
Ano 6 | nº 1332| 01 de outubro de 2020
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo em alta
Em São Paulo, os frigoríficos abriram as compras na última quarta-feira (30/9) ofertando mais pela arroba. A cotação de todas as categorias subiu, com destaque para a das fêmeas que, na comparação feita dia a dia, subiu R$3,00/@. O boi gordo para o mercado interno subiu R$1,00/@
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo acima de quatro dentes ficou cotado em R$254,00/@, à vista, preço bruto, R$253,50/@, descontado Senar e R$250,00/@, descontado Senar e Funrural. A cotação em R$260,00/@ para bovinos mais jovens com até quatro dentes tem se tornado referência. A novilha para abate está cotada em R$246,00/@ e a vaca em R$241,00/@, preços brutos e à vista. Com a oferta maior, reflexo do aumento dos preços, os compradores aproveitaram para aumentar as escalas de abate que, em média, atendem cinco dias no estado.
SCOT CONSULTORIA
Boi: arroba tem nova alta e preços da carne sobem no atacado
A tendência é que haja algum aumento da oferta de confinados no decorrer do mês de outubro, projeta a Safras & Mercado
O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos nas principais praças de comercialização do país na quarta-quarta, 30. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece restrita. A tendência é que haja algum aumento da oferta de confinados no decorrer do mês de outubro, mas não o suficiente para alterar agressivamente a curva de preços. “Na semana, os frigoríficos voltaram a operar com escalas de abate encurtadas, entre dois e quatro dias úteis, em média”, destaca. Enquanto isso, as exportações continuam ocorrendo em volumes expressivos, com a China importando quantidades substanciais da proteína animal brasileira ao longo de todo o ano de 2020. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 257 a arroba, ante R$ 256 na terça. Em Uberaba, Minas Gerais, o valor ficou em R$ 253 a arroba, contra R$ 252 na terça-feira. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços subiram de R$ 251 a arroba, contra R$ 250. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 242 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 240 a arroba, contra R$ 239 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina tiveram forte alta para o corte traseiro. Conforme Iglesias, os reajustes deverão se intensificar na primeira quinzena de outubro, avaliando a entrada dos salários na economia como impulsionador do consumo. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,25 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,25 o quilo, e o corte traseiro passou de R$ 18,30 o quilo para R$ 19 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar tem maior alta para setembro em 5 anos em mês marcado por temor fiscal; moeda sobe 40% em 2020
O dólar fechou a última sessão de setembro em queda, mas ainda cravou a segunda alta mensal seguida e o terceiro trimestre consecutivo de valorização, períodos marcados por recrudescimento de preocupações fiscais domésticas
O dólar à vista caiu 0,43% na quarta-feira, para 5,6188 reais. O mercado financeiro no Brasil sofreu um chacoalhão nesta semana após o governo informar que o Renda Cidadã seria bancado com recursos para precatórios e com verbas do Bolsa Família (que será extinto) e do Fundeb. Alguns membros do governo e da equipe econômica falaram com economistas do mercado sobre a proposta em conversas privadas, mas não conseguiram acalmar os ânimos.
“Precisamos ver o quanto da fala do Guedes (de hoje) será ouvida pelo governo, se terá recepção no governo, para depois entendermos se ele estava lavando as mãos ou se a equipe econômica lutará por uma solução mais austera”, disse Thomás Gibertoni, especialista da Portofino Multi Family Office. O dólar chegou flertar com 5,68 reais nesta semana, revisitando patamares vistos pela última vez em maio, quando a moeda bateu recorde atrás de recorde. No acumulado de setembro, a divisa subiu 2,52%, o que se soma à alta de 5,02% de agosto. É a maior valorização para meses de setembro desde 2015 (+9,33%). No terceiro trimestre, os ganhos foram de 3,29%, depois de acréscimos de 4,73% no segundo trimestre e de 29,44% no primeiro. Em 2020, a moeda salta 40,02%. Em meio a incertezas nos próximos três meses –com a eleição presidencial norte-americana de novembro e a discussão sobre o Orçamento de 2021 no Brasil ocupando os holofotes, além da evolução da pandemia–, a perspectiva é de contínua volatilidade para uma moeda que já é a mais volátil do mundo.
REUTERS
Ibovespa sobe 1,1% na sessão, mas setembro é pior mês desde março
O Ibovespa avançou na quarta-feira, apoiado em dados econômicos positivos e na alta das bolsas de Nova York
O índice subiu 1,09%, a 94.603,38 pontos. Mas o recuo de 4,8% em setembro marcou o pior desempenho mensal desde março. No terceiro trimestre, o índice teve baixa de 0,5%. O volume financeiro da sessão somou 24,4 bilhões de reais. Em meio à incertezas sobre o cenário fiscal do país, o Ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou que o novo programa de transferência de renda do governo será financiado com a junção de recursos de iniciativas existentes, descartando limitar o pagamento de precatórios. “Como é uma despesa permanente, tem que ser financiado por uma receita permanente, não pode ser financiado por um puxadinho, por um ajuste, não é assim que se financia um Renda Brasil, é com receitas permanentes”, afirmou Guedes. Mais cedo, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto haviam animado investidores. Foram criadas 249.388 vagas formais de trabalho no mês. O desempenho de Wall Street também deu alento, com o mercado norte-americano reagindo a dados que indicaram recuperação econômica do país, além de esperança renovada com as negociações partidárias relacionadas à aprovação de novo estímulo.
REUTERS
Brasil tem taxa de desemprego recorde de 13,8% no tri até julho e menor número de ocupados da série
O terceiro trimestre começou com 13,1 milhões de desempregados no Brasil e o menor número de pessoas ocupadas da série histórica, com a taxa de desemprego saltando para o recorde de 13,8% nos três meses até julho, uma vez que o mercado de trabalho segue sob contínua pressão com as consequências da Covid-19
A taxa de desemprego subiu 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e ainda ficou bem acima da taxa de 11,8% no mesmo período de 2019. Esse é o nível mais alto da série histórica iniciada em 2012, de acordo com os dados da Pnad Contínua divulgada na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos três meses até julho, o Brasil contabilizava 13,130 milhões de desempregados como consequência das medidas de contenção do coronavírus, que vêm afetando a economia desde o final de março. O número de desempregados no trimestre até julho representa alta de 2,5% em relação aos três meses imediatamente anteriores e avanço de 4,5% sobre o mesmo período do ano anterior. Entre maio e julho, houve ainda queda de 8,1% no número de pessoas ocupadas na comparação com o trimestre imediatamente anterior, além de recuo de 12,3% sobre o mesmo período do ano passado. Com isso, o número de pessoas ocupadas chegou no período a 82,027 milhões, o menor contingente da série. O nível de ocupação também foi o mais baixo da série, atingindo 47,1%, uma queda de 4,5 pontos frente ao trimestre anterior e de 7,6 pontos contra o mesmo trimestre de 2019. “Temos um processo de perdas grandes no mercado de trabalho e ainda não temos nenhum indício de recuperação”, disse a Gerente da Pesquisa, Adriana Beringuy. “(Precisamos) esperar um pouco mais e ver se o mercado vai incorporar a melhoria nos indicadores setoriais”. “A população fora da força aumentou muito, mas em julho aumentou menos. Isso pode indicar um certo retorno das pessoas ao trabalho. Os movimentos ainda são discretos no comparativo com todo o período, mas é um indicativo”, explicou Beringuy. O trimestre encerrado em julho também foi marcado por um recorde no número de pessoas desalentadas, aquelas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar. Esse contingente chegou a 5,797 milhões de pessoas no período, contra 5,026 milhões no trimestre até abril. Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada somavam 8,691 milhões nos três meses até julho, de 10,126 milhões nos três meses imediatamente anteriores. Os que tinham carteira assinada no período eram 29,385 milhões, de 32,207 milhões antes.
REUTERS
Emprego formal tem melhor agosto em 10 anos e governo deve prorrogar programa que evita demissão
O Brasil abriu 249.388 vagas formais de trabalho em agosto, melhor resultado para o mês em dez anos, sob o amparo do programa do governo que concede um benefício a trabalhadores que tiveram contrato de trabalho suspenso ou jornada reduzida, que deve agora ser novamente prorrogado
Em coletiva de imprensa, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou que o programa foi o de maior eficácia na crise do coronavírus do ponto de vista de preservação de empregos e que, por isso, deveria ser estendido por mais dois meses. A intenção foi confirmada pelo Secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quarta-feira pelo Ministério da Economia, trouxe o melhor agosto para o país desde 2010, quando foram criadas 299.415 vagas. Desta vez, o Caged contou com dados positivos nos cinco setores pesquisados, incluindo o de serviços, que, mais atingido pelas medidas de isolamento adotadas para frear o surto de Covid-19, seguia no vermelho até então. “Superamos aquela fase em que eu dizia que estávamos tentando manter os sinais de preservação, os sinais vitais”, disse Guedes. A dianteira ficou com a indústria, com abertura de 92.893 postos em agosto. Em seguida aparecem os setores da construção (+50.489), comércio (+49.408), serviços (+45.412) e agropecuária (+11.213). No acumulado dos oito primeiros meses do ano, foram fechadas 849.387 vagas, num reflexo dos impactos sobre a atividade com a pandemia de Covid-19. No mesmo período de 2019, 593.467 vagas haviam sido abertas. Até 18 de setembro, o BEM permitiu 18,4 milhões de acordos entre empregados e empregadores no Brasil. De acordo com Guedes, foram preservados cerca de 11 milhões de empregos com esse número de acordos, já que alguns deles foram renovados. O custo, até o momento, é de 25,5 bilhões de reais, sendo que o orçamento total do programa é de 51,6 bilhões de reais.
REUTERS
IGP-M tem maior alta mensal desde 2002 e pode acelerar ainda mais
Escalada do dólar e commodities mais caras pressionaram todos os estágios da cadeia produtiva em setembro
A escalada do dólar potencializou a valorização de commodities e encareceu insumos industriais, uma pressão generalizada que levou o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) a mostrar recordes de alta em setembro. Divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acelerou de 2,74% em agosto para 4,34% neste mês – maior taxa mensal desde novembro de 2002, quando o índice subiu 5,19%. Nos 12 meses terminados em setembro, o indicador avançou 17,94%. Também nessa medida, o aumento é elevado em termos históricos: a maior taxa registrada antes da leitura atual ocorreu em igual mês de 2003 (21,42%). Para André Braz, Coordenador dos índices de preços da FGV, mesmo em patamar pressionado, é possível que a medição de setembro ainda não seja o pico dos IGPs em 2020. “Houve desvalorização cambial adicional, orientada pela questão fiscal. Se isso for mantido, pode gerar novas pressões inflacionárias dentro do IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo]”, disse Braz. Com peso de 60% no IGP-M, o IPA subiu 5,92% em setembro, ante 3,74% um mês antes. No acumulado em 12 meses, a inflação no atacado atingiu 25,26%. Nessa comparação, o economista destaca o salto de 54,09% das matérias-primas brutas, que aumentaram 10,23% somente neste mês.
VALOR ECONÔMICO
Emprego no agro diminuiu 6,9% entre maio e julho, aponta pesquisa do IBGE
No trimestre, 599 mil pessoas que atuavam no setor ficaram desempregadas
O agronegócio fechou o segundo trimestre do ano com queda de 6,9% no número de pessoas empregadas no setor. No trimestre de maio a julho, 599 mil ficaram desempregadas, apontou pesquisa do IBGE divulgada nesta quarta-feira (30/9). Entre maio e julho de 2019, o setor tinha 8,648 milhões de pessoas ocupadas. Em 2020, no mesmo período, o total foi de 8,049 milhões. Os dados incluem empregos nas áreas de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. No trimestre de fevereiro a abril de 2020, o agro registrava 8,166 milhões de ocupados, o que indica uma redução de 1,4% para o período entre maio e julho – ou 117 mil empregos. Considerando todos os setores pesquisados, a taxa de desocupação no Brasil foi de 13,8%, no trimestre de maio a julho, a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012. O índice corresponde a um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Já em comparação com o mesmo trimestre de 2019 (11,8%) são 2 pontos percentuais a mais. A população desocupada chegou a 13,1 milhões de pessoas, aumento de 4,5% (561 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2019. A população ocupada recuou para 82 milhões, o menor contingente da série. Caiu 8,1% (menos 7,2 milhões pessoas) em relação ao trimestre anterior, e 12,3% (menos 11,6 milhões) frente ao período de maio a julho de 2019.
GLOBO RURAL
EMPRESAS
Cocamar terá produção experimental de carne premium
Animais serão abatidos no frigorífico Argus, de São José dos Pinhais (PR)
A cooperativa paranaense Cocamar anunciou na quarta-feira (30) a criação do Programa Cocamar Carne Precoce Premium, que vai abater semanalmente bovinos jovens, e que atendam a critérios prévios de qualidade, de seus cooperados. O frigorífico parceiro da iniciativa é o Argus, de São José dos Pinhais (PR). A demanda surgiu de produtores que desenvolvem o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) que conseguiram reduzir a idade de abate de seus animais, segundo o Gerente Executivo Técnico da Cocamar, Renato Watanabe, mas que estavam encontrando dificuldade de precificar de forma adequada essa oferta. Segundo Watanabe, a fase experimental de abates, que já tem escala semanal para os próximos 60 dias, ajudará a Cocamar a entender melhor como funcionam as classificações e em que nível se encontram seus produtores. “O objetivo da Cocamar é atuar em todos os elos da cadeia”, afirma o Superintendente de Negócios Anderson Bertolleti, desde a compra dos bezerros de qualidade, recria e terminação, prestando assistência técnica, fornecendo insumos e medicamentos e chegando ao mercado com o produto final, os cortes especiais, que serão identificados por um selo do programa. A iniciativa incluirá animais fruto de cruzamento industrial de angus com nelore e os nelore precoces. Os produtores que atenderem aos quesitos desejados de carcaça, como acabamento uniforme de gordura, idade, faixa de peso entre outros, terão direito a um valor adicional pela arroba. Até formatar o programa, foram quase dois anos de estudos, levantamentos e a busca por parcerias. Os pecuaristas poderão entregar 20 animais a cada 60 dias ou a cada mês para a cooperativa, somando 120 ou 240 no ano. A Cocamar avalia a possibilidade de contratos para no máximo 480 cabeças por ano por produtor.
VALOR ECONÔMICO
China suspende entrada de cargas da unidade de Barretos da Minerva por uma semana
Lotes de carne bovina enviados pela unidade de Barretos (SP) da Minerva Foods terão a entrada no mercado chinês temporariamente suspensa a partir do dia 1º de outubro, informou a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) na quarta-feira em nota publicada em seu site, sem detalhar os motivos da paralisação
Segundo o comunicado, estarão suspensas as declarações de importação de produtos provenientes do frigorífico com SIF421, por uma semana, e os processos serão retomados automaticamente após este prazo. Procurada, a Minerva disse que não vai se posicionar. A companhia é a maior exportadora de carne bovina da América do Sul. De acordo com uma fonte com conhecimento sobre o assunto, que preferiu não se identificar, a paralisação ocorreu para a realização de testes feitos por autoridades chinesas. O país asiático, principal importador de carnes do Brasil e um dos maiores do mundo, endureceu as fiscalizações para entrada de cargas estrangeiras no intuito de conter a disseminação do novo coronavírus –embora não haja comprovação científica de que a Covid-19 possa ser transmitida por meio de embalagens e/ou alimentos.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Em meio à pandemia de Covid-19, UE alerta sobre surtos de gripe aviária
Países da União Europeia devem intensificar a vigilância contra possíveis surtos de gripe aviária entre aves selvagens e domésticas, disse a UE na quarta-feira
A doença é altamente contagiosa para pássaros, mas os riscos de transmissão para humanos são considerados baixos, afirmaram as agências de saúde e alimentos da UE em um relatório publicado enquanto o continente enfrenta um novo pico de infecções pelo novo coronavírus. “Os países da UE estão sendo instados a intensificar as medidas de vigilância e biossegurança para se proteger contra possíveis novos surtos de gripe aviária este ano”, disse o relatório. O alerta segue-se a surtos nos últimos meses entre aves selvagens e domésticas no oeste da Rússia e no Cazaquistão, que estão na rota de migração de outono para aves aquáticas selvagens rumo à Europa. A transmissão para humanos é rara, mas já ocorreu no passado e pode levar à morte. O risco de transmissão do vírus da gripe aviária ao público em geral na Europa permanece muito baixo”, acrescentou o relatório. “No entanto, para minimizar o risco de transmissão aos humanos, as pessoas são aconselhadas a não tocar em aves mortas sem usar equipamento de proteção individual adequado.”
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Unidade de Concórdia (SC) da BRF é habilitada para exportar suínos ao Vietnã
A planta de Concórdia (SC) da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, foi habilitada pelo Departamento de Saúde Animal do Vietnã (Department of Animal Health – DAH – em inglês) para exportar cortes de suínos para o país do sudeste asiático
A autorização foi publicada no site do DAH, órgão das autoridades sanitárias local. O adido agrícola da embaixada do Brasil em Hanoi, Tiago Charão de Oliveira, enviou o comunicado para o Ministério da Agricultura, que nos próximos dias deve publicar a habilitação da unidade catarinense nos sites oficiais do MAPA. O Vice-Presidente de Relações Institucionais, Jurídico e Compliance da BRF, Bruno Ferla, afirma que essa habilitação tem importância estratégica por conta do mercado vietnamita, onde o consumo de proteína animal vem crescendo em maior ritmo entre os países da região. “O Vietnã é um país que tem atraído muitos investimentos de empresas, gerando aumento na renda per capita da população e, por consequência, maior consumo de produtos suínos”, destaca Ferla. “A BRF trabalha com prioridade nesse mercado, ampliando a presença da Companhia na Ásia e na preparação das plantas para futuras habilitações, a fim de atender às demandas crescentes.” Com mais de 6 mil colaboradores, a planta de Concórdia já exporta cortes de suínos para Hong Kong e Filipinas, no sudeste da Ásia, e para a África do Sul.
BRF
MEIO AMBIENTE
Marfrig entra para a listagem da Science Based Target
Entidade internacional alinha empresas compromissadas com a redução das emissões de gases de efeito estufa
A Marfrig, empresa do setor de proteína animal com receita líquida de R$ 49,9 bilhões em 2019, é a mais nova integrante da lista da Science Based Targets, iniciativa internacional que mostra companhias comprometidas com a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), tendo como referência o Acordo de Paris. Formada pelo CDP (Carbon Disclosure Project), pelo Pacto Global das Nações Unidas, pelo WRI (World Resources Institute) e pela WWF (World Wide Fund for Nature), a Science Based Targets tem em sua listagem cerca de 990 companhias de todo o mundo. A Marfrig, que assinou o compromisso com a instituição em setembro, é a primeira empresa do setor de proteína animal do Brasil e do setor de carne bovina da América Latina a fazer parte da listagem. As emissões de GEE são divididas em três escopos: emissões diretas, provenientes do processo produtivo (Escopo 1); e do consumo de energia elétrica (Escopo 2) e emissões indiretas de fornecedores (Escopo 3). Tomando como ano base as emissões de 2019, a Marfrig utilizou a metodologia Science Based Target e pretende, até 2035, é atingir uma redução de 43% das emissões diretas de GEE, como consta dos Escopos 1 e 2 até 2035. O lançamento da linha de Carne Carbono Neutro, a Viva, lançada em agosto e com parceria da Embrapa, faz parte desse trabalho. Desde 2009, a Marfrig adota uma pauta de sustentabilidade que prevê – além da redução de gases do efeito estufa. Publicamente, a empresa tem assumido que pretende ter a totalidade da cadeia de produção livre de desmatamento até 2030 e respeito aos princípios do bem-estar animal. Atualmente, a capacidade de abate da Marfrig é de 31,8 mil bovinos por dia.
PORTAL DBO
INTERNACIONAL
Casos de peste suína africana na Alemanha já chegam a 38
País confirmou a ocorrência da doença em mais dois javalis
Mais dois javalis machos foram confirmados como positivos para a peste suína africana, levando o surto a 38 animais selvagens desde que atingiu o maior produtor de carne suína da Europa há três semanas, disse o Ministério da Agricultura do país à agência Bloomberg. Embora todos os casos permaneçam no estado de Brandenburg, uma das novas descobertas foi em um porco baleado por um caçador em Maerkisch Oderland, fora da zona de contenção anterior e perto da fronteira polonesa. “O estado de Brandemburgo deve agora adaptar as zonas de proteção existentes e as medidas de proteção em conformidade, a fim de prevenir a propagação da doença”, disse o ministério, segunda a agência. O governo estadual disse que agora está tratando o surto como “dois eventos epidêmicos separados” e alertou que as infecções permanecem “altamente dinâmicas” na vizinha Polônia. Embora a doença não tenha atingido nenhuma fazenda, os principais compradores, incluindo China e Coréia do Sul, proibiram a importação de produtos alemães.
VALOR ECONÔMICO
Exportações de carne bovina do Reino Unido para os EUA são retomadas após mais de 20 anos
A carne foi proibida após o surto de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) em 1996
Parte da carne bovina do Reino Unido foi liberada para exportação em março, após as inspeções dos EUA em 2019, e os carregamentos do Foyle Food Group da Irlanda do Norte serão os primeiros a partir. Os ministros disseram que o mercado dos EUA valerá £ 66 milhões (US$ 85 milhões) para o Reino Unido em cinco anos. Em 2019, o Serviço de Inspeção de Segurança Alimentar dos Estados Unidos realizou uma série de auditorias em instalações de carne bovina, suína e ovina no Reino Unido. As exportações de carne suína para os Estados Unidos continuam normalmente, enquanto as exportações de carne de cordeiro ainda não começaram. “Esta é uma ótima notícia para nossa indústria de alimentos e agricultura, ajudando o setor a crescer cada vez mais”, disse o Secretário do Meio Ambiente, George Eustice. A Secretária de Comércio Internacional, Liz Truss, disse: “Isso pode ser apenas a ponta do iceberg. O acordo de livre comércio que estamos negociando com os EUA criará uma série de oportunidades de exportação para a agricultura britânica. Estamos buscando um acordo ambicioso e de alto padrão que beneficie agricultores e entrega aos consumidores”. No entanto, essas negociações de livre comércio permanecem controversas, com críticos alertando o governo para não reduzir os padrões alimentares do Reino Unido para chegar a um acordo. Ela disse que o Reino Unido não comprometerá os padrões ambientais, de bem-estar animal e alimentos em sua busca por acordos comerciais.
BBC
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