
Ano 6 | nº 1356 | 06 de novembro de 2020
NOTÍCIAS
CEPEA: Preço diário do boi renova recorde real
O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 fechou a R$ 277,65 na quarta-feira, 4. No último dia de outubro, o Indicador atingiu R$ 278,40, bem acima do recorde real anterior, de R$ 269,87, que havia sido observado em 29 de novembro de 2019 (o valor nominal do boi naquela data foi de R$ 231,35)
No acumulado de outubro, o Indicador avançou 8,45%. Segundo pesquisadores o Cepea, o impulso aos valores da arroba seguiu vindo da baixa oferta de animais prontos para abate e da demanda aquecida, principalmente para exportação. De acordo com dados da Secex, em outubro, as exportações de carne bovina in natura somaram 162,7 mil toneladas, 14,28% a mais que em setembro/20, mas 4,58% inferiores às de outubro/19, quando, vale lembrar, os embarques foram recordes (estiveram acima de 170 mil toneladas).
Cepea
Altas nos preços no mercado do boi gordo
A oferta limitada de boiadas e as escalas curtas continuam ditando o rumo do mercado do boi gordo
Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças pecuárias paulistas, a cotação da arroba do boi gordo subiu R$3,00/@ na última quinta-feira (5/11) na comparação feita dia a dia e o preço bruto ficou em R$278,00, à vista. As cotações da arroba da vaca e da novilha gorda, por sua vez, subiram R$5,00, e estão em R$265,00 e R$270,00, respectivamente, preços brutos e à vista. As cotações dos machos que atendem ao mercado externo estão firmes em R$280,00/@, preço bruto e à vista. Em Mato Grosso do Sul os preços do boi gordo, da vaca e da novilha subiram nas três praças monitoradas pela Scot Consultoria. O boi gordo ficou cotado em R$278,00/@ na praça de Dourados, alta de R$5,00/@ na comparação feita dia a dia, considerando preço bruto e à vista, R$277,50/@ com desconto do Senar, e R$274,00/@ com desconto do Senar e Funrural. Em Goiânia, na comparação diária, o preço do boi gordo subiu em R$3,00/@, negociado em R$265,00/@, bruto e à vista, R$264,50/@ com desconto do Senar, e R$261,00 com desconto do Senar e Funrural.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preços seguem em alta com oferta restrita e demanda aquecida
Segundo o analista da Consultoria Safras, a alta se concentra principalmente nas regiões produtoras do Centro-Oeste e do Norte do país
Os preços do boi gordo voltaram a subir no mercado físico brasileiro na quinta-feira, 5. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a pressão de alta na arroba do boi se concentra principalmente nas regiões produtoras do Centro-Oeste e do Norte do país. “A dinâmica de mercado remete a continuidade deste movimento, em um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta. Há uma evidente dependência da oferta de animais de confinamentos próprios, uma vez que a estiagem prolongada atrasou o desenvolvimento dos animais de pasto, que estarão aptos ao abate apenas no primeiro trimestre de 2021. Outro aspecto que precisa ser considerado é a demanda aquecida de carne bovina no decorrer do último bimestre, avaliando o auge do consumo no mercado doméstico somado ao bom ritmo de embarques”, diz. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 281 a arroba, ante R$ 280 da quarta-feira, 4. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 276 a arroba, contra R$ 275. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a cotação subiu para R$ 273 a arroba, contra R$ 271. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 270 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o valor ficou em R$ 261 a arroba, ante R$ 260. o mercado atacadista, os preços seguem firmes. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo no decorrer da primeira quinzena de novembro. O mês inteiro será pautado por demanda de bom nível, avaliando a incidência da primeira parcela do décimo terceiro salário e demais benesses que são comuns nessa época do ano. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 15 o quilo, e a ponta de agulha seguiu em R$ 15 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Rebanho bovino de Mato Grosso teve crescimento de 5,10%
Este é o maior rebanho da série histórica do IBGE para Mato Grosso
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou os dados do rebanho bovino e, no Centro-Oeste, aumentou apenas 0,24% ante a 2018. Este aumento mais ameno foi influenciado, principalmente, pela queda do rebanho do Mato Grosso do Sul, em -7,12%, e da leve alta em Goiás, de 0,59%. O resultado só não foi menor pois Mato Grosso – que corresponde a 42,88% do rebanho do Centro-Oeste e 14,79% do nacional – teve incremento de 5,10% no ano passado totalizando cerca de 31,74 milhões de cabeças. Este é o maior rebanho da série histórica do IBGE para Mato Grosso. Já segundo dados do INDEA (Instituto Mato-grossense de Defesa Agropecuária) os aumentos anuais mais significativos foram na região Nordeste, de 5,44%, seguida da região Médio Norte com 3,32% nesse mesmo comparativo. Apesar desta região possuir o menor plantel do Estado, esta realidade pode estar atrelada à expansão do confinamento que aconteceu no último ano. A região Sudeste também se destacou, onde está localizado uma grande parte de frigoríficos, com aumento de +3,25% ante a 2018”, conclui o IMEA, no boletim semanal da pecuária.
IMEA
SP e GO registram aumento dos custos de produção de bovinos confinados
Na 41ª edição do Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC), os custos da diária-boi (CDB) no mês de outubro aumentaram para os confinamentos representativos do Estado São Paulo grande (CSPg), médio (CSPm) e de Goiás (CGO)
No geral, os preços dos principais insumos alimentares utilizados nas rações dos animais em confinamento apresentaram aumento no mês de outubro. Os aumentos foram mais expressivos para o estado de GO, em que o sorgo, milho, e polpa crítica peletizada apresentaram acréscimos de 17%, 5% e 4% na devida ordem. Como consequência, os custos de alimentação nas propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO aumentaram em 6,1%, 7,2% e 12%, nesta mesma ordem. Analisando o ICBC observou-se aumento por mais um mês consecutivo. Nos últimos doze meses o aumento foi de 39%, 37% e 38%, respectivamente, para as propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO. Nos dois estados pesquisados, o preço pago pelo animal de reposição (boi magro de 360 quilos), aumentou, sendo, 9,4% em São Paulo e 2,1% em Goiás, em comparação ao mês anterior, setembro de 2020. O Custo Total (CT) obtido no mês de outubro, quando comparado com o mês anterior, apresentou aumento de 9% nos confinamentos de CSPm, CSPg; e de 4% no confinamento CGO.
Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE), da FMVZ/USP
“2020 deve registrar o menor abate de boi gordo da década”, afirma Safras
Devido ao atraso no desenvolvimento de animais no pasto, grande parte dos bois estarão aptos para o abate apenas no primeiro trimestre de 2021
A oferta de boi gordo no mercado foi prejudicada pela estiagem prolongada, que atrasou o desenvolvimento do rebanho de safra. Diante desse cenário, Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado faz o alerta: “O abate de animais em 2020 será o menor da década, podendo registrar queda de 7% em relação ao ano passado”. Ainda segundo o analista, devido ao atraso no desenvolvimento de animais no pasto, grande parte dos bois estarão aptos para o abate apenas no primeiro trimestre de 2021. Para os preços, a tendência indica que os valores devem seguir em patamares recordes, e podem chegar a R$ 300 a arroba na B3, de acordo com o analista da Safras. “Isso acontece pela demanda aquecida, exportações em bom nível, o consumo interno no seu ápice e oferta restrita de boiadas no mercado. O movimento do futuro do boi gordo, com contrato de dezembro, é uma sinalização que os preços devem continuar em alta e não devem ser invertidos até a virada do ano”, destaca Iglesias.
CANAL RURAL
ECONOMIA
Dólar despenca ante real pelo 2° dia consecutivo de olho em vantagem de Biden
O dólar fechou em forte baixa contra o real pelo segundo dia consecutivo na quinta-feira, depois de ter despencado mais de 2% durante o pregão, refletindo a fraqueza mundial da moeda norte-americana à medida que o democrata Joe Biden ficava mais perto de conquistar a Presidência dos Estados Unidos
O dólar à vista cedeu 1,97%, a 5,5455 reais na venda, seu menor patamar para encerramento desde 9 de outubro (5,5268). Mais cedo, na mínima do pregão, a moeda registrou queda de quase 2,2%, a 5,5335 reais na venda, seu menor patamar intradiário desde 13 de outubro. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez caía 1,87%, a 5,550 reais. Na eleição norte-americana mais contestada dos últimos tempos, Biden se aproximava da vitória, enquanto autoridades apuravam os votos em alguns Estados que determinarão o resultado do pleito. Em nota, Ricardo Gomes da Silva, Superintendente da Correparti Corretora, destacou a desvalorização do dólar nos mercados internacionais, contra moedas tanto de países ricos como de emergentes, dizendo que “o ambiente positivo faz com que os investidores busquem risco”. O time econômico da Guide Investimentos escreveu que “o mercado já passa a apostar no cenário mais provável: uma vitória de Biden acompanhada pela manutenção da maioria na Câmara pelos democratas, enquanto os republicanos seguirão controlando o Senado”. Há entre os investidores uma forte percepção de que as políticas de Biden colaborariam para um dólar globalmente mais fraco, principalmente com a expectativa de aprovação de novas medidas de auxílio fiscal na maior economia do mundo, o que pode dar apoio a divisas emergentes. Na quinta-feira, depois de reunião de política monetária, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve manteve sua principal taxa de juros inalterada, próxima de zero, e se comprometeu novamente a fazer o que puder nos próximos meses para sustentar uma recuperação econômica. Por aqui, ficava em segundo plano a notícia de que o Senado seguiu a Câmara dos Deputados e rejeitou na quarta-feira o veto presidencial que impedia a prorrogação da desoneração da folha de pagamento a mais de 17 setores da economia. Segundo fonte do time econômico, a rejeição significará um impacto não previsto de 4,9 bilhões de reais, a ser acomodado no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 para que o Congresso corte despesas discricionárias no mesmo montante para devida compensação. “Ofuscada pela eleição americana, a derrubada do veto é negativa para a economia e demonstra a enorme dificuldade que o país tem de ser austero”, disseram analistas da Levante Investimentos em nota a clientes. Esse cenário, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic, deixa o dólar em alta de cerca de 38% contra o real em 2020.
REUTERS
Ibovespa engata 3ª alta com ajuda de Wall St
O Ibovespa recuperou os 100 mil pontos na quinta-feira, seguindo mais uma sessão de fortes ganhos em Wall Street, em meio a expectativas relacionadas às eleições nos EUA, com a temporada de balanços no país também na mira
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 2,95%, a 100.751,40 pontos, no terceiro pregão seguido de alta, acumulando na semana elevação de 7,2%. O volume financeiro na bolsa somou 29,6 bilhões de reais. Em Nova York, o S&P 500 subiu 1,9%, com apostas de que republicanos continuarão no controle do Senado, reduzindo chances de mudanças políticas que afetem grandes empresas conforme Joe Biden segue na liderança da corrida presidencial. Na visão do sócio da Acqua Investimento Bruno Musa, parece que o mercado vem entendendo que se Biden vencer o republicano Donald Trump, mas o senado continuar com maioria republicana, não haverá grandes mudanças na economia. A percepção, segundo ele, é que Biden teria dificuldade de aprovar pautas como aumento de impostos corporativos, ou pacotes de ajuda trilionários sem ter obstáculos. Um senado republicano seria esse obstáculo”, afirmou. Ainda nos EUA, o Federal Reserve manteve sua política monetária de afrouxamento intacta na quinta-feira e se comprometeu novamente a fazer o que puder nos próximos meses para sustentar uma recuperação norte-americana.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Alemanha confirma foco de gripe aviária em granja de frango
Oito aves morreram em um curto espaço de tempo por causa do vírus
O Ministério da Agricultura da Alemanha informou na quinta-feira (5) a detecção de um foco de gripe aviária em uma granja de frango em Schleswig-Holstein, conforme a agência Reuters. A cepa detectada é a H5N8, de alta patogenicidade. De acordo com o ministério, oito aves morreram em um curto espaço de tempo por causa do vírus. O restante dos frangos da granja foi sacrificado. No início do ano, a Alemanha já havia registrado um caso de gripe aviária em uma granja de frango na região norte da Baixa Sazônia.
VALOR ECONÔMICO
Momento é favorável para incremento dos negócios entre brasileiros e chineses, diz Santin na CIIE
Principal parceira comercial das exportações brasileiras de proteína animal, a China está sendo palco de um dos mais importantes eventos para o planejamento das exportações, a China International Import Expo (CIIE), promovida pelo governo chinês desde ontem (05) até a próxima terça-feira (10), em Xangai
“Estar presente na CIIE China é uma oportunidade de reforçar os laços com o governo chinês e realizar contatos com importadores, em um momento favorável para o incremento dos negócios entre brasileiros e chineses”, disse Ricardo Santin, Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em nota divulgada na quinta-feira (05). A ABPA, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), marca presença das empresas brasileiras no evento para fomentar novas oportunidades de negócios. Com espaço exclusivo dentro do pavilhão brasileiro da Apex-Brasil, a ABPA leva aos visitantes informações sobre as medidas tomadas pelo setor durante a pandemia, os cuidados entre a produção e o meio ambiente e, ainda, informações sobre a qualidade e o sabor dos produtos brasileiros, tudo por meio da plataforma digital “Brazilian Poultry and Pork”, atendendo ao novo formato exigido pelos protocolos de saúde e de distanciamento. Segundo a associação, a China foi destino de 376,7 mil toneladas de carne suína brasileira entre janeiro e setembro deste ano, com receita de US$ 914,3 milhões. Para a carne de frango brasileira, os embarques totalizaram 514,1 mil toneladas no mesmo período, o que gerou receita de US$ 984,1 milhões.
CARNETEC
INTERNACIONAL
Índice de preços dos alimentos da FAO sobe pelo quinto mês seguido
Açúcares, lácteos, cereais e óleos vegetais foram responsáveis por alta do indicador
O índice de preços dos alimentos medido pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu em outubro pelo quinto mês consecutivo e atingiu o maior número desde janeiro de 2020, ao ficar em 100,9 pontos. Trata-se de um aumento de 3 pontos (3,1%) ante setembro e de 5,7 pontos (6%) na comparação com o mesmo período do ano passado. Os preços bem mais firmes dos açúcares, lácteos, cereais e óleos vegetais foram responsáveis pelo resultado, enquanto o subíndice de carnes caiu ligeiramente pelo nono mês consecutivo. O indicador de açúcar teve média de 85 pontos em outubro, 6 pontos (7,6%) acima de setembro. Esse aumento refletiu principalmente a perspectiva de queda na produção de açúcar tanto no Brasil quanto na Índia, devido a chuvas abaixo da média. Segundo a FAO, os preços do açúcar também foram apoiados pela queda na produção da Tailândia, devido à seca. O subíndice de lácteos teve a quinta alta consecutiva ao subir 2,2 pontos (2,2%) ante setembro. Em outubro, as cotações de todos os produtos que compõe o indicador subiram, com destaque para os queijos, seguidos do leite em pó desnatado, o leite em pó integral e manteiga. No caso do óleo vegetal, o índice subiu pela primeira vez em nove meses e ficou em 106,4 pontos em outubro, alta de 1,8 ponto (1,8%) na comparação mensal. O subíndice de cereais da FAO teve a quarta alta consecutiva, com média de 111,6 pontos em outubro, um aumento de 7,5 pontos (7,2%) em relação a setembro. Os preços da carne suína caíram, com a queda nas cotações dos produtos alemães, refletindo a continuidade da influência das restrições de importação impostas pela China à Alemanha, o que compensou o aumento das carnes do Brasil devido à robusta demanda de importação”, disse a FAO. “Enquanto isso, os preços da carne bovina caíram devido à fraca demanda nos Estados Unidos, juntamente com o aumento dos embarques da América do Sul, embora a oferta da Austrália tenha caído devido à crescente demanda por gado para reconstrução do rebanho.” Os preços da carne de frango também caíram um pouco, finalizou a FAO.
VALOR ECONÔMICO
Nova onda de covid derruba preços da carne bovina na eu
Em meio à volta do lockdown em vários países, cortes como o filé mignon têm queda de 20%
A nova rodada de confinamento social na Europa pôs os exportadores brasileiros de carne bovina em alerta. Destino privilegiado para cortes mais nobres como filé mignon e bife ancho, o bloco costuma incrementar o retorno da linha de desmontagem de bois de alguns dos principais frigoríficos do país, mas o recrudescimento da covid-19 já está adiando os embarques de carne bovina à UE. A ascensão chinesa no comércio mundial de carne bovina, é verdade, reduziu bastante a importância da União Europeia como cliente da indústria frigorífica brasileira nos últimos anos. Mas o mercado está longe de ser irrelevante e, em tempos de preços galopantes do boi – responsável por 80% dos custos de produção -, ninguém fica feliz ao observar, semana a semana, a desvalorização das cotações da carne. Um exemplo é o filé mignon. Desde agosto, o preço médio pago pelos europeus recuou mais de 20%, de US$ 9,5 mil por tonelada para US$ 7,5 mil em novembro. A Europa, que há dez anos respondia por 9,5% da carne bovina exportada pelo Brasil e atualmente absorve menos de 5% – os chineses eram inexpressivos em 2010, e agora compram mais de 41% -, reduziu as compras da commodity nacional em 2020 devido ao impacto da primeira onda de coronavírus. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura mostram que os frigoríficos brasileiros exportaram 67,8 mil toneladas à UE, redução de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em receita, a queda foi de 8,5% – para US$ 390 milhões -, o que indica que o preço médio até se sustentou, o que não está mais acontecendo. Além disso, o Brasil está em desvantagem na comparação com os vizinhos Uruguai e Argentina. Os dois países possuem acesso à cota 481, que conta com isenção de tarifa de importação e é destinada a bovinos engordados no sistema de confinamento (com dieta baseada em grãos). A situação delicada dos países da UE dificilmente fará diferença no preço interno do boi gordo, o que em tese daria algum alívio para frigoríficos que viram a margem apertar por causa da disparada do boi gordo – o preço da arroba aumentou mais de 55% nos últimos doze meses e hoje vale quase R$ 280, um recorde. Nesse cenário, importantes abatedouros que ostentavam margens de 13% a 15% no primeiro semestre agora trabalham com cerca de 5% – quanto mais dependem das vendas no Brasil, pior fica o desempenho.
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