CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1376 DE 04 DE DEZEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1376| 04 de dezembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Recuos nos preços da arroba do boi gordo

Em São Paulo, com compras melhores ao longo da semana, que resultaram em escalas de abate mais confortáveis, permitindo testes de preços, as indústrias abriram a última quinta-feira (3/12) ofertando R$3,00 a menos por arroba de boi gordo na comparação diária. Algumas, inclusive, estiveram fora das compras para avaliar o mercado

Desse modo, segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em R$270,00/@, preço bruto e à vista. Quanto às fêmeas, os preços ficaram estáveis em R$255,00/@ e R$268,00/@ para a vaca e novilha gordas, respectivamente, nas mesmas condições. Em Mato Grosso do Sul, as indústrias iniciaram o dia 3/12 ofertando menos pelos animais, com destaque para a região de Dourados, em que o preço do boi gordo caiu R$5,00/@, e da vaca e novilha R$7,00/@, na comparação dia a dia. O boi ficou cotado em R$258,00/@, bruto e à vista, a vaca em R$248,00/@ e a novilha em R$253,00/@, nas mesmas condições. No Sul de Goiás, a cotação da arroba do boi gordo caiu R$3,00 na comparação feita dia a dia e está em R$265,00/@, considerando o preço bruto e à vista, R$264,50/@, com desconto do Senar e R$261,00/@ com desconto do Senar e Funrural. Na comparação diária, os preços da vaca e da novilha gordas caíram R$2,00/@ e R$4,00/@, respectivamente, e estão apregoadas em R$254,00/@ e R$256,00/@, bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo caiu até R$ 6 na quinta-feira

De acordo com a Safras & Mercado, nem mesmo a baixa disponibilidade de animais tem sido suficiente para segurar o movimento de desvalorização

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos na quinta-feira, 3, nas principais praças de produção e comercialização do país, de acordo com a Safras & Mercado. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que os pecuaristas estão cedendo cada vez mais à pressão dos frigoríficos por queda nos preços. Com isso, os frigoríficos conseguiram alongar suas escalas de abate e agora estão em uma posição bem mais confortável. “Os frigoríficos trabalham para fechar a programação de abates até o dia 21 de dezembro. Após essa data, o mercado entrará em um ritmo mais lento, com um fluxo bastante inexpressivo de negócios, como sempre ocorre nos últimos dias do ano”, diz Iglesias. A oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece restrita em grande parte do país. “No entanto, esse fator tem se mostrado insuficiente para conter a queda nos preços do boi gordo. Com este quadro desenhado, é pouco provável que haja alguma reação nos preços no restante de 2020”, frisa. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista caíram de R$ 275 para R$ 273 por arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), baixaram de R$ 273 para R$ 270/271. Em Dourados (MS), recuaram de R$ 265 para R$ 259. Em Goiânia (GO), foram de R$ 265 para R$ 260 por arroba. Já em Cuiabá (MT), cederam de R$ 260 para R$ 258. No atacado, os preços da carne bovina ficaram estáveis após a queda verificada na quarta-feira, 2. Com isso, o corte traseiro seguiu em R$ 19,85 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,80 o quilo, estável, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 15,40 o quilo. Conforme Iglesias, a expectativa para o curto prazo é de novo recuo nas indicações, apesar de o fim do ano marcar o ápice do consumo de carne bovina no país. Para 2021, será muito importante acompanhar as notícias sobre a China, maior compradora de carne bovina do Brasil. “Há informações bastante contraditórias em torno da recomposição do plantel de matrizes suínas após os recentes surtos de peste suína africana no gigante asiático”, alerta Iglesias.

AGÊNCIA SAFRAS

Rabobank espera recuperação da demanda doméstica por carne bovina

O Rabobank disse na quarta-feira (02) que espera recuperação no consumo doméstico de carne, com a melhora das condições econômicas no Brasil e o início da estação mais quente

“Esperamos que o ritmo das exportações continue nos próximos meses, principalmente para a China, à medida que se aproxima o Ano Novo Chinês, que geralmente apresenta um aumento na demanda”, disse o Rabobank em relatório. “A demanda doméstica também deve melhorar com a chegada de um clima mais quente. Juntos, esses (fatores) devem manter os preços elevados do boi gordo e da carne bovina.” O consumo doméstico de carne bovina em 2020 foi reduzido pelos impactos das medidas de isolamento social e fechamento temporário de restaurantes, relacionadas à pandemia de covid-19. Por outro lado, as exportações aumentaram, impulsionadas principalmente pela demanda asiática. Apesar do fraco consumo no mercado interno, a baixa disponibilidade de gado pronto para o abate elevou preços da arroba no Brasil, que em outubro estavam 62% acima do registrado um ano antes. Segundo o Rabobank, os preços de carne bovina no varejo em setembro estavam 11% acima dos registrados em janeiro. Já os preços da carne bovina no atacado tinham subido 26% na mesma base de comparação. “Um menor aumento de preço para a carne bovina ao consumidor tem sido possível devido aos grandes ganhos de margem dos exportadores (que estão vendendo maiores volumes a valores mais altos) e também aos elevados volumes vendidos pelos setores de atacado e varejo devido ao fechamento temporário dos canais de food service”, disse o Rabobank em relatório. O banco estima que a produção de carne bovina brasileira no segundo semestre aumentará ligeiramente após uma queda de 5% no primeiro semestre.

CARNETEC 

Carne bovina IN NATURA: média diária exportada em novembro aumentou 7,8% na comparação anual

Em novembro último, o Brasil exportou 167,73 mil toneladas de carne bovina in natura (Secex). O volume médio embarcado diariamente foi de 8,38 mil toneladas, 7,8% maior que no mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada, porém, recuou 9,01% no comparativo anual e, atualmente, a tonelada está sendo negociada por US$4,40 mil. Desde o início do mês, o preço médio em dólares caiu, associado ao câmbio em queda ao longo de novembro.

SCOT CONSULTORIA 

CEPEA: Valor da arroba segue enfraquecido neste início de mês

Os preços do boi gordo seguem enfraquecidos no mercado doméstico nestes primeiros dias de dezembro, influenciados pela pressão de compradores, já que a oferta de novos lotes de animais para abate segue baixa

Entre 25 de novembro e 2 de dezembro, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo, à vista) recuou 1,4%, fechando a R$ 274,30 na quarta-feira, 2. Já quanto às exportações de carne bovina in natura, depois de registrarem pequeno recuo de setembro para outubro, voltaram a crescer em novembro, somando 167,7 mil toneladas, conforme dados da Secex. Esse cenário, atrelado ao dólar em patamar elevado, resultou em receita em moeda nacional recorde, acima de R$ 4 bilhões, segundo dados da Secex.

Cepea 

Carne bovina brasileira na China nada de braçada e deixa concorrentes a ver navios

Com quase 40% de participação, o Brasil é o principal fornecedor a esse mercado asiático, seguido pela Argentina, afirma o Rabobank

As importações totais de carne bovina da China alcançaram 1,57 milhão de toneladas nos primeiros nove meses de 2020, o que significou avanço de 39% sobre o volume registrado no mesmo período do ano passado, informou o Rabonbak, em seu relatório divulgado na quarta-feira (2/12). O banco de origem holandesa chama a atenção para o crescimento significativo das importações chineses de carne vermelha num período marcado pelas turbulências geradas pela pandemia da Covid-19, que resultaram em sérios problemas comerciais, tais como a suspensão temporária de unidades fornecedoras, devido aos envios de lotes detectados com a presença do vírus, além de interrupções em fábricas de processamento em países exportadores, por causa dos avanços de contaminações em funcionários que trabalham no chão das plantas frigoríficas. Segundo o Rabobank, nos primeiros três trimestres, as importações chinesas de carne bovina representaram 26% da oferta total da proteína no mercado local (não considerando estoques iniciais). No mesmo período de 2019, as compras externas de carne bovina tiveram participação de 19%. Entre os principais países exportadores da commodity, o Brasil registrou os mais fortes crescimentos (156% no acumulado do ano), aumentando a sua participação no mercado chinês de carne bovina de 24% em 2019 para 38% em 2020, de acordo com o banco. Com quase 40% de participação, o Brasil é de longe o principal fornecedor à China, seguido por Argentina (22%), Austrália (14%), Uruguai (10%) e Nova Zelândia (8%). “Embora a classificação não tenha mudado entre os principais fornecedores, a expansão da participação do Brasil foi às custas de outros”, destaca o Rabobank. Os EUA também viram forte crescimento (88% no ano), mas a quantidade continua pequena em relação a outros exportadores.

PORTAL DBO

Abate precoce de bovinos aumenta 800% em 14 anos em MT

Tendência de produção de carne de animais cada vez mais jovens se confirma em 2020. Foco é atender mercados como a China

O ano de 2020 vai chegando ao fim com a tendência confirmada de redução no abate de bovinos mais velhos, com mais de 36 meses. Em 2006, o estado de Mato Grosso chegou a ter 65% do volume total de abates feitos com animais nessa faixa etária. Nestes últimos 14 anos, tem ocorrido uma grande queda nesse percentual, que desde 2019 está em 31% – uma redução de 78%. Os animais com faixa etária compreendida entre 24 e 36 meses respondem, atualmente, por 51% do volume anual de abates em Mato Grosso. De 2006 para cá, esse índice aumentou 54%. Embora considerável, não se compara com os 800% de incremento registrado pelos bovinos com menos de 24 meses, cujo percentual atual é de 18% – tendo sido de 2% em 2006. Os dados são do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e refletem a resposta rápida do mercado da carne bovina do estado para atender uma demanda cada vez mais clara por parte do mercado externo. Um exemplo é a China. Atento à segurança sanitária, o governo chinês definiu um requisito técnico para a importação de carne bovina que acaba resultando na procura por animais mais novos. Para que o abate precoce signifique, de fato, uma carne com qualidade superior, todo o ciclo produtivo é modificado – da reprodução à embalagem do produto final. “É um sistema de produção específico, com cuidados que começam ainda no melhoramento genético. Não basta ‘apenas’ abater mais cedo: é preciso que os animais mais jovens tenham ganho de carcaça. E isso se faz com investimento na nutrição animal, na forma de manejo dos animais, no uso de insumos adequados, na qualificação de mão-de-obra”, explica Bruno de Jesus Andrade, Diretor de Operações do Instituto Mato-grossense de Carne (Imac). O chamado “boi China” é cotado em patamares superiores do ‘convencional’. Ao longo de 2020, a diferença ficou, em média, em R$ 10,00 a mais por arroba na praça de Mato Grosso.

IMAC 

ECONOMIA

Dólar desce a R$5,13 e renova mínima em 4 meses com farta liquidez global

O dólar sofreu na quinta-feira mais uma forte queda ante o real, renovando mínimas em mais de quatro meses em meio a um movimento generalizado de vendas da divisa norte-americana, ditado pela confiança na retomada da economia global em um ambiente de farta liquidez

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre –que vieram aquém do esperado– nem de longe impediram nova rodada de alívio no câmbio, uma vez que, de toda forma, indicaram que a atividade seguiu em recuperação. O dólar à vista caiu 1,96%, a 5,1394 reais na venda, menor patamar para um fechamento desde 22 de julho passado (5,1143 reais). Na B3, o dólar futuro cedia 1,63%, a 5,1345 reais, às 17h10. O movimento local ocorreu na esteira de mais um dia de queda ampla do dólar no mundo. A moeda norte-americana caía frente a 30 de seus 33 principais pares, exibindo maior fraqueza ante divisas que se beneficiam de demanda por risco. O índice do dólar contra uma cesta de rivais cedia 0,36% no fim da tarde, renovando mínimas em mais de dois anos e meio. “O ‘muralha de dinheiro’ para os mercados emergentes é o maior de todos os tempos e supera os influxos após a crise financeira global em 2010. A China é uma grande diferença, pois agora está atraindo fluxos maciços, ao contrário de 2010, mas fora da China os emergentes também estão vendo uma incrível ‘muralha de dinheiro’”, disse no Twitter Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês). Nos primeiros três dias de dezembro, o dólar caiu 3,88% (real valorizou-se 4,03%). Em novembro, a moeda dos EUA perdeu 6,82% –maior baixa mensal desde outubro de 2018 (-7,79%) e a mais forte para meses de novembro desde pelo menos 2002. Alfredo Menezes, sócio na Armor Capital, chama atenção para a sinalização de oferta adicional de liquidez por parte do Banco Central como um elemento a respaldar o desempenho mais forte do real. O BC começou nesta semana a ofertar 16 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento janeiro, ante lote de 12 mil contratos disponibilizado antes. Se mantiver essa quantia até o fim de dezembro, com colocação integral, o BC terminará negociando pelo menos 9 bilhões de dólares a mais do que o estoque desses papéis a vencer em 4 de janeiro (11,798 bilhões de dólares). As incertezas fiscais ainda prejudicam o cenário para o real, mas a divisa brasileira deve se beneficiar do contexto negativo para o dólar no mundo.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta de 0,37%

O Ibovespa renovou máximas desde fevereiro na quinta-feira

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,37%, a 112.291,59 pontos, caminhando para novo ganho semanal, com acréscimo de 1,7% até o momento. O volume financeiro na quinta-feira foi de 34 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, as apostas positivas sobre o processo de vacinação e perspectivas de mais estímulos econômicos ajudaram o S&P 500 a renovar recorde intradia, embora tenha reduzido o fôlego e fechado em baixa de 0,06%. A piora do S&P 500 acompanhou reportagem do “Wall Street Journal” de que a Pfizer enfrenta obstáculos na cadeia de suprimentos relacionados à vacina. Para o analista de pesquisa e estratégia para mercados emergentes do Julius Baer, Mathieu Racheter, ações brasileiras devem se beneficiar do ambiente externo favorável, além da continuidade da rotação nos portfólios para papéis de ‘valor’. Ele ponderou, contudo, que há desafios, entre eles o quadro fiscal do país, e que não está claro se o governo será capaz de avançar em seu programa de reformas econômicas estruturais, que ajudou a bolsa desde a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Dados do IBGE mostraram que a economia do Brasil teve expansão recorde no terceiro trimestre, com o PIB crescendo 7,7% em relação aos três meses anteriores, no melhor desempenho desde o início da série, em 1996. Tal resultado, contudo, ficou aquém das expectativas e muitos economistas veem uma desaceleração no último trimestre do ano, dado o cenário de desemprego no país ainda elevado, menos estímulo e aumento de casos de coronavírus em alguns Estados. Em comentário a clientes mais cedo, o BTG Pactual afirmou que o mercado pode contrabalançar momentos de estabilização com volatilidade nas próximas semanas. Em novembro, o Ibovespa acumulou alta de 15,9%, no melhor resultado para o mês desde 1999, com alguns papéis mostrando ganhos bem superiores, entre eles os de empresas aéreas, entre as mais prejudicadas pela pandemia.

REUTERS

Brasil tem crescimento recorde no 3º tri, mas serviços impedem recuperação de perdas da pandemia

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 7,7% no período de julho a setembro na comparação com os três meses anteriores, de acordo com dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A agropecuária contabilizou retração de 0,5%

O desempenho foi o melhor desde o início da série, em 1996, e veio depois de contração de 1,5% no primeiro trimestre e de 9,6% no segundo, quando as medidas de contenção contra o coronavírus paralisaram a atividade de ponta a ponta no país. Entretanto, as consequências da pandemia ainda ficam claras quando se olha para o recuo de 3,9% do PIB no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2019. Além disso, a economia se encontra no mesmo patamar de 2017, com perda acumulada de 5% de janeiro a setembro em relação ao mesmo período de 2019. “Ainda há perdas a recuperar pela frente. O terceiro trimestre contou com flexibilização (das medidas de isolamento), mas as pessoas ainda estão muito receosas e cautelosas com atividades presenciais. Novos recuos (das flexibilizações) podem ser obstáculos à retomada do PIB”, afirmou a Coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Tanto os resultados na margem quanto na comparação anual vieram mais fracos do que as expectativas de crescimento de 9,0% na comparação trimestral e de recuo de 3,5% sobre um ano antes. No terceiro trimestre, o destaque do lado da produção ficou para o aumento de 14,8% na Indústria, notadamente a alta de 23,7% no setor de Transformação. O setor de Serviços, que tem o maior peso na economia, também teve forte desempenho, com expansão de 6,3%. Entretanto, sendo o mais afetado pelo isolamento social e com as maiores dificuldades para retornar ao nível pré-pandemia, sua performance aquém foi decisiva para que a economia não conseguisse retornar ao nível pré-pandemia. Por outro lado, a Agropecuária contabilizou retração de 0,5% no terceiro trimestre sobre os três meses anteriores, o que se deveu, segundo ao IBGE, a um ajuste de safra. O setor ainda apresenta crescimento no acumulado do ano, de 2,4%, contra quedas de 5,1% da Indústria e 5,3% dos Serviços. Do lado das despesas, o Consumo das Famílias teve aumento de 7,6% sobre o segundo trimestre, enquanto o Consumo do Governo subiu 3,5%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), uma medida de investimento, cresceu no período 11,0%, num desempenho, entretanto, relacionado à base de comparação muito baixa, já que no segundo trimestre a queda foi de 16,5%. “No acumulado do ano, a queda (da FBCF) é de 5,5%. E o país ainda tem investimento em equipamentos importados, e, como o dólar está alto, influencia para baixo”, completou Palis. Em relação ao setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram queda de 2,1%, enquanto as Importações caíram 9,6% em relação ao segundo trimestre de 2020, em resultados também influenciados pelo câmbio. A retomada econômica foi impulsionada por medidas do governo, destacadamente o pagamento de benefício a informais vulneráveis. Outros componentes para a melhora incluíram aumento do crédito, programa de proteção ao emprego e flexibilização monetária, com a taxa básica de juros (a Selic) reduzida à mínima histórica de 2% ao ano.

REUTERS

PIB da agropecuária cai 0,5% no 3º trimestre, mas setor se mantém como único com crescimento no ano

Segundo o IBGE, a agropecuária registra crescimento de 2,4% no acumulado do ano

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária caiu 0,5% no terceiro trimestre de 2020 em relação ao segundo trimestre de 2020. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou nesta quinta-feira (3/12) os resultados das Contas Nacionais Trimestrais. Na comparação com o terceiro trimestre de 2019, o PIB da agropecuária mostrou alta de 0,4%. No geral, contando todos os setores, o PIB registrou alta de 7,7% no terceiro trimestre de 2020 ante o segundo trimestre do mesmo ano. Na comparação com o terceiro trimestre de 2019, o PIB apresentou queda de 3,9% no terceiro trimestre de 2020.

ESTADÃO CONTEÚDO 

FRANGOS & SUÍNOS

Alemanha ordena abate de 29.000 frangos após descoberta de caso de gripe aviária em fazenda

Cerca de 29 mil frangos serão abatidos na Alemanha depois que a gripe aviária foi descoberta em outra granja, disseram autoridades na quinta-feira (3)

A gripe aviária do tipo H5N8 foi confirmada em uma fazenda na área oriental de Mecklenburgische Seenplatte, disse o governo do estado de Mecklenburg-Vorpommern. As 29.000 galinhas estão agora sendo abatidas e uma área de observação de 10 quilômetros está sendo montada cobrindo 482 fazendas próximas com cerca de 644.000 aves, acrescentou a autoridade do governo local de Mecklenburgische Seenplatte. Uma série de surtos de gripe aviária foram relatados na Europa nas últimas semanas, com suspeitas de aves selvagens estarem espalhando a doença. A doença foi encontrada em países como França, Holanda, Alemanha, Grã-Bretanha, Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Suécia e Polônia, após atingir gravemente a Rússia, Cazaquistão e Israel. Cerca de 11 outras fazendas na Alemanha sofreram surtos. Cerca de 10.500 perus foram abatidos depois que o H5N8 foi encontrado em uma fazenda no norte da Inglaterra, disseram autoridades britânicas em 29 de novembro. O risco da doença para humanos é considerado baixo, mas surtos anteriores entre aves de criação precisaram de extensos programas de abate para conter.

 Reuters

Alemanha encontra 42 javalis com Peste Suína Africana, casos chegam a 240

Autoridades confirmaram outros 42 casos de peste suína africana (PSA) em javalis no leste da Alemanha, disse o governo estadual de Brandemburgo na quinta-feira, como um surto da doença que interrompeu as exportações de carne suína da Alemanha para A Ásia persiste

O número total de casos confirmados chegou a 240 desde o primeiro em 10 de setembro. Os 42 novos casos estão no estado oriental de Brandenburg, perto de descobertas anteriores, disse o governo estadual de Brandenburg. Ao todo, houve 225 casos em Brandemburgo e 15 no estado vizinho da Saxônia, no leste do país. Todos estavam em animais selvagens sem porcos afetados. China, Coreia do Sul e Japão proibiram as importações de carne suína alemã em setembro, depois que a PSA foi encontrada em javalis. A doença não é perigosa para os humanos, mas é fatal para os porcos. Os compradores de carne suína geralmente impõem proibições de importação nos países onde ela foi encontrada, mesmo em animais selvagens. Os preços dos suínos alemães têm se mantido estáveis com o aumento das vendas de suínos alemães para outros países da UE, que por sua vez estão aumentando as exportações para a Ásia. Os suinocultores alemães estão sofrendo o duplo golpe dos preços mais baixos e da redução da capacidade dos frigoríficos após a crise do coronavírus, disse a ministra da Agricultura alemã, Julia Kloeckner, em 27 de novembro. Auxílios estatais para o mercado de suínos, como armazenamento subsidiado de carne de porco não vendida, é uma opção, mas não planejada imediatamente, disse ela.

Reuters 

INTERNACIONAL

Índice de preços de alimentos da FAO alcança o maior patamar em seis anos

Houve valorizações em todos os grupos de produtos pesquisados pela agência da ONU em novembro

O índice de preços globais de alimentos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) alcançou em novembro o maior patamar em seis anos. Chegou a 105 pontos, 3,9% mais que em outubro e com alta de 6,5% em comparação com novembro de 2019. Segundo a FAO, todos os grupos de produtos pesquisados subiram no mês, com destaque para os óleos vegetais, segmento que inclui a soja. Nesse segmento o aumento foi de 14,5% em novembro ante o mês anterior, para 121,9 pontos. O subíndice de preços de cereais atingiu 114,4 pontos, com avanço de 2,7 pontos (2,5%) ante outubro. Conforme o órgão, pesou para o aumento a escalada do trigo, motivada pela perspectiva de aperto da oferta exportável e de redução nas projeções de colheita na Argentina. Os preços do milho também aumentaram ainda mais em novembro, embalados por compras expressivas da China em meio a novos cortes nas estimativas de produção desta safra nos Estados Unidos e na Ucrânia, grandes exportadores. A demanda firme continuou a elevar os preços da cevada e do sorgo para ração animal. Em contrapartida, os preços internacionais do arroz se mantiveram estáveis em novembro. O subíndice de preços dos lácteos atingiu 105,3 pontos em novembro, alta de 0,9 pontos (0,9%) em relação a outubro, ampliou a tendência registrada nos últimos meses e se aproximou do maior nível em 18 meses. Já o indicador de carnes subiu 0,8 ponto (0,9%), para 91,9 pontos em novembro. Os preços internacionais da carne bovina aumentaram após quatro meses de quedas consecutivas, estimulados principalmente pela forte demanda da China e pela oferta restrita da Oceania. O Brasil é citado em relação à carne bovina. Os preços da proteína se recuperaram ligeiramente, sustentados também pelo ritmo acelerado de compras chinesas, “enquanto houve baixa disponibilidade de animais para abate”, afirmou a FAO. Por fim, os preços dos açúcares alcançaram 87,5 pontos em novembro, 2,8 pontos acima (3,3%) de outubro, no segundo aumento mensal consecutivo.

VALOR ECONÔMICO

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