partir de 2022

Para instituto, oferta não tende a aumentar significativamente em 2021 porque animais desse novo ciclo ainda não estão aptos para recria

Após atingirem preços recordes em 2020, o mercado pecuário brasileiro se prepara para uma mudança de cenário em 2021, com possível início de virada de ciclo a partir de 2022, quando os efeitos da retenção de matrizes e a consequente maior oferta de animais deverá voltar a pressionar as cotações do boi gordo. “Para 2022, vamos ter pelo menos o início da virada de ciclo, e uma virada baixista porque vamos ter maior oferta de bezerros e isso pode acabar inundando o mercado e pressionando as cotações”, destacou a analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Marianne Tufani, em evento sobre as perspectivas do mercado para o próximo ano. Segundo Trufani, a oferta não tende a aumentar significativamente em 2021 porque os animais desse novo ciclo ainda não estão aptos para recria. Contudo, muitos produtores do Estado já mudaram o foco da sua atividade neste último ano para aproveitar os preços recordes do bezerro. “Já teríamos mais bezerros pela virada de ciclo e mais criadores no mercado. Então, é atenção para esse momento de 2022”, alerta a analista. Em relação à virada deste ano, Trufani afirma que as últimas semanas já foram marcadas por uma mudança de cenário, com menor poder de compra dos frigoríficos do Estado diante da redução sazonal da demanda interna. “Temos visto que a diferença de preço entre mercado externo e interno está diminuindo. Inclusive, em novembro, os preços do mercado interno superaram o do mercado externo”, destacou a analista ao explicar que os preços internos mais fortes apontam justamente para um enfraquecimento do poder de compra da indústria. “É justamente o que temos sentido do mercado agora. Nas últimas semanas, vimos uma pressão na arroba muito pautada pela baixa demanda. Isso mostra esse comportamento do que está acontecendo agora”, explicou a analista do Imea. Com o possível fim do auxílio emergencial a partir de janeiro de 2021, ela ressalta que há risco de piora nas margens dos frigoríficos, com mais pressão sobre o preço da arroba bovina. “A gente sabe que [o auxílio emergencial] foi um grande fator contribuinte para as cotações da carne no mercado interno e isso pode trazer uma certa pressão e um menor poder de compra da indústria”, alerta Tufani.

GLOBO RURAL 

ECONOMIA

Dólar fecha em alta após aprovação da LDO e decisão do Fed

A busca pela proteção do dólar prevaleceu ontem, em um dia de eventos importantes, como a decisão de política monetária do Federal Reserve e a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no Brasil

A moeda americana chegou a subir até R$ 5,14 na máxima do dia. No entanto, como os eventos ocorreram sem grandes surpresas, a moeda se afastou do pico e fechou com elevação bem moderada. O dólar comercial encerrou em alta de 0,30%, aos R$ 5,1030. Com isso, o desempenho do real estava entre os piores em uma lista das principais moedas do mundo. Para efeito de comparação, a moeda americana recuava 0,17% ante o peso mexicano e avançava 0,03% ante o rublo russo, enquanto caía 0,45% ante o rand sul-africano e 0,40% ante a lira turca. “Acredito que o real foi o ativo escolhido para o hedge (proteção) contra surpresas do Federal Reserve. Mas como o banco central dos Estados Unidos reiterou a postura mais favorável a estímulos, isso tirou pressão do câmbio”, explicou Cleber Alessie Machado Neto, Gerente da mesa de derivativos financeiros na Commcor. Por aqui, o principal item da agenda da quarta-feira no Brasil foi a votação da proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021. Os deputados aprovaram na quarta-feira, por 444 votos a 10, o texto-base, e concluíram a análise dos destaques, que poderiam alterar trechos específicos do projeto. Depois, o texto seguiu para o Senado, onde foi confirmado pelos parlamentares. O projeto foi aprovado por meio de um substitutivo feito ao texto do Poder Executivo, de autoria do senador Irajá Abreu (PSD-TO), que foi designado como relator. No parecer, ele apoia a meta fiscal definida para 2021 e amplia metas e prioridades do governo. A previsão é que no próximo ano a meta seja de R$ 247,1 bilhões para o resultado primário.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha em alta de 1,47%

A MINERVA ON valorizou-se 4,26%, em sessão de alta no setor de proteínas, com JBS ON subindo 3,24% e MARFRIG ON encerrando em alta de 3,26%. A Minerva também anunciou na quarta-feira nova plataforma de comércio eletrônico para clientes e parceiros (B2B)

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, com fluxo externo e blue chips ajudando a consolidar o sinal positivo em 2020. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,47%, a 117.857,35 pontos. Agora, no ano, o Ibovespa acumula acréscimo de 1,91%. O volume financeiro nesta quarta-feira somou 32,3 bilhões de reais, em sessão marcada por vencimento de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. Dados da B3 continuaram mostrando entrada de estrangeiros, com o saldo positivo em dezembro mercado secundário de ações do país alcançando 8,35 bilhões de reais até o dia 14. Mercados emergentes como o Brasil têm se beneficiado da liquidez global mais recentemente, na esteira de perspectivas otimistas para as vacinas contra a Covid-19 e definição da eleição presidencial nos Estados Unidos. No exterior, Wall Street trocou de sinal algumas vezes nesta sessão, com o S&P 500 ganhando algum fôlego após a decisão do banco central norte-americano, em sua última reunião de 2020 e fechando com variação positiva de 0,18%. O Federal Reserve prometeu na quarta-feira seguir injetando recursos nos mercados de forma contínua contra a recessão, mesmo com as perspectivas para o próximo ano melhorando na esteira do começo da vacinação contra o Covid-19. O banco central dos EUA reiterou o compromisso de manter sua taxa básica de juros perto de zero até que a recuperação da economia esteja concluída, bem como vinculou seu programa de compras mensais de títulos do governo a tal meta. Ainda nos EUA, líderes do Congresso se aproximavam de um acordo sobre um projeto de lei de 900 bilhões de dólares para ajuda no enfrentamento aos impactos do coronavírus. Em Brasília, Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021, dando o primeiro passo para a definição do Orçamento do próximo ano, com os parâmetros e indicações de espaço fiscal para sua elaboração.

REUTERS 

Congresso aprova diretrizes do Orçamento de 2021 com previsão de déficit de R$ 247,118 bi

O Congresso Nacional aprovou na quarta-feira a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021, dando o primeiro passo para a definição do Orçamento do próximo ano, com os parâmetros e indicações de espaço fiscal para sua elaboração

A votação do detalhamento do Orçamento de 2021, no entanto, deve ficar apenas para o próximo ano, quando o Congresso irá analisar a Lei Orçamentária Anual (LOA), onde são estimadas as receitas e fixadas as despesas do governo federal. Até que seja aprovada a LOA, o governo terá de se valer da regra dos chamados duodécimos para executar as despesas públicas, em que a cada mês só pode ser executado um doze avos do Orçamento. O texto aprovado por deputados e senadores é um substitutivo do relator da proposta, senador Irajá (PSD-TO), que apoiou a adoção da meta fiscal fixa definida pela equipe econômica para o próximo ano, de déficit primário de 247,118 bilhões de reais para o governo central em 2021 — conta impactada pelo alto volume de despesas neste ano, cujos pagamentos ficarão para o ano que vem. A meta foi sugerida pelo governo nesta semana em substituição a projeto enviado em abril, em que propunha revisão de acordo com as reestimativas de receitas e despesas. Com o atraso na análise da LDO, a expectativa é que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021 seja apreciado apenas em 2021. Irajá discordou, mesmo reconhecendo como provável a aprovação da LOA apenas em 2021, de redação original do projeto do governo que previa a autorização para a execução de praticamente todas as programações, algumas integralmente, outras com execução duodecimal (restrição a 1/12 do valor previsto no PLOA multiplicado pelo número de meses decorridos até a entrada em vigor da LOA). “Entendemos que a aprovação do texto original teria o condão de esvaziar a atividade legislativa, afrontando a independência harmônica entre os Poderes”, argumentou, no parecer. “Em razão disso, propomos que a autorização se restrinja às despesas correntes inadiáveis, tendo em vista que esse modelo já foi objeto de aprovações sucessivas, além das obrigatórias e outras específicas arroladas no Projeto. Assim sendo, para as despesas de capital ou para as correntes que não sejam inadiáveis, será necessário aguardar a adequada aprovação e sanção do orçamento, para dar início à regular execução.” O relator levou em conta a atual conjuntura de calamidade por conta da crise do coronavírus e inseriu medidas adicionais no texto. Uma delas prevê que no caso de repasses de recursos de custeio oriundos de emendas parlamentares a consórcios municipais, o teto de transferência do município sede do consórcio não restringirá o montante de repasse da entidade. A regulamentação dos repasses e dos limites específicos para consórcio ficará a cargo do Ministério da Saúde. Irajá adotou ainda iniciativas para resguardar recursos voltados ao combate da pandemia da COVID-19 de contingenciamento.

REUTERS 

Vendas no varejo recuam 11% em novembro, mostra ICVA

As vendas no varejo brasileiro recuaram 11% em novembro frente ao mesmo período do ano anterior, descontada a inflação, mostrou na quarta-feira o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), que acompanha 1,4 milhão de varejistas credenciados à empresa de meios de pagamentos

Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, houve queda de 4,3%. O resultado de novembro interrompe a recuperação do comércio registrada pelo ICVA entre abril e outubro. Em outubro, houve queda de 7,7% nas vendas reais e declínio de 1,6% nas vendas nominais na base ano a ano. “A queda do ritmo do varejo aconteceu em todos os macrossetores, indicando uma piora geral no cenário”, afirmou o Superintendente-Executivo de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto.

REUTERS

OCDE projeta queda de 5% para PIB do Brasil neste ano e avanço de 2,6% em 2021

Para 2022, entidade espera crescimento de 2,2% para a economia brasileira

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta uma queda de 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. O dado consta do relatório sobre o Brasil divulgado na quarta-feira. A taxa é ligeiramente pior do que os 4,5% projetados pelo governo. Para 2021, a taxa de crescimento esperada é de 2,6%, ante 3,2% do governo. A estimativa para 2022 é de crescimento de 2,2%, ante 2,5% nas contas do governo. Segundo a entidade, a necessidade de reativar a economia, que mergulhou numa recessão profunda em função da pandemia, torna mais urgente enfrentar os desafios políticos subjacentes a impulsionar a atividade e, em razão disso, será necessário melhorar políticas econômicas de forma duradoura. No documento, a OCDE estima que as contas públicas vão encerrar 2020 com um déficit primário de 10,7% do PIB, passando para um déficit de 2,8% do PIB em 2021 e um déficit de 2,3% do PIB em 2022. O resultado fiscal está estimado em déficit de 15,6% do PIB neste ano, passando para déficit de 7,2% do PIB em 2021 e déficit de 6,3% do PIB em 2022. As projeções para a dívida pública são de 91,4% do PIB neste calendário, 94,3% do PIB em 2021 e 96,6% do PIB um ano depois. O déficit em conta corrente está estimado em 0,3%, 0,5% e 0,9% do PIB em 2020, 2021 e 2022, respectivamente. As taxas de desemprego estão projetadas em 13,6%, 16% e 15%, na mesma ordem. As taxas médias de inflação são estimadas em 3,1%, 3,6% e 3,2% em 2020, 2021 e 2022, enquanto as taxas de dezembro estão em 3,8%, 2,9% e 3,4%. As projeções para o consumo do governo estão em queda de 4,8%, alta de 0,5% e estagnação (0), enquanto o consumo privado é estimado em baixa de 6,2%, elevação de 2,7% e aumento de 2,2%. A formação bruta de capital fixo deverá ter recuo de 5,1% neste ano, mas alta de 4,4% e 5,6% em 2021 e 2022.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS 

Carne bovina não vai se transformar em artigo de luxo, diz CEO da Marfrig

Acomodação de preço, porém, depende do comportamento da demanda externa e dos reflexos do fim do auxílio emergencial no consumo doméstico, disse na Live do Valor

Depois de atingirem recorde histórico em termos reais e nominais na primeira quinzena de novembro, os preços boi gordo vão continuar a se acomodar em patamares mais baixos, mas o ritmo e o tamanho desse ajuste dependerão do comportamento da demanda externa pela carne bovina brasileira e dos reflexos do fim do auxílio emergencial no país sobre o consumo doméstico. Foi o que afirmou Miguel Gularte, CEO da Marfrig, na Live do Valor da quarta-feira. O executivo lembrou que os abates de bovinos continuaram em queda no Brasil no terceiro trimestre, como apontou levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que mantém a oferta restrita e reduz estoques, mas que os embarques para a China arrefeceram por questões sazonais e que as vendas de cortes nobres para as festas de fim de ano na Europa foram mais fracas, em boa medida por causa da pandemia. Em contrapartida, as vendas ao food service no Brasil já estão praticamente em patamares normais depois dos problemas provocados pela covid-19 e o auxílio emergencial do governo e o pagamento da primeira parcela do 13º salário deram mais fôlego para o consumo interno, embora no início de janeiro a demanda seja tradicionalmente mais baixa. No fim do mês que vem, porém, deverá haver um reaquecimento das exportações para a China, e é de olho nessas mudanças dos fatores que compõem a equação dos preços que a Marfrig está de olho. “No Brasil, o consumo continuará focado na capacidade de solvência da população”, disse Gularte ao jornalista Luiz Henrique Mendes. Como essa capacidade tem efeitos diretos sobre os preços, realçou Gularte, a carne bovina, ao contrário do que projetam alguns analistas, não deverá se transformar tão cedo em um “artigo de luxo” acessível apenas pelos mais ricos.

VALOR ECONÔMICO 

Minerva lança plataforma de e-commerce voltada a clientes e parceiros

A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, lançou uma nova plataforma de e-commerce voltada a clientes e parceiros que reúne todo o seu portfólio, incluindo azeite, empanados, porcionados (como batatas congeladas) e pescados — além, é claro, dos cortes bovinos

Segundo a Minerva, os usuários cadastrados na companhia já podem fazer seus pedidos por meio do portal meuminerva.com.br. “Estamos cada vez mais digital e essa novidade vai trazer novas possibilidades na experiência de compra na jornada de nossos consumidores. Além da praticidade e agilidade que o e-commerce proporciona, nossa plataforma é também uma nova forma de estreitar ainda mais o relacionamento com nossos clientes e parceiros”, afirma Luís Ricardo Alves Luz, diretor de operações da Minerva, em nota divulgada pela companhia. Conforme a Minerva, as entregas dos produtos adquiridos serão realizadas em toda a área de atendimento da empresa. Interessados que ainda não são clientes devem se cadastrar, no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). “A perspectiva é que, em breve, o consumidor final também possa comprar diretamente pelo portal”, informou. “A primeira etapa da implementação será voltada para o público B2B, mas já seguimos trabalhando para que pessoas físicas também possam transacionar na plataforma”, diz Alves Luz.

Valor Econômico 

FRANGOS & SUÍNOS

Gripe aviária se espalha por diversas regiões no Japão

O Japão tem sofrido o pior surto de gripe aviária já registrado no país, que se espalhou para novas fazendas neta semana, com o vírus tendo sido encontrado em um quarto das 47 áreas administrativas do país, conhecidas como prefeituras, o que levou autoridades a ordenar o abate de aves

Cerca de 32 mil aves foram abatidas e enterradas na cidade de Sukumo, na prefeitura de Kochi, no Sudeste do Japão, após a descoberta da gripe aviária em uma fazenda de produção de ovos, disse o ministério da agricultura na quarta-feira. Mais aves contaminadas foram encontradas em duas fazendas na prefeitura de Kagawa, onde a epidemia começou no mês passado. Desde então, quase 30 mil aves foram sacrificadas por lá, segundo o ministério. O surto atingiu 12 prefeituras pelo Japão, e um recorde de 3 milhões de aves foram sacrificadas até o momento. Embora o ministério afirme que pessoas não podem ser contaminadas pela “influenza” aviária ao comer ovos ou carne de aves infectadas, autoridades de saúde pelo mundo estão preocupados com a possibilidade de o vírus dar um “salto” para a espécie humana, causando uma pandemia como o novo coronavírus. O surto no Japão e na vizinha Coreia do Sul é uma de duas diferentes epidemias de influenza aviária que têm atingido aves pelo mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentos e Agricultura e autoridades japonesas. Tanto a cepa do vírus em circulação na Ásia quanto a que tem se espalhado rapidamente pela Europa tiveram origem em pássaros selvagens, afirmaram.

REUTERS

Filipinas suspende proibição de importação da carne de frango brasileira

O governo filipino suspendeu a proibição da carne de frango brasileira depois de quatro meses desde que tomou tal decisão, conforme informou o site Manila Bulletin

Em memorando, o Secretário da Agricultura, William Dar, disse que, com base em informações relevantes fornecidas pelo Brasil, apresentou evidências de que os protocolos de segurança aplicados em seus estabelecimentos de carnes no exterior (FMEs) são equivalentes às diretrizes estabelecidas pelas Filipinas em relação às medidas mitigadoras contra Covid-19 em estabelecimentos de carnes. “Há evidências satisfatórias para mostrar que as medidas de segurança alimentar em conformidade com as Boas Práticas de Fabricação são consideradas principalmente nas operações diárias do setor processador de carnes brasileiro”, disse Dar. As Filipinas impuseram em agosto deste ano a Ordem Memorando do Departamento de Agricultura (DA) no. 39 série de 2020, suspendendo temporariamente a importação de carne de frango originária do Brasil. Isso ocorreu devido aos relatos sobre a detecção do SARS COV-2, o agente causador do Covid-19, em uma amostra de superfície realizada em carne de frango importada do Brasil para a China. Como resultado, o DA solicitou ao Brasil diversos requisitos documentais a fim de avaliar as medidas cautelares em prevenção à Covid-19 implementadas por seu governo e suas unidades processadoras de carnes.

Manila Bulletin

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