CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1378 DE 08 DE DEZEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1378| 08 de dezembro de 2020

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

CHINA AUMENTA COMPRAS E EXPORTAÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA SOBEM 10% EM NOVEMBRO

Com as compras chinesas voltando a aumentar em relação ao mês anterior, as exportações totais de carne bovina (in natura + processada) cresceram 10% em volume e praticamente empataram nas receitas em novembro, mantendo a previsão de um crescimento em 2020 próximo de 10% em volume e de aproximadamente 15% nas receitas 

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) que compilou os dados divulgados pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Decex). A China aumentou suas compras de 109 mil toneladas em outubro para 123 mil toneladas em novembro. Segundo a ABRAFRIGO, a exportação atingiu o recorde no ano com uma movimentação de 197.852 toneladas e receita de US$ 844,8 milhões. Em 2019, as exportações de novembro foram de 180.214 toneladas e a receita de US$ 841,9 milhões. No acumulado do ano, as exportações atingiram a 1.848.067 toneladas contra 1.701.032 toneladas no mesmo período de 2019, crescimento de 9%. As receitas, por sua vez, alcançaram a US$ 7,7 bilhões até novembro de 2020 contra US$ 6,8 bilhões até novembro de 2019, crescimento de 14%. Com essa movimentação, o mercado chinês importou até agora 57,9% da exportação total brasileira de carne bovina, contra 43,2% em 2019, somando-se as operações realizadas pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong. Em volume, a China movimentou até novembro de 2019 o total de 734.617 toneladas. Até novembro de 2020 essa movimentação subiu para 1.071.273 toneladas. Depois da China o maior comprador do produto foi o Egito, com 122.753 toneladas até novembro (queda de 23,7% em relação a 2019). Na terceira posição veio o Chile com 56.373 toneladas (-21,1%); em quarto lugar ficou a Rússia, com 56.373 toneladas (-14,8%). Em quinto lugar estão os Estados Unidos, que aumentou suas compras para 54.384 toneladas (+ 52,6%). Em seguida vieram a Arábia Saudita com 38.584 (- 1%) e Emirados Árabes (38.137 (-45,3%). No total, 82 países aumentaram suas aquisições enquanto outros 90 reduziram as compras.

VALOR ECONÔMICO/G1/O GLOBO/REUTERS/MONEY TIMES/FORBES/ZERO HORA/XINHUANET/AGROEMDIA/ AGROLINK/FEEDFOOD/jornal do comércio/O ESTADO MS/CARNETEC/PORTAL DBO/GLOBO RURAL/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

NOTÍCIAS

Boi gordo: viés de baixa continua

As indústrias paulistas estiveram avaliando o cenário na manhã da última segunda-feira (7/12)

As indústrias paulistas estiveram avaliando o cenário na manhã da última segunda-feira (7/12) e algumas optaram por estar fora das compras. A tendência é de baixa, contudo, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na comparação diária, em R$270,00/@, preço bruto e à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria. As cotações da vaca e da novilha gordas também ficaram estáveis, em R$255,00/@ e R$266,00/@, preço bruto e à vista, respectivamente. Em São Paulo, os negócios com bovinos com até quatro dentes, para a exportação, estão em torno de R$270,00/@, acompanhando a queda de preços do mercado interno. Na região de Redenção, no Pará, as ofertas de compra foram abertas oferecendo menos pela arroba do boi. O preço caiu R$4,00/@ na comparação com a última sexta-feira (4/12), e se estabeleceu em R$263,00/@, bruto e à vista. A cotação da vaca e da novilha gordas caiu R$3,00/@, e estão apregoadas em R$260,00/@, para ambas, preço bruto e à vista. No Acre, os preços da vaca e das novilhas gordas caiu R$5,00/@ na comparação diária, e ficaram cotadas em R$233,00/@, bruto e à vista, R$232,50/@ livre de Senar e R$229,50/@ livre de Senar e Funrural.

SCOT CONSULTORIA

Escalada do boi gordo encontra seu limite e preço começa a cair

Queda sazonal da demanda chinesa e incertezas domésticas motivam a redução

A escalada do boi gordo encontrou um limite. Depois de atingir o maior nível da história em 11 de novembro, o preço do gado começou a ceder. Em meio à queda sazonal da demanda chinesa e aos sinais de preocupação com o consumo no mercado doméstico – o que afeta a demanda de varejistas e restaurantes -, o movimento de queda das cotações do boi gordo se intensificou. Em dezembro, o preço do boi gordo no Estado de São Paulo já caiu 4,76%, para R$ 270,25 por arroba. Desde o pico histórico, em meados de novembro, a cotação recuou 7,4%, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Entre executivos de frigoríficos, a avaliação é que a trajetória de queda deve continuar – o pior da entressafra de pasto já passou. “Veremos um boi de R$ 250 mais ou menos em dezembro. Posso errar por uma semana ou dez dias, mas não tem como não caminhar para isso”, afirmou ao Valor um dirigente de uma das principais indústrias de carne bovina do país. Se chegar no nível projetado – e desejado – por esse executivo, o preço do boi gordo cairá 14,4% desde o recorde de 11 de novembro. Ainda assim, o preço estará bem mais alto na comparação anual. No último mês de 2019, o indicador Cepea/Esalq ficou, em média, a R$ 211. Em doze meses, portanto, a alta seria de 15% mesmo com a retração prevista pelo executivo. Tradicionalmente, os pedidos da China arrefecem no último mês do ano porque os importadores já formaram os estoques para o Ano Novo Lunar, em 12 de fevereiro. Em recente relatório, a publicação especializada Faxcarne informou que há 10 mil contêineres de carne parados no porto de Tianjin. Importadores vêm retirando cargas lentamente, e só quando necessitam. “Estão implementando o sistema de desinfecção peça por peça e rastreabilidade dos produtores que estão livres de covid-19 em todos os portos”, disse um trader à publicação. Além disso, a intensa depreciação do dólar das últimas semanas prejudica a receita em real dos frigoríficos exportadores. Nesse quadro, só com boi mais barato para fechar as contas no setor. No Brasil, a demanda não está aquecida, o que reforça a pressão que a indústria frigorífica vem fazendo para reduzir os preços do gado e, assim, recompor as margens.

VALOR ECONÔMICO 

Abate de bovinos em Mato Grosso é o pior dos últimos 10 anos para o mês novembro

Agrifatto afirma que no acumulado do ano, os abates totais de gado no Estado também recuaram ante 2019

Foram abatidas 393,39 mil bovinos no Estado de Mato Grosso, neste mês de novembro, queda de 20% na comparação com o volume registrado em novembro de 2019 (491 mil cabeças), e recuo de 16% sobre o resultado de outubro desde ano, segundo informa o economista Yago Travagini, consultor pela Agrifatto, com base em dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea). Trata-se do menor volume para um mês de novembro desde 2010, quando foram levadas 338 mil cabeças ao gancho dos frigoríficos do Mato Grosso. O total de bovinos abatidos no estado mato-grossense no acumulado de janeiro a novembro de 2020 chegou a 4,85 milhões de cabeças, 8% abaixado do volume alcançado no mesmo período de 2019. Diferentemente do que vinha ocorrendo nos últimos meses, diz Travagini, dessa vez quem conduziu a diminuição dos abates no último mês foram os machos. Foram 279,92 mil bovinos machos encaminhados a linha de matança em novembro/20, 20% a menos do que no mês de outubro/20. “Tal movimento é justificado principalmente pela diminuição da atividade confinadora a partir de novembro”, relata o consultor.

Agrifatto

Preço da arroba inicia a semana em queda, negociada a R$ 265 em São Paulo

A necessidade de venda entre os confinadores é um dos fatores que segue pressionando os valores da arroba

A semana iniciou com preços mais baixos para o boi gordo nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos se encontram com uma escala de abates bastante confortável, pressionando os preços do boi gordo para os pecuaristas. Segundo ele, acentua a pressão sobre os preços do boi a necessidade de venda entre os confinadores, uma vez que o clima chuvoso dificulta sobremaneira a retenção das boiadas, ao mesmo tempo em que um elevado custo de nutrição animal neste final de ano só faz crescer a necessidade de caixa dos criadores. “Além disso, os preços no atacado vêm apresentando recuo nos últimos dias, em um movimento bastante atípico em um período tradicionalmente marcado por grande consumo. Por fim, o dado de exportação da primeira semana de dezembro trouxe um resultado pavoroso, com um volume de embarques bastante abaixo das expectativas. Este é mais um sintoma preocupante, que sem dúvida interfere no comportamento dos frigoríficos na elaboração das estratégias de compra de boiadas”, assinala. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 265 – R$ 266 a arroba, ante R$ 269 na sexta-feira, 4. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 263 a arroba, contra R$ 267. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores chegaram a R$ 255 a arroba, ante R$ 257. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 255 a arroba, contra R$ 260. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 254 a arroba, contra R$ 256. No mercado atacadista, a queda nos preços registrada nesta segunda evidencia que os frigoríficos conseguiram realmente uma posição confortável em suas escalas de abate, sem dificuldades para atender a demanda no final do ano, auge do consumo doméstico de carne bovina. “Além disso, esse movimento também indica a saturação do consumidor médio, incapaz de absorver tantos reajustes do mesmo produto, que neste caso simplesmente migra para proteínas animais mais acessíveis, notadamente a carne de frango”, diz Iglesias. Com isso, o corte traseiro caiu de R$ 19,85 o quilo para R$ 19,20 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15 o quilo, contra R$ 15,80 o quilo, e a ponta de agulha recuou de R$ 15,40 o quilo para R$ 15,35 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Pesquisa inédita aponta que metade dos brasileiros reduziu o consumo de carne

Estudo também mostra que, nos últimos 12 meses, 47% dos consumidores das classes A, B e C comeram carne bovina no máximo uma vez por semana

Uma pesquisa inédita mostra que o mercado plant-based passou de tendência à realidade no Brasil. Uma revolução que começa no prato, fortalece o agro e faz despontar uma indústria que mescla tecnologia, sustentabilidade e crescimento exponencial. O levantamento, que ouviu 2 mil pessoas em todas as regiões e foi coordenado pelo The Good Food Institute Brasil (GFI) junto ao Ibope, aponta que metade dos brasileiros reduziu o consumo de carnes nos últimos 12 meses. Quase a maioria comeu carne bovina (47%) e de frango (43%) no máximo uma vez por semana. O número é ainda maior para suínos (83%) e peixes (92%). Dos que diminuíram, metade passou a consumir menos carne em cada refeição em vez de tirá-la do dia a dia. O estudo também constatou redução no consumo de derivados de proteína animal. Entre os entrevistados, 42% disseram que consomem leite no máximo uma vez por semana. O número é menor no caso de ovos (41%) e laticínios (36%). “Laticínios, ovos e leite são considerados produtos baratos. Além disso, o leite é visto como fonte de cálcio, enquanto ovos são uma fonte acessível de proteína. Esse resultado pode indicar que as alternativas vegetais ainda não conseguiram entregar as mesmas características sensoriais do produto animal ou não chegaram em uma faixa de preço acessível”, analisa Raquel Casselli, Gerente de Engajamento Corporativo do GFI Brasil. Outra conclusão da pesquisa, que ouviu pessoas com renda acima de R$ 4.180 e foi bancada por 11 empresas de alimentos, é que a mudança passa pela oferta de produtos similares aos de origem animal. E a indústria tem feito isso no Brasil: 59% afirmaram ter comido alternativas vegetais ao menos uma vez por semana. “A pesquisa confirma que o conceito de alternativas vegetais no Brasil tem crescido muito rapidamente e está, cada vez mais, conquistando consumidores que ainda consomem produtos de origem animal. Esse público, chamado de flexitariano, cresceu quase 40 milhões nos últimos dois anos”. Ela também destaca o impacto disso na rotina dos brasileiros, já que a alimentação é um aspecto cultural e de tradições familiares. “A carne está muito intrínseca nisso. No Brasil, tem a feijoada, o churrasco, o peru no Natal, o bacalhau na Páscoa. Por isso, é importante que a indústria desenvolva produtos que entreguem a mesma experiência sensorial”, afirma.

GLOBO RURAL 

ECONOMIA

Dólar à vista fecha estável em meio a temores fiscais

O dólar fechou estável contra o real na segunda-feira, conforme uma onda de compras perto do fim da sessão tirou a moeda da rota de mínimas em quase seis meses, com o mercado adotando postura mais defensiva em meio a receios de ordem fiscal

A puxada do mercado no fim da tarde foi motivada por leituras de que o texto da PEC Emergencial, cujo relator é o senador Márcio Bittar (MDB-AC), permitiria que a despesa financiada com receita desvinculada fique fora do teto de gastos por um ano, conforme informado pela Broadcast, citando fontes. “É contabilidade criativa”, resumiu um profissional do mercado. Logo após a divulgação da notícia e em meio à piora dos mercados –os juros futuros dispararam e o Ibovespa passou a cair–, o Ministério da Economia divulgou nota na qual se diz “contra qualquer proposta que trate da flexibilização do teto de gastos, mesmo que temporária”. Além disso, à Reuters, o senador Márcio Bittar negou que seu relatório previsse que despesa financiada com receita desvinculada fique fora do teto de gastos por um ano. Apesar do recente otimismo com vacinas contra a Covid-19 e a recuperação global, analistas têm destacado que o ponto frágil do mercado brasileiro segue no campo fiscal. O Société Générale, por exemplo, ainda aposta que o dólar baterá 6 reais, com pressão cambial advinda de expectativa de deterioração nos cenários fiscal e de dívida, além de projetada desaceleração no crescimento econômico brasileiro e de cenário de juros baixos. O Société calcula que o dólar fechará o primeiro trimestre de 2021 em 5,7 reais. Ao fim dos trimestres seguintes, a moeda ficará em 5,6 reais, 5,7 reais e 5,8 reais, respectivamente.

REUTERS

Ibovespa fecha em leve queda de 0,14%

O Ibovespa fechou com queda discreta na segunda-feira, reflexo de realização de lucros, após cinco semanas seguidas de valorização

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,14%, a 113.589,77 pontos. O volume financeiro somou 30 bilhões de reais. A queda teve como pano de fundo a fraqueza dos norte-americanos S&P 500 e Dow Jones, bem como o recuo dos preços do petróleo, e vem após o Ibovespa acumular elevação de 21% na maior série de ganhos semanais no ano. Novos ruídos envolvendo o cenário fiscal brasileiro também foram citados por operadores como argumento para as vendas na bolsa brasileira, após sinais considerados mais positivos em relação às contas públicas na semana passada. Antes do fechamento, porém, o Ministério da Economia publicou nota reiterando ser contra qualquer proposta que trate da flexibilização do teto de gastos, mesmo que temporária, o que ajudou a tirar o Ibovespa das mínimas. Na visão de operador e líder de renda variável da BlueTrade, Patrick Johnston de Oliveira, expectativas atreladas a vacinas contra a Covid-19 e a uma recuperação mais rápida das economias têm apoiado bolsas no mundo. No Brasil, acrescentou, apesar de o Ibovespa estar cada dia mais perto da máxima histórica registrada em janeiro, ainda está bastante distante do recorde em dólar, ponderando que eventos atrelados ao Brexit e às relações EUA/China podem ter reflexos na bolsa brasileira.

REUTERS 

Mercado passa a ver inflação neste ano acima do centro da meta

O mercado passou a ver a inflação para este ano acima do centro da meta do governo, ao mesmo tempo em que voltou a melhorar o cenário para a economia tanto em 2020 quanto em 2021, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

O levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA subiu agora a 4,21% este ano, de 3,54% na semana anterior. Para 2021, entretanto, a conta caiu a 3,34%, de 3,47%.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A revisão veio na esteira de forte aumento na alta esperada para os preços administrados este ano, calculada agora em 2,33%, ante 0,81% na pesquisa anterior. Para 2021 a expectativa de inflação dos preços administrados caiu a 4,27%, de 4,80%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de contração em 2020 foi melhorada a 4,40%, de uma queda de 4,50% esperada antes, na quinta semana de melhora. Para 2021 os especialistas consultados preveem crescimento de 3,50%, contra 3,45% na semana anterior. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve ser mantida na mínima histórica de 2% na reunião de política monetária desta semana do BC, a última do ano. Para 2021 permanece a expectativa de juros básicos a 3%. O Top 5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a Selic a 2,0% neste ano, mas aumentou a perspectiva para o fim de 2021 a 3,13% na mediana das projeções, de 2,50%.

REUTERS 

Fitch vê menor retração do PIB brasileiro em 2020, mas reduz expectativa de crescimento para 2021

A agência de classificação de risco Fitch Ratings melhorou sua previsão para o desempenho da economia do Brasil neste ano, mas reduziu a expectativa para 2021, citando “vários riscos de baixa” para o próximo ano, incluindo efeitos da retirada do auxílio emergencial e o desemprego persistentemente alto

A Fitch passou a ver contração de 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ante queda de 5,0% esperada em meados de novembro e recuo de 5,8% projetado em setembro. Para 2021, a previsão é que o PIB cresça 3,1%, frente a uma taxa de 3,2% projetada antes, conforme relatório com data de segunda-feira. “O ressurgimento do coronavírus, o endurecimento das medidas de distanciamento social e/ou manobras de política que minem a confiança do mercado na trajetória fiscal futura são riscos adicionais de queda (à taxa de crescimento do PIB)”, disse a Fitch em nota. De toda forma, a expansão da economia em 2021 será amparada pela combinação entre retomada da atividade mundial, “forte” crescimento da China (principal parceiro comercial do Brasil) e uma taxa de câmbio “competitiva”. “Uma política monetária acomodatícia e possível redução na poupança das famílias ante níveis recentemente elevados continuarão a facilitar uma recuperação econômica gradual, além do efeito da base favorável decorrente da flexibilização de medidas de distanciamento social”, afirmou a agência. A Fitch elevou a projeção de inflação a 4,2% para este ano, num contexto de maiores pressões sobre alimentos, energia e repasse da desvalorização cambial. Para 2021, a expectativa é que o IPCA desacelere para 3,5%. A Selic será elevada dos atuais 2% para 3% ao fim de 2021, segundo a Fitch, que estima dólar a 5,20 reais no término do ano que vem, frente a uma taxa esperada de 5,40 reais para a conclusão de 2020. Para 2022, a Fitch calcula crescimento de 2,5% do PIB, inflação ao consumidor de 3,5%, taxa Selic em 4,50% ao final do ano e dólar a 4,90 reais.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

Promessa do Brasil sobre Amazônia é necessária para acordo UE-Mercosul, diz embaixador europeu

Até que o Brasil assuma o compromisso político de conter o desmatamento na Amazônia, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul não caminhará para uma ratificação na Europa, disse o embaixador do bloco em Brasília

Ignacio Ybáñez disse em uma entrevista concedida na noite de sexta-feira que há conversas em andamento para acrescentar este compromisso ao tratado concluído no ano passado e que o governo do Brasil está ciente da necessidade dele para salvar duas décadas de negociações. O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu uma alta de 12 anos em 2020, de acordo com dados oficiais do governo, e a destruição se acelerou desde que o Presidente Jair Bolsonaro tomou posse e enfraqueceu o cumprimento das leis ambientais. Isto fortaleceu a oposição ao acordo UE-Mercosul na Europa a ponto de a comissão executiva da UE estar adiando a apresentação do pacto ao conselho de chefes de governo dos 28 países-membros antes de ele poder ser submetido ao Parlamento Europeu. “Neste momento, não há condições de fazer isso, mas estamos trabalhando para obter compromissos claros do Brasil que restaurarão a confiança”, disse Ybáñez à Reuters. A embaixada da UE iniciará uma conferência em Brasília na terça-feira para impulsionar o tratado e explicar seu capítulo sobre desenvolvimento sustentável, que trata do desmatamento da Amazônia e da aderência ao Acordo de Paris contra a mudança climática. Ybáñez disse que o Brasil deu passos positivos, como a criação do Conselho da Amazônia sob o comando do Vice-Presidente, Hamilton Mourão, que coordenará as ações ambientais governamentais na Amazônia. O país também prometeu estabelecer um método de rastreamento de corte ilegal de madeira da floresta tropical substituindo um certificado de origem que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aboliu em março, disse Ybáñez. Sem ele, os importadores de madeira da UE não conseguem provar de onde a madeira veio, explicou ele. Mourão convidou embaixadores de nações europeias e outras para irem à Amazônia no mês passado para lhes mostrar o que o Brasil está fazendo na frente ambiental. “Mourão reconheceu que o Brasil tem um problema e que precisa encontrar uma solução para lidar com o desmatamento, o corte ilegal de madeira e a mineração ilegal na Amazônia”, disse o embaixador. Os diplomatas não estiveram em áreas mais impactadas pelo desmatamento e gostariam de ter tido mais contato com a sociedade civil, em particular as comunidades indígenas, disse.

REUTERS

JBS responde a relatório de ONG internacional

A JBS publicou nota em seu site no último dia 3 de dezembro em resposta a um relatório da ONG Global Witness a respeito de compra de gado de áreas desmatadas na Amazônia. A resposta da JBS na íntegra segue abaixo:

“Em relação ao relatório publicado pela Global Witness, a JBS esclarece que, após uma revisão minuciosa sobre cada um dos 327 casos apontados pela ONG, a companhia concluiu que houve falhas críticas na metodologia de análise da Global Witness. Conforme pode ser observado no detalhamento a seguir, em todos os casos citados, a JBS seguiu estritamente aquilo que está pactuado com o Ministério Público Federal (MPF) no Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado. Esse pacto, que tem a JBS como um de seus codesenvolvedores, formalizou em grande parte as práticas que já vinham sendo aplicadas em anos anteriores pelo setor, com anuência do MPF. Assim, na revisão realizada, a JBS constatou que: • 40% dos casos apontados pela ONG estavam, no momento da compra do gado por parte da JBS, com seus processos de regularização ambiental estabelecidos e firmados junto à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas-PA), fato que é reconhecido pela própria Global Witness. É importante salientar que o Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado estabelece que propriedades que estejam em processo de regularização ambiental estão aptas para a negociação de animais. Assim, as compras realizadas pela JBS destas propriedades estavam estritamente de acordo com o estabelecido no protocolo. • 22% dos casos foram analisados de maneira incorreta pela Global Witness com relação à sobreposição de polígonos de desmatamento do sistema Prodes. Gerenciado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o sistema Prodes realiza o monitoramento por satélites do desmatamento na Amazônia Legal desde 1988. De acordo com o Inpe, “a área mínima mapeada pelo Prodes é de 6,25 hectares”. É por isso que o protocolo do MPF considera inaptas para a comercialização as propriedades que possuem sobreposição superiores a 6,25 hectares para análise de desmatamento. A Global Witness equivocadamente considerou áreas de sobreposições inferiores ao estabelecido. É a partir do cruzamento dos polígonos de desmatamento do Prodes com o mapa das propriedades que a JBS verifica se as fazendas possuem ou não áreas de desmatamento e, portanto, se estão ou não aprovadas para comercialização de gado. • 27% dos casos são de propriedades que, no ato da compra de gado por parte da JBS, estavam regulares no que diz respeito aos compromissos firmados. Porém, nesses casos, a Global Witness baseou suas análises em mapas de datas diferentes às da nossa compra. Desse modo, o resultado da verificação pode não refletir a situação ambiental da propriedade no dia em que o gado foi adquirido. A JBS, cumprindo o protocolo do MPF, faz a verificação no ato da compra. • Em 6% dos casos, a JBS não executou as compras analisadas pela Global Witness, cujo levantamento foi feito a partir das Guias de Trânsito Animal (GTAs) emitidas. Quando o produtor vai transportar gado para a JBS ou outra empresa do setor, ele deve emitir uma GTA. No entanto, por inúmeras razões, o comprador ou vendedor pode cancelar a compra posteriormente. Nesse caso, o produtor deveria cancelar também a GTA, mas muitas vezes não o faz. A JBS, a exemplo das demais empresas do setor, não tem o poder de cancelar as GTAs – só o produtor pode fazê-lo. No entanto, a Global Witness baseou suas análises unicamente nas GTAs emitidas. • Os 5% de casos restantes referem-se a outras situações em que a Global Witness levou em consideração metodologias e critérios de análise diferentes daqueles previstos no Protocolo de Monitoramento de Fornecedores do MPF. Em alguns desses casos, por exemplo, a ONG se baseou em desmatamento mapeado pelo Prodes 2008. Porém, pelo protocolo do MPF, devem ser considerados desmatamentos que constam da base Prodes 2009. Fica claro, portanto, que a JBS apresentou análise técnica detalhada e justificativas para 100% dos casos apresentados pela Global Witness e que todas as compras mencionadas foram consideradas em conformidade com o Protocolo de Monitoramento de Fornecedores do MPF.

CARNETEC

INTERNACIONAL

A granja de 2 milhões de porcos

A Muyuan Foods uma das maiores produtoras de suínos da China, está tentando criar mais animais em um único local do que qualquer outra empresa do mundo

Segundo a agência Reuters, a “megagranja”, que começou a ser construída em março e deu início às operações do primeiro de seus 21 prédios em setembro, resume o ritmo acelerado em que as pequenas propriedades tradicionais estão sendo substituídas por gigantescas instalações depois da crise provocada pela peste suína africana. Próxima de Nanyang, na Província de Henan, o colosso, dez vezes maior que uma granja americana típica, abrigará 84 mil matrizes e tem como objetivo produzir cerca de 2,1 milhões de suínos por ano para colaborar para a redução das importações chinesas.

VALOR ECONÔMICO

China importa 775 mil toneladas de carne em novembro

A China importou 775.000 toneladas de carne em novembro, dados alfandegários mostraram na segunda-feira (7), um pouco acima do mês anterior, pois os compradores estocaram para os meses de inverno, o pico da demanda chinesa

As importações aumentaram 1,8% em relação às 761.000 toneladas de outubro, mas bem abaixo do recorde de quase 1 milhão de toneladas em julho, mostraram dados da Administração Geral das Alfândegas. As importações de carne aumentaram este ano em meio a uma escassez de carne suína na China, após uma grande redução no rebanho de suínos do país, depois que ele foi devastado pela doença mortal do porco, a peste suína africana.

As importações nos primeiros 11 meses atingiram 8,95 milhões de toneladas, apontam também os dados, um aumento de 63% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os embarques diminuíram nos últimos meses, no entanto, à medida que o país reconstrói rapidamente seus rebanhos de suínos e como medidas para inspecionar cargas de alimentos congelados para a presença do novo coronavírus, dificultam a liberação de mercadorias na alfândega.

Reuters

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