CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1312 DE 01 DE SETEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1312| 01 de setembro de 2020

  

ABRAFRIGO 

Consulta Pública Anvisa: instruções de uso e de conservação obrigatórias na rotulagem de produtos de carne crua suína e de aves

Segue para conhecimento o texto da Consulta Pública da Anvisa, que estabelece as instruções de uso e de conservação obrigatórias na rotulagem de produtos de carne crua suína e de aves

Art. 2º Esta Resolução se aplica aos seguintes alimentos prontos para oferta ao consumidor:

I – carnes suínas cruas, miúdos, toucinho e pele;

II – carne suína moída e produtos cárneos de suínos crus moldados;

III – embutidos crus de carnes suínas;

IV – carnes de aves cruas ou miúdos crus; e

V – produtos cárneos crus à base de carne moída ou picada de aves.

  • 1º Os produtos de que trata o caput incluem aqueles temperados, maturados, refrigerados, congelados ou embalados a vácuo

A minuta da RDC está nesse link.

http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/6002763/%282%29CONSULTA+PÚBLICA+N+898+GGALI.pdf/4723c19c-6b6c-42a6-b8f1-f59224291b9b
Secretaria Executiva do COAGRO

Conselho Temático da Agroindústria

CNI – Confederação Nacional da Indústria

 

NOTÍCIAS

Em novo dia de altas no Brasil, boi gordo vai a R$ 238 em São Paulo

Analista afirma que a tendência de curto prazo é de continuidade deste movimento, devido ao cenário de oferta restrita no país

Os preços do boi gordo voltaram a subir nas principais regiões de produção e comercialização na segunda-feira, 31. “A tendência de curto prazo remete a continuidade deste movimento, em um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta. Animais que cumprem os requisitos para exportação à China seguem comercializados em patamar diferenciado”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, os frigoríficos ainda encontram dificuldade no posicionamento de suas escalas de abate. “Outro aspecto que precisa ser considerado está no ótimo desempenho das exportações em 2020, com a China absorvendo volumes relevantes de proteína animal brasileira”, afirma. Na capital de São Paulo, os preços do boi gordo no mercado à vista subiram de R$ 237 para R$ 238 por arroba. Em Uberaba (MG), passaram de R$ 234 para R$ 235 por arroba. Em Dourados (MS), foram de R$ 228 para R$ 229 por arroba. Em Goiânia (GO), continuaram em R$ 230 por arroba. Já em Cuiabá (MT), elevaram-se de R$ 217 para R$ 217/218 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina dispararam. Conforme Iglesias, a expectativa é de continuidade deste movimento ao longo da primeira quinzena de setembro, período que conta com maior apelo ao consumo. “A entrada dos salários na economia tradicionalmente motiva a reposição entre atacado e varejo”, diz. Com isso, a ponta de agulha subiu de R$ 13 o quilo para R$ 13,95 o quilo. O corte dianteiro passou para R$ 14 o quilo, e o corte traseiro passou para R$ 16,15 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Boi gordo: cotações em alta no começo da semana

O primeiro dia útil da semana começou aquecido com as indústrias ativas, ofertando preços maiores para a compra de boiadas

Na última segunda-feira (31/8), nas praças paulistas, a cotação do boi gordo subiu 2,2% ou R$5,00/@ na comparação dia a dia, e ficou em R$237,00/@, preço bruto e à vista, R$236,50/@, descontado o Senar, e em R$233,50/@, livre de Senar e Funrural. Segundo levantamento da Scot Consultoria, alguns negócios ocorreram em R$240,00/@, bruto e à vista, principalmente para as boiadas jovens que atendem à demanda do mercado chinês. A oferta limitada de boiadas para abate associado à forte demanda por carne bovina para exportação e a entrada da primeira quinzena de setembro, com o aumento sazonal do consumo, são fatores que dão sustentação aos preços no mercado do boi gordo e trazem uma expectativa de incremento nas cotações para esta semana.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo padrão China bate R$ 243 em SP, diz Safras

Analista diz que a valorização neste período do ano surpreendeu e projeta tendência de alta para as cotações até o fim do ano

A arroba do boi padrão China atingiu R$ 243, de acordo com a Safras & Mercado. A valorização se deve à oferta restrita e à demanda aquecida. O analista Fernando Iglesias afirma que no último trimestre do ano, o preço pode chegar até R$ 250. Segundo Iglesias, a alta neste momento pegou a consultoria de surpresa. “Não tínhamos convicção de um cenário tão agressivo acontecer já em meados de agosto”, afirma. Até o fim de 2020, com a reabertura do comércio e comemorações de fim de ano, há uma tendência de alta na demanda interna, diz ele, o que deve sustentar as cotações.

Canal Rural

ECONOMIA

Dólar tem maior alta mensal desde março; fiscal segue no foco do mercado

O dólar fechou em alta de mais de 1% ante o real na última sessão de agosto, mês de intensa pressão no câmbio derivada de incertezas políticas e fiscais que mantiveram o real como a moeda relevante mais volátil do mundo

O dólar à vista subiu 1,20% na segunda-feira, a 5,4807 reais. Em agosto, o dólar subiu 5,02% —maior alta mensal desde os 15,92% de março passado. Em 2020, a moeda salta 36,58%. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez saltava 1,87% nesta segunda, a 5,4920 reais, às 17h16. A alta do dólar neste começo de semana esteve associada a um dia menos auspicioso no exterior, em que moedas emergentes e bolsas de valores se desvalorizaram, enquanto ativos seguros, como os Treasuries, ganharam terreno, conforme investidores deram uma pausa à espera de mais notícias que justifiquem o rali recente dos mercados. No Brasil, o movimento do dólar permaneceu ao longo do mês relacionado à incerteza sobre o rumo das contas públicas —e assim deve continuar. Agosto foi marcado por escala de ruídos entre a equipe econômica, liderada pelo Ministro Paulo Guedes, e alas do governo em defesa de mais gastos e flexibilização de regras fiscais. Dados divulgados pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira mostraram que a dívida bruta brasileira, considerada a principal medida da saúde fiscal do país, subiu 10,7 pontos percentuais no ano até julho, ao patamar recorde de 86,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Também nesta segunda, a equipe econômica aumentou o rombo primário previsto para o governo central a 233,6 bilhões de reais em seu projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do ano que vem encaminhado ao Congresso. Pressões por mais gastos e dúvidas sobre a retomada da agenda de reformas, contudo, seguem na pauta. Do lado interno, alguns analistas veem na decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de permitir transferência de 325 bilhões de reais do lucro do Banco Central com operações cambiais ao Tesouro Nacional como uma indicação implícita de teto para o dólar. “Se o dólar for para, digamos, 5,510 (reais), o BCB tem todo incentivo para vender dólar”, disse um gestor em São Paulo. Outros calcularam que o piso para o dólar para que a operação do BC com o Tesouro não descapitalize a autoridade monetária estaria perto de 4,9 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha agosto abaixo de 100 mil pontos. quadro fiscal impõe 1ª perda mensal desde março

O Ibovespa teve em agosto a primeira queda mensal desde março, com o front fiscal limitando os efeitos de estímulos monetários, principalmente nos Estados Unidos, que levaram Wall Street a novas máximas recordes

Em meio a discordâncias públicas entre o Presidente Jair Bolsonaro e a equipe econômica sobre benefícios fiscais, bem como movimentos do governo no sentido de buscar apoio no Congresso, cresceram as receios sobre o compromisso do governo com o teto de gastos, bem como os ruídos envolvendo a permanência do Ministro da Economia, Paulo Guedes, na pasta. Na segunda-feira, projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) mostrou que o governo espera um rombo primário para o governo central em 2021 de 233,6 bilhões de reais, ante déficit de 149,61 bilhões de reais estipulado em abril, no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Nos EUA, o S&P 500 renovou máximas históricas consecutivamente e, embora tenha encerrado a segunda-feira com recuo marginal, registrou o melhor agosto desde 1986. Na visão do analista-chefe e fundador da casa de análise Suno, Tiago Reis, a bolsa no Brasil teve uma performance abaixo da média global em razão da complexa situação política e fiscal do país. Do ponto de vista gráfico, o analista da Clear Corretora Fernando Góes afirmou que a perspectiva do Ibovespa para setembro é de manutenção de um mercado “lateral”, perdendo um viés de alta que tinha, mas que ainda não entrou em venda. Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em queda de 2,72%, a 99.369,15 pontos, encerrando agosto com perda de 3,44%. No ano, o declínio alcança 14,07%. O índice Small Caps recuou 1,46%, a 2.435,60 pontos, com perda de 1,23% no mês e baixa de 14,27% no acumulado de 2020. O volume negociado no pregão na sexta-feira somou 25 bilhões de reais.

REUTERS                          

Dívida bruta salta 10,7 pontos até julho e chega ao patamar recorde de 86,5% do PIB

A dívida bruta brasileira, considerada a principal medida da saúde fiscal do país, subiu 10,7 pontos no ano até julho, ao patamar recorde de 86,5% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central na segunda-feira

A trajetória tem sido guiada pelo aumento explosivo dos gastos no enfrentamento à crise com o coronavírus. Mas outros fatores também têm pesado na conta. Segundo o BC, as emissões líquidas de dívida responderam por 5,9 pontos do crescimento da dívida bruta no ano até aqui. A incorporação de juros nominais, por sua vez, foi responsável por elevação de 2,6 pontos, seguida pela desvalorização cambial acumulada (+1,4 ponto) e o efeito da variação do PIB nominal (+0,8 ponto). Para 2020, a projeção mais recente do Ministério da Economia era de dívida bruta de 94,7% do PIB, considerando a expectativa de contração da economia de 4,7%. Em julho, a dívida líquida também subiu a 60,2% do PIB, acima dos 58,0% do mês anterior. O setor público consolidado brasileiro teve déficit primário de 81,071 bilhões de reais em julho. O déficit do governo central (governo federal, BC e Previdência) foi de 88,141 bilhões de reais no período. Em contrapartida, Estados e municípios registraram superávit de 6,281 bilhões de reais e as empresas estatais ficaram no azul em 790 milhões de reais. Na sexta-feira, o Tesouro já havia informado que o déficit do governo central de julho havia sido recorde para o período, afetado principalmente pelas despesas extraordinárias ligadas à pandemia de Covid-19, dinâmica que tem se repetido desde abril. Nos sete primeiros meses do ano, o déficit do setor público consolidado foi a 483,773 bilhões de reais e, em 12 meses, o rombo foi de 537,143 bilhões de reais, equivalente a 7,48% do Produto Interno Bruto (PIB). A última estimativa oficial da equipe econômica era de um déficit do setor público consolidado de 812,2 bilhões de reais em 2020, ou 11,3% do PIB. O dado, contudo, não considera a prorrogação do auxílio emergencial até o fim deste ano, promessa que já foi feita pelo presidente Jair Bolsonaro e que deve ser formalizada nesta semana.

REUTERS

Top-5 passa a ver Selic a 1,75% neste ano e PIB em queda de 5,28% mostra pesquisa Focus

O mercado ajustou suas expectativas para a economia brasileira e passou a ver contração menor em 2020, enquanto os especialistas que mais acertam as projeções reduziram a estimativa para a taxa básica de juros ao final do ano, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

Os especialistas consultados mantiveram o cenário de Selic a 2,0% este ano, mas reduziram novamente a projeção para o ano que vem, a 2,88% na mediana das estimativas, de 3,0% antes. Mas o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, reduziu a projeção para a taxa básica de juros este ano a 1,75%, de 1,88% antes e sobre a taxa atual de 2,0%. Para 2021 esse grupo manteve o cenário de 2,0%. Já expectativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 agora é de 5,28%, de uma contração de 5,46% projetada na semana anterior. A recuperação em 2021 continua sendo calculada em 3,50%. O levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2020 aumentou em 0,06 ponto percentual, a 1,77%, permanecendo em 3,0% em 2021. O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

REUTERS

EMPRESAS 

Marfrig abre 400 vagas de emprego em Várzea Grande (MT)

As novas oportunidades se somam aos demais 3.400 empregos mantidos no complexo industrial da cidade
A Marfrig, uma das maiores companhias de carne bovina do mundo e a maior produtora global de hambúrgueres, anuncia 400 vagas de emprego, para atuação na unidade de Várzea Grande, no estado de Mato Grosso. As vagas disponíveis são para Auxiliar Operacional, Líder Operacional, Magarefe, Desossador, Faqueiro, Refilador, Operador de Máquinas e Lombador. Essas 400 novas oportunidades se somam às outras 3.400 do complexo industrial de Várzea Grande. Para se candidatar, é muito simples. Basta cadastrar o currículo no site http://www.marfrig.com.br/pt/pessoas/brasil/oportunidades, e/ ou comparecer para entrevista de segunda à sexta-feira, às 7h ou 13h no endereço: Alameda Júlio Müller, 1650 – Alameda, Várzea Grande – MT. Atendimento mediante retirada de senha. Para garantir a saúde e segurança dos colaboradores e candidatos em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus, a Marfrig segue rigorosamente todas as regras e procedimentos estabelecidos pelos órgãos competentes.

MARFRIG

FRANGOS & SUÍNOS

RS quer tributar ovos e carnes

Atualmente os ovos estão isentos e a tributação das carnes é menor 

O governo do Rio Grande do Sul começou a detalhar as medidas da reforma tributária proposta pelo Governador Eduardo Leite. Entre elas está o fim da isenção de ICMS sobre os ovos. A proposta busca fazer o aumento de forma progressiva: 7% em 2021, 12% em 2022 e 17% em 2023. No caso da carne e demais produtos comestíveis simplesmente, temperados, de aves e de suínos e erva mate o imposto que hoje é 7%, passa a 12% em 2021 e 17% em 2022 e 2023. Entidades como a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) já se posicionaram contra a reforma. Mesmo defendendo mudanças no atual modelo, condena a penalização ao agronegócio, setor de grande relevância econômica para o Estado. Para a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) e o Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas (Sipargs), a medida deve aumentar o custo de produção, impactar na competitividade e onerar produtor e consumidor. “Os estudos desenvolvidos por especialistas na área econômica e tributária, estimam um impacto nos próximos 3 anos de aproximadamente R$296.000.000,00 que recairá sobre o setor de produção de ovos, caso esta reforma seja aprovada na configuração apresentada”, destacou o Diretor Executivo, José Eduardo dos Santos. O Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de aves do país e fechou 2019 com pouco menos de 833 milhões de animais abatidos. Produz aproximadamente 3 bilhões de ovos por ano. Em 2019 também foram produzidos 9 milhões de suínos, com valorização de preço pago ao produtor, sendo também um dos maiores produtores nacionais.

AGROLINK

BRF amplia área de abates em Videira (SC)

A BRF investiu cerca de R$ 9 milhões para ampliar e adequar a área de abates e de processamento de frangos na unidade de Videira (SC), informou a empresa em comunicado no fim da semana passada

A planta em Videira ficou sem operar entre os dias 17 e 26 de agosto, com férias coletivas para os trabalhadores, para a realização das obras. A empresa também realizou alterações nas áreas de insensibilização e sangria, de cortes, aumentou a capacidade de estocagem de produtos e de geração de frio, visando atendimento aos novos requisitos de abate do mercado halal dos países muçulmanos. A capacidade de produção da unidade é de 6 mil toneladas/mês de frango griller. “O abate e processamento de frangos representa 80% do volume de exportação da unidade”, disse a BRF. O atendimento do mercado halal é uma das prioridades da BRF. O segmento de Distribuição Halal da companhia registrou uma receita líquida de R$ 1,8 bilhão no segundo trimestre, alta de 15,7% ano a ano, devido ao impacto da forte desvalorização do real frente ao dólar no período.

CARNETEC               

Doações de associados da ABPA alcançam R$ 500 milhões durante pandemia

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou na segunda-feira (31) levantamento que aponta mais de R$ 500 milhões doados por empresas do setor para combater os efeitos da pandemia

Segundo a entidade, são grandes ações de doação que envolvem desde carnes de frango e suína, ovos e cestas básicas, até respiradores e outros equipamentos hospitalares necessários para o enfrentamento à covid-19. “As agroindústrias do Brasil estão comprometidas em garantir alimentos para milhões de famílias no Brasil e em mais de 150 países. Ao mesmo tempo, estão dedicadas a fortalecer seu papel social pelo bem-estar da população nas diversas frentes. A solidariedade é o guia das empresas e das cooperativas”, disse o Presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota. As doações ocorreram nas comunidades em grandes centros urbanos e nas comunidades onde estão instaladas as unidades frigoríficas em todo o Brasil.

CARNETEC

Carne de frango apresenta cenário desafiador

Embarque total de carne bovina in natura cresceu 15% até julho em relação ao ano anterior

Dentre as proteínas animais, a carne de frango tem apresentado um cenário mais desafiador. Primeiramente, há uma diferença considerável entre as dinâmicas das exportações de carnes bovina e suína para as de frango, o que está diretamente relacionado à maior necessidade chinesa das duas primeiras, já que a produção doméstica do país asiático é incapaz de apresentar rápida resposta. Com isso, o embarque total de carne bovina in natura cresceu 15% até julho em relação ao ano anterior e o de carne suína 40%, enquanto que os de aves ficaram estáveis no mesmo comparativo. Embora as exportações de carne de frango para a China venham apresentando bom resultado (+28% em jan-jul 20/19), os volumes enviados ao conjunto dos demais destinos externos tem se mostrado aquém do ano anterior. Exceto para a China, maior comprador, as vendas caíram para os seis principais destinos, com destaque para as quedas para a Arábia Saudita (- 39 milt) e Emirados Árabes (-47 mil). Além dos menores envios a estes países, o preço de exportação caiu bastante neste ano, prejudicando o spread das vendas externas, embora o resultado apenas para a China seja bem melhor em função do preço 35% superior à média geral. A forte queda do preço do petróleo em função da pandemia complicou ainda mais o cenário, dada sua correlação com o preço de exportação de carne de frango brasileira, que tem ampla presença dos países árabes, embora venha dando sinais de recuperação, tanto o petróleo quanto o preço de exportação. A rentabilidade superior da exportação frente ao mercado doméstico também diminuiu razoavelmente, com o diferencial de preços da carne em dólares vindo de 90% em mai/20 para 44% em ago/20. No mercado doméstico, observamos um efeito positivo nos preços da ave decorrente do menor alojamento de pintinhos até maio, e do auxílio governamental na renda das famílias. Porém a alta de preços foi insuficiente para equilibrar as margens dado que os custos da ração voltaram a subir, a despeito das amplas safras de milho e soja. Neste contexto, seria prudente ao setor, amenizar o ritmo de alojamentos, que voltou a subir em junho (11% acima de jun/19), no sentido de ajustar a produção às demandas interna e externa.

Radar Agro Itaú

INTERNACIONAL 

Argentina: preveem recorde histórico de exportação de carne bovina em 2020

As exportações de carne bovina da Argentina podem fechar 2020 com um recorde histórico próximo a um milhão de toneladas. No ano passado, foram vendidas 844,9 mil toneladas de carne com osso, um recorde depois de 50 anos

A estimativa foi feita pelo consultor de pecuária Víctor Tonelli, após analisar o desempenho das exportações nos primeiros sete meses do ano e projetar o final de 2020. A Argentina é o quinto maior exportador do mundo depois do Brasil, Estados Unidos, Índia e Austrália. Com um milhão de toneladas, manteria a mesma posição entre os cinco maiores exportadores. As exportações nos primeiros sete meses deste ano foram de 327,8 mil toneladas por peso do produto. Em toneladas de carne bovina com osso, são mais de 485 mil toneladas. Segundo Tonelli, o que já foi comercializado contribuiu com US $ 1.509,2 milhões com uma média de US $ 4.604 por tonelada. “Esses valores mostram um aumento de volume de 20,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de apenas 4,6% sobre o valor total exportado, com destaque para a queda do valor por tonelada evidenciando os efeitos gerados pelo COVID 19”, disse. Para o consultor, com esse pano de fundo “é possível projetar um nível recorde histórico de exportações para este ano que pode ficar próximo a um milhão de toneladas equivalentes de carne com osso”. Tonelli prevê uma entrada de divisas de mais de US $ 3 bilhões. “Essa estimativa se apoia no volume já exportado e na consideração de que os meses restantes foram sazonalmente os mais altos do ano, estima-se que a China melhore suas condições se aproximando do período de maior demanda anual e com limitações para se abastecer da Austrália e Nova Zelândia ”, explicou ele. Tonelli acrescentou que “o Chile começará seu período de maior demanda, a União Europeia, com preços mais baixos, manterá um bom ritmo de demanda e, o mercado estrela, os Estados Unidos, apesar de estar perto de cumprir a cota de 20 mil toneladas por ano vai continuar em bom ritmo de demanda ”. Especificamente em julho passado, as vendas para o exterior foram de 53,4 mil toneladas por peso do produto. Em valor, foi exportado por US $ 226,1 milhões. Esses valores representam um aumento de cerca de 8% sobre o que foi exportado no mês passado, tanto em volume quanto em valor. A China, principal destino, ficou com 66% do volume exportado. Trata-se de uma redução do nível de participação nos meses anteriores, que teve participação média de 76,1%. “Em termos de valores, o valor médio exportado para a China foi de US $ 3.542 por tonelada, longe de valores que no final do ano passado o ultrapassavam em mais de 75%”, disse Tonelli.  Segundo Tonelli, quando se analisa a participação das exportações sobre o total da carne ofertada (produzida), estas “alcançaram 28,3%, deixando um nível de consumo equivalente a 52,2 kg/ habitante ano”.

El País Digital

Carnes: UE ratifica que Argentina tem sistema confiável para exportação

A União Europeia (UE) informou que considera que a Argentina possui um sistema de controle confiável para exportações de carne bovina e ovina

No que diz respeito à produção de carne bovina e ovina destinada à UE, a auditoria realizada pelos peritos europeus conclui que o controle oficial estabelecido é “bem projetado e corretamente implementado”. O sistema estabelecido fornece uma base adequada para apoiar a “confiabilidade dos atestados contidos nos certificados de exportar “para este destino. “Estamos muito satisfeitos, pois os auditores avaliaram o conhecimento que o pessoal da Senasa tem sobre os regulamentos da União Europeia, o que fortalece e garante que os controles estão de acordo com esses requisitos nos estabelecimentos produtores de carne bovina e ovina “, diz Gustavo Soto Kruse, Diretor de Produtos de Origem Animal da Senasa.

Agência Safras

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