
Ano 6 | nº 1377| 07 de dezembro de 2020
NOTÍCIAS
Pressão de baixa no mercado do boi gordo
Os compradores abriram a última sexta-feira (4/12) ofertando menos pela arroba do boi gordo, afastando os vendedores
O cenário é reflexo do alongamento das escalas de abate que, em São Paulo, está, em média, em cinco dias, permitindo a oferta de preços menores. Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças pecuárias paulistas, o boi gordo ficou cotado em R$270,00/@, preço bruto e à vista (4/12). Em relação à vaca gorda, os preços ficaram estáveis, cotada em R$255,00/@, preço bruto e à vista. Já a cotação da novilha gorda para abate caiu 0,7% ou R$2,00/@ na comparação diária, e ficou em R$266,00/@, nas mesmas condições.
SCOT CONSULTORIA
Sem reação nos preços, boi gordo é negociado abaixo de R$ 270 em São Paulo
Nesse momento, não há elementos que justifiquem uma retomada do movimento de alta do boi gordo, diz Consultoria Safras
O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos nas principais praças de produção e comercialização do país na sexta-feira, 4. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, com os frigoríficos voltaram a exercer pressão sobre os pecuaristas. Muitos frigoríficos se ausentaram da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curto prazo. A expectativa é que a retomada das negociações aconteça em patamares ainda mais baixos nesta semana. “O fato é que neste momento carecem elementos que justifiquem uma retomada do movimento de alta do boi gordo no mercado físico. Os preços da carne bovina estão atipicamente enfraquecidos para este período do ano, consequência da incapacidade do consumidor médio em seguir absorvendo reajustes de um determinado produto, migrando para proteínas mais acessíveis. A oferta permanece restrita e é o fator de limitação mais importante neste momento, impedindo uma maior agressividade de queda”, assinala Iglesias. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 269 a arroba, ante R$ 273 a quinta-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 267 arroba, contra R$ 270 – R$ 271 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 257 a arroba, ante R$ 259. Em Goiânia, Goiás, o valor indicado foi de R$ 260 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 256 a arroba, contra R$ 258. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguiram acomodados. Conforme Iglesias, novos relatos vindos da China geram apreensão no mercado, com autoridades locais indicando para a presença do coronavírus em um lote de carne suína brasileira. “Porém, não foi mencionado em que etapa do trajeto houve contaminação. Além disso, não há comprovação que o coronavírus possa ser transmitido via proteína animal congelada ou mesmo através de embalagens”, disse ele. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 19,85 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,80 o quilo, estável e a ponta de agulha permaneceu em R$ 15,40 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Carne bovina: queda nos preços no atacado com osso
Em São Paulo, os negócios no mercado atacadista de carne bovina com osso esfriaram e os preços caíram na última semana
Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação do traseiro 1×1 de bovinos castrados recuou 2,5% na comparação semanal e ficou em R$19,20/kg. Já a carcaça casada de animais inteiro e castrado caíram 2,1% e 2,6%, respectivamente, e ficaram cotadas em R$16,63/kg e R$17,02/kg, nesta ordem.
SCOT CONSULTORIA
SP e GO registram aumento dos custos de produção de bovinos confinados
Na 42ª edição do Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC), os custos da diária-boi(CDB) no mês de novembro aumentaram para os confinamentos representativos do Estado São Paulo grande (CSPg), médio (CSPm) e de Goiás (CGO)
Os preços dos principais insumos alimentares utilizados nas rações dos animais em confinamento seguem apresentando aumento, por mais um mês consecutivo. Os itens de alimentação como milho e sorgo apresentaram acréscimos de 9% e 18%, respectivamente, no estado de SP, enquanto em Goiás esses aumentos foram de 11% e 5%, naquela mesma ordem. Como consequência, os custos de alimentação nas propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO aumentaram em 12,5%, 11% e 15%, respectivamente. Ao fazer uma análise, pode-se observar, pelo quinto mês consecutivo, aumento do ICBC. Nos últimos doze meses o aumento foi de 40%, 39,5% e 41%, respectivamente, para as propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO. O preço pago pelo animal de reposição (boi magro de 360 quilos), nos últimos doze meses, aumentou 57% em São Paulo e 36% em Goiás. Isso implica diretamente em maior demanda de capital para aquisição e, portanto, maiores custos de oportunidade e custo total de produção. O Custo Total (CT) obtido no mês de novembro, quando comparado com o mês anterior, apresentou aumento de 11% nos confinamentos de CSPm, CSPg; e de 13% no confinamento CGO.
Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP
ECONOMIA
Dólar fecha na mínima em quatro meses e emenda 3ª semana de queda
O dólar fechou em queda e renovou uma mínima em mais de quatro meses na sexta-feira, engatando a terceira semana consecutiva de perdas. No ano, o dólar ainda sobe 27,72%
O fluxo internacional ganhou tração no fim da tarde da sexta, colaborando para colocar de novo o dólar em baixa e fazer o Ibovespa se aproximar dos 114 mil pontos. No fechamento, o dólar à vista caiu 0,28%, a 5,1251 reais na venda, menor patamar desde 22 de julho (5,1143 reais). Na semana, a cotação cedeu 3,77%, maior queda para o período desde a semana finda em 6 de novembro (-6,07%), nos dias seguintes à eleição norte-americana. Em dezembro, a moeda perde 4,14%. No ano, o dólar ainda sobe 27,72%. O movimento no câmbio doméstico coincidiu com novo fôlego no Ibovespa, que em novembro atraiu volume recorde de compras por parte de estrangeiros. Dados de emprego nos Estados Unidos para novembro vieram mais fracos que o esperado, e os analistas leram os números como um fator a aumentar pressão para que o Congresso norte-americano aprove mais ajuda fiscal. O real se valorizou 4,32% nos primeiros quatro dias de dezembro, depois de ter registrado o melhor mês de novembro em pelo menos 18 anos, a reboque da esperança de que uma vacina contra a Covid-19 será lançada em breve. Alguma crença de que o governo não fará aventuras fiscais em 2021, contudo, ainda ajuda o cenário para o real no começo do ano que vem. Em revisão de cenário, o Bradesco não apenas prevê manutenção do teto de gastos como enxerga crescimento econômico mais forte (de 3,9%, ante 3,5% da estimativa anterior), o que pode ajudar a melhorar a dinâmica de fluxos de capital ao Brasil. Nesse contexto, o banco projeta dólar de 5,00 reais ao fim de 2021 e Selic de 4%, o dobro do patamar atual. A trégua na preocupação fiscal, contudo, se encerra no segundo semestre, conforme pesquisa da Reuters, o que vai pressionar o real na segunda metade do ano que vem. O JPMorgan projeta que o dólar subirá gradativamente para 5,30 reais ao fim do segundo trimestre de 2021 e para 5,35 reais e 5,40 reais nos trimestres posteriores, taxas mais altas que a prevista para o término de março (5,15 reais). Nesta semana, os mercados vão monitorar no Brasil a decisão de política monetária (na quarta-feira) e o IPCA de novembro (com divulgação na terça).
REUTERS
Ibovespa atinge maior série de ganhos semanais no ano e mira 114 mil pontos
No ano, o declínio agora alcança apenas 1,64%.
O Ibovespa fechou em alta de 1,3% na sexta-feira, a 113.750,22 pontos, completando a quinta semana consecutiva de valorização e quase zerando a perda no ano, em meio ao entusiasmo com notícias do processo de vacinação contra a Covid-19. O volume negociado no pregão na sexta-feira somou 31,6 bilhões de reais. Nos pregões em Nova York, a semana foi de recordes, mesmo com dados econômicos fracos e recorde de casos de Covid-19, que ficaram em segundo plano diante da expectativa de um desenlace positivo nas negociações sobre mais estímulos fiscais. Um plano bipartidário de ajuda ao coronavírus de 908 bilhões de dólares ganhou impulso no Congresso nesta semana, após um impasse de meses entre republicanos e democratas sobre o tamanho do pacote potencial. Nesse contexto, a bolsa brasileira continuou registrando entrada líquida de capital externo, que nos primeiros pregões de dezembro alcançou 1,45 bilhão de reais. O saldo negativo no ano, porém, continua negativo, em 50,1 bilhões de reais. Uma rotação nos portfólios para ações de valor e cíclicas, com maior peso no Ibovespa, como bancos e papéis de commodities como Vale e Petrobras, em detrimento de ações de crescimento, também é apontada como componente dos ganhos recentes. Apenas no mês passado, o Ibovespa subiu 15,9%, no melhor resultado para novembro desde 1999. Para o Diretor de Operações da Mirae Asset, Pablo Spyer, além da entrada de estrangeiros na bolsa, a emissão bem-sucedida do Tesouro Nacional nesta semana mostra que investidores no exterior estão atentos ao país. O governo brasileiro levantou 2,5 bilhões de dólares com a reabertura de títulos de 5 anos (Global 2025), 10 anos (Global 2030) e 30 anos (Global 2050), com redução do prêmio nas três tranches. Nesta sexta-feira, o Ibovespa fechou com acréscimo de 1,3%, a 113.750,22 pontos, maior patamar de fechamento desde 20 de fevereiro, com alta de 2,87% na semana e de 4,46% no mês. Foi a quinta semana consecutiva de alta, com o acréscimo no período chegando a 21,07%, na maior série de ganhos semanais completa do Ibovespa em 2020. Apesar de ainda precisar de um fôlego para voltar a encostar em 120 mil pontos, como em janeiro, os quase 60 mil pontos registrados no pior momento em março já parecem distantes.
REUTERS
Poupança tem menor entrada líquida do ano em novembro, de R$1,48 bi
A tradicional caderneta de poupança registrou captação líquida de 1,480 bilhão de reais em novembro, nono resultado consecutivo no azul, mas o mais fraco da sequência, informou o Banco Central na sexta-feira
O ingresso foi inferior à entrada líquida de 2,426 bilhões de reais registrada no mesmo mês do ano passado. Desta vez, houve saque líquido de 442,943 milhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o que não acontecia desde fevereiro. Na poupança rural, houve entrada de 1,923 bilhão de reais em novembro. Em 2020 até aqui, o resultado da poupança só foi negativo em janeiro (-12,356 bilhões de reais) e fevereiro (-3,572 bilhões de reais). De março a outubro, os depósitos superaram os saques em todos os meses, com sucessivos resultados recordes para os períodos. Isso ocorreu num ano marcado, de um lado, pela forte transferência de renda promovida pelo governo com o auxílio emergencial e, de outro, pelo quadro de juros básicos em patamares muito baixos. Atualmente, a Selic está em 2% ao ano, sua mínima histórica. Essa realidade tornou a poupança –isenta de Imposto de Renda– uma modalidade mais competitiva de investimento ante tradicionais alternativas da renda fixa referenciadas na Selic, mas que, por serem tributadas, acabam entregando um rendimento similar ou mesmo inferior ao da poupança, considerando também a cobrança de taxas de administração. Com o auxílio emergencial, maior iniciativa para enfrentamento à crise do coronavírus, o governo gastará 321,8 bilhões de reais neste ano, montante que abarca o pagamento de 600 reais aos beneficiários de abril a agosto, e de 300 reais de setembro a dezembro. Em meio à queda do auxílio pela metade, os ingressos líquidos na poupança já tinham desacelerado fortemente em outubro (+7,017 bilhões de reais) frente a setembro (+13,229 bilhões de reais), embora ambos os resultados tenham sido os melhores para os meses da série do Banco Central. No mês mais forte até aqui, a poupança chegou em maio a ter entrada líquida de 37,201 bilhões de reais. No acumulado do ano, a captação líquida chegou a 145,708 bilhões de reais, recorde absoluto para o período na série histórica do BC iniciada em 1995. De janeiro a novembro do ano passado, a poupança sofreu resgate de 3,884 bilhões de reais.
REUTERS
EMPRESAS
Marfrig cria Diretoria de Inovação & Novos Negócios
A Marfrig informou na sexta-feira (04) que criou a Diretoria de Inovação & Novos Negócios, com o objetivo de trazer à companhia inovações nas áreas de tecnologia e modelos de negócios, além de fomentar novos negócios para contribuir com o crescimento da empresa
O Diretor de Inovação & Novos Negócios Rafael Braz irá liderar a nova diretoria, respondendo diretamente ao Presidente da companhia, Miguel Gularte. A Marfrig anunciou também a contratação de Eduardo Puzziello para assumir a Diretoria de Relações com Investidores. Anteriormente, Puzziello atuou por mais de oito anos na área de RI da Minerva, além de dez anos no setor financeiro. Puzziello irá responder diretamente ao Diretor Financeiro Tang David.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
China diz que encontrou traços de covid-19 em amostra de carne suína importada do Brasil
Amostra foi coletada em uma barraca no meio de um mercado em Yuhuan
Autoridades da cidade de Yuhuan, na Província de Zhejiang, leste da China, informaram que uma amostra de carne suína importada do Brasil testou positivo para o novo coronavírus. A notícia foi divulgada pela agência estatal Xinhua. Segundo a Xinhua, a amostra foi tirada de um lote de carne suína congelada que entrou na China pelo porto de Yangshan, em Xangai, em 28 de setembro, e o problema foi identificado com a ajuda de um sistema de rastreamento voltado a alimentos de cadeia fria baseado em blockchain. Na noite de quarta-feira, foram conhecidos os resultados positivos para a presença da covid-19 nos testes com a amostra, coletada de uma barraca de carne de porco em um mercado em Yuhuan, conforme o centro municipal de controle e prevenção de doenças de Yuhuan. As autoridades locais selaram a carne, desinfetaram o mercado e arredores e colocaram em quarentena 55 pessoas que entraram em contato direto com o produto. Os resultados dos testes de ácido nucleico de todos as pessoas que tiveram contato com o produto foram negativos. Trinta amostras de alimentos e ambiente retiradas do mercado também testaram negativo. Procurada, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a indústria de aves e suínos do país, informou que não recebeu oficialmente informações sobre a ocorrência informada pelas autoridades de Yuhuan. A entidade reforçou, contudo, que, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outros órgãos de saúde no Brasil e no exterior, não há evidências científicas sobre a transmissão da covid-19 por meio de alimentos. A ABPA também informou permanece em contato direto com o Ministério da Agricultura para prestar os esclarecimentos que se façam necessários às autoridades chinesas. A Xinhua lembrou que a China intensificou o controle de alimentos importados por causa do novo coronavírus. Nesse contexto, têm sido comuns bloqueios de exportações de unidades de empresas de diversos países por um período de uma semana.
VALOR ECONÔMICO
Dona da Sadia e da Perdigão fixa metas para reduzir sofrimento de animais
BRF anuncia compromissos com mudanças na produção de suínos e aves
A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, assumirá nesta semana compromisso com dez objetivos para reduzir o sofrimento dos animais nas suas linhas de produção de suínos e aves, como parte de um novo plano de sustentabilidade que incluirá metas ambientais, sociais, de governança e diversidade. O plano será anunciado na terça (8). A empresa diz que já cumpre três das metas estabelecidas, incluindo a eliminação do corte dos dentes de suínos e o uso na produção de alimentos industrializados, como tortas e pães de queijo, apenas de ovos de galinhas criadas livres de gaiola. Outras metas serão fixadas pela primeira vez, como a eliminação de castração cirúrgica de suínos até 2022. A meta mais difícil de cumprir será a que prevê instalação de baias coletivas de gestação para todas as fêmeas suínas até 2026, diz Neil Peixoto, Vice-Presidente de Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento e Sustentabilidade da companhia. A mudança exigirá a reconstrução das estruturas atuais, em que os animais ficam em gaiolas individuais durante a gestação. A BRF criou no mês passado um comitê executivo para reforçar políticas na área de sustentabilidade. Peixoto afirma que as ações serão monitoradas mensalmente por funcionários com a produção de relatórios, que serão examinados por auditoria externa e divulgados pela companhia, que hoje tem seus balanços analisados pela KPMG.
FOLHA DE SP
Preço do suíno despenca 17,2% no fechamento de novembro
O escoamento comedido no mercado interno, após as sucessivas altas ao longo do ano, associado à queda no câmbio em novembro, resultaram na queda dos preços pelo animal terminado nas praças paulistas na virada de novembro.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
JBS volta a afastar funcionários de planta no Colorado, nos EUA, por causa da covid-19
Voltou a crescer o número de pessoas infectadas com a covid-19 na região e na unidade de carne bovina da empresa
A JBS informou que afastou 202 funcionários de sua planta de carne bovina em Greeley, no Colorado (EUA), em função do aumento do número de casos de covid19 na região. Na unidade trabalham cerca de 3,5 mil pessoas. Segundo a companhia, no dia 7 de novembro esses trabalhadores foram afastados por integrarem grupos considerados vulneráveis ao coronavírus, devido à idade e outros fatores. Esses trabalhadores estão recebendo pagamentos e benefícios integrais e poderão voltar ao trabalho depois que as taxas de infecção na comunidade diminuírem. Conforme a JBS, o afastamento dos funcionários teve um efeito marginal sobre a produção de carne bovina da unidade. O Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente do Colorado comunicou depois, em 17 de novembro, que 32 trabalhadores testaram positivo para a covid-19 na unidade e qualificou o resultado como um surto na fábrica. “Estou bastante confiante de que não teremos o tamanho da interrupção que vimos em abril e maio”, disse André Nogueira, Presidente-Executivo da JBS USA, cuja sede fica em Greeley.
Dow Jones Newswires
França suspende voluntariamente exportação de frango para a China
De acordo com a Administração Geral de Alfândegas do país asiático, a interrupção ocorre em função do surto de gripe aviária que atinge o país europeu
A França suspendeu de modo voluntário a exportação de produtos de carne de aves para a China, informou a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês), em comunicado divulgado na sexta-feira (4/12). De acordo com a nota, a interrupção da comercialização ocorre em função do surto de gripe aviária que atinge o país europeu. O primeiro foco da doença foi identificado pelos franceses no dia 16 de novembro, na região de Haute-Corse, conforme o Ministério da Agricultura francês. O vírus identificado foi o H5N8, considerado altamente patogênico pelos órgãos de saúde e semelhante ao que circula atualmente na Holanda. Com a detecção do surto, as autoridades implementaram um alerta de nível alto para evitar a propagação da gripe aviária. Na quarta-feira (2/12), o país informou ter encontrado dois outros focos ligados ao primeiro nas regiões de Yvelines e no sul da Córsega. O Ministério informou que todas as medidas sanitárias foram tomadas e a vigilância foi reforçada nesses locais. O controle sanitário vem sendo um forte critério adotado pelos chineses para a manutenção das parcerias comerciais com vários países. Após uma onda de embargos temporários da China, algumas empresas vêm optando por embargar voluntariamente a comercialização para o país asiático. As autoridades francesas, portanto, decidiram antecipar essa paralisação nas exportações para a China, conforme o Gacc.
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