
Ano 6 | nº 1382| 14 de dezembro de 2020
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo mais calmo depois da tempestade
Após R$10,00 de queda na cotação da arroba do boi gordo ao longo da última semana, os preços ficaram estáveis na última sexta-feira (11/12) em São Paulo
No entanto, os frigoríficos pressionaram o mercado ofertando R$5,00 a menos por arroba, travando os negócios no último dia útil da semana anterior. Apesar dos negócios travados em São Paulo na última sexta-feira (11/12), nas demais 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, houve queda em 14 delas. Apesar da oferta restrita de animais ser fator limitante para maiores ajustes negativos, a exportação comedida de carne bovina in natura nos primeiros dias de dezembro, associada ao escoamento lento no mercado interno, foram os fatores das quedas no preço da arroba do boi gordo ao longo do primeiro decêndio do mês.
SCOT CONSULTORIA
Boi segue em queda e arroba pode ficar abaixo de R$ 260 em São Paulo
Semana foi marcada por quedas sucessivas na arroba, impactadas pelo consumo abaixo do esperado nos mercados interno e externo
O mercado físico de boi gordo teve um dia de preços mais baixos. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o dia foi marcado por nova rodada de pressão generalizada sobre os pecuaristas. “Os frigoríficos operam com escalas de abate confortáveis, com algumas unidades já sinalizando para um posicionamento que excede cinco dias úteis. Em alguns estados os frigoríficos optaram por sair das compras, e devem retomar as negociações em patamares ainda mais baixos. Basicamente a demanda de carne bovina neste final de ano tem sido decepcionante, com o consumidor doméstico saturado, sem conseguir absorver os reajustes, simplesmente migrando para proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango e do ovo de galinha. Além disso, o resultado das exportações durante a primeira semana de dezembro esteve bastante enfraquecido”, destaca Iglesias. Em São Paulo, capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 260 a arroba, na comparação com R$ 264 na quinta-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 259 a arroba, ante R$ 262. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a arroba chegou a R$ 250 a arroba, contra R$ 252. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 253 a arroba, ante R$ 255. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, a arroba do boi ficou em R$ 249 a arroba, contra R$ 254. No mercado atacadista, os preços da carne bovina também caíram. Conforme Iglesias, a reposição entre as cadeias flui de maneira mais lenta que o esperado nesta primeira quinzena de dezembro. “O ambiente de negócios ainda sugere por novas queda no curto prazo, uma consequência da saturação da demanda, uma vez que o consumidor final não consegue manter o consumo de um produto que acumulou tantas altas em um momento de evidente fragilidade econômica. Também precisa ser citado o fraco desempenho dos embarques no início de dezembro, sintoma de que a China tem estoques confortáveis para atender a demanda durante o seu principal feriado, o ano novo lunar. Por fim, o mercado se preocupa com a demanda interna em janeiro, período em que possivelmente não haverá novas parcelas do auxílio emergencial”, disse o analista. Com isso, o corte traseiro caiu de R$ 19,20 o quilo para R$ 19,05 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,90 o quilo, com queda diária de dez centavos, e a ponta caiu de 15,05 o quilo para R$ 14,90 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Mercado atacadista de carne bovina com osso
A cotação no mercado atacadista com osso caiu
Na última quinta-feira (10/12) os preços da carcaça casada do animal castrado e da carcaça do animal inteiro caíram 3,3% e 3,6%, respectivamente, e estão sendo negociadas por R$16,56/kg e R$15,90/kg, nesta ordem. O preço do dianteiro 1×1 caiu 2,7% no mesmo período, fazendo com que a peça fosse comercializada por R$14,50/kg.
SCOT CONSULTORIA
China suspende importação de carne bovina de dois frigoríficos brasileiros
Embargo veio após traços do coronavírus terem sido encontrados em cargas do produto
Na sexta-feira (11), a Administração Geral das Alfândegas da China comunicou que irá suspender por uma semana a importação de carne bovina de dois frigoríficos brasileiros. O motivo é que, após testes nas cargas, traços do coronavírus teriam sido encontrados nos produtos. Um deles é a unidade da Naturafrig, em Barra do Bugres, Mato Grosso, e o outro, uma planta da Plena Alimentos, localizada em Paraíso Tocantins, no Tocantins. A alfândega chinesa também decidiu suspender as importações de carne do produtor argentino Frigorífico Alberdi, também por uma semana, pelo mesmo motivo. Desde o dia 2 de dezembro, Administração Estatal de Regulamentação do Mercado do gigante asiático determinou que produtos alimentícios importados da cadeia de frio não podem ser vendidos na China sem um relatório mostrando que eles foram submetidos a um teste de ácido nucléico para o coronavírus.
BEEF POINT
ECONOMIA
Dólar fecha em leve alta
O dólar fechou em leve alta ante o real na sexta-feira, replicando movimento visto no exterior em dia de correção negativa em ativos de risco
O dólar à vista subiu 0,12%, a 5,0476 reais na venda. Na véspera, a cotação recuou 2,55%, para o menor patamar desde junho. Indicadores técnicos, como o índice de força relativa (IFR) de 14 dias, apontam que o dólar pode já estar em terreno “excessivamente fraco”, o que elevaria chances de uma correção no curto prazo. A combinação entre contínua fraqueza da moeda no exterior, salto nos preços das commodities, confirmação de oferta líquida de dólares pelo Banco Central e o tom mais duro da autarquia sobre política monetária ditou o alívio nas pressões sobre a taxa de câmbio nesta semana. “No nosso cenário-base, o dólar vai a 4,80 reais em 2021, sem furo do teto de gastos e com aprovação de uma PEC emergencial não muito ambiciosa”, disse Roberto Motta, Chefe da mesa de derivativos da Genial Investimentos, que fala em chances de um “superciclo” de commodities e de crescimento econômico global sincronizado. Mas, num cenário ainda mais favorável, no qual mais reformas são aprovadas pelo Congresso em 2021, a moeda norte-americana poderia ficar abaixo de 4,50 reais, segundo Motta. O dólar não fecha abaixo desse patamar desde 2 de março (4,4868 reais), logo antes de entrar em acelerada rota ascendente enquanto a pandemia se agravava no mundo. Para o ASA Investments, a taxa de câmbio poderia se aproximar de 4,60 reais por dólar até o fim de 2021 num quadro em que o prêmio de risco do Brasil caia a 100 pontos-base, as contas externas sigam equilibradas e o ambiente global continue favorável à fraqueza da moeda norte-americana. O cenário-base da casa, contudo, é de um dólar a 4,80 reais, com o spread dos Credit Default Swaps (CDS) de cinco anos em 150 pontos-base.
REUTERS
O Ibovespa fecha estável
O Índice fechou 115 mil pontos e confirmando o sexto ganho semanal consecutivo, o que não acontecia desde o período entre o final de 2018 e começo de 2019
Até o dia 9, o saldo de estrangeiros no mercado secundário de ações brasileiro em dezembro estava positivo em 6,5 bilhões de reais, movimento que agentes financeiros têm citado que reflete fluxo a mercados emergentes, não apenas no Brasil. Em relatório a clientes nesta sexta-feira, o Goldman Sachs destacou que aumentar exposição em mercados emergentes, com potencial de ganhos, particularmente em ações e moedas, continua sendo uma prioridade entre os gestores globais. No campo de ‘trade ideas’, eles recomendam ficar comprado em bancos de mercados emergentes (Brasil, México, Índia, Rússia e África do Sul) e vendidos em bens de consumo. Desde o mês passado, profissionais da área de renda variável também têm citado rotação de portfólios para ações de ‘valor’, como bancos, e ‘cíclicas’, como atreladas a commodities, em detrimento de papéis de ‘crescimento’. Apesar de não ter renovado as máximas apuradas em janeiro, quando encostou em 120 mil pontos, o Ibovespa já acumula ganho de mais de 85% desde as mínimas de março, o que até tem apoiado alguns movimentos de realização de lucros, mas tímidos. A fragilidade segue no campo fiscal, sem avanços na agenda de reformas. Nesta sexta-feira, o Ibovespa fechou estável, a 115.128,00 pontos contabilizando alta de 1,2% na semana e de 5,73% no mês. No ano, o declínio é de apenas 0,45%. O volume negociado no pregão nesta sexta-feira somou 28 bilhões de reais.
REUTERS
Volume de serviços cresce pelo 5º mês seguido, aponta IBGE
Quando comparado com outubro do ano passado, o volume de serviços caiu 7,4%
O volume de serviços prestados no país subiu 1,7% em outubro, na comparação com setembro, na série com ajuste sazonal da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quinta taxa positiva seguida, pontuou o instituto, acumulando alta de 15,8% no período. Nos dez primeiros meses do ano, o volume de serviços recua 8,7% frente a igual período de 2019, enquanto em 12 meses o setor registra recuo de 6,8%. No caso do recuo em 12 meses, o IBGE informou que essa taxa mantém trajetória negativa descendente iniciada em janeiro de 2020 — ou seja, desde antes da pandemia — e atinge taxa negativa mais intensa da série desse indicador, iniciada em dezembro de 2012. A receita nominal do setor de serviços em outubro subiu 2,4% ante setembro, feito o ajuste sazonal. No acumulado do ano, a receita nominal de serviços cai 8% ante igual período de 2019, enquanto nos últimos 12 meses houve queda de 5,8%. O IBGE revisou ainda o aumento no volume de serviços de setembro ante agosto. A alta foi atualizada de +1,8% para +2,1%. Dois serviços atingiram patamar pré-pandemia: Outros Serviços e Serviços de Informação e Comunicação. Em outubro, o volume da atividade de outros serviços caiu 8,5% ante setembro. Mas, ante outubro de 2019, esse segmento teve alta de 8,7%, com altas de 6,4% no ano e de 6,9% em 12 meses até outubro. No caso de serviços de informação e comunicação, houve alta de 2,6% em outubro ante setembro, com estabilidade ante outubro de 2019, mas com recuo de 2,3% de janeiro a outubro; e queda de 1,3% em 12 meses até outubro. No caso de outros serviços, o técnico explicou que esse segmento engloba serviços financeiros, que tiveram expansão de interesse, durante a pandemia, com maior demanda por atividades de investimento. Já em comunicação, ele lembrou que esse segmento engloba tecnologia de informação, ou seja, atividades de uso de dados, internet — que também tiveram alta de procura, em meio à pandemia. Serviços prestados às famílias (6,28% do total da economia de serviços) mostram alta de 4,6% em outubro ante setembro, mas ainda amargam queda de 30,2% ante outubro do ano passado, com recuos de 37,7% no ano e de 31,1% em 12 meses até outubro. Por sua vez, serviços profissionais, administrativos e complementares (20% do total da PMS) tiveram alta de 2,6% em outubro ante setembro, mas mostraram estabilidade ante outubro do ano passado; com quedas de 2,3% no acumulado do ano até outubro; e de 1,3% em 12 meses até outubro. Já Transportes, Serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram alta de 1,5% em outubro ante setembro, mas com recuo de 8,2% ante outubro do ano passado. No ano e em 12 meses até outubro, esse segmento (31% do total de serviços analisados pela PMS) acumula quedas de 8,5% e de 7,3%, respectivamente.
VALOR ECONÔMICO
Recuperação das agroindústrias desacelerou em outubro, diz FGV
Índice calculado pelo FGV Agro subiu apenas 0,8% no mês, mas ainda acumula queda de 2,1% nos primeiros dez meses do ano
Depois de desabar nos primeiros meses de pandemia e iniciar uma recuperação que culminou em forte alta em setembro, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) voltou a subir em outubro em relação ao mesmo mês de 2019, embora o avanço tenha sido modesto. De acordo com as informações do centro, o indicador registrou variação positiva de 0,8% na comparação interanual – a quarta consecutiva. Apesar da tendência de recuperação, o índice ainda acumulou queda de 2,1% nos primeiros dez meses de 2020, e para terminar o ano no azul terá que crescer improváveis 11,2% no bimestre novembro-dezembro. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. O avanço de outubro foi garantido pelo grupo formado por alimentos e bebidas, cuja produção cresceu 2,6% na comparação com o mesmo mês de 2019 puxada pelo ramo de bebidas (9,8%) – no de produtos alimentícios a variação positiva foi de 1%. Entre os não-alimentícios, houve retração de 1,3%, diretamente influenciada pelo recuo dos biocombustíveis (19,9%). O segmento de produtos não-alimentícios acumula contração de 8,5% no ano, e é necessário crescer incríveis 48% no último bimestre do ano, para que 2020 não seja perdido. Mas crescimento similar a esse nunca foi observado”, afirma a análise divulgada pelo FGV Agro. Já a área de alimentos e bebidas cresceu 3,8% de janeiro a outubro e tem boas perspectivas para novembro e dezembro, mas dificilmente registrará um avanço suficiente para levar o PIMAgro a um resultado anual positivo.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Minerva segue otimista para 2021
O setor de carne bovina do Brasil deve conseguir consolidar mercados conquistados em 2020 e avançar sobe novos em 2021, na avaliação do CEO do Minerva, Fernando Galletti de Queiroz
Em evento online sobre perspectivas para 2021 promovido pelo Sicoob Credicitrus, Galletti destacou que o País “nunca” teve tantos mercados abertos nem acesso ao mercado internacional como em 2020. O executivo comentou que a peste suína africana, que dizimou rebanhos de suínos na China e outros países, acabou surtindo efeito positivo para o segmento de carne bovina, ao impulsionar os preços da suína e dar competitividade à bovina. “O setor de carne bovina do Brasil passou a ser driver de preços no mercado internacional. Em 2021, queremos consolidar ainda mais a posição que o Brasil e a América do Sul assumiram no mercado global de carne bovina”, afirmou Galletti. O CEO lembrou que o Minerva é responsável por quase 25% de toda a carne bovina exportada pela América do Sul. No mercado interno, a perspectiva também é positiva para o setor, segundo o executivo, em virtude da expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem. Galletti chamou a atenção para a volatilidade esperada no ano de 2021. “A volatilidade vai fazer parte do jogo no setor da carne bovina no ano que vem. Nunca tivemos tantas variáveis influenciando o nosso negócio, e um dos grandes guias do setor será a sustentabilidade”, disse.
Broadcast
FRANGOS & SUÍNOS
Exportação de carne suína de Santa Catarina atinge marca histórica de US$ 1 bi no ano
Volume dos embarques cresceu 26,5% de janeiro a novembro, para quase 480 mil toneladas
As exportações de carne suína de Santa Catarina renderam US$ 1 bilhão entre janeiro e novembro deste ano, o maior valor da história. O Estado exportou 479,4 mil toneladas no período, 26,6% mais que nos 11 primeiros meses de 2019. Os números foram divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), com base em dados do Ministério da Economia. Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina responde por 51% do faturamento e do volume exportado pelo Brasil em 2020. “Neste ano, mês a mês, viemos batendo recordes nas exportações. Isso é algo extremamente significativo e fruto de um trabalho muito grande feito em parceria com o setor produtivo, iniciativa privada, produtores e setor público”, destaca, em nota, o Secretário da Agricultura do Estado, Ricardo de Gouvêa. A China absorveu mais de 60% das exportações catarinenses de carne suína até novembro deste ano. As compras alcançaram US$ 670,4 milhões, 83,8% mais do que no mesmo período do ano anterior. Somente no mês de novembro, Santa Catarina embarcou 43,8 mil toneladas de carne suína, uma alta de 20,9% em relação ao mesmo mês de 2019. A receita chegou a US$ 104,8 milhões.
VALOR ECONÔMICO
Alegra eleva produção em 2020 apesar do coronavírus
A Alegra, processadora brasileira de carne suína, expandiu a produção em 2020 apesar dos impactos relacionados à covid-19, informou a empresa em comunicado no início do mês
“Em comparação com 2019, nossa produção passou de 8 mil toneladas por mês para 9 mil toneladas. Em 2020, nossa planta foi certificada para abate de 3,5 mil suínos por dia”, disse o Superintendente da Alegra, Matthias Rainer Tigges, em comunicado divulgado pela empresa. “Além disso, começamos o ano com 1.500 funcionários e agora estamos com 1.660, fruto do projeto de crescimento.” O mercado doméstico continua sendo o foco da companhia, que exporta 25% da produção. Em novembro, a empresa informou que chegou a perder 30% do mercado interno em abril, quando migrou para a exportação, diante dos impactos do coronavírus. A partir de maio, a empresa recuperou o faturamento. No final deste ano, a empresa pretende apresentar novos produtos e conquistar consumidores. “Nesse período, os clientes buscam algo novo, que saia do cardápio rotineiro, para surpreender e elaborar refeições especiais. Por isso, é um momento em que a indústria aproveita para dar foco em linhas premium, como a de temperados, que proporciona uma experiência nova ao consumidor”, disse Tigges. A Alegra é a união das cooperativas de origem holandesa Frísia, Castrolanda e Capal, que constituem o grupo Unium.
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