CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1309 DE 27 DE AGOSTO DE 2020

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Ano 6 | nº 1309| 27 de agosto de 2020

  

ABRAFRIGO

ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS

No dia 20 de agosto, a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) publicou consulta pública sobre medidas de caráter regulatório para melhorar o ambiente de negócios do Brasil com vistas à atração de investimento estrangeiro. A ação decorre de deliberação do Comitê Nacional de Investimentos (CONINV) e do Plano Nacional de Investimentos da CAMEX

A CNI elaborará resposta à consulta pública e convida as associações membros do FNI a contribuir com o posicionamento da indústria. Para tanto, solicita o envio de comentários até o dia 11 de setembro, a serem encaminhadas à Allana Rodrigues por meio do e-mail allana.rodrigues@cni.com.br.

As informações detalhadas sobre a consulta seguem nos links abaixo, para conhecimento:

https://drive.google.com/file/d/1ln6mcdCGo8Z5XL0MMNK_mog4SS-asE3U/view?usp=sharing

https://drive.google.com/file/d/16KHCQ6ASOQnpWIbo2l9fd8SDzHBOYrJ-/view?usp=sharing 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: escalas de abate curtas e alta nos preços da arroba

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na última quarta-feira (26/8), em São Paulo, a cotação do boi comum ficou em R$231,00/@, preço bruto e à vista, R$230,50/@ com desconto do Senar, e em R$227,50/@ com desconto do Funrural e Senar. Alta diária de R$1,00 ou 0,44% 

Para boiadas que atendem ao mercado chinês, bovinos jovens de até 30 meses, o ágio chega em até R$5,00 sobre a cotação do boi comum. As escalas de abate curtas e o fim do mês se aproximando, com o esperado aumento de consumo, pode alterar as ofertas e o ritmo dos preços nos próximos dias.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo sobe até R$ 4 no Centro-Oeste e bate R$ 230 em Goiás

Segundo analista da Safras, a oferta de animais terminados é restrita, com uma disputa muito acirrada por animais padrão China

Os preços do boi gordo voltaram a subir no mercado físico brasileiro nesta quarta-feira, 26. “A diferença entre os preços do mercado paulista e as demais praças de produção e comercialização segue caindo”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a oferta de animais terminados de uma forma geral é restrita, com uma disputa muito acirrada para as boiadas que cumprem os requisitos para exportação ao mercado chinês. “Nesse cenário os frigoríficos não conseguem alongar suas escalas de abate. A incidência de contratos à termo e de confinamentos próprios ameniza a situação, mas entanto o volume de contratos é menor no ano de 2020. Importante destacar que as exportações destinadas a China seguem em ótimo nível; é possível que agosto registre o melhor desempenho do ano”, afirma. Na capital de São Paulo, os preços do boi gordo no mercado à vista passaram de R$ 233/234 para R$ 234 por arroba. Em Uberaba (MG), subiram de R$ 232 para R$ 233 por arroba. Em Dourados (MS), foram de R$ 225 para R$ 226 por arroba. Em Goiânia (GO), passaram de R$ 226 para R$ 230 por arroba. Já em Cuiabá (MT), subiram de R$ 213 por R$ 216 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, a expectativa é que seja evidenciada a retomada do movimento de alta no decorrer da primeira quinzena de setembro, período que conta com maior apelo ao consumo. A entrada dos salários na economia se tornará um importante motivador para a reposição ao longo da cadeia produtiva. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,60 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Carne brasileira terá novos recordes em 2021, diz departamento de agricultura dos EUA

Segundo o Usda, setor terá aumento de demandas interna e externa, além de melhorar margens

Mais uma vez, o setor terá boas margens. A estimativa é de João Silva, do escritório do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em Brasília. Na avaliação dele, a produção de carne bovina deverá atingir 10,5 milhões de toneladas, com crescimento de 4%. O setor de suínos também terá bom desempenho no próximo ano. A produção somará 4,3 milhões de toneladas, e a evolução será de 4,5% em relação a este ano. O desempenho desses dois setores será sustentado tanto interna como externamente. No país, a perspectiva é de um crescimento de 3,5% da economia e da manutenção estável do desemprego, embora em taxas elevadas. A inflação baixa, o retorno da demanda da cadeia de alimentação fora do lar e a relativa recuperação do poder aquisitivo do consumidor também cooperam para a boa evolução do setor. Do lado externo, os preços estarão favoráveis, a demanda continuará e a taxa de câmbio manterá os produtos brasileiros competitivos. Além das compras chinesas, o país deverá contar com o retorno de mercados tradicionais, que reduziram as importações neste ano. Um fato positivo para a cadeia de proteínas no Brasil, segundo a avaliação do técnico do Usda, são os custos da ração. Deverão permanecer estáveis. Silva aponta, no entanto, algumas incertezas. Entre elas estão a flutuação da taxa de câmbio, a fragilidade da recuperação da economia mundial e um possível ressurgimento da Covid-19. Os exportadores brasileiros, principalmente os do setor de carne bovina, vão se defrontar também com o tema do desmatamento ilegal, dos incêndios e da necessidade de determinar a origem dos animais. Para Silva, as exportações de carne bovina podem atingir o recorde de 2,7 milhões de toneladas em 2021. As suínas, também recordes, sobem para 1,12 milhão.

FOLHA DE SP 

Pará: mercado de reposição aquecido

Desde o início do ano, os preços de todas as categorias de bovinos para reposição monitoradas pela Scot Consultoria subiram, em média, 41,0% no Pará. O mercado segue firme  

Os preços do boi gordo não acompanharam a intensidade da alta nos preços dos animais de reposição. Na mesma comparação, o preço do boi gordo subiu 23,1%, fato que resultou na queda de 5,3% no poder de compra do recriador/invernista, considerando a média de todas as categorias. Para o curto prazo, a oferta restrita de animais para reposição no estado tende a continuar ditando o rumo do mercado. Vale destacar que a exportação de gado vivo na região tem diminuindo ainda mais as ofertas para o recriador/invernista local.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: contratos futuros na B3 ultrapassam R$ 240

No mercado físico, já há negócios pela arroba acima de R$ 230 nas praças paulista e analista projeta novas altas

Na B3, os contratos futuros do boi gordo estão valendo mais que R$ 230 a arroba até o fim de 2020. No pregão da quarta-feira, 26, os vencimentos para novembro e dezembro ultrapassaram a marca de R$ 240 pela primeira vez desde que passaram a ser negociados. No mercado físico, já há negócios pela arroba acima de R$ 230 nas praças paulistas, de acordo com a Scot Consultoria, igualando os recordes registrados em novembro do ano passado.

O mercado de reposição segue aquecido e tem renovado recordes de preços. No indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para o bezerro, em Mato Grosso do Sul, a cotação chegou ao maior valor nominal da história, em R$ 2.156,41 por cabeça. De acordo com o analista Yago Travagini, da Agrifatto Consultoria, o preço da arroba deve chegar a R$ 240 nos próximos dias no mercado físico paulista. Ele explica que, nos primeiros dias de agosto, a arroba ficou estabilizada ao redor de R$ 225 e mostrou bastante resistência para romper esse patamar. Porém, desde o fim da semana passada, o mercado futuro tem reagido com altas como resposta à incerteza em relação à oferta de animais de confinamento. Segundo Travagini, o diferencial de base entre o preço em São Paulo e em outros estados diminuiu, a partir das altas em praças como Pará, Mato Grosso e Goiás, e o mercado futuro reage a isso, esperando valorizações nas praças paulistas. Travagini projeta que o cenário de custos elevados em virtude dos aumentos vistos no milho e no farelo de soja deve perdurar até o fim de 2020, pelo menos. Além disso, o ciclo pecuário com produção de bezerros menor em decorrência do abate de fêmeas nos últimos anos pode durar ainda alguns meses e seguir pressionando o custo de reposição. Por fim, a demanda chinesa, pelo menos até novembro deste ano, deve seguir em ritmo forte de compra de proteína animal brasileira. Esses fatores combinados podem garantir a arroba firme até o fim do ano e início de 2021, de acordo o analista.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar volta a máximas em 3 meses em dia tenso com renovados temores fiscais

Os mercados brasileiros experimentaram novo dia de estresse na quarta-feira, e o dólar fechou em firme alta e acima de 5,60 reais, mais do que devolvendo a queda da véspera, diante da apreensão de investidores quanto ao futuro da agenda fiscal do país em meio a renovados temores quanto à posição de Paulo Guedes no Ministério da Economia

O dólar à vista fechou em alta de 1,54%, a 5,6124 reais na venda. É o maior nível desde 20 de maio (5,6902 reais). O ganho desta sessão superou a queda de 1,19% da terça-feira. Na máxima, alcançada no meio da tarde, o dólar foi a 5,635 reais (+1,95%). Na B3, o dólar futuro de maior liquidez saltava 1,90%, a 5,6155 reais, às 17h22. O dólar vinha tomando fôlego gradualmente ao longo da manhã, mas, pouco depois das 12h, arrancou em alta após o Presidente Jair Bolsonaro dizer que havia rejeitado a proposta apresentada pelo Ministério da Economia para criação do programa Renda Brasil. A fala de Bolsonaro, vista como desautorização pública ao ministro, amplificou a aparente queda de braço entre Guedes e a ala desenvolvimentista do governo. Ruídos entre os dois lados já haviam se intensificado nas últimas semanas, contribuindo para a saída do governo de importantes auxiliares do ministro da Economia e alimentando especulações sobre eventual substituição do chefe da pasta —com um dos nomes mais falados para seu lugar sendo o do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O mercado piorou o sinal porque entende que as divergências dificultam o cumprimento de uma agenda fiscal no sentido de austeridade, o que ameaça manter a dívida pública em trajetória de alta, deteriorando a percepção sobre as contas públicas do país e reduzindo a confiança dos investidores. “Ele (Bolsonaro) não está dando saída para a equipe econômica”, disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management. “A sinalização emitida (pelo presidente) não foi boa. Coloca de novo Paulo Guedes numa berlinda perigosa, bota o fiscal brasileiro numa berlinda perigosa. Essas coisas (aumento de gastos) têm efeito (econômico) de curto prazo bom, mas o efeito de longo prazo é péssimo”, completou, alertando sobre risco de inflação à frente. Outros mercados também sentiram o mau humor. Nos juros, o DI janeiro 2023 foi à máxima do dia, de 4,21%, ante 3,93% do ajuste anterior. O DI janeiro 2025 saltou a 6,08% no pico, ante 5,75% do ajuste de terça-feira. Luis Laudisio, operador da Renascença, acredita que o mercado deva cobrar mais prêmio daqui para a frente, inclusive nos leilões de dívida. “A reação do mercado foi ruim hoje, mas o mercado nem começou a jogar a toalha ainda”, completou, indicando chances de reações mais fortes nos preços em caso de continuidade do cenário de incertezas.

REUTERS

Ibovespa recua com desconforto fiscal, mas ainda fecha em 100 mil pontos com ajuda de NY

Preocupações com a situação fiscal brasileira voltaram a pressionar a bolsa paulista na quarta-feira, com o Ibovespa chegando a trabalhar abaixo dos 100 mil pontos no pior momento, apesar de novas máximas registras em Wall Street

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 1,46%, a 100.627,33 pontos. Na mínima, chegou a 99.359,36 pontos. O volume financeiro somou 29,5 bilhões de reais. O clima no pregão azedou após declarações do Presidente Jair Bolsonaro que evidenciaram desacordo com a sua equipe econômica quanto aos planos relacionados à criação do Renda Brasil e fomentaram novos ruídos envolvendo o ministro Paulo Guedes. Bolsonaro disse que rejeitou proposta apresentada pelo Ministério da Economia para o Renda Brasil porque ficou insatisfeito com os cortes de programas como o abono salarial para financiar o novo projeto. “A bolsa refletiu o mal-estar provocado pelas palavras do Presidente e seu potencial efeito fiscal, além de novas especulações sobre suposta saída de Guedes do governo”, observou o Superintendente da mesa de operações da Necton, Marcos Tulli. A extinção do abono representava a espinha dorsal do plano de foco nos mais pobres pretendida por Guedes no Renda Brasil. Também o ministério da Economia publicou nota negando uma coletiva de Guedes, para pedido de demissão. “Não procede marcação de coletiva para pedido de demissão. Ministro continua despachando normalmente”, disse. Os comentários de Maia e a nota da Economia, combinados com a aceleração das altas nos pregões em Nova York, ajudaram a tirar o Ibovespa das mínimas e recuperar os 100 mil pontos. Nos EUA, o S&P 500 e o Nasdaq, renovaram recordes apoiados em ações de tecnologia após resultados e projeções das empresas Salesforce e HP Enterprise.

REUTERS

EMPRESAS 

Marfrig lança linha de carne bovina “carbono neutro”

A processadora de carnes Marfrig iniciou as vendas de uma nova linha de produtos bovinos obtidos a partir de animais originários de propriedades sustentáveis, informou a empresa em comunicado na quarta-feira

A nova linha de carne bovina carbono neutro, a ser comercializada sob a marca Viva, inicialmente será distribuída apenas no Brasil, segundo o Diretor de Sustentabilidade e Comunicação da Marfrig, Paulo Pianez. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), disse a companhia. Ela envolve o gado criado em fazendas nas quais as emissões de metano dos animais são neutralizadas pelo cultivo de florestas ou produções agrícolas, segundo o comunicado. O metano, um potente gás de efeito estufa que contribui para o aquecimento global, é um bioproduto natural da digestão de bovinos e outros ruminantes —grande parte dele é liberado na atmosfera pelos arrotos e respiração dos animais. “À medida que o consumidor decodifica a mensagem da carne carbono neutro, o produto tem potencial enorme”, disse Pianez em entrevista por telefone.

A Marfrig possui capacidade de abate de mais de 31,8 mil cabeças de gado por dia em suas unidades na América do Sul e América do Norte, indicou a nota que detalha o lançamento da nova linha de produtos. A princípio, a companhia planeja fabricar os produtos da marca Viva por meio do abate mensal de 300 animais a 400 animais provenientes da Santa Vergínia Agro, em Mato Grosso do Sul, de acordo com Pianez. Ao longo do tempo, a Marfrig poderá passar a obter o gado em outras propriedades que cumpram os critérios para certificação da carne carbono neutro, além de potencialmente também vender os produtos em outros países, disse o executivo. Cerca de 10 milhões de reais foram investidos no lançamento da marca Viva, incluindo em pesquisas, certificação de propriedades e construção da marca, segundo a Marfrig.

REUTERS

Cade dá aval a joint venture entre Marfrig e ADM na área de proteínas vegetais

Com sede em Chicago, PlantPlus Foods vai atuar nas Américas do Sul e do Norte

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a “joint venture” criada por Marfrig e ADM para atuar no mercado de proteínas vegetais. Anunciada em maio, a parceria entre as empresas brasileira e americana resultou no anúncio da criação da PlantPlus Foods. O sinal verde do Cade veio após o órgão atestar que as participações de mercado de Marfrig e ADM no segmento são inferiores a 20% e que não haverá, por isso, danos concorrência no Brasil. A Marfrig tem participação de 70% na PlantPlus e a ADM ficou com os 30% restantes. A nova empresa, com sede em Chicago, é uma ampliação de uma parceria firmada em 2019, quando a ADM passou a fornecer os ingredientes vegetais que simulam sabor e textura da carne para a Marfrig produzir, em sua unidade em Várzea Grande (MT), hambúrguer vegetal e comercializar o produto no mercado brasileiro. No Brasil, o hambúrguer vegetal continuará a ser produzido na planta matogrossense; nos EUA, onde a Marfrig ainda não atua no segmento de proteínas vegetais, a PlantPlus contará com ingredientes e aromas produzidos em unidades da ADM no país. No varejo americano, o mercado de alternativas vegetais à carne gira quase US$ 1 bilhão por ano. Na América do Sul, foram cerca de US$ 200 milhões em 2019. Nas duas regiões, principais focos da joint venture, esse mercado tem potencial para atingir US$ 2 bilhões, conforme a ADM.

VALOR ECONÔMICO

Naturafrig concede férias coletivas em Pirapozinho para aplicar testes de covid-19

A processadora de carne bovina Naturafrig concedeu férias coletivas para os 900 funcionários de sua unidade em Pirapozinho (SP) entre 16 e 31 de agosto, informou a empresa em comunicado na quarta-feira (26)

A iniciativa incluirá a aplicação de testes nos funcionários para o novo coronavírus e faz parte do plano de contingência da companhia para prevenção de contágio pela covid-19. Funcionários que apresentarem testes positivos para a doença serão afastados por 14 dias ou até a liberação médica. “Tais medidas são convergentes ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Presidente Prudente (SP) no dia 24, o que veio confirmar a assertividade do Plano de Contingência da Naturafrig”, disse a empresa. O frigorífico da Naturafrig em Pirapozinho é uma das plantas brasileiras que foram autorizadas a exportar carne bovina para a China em novembro de 2019. A Naturafrig já havia suspendido atividades no frigorífico em Rochedo (MS) no fim de junho para evitar a proliferação do novo coronavírus. Essa unidade retomou operações em 14 de julho.

CARNETEC 

JBS vai investir R$ 180 milhões em fábrica no interior de São Paulo

A JBS informou nesta quarta-feira (26) que investirá R$ 180 milhões para construir uma fábrica de peptídeos de colágeno bioativos e gelatina em Presidente Epitácio, no interior de São Paulo 

Subprodutos do abate bovino, a gelatina e os peptídeos de colágeno bioativos são usados na indústria de beleza. A expectativa é que a nova fábrica seja inaugurada até o fim de 2021. De acordo com a JBS, a unidade vai gerar 130 empregos diretos e 500 indiretos. Em Presidente Epitácio, esse não é o único investimento da JBS. Ao todo, o grupo vai investir R$ 280 milhões no município. Em junho, a companhia já havia revelado um aporte de R$ 100 milhões para converter um frigorífico desativado em duas unidades — uma fábrica voltada para a produção de heparina, anticoagulante extraída da mucosa intestinal de porcos e bois, e um entreposto.

Os investimentos da JBS fazem parte de um pacote anunciado pela companhia no ano passado. A empresa prevê investir R$ 8 bilhões no Brasil até 2024.

Valor Econômico 

MEIO AMBIENTE

Minerva Foods afirma que monitorou 9 mil fornecedores de gado em 2019

Em sua nona edição, o relatório de sustentabilidade da companhia mostra dados das operações no Brasil e de sua subsidiária, a Athena Foods

Na rastreabilidade da cadeia da carne bovina, um dos temas de maior impacto para o setor de proteína animal, a Minerva afirma que mapeou no ano passado cerca de 9 milhões de hectares e o monitoramento de aproximadamente 9 mil fornecedores na Amazônia. No mesmo período, cerca de 2,4 mil fornecedores da empresa foram bloqueados por descumprimento aos critérios socioambientais. A companhia, pelo sétimo ano consecutivo, foi definida como uma empresa 100% em conformidade na auditoria do Compromisso Público da Pecuária. No ano passado, a Minerva Foods também passou a integrar a Mesa Global de Carne Sustentável (Global Roundtable for Sustainable Beef), que tem por objetivo desenvolver estratégias na produção de carnes, priorizando fontes naturais, comunidades e bem-estar animal. ~Oferecemos ao mercado um sistema de rastreabilidade com monitoramento geoespacial que nos garante 100% de conformidade ambiental, trabalhista e regularidade fundiária na carteira de fornecedores no bioma Amazônia, condição muito exigida pelos investidores em 2019 e que deverá se manter em razão da importância da região para o planeta,” diz Fernando Galletti de Queiroz, CEO da Minerva. Em números, foram abatidos 3,5 milhões de bovinos, avanço de 3,4% em relação a 2018. Desse total, cerca de 1,7 milhão foram de abates no Brasil, crescimento de 5,1% na comparação com 2018. O índice de utilização de capacidade foi 76,7%. Já o volume de vendas registrou expansão de 6,8% em relação a 2018, fechando em 1.158,6 mil toneladas. Do Brasil saíram 607,9 mil toneladas, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior.

PORTAL DBO 

FRANGOS & SUÍNOS 

Brasil pede que China apresente laudos de testes de coronavírus em asas de frango

O Brasil pediu a autoridades chinesas para que apresentem os resultados dos testes laboratoriais que detectaram traços do novo coronavírus em asas de frango exportadas pelo país, indicou um comunicado enviado à Reuters pelo Ministério da Agricultura na quarta-feira

A solicitação foi realizada durante uma reunião na cidade de Shenzhen, na província de Guangdong, onde adidos agrícolas brasileiros se encontraram com autoridades sanitárias e comerciais locais, disse a nota. Em resposta, de acordo com o comunicado, o lado chinês informou que os laudos dos testes estão sob responsabilidade de autoridades sanitárias de Guangdong, que não participaram da reunião. O Brasil afirmou que dará continuidade às gestões nos níveis municipais, provinciais e centrais da China para obter os laudos dos testes, além de outras informações relevantes para o caso. As alegações de contaminação referem-se a asas de frango produzidas no estabelecimento brasileiro registrado com o número 601 no SIF, segundo o comunicado. A Aurora, empresa que opera a unidade no Sul do Brasil, suspendeu de forma voluntária as exportações de carnes de aves para a China a partir de 20 de agosto, enquanto aguarda mais informações sobre a suposta contaminação. De acordo com o governo brasileiro, as autoridades chinesas que participaram da reunião disseram que três amostras testaram positivo para o novo coronavírus: uma coletada em asas de frango e duas coletadas na embalagem dos produtos, provenientes da fábrica da Aurora em Xaxim (SC). “No entanto, autoridades sanitárias de Shenzhen não souberam informar se os achados se referiam apenas à detecção do material genético do vírus ou ao vírus ativo, nem foram capazes de dar mais informações sobre o suposto achado”, disse o comunicado do ministério. A suposta contaminação fez com que as Filipinas impusessem uma proibição temporária às importações de carne de frango do Brasil, enquanto Hong Kong interrompeu as compras da unidade da Aurora em Xaxim.

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