
Ano 6 | nº 1355 | 05 de novembro de 2020
NOTÍCIAS
Arroba do boi sobe com mais força no Centro-Oeste
A principal variação de preço foi observada em Goiânia (GO), onde o preço da arroba passou de R$ 265 para R$ 270
Os preços do boi gordo voltaram a subir com força no mercado físico brasileiro na quarta-feira, 4. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento ganha intensidade no Centro-Oeste do país. “A oferta de animais terminados é reduzida neste momento, havendo grande necessidade da oferta de animais confinados. A oferta de animais de safra estará apta ao abate apenas no primeiro trimestre de 2021, pois o desenvolvimento foi tardio em função da estiagem prolongada que atingiu duramente o Centro-Sul do país. Além disso, a demanda segue em bom nível, com bom desempenho das exportações em 2020, somado ao auge do consumo ao longo do último bimestre”, diz ele. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 280 a arroba, ante R$ 279- R$ 280 na terça-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 275 a arroba, contra R$ 273,00. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores ficaram em R$ 271 a arroba, contra R$ 269 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 270 a arroba, ante R$ 265. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o valor chegou a R$ 260 a arroba, ante R$ 257 a arroba. No mercado atacadista, os preços também subiram. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia. Além disso, o mês de novembro será pautado por excelente demanda, avaliando a incidência da primeira parcela do décimo terceiro salário. A expectativa, segundo ele, é que o movimento de alta ganhe consistência nas próximas semanas, apesar da dificuldade do consumidor final em absorver novos reajustes. Com isso, o corte traseiro passou de R$ 20,00 o quilo para R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro aumentou de R$ 14,65 o quilo para R$ 15 o quilo, e a ponta de agulha passou de R$ 14,65 por quilo para R$ 15 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: oferta restrita de animais para abate
Em São Paulo a oferta de boiadas continua limitada, mas os preços da arroba do boi gordo ficaram estáveis na última quarta-feira (4/11) na comparação diária
Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação do boi destinado ao mercado interno ficou em R$275,00/@, preço bruto e à vista. Para a vaca gorda e novilha gorda, as cotações estão em R$260,00/@ e R$265,00/@, respectivamente, nas mesmas condições. Os preços dos animais que atendem ao mercado externo estão firmes em R$280,00/@, bruto e à vista, embora tenha havido negócios acima dessa referência.
SCOT CONSULTORIA
Carne bovina: média diária exportada cresceu em outubro na comparação anual
O volume embarcado de carne bovina in natura pelo Brasil em outubro (162,68 mil toneladas) foi menor que o registrado no mesmo período no ano passado (170,55 mil toneladas)
Porém, a média diária embarcada em outubro de 2020 (8,13 mil toneladas) é maior que o embarque médio em outubro de 2019 (7,75 mil toneladas). Esse comportamento deve-se a quantidades de dias úteis no mês que, neste ano, registrou dois dias a menos que em 2019. As exportações aquecidas colaboram com as altas de preços no mercado do boi gordo.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar tem forte queda ante real de olho em disputa eleitoral apertada nos EUA
O dólar fechou em forte queda contra o real na quarta-feira, marcada por grande incerteza em relação à disputa eleitoral norte-americana entre o atual Presidente, Donald Trump, e seu adversário democrata, Joe Biden, deixando os investidores à espera de um resultado claro sobre quem será o próximo líder da maior economia do mundo
Em meio a esse cenário, o dólar registrou queda de 1,80%, a 5,657 reais, seu menor patamar para encerramento desde 26 de outubro (5,6121) e sua maior desvalorização diária desde 28 de agosto (-2,927%). Na B3, o dólar futuro de maior liquidez caía 1,70%, a 5,6640 reais. Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, destacou a performance superior do real em relação a seus pares emergentes, o que atribuiu à falta de confirmação de uma ampla vantagem de Biden contra Trump –cenário que era projetado por boa parte dos mercados. Ainda que uma “onda azul”, em que os democratas conquistariam a Casa Branca e uma maioria parlamentar, seja vista como um cenário positivo para ativos arriscados. Já Roberto Motta, responsável pela mesa de futuros da Genial Investimentos, argumentou que mesmo uma vitória de Biden poderia ter resultados positivos para o Brasil, uma tendência que vários analistas têm projetado para os mercados emergentes mais amplos. “A plataforma do Biden será de gerar gastos de bilhões de dólares em infraestrutura, impulsionar a compra de commodities” e melhorar as relações comerciais dos Estados Unidos, disse, acrescentando que o fato de o Brasil ser a maior economia da América Latina seria motivo para uma aproximação de Biden, com suas divergências políticas em relação a Bolsonaro ficando em segundo plano.
Sidnei Nehme, economista e Diretor-Executivo da NGO Corretora disse que “no Brasil aflorarão as discussões políticas em torno da crise fiscal, no primeiro momento.” As dúvidas sobre como o governo financiaria um programa de assistência social sem furar o teto de gastos têm concentrado as atenções dos investidores locais, que também seguem descontentes com o caminhar da agenda de reformas estruturais. Esse cenário, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, contribuem para deixar o dólar em alta de quase 41% contra o real no ano de 2020. No lado positivo, analistas citavam como promissora a notícia de que o Senado aprovou na terça-feira a proposta que confere autonomia formal ao Banco Central, de forma a garantir que a instituição possa atuar sem risco de interferência político-partidária.
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Ibovespa fecha em alta com foco em eleição nos EUA e cena corporativa
O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, com Itaú Unibanco entre os principais suportes após balanço trimestral e planos para sua participação na XP, em meio ao desfecho ainda indefinido para a eleição presidencial nos Estados Unidos
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,97%, a 97.866,81 pontos. O volume financeiro somou 29,3 bilhões de reais. Quando o pregão fechou, o democrata Joe Biden liderava a corrida eleitoral nos EUA, mas o Presidente Donald Trump fazia alegações não comprovadas de fraude eleitoral, enquanto sua equipe pediu recontagem de votos em Wisconsin e Michigan. Wall Street teve uma sessão de forte valorização, com papéis de tecnologia e de saúde entre os destaques positivos, em meio a percepções de que reduziram as chances de os democratas formarem maioria no Senado, e assim de mudanças nas políticas em andamento, incluindo fiscais. Na visão do Diretor de Investimentos da Kilima Gestão de Recursos, Eduardo Levy, a B3 acompanhou as bolsas no exterior, que, por sua vez, refletiram perspectivas de que Biden deve consolidar a posição e ser declarado vitorioso, bem como de que os republicanos continuarão com a maioria no Senado. “Isso é extremamente importante para as empresas americanas, porque sem o Senado os democratas não conseguem passar aumentos de impostos facilmente”, explicou. “Foi uma dobradinha de estabilidade na presidência com uma segurança maior no que diz respeito aos impostos” que apoiou os ganhos, disse. No Brasil, dados macroeconômicos como o crescimento acima do esperado da produção industrial em setembro, e movimentações em Brasília, onde o Senado aprovou na terça-feira a proposta que confere autonomia formal ao Banco Central, dividiram os holofotes com o noticiário corporativo. Também no plano doméstico, o Senado e a Câmara rejeitaram o veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de pagamento a mais de 17 setores da economia.
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Senado confirma decisão da Câmara e derruba veto à prorrogação das desonerações
O Senado seguiu a Câmara dos Deputados e rejeitou na quarta-feira o veto presidencial que impedia a prorrogação da desoneração da folha de pagamento a mais de 17 setores da economia
Já esperada pelo Executivo, a derrubada do veto ocorre a partir de negociação do líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO). O acordo previa a aprovação de um projeto de crédito suplementar que permite o rearranjo de recursos. A proposta atende a demandas da base aliada, mas retira recursos da educação, apontou a oposição. O veto foi derrubado no Senado com placar folgado: 64 votos a 2. Mais cedo, a Câmara o rejeitou por 430 votos a 33, expressiva maioria dos deputados. Antes da votação, apesar de já conformado com o horizonte de derrota, o governo negociava uma saída para a desoneração. Chegou a acenar com um projeto amplo com benefícios tributários a empresas, mas vinculava a discussão à aprovação de novo imposto nos moldes da extinta CPMF. A articulação esbarrava, no entanto, na impopularidade da suspensão das desonerações, justamente em um momento de fragilidade social e econômica por conta da crise do coronavírus, e ainda envolta no clima das eleições municipais. Também teve peso o lobby de grandes setores, sob o argumento de manutenção de emprego. Com a derrubada do veto, fica mantida a substituição, pelos empregadores, do pagamento da contribuição previdenciária de 20% sobre os salários por uma alíquota de 1% a 4,5% da receita bruta, beneficiando especialmente setores intensivos em mão de obra. Segundo fonte do time econômico a rejeição significará um impacto não previsto de 4,9 bilhões de reais, a ser acomodado no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 para que o Congresso corte despesas discricionárias no mesmo montante para devida compensação. Como parte do acordo fechado na quarta, parlamentares mantiveram veto à proposta que ampliava o rol de beneficiados pelo auxílio emergencial. A análise de outros vetos considerados polêmicos ficou para a próxima sessão do Congresso, prevista para o dia 18 deste mês. Esse é o caso das negativas presidenciais relacionados ao novo marco legal do saneamento e ao pacote anticrime. Também há expectativa que seja pautado o veto parcial à anistia a dívida de igrejas.
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Indústria do Brasil cresce em setembro pelo 5º mês e recupera perdas da pandemia
Em setembro, a produção industrial marcou alta de 2,6% na comparação com o mês anterior, informou na quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
O resultado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 2,2% e garantiu que o setor finalmente eliminasse a perda de 27,1% de março e abril, quando a produção industrial caiu ao nível mais baixo da série, mostrando que o impacto das medidas de isolamento foi relevante para o setor. Além disso, em setembro a atividade industrial ficou 0,2% acima do patamar de fevereiro, período pré-pandemia, de acordo com o IBGE. “Passados os meses de março e abril e com a flexibilização das medidas de distanciamento social, o setor industrial foi recuperando, mês a mês, aquele patamar”, disse o Gerente da pesquisa, André Macedo. “O patamar de agora da indústria é o maior desde 2018, mas é importante destacar que a indústria está 15,9% abaixo do pico. Ainda há muito de perdas do passado para a indústria zerar daqui para frente”, completou. Em relação a setembro do ano passado a indústria registrou aumento de 3,4% da produção, também acima da expectativa de avanço de 2,2% e interrompendo dez meses de resultados negativos. No terceiro trimestre a indústria mostrou recuperação ao terminar com expansão de 22,3% sobre os três meses anteriores, após queda de 17,5% no segundo trimestre. Entretanto, a produção acumulada nos nove primeiros meses deste ano, entretanto, ainda apresenta perdas de 7,2%. “A recuperação da indústria de agora tem a ver com medidas de governo como auxílio emergencial, liberação de FGTS, de proteção a empregos, juros mais baixos. Mas o gargalo importante segue sendo o mercado de trabalho, assim como o mercado externo que tem demandado menos e prejudicando mesmo com câmbio favorável”, completou Macedo. Entre as categorias econômicas, o destaque em setembro foi o aumento de 10,7% na fabricação de Bens de Consumo Duráveis, acumulando em cinco meses avanço de 520,3%. Ainda assim, o segmento ainda está 2,8% abaixo do patamar pré-pandemia. Bens de Capital, uma medida de investimento, Bens Intermediários e Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis também apresentaram desempenhos positivos, com altas respectivamente de 7,0%, 1,3% e 3,7% na comparação com o mês anterior. Já as atividades pesquisadas mostraram que a maior influência positiva partiu do aumento de 14,1% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias. O setor acumulou expansão de 1.042,6% em cinco meses consecutivos, mas ainda assim se encontra 12,8% abaixo do patamar de fevereiro último. Por outro lado, quatro atividades reduziram sua produção em setembro: indústrias extrativas (-3,7%), impressão e reprodução de gravações (-4,0%), produtos diversos (-1,3%) e outros produtos químicos (-0,3%).
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Alimentos pressionam e IPC-Fipe passa a subir 1,19% em outubro
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo passou a subir 1,19% em outubro depois de alta de 1,12% em setembro, diante da forte pressão dos preços de alimentos, informou na quarta-feira a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)
No mês, o maior impacto decorreu da alta de 2,51% dos custos de Alimentação, depois de alta de 2,15% em setembro. Também pesou o avanço de 2,52% nas Despesas Pessoais, em uma forte aceleração da alta de 1,66% vista no mês anterior. Na outra ponta, Vestuário apresentou queda de 0,32% em outubro, depois de subir 0,67% em setembro. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.
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EMPRESAS
Minerva espera maior demanda doméstica e na China no 4º tri
A Minerva Foods espera que as demandas chinesa e brasileira por carne bovina aumentem no quarto trimestre com a retomada do consumo no segmento de food service e a tendência de crescimento observada sazonalmente neste período do ano, informaram executivos da empresa em teleconferência com analistas na quarta-feira (04)
A demanda do segmento de food service da China já chega a 90% do que era antes da pandemia. No Brasil, a demanda do setor está entre 80% e 85% do registrado no mesmo período do ano passado, segundo os executivos. “O quarto trimestre é sazonalmente o período mais forte (na demanda) no mercado interno… estamos bastante otimistas”, disse o presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz. O Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que a demanda no mercado doméstico brasileiro deve crescer no quarto trimestre, mas pode arrefecer no primeiro trimestre do ano que vem com o fim de estímulos econômicos relacionados à pandemia. “Mas se tiver demanda menos aquecida e preços de carne caindo, vai ter um recuo no preço da arroba, o que acaba nos beneficiando bastante”, disse ele. Na China, a demanda por carne bovina tende a crescer todos os anos no quarto trimestre. “Enxergamos um ciclo sazonal normal na China”, disse Queiroz. O executivo disse que a Minerva assinou um memorando de entendimentos não vinculante para formação de uma joint venture na China como parte da estratégia de aumentar a rentabilidade com aproximação do consumidor final. Na terça-feira (03) a empresa chinesa Greenland Group anunciou uma joint venture com a Minerva Foods para distribuição de produtos da companhia brasileira na China. Sem citar o nome da Greenland, Queiroz disse que o memorando de entendimentos assinado na China é não vinculante e que a empresa detalharia a estrutura da joint venture em breve.
CARNETEC
MEIO AMBIENTE
Altos e baixos nos esforços para recuperar pastagens
Estudo aponta a recuperação de 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas no país de 2010 e 2018, mas 10,1 milhões de hectares sofreram degradação
Estudo do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (Lapig/UFG) baseado em imagens de satélites da série Landsat e em visitas a 5 mil pontos pelo país aponta a recuperação de 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas no Brasil de 2010 a 2018, período de influência do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono). O número está bem acima da meta de 15 milhões de hectares para os dez anos do programa (até 2020) e dos 4 milhões de hectares financiados pela linha de crédito do Plano Safra específica para essa finalidade. O problema é que, em contrapartida, 10,1 milhões de hectares sofreram degradação nos nove anos analisados e houve aberturas consideráveis de novas áreas para pecuária. A recuperação total ou o aumento da qualidade das pastagens ocorreu, principalmente, nas áreas de Cerrado dos três Estados do Centro-Oeste, no Rio Grande do Sul e em Tocantins, mas cerca de 97,7 milhões de hectares de pasto no país ainda apresentam algum nível de degradação no Brasil (leve, moderada ou severa). “A recuperação parece ter ocorrido nas áreas mais degradadas, uma vez que houve uma redução significativa na classe de degradação severa, de 32,1% para 26,7%”, diz o estudo. Quase dobrou o número de propriedades rurais com pastagens sem nenhum nível de degradação. O salto foi de 63,4 mil em 2010 para 123,6 mil até 2018, a partir do cruzamento de dados e dos registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR). De posse do estudo, o Ministério da Agricultura quer avaliar mudanças para a próxima década do Plano ABC, com foco na recuperação de áreas do Nordeste integrada a um novo programa de uso e conservação dos recursos hídricos que será lançado em breve, o Águas do Agro. “Parte da solução em questões de clima, segurança alimentar e água está em ter pastos recuperados e agricultura conservacionista, que neutralizam a emissão de gases. Houve uma melhora, mas ainda existem mais de 90 milhões de hectares com algum grau de degradação. Precisamos de estratégia diferenciada por bioma para aumentar a produção da pecuária e das lavouras”, diz Mariane Crespolini, Diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do ministério. O estudo indica uma estabilização da área com pastagens no país em 171 milhões de hectares. Enquanto 31,7 milhões de hectares foram destinados a outros usos, como agricultura, florestas e sistemas integrados, 30,8 milhões viraram pasto, sobretudo na região Norte.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Governo da Alemanha confirma primeiro caso de peste suína africana em javali na Saxônia
O governo da Alemanha confirmou o primeiro caso de peste suína africana (ASF) em javali encontrado ao leste do país, na região da Saxônia. Até então, todos os casso estavam restritos a Brandemburgo.
De acordo com o Instituto Friedrich Loeffler, até o momento os rebanhos de suínos domésticos não foram afetados pela doença. Em toda a Alemanha, são 123 casos confirmados de ASF em javalis. A epidemia é inofensiva para os humanos. O javali, cujas amostras deram positivo para a doença, foi caçado e não apresentava sintomas. O local fica perto da fronteira polonesa na Alta Lusatia, distrito de Görlitz.
ESTADÃO CONTEÚDO
INTERNACIONAL
Austrália registra queda de 28% nas exportações de carne bovina em outubro
A queda dramática observada nas taxas de abate à medida que o ano de 2020 chega ao fim se refletiu nas exportações de carne bovina da Austrália em outubro, que caíram 28,5% em comparação com o mesmo período do ano passado
Os números do Departamento de Agricultura divulgados esta semana mostram que as exportações para todos os mercados no mês passado chegaram a 81.314 toneladas – uma melhora significativa em relação ao mês anterior, historicamente baixo, apesar do impacto dos feriados públicos em outubro -, mas 34.000 toneladas atrás do comércio de outubro do ano passado. Como os relatórios semanais de abate da Beef Central indicaram, tem havido um declínio gradual, mas persistente na atividade de processamento dos estados do leste desde o início de abril devido à oferta restrita de gado após dois anos de redução do rebanho forçada pela seca. Sete meses atrás, as contagens de cinco estados ainda eram em torno de 140.000 cabeças por semana, mas desde meados de agosto, os abates semanais nos estados do leste foram em média em torno de 103.000 cabeças. No acumulado do ano, a Austrália já exportou 874.418 t de carne bovina resfriada e congelada – um déficit maciço de 135.000 t ou 13% no mesmo período de dez meses do ano passado. Essa lacuna inevitavelmente aumentará ainda mais nos próximos dois meses, porque o ano de 2019 terminou de forma excepcionalmente forte, impulsionado pela seca. A semana que terminou em 17 de dezembro do ano passado, por exemplo, produziu o abate de quase 165.000 cabeças nos estados do leste. O Japão continuou sendo o cliente de exportação mais importante da Austrália em volume e valor, como tem feito desde meados do ano, chegando a 22.371 t, um aumento de 9% em setembro, mas ainda 11% atrás de setembro do ano passado. No acumulado do ano, as exportações da Austrália para o Japão alcançaram pouco mais de 221.000 t, queda de cerca de 9% em relação ao mesmo período de dez meses do ano passado. As exportações para os Estados Unidos continuaram caindo no mês passado, em parte devido ao movimento da moeda e à falta de competitividade de preços da carne bovina magra para moagem australiana e às crescentes exportações da América do Sul. O volume total nos EUA no mês passado foi de 14.486 t, queda de mais 9% em relação ao já baixo número de setembro, e uma enorme queda de 34% em outubro do ano passado. As exportações de refrigerados e congelados para a China em outubro alcançaram 12.640 t, um aumento de 21% em relação às 10.387 t de setembro, mas 59% a menos que em outubro do ano passado, quando a China ainda dominava o comércio exterior da Austrália, com 30.724 t. Em outros mercados, os resultados no mês passado foram mistos, mas geralmente refletiram o impacto da menor produção de carne bovina na Austrália. O comércio com a Coreia do Sul no mês passado atingiu 13.829 t, uma reviravolta substancial no comércio de setembro, quando a crescente pressão competitiva dos EUA viu o volume chegar a apenas 10.600 t. No acumulado do ano, a Coreia comprou pouco menos de 128.000 t, apenas um pouco abaixo do mesmo período do ano anterior.
Beef Central
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