CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1358 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1358 | 10 de novembro de 2020

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA 

EXPORTAÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA CAEM 4% EM OUTUBRO, MAS NO ACUMULADO DO ANO O CRESCIMENTO É DE 9%

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) apresentaram queda de 4% no volume e de 8% na receita no mês de outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), com base na sua compilação de dados do Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Decex) 

A movimentação em outubro foi de 189.575 toneladas e a receita de USD$ 790 milhões. No ano passado, no mesmo mês, a movimentação foi de 197.932 toneladas e a receita de US$ 858 milhões. No acumulado do ano até outubro, no entanto, as exportações totais apresentam um crescimento de 9% no volume e de 16% na receita, com movimentação de 1 milhão 650 mil toneladas e entrada de divisas na ordem de US$ 6,8 bilhões. Em 2019, no mesmo período, a movimentação alcançava 1 milhão 520 toneladas e a receita US$ 5,8 bilhões. A China, através de suas importações pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong continua alavancado este crescimento. Até outubro, as importações chinesas somaram 948.168 toneladas com receita de US$ 4 bilhões. Em 2019, essa movimentação atingiu 625.256 toneladas, com receita de US$ 2,64 bilhões, o que significou um crescimento de 106% nas importações chinesas pelo continente e uma queda de 10% nas realizadas por Hong Kong. No mês de outubro de 2020, as importações chinesas somaram 109 mil toneladas. Depois da China, entre os 20 maiores importadores do produto brasileiro, na segunda posição está o Egito com compras de 113.304 toneladas ou -27,4% em relação a 2019; o Chile vem em seguida com importações de 71.512 toneladas, queda de 25,6%; a Rússia está na quarta posição, com 51.201 toneladas e redução de 16% em relação a 2019; em quinto vem os EUA, com movimentação de 48.772 toneladas e um crescimento de 52,3 % em relação a 2019; a Arábia Saudita, por sua vez, movimentou 35.402 toneladas (+ 0,3%); os Emirados Árabes compraram 33.811 toneladas (-49%) enquanto que as Filipinas importou 33.778 toneladas, crescimento de 15,9% em relação a 2019. A maioria dos países integrantes da União Europeia, outro tradicional cliente do produto brasileiro, também registrou queda nas importações. No total, no acumulado até outubro, 82 países aumentaram suas compras enquanto outros 82 reduziram suas aquisições.

VALOR ECONÔMICO/REUTERS/GLOBO RURAL/ESTADO DE MINAS/ISTO É DINHEIRO/ G1/O GLOBO/CANAL RURAL/ESTADÃO CONTEÚDO/MONEY TIMES/TERRA ECONOMIA/DIÁRIO DO COMÉRCIO/PÁGINA RURAL/CORREIO DO POVO/BROADCAST/NORTEAGROPECUÁRIO/CARNETEC/JORNAL DO COMÉRCIO/AGROEMDIA/BLOOMBERG/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/PORTAL DBO

NOTÍCIAS

Preço da arroba do boi gordo subiu em todas as praças pecuárias

Após uma semana agitada na maioria das praças pesquisadas pela Scot Consultoria, reflexo de um dia útil a menos de negócios, as indústrias frigoríficas começaram esta semana ofertando mais pela arroba do boi gordo

Em todas as 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, o preço da arroba do boi gordo subiu na última segunda-feira (9/11). Em São Paulo, a cotação do boi gordo ficou em R$285,00/@, preço bruto e à vista, com as indústrias frigoríficas ofertando R$4,00 a mais por arroba do boi gordo, ou seja, uma variação positiva de 1,4%, na comparação dia a dia. Negócios pontuais em R$290,00/@ acontecem para animais que atendem as exigências para exportação.

SCOT CONSULTORIA 

Média diária das exportações de carne bovina in natura teve um aumento de 35,05% na primeira semana de novembro

A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX) divulgou ontem que o volume embarcado atingiu 42 mil toneladas de carne bovina nos quatro primeiros dias úteis de novembro. Em 2019 o total exportado em todo mês de novembro foi de 155,5 mil toneladas

A média diária embarcada na primeira semana ficou em 10,5 mil toneladas e teve um aumento de 35,05% se comparado com os dados observados em novembro do ano passado, que registrou uma média exportada de 7,77 mil toneladas. A média diária exportada registrou um aumento de 24,07% frente aos números divulgados na semana anterior, em que a média ficou em 8,1 mil toneladas. Os preços médios na primeira semana de novembro ficaram próximos de US$ 4.393,2 mil por tonelada, queda de 9,21% frente aos dados divulgados em novembro de 2019 que registrou um valor médio de US$ 4.838,7 mil por tonelada. O valor negociado para o produto foi US$ 184,554,3 milhões na primeira semana de novembro deste ano. O preço comercializado durante o mês de novembro do ano anterior foi de US$ 752,587,8 milhões. A média diária ficou em US$ 46,138,6 milhões e registrou um avanço de 22,61%. No mês de novembro do ano passado, foi de US$ 37,629,4 milhões.

SECEX

Arroba do boi se aproxima de R$ 290 em São Paulo, com nova alta nos preços

A incidência de contratos a termo e a utilização de confinamentos próprios não foi capaz de alterar a curva de preços da arroba do boi

Os preços do boi gordo voltaram a subir na maioria das regiões de produção e comercialização no mercado físico brasileiro nesta segunda-feira, 9. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais terminados permanece muito discreta neste último bimestre. Mesmo a incidência de contratos a termo e a utilização de confinamentos próprios não foi capaz de alterar a curva de preços. “A estiagem prolongada no Centro-Sul do país resultou em um desenvolvimento tardio dos animais de pasto, que devem estar aptos ao abate apenas no primeiro trimestre. A demanda também está próxima do seu ápice no mercado doméstico, somado ao bom resultado das exportações. Importante ressaltar o peso do câmbio na tomada de decisão dos frigoríficos, em caso de movimentos mais agressivos de valorização do real haveria o estreitamento da margem operacional, o que pode alterar o comportamento na aquisição de boiadas”, assinala. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 289 arroba, ante R$ 285 na sexta-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 280 a arroba, estáveis. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 280 a arroba, contra R$ 279 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 275 a arroba, ante R$ 270 a arroba. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 266 a arroba, ante R$ 262 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. De acordo com Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a reajustes, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. Além disso, a demanda está próxima do seu ápice, com a entrada da primeira parcela do décimo terceiro salário somado a outras benesses relativas ao último bimestre acelerando a reposição entre atacado e varejo. Com isso, o corte traseiro subiu de R$ 20,75 o quilo para R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 15,00 o quilo, e a ponta de agulha seguiu em R$ 15 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha perto da estabilidade com Biden e vacina

O dólar registrou queda de 0,08%, a 5,3855 reais, depois de ter chegado a cair mais de 3% na mínima do pregão

O dia contou com volatilidade, e, na máxima do pregão, a moeda superou os 5,42 reais. O dólar futuro de maior liquidez, que é negociado até as 18h, subia 0,43%, a 5,3930 reais. Reginaldo Galhardo, Gerente de câmbio da Treviso Corretora, disse que a divisa abandonou as mínimas da sessão porque “o mercado em euforia em relação (à vitória de) Biden acabou derrubando o dólar, e, no patamar próximo a 5,20 reais, acabaram por aparecer muitos compradores.” O comportamento do dólar no mercado interbancário brasileiro visto mais cedo, nas mínimas do dia, ficou em linha com uma busca mundial por risco depois que Biden superou no sábado o patamar de 270 votos no Colégio Eleitoral necessário para vencer a presidência. Mesmo com ameaças do atual presidente, Donald Trump, de que buscará medidas legais para minar os resultados eleitorais sob alegações não comprovadas de fraude, os mercados internacionais pareciam otimistas, principalmente diante da expectativa de que a gestão de Biden poderá gerar mais gastos na maior economia do mundo, além de abrandar sua retórica comercial. Também apontada por vários analistas como um fator de impulso para ambiente de otimismo, a Pfizer disse na segunda-feira que sua vacina experimental contra a Covid-19 mostrou ser 90% eficaz na prevenção da doença com base em dados iniciais de um estudo amplo. No Brasil, a pauta fiscal continuava no radar dos investidores, em meio a temores de que o governo possa furar seu teto de gastos ao tentar conciliar um Orçamento apertado para o ano que vem ao financiamento de um novo programa de assistência social. O Vice-Presidente do país, Hamilton Mourão, afirmou na segunda-feira que tudo indica que o Congresso não vai votar o Orçamento de 2021 ainda este ano e que isso poderá afetar a nota do Brasil nas agências de classificação de risco. Otávio Aidar, estrategista-chefe e gestor de moedas da Infinity Asset, disse à Reuters que essa notícia também colaborou para uma recuperação no dólar nesta segunda-feira em relação às mínimas do dia.

REUTERS               

Ibovespa sobe forte e tem volume expressivo com otimismo sobre vacina e eleição de Biden

O Ibovespa fechou em forte alta na segunda-feira em sessão com giro expressivo após eleição de Joe Biden para a presidência dos EUA e anúncio de Pfizer/BioNTech de que sua candidata a vacina contra o coronavírus mostrou-se 90% eficaz em estudos preliminares

Na bolsa brasileira, a notícia da vacina embalou as companhias que mais sofreram com a pandemia e que mais devem se beneficiar de uma reabertura econômica total, com o salto nos preços do petróleo também impulsionando as ações da Petrobras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,57%, a 103.515,16 pontos. O volume financeiro na bolsa totalizou 49,1 bilhões de reais, bem acima da média diária de 2020 de 29,9 bilhões de reais. O giro recorde no segmento Bovespa é de 18 de dezembro de 2019, quando movimentou 54,9 bilhões de reais, líquidos do exercício sobre o Ibovespa que aconteceu no mesmo dia, com o total da sessão ficando em 79,6 bilhões de reais. Um porta-voz da Pfizer afirmou à Reuters que o governo do Presidente Jair Bolsonaro mantém negociações com a farmacêutica no Brasil para comprar a vacina experimental contra a Covid-19 da companhia e incluí-la no Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. A notícia sobre a vacina ampliou o clima já positivo nos mercados acionários em razão da vitória de Biden, anunciada no sábado, após uma dura campanha eleitoral, bem como sua promessa de que trabalhará para unificar um país profundamente dividido, mesmo com Donald Trump se recusando a aceitar a derrota. “Com isso, a incerteza em torno da eleição se dissipou e os investidores recuperaram o apetite pelo risco”, afirmou o analista de mercados Milan Cutkovic, da Axi. Para o analista Chris Hussey e equipe, do Goldman Sachs, as atenções dos investidores agora provavelmente migrarão rapidamente dos catalisadores do período atual formado por resultados do terceiro trimestre, eleições e vacinas. Por aqui, dados da CVM mostraram que mais duas companhias – a construtora BRZ e a rede de lojas de departamento Le Biscuit – desistiram dos planos para listar ações na B3, elevando para 20 o número de cancelamento de planos de estreia na bolsa em 2020.

REUTERS 

Mercado vê inflação mais alta, Top-5 eleva perspectiva para Selic em 2021

O mercado continua elevando as projeções para a inflação enquanto o grupo dos analistas que mais acertam as previsões passou a ver a taxa básica de juros mais alta em 2021, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

O levantamento semanal mostrou que as expectativas para a alta do IPCA subiram a 3,20% em 2020 e a 3,17% em 2021, respectivamente de 3,02% e 3,11%. O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para a política monetária, a pesquisa como um todo não apresentou mudanças, com a taxa Selic sendo calculada nos atuais 2% este ano e em 2,75% em 2021. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC tem agendada apenas mais uma reunião este ano, em 8 e 9 de dezembro. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo manutenção da Selic este ano, mas passou a ver a taxa a 2,25% no ano que vem, de 2% antes. Já as contas para o Produto Interno Bruto (PIB) sofreram leves ajustes, com perspectiva de contração de 4,80% em 2020, de queda de 4,81% vista antes. Em 2021 a economia deve crescer 3,31%, contra 3,34% projetado antes.

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Recuperação do mercado de trabalho perde força em outubro, aponta FGV

O mercado de trabalho no Brasil continuou em recuperação em outubro, porém com menos intensidade, apontou o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) divulgado na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, subiu 2,9 pontos e foi a 84,9 pontos em outubro, no sexto mês seguido de ganho, porém mostrando desaceleração da recuperação desde julho. “O resultado de outubro confirma o cenário de recuperação do mercado de trabalho. Apesar da sexta (alta) seguida, a melhora tem sido mais tímida com o passar dos meses e o nível atual ainda se encontra consideravelmente abaixo do período pré-pandemia”, explicou em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE. “A incerteza, que ainda se mantém elevada, e a proximidade do período final de ajuda do governo parecem contribuir para uma maior cautela dos empresários”, completou. O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) ficou estável pelo segundo mês seguido, a 96,4 pontos, segundo a FGV. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. “A estabilidade do indicador mostra que a percepção sobre o mercado de trabalho ainda é negativa e sugere piora na taxa de desemprego. O alto patamar também mostra que ainda existe uma longa caminhada para voltar ao nível anterior à pandemia”, disse Tobler. O mercado de trabalho costuma ser o último a se recuperar em tempos de crise. No trimestre encerrado em agosto, a taxa de desemprego do Brasil disparou a 14,4% e chegou ao maior nível da série, enquanto o número de desempregados foi a 13,8 milhões diante do aumento da procura por trabalho com a flexibilização das medidas de isolamento social, segundo dados do IBGE.

REUTERS 

Brasil deve deixar em 2020 de ser uma das dez maiores economias do mundo

Com desvalorização do real, país deve ser ultrapassado por Coreia do Sul, Canadá e Rússia e cair para o 12º lugar

Com a desvalorização do real e a redução do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o tamanho da economia do país em dólares vai sofrer forte queda neste ano e sair do seleto grupo das dez maiores do planeta, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) compilados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Levando em conta a paridade do poder de compra, o Brasil ocupou no começo desta década a sétima posição no ranking de maiores economias do mundo, status que sustentou posição até 2016. No ano seguinte, em 2017, o país escorregou para a oitava posição e, em 2019, ocupava o décimo lugar entre as grandes economias do planeta. Pelas projeções do Fundo, o PIB brasileiro deve recuar 28,3% neste ano em relação a 2019, quando convertido para a moeda americana: de US$ 1,8 trilhão para US$ 1,4 trilhão. O país deve perder, assim, três posições no ranking das maiores economias do mundo, de nona para a 12ª posição, ultrapassado por Canadá, Coreia do Sul e Rússia. Marcel Balassiano, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, lembra que a pandemia vai afetar a economia do Brasil e de diversos países em moedas locais. No caso brasileiro, o FMI projeta retração do PIB em 5,8% em 2020, frente ao ano passado. Mas muito da mudança de posição do Brasil no ranking decorre da depreciação cambial, e não apenas da queda da atividade econômica, explica o pesquisador. Durante a pandemia, o real foi uma das moedas que mais se desvalorizaram no mundo. O dólar médio de 2020 está em R$ 5,28, 30% acima da média do ano passado. Balassiano lembra, porém, que essa desvalorização da moeda não foi obra do acaso. Ela diz muito sobre a percepção de risco em relação ao país. Em tempos de real valorizado, o país chegou a ocupar a sétima posição no ranking mundial, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido e França. Foi assim em 2011, quando a moeda americana valia menos de R$ 2.

VALOR ECONÔMICO    

EMPRESAS

BRF tem lucro do 3º tri acima das previsões

A processadora de alimentos BRF reportou na segunda-feira lucro ligeiramente acima das expectativas dos analistas, impulsionado por um forte desempenho no Brasil no terceiro trimestre

A empresa informou que lucrou 218,7 milhões de reais no período. Analistas previam lucro líquido de 203,15 milhões de reais em média, segundo dados do Refinitiv. A receita líquida cresceu 17,5%, para 9,9 bilhões de reais, já que a empresa conseguiu aumentar o preço médio dos produtos vendidos. A BRF também disse que conseguiu aumentar em 0,7% os volumes de alimentos industrializados e carnes vendidos no trimestre, para 1,1 milhão de toneladas. A BRF, maior exportadora mundial de frango, obteve mais da metade de suas vendas do Brasil, onde a receita líquida cresceu quase 21%. Internacionalmente, a receita líquida cresceu 13,5%, mas ajustes na produção em meio à pandemia da Covid-19 continuaram impactando as operações. Como resultado, o lucro bruto e as margens foram pressionados, disse a BRF. Os custos mais altos de grãos e outras despesas denominadas em dólares também afetaram a lucratividade de suas exportações, acrescentou a empresa.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS

Exportadores brasileiros de carne suína terão que diversificar seus mercados

China deverá retomar patamares de produção pré-peste suína em poucos anos

Os exportadores brasileiros de carne suína precisam diversificar os clientes e, assim, reduzir a excessiva dependência da China, conforme a consultoria de agronegócios do Itaú BBA. Em poucos anos o país asiático retomará o nível de produção do período pré-peste suína africana, o que reduzirá a demanda de importação. Ao que tudo indica, 2021 deverá ser o primeiro ano de avanço da produção chinesa após a crise sanitária. Desde que a doença letal começou a castigar o plantel de suínos da China, a exportação brasileira mais que triplicou. De janeiro a setembro deste ano, as vendas do Brasil ao país asiático somaram 376,7 mil toneladas, 218% mais que no mesmo período de 2018, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A China, que em 2018 respondia por 25% da carne suína exportada pelo Brasil, agora absorve mais de 50% do total, em volume. De janeiro a setembro de 2020, os frigoríficos brasileiros exportaram 754,4 mil toneladas, angariando US$ 1,6 bilhão. As vendas aos chineses renderam US$ 914 milhões, 55% do total. Para o Itaú BBA, a recomposição do plantel de suínos da China, que está em andamento, exigirá que o Brasil aumente as vendas para países como Japão e Coreia do Sul, mercados abertos, mas pouco acessados pelo país, e para o México, que é um grande importador, mas não é aberto ao Brasil. O trabalho do banco lembra que, recentemente, o Conselho de Estado chinês estipulou como meta uma autossuficiência de 95% em carne de porco. Os analistas também recomendaram cautela às indústrias e aos produtores de suínos do país nos investimentos. No cenário base traçado pelo banco, a produção de carne do país voltará a aumentar em 2021, após três anos de queda – o maior baque foi em 2019, quando a produção caiu 21%. A expectativa do Itaú BBA é que, no próximo ano, os chineses produzam 41,5 milhões de toneladas, 9,2% mais que em 2020. Os chineses deverão ultrapassar o nível pré-peste suína em 2025.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Reino Unido pode taxar alimentos com ‘forte impacto ambiental’

A Aliança de Saúde sobre Mudanças Climáticas do Reino Unido (UKHACC) está pedindo ao governo que tribute alimentos com forte impacto ambiental até 2025, a menos que a indústria aja voluntariamente

A aliança é formada por profissionais de saúde do Reino Unido de 10 Royal Colleges de medicina e enfermagem, da British Medical Association e do Lancet. Em seu relatório publicado semana passada (4 de novembro), ‘Todo consumidor: Construindo um sistema alimentar mais saudável para as pessoas e o planeta’, o UKHACC destacou o papel que a produção de alimentos e a gestão da terra desempenham nas mudanças climáticas. A agricultura tem um impacto significativo na capacidade do planeta de capturar e sequestrar carbono atmosférico, observou a coalizão. “Em particular, o consumo de carne vermelha precisará ser cortado pela metade se o sistema alimentar quiser permanecer dentro dos limites ambientais.” O UKHACC argumentou que mudar as dietas dos consumidores não apenas mitigará as mudanças climáticas, mas também melhorará a saúde da população, apontando para “evidências claras” de que a substituição da proteína animal por proteína vegetal resulta em riscos reduzidos à saúde, incluindo taxas mais baixas de derrame e doenças cardíacas. Entre as recomendações do UKHACC ao governo, que incluem rotulagem ambiental obrigatória para alimentos e proibição de promoções “compre um, leve outro de graça” para produtos perecíveis e não saudáveis, a coalizão está pedindo um imposto de carbono alimentar. Se uma ação voluntária sobre o “impacto total dos produtos alimentícios no clima” não for tomada pela indústria alimentícia até 2025, o UKHACC argumentou que um imposto sobre o carbono alimentar seria cobrado “de todos os produtores de alimentos de acordo com a pegada de carbono de seus produtos”

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INTERNACIONAL

Alemanha confirma novo registro de gripe aviária H5N8 em fazenda

A gripe aviária H5N8 foi confirmada em mais uma criação de aves no norte da Alemanha, disseram autoridades do país na segunda-feira

O caso foi detectado em uma pequena criação na área de Kreis Segeberg, no Estado de Schleswig-Holstein, informou o governo local de Segeberg em um comunicado. Houve uma determinação para que os 36 frangos da fazenda sejam abatidos, e aves de criações próximas não poderão ficar em espaços abertos, segundo as autoridades. Diversos surtos de gripe aviária têm sido reportados na Europa nas últimas semanas. Acredita-se que animais selvagens estejam espalhando a doença. A gripe aviária H5N8 já havia sido detectada em outra criação em Schleswig-Holstein em 5 de novembro. A Holanda, maior exportadora de carne de aves e ovos da Europa, ordenou o abate de mais de 200 mil frangos após registro da gripe aviária em diversas fazendas desde o final de outubro. Já o Reino Unido determinou o abate de 13 mil aves em uma fazenda no noroeste da Inglaterra após a detecção de casos no local. O risco da doença para humanos é considerado baixo.

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