
Ano 6 | nº 1311| 31 de agosto de 2020
NOTÍCIAS
Altas nos preços da arroba do boi gordo
A escassez de boiadas associada ao início do mês fez com que os frigoríficos apresentassem um comportamento mais comprador na última sexta-feira (28/8)
Com isso, a cotação do boi gordo subiu em São Paulo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação bruta do boi gordo está em R$232,00/@, à vista, R$231,50/@, descontado Senar, e em R$228,50/@, livre de impostos (Funrural e Senar). Para bovinos jovens, classificados para a China, os negócios estão em até R$235,00/@ para o macho, e em R$223,00/@ para as novilhas, preços brutos e à vista. Poucos negócios acima destes valores foram apregoados. No Acre, a cotação do boi gordo ficou em R$205,00/@, bruto e à vista. Alta de 6,3% em sete dias. As vacas e novilhas estão cotadas em R$200,00/@, bruto e à vista, R$199,50 com desconto do Senar, e em R$197,00, livre de impostos (Senar e Funrural), nas mesmas condições. No Sudeste de Mato Grosso, a pouca oferta e as escalas de abate curtas motivaram uma alta de R$1,00/@ do boi gordo na comparação diária. O boi gordo ficou cotado em R$217,00/@, bruto e a prazo, R$216,50/@ com o desconto do Senar e R$213,50/@, livre de impostos, nas mesmas condições.
SCOT CONSULTORIA
Recorde: arroba do boi gordo continua em alta e atinge R$ 237 em SP
Analista afirma que os frigoríficos ainda encontram dificuldades para compor suas escalas de abate, consequência de um quadro de oferta ainda “anêmico”
Os preços do boi gordo voltaram a subir em algumas regiões de produção e comercialização nesta sexta-feira, 28. “O mercado mantém seu movimento histórico de alta”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, o ambiente de negócios não sofreu alterações. Os frigoríficos ainda encontram dificuldades para compor suas escalas de abate, consequência de um quadro de oferta ainda “anêmico”. Além disso, a disputa por animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês permanece acirrada, uma vez que este segmento de exportação é o que oferece a maior rentabilidade para os frigoríficos em 2020. A tendência é que a China siga importando volumes substanciais de proteína animal brasileira no segundo semestre, ainda buscando preencher a lacuna de oferta causada pela peste suína africana. Na capital de São Paulo, os preços do boi gordo no mercado à vista passaram de R$ 235 para R$ 237 por arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 234 por arroba. Em Dourados (MS), subiram de R$ 227 para R$ 228 por arroba. Em Goiânia (GO), seguiram em R$ 230 por arroba. Já em Cuiabá (MT), foram de R$ 216 para R$ 217 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a tendência é que os preços voltem a subir na primeira quinzena de agosto, período que terá maior apelo ao consumo com a entrada da massa salarial acelerando a reposição entre atacado e varejo. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,60 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi supera R$230/arroba no Brasil e deve seguir em patamar recorde até o fim do ano
A arroba do boi gordo superou a marca de 230 reais nesta semana, mesmo patamar alcançado em novembro de 2019, quando ávidas compras da China levaram a uma disparada nas exportações de carne e resultaram em valores históricos para o produto nacional
Com uma redução na oferta de gado devido ao ciclo pecuário, queda na produção, firme demanda externa e câmbio favorável a exportações, a tendência é que as cotações do animal sigam em nível recorde, exigindo maior desembolso dos frigoríficos, conforme analistas. O comportamento do consumo interno, ainda afetado pela pandemia do novo coronavírus, é o único fator que pode limitar o avanço da arroba no próximo bimestre. E, mesmo nesta hipótese, novembro e dezembro prometem recuperação com a tradicional demanda para festas somando-se à conjuntura altista. O Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 fechou em 234,25 reais por arroba nesta quinta-feira, avanço de 2,61% na variação mensal e 49,3% ante igual período do ano passado. Na sexta-feira, a cotação bruta calculada pela Scot Consultoria indica arroba a 232 reais à vista na referência de São Paulo, para o mercado físico. Descontados os impostos, o valor a prazo bateu 230,50 reais por arroba. Bovinos jovens (até 30 meses), cuja carne é apta para embarque à China, contam com um incremento de 3 reais por arroba para machos, mostram dados da consultoria. O Diretor da Scot, Alcides Torres, disse que no começo do ano, em função das incertezas relativas à pandemia, o pecuarista atrasou a tomada de decisão sobre enviar ou não o gado para confinamento. “Isso acabou atrasando a entrega dos animais confinados que estariam disponíveis para venda agora e essa falta de gado (pronto para abate) contribuiu pra a atual restrição de oferta de boiadas, e os frigoríficos estão tendo que pagar mais”, explicou. Ele ainda disse que o pico da cotação bruta do boi gordo chegou a 250 reais por arroba no fim do ano passado, “e podemos ver de novo até preços maiores que esse”, com a alta condicionada ao comportamento do mercado interno. “Não podemos mandar toda a carne para exportação”, comentou. Torres pontuou que a oferta de gado deve continuar comedida até o fim do ano, e este processo ainda pode se estender por 2021, devido ao ciclo pecuário. Levantamento da consultoria Agrifatto mostra que 17,02 milhões de cabeças foram abatidas no Brasil entre janeiro e julho, queda de 9,5% ante o mesmo intervalo de 2019. Para 2020, a projeção indica recuo de 8% nos abates, para 36,77 milhões. A produção de carne bovina, por sua vez, caiu 7,8% até julho para 4,32 milhões de toneladas. Em contrapartida, as exportações subiram 10,3% no período para 1,16 milhão de toneladas. Somente no primeiro semestre, as importações chinesas de carne bovina do Brasil saltaram 148%, para 365.126 toneladas, e com isso o país asiático se tornou destino de 57% da proteína comercializada pelos brasileiros no período, conforme levantamento da associação do setor Abrafrigo.
REUTERS
ECONOMIA
Dólar cai quase 3%, maior queda em quase 3 meses, com ajuste ditado por exterior
O dólar despencou quase 3% ante o real na sexta-feira, com expressivo movimento de zeragem de posições no mercado doméstico diante de novo rali em ativos de risco no exterior e de um tombo global do dólar, com investidores apostando em manutenção de estímulos monetários no mundo por mais tempo
O dólar à vista caiu 2,93%, a 5,4156 reais na venda. É a maior desvalorização diária desde 2 de junho (-3,23%). O patamar é o mais baixo desde 13 de agosto (5,3675 reais). Na semana, o dólar caiu 3,41%. Em agosto, a moeda avança 3,78%, enquanto em 2020 sobe 34,95%. Na B3, o dólar futuro caía 2,95%, a 5,4060 reais, às 17h03.
REUTERS
Fed assegura alta do Ibovespa na semana, mas fiscal ainda preocupa
A bolsa paulista acumulou uma alta discreta na semana, assegurada pelo avanço de 1,5% na sexta-feira, em meio ao ambiente favorável a risco no exterior após o Federal Reserve mudar sua abordagem para a política monetária e sinalizar juros próximo de zero nos Estados Unidos por um período prolongado
Em Wall Street, o S&P 500 renovou máximas seguidas nesta semana, em movimento endossado pela a nova estratégia do banco central dos Estados Unidos para alcançar preços estáveis e máximo emprego, na qual ele buscará alcançar inflação de 2% em média ao longo do tempo. No cenário brasileiro, porém, o aumento do risco fiscal continuou pesando, com o desacordo entre a equipe econômica e o Presidente Jair Bolsonaro sobre valores para o projeto Renda Brasil preocupando investidores e provocando novas especulações sobre suposta saída de Paulo Guedes da Economia. A agência de rating Moody’s também chamou atenção ao tema nesta semana, ressaltando que incertezas ligadas ao teto de gastos podem impactar o sentimento do mercado e a confiança do investidor, minando a recuperação econômica. Apesar disso, o calendário de ofertas de ações, IPOs e follow-ons, continuou aquecido, conforme continua crescendo o número de pessoas físicas migrando para o mercado acionário em busca de melhores retornos para seus investimentos em razão da Selic a 2% ao ano. Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,51%, a 102.142,93 pontos, com aumento de 0,6% na semana e queda de 0,75% no mês. No ano, o declínio ainda alcança 11,7%.
REUTERS
IGP-M acelera alta a 2,74% em agosto com pressão dos preços ao produtor, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 2,74% em agosto depois de subir 2,23% em julho, refletindo um salto nos preços ao produtor, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira
Os preços no atacado sofreram a pressão da alta de 6,93% das Matérias-Primas Brutas e o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, passou a subir 3,74% em agosto, depois de alta de 3,0% no mês anterior. Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV Ibre, o item minério de ferro, componente das Matérias-Primas Brutas, respondeu sozinho por quase 30% do resultado do IPA após registrar salto de 10,82% em agosto. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% sobre o índice geral, registrou alta de 0,48% no mês, de 0,49% em julho. A principal contribuição para essa leitura partiu do grupo Transportes, que desacelerou o avanço de 1,45% para 0,87%, refletindo os preços da gasolina, que passaram de alta de 4,45% em julho para 2,66% em agosto.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Hong Kong libera unidade da Aurora após testes descartem risco de Covid, diz ABPA
Autoridades sanitárias de Hong Kong liberaram embarques do SIF 601 da Aurora Alimentos, unidade localizada em Xaxim (SC), cujas exportações de frango haviam sido temporariamente suspensas para testes que ao final comprovaram a ausência de riscos de contaminação por Covid-19, disse a associação do setor ABPA na sexta-feira
“O Centro para a Segurança dos Alimentos e o Departamento para Higiene de Alimentos e Meio Ambiente de Hong Kong emitiram hoje a autorização para retomada nos embarques, após a apresentação de todos os esclarecimentos feitos pelo Ministério da Agricultura do Brasil, com o apoio da cooperativa e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)”, informou o comunicado da entidade. O bloqueio havia sido imposto por Hong Kong ainda neste mês e desencadeou a suspensão voluntária dos embarques de frango desta unidade para a China.
REUTERS
Carne de frango ganha competitividade em relação à suína e bovina
Segundo o Cepea, a diferença entre as cotações do frango e de carnes substitutas, como a bovina e a suína, é a maior da série histórica
Os preços das carnes bovina e suína em agosto subiram mais que os da carne de frango, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “A diferença entre as cotações médias das carcaças suína e bovina frente ao frango inteiro abatido nunca esteve tão ampla, considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em 2004. Esse momento histórico de expressiva competitividade da carne de frango, por sua vez, tem elevado a liquidez dessa proteína na ponta final da cadeia.”, disse o centro de pesquisa em nota. No atacado da Grande São Paulo, o valor médio do frango inteiro resfriado até o dia 26 é 10,43 reais por quilo menor que o da carcaça casada bovina, com aumento de 7,1% frente à diferença observada em julho e de 67,3% em relação à de agosto de 2019, em termos reais (os valores médios mensais foram deflacionados pelo IPCA de jul/20). “Na comparação com a carcaça especial suína, também negociada no atacado da Grande São Paulo, a diferença deste mês está em 5,34 Reais/kg, ampliando em 41,2% frente à observada em julho e sendo mais que o dobro acima da diferença observada em agosto de 2019.” Segundo o Cepea, graças a essa competitividade, a carne de frango tem boa liquidez no mercado doméstico. “Na parcial de agosto, o frango inteiro registra média de R$ 4,97/kg na Grande São Paulo, valorização de 4,6% frente a julho e de 10,4% em relação a agosto/19, em valores reais.” No mercado de suínos, o preço do animal vivo continua subindo, com oferta restrita e exportação aquecida. Na média parcial de agosto, a carcaça especial tem média de R$ 10,31/kg na região da capital paulista, aumento de 20,8% ante julho e de 53,1% em 12 meses. “O cenário da carne bovina é similar ao da suína, com oferta restrita de animais para a abate e exportações aquecidas. Com isso, no atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina registra média de R$ 15,41/kg na parcial de agosto, aumentos de 6,3% frente a julho e de 43,4% na comparação com o agosto/19.”
Ração cara desafia avicultura brasileira
No vermelho, granjas de ovos começam a descartar galinhas para reduzir oferta e ajustar preços
A disparada de preços dos grãos usados na ração animal encolheu a margem de lucro da avicultura brasileira. No curto prazo, a situação é mais delicada para as granjas dedicadas à produção de ovos, que passaram a trabalhar no vermelho. As agroindústrias de carne de frango ainda tentam se escorar no câmbio favorável às exportações para equilibrar as contas, mas a fraca demanda do Oriente Médio e a resistência em ajustar a oferta de aves no campo tornam o cenário nebuloso. “Tudo caminha para ficar mais apertado do que imaginávamos”, afirmou César Castro Alves, analista da consultoria de agronegócios do Itaú BBA. Pelos cálculos do banco, a margem bruta da criação de frangos piorou em agosto, e está 4% negativa. De acordo com ele, as agroindústrias voltaram a ampliar a oferta de pintinhos para engorda nas granjas, o que pode representar mais oferta de frango nos próximos meses, tornando um reajuste de preço, para compensar os custos, mais difícil. Além disso, não há sinal de queda de preços dos grãos. Nas granjas de postura, o quadro é ainda pior porque, além da ração mais cara, o preço dos ovos caiu fortemente nos últimos meses. A expectativa é que, com o ajuste da produção, o preço do ovo possa se recuperar. Desde abril, quando a cotação do produto bateu recorde em meio ao consumo aquecido do início da quarentena, o preço médio da caixa com 30 dúzias de ovos brancos recuou 23% em Bastos (SP), um importante polo produtor do país, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto o ovo ficava mais barato, o preço da ração, responsável por cerca de 65% dos custos de produção da avicultura, só subia. Em agosto, o preço médio da saca de milho está em R$ 56,14, conforme o indicador Esalq/BM&FBovespa. Trata-se de um aumento de 6% na comparação com a média de abril e de 54% ante agosto do ano passado. No caso da soja, a valorização média foi de 27,8% e 54,4%, respectivamente. Na cooperativa paranaense C. Vale, cujos associados criam frangos e suínos, a ração está 22% mais cara mesmo com a estratégia de manter estoques para um ano. Na avaliação de Castro Alves, do Itaú BBA, as agroindústrias de frango teriam de seguir o mesmo caminho dos produtores de ovos. A estimativa da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco) para os alojamentos de pintinhos, uma espécie de indicador da produção futura de frango, em junho é de 568,1 milhões de aves, avanço de 11% na comparação anual e de 8,3% ante as 524,4 milhões estimadas para o mês de maio. Para Wagner Yanaguizawa, analista do Rabobank, a provável extensão do auxílio emergencial, ainda que em valor inferior aos atuais R$ 600, ajuda a manter a demanda interna firme e, com isso, a disposição das agroindústrias de produzirem frango. Mas também há razões estratégicas para isso. De acordo com um executivo da indústria frigorífica, as empresas aceitaram trabalhar no “zero a zero” no mercado brasileiro para manter a participação de mercado desde que as exportações, sobretudo para aqueles que acessam o mercado chinês, continuem dando bom resultado.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
China compra volume recorde semanal de carne dos EUA
A China fez suas maiores compras semanais já registradas de carne bovina dos Estados Unidos na semana passada, seguidas pelos maiores negócios por milho norte-americano em quase um mês nesta semana, mostraram dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgados na quinta-feira
Em relatório semanal de vendas de exportação, o USDA afirmou que a China adquiriu 3.315 toneladas líquidas de carne bovina dos EUA na semana encerrada em 20 de agosto, o maior volume semanal desde o início dos registros em 1999. A China também adquiriu 11.216 toneladas de carne suína dos EUA, maior volume em um mês. A China tem importado agressivamente carne bovina, suína e de frango neste ano, depois de uma batalha de anos com a peste suína africana, que dizimou o setor suíno do país. Os negócios vêm em meio a uma recente onda de vendas para a China, que tem prometido fazer compras recordes de produtos agrícolas dos EUA neste ano como parte de seu acordo comercial Fase 1 com os Estados Unidos, assinado em janeiro. Autoridades comerciais dos EUA e da China reafirmaram nesta semana o compromisso com o acordo, no qual os chineses estão atrasados nas compras.
As aquisições chinesas no primeiro semestre do ano totalizaram 7,274 bilhões de dólares, segundo o governo dos EUA, bem abaixo dos 36,5 bilhões de dólares prometidos em compras anuais sob o acordo comercial.
Reuters
Taiwan anuncia flexibilização das restrições às importações de carnes dos EUA
Presidente do país afirma que instruiu o governo a flexibilizar as regulamentações para permitir a compra de produtos de bovinos de gado com 30 meses ou mais dos norte-americanos
A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, disse na sexta-feira (28/8) que reduzirá as restrições impostas às importações de carne bovina e suína dos Estados Unidos. Em uma entrevista à rede de televisão do país, ela disse que instruiu o governo a flexibilizar as regulamentações para permitir a importação dos produtos suínos norte-americanos que contêm vestígios de um aditivo para ração animal, além de produtos de bovinos de gado com 30 meses ou mais. O anúncio foi feito cerca de duas semanas após a presidente ter dito que desejava iniciar negociações sobre um acordo de livre comércio com os EUA. O movimento seria parte de um esforço mais amplo para fortalecer os laços com Washington e resistir à coerção da China, o maior parceiro comercial de Taiwan. Nesse sentido, as autoridades do país acreditam “que a abertura é uma decisão alinhada com os interesses nacionais gerais e objetivos de desenvolvimento estratégico para o futuro”, disse Ing-wen na sexta-feira. Os EUA são o segundo maior parceiro comercial de Taiwan, com comércio de bens e serviços totalizando cerca de US$ 94,5 bilhões em 2018, de acordo com dados do governo norte-americano. As autoridades dos EUA consideravam as restrições impostas pelos taiwaneses como a principal barreira para estreitar os laços comerciais com o país. Até o momento, entretanto, Taiwan vinha resistindo aos apelos para aliviar as restrições, alegando preocupações com a segurança alimentar e levando em consideração a oposição da indústria doméstica de criação de suínos.
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
Powered by Editora Ecocidade LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/

