CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1308 DE 26 DE AGOSTO DE 2020

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Ano 6 | nº 1308| 26 de agosto de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta restrita e aumento de custos fazem preço disparar, diz Safras

Além disso, segundo analista de mercado, os frigoríficos encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate e as exportações seguem aquecidas

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com consistente movimento de alta nos preços, de acordo com a consultoria Safras. “A oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece restrita. Enquanto isso, a elevação nos custos da nutrição animal é outro elemento sendo considerado neste momento, exigindo repasse por parte dos confinadores”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, os frigoríficos encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate. “É importante destacar o ótimo desempenho dos embarques no decorrer de 2020, com os números parciais de agosto sinalizando para o melhor resultado do ano. Mais uma vez a China desempenha um papel singular, importando volumes substanciais de carne bovina brasileira”, afirma. Na capital de São Paulo, os preços do boi gordo no mercado à vista passaram de R$ 231 para R$ 233/234 por arroba. Em Uberaba (MG), subiram de R$ 230 para R$ 232 por arroba. Em Dourados (MS), foram de R$ 223 para R$ 225 por arroba. Em Goiânia (GO), saíram de R$ 225 para R$ 226 por arroba. Já em Cuiabá (MT), elevaram-se de R$ 211 para R$ 213 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina permaneceram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo remete a intensificação da alta dos preços no decorrer da primeira quinzena de setembro, com a entrada dos salários acelerando a reposição entre atacado e varejo. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,60 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo em R$230,00/@

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, na última terça-feira (25/8), a cotação do boi comum chegou nos R$230,00/@, preço bruto à vista, R$229,50/@ com desconto do Senar, e R$226,50/@ com desconto do Funrural e Senar

Na série histórica de preços da Scot Consultoria, esse patamar de preço aconteceu em novembro de 2019, no dia 22, em função das compras chinesas, para preencher o ‘’buraco’’ deixado pela peste suína africana. Para as boiadas que hoje atendem a esse mercado, bovinos jovens de até 30 meses, o ágio é de até R$5,00 sobre a cotação do boi comum.

SCOT CONSULTORIA

Exportações de carne bovina em alta

Até a terceira semana de agosto foram exportadas 122,96 mil toneladas de carne bovina in natura, 91% do total exportado em agosto de 2019 (Secex)

O bom volume exportado trouxe incremento de 33,5% na média diária embarcada, frente ao mesmo período de 2019. A cotação da tonelada da carne exportada está 3,97%, ou US$165,90, menor que no mesmo período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA 

Abate de vacas cai ao menor nível desde 2002

O movimento de frigoríficos em busca de animais mais jovens para o abate em meio à queda na oferta tem incentivado pecuaristas a aumentar a produção de bezerros. O criador é estimulado a reter as vacas para a reprodução pelos altos preços pagos por animais jovens, com valores acima de R$ 2.050 por cabeça, avalia a consultoria Agrifatto

Esse cenário também resulta em redução de 3% na quantidade de fêmeas disponíveis para o abate em 2020, de 38% ante 41% no ano passado, um dos menores níveis da história. De acordo com a consultoria, a mudança no ciclo pecuário, com a maior retenção de fêmeas em comparação aos anos anteriores, deve reduzir o volume de animais abatidos em pouco mais de 3 milhões de cabeças neste ano, de 39,9 milhões para 36,7 milhões. Junto a isso, o ajuste produtivo ocasionado pela pandemia do coronavírus no primeiro semestre resultou em um dos mais baixos números de fêmeas abatidas, com 17,46 milhões entre janeiro e junho, o menor número desde 2009. Há em curso uma mudança no padrão de abate dessas fêmeas, já que as vacas com mais de 24 meses devem ter a menor participação no abate total desde 2002, com uma representatividade de 27%, de acordo com monitoramento da consultoria. Com a demanda externa crescente e a redução da oferta, os animais de reposição (bezerro e boi magro) têm sido negociados em patamares recordes reais. No entanto, os custos com a alimentação continuam elevados, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A desvalorização do real frente ao dólar também tem encarecido insumos importantes, que são importados. Nesse contexto, o Ipea entende que muitos pecuaristas têm diminuído o volume de novos lotes de animais a serem enviados ao confinamento, o que pode “reforçar a restrição de oferta de boi gordo para o abate no próximo trimestre”. “A valorização da arroba continuaria, portanto, atrelada basicamente ao volume exportado, tendo em vista a possibilidade de que o consumo doméstico siga retraído em função da diminuição da renda”, completa. Segundo a instituição, também se confirmaram as expectativas de que, no segundo trimestre de 2020, a junção entre finalização da safra, entressafra e manutenção da demanda internacional sustentasse os preços da arroba bovina. “Ainda que a demanda interna estivesse arrefecida, o indicador Esalq/B3 do preço do boi gordo teve alta de 3,4% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2020. Quando comparado em relação ao mesmo período de 2019, a alta é ainda mais expressiva, de 31,2%”, observa o Ipea.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar tem maior queda em mais de uma semana com correção técnica em meio a posicionamento carregado

O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, voltando a níveis de uma semana atrás, com desmonte de posições compradas na moeda norte-americana na parte da tarde

O dólar à vista caiu 1,19%, a 5,5274 reais na venda, menor valor desde o último dia 18 (5,4685 reais). A desvalorização percentual é a mais forte desde 13 de agosto (-1,56%). Na mínima da sessão, atingida pouco depois das 16h (de Brasília), a cotação desceu a 5,5144 reais (-1,43%), depois de na máxima, alcançada às 11h16, subir a 5,6145 reais (+0,36%). Na B3, o dólar futuro tinha queda de 1,54% às 17h01, para 5,5270 reais. O real acompanhou o enfraquecimento do índice do dólar no exterior, com o mercado reagindo a dados fracos sobre confiança do consumidor dos EUA. Dados divulgados mais cedo pelo Banco Central sobre o balanço de pagamentos referendaram percepção de que, nesse lado, o fundamento do câmbio tem melhorado. O superávit em transações correntes do Brasil foi de 1,628 bilhão de dólares em julho —uma reversão frente ao déficit de 9,790 bilhões de dólares no mesmo mês do ano passado. Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram 2,685 bilhões de dólares, um pouco acima da expectativa de 2,5 bilhões de dólares. Alguns profissionais do mercado avaliam que o posicionamento técnico contra o real está excessivo e que, nesse contexto, haveria chance de alguma correção favorável ao câmbio. Esse é um dos argumentos utilizados por pelo menos três bancos estrangeiros —Bank of America, JPMorgan e BNP Paribas.

REUTERS

IBOVESPA fecha em queda com pacote econômico no radar

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, após três sessões com sinal positivo, pressionado particularmente pelo recuo das ações da Vale e com agentes financeiros cautelosos após o governo adiar o anúncio de pacote econômico

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,18%, a 102.117,64 pontos. O volume financeiro na bolsa somou 23,5 bilhões de reais. O governo adiou na véspera anúncio de medidas econômicas previsto inicialmente para esta terça-feira, que devem incluir, entre outras, a criação do Renda Brasil, programa social previsto para ampliar o alcance do Bolsa Família. Apesar do potencial efeito na recuperação da atividade econômica do país, agentes financeiros estão preocupados com o potencial efeito negativo nas contas públicas. Um dos pontos do pacote que está sob os holofotes é o valor do Renda Brasil. Originalmente, o time do ministro Paulo Guedes apresentou uma proposta de cerca de 250 reais, valor que foi considerado baixo pelo Presidente Jair Bolsonaro. Fontes da equipe econômica afirmaram à Reuters que um benefício de 300 reais ou acima disso exigirá mais corte de despesa ou base menor de beneficiários. “Na medida em que avançamos para o final do terceiro trimestre, o fiscal vem fazendo cada vez mais preço e as perspectivas seguem preocupantes”, observou a equipe do BTG Pactual em comentário a clientes. A equipe da Elite Investimentos avaliou que novos receios de piora fiscal em razão dos impasses que teriam levado ao adiamento do anúncio do pacote ofuscaram dados melhores de inflação e contas externas do país.

REUTERS 

Ipea vê alta de 3,2% no PIB do agro em 2021 e reduz para 1,5% a projeção de 2020

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário do Brasil deverá crescer 3,2% em 2021, disse na terça-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), embora a estimativa para 2020 tenha sido revisada de uma alta de 2% para 1,5%

Segundo a entidade, o desempenho do ano que vem deverá ser impulsionado por uma recuperação da pecuária, segmento para o qual prevê um crescimento de 5% no PIB em 2021, ante recuo de 2,8% em 2020. “Para a pecuária, a perspectiva é de recuperação em todos os segmentos —bovinos, frango, suínos, leite e ovos—, liderados pelo crescimento de 6,3% da carne bovina”, disse o Ipea em comunicado. A performance da pecuária neste ano, de acordo com o Ipea, será prejudicada justamente por um recuo de 6,3% na produção de carne bovina, apesar do ganho de 5,2% projetado para o segmento de carne suína. Em relação às lavouras, o instituto elevou a estimativa para crescimento do PIB em 2020 para 3,6%, contra 3% vistos anteriormente, destacando as produções de soja (+5,9%), arroz (+7,3%), trigo (+41,0%), cana-de-açúcar (+2,4%) e café (+18,2%). “O desempenho para o PIB agropecuário 2020 deve ser sustentado principalmente pela lavoura”, afirmou a entidade. Em 2021, o PIB da lavoura deverá registrar avanço de 3,2%, acrescentou o Ipea, com impulso das produções de milho e soja. Na terça-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou a safra de grãos 2020/21 do Brasil em um recorde de 278,7 milhões de toneladas, diante de uma safra igualmente recorde de soja (133,5 milhões de toneladas) e grande produção de milho.

REUTERS

EMPRESAS 

JBS antecipa R$ 389,5 milhões em recebíveis no Banco Original

Operação com o banco dos irmãos Batista faz parte da estratégia de gestão de capital de giro

A JBS informou na terça-feira (25) que antecipou R$ 389,5 milhões em recebíveis junto ao Banco Original, que é acionista da empresa de carnes e também é controlado pela J&F — holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Os contratos de antecipação de recebíveis foram firmados entre 18 e 24 de agosto. As informações sobre os contratos foram enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por se tratar de transação entre partes relacionadas. De acordo com a JBS, taxa de deságio cobrada pelo Banco Original “é compatível com as demais alternativas disponíveis no mercado financeiro e se mostra mais adequada tendo em vista o grande volume de recebíveis a serem antecipado”. Para antecipar R$ 389,5 milhões, a JBS aceitou um deságio de R$ 1,9 milhão, o que representa 0,48% do montante total. Os contratos de antecipação de recebíveis firmados pela JBS com o Banco Original são corriqueiros, fazendo parte da estratégia de gestão de capital de giro da companhia. No fim de julho, por exemplo, a JBS informou ter antecipado R$ 471,8 milhões com o banco da família Batista. Na ocasião, o custo da transação foi de 0,56%. Conforme as últimas demonstrações financeiras da JBS, as cessões de crédito para o Original feitas para antecipar recebíveis somavam R$ 1,4 bilhão no fim de junho, valor ligeiramente inferior às cessões registradas um ano antes. O custo financeiro para antecipar esse valor foi de R$ 56,4 milhões.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Aurora suspende vendas de frango para a China de unidade catarinense

A cooperativa Aurora Alimentos suspendeu voluntariamente as exportações de carnes de aves para a China de sua unidade de Xaxim (SC) desde 20 de agosto, de acordo com informações publicadas no site da autoridade alfandegária chinesa na terça-feira e confirmadas pela empresa

Em nota, a terceira maior produtora de suínos e aves do Brasil disse que recebeu a informação da cidade chinesa de Shenzhen sobre a detecção de traços do novo coronavírus, em embalagem de produto cárneo oriundo do SIF 601. No entanto, a companhia destacou que, “conforme manifestação da OMS (Organização Mundial de Saúde) e FAO (das Nações Unidas), não há evidência científica da transmissão do vírus via produto e/ou embalagem”.  A identificação da Covid-19 em asas de frango enviadas pela Aurora foi registrada no site da cidade chinesa há pouco mais de dez dias. “Apesar da absoluta confiança e da certeza que seu processo produtivo é isento da presença do vírus, a Aurora Alimentos, de modo a dar conforto às Autoridades Chinesas, optou por suspender temporariamente os embarques para a China, da planta de processamento de aves de Xaxim (SC), até que o episódio relatado em Shenzhen seja elucidado”, afirmou na terça-feira. Segundo a cooperativa, esta decisão já foi comunicada ao Ministério da Agricultura e à Administração Geral de Alfândegas da China (GACC). A unidade em questão também foi bloqueada por Hong Kong no início deste mês, como medida preventiva contra o coronavírus. A Aurora ainda disse que implementou medidas eficazes para a proteção e cuidados com a saúde dos seus colaboradores, cumprindo protocolos setoriais validados cientificamente pelo Hospital Albert Einstein, e também em atendimento a Portaria Interministerial 19 que regulamenta o assunto. A China já interrompeu importações de carnes de fábricas de empresas como Marfrig, JBS e BRF no Brasil por preocupações relacionadas ao coronavírus. Também em nota, a Associação Brasileira da Indústria de Proteína Animal (ABPA) informou que apoia a medida tomada pela Aurora Alimentos, para que sejam feitos os devidos esclarecimentos, após a divulgação feita por autoridades municipais de Shenzhen. “Com a suspensão dos embarques, tanto Brasil quanto China poderão realizar suas investigações com mais tranquilidade”, afirmou a entidade.

REUTERS

Disputa entre Brasil e Indonésia na OMC é paralisada

Após pedido brasileiro, investigação é suspensa para negociação bilateral

A pedido do Brasil, a Organização Mundial do Comércio (OMC) suspendeu até 12 de setembro uma investigação envolvendo denúncia do país contra a Indonésia sobre exportação de carne de frango para aquele mercado asiático. O resultado da disputa estava próximo de ser anunciado oficialmente. Mas, segundo fontes, o Brasil preferiu dar um freio no contencioso e buscar mais uma vez um entendimento bilateral que possa obter resultados mais imediatos. A nova tentativa vem sendo feita pelo setor privado e pelos meios diplomáticos para a abertura do mercado indonésio para alguns cortes de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em representação ao setor produtivo diretamente interessado no contencioso, destaca que a suspensão temporária do painel tem como objetivo dar continuidade às tratativas bilaterais para entendimento mútuo. Ocorre que o mecanismo de solução de controvérsias da OMC está inoperante, com a paralisação imposta pelos EUA ao Órgão de Apelação. E a Indonésia não faz parte do Mecanismo Interino de Apelação/Arbitragem (MPIA, na sigla em inglês), criado por um grupo de países, para resolver disputas entre eles. O conflito sobre barreiras ao frango tem vários anos. Em 2017, o Brasil ganhou uma disputa na OMC, e os painelistas deram prazo para Jacarta eliminar as barreiras contra o produto brasileiro, mas não foi o que aconteceu. A Indonésia não deu o reconhecimento sanitário aos exportadores brasileiros, limitando-se a remendos na legislação, de forma que a interdição à entrada da carne persistiu. O Brasil voltou então à OMC e pediu um “painel de implementação”, para os painelistas decidirem se a Indonésia adotou as recomendações e se o país tornou sua legislação consistente com as regras internacionais. O Brasil esperava exportar até 3 mil toneladas de frango ao ano em uma fase inicial com a abertura do mercado.

VALOR ECONÔMICO 

MPT pede afastamento de empregados da JBS Aves em Montenegro (RS)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) no Rio Grande do Sul entrou com uma ação civil pública na terça-feira (25) com pedido de liminar pedindo afastamento imediato dos empregados da JBS Aves em Montenegro (RS)

Além do afastamento remunerado dos funcionários, o MPT também pede que a JBS realize triagem médica para identificar a situação de saúde dos empregados e aplique testes de identificação da covid-19. Há 36 casos confirmados de covid-19 na JBS Aves em Montenegro, segundo o MPT. Os procuradores alegam que há outros 301 trabalhadores com sintomas compatíveis com a covid-19 que não foram submetidos a testes para a doença. O MPT considera que a JBS não cumpre integralmente medidas recomendadas pelas autoridades sanitárias e pelos próprios protocolos de prevenção, após investigação na unidade. Esta é a sétima ação ajuizada pelo MPT contra a JBS no Rio Grande do Sul desde o começo da pandemia. A JBS tem defendido que adota medidas de proteção dos funcionários em conformidade com a portaria interministerial sobre o tema e segue as orientações de médicos infectologistas especializados e instituições de referência, como o Hospital Albert Einstein.

CARNETEC 

MEIO AMBIENTE 

Reino Unido quer obrigar empresas a garantir commodities livres de desmatamento

Sob pena de multa, o governo do Reino Unido quer obrigar as grandes empresas do país a garantir que suas cadeias de fornecimento de commodities sejam livres de desmatamento

Uma proposta de lei está passando por consulta popular no site do governo britânico desde terça (25) até 5 de outubro. Carne bovina, soja em grão e óleo de soja – três das dez commodities que o Brasil mais exportou para o Reino Unido no último ano – estão na lista de produtos com risco de desmatamento que devem ser considerados pela proposta de lei. Ela também mira nos fornecedores de cacau, couro, borracha e óleo de palma. Em junho, o embaixador do Reino Unido havia dito à “Folha de S. Paulo” que, “se o desmatamento no Brasil continuar crescendo, o país terá problemas de exportação e imagem”. “Nossa proposta tornaria ilegal para grandes empresas o uso de commodities com risco de desmatamento, que não tenham sido produzidas de acordo com as leis locais relevantes”, diz a página do governo sobre o projeto, indicando que a averiguação se daria pelo cumprimento da legislação ambiental do país de origem. “Focar nossa legislação na garantia de que as commodities tenham sido produzidas em total conformidade com as leis locais envia uma mensagem aos outros governos de que nós queremos apoiar seus esforços para o uso sustentável dos recursos naturais, reforçando o espírito de parceria”, diz a proposta. Se a lei for aprovada, as grandes empresas britânicas vão precisar apresentar medidas para garantir que seu fornecimento de commodities não esteja atrelado a desmatamento. O não-cumprimento levaria a multas e “outras sanções civis”, segundo a proposta. “Nossa abordagem se concentra em empresas maiores, pois elas têm a influência de enviar um sinal positivo aos produtores”, diz o texto que convida à consulta popular. O tamanho das empresas que deve entrar no escopo da lei será definido pela rotatividade do negócio e pelo número de funcionários.

Valor Econômico 

INTERNACIONAL 

Argentina registrou exportações recordes de carne bovina para os Estados Unidos em julho

Durante o mês de julho, e com 7.149 toneladas comercializadas, a Argentina superou o recorde de exportação de carne bovina para os Estados Unidos que havia alcançado em junho

Segundo Faxcarne, o volume certificado neste ano chega a 13.589 toneladas, o equivalente a quase 68% da cota argentina de 20.000 toneladas. A maior parte dos embarques em julho foi de carnes congeladas (6.137 toneladas), com valor médio de US $ 4.366 por tonelada, enquanto as 1.012 toneladas restantes foram de carnes resfriadas, com média de US $ 5.963.

77% das vendas foram para o estado da Pensilvânia, informou a consultoria.

El País Digital

China habilita importação de carne bovina de frigoríficos dos EUA e do Uruguai

De acordo com a Gacc, os frigoríficos podem comercializar seus produtos com o gigante asiático a partir desta segunda-feira

A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira a habilitação de seis unidades de processamento de carne bovina, suína e avícola dos Estados Unidos e a retomada de três plantas de carne bovina do Uruguai para importações chinesas. Segundo o comunicado, os frigoríficos podem comercializar seus produtos com o gigante asiático a partir desta segunda-feira (24/8). Nas últimas semanas, a China suspendeu temporariamente a importação de carne de frigoríficos de vários países. O motivo alegado extraoficialmente pelo governo chinês para essas suspensões seria a necessidade de aumentar o controle sanitário por causa da Covid-19. Em resposta a esse movimento, algumas empresas começaram a interromper, de forma voluntária e antecipada, as vendas para a China.

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