CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1357 DE 09 DE NOVEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1357 | 09 de novembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: valores voltam a subir no mercado brasileiro

Em São Paulo, o preço do boi gordo disparou, passando de R$ 281, para R$ 285; boi padrão China está mais valorizado

Os preços da arroba do boi gordo voltaram a subir na maioria das regiões de produção e comercialização no mercado físico brasileiro na sexta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o destaque do dia foi a disparada da arroba do boi em São Paulo, com muitos negócios saindo acima de R$ 285 por arroba. Os animais padrão China foram negociados em até R$ 290 por arroba à vista em todo o estado. Para animais destinados ao mercado doméstico há relatos de negócios em até R$ 285 à vista. No Centro-Norte também foi evidenciada alta, no entanto em menor proporção. “O movimento segue centrado em uma combinação de fatores, a oferta de animais terminados permanece muito restrita no mercado doméstico, ressaltando que os animais de pasto estarão aptos ao abate apenas no primeiro trimestre de 2021. Por fim, o mercado ainda se depara com uma demanda bastante aquecida, avaliando exportações em bom nível somado ao auge do consumo interno”, destaca. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 285 a arroba, ante R$ 281 na quinta-feira, 5. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 280 a arroba, contra R$ 276. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 279, a arroba, contra R$ 273. Em Goiânia, Goiás, o valor indicado foi de R$ 270 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 262 a arroba, ante R$ 261. No mercado atacadista, os preços ficaram de estáveis a mais altos. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere por reajustes no curto prazo, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo no decorrer da primeira quinzena do mês. Além disso, o aquecimento da demanda durante o último bimestre é outro elemento que precisa ser considerado, avaliando a entrada do décimo terceiro salário e outas bonificações como motivador do consumo. Com isso, o corte traseiro subiu de R$ 20,50 o quilo para R$ 20,75 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 15 o quilo, e a ponta de agulha seguiu em R$ 15 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Animais de confinamento começam a entrar no mercado, mas não são suficientes; @ pode chegar em R$ 300,00

Os animais de confinamento estão começando a aparecer no mercado, mas a oferta é formada por lotes pequenos e que não é suficiente para suprir a demanda. Com a escassez de gado terminado no mercado, os preços da arroba seguem sustentados nas principais praças pecuárias e indicam que o valor pode chegar a R$ 300,00

Para o analista de mercado da Agrifatto, Yago Travagini, o cenário segue com oferta restrita de animais e as indústrias estão indo buscar a matéria prima dos confinamentos. “Nós temos um volume menor de animais confinados se comparado com os anos anteriores, pois não tínhamos um cenário tão animador no mês de maio como estão vendo atualmente”, relata. Com as referências da arroba no mercado futuro próximo aos R$ 300,00, valores da reposição elevados e os preços dos insumos se valorizando a cada faz com que o pecuarista espere por novas altas. “O produtor vê todos esses custos aumentando e faz com que as pedidas de preços aumentem conforme os custos vão aumentando”, destaca. As indústrias estão trabalho com programações de abate bem ajustadas, sendo que as escalas estão ao redor de 4,0 dias úteis em São Paulo. “Tivemos uma queda de um dia útil em relação a semana passada e essa escassez não é só na praça paulista, mas tem estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Tocantins estão com dificuldade em preencher as escalas de abate”, aponta. O analista salienta que as festas de final de ano podem contribuir para a valorização da arroba. “Além disso, tem o fator psicológico em que o pecuarista olha certos valores e só pensa em negociar quando atingir certos preços. Nós nos encaminhamos cada vez mais para chegar aos R$ 300,00/@”, disse. A expectativa é que as cotações no atacado conseguem se manter ao redor de R$ 18,00/kg. “A única questão é que o atacado não está conseguindo repassar os valores para o varejo, mas o atacado tem chance de evoluir de preços com as festas de final de ano”, conclui.

AGRIFATTO

O apetite chinês por carne bovina está voltando ao normal, afirmam exportadores

O consumo de carne bovina em restaurantes na China se recuperou quase totalmente da pandemia de Covid-19, de acordo com o maior exportador de carne da América do Sul

A demanda por serviços de alimentação atingiu 90% dos volumes observados antes da pandemia, disse o Presidente-Executivo da Minerva SA, Fernando Galletti de Queiroz, em teleconferência com analistas na quarta-feira. As visitas às estações de trem, ônibus e aeroportos chineses atingiram um recorde, sugerindo uma sólida recuperação econômica que reforça as perspectivas para o quarto trimestre, disse ele. As exportações para a China devem ser fortes em um período em que o país costuma estocar alimentos para se preparar para as festividades de ano novo. O país asiático é o principal consumidor da carne bovina brasileira, respondendo por cerca de 60% dos embarques do país. Para o Minerva, a China respondeu por cerca de 40% das exportações consolidadas do ano passado. O apetite asiático por carne bovina continuará aumentando devido aos efeitos da peste suína africana sobre a produção de suínos, a urbanização e os novos hábitos alimentares, disse Queiroz. Isso está levando o Minerva a buscar parceiros na região, com a empresa sediada em São Paulo dizendo quarta-feira que assinou um memorando de entendimento não vinculante para formar uma joint venture com uma empresa chinesa, disse Queiroz, sem dar detalhes. O Grupo Greenland, que atua principalmente no mercado imobiliário, disse separadamente em um comunicado que concordou em estabelecer um empreendimento com a Minerva para expandir o negócio de proteínas. A Groenlândia usará seu canal de distribuição, cadeia de varejo e logística da cadeia de frio para impulsionar as importações de carne bovina da América do Sul. A Groenlândia espera que as importações totais de carne cheguem a 4 bilhões de yuans (US $ 600 milhões) nos próximos dois anos com o acordo da Minerva, de acordo com o comunicado. O objetivo é criar o maior centro de distribuição de importação de carne da China, com comércio de importação superior a 10 bilhões de yuans em cinco anos.

Bloomberg

ECONOMIA

Dólar fecha em R$5,39 e acumula forte queda na semana com vitória de Biden

Apesar da forte desvalorização dos últimos dias, o dólar ainda acumula salto de 34% contra o real em 2020, tendo sido impulsionado também por um ambiente de juros extremamente baixos 

O dólar fechou em forte queda contra o real na sexta-feira, acumulando uma perda de 6,1% na semana, com investidores voltando a buscar ativos de risco em meio a vitória de Joe Biden nas eleições dos Estados Unidos. Em meio à reta final das apurações, o dólar spot registrou queda de 2,80% na sessão, para 5,39 reais na venda, seu menor patamar para fechamento desde 18 de setembro (5,3767) e sua maior desvalorização diária desde 28 de agosto (-2,927%). Desde o fechamento da última sexta-feira a moeda norte-americana teve queda de cerca de 6,1%, sua maior perda semanal desde a semana encerrada em 5 de junho. Apenas nos últimos três dias, a divisa perdeu mais de 6,4%, depois de ter fechado a terça-feira –dia da eleição nos EUA– em 5,7609 reais. A vitória de Biden “exerce pressão baixista sobre o dólar porque uma presidência do democrata poderia ser positiva para o sentimento de risco global”, disse à Reuters Alejandro Ortiz, economista da Guide Investimentos, destacando que “Biden passou Trump em Estados extremamente cruciais”. Ao contrário dos polêmicos posicionamentos do atual presidente republicano nos últimos anos à frente da Casa Branca, “o comportamento (de Biden) não é errático, volátil e imprevisível”, o que poderia reduzir a busca por segurança na moeda norte-americana, acrescentou. Os mercados mais amplos já haviam precificado que uma vitória de Biden seria positiva para mercados emergentes, principalmente devido à maior probabilidade de aprovação de estímulos fiscais e às perspectivas de uma política comercial mais aberta na maior economia do mundo. No Brasil, chamou a atenção na tarde da sexta-feira a fala do Ministro da Economia, Paulo Guedes, que adotou tom positivo em relação à economia e disse que o país já voltou à agenda de reformas, além de ter defendido privatizações, a redução da dívida/PIB e a manutenção do ajuste fiscal. Investidores também citaram declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que voltou a defender na sexta-feira a aprovação da reforma tributária e disse que o debate da reforma administrativa deve começar nesta semana. Nos últimos meses, o cenário doméstico tem sido motivo de preocupação para os mercados financeiros que, além de descontentes com o atraso na entrega das reformas estruturais, que consideram essenciais, temem que o governo fure seu teto de gastos de forma a financiar um pacote de auxílio em resposta à pandemia de Covid-19.

REUTERS

Ibovespa avança mais de 7% em semana regida por eleição nos EUA

O Ibovespa fechou a primeira semana de novembro com forte alta tendo nos holofotes as eleições nos Estados Unidos

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou com variação positiva de 0,17%%, a 100.925,11 pontos, e alta de 7,42% na semana/mês. No ano, o declínio ainda alcança 12,73%. O cenário com o democrata Joe Biden vitorioso na disputa presidencial e o Senado norte-americano mantendo a maioria republicana, que vem se consolidando com a apuração dos votos, endossou fortes ganhos em Wall Street, o que embalou o pregão brasileiro, após um fim melancólico em outubro. Agentes financeiros entendem que tal combinação reduz a chance de mudanças expressivas de políticas econômicas nos EUA, principalmente em relação à tributação de grandes empresas norte-americanas, e notadamente o setor de tecnologia. Para Florian Bartunek, sócio-fundador da Constellation Asset, que tem 15 bilhões de reais sob gestão, os mercados no exterior reduziram risco antes das eleições, cautelosos com a chance de uma vitória democrata na Casa Branca e no Senado, o que não se confirmou. “Isso é bom porque a governança fica equilibrada….Com esse ‘problema’ saindo da frente, investidores voltam a focar nas companhias e menos na eleição”, afirmou. “E a bolsa norte-americana indo bem, afeta também a bolsa brasileira como todas as bolsas do mundo.” Em Nova York, o S&P 500 acumulou uma alta de mais de 7% na semana, com Biden ampliando a vantagem em relação a Trump em Estados cruciais como a Geórgia e a Pensilvânia. Em meio à acirrada disputa nos EUA, mais empresas brasileiras reportaram balanços trimestrais nos últimos dias, incluindo Itaú Unibanco, que ainda anunciou planos envolvendo sua participação na XP, o que fez suas ações dispararem mais de 7% na quarta-feira.

REUTERS 

Inflação é a mais alta em 18 anos para outubro com peso de alimentos e aéreas

Os preços dos alimentos voltaram a pesar com força bem como as passagens aéreas, e a inflação oficial brasileira seguiu em ritmo forte em outubro, marcando o resultado mais elevado para o mês em 18 anos

Em outubro, o IPCA acelerou a alta a 0,86%, de 0,64% em setembro, de acordo com os dados informados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado marca a maior inflação para um mês de outubro desde 2002, quando foi de 1,31%, e também é a taxa mais elevada no ano. No acumulado dos 12 meses até outubro, o IPCA registrou avanço de 3,92%, contra 3,14% em setembro, e com isso fica praticamente no centro da meta para este ano, que é de 4% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O IBGE explicou que a maior variação e o maior impacto no índice do mês vieram do grupo Alimentação e Bebidas, cujos preços subiram 1,93%, embora tenham desacelerado sobre o avanço de 2,28% visto em setembro. Essa desaceleração se deveu principalmente a altas menos intensas em alguns alimentos para consumo no domicílio (2,57%), como o arroz (13,36% de 17,98% no mês anterior) e o óleo de soja (17,44% de 27,54%). Por outro lado, o avanço de 18,69% nos preços do tomate foi mais intenso do que em setembro, enquanto frutas (2,59%) a batata-inglesa (17,01%) subiram após recuo no mês anterior. “Isso tem a ver com a oferta desses produtos e também se dá por conta do dólar mais alto, que fomenta exportações e restringe a oferta aqui”, explicou o Gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. Tanto o pagamento do auxílio emergencial de combate ao coronavírus quanto o câmbio favorável às exportações vêm pressionando os preços dos alimentos, o que já levanta preocupações de uma alta mais disseminada dos preços. Transportes, com alta de 1,19%, também exerceu impacto relevante em outubro depois que as passagens aéreas subiram 39,83%, sendo o maior impacto individual no índice geral. Por sua vez, os custos de serviços subiram em outubro 0,55%, de uma alta de 0,17% em setembro puxados por passagens aéreas, mas também por outros serviços como barbeiro, manicure, turismo, hospedagem e aluguel de carro, segundo o IBGE. Outubro também marcou o maior índice de difusão do ano, de 68%, o que dá a ideia de que “a inflação não é só de alimentos. As altas estão mais espalhadas pelo IPCA”, segundo o gerente da pesquisa.

REUTERS 

Poupança tem captação líquida de R$7,017 bi em outubro, recorde para o mês

A tradicional caderneta de poupança registrou captação líquida de 7,017 bilhões de reais em outubro, recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1995, informou o Banco Central (BC) na sexta-feira

No mês, os depósitos superaram os saques em 4,060 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve entrada de 2,957 bilhões de reais. No acumulado do ano, o ingresso de recursos na poupança chegou a 144,227 bilhões de reais, também recorde para o período. De janeiro a outubro do ano passado, houve saída de 6,310 bilhões de reais.

REUTERS

EMPRESAS 

JBS informa que não foi notificada sobre processo envolvendo venda do frigorífico Mataboi

Família Dorazio questiona valor de venda do negócio, fechado em 2014

A JBS informou que não foi notificada pela Justiça a respeito de processo que a família Dorazio, ex-controladora do Mataboi, move contra a empresa. Como noticiou a “Broadcast”, a família questiona o valor da venda do Mataboi à JBJ Agropecuária, em 2014. A JBJ é controlada por José Batista Júnior, conhecido como Júnior Friboi, que é irmão de Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS. “A JBS desconhece qualquer ação dessa natureza e não está relacionada com a empresa citada”, informou a maior empresa de proteínas animais do mundo. Como já informou o Valor, o negócio entre Mataboi e JBJ foi fechado em 2014, por valor não revelado. O Mataboi era, então, o quarto maior frigorífico de carne bovina do país, com capacidade de abate de 2,6 mil animais por dia, em três unidades — Araguari (MG), Rondonópolis (MT) e Santa Fé (GO) — e faturamento anual da ordem de R$ 1,7 bilhão. Apesar da boa escala, o Mataboi havia pedido recuperação judicial em 2011, com dívida de R$ 253,5 milhões. Quando foi adquirida pela JBJ, a dívida era de R$ 480 milhões, assumida pelo novo controlador, mas em 2017 a empresa saiu da recuperação. Também em 2017, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) mandou a JBJ se desfazer do Mataboi, por considerar a possibilidade de a empresa de Júnior Friboi atuar em consonância com a JBS — e avaliar que a participação de mercado da JBS já era elevada. A JBJ recorreu da decisão do Cade na Justiça, obteve em 2018 uma liminar favorável e continua a controlar o Mataboi. Júnior Friboi não tem há anos participações nem na JBS nem na J&F, a holding dos irmãos Batista. Mas, amparada na posição do Cade de que JBJ e JBS podem agir em consonância, a família Dorazio, segundo a “Broadcast”, pede na Justiça a diferença entre o efetivo valor da venda do Mataboi à JBJ e o valor que a empresa supostamente teria caso a JBS não tivesse “interferido” no mercado. A família estima que essa diferença pode chegar a R$ 1 bilhão.

VALOR ECONÔMICO 

Burger King Brasil espera aumento nos preços de carnes

O Burger King Brasil, operador de restaurantes Burger King e Popeyes Louisiana Kitchen no país, espera que aumentos no preço de carnes resultem em repasses para preços de vendas, disse o presidente da companhia, Iuri Miranda, em teleconferência com analistas na sexta-feira (06)

“O aumento de preços de commodity de carnes é uma realidade. A gente acredita que isso vai impactar todo o mercado, não só a gente…incluindo também o mercado de alimentação, como supermercados”, disse ele. “E a gente não vê como isso pode ser absorvido pelo mercado, deverá haver uma transferência aos preços de vendas.” O Burger King Brasil registrou prejuízo no terceiro trimestre, mas executivos do grupo informaram que a companhia já observa forte recuperação das vendas após o período de maior isolamento social. Mesmo com a reabertura dos restaurantes nos shoppings, as vendas por delivery foram recorde de vendas no terceiro trimestre, atingindo R$ 120,1 milhões, alta de 210,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre, a empresa iniciou a retomada gradual de seus investimentos com abertura de 11 novas lojas. O BK Brasil está avaliando uma oferta pública de distribuição primária de ações para levantar recursos e acelerar seu plano de crescimento. A realização da oferta está sujeita à obtenção de aprovações societárias e condições favoráveis no mercado. “A gente não vê mudança de estratégia ao que a gente já vinha fazendo antes da covid, devemos manter a mesma estratégia dos últimos anos (daqui) para frente”, disse Miranda. Antes da pandemia, o plano da empresa era abrir cerca de cem restaurantes por ano e manter uma proporção de 70% dos restaurantes como próprios e 30% franqueados.

CARNETEC 

FRANGOS & SUÍNOS

Preços da carne de frango registram novos avanços no mercado

Neste início de novembro, os preços da carne de frango registram novos avanços no mercado atacadista

O período de primeira semana do mês tende a aumentar a demanda da população. De acordo com boletim informativo do Cepea, para algumas regiões e produtos, os atuais valores registrados no setor avícola são recordes reais da série histórica do Cepea. Em outubro, os embarques brasileiros de carne de frango in natura recuaram, mas os preços domésticos da carne seguiram em alta na maior parte do mês, sustentados pelo mercado brasileiro da proteína bastante aquecido, especialmente devido à competitividade recorde dessa proteína em relação às substitutas, bovina e suína.

CEPEA

MEIO AMBIENTE

Política ambiental de Biden acende alerta para postura de desmatamento ilegal no Brasil

Especialistas alertam para isolamento do país no mercado internacional, caso governo não se adeque às exigências do novo presidente norte-americano

Após 95% das urnas conferidas, agências de notícias norte-americanas confirmam a eleição de Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos com 290 delegados a favor do democrata. Desde os discursos prévios para as eleições dos Estados Unidos, Biden já havia deixado claro que seria mais rigoroso com pautas ambientais, inclusive se referindo especificamente à Amazônia e a uma possível cooperação entre países com a finalidade de proteger o bioma. Como lembra Carlos Gustavo Poggio, doutor em Relações Internacionais e professor na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), o conselheiro de Biden sobre América Latina, Juan González, afirmou que “não vai fazer nenhum tipo de negociação com o Brasil se não houver um avanço em pautas de meio ambiente e direitos humanos, que são pautas democratas que há muito tempo vêm se desenvolvendo”, diz Poggio. A postura de Biden é completamente oposta à de Donald Trump e, por consequência, contrária à do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Neste sentido, o professor da FAAP alerta para um possível isolamento do mandatário brasileiro a curto prazo, já que “o governo Bolsonaro jogou todas as suas fichas na aproximação com o Trump” e Biden já teve críticas públicas diretas a Bolsonaro. “Portanto, os democratas devem entrar com muita má vontade em relação ao presidente brasileiro. Má vontade que já está clara no Congresso, pelos democratas, o que realmente causa uma dificuldade imediata ao Brasil”, indica Poggio.

GLOBO RURAL 

INTERNACIONAL

Disputa com chineses leva Austrália a tentar diversificar mercados

Governo do país aconselha exportadores a reduzir a dependência em relação ao gigante asiático

O governo australiano aconselhou as empresas exportadoras do país a procurar novos mercados e reduzir a dependência em relação à China, em meio ao agravamento de uma disputa entre os dois países em torno da covid-19. Os embarques da Austrália à China superam US$ 4 bilhões por ano. Membros do governo fizeram o alerta a exportadores durante uma conferência virtual na quinta-feira que discutiu ameaças informais feitas por importadores chineses aos exportadores australianos. Os importadores relataram que Pequim pretende vetar as compras de vinho, lagostas, cobre e outros bens a partir da sexta-feira. Uma fonte que participou do evento disse ao “Financial Times” que eles foram avisados pelas autoridades que as relações bilaterais com a China dificilmente melhorariam no curto prazo e que eles deveriam começar a explorar outras opções. O alerta chega depois da decisão de Pequim de impor tarifas contra as importações de cevada e cortes de carne da Austrália e de ter começado uma investigação antidumping sobre as remessas de vinho australiano. Essas medidas foram anunciadas pela China depois que Camberra defendeu, em abril, uma investigação sobre a origem da epidemia de covid-19 em Wuhan. Desde então, as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países chegaram ao pior momento em uma geração, com alguns exportadores australianos enfrentando dificuldade para passar com seus produtos pela alfândega chinesa. O Ministro do Comércio da Austrália, Simon Birmingham, disse que o governo chinês negou haver algum esforço coordenado para restringir a entrada de produtos australianos. Birmingham afirmou que os problemas no comércio exterior dos últimos meses aumentam drasticamente os riscos para os exportadores australianos na China e sinalizam que algumas empresas começarão inevitavelmente a procurar mercados alternativos na Ásia, como Japão, Coreia do Sul e Indonésia. A China é o maior parceiro comercial da Austrália. Camberra admitiu não estar recebendo mais retorno para as ligações telefônicas que faz a seus pares chineses. Birmingham considerou decepcionante que Pequim ainda se recuse a envolver-se em conversas na esfera ministerial.

Financial Times

Paraguai aumentou volume e preço de exportação da carne bovina até outubro

Apesar das dificuldades comerciais em decorrência da pandemia, a carne bovina paraguaia manteve uma demanda global crescente em 2020 em relação ao ano anterior; seguindo uma tendência global de maior consumo de proteína vermelha

Entre janeiro e outubro, as indústrias exportaram 211.911 toneladas para um total de 48 mercados, uma alta de 5,7% em relação ao mesmo período de 2019. Embora haja diversos destinos, mais de 82% do volume comercializado foi enviado para o Chile, Rússia, Taiwan, Israel e Brasil. As vendas externas permitiram um faturamento de US $ 860 milhões, um aumento de 4,6% em relação a 2019. O preço médio de comercialização se posicionou em US $ 4.057 por tonelada. Os miúdos bovinos exportados em 2020 cresceram 11,2%, com 42.067 toneladas, totalizando US $ 68,2 milhões (- 2,9%). A Rússia lidera as compras com mais de 12 mil toneladas entre janeiro e outubro.

El País Digital 

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