CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1381 DE 11 DE DEZEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1381| 11 de dezembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: recuos nas cotações da arroba

Devido às fortes quedas na arroba do boi gordo ao longo dessa semana, boa parte das indústrias paulistas, com escalas mais confortáveis, ficaram fora das compras na manhã da última quinta-feira (10/12). Os frigoríficos ativos abriram o mercado derrubando os preços mais uma vez

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na comparação diária, a queda foi de R$3,00/@, e o boi gordo ficou cotado em R$260,00/@, preço bruto e à vista, R$259,50/@ com desconto do Senar e R$256,00/@ com desconto do Senar e Funrural. Os preços da vaca e da novilha gordas caíram R$2,00/@, cotadas em R$246,00/@ e R$258,00/@, respectivamente, preços brutos e à vista.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo desvaloriza em São Paulo e arroba chega a R$ 264

Preços do boi gordo não mostram tendência de recuperação nas principais regiões produtoras, mesmo com a oferta de animais reduzida

O mercado físico de boi gordo teve um dia de preços entre estáveis a mais baixos. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos mantêm a estratégia para manter a pressão de queda sobre os pecuaristas. “Em linhas gerais, muitas unidades ainda operam com capacidade de abate reduzida no intuito de mitigar os efeitos da oferta restrita em grande parte do país. A demanda de carne bovina também chama a atenção negativamente durante dezembro. Os preços da carne no atacado iniciaram o mês em queda, o que é bastante atípico para este período que marca o auge do consumo. Por fim, o desempenho das exportações está bastante abaixo do habitual neste final de 2020, com um menor apetite de compra por parte da China”, destaca Iglesias. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 264 a arroba, na comparação com R$ 265 quarta-feira, 9. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 262 a arroba, estáveis. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, o valor chegou a R$ 252 a arroba, contra R$ 252- R$ 253. Em Goiânia, Goiás, a cotação indicada foi de R$ 255 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, a arroba do boi estabilizou em R$ 254. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere pouca capacidade para reajustes, mesmo em um período em que teoricamente há boa demanda. “Em linhas gerais, o consumidor final está saturado e não consegue absorver novos reajustes da carne bovina. Mesmo com a recente queda, os patamares de preços seguem elevados, mantendo a preferência de consumo sobre a carne de frango. O resultado das exportações na primeira semana de janeiro é outro foco de atenção do mercado, com uma possível redução das compras da China após posicionar os estoques para o seu principal feriado, o Ano Novo Lunar”, diz Iglesias. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 19,20 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 15,05 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Mais uma semana de queda nos preços do sebo bovino

A menor demanda pelo produto, associada às importações brasileiras de óleos e gorduras animais, contribuem para o cenário atual 

No Rio Grande do Sul, o produto apresentou queda de 5,0% em uma semana e está cotado, em média, em R$4,40/kg, livre de impostos, segundo levantamento da Scot Consultoria. No Brasil Central, o preço do sebo também recuou. O produto está cotado em R$4,53/kg, nas mesmas condições, uma desvalorização de 8,3% em sete dias.

SCOT CONSULTORIA

China suspende importação de congelados de dois frigoríficos brasileiros e um argentino

A Administração Geral das Alfândegas do país asiático informou que suspenderá as importações das empresas brasileiras Naturafrig Alimentos e Plena Alimentos por uma semana após encontrar vestígios do coronavírus em produtos

A China   anunciou nesta sexta-feira, 11, a suspensão temporária das importações de dois frigoríficos brasileiros e um argentino após detectar vestígios do coronavírus nas embalagens de produtos congelados. A Administração Geral das Alfândegas do país asiático informou que suspenderá as importações das empresas brasileiras Naturafrig Alimentos e Plena Alimentos por uma semana após encontrar vestígios do vírus em recipientes de vitela desossada congelada. Da mesma forma, suspende as importações da argentina Frigorífico Alberdi por uma semana após encontrar vestígios do patógeno em suas embalagens de carne bovina desossada congelada. Nos últimos meses, o país asiático detectou vestígios de coronavírus em várias embalagens de produtos refrigerados, vários deles de países latino-americanos, o que levou Pequim a apertar a regulamentação para importação de produtos congelados. Os lotes com maior resultado positivo, principalmente nas embalagens, foram camarão, peixe e vitela e porco. As autoridades chinesas destacam que alimentos congelados importados, principalmente carnes e peixes, estão sendo a principal via de surtos do vírus na China, uma vez que as infecções locais estavam praticamente controladas no país. A Comissão Nacional de Saúde da China relatou na quinta-feira 15 novos positivos para o coronavírus, incluindo seis infecções locais. O número total de infectados ativos na China continental agora é de 292, dos quais 5 são graves.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Abate de bovinos no Brasil é o menor desde 2016 para o 3º tri

A indústria de carne do Brasil abateu 7,69 milhões de cabeças de bovinos no terceiro trimestre, queda de 9,5% ante 2019 e o menor resultado para o período desde 2016, segundo o IBGE, em ano em que o setor lida com preços recordes da arroba, que levaram muitos produtores a reterem fêmeas para a produção de bezerros, também bastante valorizados

Em relação ao segundo trimestre, houve uma alta de 4,6% impulsionada por maiores abates de bois e novilhos nessa comparação, conforme números divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que considera atividades realizadas sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. O abate de vacas caiu 19,6% ante o terceiro trimestre de 2019, para 1,85 milhão de cabeças, o que significou também redução de 10,1% ante o segundo trimestre. “Na comparação mensal, agosto apresentou a maior queda em relação à 2019, com menos 12,4% de cabeças (de bovinos) abatidas. A restrição da oferta de animais para abate, principalmente de fêmeas, segue desde o início de 2020”, disse o IBGE em nota. Em outubro, o IBGE havia informado que o maior exportador global de carne bovina havia aumentado o rebanho pela primeira vez em três anos em 2019, com pecuaristas retendo fêmeas. Apesar da retração da atividade de abates na comparação anual, nos meses de julho e agosto houve recordes para a exportação de carne bovina in natura, principalmente para a China, o que colaborou para um aumento da arroba bovina, que se aproximou de 300 reais em novembro, antes de recuar para patamares de cerca de 265 reais atualmente, com um dólar se enfraquecendo ante o real. No terceiro trimestre, 22 das 27 unidades da federação reduziram os abates. Entre aquelas com participação acima de 1%, as reduções mais significativas ocorreram em Mato Grosso (-116,44 mil cabeças), Minas Gerais (-95,79 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-89,00 mil cabeças), Rondônia (-78,33 mil cabeças), entre outras. Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 18,4% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,1%) e São Paulo (10,5%).

REUTERS

ECONOMIA

Dólar fecha no menor patamar desde junho

A sinalização do Banco Central de que o ciclo de cortes da Selic caminha para um fim, o salto nos preços das commodities e a confirmação pelo BC de que dará saída parcial ao mercado na esteira do desmonte do overhedge minaram qualquer demanda pela moeda norte-americana nesta sessão

O dólar à vista caiu 2,55%, a 5,0417 reais na venda, menor nível desde 16 de junho (4,9398 reais) e maior queda percentual diária desde 6 de novembro (-2,80%). No mercado futuro da B3, o contrato de dólar para primeiro vencimento cedia 2,90%, a 5,0215 reais, às 17h40, após tocar 5,0170 reais no piso da sessão. “O Brasil ainda está barato em dólar”, disse Rafael Ribeiro, analista da Clear. “Isso com certeza foi um dos pontos para o investidor estrangeiro olhar para o nosso mercado. E quando você tem uma sinalização positiva no avanço da agenda de reformas isso se reflete em aumento de fluxo para a bolsa, o que impacta o dólar”, completou. Notícias de que o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, afirmou que o projeto de reforma tributária pode ser votado já na próxima semana soaram como música para os ouvidos de investidores, os quais entendem que esse seria mais um passo na direção de ortodoxia fiscal, o que afastaria movimentos para flexibilizar ou furar o teto de gastos. Do ponto de vista de liquidez, a indicação clara de que o BC dará suporte à liquidez no fim do ano também nocauteou o dólar. O BC vendeu nesta quinta 800 milhões de dólares em contratos novos de swap cambial tradicional –ou seja, fez injeção líquida de moeda no mercado. Mantido o atual ritmo, a autarquia caminha para despejar 9,602 bilhões de dólares em swaps a mais do que o lote a vencer em janeiro. Esse montante ainda está abaixo dos cerca de 16 bilhões de dólares em compras líquidas de moeda que devem ocorrer na passagem do ano, relacionadas ao desmonte de operações de overhedge –proteção cambial adotada por bancos e que deixou de ser interessante neste ano por questões tributárias. O ambiente externo de fraqueza do dólar jogou a pá de cal na moeda nesta sessão. O índice da moeda norte-americana caía 0,35% no fim da tarde, com fortes ganhos em pares do real como peso chileno, peso colombiano, rublo russo e dólar australiano –todos sensíveis aos preços das commodities, a exemplo da divisa brasileira.

REUTERS

IBOVESPA SOBE 1,88%

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, superando os 115 mil pontos pela primeira vez desde fevereiro e reduzindo ainda mais a perda acumulada em 2020, fortalecido nesta sessão pela alta de blue chips

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,88%, a 115.125,63 pontos, reduzindo a perda no ano a 0,45%. O volume financeiro somou 39,6 bilhões de reais.

Apesar de não ter renovado as máximas apuradas em janeiro, quando encostou em 120 mil pontos, o Ibovespa já acumula valorização de mais de 85% desde as mínimas de março, abrindo espaço para movimentos de realização de lucros, embora tímidos. Essas operações se refletiram em alguma hesitação na primeira etapa do dia, mas o viés positivo se firmou nas horas seguintes, com a alta de commodities como o petróleo e o futuro do minério de ferro na China respaldando o movimento. Além disso, o Banco Central Europeu anunciou mais medidas de estímulo para fornecer suporte à economia do bloco monetário, corroborando o ambiente de elevada liquidez nos mercados globais que tem beneficiado ativos de risco. De pano de fundo, permanecem as expectativas atreladas aos programas de vacinação contra o coronavírus que começam a ser divulgados por vários países, incluindo o Brasil. “A descoberta da vacina tem sido um catalisador chave para o rali em ativos de mercados emergentes, com moedas e ações valorizando-se significativamente na segunda quinzena de novembro”, destacou a Oxford Economics, em relatório. Dados da B3 mostram que dezembro continuou registrando entrada líquida de estrangeiros no mercado secundário de ações, com o saldo em 5,9 bilhões de reais até o dia 8, reduzindo mais um pouco o déficit no ano, a 45,6 bilhões de reais. Nos ajustes finais, a S&P manteve o rating do Brasil em ‘BB-/B’, com perspectiva estável, citando que a agenda de reformas tem evoluído lentamente, enquanto déficits fiscais maiores exercem pressões de financiamento no governo.

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S&P mantém rating “BB-” do Brasil, mas aponta lentidão em reformas fiscais

A agência de classificação de risco Standard and Poor´s reafirmou o rating de longo prazo em moeda estrangeira “BB-” do Brasil, mas apontou que a agenda de reformas fiscais no país tem evoluído de maneira lenta e que os próximos dois anos ainda deverão ser de déficits significativos nas contas públicas

A S&P projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) vai retrair 4,7% em 2020 e crescer 3,2% em 2021. A S&P destacou os desafios do país em fazer avançar sua agenda de reformas, salientando a falta de uma coalizão sólida no Congresso e a janela apertada para votações, tendo em vista a eleição presidencial de 2022. “No curto prazo, uma prioridade legislativa é a aprovação de uma reforma fiscal, que buscaria abordar a premente questão de um potencial descumprimento do teto de gastos públicos”, disse à agência. Além de manter o rating, a agência repetiu a perspectiva estável –ou seja, de manutenção da nota de crédito no atual patamar–, considerando que uma implementação oportuna de ajuste fiscal e uma modesta recuperação econômica ajudarão a preservar a confiança do mercado. Em 2021, o Brasil enfrenta o significativo desafio de desfazer as medidas de estímulo fiscal implementadas neste ano de pandemia, disse à agência. O rating “BB-” atribuído ao Brasil pela S&P deixa o país no chamado status “junk”, compatível com maior percepção de risco de crédito. O país também é considerado em grau especulativo por Moody’s Investors Service e Fitch Ratings. A Fitch manteve em meados de novembro o rating “BB-” para o Brasil, com perspectiva negativa. Na semana passada, a agência melhorou sua previsão para o desempenho da economia do Brasil neste ano, mas reduziu a expectativa para 2021. A Moody’s atribui nota “Ba2”, com perspectiva estável, com a última atualização ocorrendo em maio.

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Exportações do agronegócio brasileiro caíram 1,5% em novembro

Segundo o Ministério da Agricultura, receita dos embarques alcançou US$ 7,9 bilhões

Os embarques de açúcar e etanol, milho, café e produtos florestais (celulose e madeiras) tiveram crescimento expressivo em novembro, mas o resultado não foi suficiente para impulsionar o desempenho global das exportações do agronegócio brasileiro. Assim como ocorreu no mês anterior, o forte declínio das vendas ao mercado externo do chamado complexo soja, que inclui o grão e seus derivados (farelo e óleo), foi decisivo para puxar para baixo o resultado geral. Em novembro, as exportações totais somaram US$ 7,94 bilhões, montante 1,5% menor que o de novembro de 2019, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. “O valor exportado foi impactado pela queda de 2,3% no índice de preços dos produtos de exportação”, registra o ministério em comunicado. Sozinho, o complexo sucroalcooleiro foi responsável por mais de US$ 1 bilhão em vendas ao mercado externo. Os embarques do segmento cresceram 59% na comparação entre os meses de novembro de 2019 e deste ano, passando de US$ 656 milhões para US$ 1,04 bilhão. As exportações de milho, café e produtos florestais, por sua vez, cresceram 37,7%, 27,6% e 16,7%, respectivamente. Com isso, as vendas desses produtos ao exterior movimentaram, nessa ordem, US$ 623 milhões, US$ 878 milhões e US$ 1,05 bilhão. Por motivos sazonais, o declínio do complexo soja em novembro foi ainda mais acentuado que o de outubro. Na comparação com novembro de 2019, a queda no mês passado foi de 50,6%, para US$ 1,1 bilhão. Soja em grãos e óleo caíram 70% e 23,3%, respectivamente. “O principal fator da queda está relacionado à antecipação das exportações nos primeiros meses do ano”, informa o ministério. No acumulado de janeiro e novembro, os embarques cresceram 4,9%, para US$ 93,6 bilhões – um contraste com as exportações totais do Brasil, que recuaram 7,4% nos primeiros 11 meses do ano quando comparadas com o mesmo intervalo de 2019. Principal destino da soja em grão e das carnes brasileira, a China absorveu 34,7% das exportações brasileiras do agronegócio de janeiro a novembro, ou US$ 32,5 bilhões. No mesmo período de 2019, foram 32,1%, ou US$ 28,6 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

SUÍNOS TÊM abate RECORDE

Os abates de suínos no país somaram 12,71 milhões de cabeças de suínos no terceiro trimestre de 2020, alta de 8,1% em relação ao mesmo período de 2019 e de 4,5% na comparação com o 2° trimestre de 2020

Esse resultado é recorde para a série histórica iniciada em 1997, com destaque para os meses de julho e agosto que registraram os maiores níveis da atividade”, disse o instituto, citando as exportações históricas neste ano, também guiadas pela demanda chinesa. “Os meses mais frios do ano geralmente coincidem com o aumento do abate dessa espécie, impulsionado pelo aumento do consumo interno. Além disso, o desempenho recorde das exportações de carne suína no período também contribuiu com o resultado do setor”, afirmou o IBGE.  Santa Catarina continuou liderando o abate de suínos, com 29,3% da participação nacional, seguido por Paraná (20,4%) e Rio Grande do Sul (16,8%). No que diz respeito ao frango, a indústria abateu 1,51 bilhão de cabeças, aumento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2019 e incremento de 7% na comparação com o 2° trimestre de 2020. No comparativo mensal foi registrado o melhor mês de julho de toda a série histórica, que começa em 1997. “O desempenho do setor se aproximou do patamar recorde atingido no 1° trimestre de 2020, período em que os efeitos da pandemia ainda estavam no início”, disse o IBGE. O abate de 41,08 milhões de cabeças de frangos a mais no terceiro trimestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi determinado por aumento no abate em 17 das 25 unidades da federação. O Paraná continua liderando amplamente o abate de frangos, com 32,9% da participação nacional, seguido por Rio Grande Sul (14%) e Santa Catarina (13,5%).

REUTERS

Preço dos insumos cede e melhora poder de compra do avicultor

Na média das regiões do Estado de São Paulo, o frango vivo foi cotado a R$ 4,55 o quilo na parcial de dezembro – alta de 2,2% frente a novembro

Os preços do frango vivo seguem firmes no mercado interno mesmo com o recuo nas cotações do milho e do farelo de soja, principais insumos da alimentação na avicultura de corte, diz o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na média das regiões do Estado de São Paulo, a ave foi cotada a R$ 4,55 o quilo na parcial de dezembro (até o dia 9), alta de 2,2% frente a novembro e de 27,7% ante mesmo período de dezembro de 2019. Já os preços do milho se situam na média de R$ 74,95 a saca (região de Campinas), queda de 6% ante novembro, com compradores retraídos. O farelo de soja, com maior oferta, tem preço médio. Em Campinas, o produto é cotado em R$ 2.662,88 a tonelada, recuo de 1% frente ao mês anterior. Diante deste cenário, o Cepea aponta para uma melhora no poder de compra do avicultor. Conforme o centro de estudos, considerando-se o farelo de soja negociado no mercado de lotes da região de Campinas (SP) e a média do frango vivo no Estado de São Paulo foi possível a compra de 1,71 quilo de farelo com a venda de um quilo de frango na média parcial de dezembro, aumento de 3,3% frente ao mês anterior, mas ainda 26,5% abaixo da quantidade de dezembro de 2019. “Frente ao milho, foi possível ao produtor a compra de 3,65 quilos do cereal com a venda de um quilo de frango, incremento de 8,8% em relação à média de novembro/20, mas ainda 7,9% abaixo do de dezembro/19“, informa o Cepea.

ESTADÃO CONTEÚDO

TRIBUTAÇÃO

Preços da carne e do leite em SP devem subir quase 10% com mudança no ICMS, diz Fiesp

Entidade tentar barrar na Justiça fim de benefícios fiscais; governo diz que estudo ‘não tem pé nem cabeça’

O corte de benefícios fiscais de ICMS no estado de São Paulo a partir de 2021 elevará o preço de produtos como carne e leite em quase 10%, segundo estimativa divulgada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O governo paulista tem dito que não haverá aumento de impostos e que a autorização dada pela Assembleia Legislativa é para a redução de 20% em todos os benefícios fiscais, com exceção da cesta básica de alimentos e remédios, além de serviços de transporte. Procurada nesta quinta-feira (10), a Secretaria da Fazenda e do Planejamento do estado afirmou que o estudo da Fiesp “não tem pé nem cabeça” e chamou a conduta do presidente da entidade, Paulo Skaf, de “desastrosa”. Desde outubro, a federação tenta barrar na Justiça o pacote de ajuste fiscal do Governador de São Paulo, João Doria, que considera as alíquotas inferiores a 18% como benefícios fiscais que devem ser reduzidos. O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) já negou o pedido da federação. A entidade recorreu ao mesmo tribunal. A Fiesp avalia que a medida, aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo e que entra em vigor em janeiro, é inconstitucional, porque permite ao Legislativo delegar ao Executivo no estado um poder para renovar ou reduzir benefícios fiscais por decreto. Em nota divulgada na quinta-feira (10), a federação afirma que as mudanças terão impacto direto no bolso das pessoas e causarão desemprego em São Paulo, uma vez que as empresas terão incentivo para se mudarem para outros estados que cobrem menos impostos. Segundo a entidade, a arrecadação estadual cresceu no período de janeiro a novembro em relação a 2019, apesar dos efeitos econômicos da pandemia. A Fiesp diz ainda que, em vários casos, o aumento de tributação é maior para as micro e pequenas empresas optantes do Simples Nacional. O governo paulista já publicou decretos em que há redução de crédito presumido ou outras reduções na concessão de créditos de ICMS para alguns setores, o que irá gerar aumento de tributos, segundo especialistas na área tributária. As mudanças de alíquota ficarão em vigor por dois anos a partir de 15 de janeiro de 2021. Entre os produtos com redução do percentual de crédito concedido estão alimentos (leite longa vida, iogurte e leite fermentado, malte para a fabricação de cerveja ou chope, carne e aves), produtos têxteis e calçados, móveis e embarcações de recreio ou de esporte. O pacote de ajuste fiscal de São Paulo visa cobrir o rombo no estado de R$ 10,4 bilhões causado pela pandemia do coronavírus.

FOLHA DE SP

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