
Ano 6 | nº 1386| 18 de dezembro de 2020
NOTÍCIAS
Frigoríficos fora das compras e queda nos preços do boi gordo
O conforto gerado pelas escalas de abate mais alongadas permitiu que alguns frigoríficos estivessem fora das compras na última quinta-feira (17/12) na praça paulista. Porém, os que estiveram comprando ofertaram menos pelas três categorias de animais para abate, testando o mercado
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo caiu R$2,00/@ na comparação diária, se estabelecendo em R$255,00/@, preço bruto e à vista. A vaca gorda apresentou queda de R$1,00/@, cotada em R$242,00/@, preço bruto e à vista. A novilha, por sua vez, ficou cotada em R$253,00/@, nas mesmas condições; queda de R$2,00/@ na comparação diária. Para machos que atendem ao mercado externo, ocorrem negócios até R$5,00/@ acima dos preços atuais.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: pecuarista se retrai após quedas e negócios seguem lentos
Segundo analista, os produtores não estão aceitando os preços vigentes, especialmente no mercado paulista, onda o boi gordo chega a R$ 245
O mercado físico de boi gordo teve mais um dia travado de negócios na quinta-feira, 17. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, os frigoríficos estão relatando para escalas de abate confortáveis, posicionadas entre seis e sete dias úteis, e ainda tentam forçar os preços para baixo. “Contudo, os pecuaristas começaram a adotar uma postura retraída nas negociações após o intenso movimento de queda registrado ao longo das últimas semanas, não aceitando os preços vigentes, especialmente no mercado paulista”, assinala Maia. A perspectiva, conforme o analista, é de que o mercado fique ainda mais arrastado no curto prazo, devido às festividades de Natal e Ano Novo. A expectativa gira agora em torno da retomada das negociações no início de janeiro. “Vale ressaltar que a entrada no mercado do boi de pasto deve atrasar no início de 2021 por conta das secas registradas no país nos últimos meses”, completa o analista. Em São Paulo, pouca movimentação de preços no decorrer do dia. Para animais destinados ao mercado chinês, a indicação de comprador entre R$ 250/253 à vista e R$ 255/257 a prazo, contudo, boatos de negócio acima desta referência, até R$ 260. Para animais destinados ao mercado doméstico a indicação de comprador ficou a partir de R$ 245 à vista e 250 a prazo. Em Minas Gerais, houve registro de indicações de comprador mais baixas. Na região de Uberlândia indicação de valor chegou a R$ 252 à vista. Em Goiânia a indicação de comprador ficou em R$ 245 à vista e a R$ 247 a prazo e em Palmeiras de Goiás o comprador está posicionado também em R$ 247 a prazo. No Mato Grosso do Sul, o dia foi de preços pouco alterados. Em Campo Grande, os preços indicados foram de R$ 244 a prazo e em Dourados a arroba é precificada também a R$ 245 a prazo. Em Cuiabá no Mato Grosso, a indicação de comprador recuou para R$ 245 a prazo. No mercado atacadista, os preços da carne bovina se acomodaram após as recentes quedas. Conforme Maia, não há escopo para altas diante da lenta velocidade de reposição, abaixo do esperado para esta época do ano, normalmente o ápice do consumo doméstico de carne bovina. “O consumidor médio ainda opta por opções mais acessíveis, como a carne de frango, preservando assim o seu nível de renda. Outro ponto que merece destaque é que o ritmo de embarques desacelerou neste mês de dezembro, fator que acaba impactando a disponibilidade doméstica”, disse o analista. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 18,90 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,60 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 14,60 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
CEPEA: Arroba se desvaloriza com força, mas reposição segue firme
Os preços da arroba do boi gordo seguem em queda, ao passo que os valores da reposição seguem firmes. De novembro/20 para dezembro/20 (até o dia 16), enquanto a média de preços da arroba paulista caiu 6,3%, a do animal de reposição registra alta, de 2,2%
Diante disso, dados do Cepea mostram que, nesta parcial de dezembro, o terminador paulista precisa de 9,37 arrobas de boi gordo para conseguir comprar um bezerro (de 8 a 12 meses) no mercado sul-mato-grossense, sendo este o pior momento a esse produtor em mais de cinco anos. Segundo pesquisadores do Cepea, essas recentes oscilações nos preços da cadeia de pecuária de corte trouxeram incertezas para o planejamento do terminador para os próximos meses.
Cepea
Mapa altera norma que trata da rotulagem de produto de origem animal
O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa nº 67, de 14 de dezembro de 2020 altera e retifica o anexo da Instrução Normativa MAPA nº 22, de 24 de novembro de 2005
Esta norma trata-se da rotulagem de produtos de origem animal. Os estabelecimentos produtores de produtos de origem animal têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a partir da vigência desta Instrução Normativa, para ajustar a rotulagem de seus produtos e atualizar os respectivos registros no sistema informatizado. As alterações passam a valer a partir do dia 4 de janeiro de 2021.
Acesse aqui a Instrução Normativa nº 67, de 14 de dezembro de 2020 e confira as alterações.
DOU
Cepea: Brasil segue como um dos países mais competitivos na pecuária
Sete das dez fazendas com menor custo de produção de cria estão na América do Sul, afirma pesquisador do Cepea
O Brasil continua sendo um dos mais competitivos na pecuária mundial. A informação é de um estudo elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com Cepea, sete das dez fazendas com menores custos na produção de cria estão na América do Sul, sendo estas na Argentina, Brasil, Colômbia e Uruguai. Considerando apenas as propriedades dedicadas à cria da América do Sul, a que registra o menor custo é a da Argentina, com U$ 80,95 a cada 100 quilos de peso vivo. No Brasil, a propriedade mais competitiva produz bezerro ao custo de U$ 98,30. Segundo o pesquisador do Cepea, Thiago Bernardini, esse estudo teve início em 2002 e é uma parceria com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em relação a baixa no preço da arroba do boi gordo, o pesquisador explica que “muitos pecuaristas ficaram assustados com a queda, mas isso é um reflexo normal da redução de demanda da China, em conjunto da maior oferta com a saída do confinamento”.
CANAL RURAL
Polícia deflagra operação contra frigoríficos
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã da quinta-feira (17), a Operação “Segunda Pele”, que apura a prática de crimes de organização criminosa, sonegação tributária e lavagem de capitais, praticados no setor de comércio de couro derivado do abate de animais em Minas Gerais
A ação ocorreu em Uberaba, Uberlândia, Patrocínio, Prata e Santa Vitória, no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba; em Abaeté e Itaúna, no Centro-Oeste; em Além Paraíba, Carangola e Muriaé, na Zona da Mata; em Campo Belo, no Sul de Minas; em Januária, no Norte do estado; e em Nova Era, no Vale do Aço. São 47 mandados cumpridos, sendo 13 mandados de prisão preventiva, cujos alvos são empresários, coureiros (atravessadores), contadores e “laranjas” que emprestaram nomes para a abertura de empresas de fachada. Também são cumpridos 34 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Comarca de Santa Vitória. Participam na operação três promotores de Justiça, 75 servidores públicos da Receita Estadual, dois delegados da Polícia Civil, 32 policiais civis e 70 policiais militares, que contam com o apoio operacional das regionais dos Gaecos de Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas, Ipatinga, Montes Claros, Juiz de Fora e Divinópolis.
G1
ECONOMIA
Otimismo sobre vacinas e estímulos nos EUA derruba dólar
O dólar ainda sobe 26,6% em 2020, mas em dezembro recua 5%
O dólar fechou em queda ante o real na quinta-feira, em mais um dia amplamente positivo para as mais variadas classes de ativos de risco, com investidores mirando aprovação de novos estímulos nos Estados Unidos e início de vacinação contra a Covid-19 em importantes economias. O dólar à vista caiu 0,59%, a 5,0782 reais na venda. No exterior, o índice do dólar afundava a mínimas em mais de dois anos, as bolsas de valores em Wall Street renovavam máximas recordes e os preços do petróleo saltavam. “Por ora, o mercado segue dando mais atenção às perspectivas de imunização da população com a vacina do que à situação social corrente bastante delicada”, disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos. O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, estimou na quinta-feira que o Brasil terá 24,5 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 disponíveis em janeiro para aplicação na população, dependendo de aprovação regulatória da Anvisa. O entendimento de investidores é que o processo de vacinação permitirá uma reabertura mais ampla da economia, dando espaço para uma recuperação sólida da atividade, cenário que beneficia ativos sensíveis a ciclos econômicos, como os de mercados emergentes. Esse quadro, combinado a uma redução de riscos fiscais via comprometimento com o processo de consolidação fiscal e respeito ao teto constitucional de gastos, poderá reduzir os prêmios de ativos brasileiros em geral, levando o real a se fortalecer de forma “mais pronunciada”, avaliou Ana Paula Vescovi, Economista-Chefe do Santander Brasil.
REUTERS
Ibovespa sobe 0,46% e fecha acima de 118 mil pontos
O Ibovespa fechou em alta pelo terceiro pregão seguido na quinta-feira, embalado pelas perspectivas positivas relacionadas à vacinação contra o coronavírus e novos estímulos econômicos
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,46%, a 118.400,57 pontos, perdendo força no final após o enfraquecimento de ações de bancos. Desde as mínimas do ano em março, acumula ganho de mais de 90%, em boa parte apoiado em juros baixos e expressivos estímulos monetários e fiscais no mundo, e mais recentemente em prognósticos otimistas para vacinas contra o coronavírus. Na visão do superintendente da mesa de operações da Necton, Marco Tulli, a cena fiscal no país e o quadro preocupante para a Covid-19 até abrem espaço para realização de lucros na B3. “Mas a entrada de capital externo, que tem sido para mercados emergentes de modo geral, não apenas Brasil, não para, evitando uma queda”, acrescentou Tulli. Após saldo positivo recorde em novembro, as compras de estrangeiros no mercado secundário de ações no Brasil superam as vendas em 9,66 bilhões de reais em dezembro até o 15, conforme os dados mais recentes disponibilizados pela B3. Para estrategistas do BTG Pactual, o aumento do apetite por risco nos mercados globais pode ser a principal força motriz para as ações dos mercados emergentes em 2021, conforme relatório a clientes na quarta-feira. Como suporte para a manutenção desse apetite, Carlos Sequeira e equipe citam perspectivas encorajadoras para a economia global, bem como vacinação a partir deste mês, juros em mínimas históricas e previsão de mais estímulos. O volume financeiro no penúltimo pregão da semana somou 28,5 bilhões de reais.
REUTERS
BC revisa expansão do crédito a 15,6% em 2020 e 7,8% em 2021
O Banco Central previu um crescimento do crédito no país de 15,6% este ano, ante projeção de 11,5% feita em setembro, conforme dados do seu Relatório Trimestral de Inflação divulgado na quinta-feira
“O aumento decorre tanto da demanda acentuada de crédito das empresas como pela recuperação do crédito às famílias, em especial no segmento com recursos livres”, disse o BC. Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 10,4% em 2020, contra expectativa anterior de 7,8%. Para as empresas, a alta foi calculada em 22,6%, ante 16,5% no último relatório. Para o estoque de crédito livre, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e tomadores, o BC projeta agora uma expansão de 15,8% (+12,5% antes). Para o crédito direcionado, que atende a parâmetros estabelecidos pelo governo, a perspectiva é de alta de 15,2% (+10,1% antes). Nas contas do BC, a expansão do estoque de crédito em 2021 será de 7,8%, acima do patamar de 7,3% indicado no relatório anterior. Nesse caso, a autoridade monetária vê alta de 10,6% no crédito às pessoas físicas (frente a +9,0% antes) e de 4,2% no crédito às empresas (+5,1% antes). No próximo ano, o estoque de crédito com recursos livres deve ter expansão de 11,1%, ao passo que o saldo com recursos direcionados deve subir 3,3%, completou o BC. Antes, essas previsões eram de 9,0% e 4,7%, respectivamente.
REUTERS
EMPRESAS
BRF anuncia venda de fábrica de rações na ROmenia
A BRF comunicou na quinta-feira a venda da Banvitfoods SRL, que desenvolve atividades de fabricação de rações e granja de ovos na Romênia, para a Aaylex System Group por 20,3 milhões de euros (126,1 milhões de reais)
A transação se deu por meio da Nutrinvestment BV e da Banvit Bandirma Vitaminli Yem Sanayii, sociedades controladas indiretamente pela BRF. O valor da operação será pago no fechamento da operação, previsto para ocorrer após a verificação de condições precedentes aplicáveis a operações dessa natureza, incluindo a aprovação da autoridade antitruste local. “Os efeitos contábeis desta operação serão apurados e refletidos, tanto nas demonstrações financeiras de 2020, quanto no momento da alienação efetiva do investimento”, disse a BRF.
REUTERS
JBS capta R$ 1,9 bi para aquisição de bovinos
A JBS informou na quinta-feira (17) que concluiu a captação de R$ 1,9 bilhão via emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) lastreados em debêntures, acima do R$ 1,7 bilhão estimado inicialmente
A JBS pretende usar os recursos para a aquisição de bovinos de produtores rurais. “O bom resultado da emissão demonstra com clareza a percepção positiva do mercado sobre o momento de solidez financeira e operacional da JBS”, disse o diretor financeiro global da JBS, Guilherme Cavalcanti, em nota divulgada pela companhia. A JBS realizou a captação em duas séries, sendo que na primeira captou R$ 387 milhões, com juros de 4,2957% ao ano, e na segunda, R$ 1,489 bilhão, com juros de 4,7218%. A emissão foi coordenada por XP Investimentos, BTG Pactual e BB. Em outubro, a JBS anunciou uma emissão de debêntures para captura de até R$ 2,04 bilhões, também com o objetivo de levantar recursos para a aquisição de bovinos de produtores rurais.
CARNETEC
MEIO AMBIENTE
31% da área queimada no Brasil em 2019 foi destinada para uso da agropecuária
Levantamento do MapBiomas Fogo aponta que 55.659 km² queimados foram revertidos para agricultura, pecuária ou combinação das duas atividades
No Brasil, são queimados, em média, 177 mil km² por ano. Deste total, só em 2019, 31% foi destinado para o uso da agropecuária. É o que aponta levantamento do MapBiomas Fogo, iniciativa que reúne informações sobre a área queimada a cada ano no país. Dos 55.659 km² revertidos em agropecuária, 70% foi destinado especificamente para pastagem e gado. No entanto, Ane Alencar, Diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), diz que já era esperado que houvesse mais fogo em área de pastagem devido ao comportamento do pecuarista mais tradicional, que ainda conta com o fogo como principal ferramenta de controle do pasto. “Diferente da área da agricultura, para a pecuária e os pastos, em geral, utiliza-se o fogo como ferramenta de manejo. Não são todos os pecuaristas que utilizam, mas grande parte da pecuária tradicional faz com que haja um ciclo de fogo. Aqueles que manejam o pasto de forma mais moderna não utilizam porque fazem rotação de pastagem, usam insumos para o pasto ficar mais nutrido, entre outros manejos”, afirma. O mapeamento também aponta que o Cerrado é o principal bioma desmatado, já que 41% de sua extensão foi afetada pelo fogo pelo menos uma vez. Segundo Ane, parte disso também pode ser creditado à pecuária, já que uma grande porção do bioma é ocupada por pasto. “O segundo elemento é que o Cerrado naturalmente pode ter fogo. Biologicamente, ele depende do fogo, mas isso não quer dizer que ele tem que queimar todo ano, mas sim em um certo índice, como a cada seis anos, por características do próprio bioma. É diferente da Amazônia, que não tem fogo natural”, esclarece. Ane Alencar ainda ressalta que o fogo é colocado a cada dois ou três anos em áreas de pastagem no manejo convencional, o que torna a queimada não apenas ferramenta de abertura de terra, mas de controle de pastagem. “É possível diminuir essa prática, mas precisa de modernização na atividade”, sugere.
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Filipinas retiram embargo a importações de carne de frango do Brasil, diz ABPA
As Filipinas retiraram um embargo sobre as importações de carne de frango do Brasil, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quinta-feira, em movimento que marca o fim de uma proibição introduzida em agosto por causa da suposta detecção de Covid-19 na embalagem de um produto
A ABPA afirmou em comunicado que o Departamento de Agricultura das Filipinas emitiu nesta semana um memorando que volta a liberar a carne de frango importada do Brasil, maior exportador global da proteína. “O Brasil prestou todos os esclarecimentos e demonstramos a confiabilidade do produto brasileiro”, disse a ABPA. “Barreiras sem fundamento técnico científico, sem qualquer esclarecimento e demonstrações, não são bases para um embargo.”
A proibição havia ocorrido na segunda quinzena de agosto, após a suposta detecção de traços de Covid-19 na embalagem de um produto na China, indicou a ABPA. Com a suspensão das restrições, a ABPA espera que as vendas para o mercado filipino retomem patamares equivalentes aos registrados antes da suspensão. O país era um dos principais destinos do produto brasileiro na Ásia, aparecendo no 12º lugar geral entre os maiores importadores da proteína, disse a ABPA. As Filipinas compraram cerca de 2% do total exportado pelo Brasil no primeiro semestre deste ano, afirmou a associação.
REUTERS
Suinocultura independente: preços têm movimentos distintos entre os Estados produtores
Mesmo com a virada para a segunda quinzena de dezembro, as bolsas de suínos independentes registraram nesta quinta-feira (17) movimentações distintas entre as principais praças produtoras.
Em São Paulo, segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço chegou a R$ 7,20/kg. Na semana anterior, não houve negociação entre frigoríficos e suinocultores, ficando sem referência de preços. O valor anterior era de R$ 7,73/kg vivo. Santa Catarina também teve queda na quinta-feira (7), de acordo com o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, passando de R$ 7,91/kg para R$ 7,66/kg vivo. “Houve uma menor procura por parte dos frigoríficos, e as grandes agroindústrias saíram das negociações no mercado independente. É normal a partir do dia 15 de dezembro ter baixa, porque reflete o que houve há algumas semanas, que foi preços em alta e frigoríficos já com estoques formados. O preço deve se manter para a próxima semana, mas em janeiro, algo muito extraordinário precisa acontecer para que não venham mais quedas”, disse Lorenzi. No caso de Minas Gerais, que também negocia os suínos no mercado independente às quintas-feiras, o movimento foi de alta. Na semana anterior, conforme a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), não houve negociação com os frigoríficos, e o preço anterior era de R$ 6,70. Na quinta-feira (17), o preço sugerido após a falta de consenso entre as partes na semana passada, R$ 7,50/kg vivo, prevaleceu na negociação, segundo o consultor de mercado da Asemg, Alvimar Jalles. O Rio Grande do Sul realiza a comercialização no mercado independente às sextas-feiras, e conforme dados da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), o preço se manteve na última sexta (11) em R$ 7,75/kg vivo. Já no Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 10/12/2020 a 16/12/2020), o indicador do preço do quilo vivo do Suíno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de teve alta de 7,09%, fechando a semana em R$ 7,20/kg. Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,83, apontou o boletim do Lapesui.
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