CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1379 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1379| 09 de dezembro de 2020

 

ABRAFRIGO

NOTA TÉCNICA GT COVID-19 N. 20/2020 SOBRE MEDIDAS DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA NAS RELAÇÕES DE TRABALHO

O GRUPO DE TRABALHO – GT COVID-19 DO MINISTÉRIO

PÚBLICO DO TRABALHO, de âmbito nacional, instituído pela Portaria PGT n. 470.2020 (GT COVID-19), com alterações posteriores, que tem como objetivo promover e proteger a saúde do (a) trabalhador (a), bem como reduzir os impactos negativos trabalhistas decorrentes da pandemia de COVID-19, expediu Nota Técnica com o objetivo de indicar as diretrizes a serem observadas por empregadores, empresas, entidades públicas e privadas que contratem trabalhadores (as), a fim de adotar as medidas necessárias de vigilância em saúde do trabalhador, compreendendo simultaneamente as medidas de vigilância sanitária e de vigilância epidemiológica, com vistas a evitar a expansão ou a intensificação da pandemia de Covid-19.

Leia mais em:

https://drive.google.com/file/d/1LJGcYX_tLB8uClhMY9-YR1AikJo_MEHP/view?usp=sharing

AVALIAÇÃO E ORIENTAÇÃO ASSESSORIA JURÍDICA – SIPS/RS

O Dr. ALFEU MURATT, procedeu a avaliação da NOTA TECNICA GT COVID 19 N. 20/2020 emitindo duas importantes orientações:

“Na minha avaliação, nenhum dos TRINTA CONSIDERANDOS contidos na referida Nota Técnica tem aptidão para alterar a certeza e a postura das empresas, no que diz respeito à impossibilidade de caracterização do COVID-19 como doença ocupacional. Por essa razão, e tendo em linha de conta que não há qualquer indicativo científico capaz de sustentar uma eventual afirmativa de que o novo coronavírus represente risco biológico próprio das atividades industrias de produção de proteína animal – que por si só não são atividades de risco e, finalmente, que não se pode presumir que o desenvolvimento da COVID-19 por trabalhadores das indústrias de produção de proteína animal tenha a relação de causa e efeito exigida, legalmente, para a caracterização da doença profissional equiparada ao acidente do trabalho, especialmente em se tratando de pandemia, sou da opinião que deve ser reiterada a orientação até agora oferecida ao setor industrial para:

  1. a)     Não emitir eventuais CAT’s decorrentes da COVID-19;
  2. b)     Não reconhecer em seus PPRA’s, GRO/PGR ou PCMSO a COVID-19.

SIPS/RS 

NOTÍCIAS  

Mercado do boi gordo: queda nos preços da arroba em 28 praças

O viés baixista ficou evidenciado na última terça-feira (8/12), com a cotação da arroba do boi gordo em queda em 28 das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria 

Em São Paulo, as cotações das três categorias de bovinos destinados ao abate caíram. Nas praças paulistas, o boi gordo foi negociado em R$266,00/@, preço bruto e à vista, recuo de R$4,00/@ ou retração de 1,4% no comparativo diário. A vaca gorda e novilha gorda estão sendo apregoadas em R$252,00/@ e R$264,00/@, preço bruto e à vista, respectivamente, os preços representam quedas de R$3,00/@ e R$2,00/@ no comparativo diário, ou 1,17% e 0,75%, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: queda na demanda por carne bovina mantém arroba desvalorizada

Mesmo com preços do boi gordo mais baixos, pressão de queda pode estar perdendo força na região Sudeste

Os preços do boi gordo seguem caindo nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a pressão de queda parece estar perdendo força na Região Sudeste, ficando centralizada no Centro-Oeste e no Norte. No entanto, a demanda de carne bovina se mantém abaixo das expectativas no país afora, enfraquecida pelas dificuldades econômicas enfrentadas pelo consumidor médio. “Pesa também o avanço da pandemia do coronavírus em diversos estados, acendendo o sinal de alerta junto às redes varejistas, preocupadas com restrições mais severas, a exemplo do que aconteceu no segundo trimestre. Por fim, tivemos um ritmo de embarques bastante enfraquecido na semana de dezembro, com um apetite menor da China após uma composição mais ampla dos estoques formados para o consumo ao longo do feriado do ano novo lunar”, assinala. A oferta de animais terminados ainda é restrita de maneira geral, com uma enorme dependência dos animais confinados para atender a demanda. Conforme Iglesias, as boiadas de pasto estarão aptas ao abate apenas no final do primeiro trimestre, “formando sem dúvida o principal fator de sustentação dos preços internos”. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 265 a arroba, ante R$ 265 – R$ 266 na segunda-feira, 8. Em Uberaba, Minas Gerais, o valor chegou a R$ 262 – R$ 263 a arroba, contra R$ 263. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 253 a arroba, ante R$ 255. Em Goiânia, Goiás, a cotação indicada foi de R$ 255 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço da arroba ficou em R$ 253 – R$ 254, ante R$ 254 a arroba. No mercado atacadista, os preços ficaram estáveis após a queda registrada ontem. “O ambiente de negócios ainda sugere por pontual queda dos preços, por mais atípico que este movimento seja para o último bimestre, período que marca o ápice do consumo doméstico de carne bovina. De qualquer forma, a reposição entre atacado e varejo tem se mostrado decepcionante, com restaurantes, bares e outros estabelecimentos receosos em formar estoques em um momento em que a pandemia avança em diversas regiões do país. Ou seja, há temor que medidas de restrição mais rigorosas sejam impostas”, diz Iglesias. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 19,20 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 15,05 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Recuo nas exportações brasileiras de carne bovina em dezembro

As exportações brasileiras de carne bovina in natura desaceleraram em dezembro, com parte das exportações destinadas ao mercado chinês já concretizadas 

Segundo dados da Secretária do Comércio Exterior (Secex), na primeira semana do mês foram exportadas, em média, 5,46 mil toneladas por dia. O volume caiu 34,8% comparado à média diária exportada em novembro último (8,38 mil toneladas). Na comparação com a média de dezembro do ano passado, houve queda de 22,8% no volume embarcado diariamente.

SCOT CONSULTORIA

Carne é item que mais pesa no IPCA de novembro, aponta IBGE

Em nova alta de preços, a carne subiu 6,54% em novembro na comparação com outubro e foi o item que mais contribuiu para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês, com 0,18 ponto percentual 

As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou o resultado do IPCA na terça-feira. Com o aumento, a carne acumula alta de 13,9% no ano. Técnico do IBGE responsável pela pesquisa, Pedro Kislanov lembra que esse índice acumulado não reflete totalmente o encarecimento recente do produto, porque é aplacado por uma deflação nos primeiros meses do ano. Ao final de 2019, disse Kislanov, a carne era praticamente o único produto que pressionava a inflação oficial e assistiu a uma acomodação de preços no início de 2020. Kislanov atribui o aumento no preço da carne ao cenário externo, com a demanda chinesa pelo produto em alta contínua e a commodity valorizada no cenário geral. A tendência de exportação, que encarece o produto internamente, é ainda maior em função da desvalorização cambial nos meses recentes, em que pese a valorização da moeda em novembro. Além da conjuntura externa, diz Kislanov, houve um aumento do custo de produção que acabou repassado, efeito direto do aumento de preços de insumos como a soja e milho, utilizados na composição da ração de bovinos. Por último, o especialista cita o possível impacto do auxílio emergencial na demanda, observando que, com a redução do benefício à metade a partir de outubro, esse fator “certamente” teve uma magnitude menor em novembro.

Valor Econômico

ECONOMIA

Dólar volta a fechar perto da estabilidade

O dólar zerou a queda e fechou perto da estabilidade na terça-feira, em meio a alguma recuperação da moeda norte-americana no exterior e com ruídos fiscais domésticos dando argumentos para uma pausa depois de baixas recentes

O dólar à vista teve variação positiva de 0,08%, a 5,129 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,48%, para 5,1245 reais. Com isso, o mercado futuro ajusta mais visivelmente para cima do que o à vista. O dia de forma geral foi de sentimento pró-risco mais fraco, com foco dos investidores ao aumento de casos de Covid-19 em importantes economias do mundo e riscos associados a novas restrições econômicas, apesar do início da vacinação no Reino Unido. Analistas comentaram ainda que o câmbio vinha de forte descompressão de risco e que um fluxo comprador voltou após a moeda caminhar para níveis em torno de 5,05 reais. Incertezas sobre os efeitos da desvalorização do dólar sobre a operação de transferência de 325 bilhões de reais do resultado cambial do Banco Central do primeiro semestre ao Tesouro Nacional também entraram na pauta. Isso porque haveria uma cotação do dólar (um pouco abaixo de 5 reais, segundo algumas estimativas) que levaria o BC a ter prejuízo na conta de swaps cambiais, situação que forçaria o Tesouro a devolver recursos hoje destinados a garantir um colchão de liquidez em tempos de maior dificuldade de captação. O dólar cai 10,97% desde 3 de novembro, data da eleição norte-americana. Nesse contexto, vale lembrar que o BC tem ofertado diariamente um volume tal de swaps cambiais a ponto de, até o fim de dezembro, promover colocação líquida de moeda no mercado. Para além desses temas, alguns analistas veem mais sentido numa pausa após o rali de ativos emergentes nas últimas semanas. Uma medida do Morgan Stanley mostra que o mercado já está “overweight” (com posição acima da média) em ativos da América Latina.

REUTERS

Ibovespa fecha com alta discreta

A BRF ON saltou 8,69%, em meio à divulgação de plano de crescimento de 10 anos, quando prevê investimentos de 55 bilhões de reais, com receita líquida alcançando 100 bilhões de reais e Ebitda crescendo mais do que 3,5 vezes 

O Ibovespa fechou com alta discreta na terça-feira, após trocar de sinal algumas vezes no pregão e ter ultrapassado os 114 mil pontos no melhor momento, com as ações da BRF disparando após previsões otimistas da companhia para os próximos anos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,18%, a 113.793,06 pontos. O volume financeiro somou 28,1 bilhões de reais. Na visão do chefe da mesa de renda variável da EWZ Capital, Bruno Guimarães, há um clima de correção na bolsa brasileira, após cinco semanas de valorização relevante do Ibovespa. “É intuitivo”, afirmou, citando o risco fiscal no país como mais um componente endossando alguma cautela. Guimarães não descarta a bolsa sofrer uma “chacoalhada” no curto prazo em meio a movimento de realização de lucros, mas pondera que deve ser pequeno. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta, em parte devido a um impulso do segmento de saúde, com notícias positivas sobre vacinas contra a Covid-19, enquanto incerteza em torno de um novo estímulo fiscal limitou os ganhos.

REUTERS

IPCA sobe 0,89% em novembro e tem maior alta para o mês em 5 anos

Sob a pressão do aumento dos preços de alimentos e da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em novembro a maior alta do ano, de 0,89%, e o maior acréscimo para o mês em cinco anos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira

O dado veio acima da expectativa de analistas. No acumulado em 12 meses, o índice teve alta de 4,31%, acima da meta central da inflação para o ano, que é de 4%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Em novembro, os preços dos alimentos e bebidas continuaram pesando no bolso dos consumidores, ao responderem pela maior variação (2,54%) e maior impacto (0,53 ponto percentual) no IPCA. A segunda maior contribuição (0,26 ponto percentual) veio do grupo dos transportes (1,33%), com impulso do aumento dos preços da gasolina (1,64%). “Por trás da alta dos alimentos temos um câmbio alto que estimula exportações, auxílio emergencial aumentando o poder de compra e tem ainda uma pressão de commodities mais cotadas no mercado internacional”, disse a jornalistas Pedro Kislanov, Gerente da Pesquisa. Em 12 meses, a inflação do grupo alimentos e bebidas foi de 15,94%, a maior desde outubro de 2003 (+17,46%), segundo o IBGE. O IPCA em 12 meses superou em novembro pela quarta vez desde dezembro de 2019 o centro da meta perseguida pelo Banco Central para 2020, de 4%. “Esse acumulado ainda está influenciado pela inflação forte que tivemos em dezembro do ano passado por conta das carnes. Vamos ter que esperar para ver como vai ser o comportamento de dezembro deste ano”, disse. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em novembro. Os grupos de saúde e cuidados pessoais e de educação tiveram variação negativa de 0,13% e 0,02%, respectivamente.

REUTERS

EMPRESAS

BRF estima receita de R$65 bi de 2021 a 2023

A BRF estimou na terça-feira receita líquida de 65 bilhões de reais para o período de 2021 a 2023, com o resultado operacional medido pelo Ebitda crescendo duas vezes em relação ao patamar atual, considerando os 12 meses findos em setembro

A companhia também projetou investimentos de, aproximadamente, 55 bilhões de reais nos próximos dez anos e limite “prudencial” de alavancagem financeira líquida de até 3 vezes, segundo fato relevante. As ações da companhia saltavam mais de 9% às 11h15, enquanto o Ibovespa mostrava ganho de 0,21%. Nos nove meses até setembro a BRF teve faturamento de quase 23 bilhões de reais, impulsionado por demanda doméstica. Até 2030, a BRF espera que a receita anual cresça para 100 bilhões de reais.

REUTERS

BRF promete elevar investimentos e vê forte alta de vendas

Com aportes de R$ 55 bi em dez anos, dona das marcas Sadia e Perdigão quer triplicar de tamanho

Para quem se gaba de rejeitar estripulias, Lorival Luz bem que surpreendeu. Em um lance de ousadia incomum na BRF, o CEO global da empresa anunciou hoje um pacote de investimento de R$ 18 bilhões para os próximos três anos. Se bem sucedido, o que é motivo de dúvidas no mercado, o plano quase dobrará a receita da fabricante de alimentos até 2023. Até 2030, os aportes deverão chegar a R$ 55 bilhões, com o que a dona de Sadia e Perdigão prevê triplicar o faturamento em dez anos, superando R$ 100 bilhões. Os papéis da empresa ainda amargam baixa de 34,3% neste ano. Sem crescimento, a BRF parecia fadada à estagnação, o que já gerava incômodo em acionistas históricos. Com o pacote de investimentos, a empresa busca inverter o jogo. Por ora, o mercado parece ter comprado a tese. Na esteira do plano decenal, as ações da BRF dispararam. No fechamento, subiram 8,7%, o que levou o valor de mercado da empresa a R$ 18,8 bilhões — ainda distante do auge de R$ 63 bilhões de 2015. No próximo ano, os investimentos devem somar R$ 5 bilhões, sendo R$ 1,9 bilhão em aportes usuais — ativos biológicos e arrendamentos — e o restante para crescimento. Não é pouca coisa. Nos últimos doze meses até setembro, foram 2,3 bilhões. Na primeira fase do ciclo de investimentos, até 2023, serão R$ 18 bilhões. De 2024 a 2026, um montante semelhante será aplicado, e o restante deverá ser desembolsado até 2030. A BRF confia que, com as contas arrumadas — o prazo médio de vencimento das dívidas é de nove anos —, o balanço está preparado para o ciclo de crescimento. Durante evento virtual com investidores para anunciar a “Visão 2030”, o Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores, Carlos Moura, afirmou que o crescimento ocorrerá com endividamento controlado. A empresa estipulou o limite prudencial para o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) em 3 vezes. No fim de setembro, esse indicador estava em 2,9 vezes, mas deverá cair com a geração de caixa e a desvalorização do dólar registrada neste trimestre. Ao mesmo tempo em que investe, a BRF quer voltar a distribuir dividendos aos acionistas, algo que não ocorre há cinco anos, no período que vai de 2021 a 2023. No horizonte está a entrada da BRF em mercados desenvolvidos, como EUA e Europa. Entrar na atividade de abate nos EUA seria mais difícil, dada a concentração desse mercado em frangos e suínos, áreas de atuação da dona da Sadia. E a operação de abate também é menos rentável, o que iria de encontro à estratégia de ganhar margem. Nesse cenário, parece claro que a BRF busca a aquisição de negócios de alimentos processados e com marca, num modelo mais parecido com a americana Hormel. A centenária empresa de alimentos produz carne de porco, mas diversificou as operações com itens como pasta de amendoim e produtos nutricionais. A Hormel é uma das “aristocratas” da S&P, grupo de empresas que paga dividendos crescentes há 25 anos.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Bem-estar começa a virar realidade na criação de suínos

As celas de gestação para suínos estão com os dias contados no Brasil

Aos poucos o bem-estar animal avança no Brasil. Depois de redes varejistas anunciarem metas de não comprar mais ovos de galinhas criadas em gaiolas e de produtores divulgarem investimentos no mesmo rumo, é a vez dos porquinhos. As gaiolas de gestação para suínos estão com os dias contados no Brasil. Trata-se de prática cruel, que aloja porcas reprodutoras separadas umas das outras em gaiolas apertadas que praticamente não permitem que elas se movam durante toda a gestação. As empresas no Brasil estão se movimentando nesta agenda internacional com compromissos voluntários em prazos mais velozes do que os propostos pelo Ministério da Agricultura. O fim das celas gestacionais é o primeiro passo da transição das granjas. Há ainda as mutilações em leitões com castração cirúrgica, corte de cauda, dentes e orelhas realizados costumeiramente sem medicação analgésica ou anestésica. “Estamos dando um passo por vez. As celas gestacionais são um dos pontos mais críticos da suinocultura”, explica Patrycia Sato, médica-veterinária dedicada ao tema do bem-estar animal e uma das fundadoras da ONG Alianima, fundada em 2019 para atuar na proteção animal. A organização criou a plataforma Observatório Animal, para monitorar a transição das empresas e fomentar novas políticas, e acaba de lançar o relatório anual Observatório Suíno. O estudo compila resultados do questionário enviado a todas as empresas com compromissos voluntários de bem-estar na suinocultura para saber em que momento estão de suas metas. O estudo indica que as empresas estão em estágios diferentes de evolução de seus compromissos voluntários e embora estejam mais atentas ao tema, há um caminho longo a percorrer até 2029. A primeira edição do relatório buscou monitorar os avanços de dez empresas que hoje têm compromisso público de banir as celas de gestação na indústria da carne – Alegra Foods, Aurora, BFFC, BRF, Burger King, Frimesa, JBS, McDonald’s, Pamplona e Subway. A maioria respondeu às perguntas da Alianima. Entre as participantes, a Pamplona foi a que apresentou maior grau de evolução, com 77% das matrizes suínas já alojadas em baias em grupo durante a gestação. A JBS, segunda maior produtora de carne suína do mundo. também entrou em fase mais avançada, diz o estudo, com índice de 58%. A BRF, outra gigante do setor, têm 35% das suas matrizes suínas em baias coletivas. Segundo o Observatório Suino, a BRF, a JBS, a Aurora, a Pamplona, a Alegra e a Frimesa, que representam cerca de 60% do plantel nacional, assumiram o compromisso de abandonar o uso contínuo de gaiolas de gestação até 2026 – só a Alegra tem prazo até 2029. Todas as empresas produtoras de carne que responderam à pesquisa disseram que pretendem implementar ou já implementaram a castração cirúrgica com anestesia ou imunocastração. A maioria quer banir o corte dos dentes nos leitões. Só o corte de cauda é um procedimento que as empresas não demonstram intenção de cessar.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

BRF anuncia metas de sustentabilidade, nova vice-presidência no segmento

A BRF anunciou na terça-feira (08) que investirá para aumentar a sustentabilidade de seus negócios nos próximos dez anos, com aumento do uso de energia renovável, entre outras iniciativas

A empresa pretende monitorar 100% da cadeia de produção de grãos na Amazônia e outros biomas, reduzir o consumo de água em 13% e estimular o uso de energia limpa entre os integrados nos próximos dez anos, segundo o Vice-Presidente de Qualidade, Pesquisa & Desenvolvimento e Sustentabilidade, Neil Peixoto. “O crescimento da BRF nos próximos dez anos será sustentado pela estratégia de sustentabilidade”, disse Peixoto durante o BRF Day, quando a empresa apresentou as metas e expectativas para a empresa até 2030. “Vamos investir R$ 400 milhões em ações sociais até 2030.” Até 2025, a empresa pretende usar apenas embalagens recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis e elevar a autogeração de energia elétrica por fontes limpas. O Banco do Brasil oferecerá financiamento com prazo de dez anos, um ano de carência e juros de 0,64% ao mês para que os produtores integrados da BRF possam instalar painéis solares. Segundo o Presidente da BRF, Lorival Luz, R$ 200 milhões estarão disponíveis aos produtores integrados como parte do projeto-piloto inicial para instalação dos painéis solares. “É compromisso da BRF fazer algumas fazendas solares. A gente está muito feliz com o projeto, confiantes com a adesão de nossos produtores e parceiros”, disse Luz. “Construiremos fazendas solares para atender nossa própria demanda e viabilizar que tenhamos 100% da demanda de energia do nosso agro atendida por fontes renováveis via autogeração.” Luz disse que, a partir de 2021, as metas de sustentabilidade da companhia farão parte dos programas de remuneração variável da liderança da empresa. As iniciativas de sustentabilidade serão monitoradas pela nova Vice-Presidência de Relações Institucionais, Reputação e Sustentabilidade, que será liderada por Grazielle Parenti, que já ocupava a posição de diretora de Relações Institucionais da BRF desde 2019. A BRF também reafirmou a meta de criação de 100% dos suínos em baias de gestação coletiva até 2026.

CARNETEC 

INTERNACIONAL

França confirma surto severo de gripe aviária em criação de patos

O ministério francês de agricultura disse na terça-feira que a gripe aviária H5N8 foi encontrada em uma criação de patos no sudoeste do país, confirmando o primeiro surto do vírus em uma fazenda na França este ano

O surto foi relatado pela primeira vez na segunda-feira, mas na ocasião ainda não estava claro a cepa do vírus envolvida nos casos. A gripe aviária tem se espalhado rapidamente pela Europa, o que tem colocado a indústria avícola em alerta depois que surtos anteriores levaram ao abate de dezenas de milhões de aves. “O laboratório nacional de referência (ANSES) confirmou hoje a infecção de uma fazenda de 6.000 patos pelo vírus H5N8 no município de Benesse-Maremne (região de Landes), onde foi observada alta mortalidade no dia 5 de dezembro”, disse o ministério em nota. Uma zona de segurança foi demarcada ao redor da fazenda em 7 de dezembro, implicando em monitoramento extra, proibição de movimentação de aves e medidas sanitárias adicionais, disse o ministério, acrescentando que todos os patos da unidade foram sacrificados. A França já detectou o vírus H5N8 em aves vendidas em três lojas. Investigações descobriram que as aves selvagens foram vendidas pela mesma pessoa no norte da França, disse o Ministério da Agricultura na semana passada. Além disso, três cisnes e um ganso selvagem encontrados mortos na semana passada também foram confirmados como portadores do vírus H5N8, disse o ministério. A disseminação do vírus na Europa levou a França a elevar seu alerta de segurança contra a gripe aviária para “alto” no início de novembro, o que exige manter as aves em locais fechados ou a instalação de redes de proteção para evitar o contato delas com aves selvagens que espalham a doença. O ministério enfatizou que a gripe aviária não pode ser transmitida através da ingestão de produtos avícolas. O vírus H5N8 nunca foi detectado em humanos.

REUTERS

Indústria de carne dos EUA pede prioridade na vacinação contra covid-19

Empresas argumentam que essa indústria “faz parte da infraestrutura crítica e necessária para garantir o funcionamento da cadeia de abastecimento e fornecimento de alimentos”

A indústria de carne dos Estados Unidos está pedindo ao governo alta prioridade aos seus trabalhadores na vacinação contra covid-19. O North American Meat Institute, a National Cattle Men’s Beef Association e o National Pork Producers Council informaram em nota que reconhecem e apoiam a recomendação do comitê consultivo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), agência de controle de doenças dos Estados Unidos, de prioridade de profissionais de saúde e outras pessoas de alto risco, mas consideram que, a seguir, a vacinação deve ser realizada em trabalhadores da indústria de carne e seus fornecedores de gado. As empresas argumentam que essa indústria “faz parte da infraestrutura crítica e necessária para garantir o funcionamento da cadeia de abastecimento e fornecimento de alimentos”. A Tyson Foods avisou em abril que “a cadeia de abastecimento de alimentos está se rompendo”, pois várias empresas fecharam instalações por causa dos casos de novo coronavírus. A JBS USA Holdings Inc. teve que mandar para casa 202 trabalhadores em Greeley, no Colorado, nesta segunda-feira, 7, por risco de contágio de covid-19, mas continua a fornecer pagamento integral e benefícios para os afastados.

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