
Ano 6 | nº 1384| 16 de dezembro de 2020
NOTÍCIAS
Avanço das escalas de abate e pressão de baixa no mercado do boi gordo
As programações de abate praticamente preparadas para atender as festividades de final de ano e as exportações em ritmo mais compassado, comparadas aos últimos dois meses, fizeram boa parte das indústrias frigoríficas abrir a última terça-feira (15/12) ofertando menos pela arroba do boi gordo
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a arroba do boi gordo teve novo recuo no comparativo diário e os negócios abriram o dia com queda de R$3,00/@ em todas as categorias destinadas ao abate. Com isso, o boi gordo passou a ser apregoado em São Paulo em R$257,00/@, preço bruto e à vista, R$256,50/@, descontado Senar e R$253,00/@ descontado Senar e Funrural. A arroba do boi gordo encerrou a primeira quinzena do mês com queda de 6,6%. Para animais que atendem ao mercado externo, ocorrem negócios até R$5,00/@ acima dos preços atuais.
SCOT CONSULTORIA
Arroba perde força no mercado interno e chega a R$ 245 em São Paulo
Viés continua negativo para os preços da arroba nas principais regiões produtoras do país
O mercado físico de boi gordo seguiu operando com um viés negativo para os preços. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, os frigoríficos continuam testando o mercado, com atuação discreta nas negociações, na busca por preços mais baixos. A oferta de animais terminados segue atendendo com certa tranquilidade a procura existente neste momento e as escalas estão confortáveis, com grande parte dos frigoríficos sinalizando entre 6 e 7 dias úteis e com alguns até mesmo apontando para uma posição fechada para o mês. “Vale ressaltar que o quadro de custos e chuvas ocorridas em várias localidades do país dificulta a retenção do boi no pasto. Além disso, o atacado continua sem força para altas, completando o viés negativo para os preços do boi”, destaca o analista. Em São Paulo os preços seguem sob pressão. Para animais destinados ao mercado chinês, a indicação de compra está na faixa entre R$ 250/253 à vista, com registro de negócios. Para animais destinados ao mercado doméstico indicação de compra a partir de R$ 245 à vista. Em Minas Gerais os preços também seguem com viés negativo. Alguns frigoríficos estiveram fora da compra nesta terça-feira e podem abrir indicações mais baixas quando retornarem a mercado. Na região de Uberlândia, indicação de comprador posicionado a R$ 253 à vista. Em Goiânia, indicação de comprador está posicionada em R$ 249 a prazo e em Palmeiras de Goiás o comprador está posicionado também em R$ 249 a prazo. No Mato Grosso do Sul, os preços voltaram a ceder no decorrer da terça-feira. Em Campo Grande, indicação de comprador a R$ 244 a prazo. Em Dourados o preço da arroba ficou posicionado em R$ 245 a prazo. Em Cuiabá, no Mato Grosso, indicação de comprador em R$ 248 a prazo. Em Vila Rica, relatos de comprador posicionado a R$ 245 a prazo. No mercado atacadista, os preços ficaram acomodados. Conforme Maia, o ambiente de negócios sugere pouca capacidade para reajustes, por conta da reposição aquém do esperado entre as cadeias. “Em linhas gerais, o consumidor final está saturado e não consegue absorver a alta da carne bovina, mantendo a preferência de consumo sobre a carne de frango. Outro ponto importante é a desaceleração dos números da exportação neste mês, possivelmente pelo menor ímpeto da China”, diz Maia. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 18,90 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,80 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 14,80 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Queda no ritmo das exportações brasileiras de carne bovina em dezembro
Até a segunda semana de dezembro, o Brasil exportou 58,72 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex)
A média diária embarcada até a segunda semana do mês (6,52 mil toneladas/dia) melhorou ante o volume registrado até a primeira semana deste mês (5,46 mil toneladas/dia). Porém, comparado à média de dezembro de 2019, os volumes embarcados diariamente caíram 7,9% e seguem inferiores às médias diárias de outubro e novembro deste ano.
SCOT CONSULTORIA
Caminhos opostos nos mercados de couro e sebo na última semana
Mercado de couro e sebo seguem caminhos opostos em relação às suas cotações. O mercado de couro brasileiro segue a toada de alta dos últimos meses, associado à boa demanda internacional e a retomada das economias globais. Os preços subiram 5,6% e 1,6% no Rio Grande do Sul e no Brasil Central, respectivamente. Por outro lado, o mercado de sebo, influenciado pelo aumento das importações brasileiras e a queda da demanda pelo produto, registrou quedas expressivas nos preços, de 5,0% e 8,3% no Rio Grande do Sul e Brasil Central, respectivamente.
SCOT CONSULTORIA
Projeto de pecuária sustentável aumenta produtividade em fazendas do Pantanal
Aumentar a produtividade sem precisar expandir área começa a se tornar realidade no Pantanal a partir da parceria entre a organização não-governamental WWF e a empresa global Trouw Nutrition
Por meio da capacitação de pecuaristas em boas práticas, principalmente no manejo do pasto e do gado, foi possível observar um aumento de mais de 600% na capacidade de alimentar pessoas por hectare em propriedades no bioma. O cálculo da Trouw Nutrition parte de que, nos moldes convencionais de pecuária, há um animal por hectare, o que se transforma em quatro arrobas de boi, podendo alimentar cerca de 1,3 pessoa por ano. Já no manejo sustentável, a produção aumenta para seis arrobas e em 30% a capacidade por arroba de alimentar as pessoas, conforme explica João Benatti, Gerente de Ruminantes da empresa. “Um hectare com suplementação e adubação correta pode alimentar 9,4 pessoas por ano, contra 1,3 nos moldes anteriores. Então, para que abrir novas terras?”, questiona. Por isso, segundo Benatti, conteúdos técnicos sobre como fazer suplementação do gado usando farelo de algodão, casca de soja e gérmen de milho são fornecidos aos pecuaristas da região. Ainda que os resultados mostrem maior rentabilidade, o Gerente da Trouw Nutrition admite que produtores mais conservadores ainda mantém a prática de abrir terra para ampliar produção. “Mas eles estão aprendendo que abrir área é mais caro do que aproveitar melhor o que já tem. É um passo a passo”, pondera. Regiões de Rochedo, Corguinho e Rio Negro, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, são algumas das áreas que já tem o projeto implementado desde 2019. Flávia Araújo, analista de conservação do WWF-Brasil, adiciona que o projeto tem como prioridade estimular a colaboração e a troca de experiências entre pecuaristas. “Por meio de capacitação e disseminação de conteúdos técnicos, buscamos fortalecer a cadeia de produção sustentável de carne bovina”, comenta ela, lembrando a importância do Pantanal como uma das maiores áreas inundáveis do planeta. Segundo as organizações, 39 produtores rurais já foram atendidos até o momento. O projeto ficará disponível até março de 2021.
Globo Rural
ECONOMIA
Otimismo externo ampara queda do dólar ante real
O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, com investidores espelhando o movimento da moeda norte-americana no exterior, num dia positivo para ativos de risco no mundo diante de expectativas de estímulos nos Estados Unidos e de progressos na vacinação contra a Covid-19
O dólar à vista fechou em baixa de 0,77%, a 5,0873 reais na venda. No exterior, o índice do dólar cedia 0,2%, operando próximo de mínimas em dois anos e meio. Evidenciando a busca por ativos de risco, como moedas correlacionadas a commodities, o peso mexicano saltava 1,6%, o rand sul-africano ganhava 0,8% e o dólar canadense subia 0,6%. “Investidores seguem focados na luz no fim do túnel –as melhores perspectivas de retorno à normalidade com a distribuição das vacinas”, disse Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. O foco nas discussões sobre mais estímulo nos Estados Unidos também está no radar, com analistas contando que a aprovação de mais ajuda fiscal ajudará a conter a disseminação do coronavírus e amenizará os impactos econômicos da pandemia. Na véspera, os mercados passaram por alguma realização de lucros, mas de forma geral analistas ainda veem o cenário como favorável. Pesquisa do Bank of America com gestores de fundos da América Latina mostrou otimismo com o real, com 69% dos consultados vendo o dólar abaixo de 5,10 reais ao fim de 2021, contra 45% da sondagem anterior.
REUTERS
Ibovespa fecha acima de 116 mil pontos
O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% e acima dos 116 mil pontos na terça-feira passando a mostrar sinal positivo no acumulado de 2020
Perspectivas otimistas com campanhas de vacinação no exterior e o progresso em direção a mais estímulos fiscais nos Estados Unidos respaldaram apetite a risco nos mercados globais, beneficiando a bolsa paulista. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,34%, a 116.148,63 pontos, máxima de fechamento desde 19 de fevereiro, passando a mostrar performance positiva de 0,44% no ano. O volume financeiro no pregão somou 27,2 bilhões de reais. Na visão de Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos, o cenário externo foi fator preponderante para a alta no mercado brasileiro, com as notícias sobre o acordo nos EUA para um novo pacote, além do começo da vacinação. “A aversão a risco diminuiu”, afirmou, ressaltando o efeito positivo desse movimento no fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras, “que continua acentuado”. Na B3, dados mostram saldo positivo de capital externo no mercado secundário brasileiro de 7,89 bilhões de reais em dezembro até dia 11. Em comentários a clientes mais cedo, o BTG Pactual afirmou que o principal destaque nos mercados continua sendo a liquidez, que deve permanecer ditando o comportamento dos mercados financeiros neste mês e nos primeiros meses de 2021. Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de mais de 1%, com o desfecho da última reunião de política do ano do Federal Reserve na quarta-feira também no radar. A expectativa é de que o banco central dos EUA mantenha sua principal taxa de juros ‘overnight’ fixada perto de zero e sinalize que permanecerá nesse patamar nos próximos anos.
REUTERS
Ministério da Economia propõe meta de déficit primário de R$247 bi para 2021
Conta impactada pelo forte volume de despesas feitas este ano cujo pagamento ficará para o ano que vem, mostrou documento encaminhado pelo Ministro Paulo Guedes à Comissão Mista de Orçamento do Congresso na terça-feira
A proposta da equipe econômica é que o Congresso ajuste o texto do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2021, encaminhada pelo governo em abril com previsão de uma meta móvel para o ano. O déficit estabelecido como meta no projeto original era de 149,61 bilhões de reais, mas, diante das incertezas relacionadas ao impacto da pandemia da Covid-19 sobre a atividade econômica, o texto previa que esse alvo seria alterado sempre que as receitas para o período fossem recalculadas. Na prática, o governo ficaria dispensado de fazer contingenciamento para perseguir a meta fiscal. No projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021, confeccionado em agosto, o governo reviu essa estimativa para um déficit primário 233,6 bilhões de reais no ano que vem. Na semana passada, Guedes já havia indicado a intenção de adotar uma meta fixa para o ano que vem. O ofício prevê que as estatais federais terão um déficit de 3,97 bilhões de reais no ano e os Estados e municípios, um superávit de 200 milhões de reais. O resultado para o setor público consolidado, portanto, é estimado em um rombo de 250,89 bilhões de reais. O documento da Economia prevê uma redução do rombo fiscal nos dois anos seguintes, com projeções de déficits de 178,93 bilhões de reais para o governo central em 2022 e de 150,13 bilhões de reais em 2023. Os cenários foram construídos com base em uma projeção de crescimento do PIB de 3,2% para o próximo ano e de 2,5% em cada um dos dois anos subsequentes. Para 2021, a Economia trabalha com estimativa de um IPCA de 3,2% e uma taxa de câmbio média de 5,3 reais por dólar. O salário mínimo foi estipulado no documento em 1.088 reais, valor que considera sua correção pelo INPC em 2020, sem concessão de aumento real. No ofício, a Economia também reconheceu o impacto negativo de reaberturas e pagamento de restos a pagar de créditos extraordinários abertos em 2020 para combate à pandemia de Covid-19, no total de 31,6 bilhões de reais para 2021. Fonte da equipe econômica já havia pontuado à Reuters que o volume de despesas ligadas ao enfrentamento da pandemia este ano cujo pagamento deve ficar para 2021 e a correção de benefícios bancados pela União por uma inflação mais alta que a originalmente estimada deveriam gerar uma forte pressão de gastos para 2021.
REUTERS
Recuperação em V está perdendo um pouco do ímpeto, diz Campos Neto
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou na terça-feira que a recuperação econômica em formato de V do Brasil está perdendo um pouco do ímpeto, e que investir em vacinas parece ser mais barato do que prolongar programas de transferência de renda
“Tivemos o que foi o início de uma recuperação em V, está perdendo um pouco do ímpeto agora”, afirmou ele em inglês, ao participar de evento promovido pela Eurasia Group. Segundo Campos Neto, esse quadro já era de certa forma antevisto pela autoridade monetária. Ele frisou que, quando o BC começou a falar a respeito, o mercado ainda era muito cético sobre a recuperação do país e que hoje as perspectivas dos agentes já são de uma contração menor do PIB para este ano, algo entre -4% e -4,4%. De acordo com o presidente do BC, números de “soft data” –medidos a partir de avaliação qualitativa, como índices de confiança– foram afetados nas últimas semanas pelo aumento de casos de Covid-19. Ele também disse, sobre o primeiro trimestre do ano que vem, que agora os agentes começam a se perguntar se o aumento recente nos casos de coronavírus irá afetar ou não a economia. Mais cedo nesta manhã, o BC ponderou, em sua ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que a recuperação da economia no Brasil poderá ser mais gradual em função dos desdobramentos da pandemia. Campos Neto pontuou que o mercado está de olho na estratégia para vacinação, em quem tem a vacina antes e na montagem da logística para imunização da população. Sobre a volta dos investidores estrangeiros ao país, ele afirmou que já é possível ver esse retorno ao mercado, e destacou que esse movimento tende a continuar desde que o Brasil passe a mensagem certa no front fiscal. Nesse sentido, Campos Neto voltou a afirmar que o aumento do prêmio de risco na curva longa de juros está conectado com o quadro fiscal. Se houver abandono do regime fiscal, o prêmio de risco associado ao Brasil irá subir e o BC terá que agir segundo o efeito desse movimento na inflação, afirmou o Presidente do BC.
REUTERS
IGP-10 sobe 1,97% em dezembro e fecha ano com alta de 24,16% sob pressão do atacado
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou a alta a 1,97% em dezembro, com a inflação ao produtor perdendo força no último mês de 2020, mas ainda terminou o ano com alta acumulada de 24,16%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira
Em novembro, o IGP-10 havia subido 3,51%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a alta a 2,27% no mês, de 4,59% em novembro, mas acumulou em 12 meses avanço de 33,05%%. O arrefecimento registrado em dezembro teve como influência a redução na alta do grupo Matérias-Primas Brutas, que passou de taxa de 6,19% em novembro para 1,80%, influenciado principalmente por commodities como soja e milho em grão. No entanto, esse mesmo grupo registrou avanço anual de 64,17% e respondeu por 61% do resultado do IPA em 2020, que por sua vez foi a principal colaboração para o comportamento do índice geral no acumulado do ano. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) acumulou em 2020 alta de 4,72%, depois de o índice que responde por 30% do IGP-10 ter avançado 1,27% em dezembro, de alta de 0,55% em novembro. O destaque para o resultado mensal foi o grupo Educação, Leitura e Recreação, que acelerou a alta de 0,40% para 4,50% devido à disparada de 36,45% nos preços das passagens aéreas. Mas, no acumulado do ano, foi o grupo Alimentação — com alta de 13,29% em 12 meses — o principal responsável pela inflação ao consumidor, respondendo por 52% do resultado do IPC. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,12% em dezembro, depois de avançar 1,51% em novembro, terminando o ano com alta acumulada de 8,50%.
REUTERS
Valor da Produção Agropecuária de 2020 está perto de R$ 886 bilhões
O valor é 15,1% acima do valor de 2019. As lavouras tiveram um acréscimo de 19,2% e a pecuária, 7,3%
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, estimado com base nas informações de novembro, é de R$ 885,8 bilhões. O valor é 15,1% acima do valor de 2019, que foi de R$ 769,8 bilhões. Sete produtos das lavouras puxaram o VBP deste ano em relação ao ano passado: amendoim (36,3%), arroz (35,5%), cacau (23,7%), café (39,8%), milho (20,9%), soja (40,4%) e trigo (48%). Na pecuária, os destaques são carne bovina (14,5%), suína (23,3%) e ovos (10,1%). Esses resultados positivos foram, em geral, obtidos pelos preços e pelas exportações. “O mercado internacional mostra-se atrativo devido à taxa de câmbio favorável e ao crescimento da demanda mundial de produtos da agropecuária”, explica o coordenador geral de Avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques. Cinco produtos não apresentaram resultados favoráveis neste ano: banana (-12,6%), batata-inglesa (-27,2%), tomate (-11,7%), uva (-14%), e carne de frango (-4%). Por regiões, o Centro-Oeste lidera a estimativa do VBP, puxado pelo estado do Mato Grosso. Em seguida, aparece o Sul, com destaque para o Paraná, depois vem Região Sudeste (São Paulo), Nordeste e Norte. Ainda preliminares, os números disponíveis mostram um VBP de R$ 1,025 trilhão para o próximo ano. As lavouras apresentam um crescimento em relação a este ano de 19,2%, e a pecuária de 15,1%. Conforme a análise das projeções, milho e soja continuam apresentando crescimento. Além desses, cacau, arroz, trigo, carne bovina e carne suína apresentam indicações de bom desempenho. O faturamento previsto para a soja é de R$ 328,6 bilhões, para o milho, R$ 112,8 bilhões, e para carne bovina R$ 139,9 bilhões. Por regiões, o Centro-Oeste lidera a estimativa do VBP, puxado pelo estado do Mato Grosso. Em seguida, aparece o Sul, com destaque para o Paraná, depois vem Região Sudeste (São Paulo), Nordeste e Norte.
MAPA
EMPRESAS
Frigorífico da Naturafrig em Nova Andradina fecha acordo com MPT
O frigorífico da Naturafrig Alimentos no município sul-mato-grossense de Nova Andradina assinou um termo de ajuste de conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho do estado para aplicar medidas relacionadas à prevenção da covid-19
O frigorífico se comprometeu a cumprir uma série de medidas para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da covid-19 entre os 653 empregados da unidade enquanto perdurar o estado de calamidade pública oriundo da pandemia na região de Dourados, segundo nota divulgada pelo MPT. A empresa está sujeita a uma multa mensal de R$ 12 mil por cláusula do acordo descumprida, limitada ao valor de R$ 350 mil. Entre as ações que o frigorífico deverá adotar estão estratégias de monitoramento, controle da cadeia de transmissão, adoção de escalas de trabalho visando à redução do fluxo de pessoas, isolamento de trabalhadores com sintomas, adoção de protocolos de biossegurança e de comunicação, identificação e afastamento quando necessário. Nesta semana, a Naturafrig teve as exportações de seu frigorífico em Barra dos Bugres (MT) para a China suspensas temporariamente por uma semana, após o país asiático encontrar traços de coronavírus em lotes (caixas e embalagens) de carne bovina.
CARNETEC
LEGISLAÇÃO
Covid só pode ser considerada doença do trabalho após perícia
Orientação é da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho
Poucos dias depois da nota técnica do Ministério Público do Trabalho (MPT) que considera a covid-19 como doença ocupacional, o Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, publicou orientação sobre o assunto. Para o órgão, esse enquadramento só seria possível após perícia médica. Na Nota Técnica SEI nº 56376, a Secretaria afirma que a covid-19 “pode ou não ser considerada doença ocupacional, a depender das características do caso concreto e da análise realizada pela perícia médica federal ou pelos médicos responsáveis pelos serviços de saúde das empresas”. A nota tem função orientativa. De acordo com a secretaria, a covid-19, como doença comum, não se enquadra no conceito de doença profissional por não estar listada no Decreto nº 3.048, de 1999, mas pode ser assim caracterizada se aplicada a seguinte previsão da mesma norma: doença adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. Por isso, haverá necessidade de estabelecimento do nexo a partir de elementos submetidos para análise dos peritos médicos federais, segundo a nota. “As circunstâncias específicas de cada caso concreto poderão indicar se a forma como o trabalho foi exercido gerou risco relevante para o trabalhador. Além dos casos mais claros de profissionais da saúde que trabalham com pacientes contaminados, outras atividades podem gerar o enquadramento”, afirma a nota. Ainda segundo a Secretaria, em março, o Ministério da Saúde declarou o estado de transmissão comunitária do coronavírus em todo o território nacional. Com isso, a partir daquele momento, não seria mais possível associar cada novo caso de covid19 a um caso confirmado anteriormente, o que dificulta a definição se um trabalhador teve contato com o vírus na própria residência, no transporte público, no ambiente de trabalho ou em outro local que tenha frequentado. “Para o MPT havia a presunção de que era ocupacional, tanto que ele pedia a expedição da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)”, diz Jorge Matsumoto, sócio do Bichara Advogados. A nota da secretaria não faz referência à nota do MPT, acrescenta, mas não deixa de ser uma resposta a ela. “Quem vai definir o nexo é a perícia federal e não a própria empresa”, afirma o advogado. A nota técnica do Ministério da Economia é mais razoável, segundo Matsumoto, e se baseia na orientação da avaliação pericial.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Produção de suínos na China deverá estar totalmente recuperada no primeiro semestre de 2021
Estoque de suínos vivos e fêmeas reprodutoras já atingiu mais de 90% do total observado antes da peste africana
A produção de suínos na China deverá estar totalmente recuperada dos danos provocados pela peste africana no primeiro semestre de 2021, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país, segundo a agência Xinhua. Até o fim de novembro, conforme o ministério, o estoque de suínos vivos e fêmeas reprodutoras atingiu mais de 90% dos níveis registrados antes da peste suína, que começou a dizimar o plantel chinês em 2018. O número de matrizes reprodutoras monitoradas pelo ministério aumentou para mais de 41 milhões, enquanto o de suínos vivos ultrapassou 400 milhões no período. No mês passado, os leitões recém-nascidos em fazendas com mais de 500 animais em estoque chegaram a mais de 31 milhões, um aumento de 94,1% em comparação com o início do ano, de acordo com o ministério. Espera-se que a oferta de carne suína na China aumente 30% nos próximos feriados do Ano Novo e da Festa da Primavera, na comparação com as mesmas datas de2019.
VALOR ECONÔMICO
Mais 5 fazendas são afetadas pela gripe aviária no leste do França
O governo francês determinou o abate e eliminação de todos os animais infectados
O governo da França informou na terça-feira (15/12) que mais cinco fazendas com criações de aves foram atingidas vírus H5N8, conhecido como gripe aviária. São quatro fazendas de patos domésticos, de Landes e de Vendée, e uma de patos selvagens, em Deux-Sèvres. Além disso, dois novos casos da doença, em dois gansos selvagens, foram confirmados nas aves encontradas mortas na mesma região. O governo determinou o abate e eliminação de todos os animais infectados e foram estabelecidas zonas de proteção no raio de 3 quilômetros e zona de vigilância em 10 quilômetros em torno dos focos, onde o movimento de aves é proibido. Outras fazendas de patos expostas ao vírus estão sendo rastreadas e amostras coletadas para exames. De acordo com comunicado do governo francês, o setor de avicultura federal está trabalhando junto com os serviços dos Estados para implementar todas as medidas necessárias para prevenir a propagação da doença. A gripe aviária não é transmissível aos humanos por meio do consumo de carne, ovos ou qualquer produto alimentar vindo do animal, mas altamente contagiosa entre as aves.
Entre as carnes exportadas em 2020, a de frango perde em volume, preço e receita
Computadas as exportações de carnes dos 11 primeiros meses do ano, apenas a carne de frango registra resultados inferiores aos de idêntico período de 2019. No volume, no preço e, por decorrência, também na receita cambial.
Os dados são do MAPA e coligidos a partir das informações da SECEX/ME e apontam que, entre janeiro e novembro, o volume de carne de frango exportada recuou 1% e totalizou 3,755 milhões de toneladas, 55% do total de carnes exportadas pelo País neste ano. Se em volume há uma quase estabilidade, no preço a queda foi mais incisiva – de 13,27%, fazendo com que a receita cambial do período recuasse pouco mais de 14%. Com esse desempenho, a participação da carne de frango na receita total recuou para 35%, sendo superada, de longe, pela receita cambial da carne bovina, cujo valor registrado – perto de US$7,739 bilhões – vem representando praticamente a metade da receita das carnes em 2020. A carne bovina registra desempenho oposto ao da carne de frango, pois enquanto a receita desta recuou 14%, a da carne bovina aumentou quase 14%. Efeito de um aumento de 9% no volume exportado e de cerca de 4,5% no preço obtido internacionalmente.
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