CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1333 DE 02 DE OUTUBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1333| 02 de outubro de 2020

 

NOTÍCIAS

Preço da arroba do boi gordo subiu em 16 praças pecuárias

Na última quinta-feira (1/10), a cotação da arroba do boi gordo subiu em 16 das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria

A disponibilidade comedida de boiadas, programações de abate enxutas, associadas à expectativa de melhora no escoamento da carne com o início do mês explicam esse cenário. Em São Paulo, os frigoríficos paulistas abriram as compras, mais uma vez, ofertando mais pelo boi gordo. Para o boi comum, a cotação subiu 0,8% ou R$2,00/@ na comparação feita dia a dia. A arroba ficou cotada em R$256,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$255,50/@, com desconto do Senar, e R$252,00/@ com desconto do Funrural e Senar. Destacando que há negócios em R$260,00/@, à vista e preço bruto, mesmo preço pago pelo boi China.

SCOT CONSULTORIA 

Alta do boi gordo em São Paulo aquece negociações no mercado interno

Segundo análise do Safras, a elevação nas cotações favoreceu maior avanço nas escalas de abates dos frigoríficos

O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos nas principais praças de comercialização do país na quinta-feira, 1. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ritmo de negociações foi mais fluído após os recentes reajustes, principalmente em São Paulo, o que resultou em avanços nas escalas de abate por parte dos frigoríficos. “A expectativa é de melhora da oferta de animais confinados no mercado doméstico em outubro. No entanto, não será suficiente para uma inversão completa da curva de preços”, avalia. As exportações de carne bovina seguem em bom ritmo neste ano. “É sempre importante destacar o papel da China neste processo, absorvendo volumes substanciais de proteína animal brasileira”, pontua Iglesias. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 259 a arroba, ante R$ 257 a arroba na quarta. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 255 a arroba, contra R$ 253 na quarta-feira. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores chegaram a R$ 252 a arroba, contra R$ 251. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 245 a arroba, contra R$ 242. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 240, estável. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes após a forte alta registrada ontem no corte traseiro. Conforme Iglesias, a tendência é que o movimento persista ao longo da primeira quinzena de outubro, período que conta com maior apelo ao consumo, considerando a entrada dos salários como motivador da demanda. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,25 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,25 o quilo, e o corte traseiro passou de R$ 18,30 o quilo para R$ 19 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

CEPEA: Preços médios de toda a cadeia renovam máximas reais em setembro

Os valores médios de setembro do bezerro, do boi magro, do boi gordo e da carne renovaram os recordes reais das respectivas séries do Cepea 

Segundo pesquisadores, a demanda aquecida, especialmente por parte do mercado externo, e a baixa oferta de animais para abate seguem sustentando os elevados patamares de toda a cadeia pecuária. No geral, apesar de o preço médio do boi para abate ser recorde, o contexto atual não favorece quem faz a reposição, tendo em vista que o bezerro e o boi magro seguem igualmente negociados nos maiores patamares reais. No caso do pecuarista criador, a situação é semelhante, já que, mesmo com o animal desmamado em valor recorde, estes produtores estão tendo elevados desembolsos com a compra de insumos. Além dos produtos importados encarecidos pelo dólar alto, os insumos de alimentação – como milho e farelo de soja – estão operando em preços patamares recordes nominais. Ressalta-se, neste caso, que o clima seco reforça a necessidade do uso de complementação, devido à piora nas condições das pastagens. Quanto à carne, o preço recorde da carcaça casada bovina alivia um pouco frigoríficos que trabalham apenas com o mercado interno.

Cepea

Alta nas cotações dos bovinos para reposição

Preços dos animais para reposição subiram 1,1% nesta semana

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todos os estados monitorados, entre machos e fêmeas anelorados, os preços dos animais para reposição subiram 1,1% nesta semana. Em um ano a valorização é de 84,6%. Neste intervalo, considerando a média de todas as categorias de fêmeas, a alta foi de 89,2% frente a 72,1% da média das categorias dos machos anelorados. A forte retenção de fêmeas para produção de bezerros explica esse quadro. No acumulado dos últimos doze meses, o destaque ficou para a bezerra de desmama anelorada, com alta de 94,1% na média de todos os estados monitorados pela Scot Consultoria. Nos curto e médio prazos, a oferta restrita de animais, associada à demanda aquecida, continuará ditando o rumo das cotações.

SCOT CONSULTORIA 

Exportação de carne bovina in natura cresce 2,85% em setembro

Mercado global continua aquecido, com tonelada cotada pela média de US$ 4.096 para os produtos in natura 

Os embarques de carne bovina in natura, refrigerada ou congelada, somaram em setembro 142,35 mil toneladas. O volume exportado é 2,85% maior que as 138,286 mil toneladas enviadas ao exterior em igual mês de 2019. Embora o mercado continue com demanda aquecida, na comparação com agosto deste ano a queda foi de 14,66%. Os dados foram divulgados na quinta-feira (1º/10) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, e consideram 21 dias úteis do mês de setembro. A receita com as vendas no mês totalizou US$ 583,138 milhões, praticamente estável, com leve redução de 0,09% ante os US$ 583,681 milhões de setembro de 2019, e 10,86% inferior aos US$ 654,23 milhões de agosto. Isso ocorreu por conta do mercado Chinês, o grande cliente da carne brasileira. De acordo com a consultoria Agrifatto, nas duas últimas semanas de setembro os embarques foram menores, em decorrência do feriado chinês e dos estoques elevados de proteínas animais do país asiático.  Por exemplo, a “Semana de Ouro” Chinesa, na qual está o Dia Nacional da China, começa hoje e vai até o próximo dia 8 de outubro, com o país praticamente paralisado em diversos setores. Mesmo assim, o preço médio da tonelada embarcada continua firme, tomando todos os mercados nos quais o Brasil atua. Em setembro ele foi de US$ 4.096,50, ante US$ 4.220,80 de setembro do ano passado e US$ 4.008,30 em agosto de 2020.

ESTADÃO CONTEÚDO 

Seca afeta engorda do boi e reduz oferta de animais até fevereiro

Com dificuldades para encontrar animais a pasto, a saída de bois do confinamento para a indústria pode ganhar força neste mês

O preço pago pela arroba do boi no fim do ano deve subir em grandes proporções. De acordo com a Safras & Mercado, a saída de animais do confinamento deve ganhar força em outubro, mas não vai ser suficiente para pressionar os preços da arroba. Isso porque a estiagem em grande parte do país vai prejudicar a engorda dos animais no pasto até fevereiro. “O cenário de oferta restrita de animais está sendo observado durante todo esse segundo semestre. Com isso, os frigoríficos não estão conseguindo dar sequência em suas escalas de abate. Temos alguns deles operando entre dois até três dias úteis, o que culminou em todo esse movimento de alta nos preços, que deve se manter”, ressalta o analista Safras & Mercado, Fernando Iglesias. O analista reforça que, devido à seca, os animais criados a pasto estarão disponíveis para o abate apenas no primeiro trimestre de 2021. Com o consumo mais concentrado no último trimestre deste ano. Os preços ainda serão pressionados pelas exportações, que seguem com bom desempenho. “Temos um momento muito bom nas exportações, especialmente por parte da China que ainda precisa repor uma oferta de proteína animal impactada pela peste suína. Existe a possibilidade de o país asiático manter esse ritmo nas compras até o fim do ano, o que pode acarretar novas altas nos preços para o mercado brasileiro. Quando se fala em alta da arroba, as exportações são um grande diferencial para o setor de carnes em 2020”, comenta Iglesias.

CANAL RURAL 

ECONOMIA

Dólar supera R$5,65 e real tem pior desempenho no mundo com incerteza fiscal

O dólar fechou na máxima em cerca de quatro meses e meio na quinta-feira, acelerando os ganhos perto do fechamento e empurrando o real ao posto de divisa com pior desempenho no dia, em sessão de novo mal-estar sobre questões fiscais

A cotação negociada no mercado à vista subiu 0,61%, a 5,6531 reais, maior patamar desde 20 de maio (5,6902 reais). O dia já foi de fortalecimento do dólar frente a algumas moedas emergentes, mas a performance pior do real esteve relacionada a um desconforto sobre o recente noticiário relativo à política fiscal. O Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, admitiu na quinta-feira que a criação do programa Renda Cidadã depende de corte de recursos em outras áreas ou alguma medida fora do teto de gastos, já que o governo não tem dinheiro extra, e que o Congresso terá que decidir. Os ativos brasileiros vêm nesta semana demonstrando mais fraqueza em relação a seus pares, depois da turbulência da segunda-feira, após o governo propor que o Renda Cidadã (programa de transferência de renda que substituirá o Bolsa Família) fosse financiado com recursos para precatórios e verbas do próprio Bolsa Família (que será extinto) e do Fundeb. Com tamanha reação negativa do mercado, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu na quarta-feira o financiamento do novo programa com a junção de recursos de iniciativas que já existem –segundo Guedes, ideia original da equipe econômica–, descartando a limitação ao pagamento de precatórios para tanto. Mas os comentários de Guedes pouco fizeram para amenizar de forma substancial as preocupações. A pressão que afetou o câmbio também foi visível nos juros nesta sessão, com as taxas de médio prazo chegando a saltar mais de 10 pontos-base.

REUTERS

Ibovespa avança 0,9% com apoio de Petrobras e Wall Street

O Ibovespa inverteu tendência à tarde da quinta-feira e fechou em alta, apoiado por um ambiente externo favorável e alta dos papéis de Petrobras, em meio ao julgamento no Superior Tribunal Federal (STF) sobre venda de refinarias da petrolífera

O principal índice da bolsa brasileira subiu 0,93%, a 95.478,52 pontos. O volume financeiro da sessão somou 25,4 bilhões de reais. O índice sustentou a alta após os primeiros votos favoráveis ao direito da Petrobras de vender parte de suas refinarias sem aprovação legislativa em julgamento no STF. O placar era de 4 a 3 a favor da petrolífera no fim da sessão. Wall Street também ajudou as ações domésticas, com investidores na esperança de progresso das negociações em Washington para novo estímulo econômico nos EUA. Por aqui, a situação fiscal do país seguiu como foco de atenção. Mais cedo, o Vice-Presidente, Hamilton Mourão, admitiu que a criação do programa Renda Cidadã depende de corte de recursos em outras áreas ou alguma medida fora do teto de gastos, já que o governo não tem dinheiro extra. Enquanto isso, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que se o teto de gastos for violado a autoridade monetária retirará imediatamente o compromisso de não subir juro segundo relatos de três fontes ouvidas pela Reuters e que participaram de evento virtual com o mandatário. Analistas da XP Investimentos reiteraram sua visão de que a Selic permanecerá em 2% até o segundo semestre de 2021, e subirá gradualmente até 3% no final do ano. No entanto, esse cenário pode ser alterado, “caso a perspectiva de sustentabilidade das contas públicas se deteriore significativamente”.

REUTERS 

DESCONFIANÇA CRESCE E TESOURO PAGA MAIS CARO POR RECURSOS

Mercado exige novamente mais prêmio por títulos diante de cenário fiscal adverso

Os riscos relacionados à sustentabilidade das contas públicas se somaram a um leilão de títulos públicos menos concentrado em papéis de prazo mais curto e voltaram a deixar o mercado de juros bastante estressado ontem. Isso se traduziu tanto na alta dos juros futuros quanto no aumento do deságio das LFTs e no prêmio pago pelos papéis prefixados no leilão do Tesouro Nacional. “Existe certa apreensão com a tentativa de tornar o auxílio emergencial, que deveria ser temporário, em um projeto permanente e sem contrapartida. Não é uma questão do mercado não ter aprovado, mas a proposta chegou de surpresa e ninguém esperava que, a esta altura do campeonato e neste governo, que tinha uma proposta reformista antes da pandemia, um projeto como o Renda Cidadã seria apresentado”, diz Sergio Zanini, sócio e gestor da Galápagos Capital. Os momentos de maior pressão no mercado de juros vieram depois que o Tesouro revelou a quantidade de títulos que ofertaria no leilão. Foram ofertadas 6 milhões de LTNs de longo prazo (para janeiro de 2024), um lote maior do que o observado nas semanas anteriores. Ele conseguiu vender a quantidade integral desse lote, mas teve que pagar mais caro. Na oferta de ontem, o prêmio ficou 28,5 pontos-base acima do DI de prazo equivalente. Na semana passada, quando o volume vendido foi bem menor, de 2 milhões de títulos, o prêmio foi de 20,8 pontos-base. “O principal ponto do leilão é observar o comportamento do título para janeiro de 2024. É possível ver que o prêmio abriu muito mais, como um sinal de que o leilão foi muito forte. Depois do megaleilão de 10 setembro, o Tesouro diminuiu bem a oferta desses papéis mais longos, mas dessa vez voltou com uma oferta maior e isso deixou o mercado bem pressionado”, diz Vinicius Alves, estrategista da Tullett Prebon Brasil. No fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2023 saltou de 4,45% para 4,59%, após chegar a 4,70% na máxima do dia, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2024 subiu de 5,63% para 5,76%.

VALOR ECONÔMICO 

Brasil tem superávit comercial recorde para setembro com queda de importações

O Brasil teve superávit comercial de 6,2 bilhões de dólares em setembro, maior para o mês da série histórica iniciada em 1989

O dado, contudo, veio abaixo da projeção de um superávit de 7,1 bilhões de dólares, segundo pesquisa Reuters com analistas. Enquanto as exportações somaram 18,5 bilhões de dólares no mês, queda de 9,1% pela média diária frente a igual mês do ano passado, as importações alcançaram 12,3 bilhões de dólares, retração de 25,5% na mesma base. Em relação às vendas para o exterior, o mês de setembro foi marcado por um aumento de 3,2% na agropecuária e de 9,2% na indústria extrativa, sempre pelo critério da média diária sobre o mesmo mês de 2019. Por outro lado, os embarques na indústria de transformação caíram 18,7%. Já na ponta das importações, a contração foi generalizada, sendo de 50% nos produtos da indústria extrativa, de 24,8% na indústria de transformação e de 2,8% na agropecuária. No acumulado dos nove primeiros meses do ano o saldo da balança comercial ficou no azul em 42,4 bilhões de dólares, aumento de 18,6% ante igual período do ano passado. Na quinta-feira, o ministério reviu suas perspectivas para o resultado do ano, passando a prever saldo comercial superavitário em 55 bilhões de dólares, sobre 55,4 bilhões de dólares projetados em julho. Agora, a perspectiva é de exportações de 210,7 bilhões de dólares em 2020 (202,5 bilhões de dólares anteriormente), e importações de 155,7 bilhões de dólares (147,1 bilhões de dólares antes).

REUTERS

Arrecadação federal volta ao azul após seis meses, com alta de 1,33% em agosto

A arrecadação do governo federal teve alta real de 1,33% em agosto sobre igual mês do ano passado, a 124,505 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na quinta-feira. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a arrecadação somou 906,461 bilhões de reais, retração de 13,23% em termos reais

O desempenho interrompeu seis quedas mensais consecutivas. Além de agosto, a arrecadação só teve performance positiva neste ano em janeiro, quando houve alta de 4,69% frente a igual período de 2019. Apesar de ter ido para o terreno negativo já em fevereiro, as retrações aprofundaram-se significativamente nos meses de abril (-28,95%), maio (-32,92%) e junho (-29,59%), na esteira do impacto da crise do coronavírus sobre a atividade. Segundo a Receita, o desempenho de agosto foi positivamente impactado pelo recolhimento de tributos que até então vinham sido diferidos, diante de medidas tomadas pelo governo para dar alívio de caixa às empresas durante a pandemia. Como reflexo desse movimento, a receita previdenciária, por exemplo, subiu 13,74% no mês sobre um ano antes, a 40,010 bilhões de reais. “Esse resultado pode ser explicado pelo fato de que em agosto de 2020 foi paga a parcela do diferimento da Contribuição Previdenciária Patronal relativa ao mês de abril de 2020 e dos parcelamentos especiais relativos ao mês de maio de 2020”, disse a Receita. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, o órgão não notou sinais de inadimplência em relação aos tributos cujo pagamento pôde ser postergado e que estão sendo quitados agora. Segundo Malaquias, a arrecadação de setembro será novamente positiva e “muito melhor do que agosto”. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a arrecadação somou 906,461 bilhões de reais, retração de 13,23% em termos reais. No período, os diferimentos somaram 64,523 bilhões de reais, ressaltou a Receita. Em relação à medida do governo que zerou a incidência de IOF nas operações de crédito de 3 de abril a 2 de outubro –outra ação tomada no enfrentamento à crise– Malaquias afirmou que o governo discute sua extensão até o final do ano. Nos oito primeiros meses do ano, o governo deixou de arrecadar 10,969 bilhões de reais com a medida, sendo 2,351 bilhões de reais somente em agosto, conforme dados da Receita.

REUTERS 

Fuga de estrangeiros da Bolsa chega a R$ 88 bi até setembro, o dobro de 2019

No ano passado, investidores do exterior sacaram R$ 44,5 bi; além da pandemia, também pesaram para a saída de recursos o crescimento do risco fiscal, ruídos políticos no governo e o desgaste da política ambiental do País

Os estrangeiros continuaram retirando dinheiro da Bolsa. De acordo com dados divulgados pela B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, o saldo negativo no ano até o dia 29 de setembro soma R$ 88,2 bilhões. O valor representa o dobro do registrado em todo o ano passado, quando os estrangeiros levaram de volta para casa R$ 44,5 bilhões. O ápice da retirada aconteceu no dia 23, quando no acumulado do ano as retiradas chegaram a R$ 89,2 bilhões. Entradas e saídas de capital estrangeiro seguem oscilando, de acordo com o noticiário sobre avanços na busca de uma vacina contra a covid 19 e medidas mais duras anunciadas por alguns governos para conter uma segunda onda da pandemia. Também entram na conta o crescimento do risco fiscal, ruídos do governo e a imagem desgastada da política ambiental do País. Apenas em setembro foi registrado saldo negativo de R$ 2,89 bilhões. No acumulado do terceiro trimestre, faltando os dados de apenas um pregão para o encerramento do período, as retiradas somam quase R$ 12 bilhões. Esses volumes são referentes aos recursos do mercado secundário da Bolsa, no qual investidores colocam dinheiro em empresas que já têm capital aberto no País. Para Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de renda variável e derivativos do BTG Pactual Digital, uma fuga de recursos desse porte não está atrelada a um único motivo. “O primeiro viés está ligado ao risco de imagem: a questão ambiental combinada a ruídos no âmbito político”, diz ele. “O segundo ponto é a parte de risco fiscal, que tem sofrido uma degradação significativa e corrobora à tese da cautela dos estrangeiros com relação ao Brasil.”

O ESTADO DE SÃO PAULO 

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne de frango registram retração em setembro

Receita obtida com o produto ficou 20,42% abaixo dos US$ 545,725 milhões faturados em setembro de 2019

As exportações brasileiras de carne de frango fresca, refrigerada ou congelada tiveram retração em setembro deste ano em relação a igual mês do ano passado. Os dados foram divulgados na quinta-feira (1º/10) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, e consideram 21 dias úteis do mês de setembro. Em setembro, o Brasil exportou 320,165 mil toneladas do produto, 4,57% menos que as 335,5 mil toneladas embarcadas para o exterior em igual mês de 2019. Na comparação com o volume exportado em agosto, a queda é de 6,01%. A receita obtida com o produto foi de US$ 434,258 milhões, 20,42% abaixo dos US$ 545,725 milhões faturados em setembro de 2019 e 4,53% menos que os US$ 454,91 milhões de agosto. O preço médio da tonelada embarcada de carne de frango no mês passado foi de US$ 1.356,40, contra US$ 1.335,30 em agosto e US$ 1.626,00 em setembro do ano anterior.

ESTADÃO CONTEÚDO

Exportação de carne suína cresce em setembro

Receita dos embarques do produto no mês assinalaram uma alta de 35,45% na comparação com setembro do ano passado

A receita obtida com as exportações de carne suína em setembro cresceu em relação a igual mês do ano passado, assim como o volume embarcado. Os dados foram divulgados na quinta-feira (1º) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, e consideram 21 dias úteis do mês de setembro. Os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 76,053 mil toneladas no mês, volume 35,8% acima das 56 mil toneladas de setembro de 2019, mas 13,28% menores que as 87,70 mil toneladas enviadas ao exterior em agosto deste ano. A receita somou US$ 176,048 milhões, 35,45% a mais que em setembro do ano passado, porém 10,22% abaixo de agosto. Já o preço médio da tonelada de carne suína exportada no mês passado foi de US$ 2.314,80, ante US$ 2.226,70/t em agosto e US$ 2.320,80 em setembro do ano passado.

ESTADÃO CONTEÚDO

China aumenta rebanho suíno após peste, mas recuperar oferta de carne levará tempo

O enorme rebanho de porcos da China está se recuperando rapidamente depois de ter sido dizimado pela peste suína africana, mas a produção de carne suína levará muito mais tempo para ser restaurada devido à baixa qualidade do novo rebanho, afirmam especialistas e analistas

A produção de carne suína da China caiu para seu nível mais baixo em 16 anos em 2019, depois que a peste suína africana varreu fazendas em todo o país a partir de 2018. Depois de ter perdido até 60% de suas matrizes reprodutoras até o segundo semestre de 2019, a produção de suínos no mercado despencou e os preços da carne suína dispararam para novas máximas, onde têm se mantido durante grande parte deste ano. Mas depois que o governo chinês pediu em setembro passado uma reconstrução urgente da oferta de carne suína, os produtores despejaram bilhões de iuanes em novas fazendas, desencadeando uma rápida recuperação. Em julho, o rebanho cresceu pela primeira vez em mais de dois anos, e em agosto deu um salto de 31% em relação ao mesmo mês do ano passado, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. Alguns produtores até sugeriram que a reconstrução pode estar exagerada. Mas os grandes números mascaram um rebanho menos produtivo. Com uma escassez tão severa de reprodutores, muitas novas fazendas estão mantendo as fêmeas que normalmente seriam abatidas para produção de carne para uso como reprodutoras. Também conhecidas como fêmeas “cruzadas de três vias”, elas têm uma genética diferente que produz ninhadas significativamente menores, dizem os especialistas. Elas agora representam pelo menos metade do rebanho reprodutor, enquanto quase não existiam antes, estimou Stephen Wilson, executivo-chefe da empresa líder de genética de gado Genus. “Embora numericamente o rebanho de porcas esteja crescendo, ele está crescendo com baixa qualidade”, disse ele. O rebanho de porcas cresceu pela primeira vez em junho e aumentou 37% em agosto na comparação anual, mostram dados do ministério. Mas o aumento vem de uma base baixa, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank.

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MEIO AMBIENTE

Comissão do Parlamento Europeu quer regras mais rígidas para importações agrícolas da eu

Objetivo é coibir a entrada de produtos associados a desmatamento

O caminho para o endurecimento das regras para as importações de produtos agrícolas pela União Europeia (UE) teve mais uma etapa na quinta-feira, quando uma comissão do Parlamento Europeu aprovou uma proposta de resolução para “colocar fim ao desmatamento mundial provocado pela UE”. A Comissão de Meio Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar (ENVI) do Parlamento Europeu adotou, por 45 votos a favor, 11 contra e 25 abstenções, uma resolução por meio da qual os “operadores no mercado europeu” seriam obrigados a fazer due dilligence de rastreabilidade do produto importado, para assegurar que a carga não é provenientes de áreas de desmatamento. Ao mencionar “operadores”, a proposta se aplica não apenas a importadores, mas também ao setor financeiro. Ou seja, os bancos também teriam de fazer a due dilligence para identificar a origem, garantir a aplicação de regras e evitar financiar importação de produtos de áreas desmatadas. Parlamentares europeus alegam que o consumo da UE é responsável por cerca de 10% do desmatamento mundial, por causa da importação de produtos como carne bovina, soja, óleo de palma, cacau, eucalipto, milho, madeira, couro e borracha. Para os parlamentares, iniciativas voluntárias, certificações e outros selos ambientais não foram suficientes até agora para frear a tendência de desmatamento no mundo. Eles alegam que desde 1990 nada menos do que 1,3 milhão de quilômetros quadrados de florestas foram perdidos, uma superfície superior à da África do Sul. A Comissão de Meio Ambiente nota que, atualmente, nenhuma regra na UE proíbe a entrada no mercado europeu de produtos que contribuíram com a destruição de florestas, e que tampouco os consumidores sabem se aquilo que compram contribuiu para o problema. Por isso, o relatório pede um novo quadro jurídico na UE baseado em exigências obrigatórias de due dilligence, informação, divulgação e participação de terceiros. Os parlamentares pedem que sanções sejam introduzidas contra empresas que colocarem no mercado europeu produtos derivados de matérias-primas que afetam as florestas e os ecossistemas.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Vendas de carne bovina da Argentina à China em 2020 devem manter nível pré-pandemia

A Argentina deve exportar cerca de 870 mil toneladas de carne bovina para a China este ano, principal destino da renomada carne vermelha do país sul-americano, igualando as exportações do ano passado apesar da pandemia global, disse uma câmara de carnes local na quarta-feira.

Cerca de 75% das exportações de carne bovina da Argentina foram destinadas ao mercado chinês no ano passado, segundo dados do governo. O fluxo de produtos bovinos da Argentina para a China, um importante parceiro comercial, não sofreu uma desaceleração significativa em meio à Covid-19, disse o Chefe do consórcio argentino de exportação de carne ABC. A China, também grande consumidora de soja, foi o principal parceiro comercial da Argentina em julho, disse sua embaixada em Buenos Aires. Durante a pandemia, a Argentina intensificou os laços diplomáticos com a China, que enviou grandes doações de suprimentos médicos ao país, que sofre com uma recessão. “Nossa meta no início do ano era tentar igualar as 870 mil toneladas de 2019 e acho agora que vamos chegar a esse número”, disse Mario Ravettino, Chefe do consórcio de exportação de carnes ABC, que representa os frigoríficos argentinos que produzem para o mercado externo. Pequim pediu aos importadores na segunda-feira que evitem alimentos congelados de países que sofrem de graves surtos de coronavírus, após vários casos de frutos do mar importados terem testado positivo para o vírus. A América Latina é atualmente uma das principais fontes de contágio do coronavírus no mundo. Ravettino, porém, disse não prever que as taxas de infecção da região possam afetar o comércio com a Argentina, já que “todas as garantias (protocolo de saúde) que a China solicitou foram oferecidas e a relação é ótima”. Sete frigoríficos na Argentina concordaram em interromper temporariamente os embarques para a China no mês passado, depois que casos de coronavírus foram detectados entre trabalhadores.

REUTERS 

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