
Ano 6 | nº 1307| 25 de agosto de 2020
NOTÍCIAS
Ofertas comedidas de boiadas e exportação dando sustentação aos preços no mercado do boi gordo
Em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo subiu 1% ou R$2,00 na última segunda-feira (24/8) na comparação com a sexta-feira (21/8), e está em R$229,00/@, preço bruto e à vista, R$228,50/@ com desconto do Senar e R$225,50/@ livre de Funrural
Para bovinos jovens, o mercado também está firme e as ofertas de compra chegam a R$232,00/@, cotação bruta e à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria. No Sul da Bahia, a cotação subiu 1,3% na comparação dia a dia, ou R$3,00/@, e o boi gordo ficou cotado em R$243,00/@, considerando o preço bruto, a prazo, R$242,50/@, com desconto do Senar, e R$239,50/@ com desconto do Funrural e Senar. A expectativa é de que o mercado do boi gordo se mantenha firme, comprador. A exportação está consumindo boiadas jovens e o mercado interno, ajustado, justificam esse quadro.
SCOT CONSULTORIA
Preço da arroba do boi gordo tem tendência de alta, aponta Safras
Segundo analista, a expectativa é de que o movimento se concentre no Centro-Norte, reduzindo a diferença entre São Paulo e as demais praças
Os preços do boi gordo no mercado físico fecharam a segunda-feira, 24, firmes nas principais praças de produção e comercialização do país. “O ambiente de negócios aponta para pontual alta dos preços, com expectativa de que o movimento se concentre no Centro-Norte do país, reduzindo o spread formado entre São Paulo e as demais praças comercializadoras”, afirma o analista Fernando Henrique Iglesias. De acordo com ele, a oferta de animais terminados ainda é restrita, dificultando que os frigoríficos consigam alongar suas escalas de abate. Iglesias diz ainda que o ritmo de embarques de carne bovina continua muito positivo. “A China segue como grande destaque, importando volumes substanciais de proteína animal para preencher a lacuna de oferta provocada pela peste suína africana”. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 231 por arroba do boi gordo, estáveis. Em Uberaba (MG), continuaram em R$ 230 por arroba. Em Dourados (MS), seguiram em R$ 223 por arroba. Em Goiânia (GO), permaneceram em R$ 225 por arroba. Já em Cuiabá (MT), mantiveram-se em R$ 211 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina também permanecem muito firmes. Conforme Iglesias, a expectativa é que os preços aumentem durante a primeira quinzena de setembro, impulsionados pelo crescimento do consumo diante da entrada da massa salarial na economia. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,60 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Alta no preço do sebo bovino
O mercado do sebo segue com demanda aquecida
A procura por sebo bovino para produção de biodiesel segue firme, devido à alta no preço do óleo de soja. A demanda pela gordura animal para o setor de higiene e limpeza também contribui para os ajustes positivos dos preços. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a gordura animal está cotada em média, em R$4,49/kg no Rio Grande do Sul. Valorização de 3,0% ante última semana. No Brasil Central, o sebo está cotado, em média, em R$4,34/kg, alta de 5,1% na mesma comparação. Com a demanda crescente, para o curto prazo, a expectativa é de que o mercado siga com os preços firmes.
SCOT CONSULTORIA
Exportação brasileira de carne bovina atinge 122,962 mil toneladas na parcial de agosto
Embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada renderam US$ 492,848 milhões nos 15 dias úteis do mês
As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 492,848 milhões em agosto (15 dias úteis), com média diária de US$ 32,856 milhões. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. A quantidade total exportada pelo país chegou a 122,962 mil toneladas, com média diária de 8,197 mil toneladas. Quanto ao preço médio, por sua vez, a tonelada ficou em US$ 4.008,10. Na comparação com agosto de 2019, houve ganho de 28,18% no valor médio diário, alta de 33,49% na quantidade média diária e queda de 3,97% no preço médio.
Agência Safras
Fiscais agropecuários pedem contratação de profissionais aprovados em concurso
140 médicos veterinários foram aprovados no concurso realizado em 2017
Auditores fiscais federais agropecuários solicitaram uma audiência com a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para reforçar o pedido de contratação de 140 médicos veterinários aprovados no concurso realizado em 2017. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) e a União Nacional dos Servidores da Defesa Agropecuária (Unafa) reclamam do déficit de profissionais e da realização de horas extras acima do limite permitido. A categoria prepara uma mobilização nacional para setembro e não descarta a possibilidade de greve ou paralisação. As entidades também criticam pontos do decreto 10.419/2020, que permite a contratação de veterinários privados por meio de um Serviço Social Autônomo para atuar nos frigoríficos e suprir parte desse déficit. “Os serviços sociais autônomos seriam, na prática, os responsáveis pela fiscalização agropecuária porque teriam profissionais dentro dos frigoríficos, diretoria com salários diferenciados do serviço público, receberiam taxas pagas pelos estabelecimentos fiscalizados e certificariam o autocontrole realizado pelas empresas. Com esses poderes fica claro que o SSA terá enorme influência sobre a fiscalização”, reclama Maurício Porto, Presidente do Anffa Sindical. O Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, afirmou, que a responsabilidade pela inspeção é do Ministério da Agricultura e que o Serviço Social Autônomo fará a intermediação para contratação de auxiliares dos auditores, que continuarão sendo servidores concursados. Apesar de não descartar indicativo de greve, os auditores dizem que “acompanham de perto as medidas” solicitadas à Pasta e “discutem agora as próximas ações para o mês de setembro, sem que haja prejuízo ao abastecimento no país e sem colocar em risco a qualidade do alimento consumido pela população”.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar tem leve queda após escalar máximas em três meses
O dólar à vista fechou em leve queda ante o real na segunda-feira, com as oscilações no mercado de câmbio se estabilizando na parte da tarde em meio a variações discretas nas moedas também no exterior
O dólar interbancário caiu 0,22%, a 5,5942 reais na venda. Na mínima, atingida ainda na primeira hora de negócios, desceu a 5,5593 reais (-0,85%) e, na máxima (alcançada por volta de 11h30), tocou 5,613 reais (+0,11%). O dólar futuro chegou ao fim da tarde em queda de 0,60%, a 5,5950 reais. A sessão teve poucos drivers domésticos, o que abriu espaço para alguma acomodação do câmbio depois de uma semana passada de maior pressão por causa de renovados temores fiscais. No meio da tarde, quando o dólar era cotado por volta de 5,57 reais, notícia de que o governo decidiu adiar o anúncio do pacote de medidas econômicas previsto inicialmente para terça-feira ajudou a alimentar alguma pressão de compra de dólares, que na sequência voltou a superar 5,60 reais, fechando o pregão perto desse patamar. Na semana passada, o dólar emendou a quarta semana consecutiva de valorização —o que não ocorria desde o fim de abril—, amparado pelo somatório de desconforto fiscal doméstico. Para estrategistas do BNP Paribas, a volatilidade do real, já a maior do mundo entre as moedas relevantes, deve persistir nos próximos meses conforme o mercado segue com as atenções voltadas para os problemas fiscais do Brasil. O real cai 28,27% neste ano, pior desempenho global, em parte pelas incertezas fiscais e pela queda expressiva nas taxas de retorno pagas pela renda fixa brasileira. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira que o limite mínimo para a Selic não é intransponível, destacando que ele está sendo experimentado, mas que é preciso cautela para ir além.
REUTERS
Ibovespa sobe com ajuda da cena externa
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, acompanhando bolsas no exterior, em meio a notícias mais positivas sobre tratamento para a Covid-19
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,77%, a 102.297,95 pontos. O volume financeiro somou 23,2 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas, após a Food and Drug Administration (FDA) autorizar uso emergencial de plasma sanguíneo – rico em anticorpos – em pacientes de Covid-19. A possibilidade de os EUA acelerarem uma vacina experimental contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, conforme noticiou o Financial Times, também repercutiu positivamente. No Brasil, com a temporada de balanços caminhando para o final, o cenário fiscal ganha mais relevância, principalmente com a perspectiva de novas medidas para apoiar a recuperação econômica do país. Para Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos, dado o cenário no exterior, principalmente nos EUA, era para a bolsa brasileira estar melhor, mas o risco de frustração com as possíveis novas medidas no horizonte adiciona alguma cautela. “O plano pode ser mais um motivo para frustrar os investidores caso o governo acabe não trazendo soluções efetivas para alguns pontos”, ponderou, acrescentando também que há chance de o pacote mostrar um viés mais populista do governo.
REUTERS
Governo prorroga possibilidade de suspensão de contrato ou redução de jornada por mais 60 dias
O Presidente Jair Bolsonaro editou decreto na segunda-feira prorrogando em mais 60 dias a possibilidade de suspensão de contrato ou redução de jornada de trabalho com o pagamento, pelo governo, do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEM)
Com a mudança, a iniciativa do governo passa a ter um prazo máximo de duração de 180 dias.
Técnicos do governo já vinham apontando que o programa seria estendido com o uso de recursos previstos em seu orçamento original. Já foram desembolsados no âmbito da iniciativa 23,2 bilhões de reais, de um total de 51,6 bilhões de reais previstos, com a sobra indicando existência de margem para a prorrogação. O programa permite redução temporária de salário e jornada ou a suspensão do contrato de trabalho, com o pagamento de compensação pelo governo aos trabalhadores. Esse benefício corresponde a uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito em caso de demissão. Hoje, o seguro desemprego varia de um salário mínimo (1.045 reais) a 1.813,03 reais. Segundo o Ministério da Economia, dados atualizados até 19 de agosto mostram que o BEM gerou 16.310.897 acordos entre empregados e 1.430.417 empregadores no Brasil. O fato de 16 milhões de vagas terem sido poupadas de demissões durante a crise torna esse programa o mais efetivo do governo em termos de gastos, avaliou Guedes na semana passada, após o governo ter divulgado uma criação de vagas formais que surpreendeu positivamente em julho.
REUTERS
PIB do Brasil provavelmente despencou 9,4% no 2° tri em meio a disseminação do coronavírus
A economia do Brasil provavelmente despencou 9,4% durante o segundo trimestre sob o impacto do surto de coronavírus no país, seu pior resultado trimestral de todos os tempos, mostrou uma pesquisa da Reuters
A atividade econômica começou a se agitar novamente depois que o presidente Jair Bolsonaro anunciou gastos fiscais para lidar com as consequências da Covid-19, mas o otimismo foi abalado por temores de que essa abordagem possa prejudicar a agenda de austeridade se mantida por muito tempo. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB), que serão divulgados em 1º de setembro, devem iniciar um debate acirrado sobre a extensão de uma vasta iniciativa de gastos que está corroendo rapidamente a posição do Ministro da Economia, Paulo Guedes. O crescente déficit orçamentário alimentou preocupações entre os economistas, cujas advertências estão aumentando a pressão sobre um governo que já enfrenta críticas por sua abordagem diante da crise sanitária, que já custa quase 115 mil vidas. O PIB provavelmente caiu 9,4% no período de abril a junho na comparação com o trimestre anterior, após uma queda de 1,5% no primeiro trimestre, de acordo com a mediana das estimativas de 33 economistas consultados entre 17 e 21 de agosto. As previsões variaram de queda de 7,5% a recuo de 13,6%. Quase todos os entrevistados que responderam perguntas separadas sobre o desempenho dos componentes do PIB citaram os gastos e os investimentos privados como fatores que pesaram a economia no segundo trimestre, com a renda familiar enfraquecida pelo aumento do desemprego e as empresas segurando os gastos de capital. Refletindo uma retomada nascente diante da paralisia inicial, o tamanho estimado da queda da economia em termos anuais foi reduzido pela segunda vez, com os analistas esperando uma contração de 10,7%, ante projeção de perda de 12,7% em maio. As soluções dadas por diversos governos impediram que a queda fosse ainda mais pronunciada”, escreveram analistas da MB Associados em relatório na semana passada. “Os diversos programas de auxílio de renda ajudaram a manter certo padrão de consumo, principalmente das classes mais baixas de renda.” Além do aumento dos gastos públicos no segundo trimestre, os analistas esperavam ver impacto do aumento do comércio brasileiro, que foi impulsionado por uma grande desvalorização do real em meio à pandemia. “Os setores commoditizados, como agropecuária e extrativa mineral, terão resultados bem razoáveis e alguns segmentos que em um primeiro momento pareciam que teriam queda mais forte, como construção e investimento, terão quedas menores do que se imaginava”, completou a MB Associados. No entanto, a deterioração das contas públicas e seu impacto político estão começando a afetar os mercados locais novamente.
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Mercado volta a ver Selic a 3% em 2021, mostra Focus
A expectativa para a taxa básica de juros em 2021 voltou a ser de 3,0% após breve redução, mostrou a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, enquanto a estimativa de contração da economia brasileira foi atenuada pela oitava semana seguida
O levantamento semanal divulgado na segunda-feira mostrou que os especialistas voltaram a calcular a Selic a 3,0% no ano que vem, depois de reduzir a projeção na semana anterior a 2,75%. Para este ano a perspectiva continua sendo de que ela termine no atual nível de 2,0%. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a Selic a 1,88% em 2020 e a 2,0% em 2021, na mediana das projeções. O Focus mostrou ainda que a estimativa de contração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano passou agora a 5,46%, contra queda vista antes de 5,52%. O crescimento esperado para 2021 segue em 3,50%.
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FRANGOS & SUÍNOS
Importações de carne suína pela China em julho têm recorde de 430 mil t
As importações de carne suína da China mais que dobraram na comparação anual em julho, para 430 mil toneladas, atingindo um volume recorde mensal, mostraram dados de alfândega, mesmo com novos controles mais rígidos sobre cargas que desaceleraram liberações em portos
Importadores chineses têm comprado grandes volumes da carne neste ano devido a uma escassez de oferta doméstica depois que uma epidemia de peste suína africana matou milhões de porcos. Ainda assim, os dados divulgados na noite de domingo surpreenderam, após muitas unidades de processamento no exterior terem sido forçaras a parar ou desacelerar a produção nos meses anteriores por infecções pelo coronavírus entre trabalhadores. As importações em julho ultrapassaram as 400 mil toneladas de junho, que haviam sido até então as mais elevadas no ano. “Considerando que os EUA e Europa tiveram suspensões ou produção mais lenta em maio, isso é realmente incrível”, disse Pan Chenjun, analista do Rabobank. A China pediu a unidades no exterior desde junho que parassem embarques se tivessem casos de coronavírus entre trabalhadores, mesmo com especialistas afirmando que não há evidência de que o vírus possa ser transmitido através de alimentos. O governo chinês também passou a fazer testes de coronavírus em contêineres de alimentos congelados, o que tornou mais lenta a liberação das mercadorias nos portos. Entre janeiro e julho, as importações de carne suína atingiram 2,56 milhões de toneladas, contra pouco mais de 1 milhão no ano anterior. As importações de carne bovina em julho somaram 210 mil toneladas, segundo dados da alfândega, com embarques dos sete primeiros meses atingindo 1,2 milhão de toneladas.
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Exportação de carne suína supera em 27% volume e receita de agosto/19, e pode bater recorde para o mês
Apesar de boas perspectivas para agosto, analista explica que o recorde para o ano, estabelecido em maio, não deve ser batido, já que há menos dias úteis neste mês
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, nos primeiros 15 dias úteis de agosto, as exportações de carne suína já superaram em mais de 27% tanto a receita quanto o volume embarcado em agosto de 2019 inteiro. O faturamento nos primeiros 15 dias úteis de agosto com as exportações de carne suína foi de US$ 139.435.367, cerca de 27,78% a mais que a receita com a venda do produto em agosto de 2019, que foi de US$ 109.114.071. As 62.378,398 toneladas exportadas por enquanto superaram em 27,29% o volume embarcado no mesmo mês do ano passado, 49.003,544 toneladas. “Houve uma retração na variação semanal de 8% na média diária embarcada, mas ainda assim é um número muito bom que quase dobra a média de agosto/19 e é melhor que julho/20”, disse o analista da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini. A média diária paga pela carne suína exportada no começo deste mês foi de US$ 9.295.691, quantia 87,42% superior ao valor de US$ 4.959.730, praticados no mesmo mês do ano passado. As toneladas por média diária embarcada suína, 4.158.559 até o final da primeira quinzena do mês, são 86,70% maiores do que as 2.227.433 registradas em agosto de 2019. Em relação ao preço pago por tonelada, o aumento em agosto está estimado em 0,39%, quando comparados os US$ 2.235.314 praticados atualmente contra os US$ 2.226.656 no mesmo mês do ano passado.
AGRIFATTO
Exportação de frango em agosto/20 deve ser 10% maior que agosto/19
Apesar de ter havido queda na média diária exportada de carne de frango na terceira semana de agosto, em relação à anterior, o analista de mercado da Afrifatto Consultoria, Yago Travagini, afirma que o volume embarcado deve ser 10% maior que agosto de 2019, e 15% superior na comparação com julho deste ano.
“Na terceira semana, a média diária caiu em torno de 7% em relação à segunda, e pode ser uma diminuição no apetite de compra de alguns países, só não conseguimos visualizar ao certo quais”. Travagini explica ainda que a redução dos volumes exportados na terceira semana de agosto pode estar relacionado à notícia divulgada por um jornal chinês a respeito de fiscais do país terem encontrado traços de coronavírus em embalagem de asas de frango que foram despachadas de Santa Catarina. A média diária paga pela carne de frango exportada por enquanto em agosto foi de US$ 22.237.156, quantia 11,87% menor que o valor de US$ 25.233.592 de agosto do ano passado. As toneladas por média diária embarcada de frango, 16.851.757 na segunda semana deste mês, são 10,82% superiores do que as 15.205.837 registradas em agosto de 2019. Em relação ao preço pago por tonelada, o recuo neste mês de agosto está estimado em 20,48%, quando comparados os US$ 1.319.574 praticados atualmente contra os US$ 1.659.467 no mesmo mês do ano passado. O faturamento nos primeiros 15 dias úteis de agosto foi de US$ 333.557.341, cerca de 60,08% da receita com a venda do produto em agosto de 2019, que foi de US$ 555.139.031. No caso do volume exportado, nas três primeiras semanas do mês foram embarcadas 252.776.361 toneladas, 75,56% do volume embarcado em junho passado, 334.528.421 toneladas.
AGRIFATTO
INTERNACIONAL
China autoriza exportações de seis frigoríficos americanos
País asiático também derrubou suspensão de um frigorífico uruguaio
A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) informou nesta segunda-feira (24) que seis frigoríficos americanos foram autorizados a exportar para o país asiático. As autoridades chinesas também liberaram a exportação de um frigorífico do Uruguai que estava com as exportações de carne ao país asiático suspensas desde 26 de julho.
VALOR ECONÔMICO
França suspende voluntariamente exportações de um frigorífico de bovinos à China
A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) informou hoje que a França suspendeu voluntariamente as exportações de um frigorífico de bovinos ao país asiático
Nos últimos meses, diversos países vêm suspendendo voluntariamente alguns frigoríficos com casos de covid-19 entre funcionários por causa da preocupação de Pequim com a possibilidade de contaminação por meio da importação de alimentos. Também hoje, a GACC comunicou a retomada da autorização para exportar de dois frigoríficos de suínos da Holanda. As duas plantas estavam suspensas voluntariamente – uma desde o fim de junho e outra desde julho.
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