
Ano 6 | nº 1293| 05 de agosto de 2020
NOTÍCIAS
Boi gordo: mercado firme
Exportações aquecidas, oferta curta de boiadas para abate e virada do mês deram força às cotações no mercado do boi gordo
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, na última terça-feira (4/8), o boi comum ficou cotado em R$226,00/@, bruto e à vista, R$225,50/@, livre de Senar, também à vista, e em R$222,50/@, descontados os impostos (Senar e Funrural) e à vista. Houve alta de 0,4% ou R$1,00/@ na comparação feita dia a dia. Para os bovinos de até quatro dentes, os negócios estão firmes em R$230,00/@, bruto e à vista. Ressaltando que a depender do volume negociado, o boi comum se iguala aos preços do boi China, embora poucos negócios. Para a vaca gorda e novilha gorda também houve alta, de 1,0% ou R$2,00/@ no mesmo intervalo.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo tem preços firmes e carne bovina volta a subir no atacado
De acordo com analista, a oferta de animais terminados permanece restrita em grande parte do país, sem sinais de alterações significativas em agosto
O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes nas principais praças de produção e comercialização do Brasil. “A tendência de curto prazo ainda é de alta nos preços”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a oferta de animais terminados permanece restrita em grande parte do país, sem sinais de alterações significativas desse quadro no decorrer da primeira quinzena de agosto. Em relação à demanda doméstica de carne bovina, a perspectiva é de alta nos preços, diante da reabertura em estágio avançado em algumas regiões do país, e a cidade de São Paulo é o principal exemplo. “Além disso, o resultado dos embarques em julho foi bastante positivo, novamente com uma presença bastante marcante da China no mercado internacional”, afirma Iglesias. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista continuaram em R$ 226 por arroba. Em Uberaba (MG), seguiram em R$ 223 por arroba. Em Dourados (MS), permaneceram em R$ 219 por arroba. Em Goiânia (GO), mantiveram-se em R$ 218 por arroba. Já em Cuiabá (MT), continuaram em R$ 205 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina voltaram a subir. “A tendência de curto prazo ainda remete a continuidade deste movimento, em linha com a entrada dos salários na economia. Além disso, o Dia dos Pais também deve ser um relevante motivador da demanda no mercado doméstico, principalmente em estados que estão em um estágio mais avançado de reabertura”, diz Iglesias. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 12,50 o quilo. O corte dianteiro passou de R$ 12,80 o quilo para R$ 12,90 o quilo, e o corte traseiro aumentou de R$ 14,65 por quilo para R$ 14,95 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Bovinos para reposição: cotações subiram, em média, 8,2% em julho
Na média de todas as categorias e estados monitorados pela Scot Consultoria, entre machos e fêmeas anelorados e mestiços, as cotações fecharam com alta de 2,1% na última semana de julho. Ao longo do mês a valorização acumulada foi de 8,2%
O mercado do boi gordo mais firme na última semana aumentou a procura por animais de reposição. As categorias mais eradas são as mais procuradas, mas devido à oferta restrita e os preços acima das referências, os negócios fluíram com dificuldade nos últimos dias. Para o boi magro, o destaque da semana ficou para Goiás e Mato Grosso, com altas de 5,5% e 3,8%, respectivamente, na última semana. Já para o garrote anelorado, nesse mesmo intervalo, a alta mais significativa ficou para o Pará, valorização de 4,2%. Para o curto prazo, a tendência é de que a procura por reposição permaneça em bom ritmo, apoiada na firmeza do mercado do boi gordo, que tende a seguir positivo nos próximos dias.
SCOT CONSULTORIA
Em Mato Grosso, preços do boi e da vaca sobem acima de 35%
Forte valorização no acumulado de janeiro a julho deve-se sobretudo ao aquecimento das exportações de carne bovina, diz Imea
Em julho, o boi gordo a prazo subiu 3,4% no Mato Grosso, enquanto que o valor da fêmea teve valorização de 4,4%, fechando o mês com valor médio de R$ 193,32/@ e R$ 182,13/@, respectivamente, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Ao analisar o movimento do mercado em relação ao mesmo período do ano anterior (em termos nominais), os aumentos são ainda mais expressivos: o boi gordo subiu 36,78% e a vaca gorda, 37,61%, acrescenta o Imea. A menor disponibilidade de animais, intensificada pela retenção de fêmeas, e exportações aquecidas nos últimos meses são os fatores que vêm ditando esse ritmo do mercado, diz o instituto. No acumulado de janeiro a junho, Mato Grosso exportou 220,18 mil toneladas em equivalente carcaça, o que corresponde a 35,16 mil toneladas a mais que nos seis meses de 2019. Para julho, relata o Imea, os volumes de embarques brasileiros até a quarta semana do mês indicam que continuarão satisfatórios, uma vez que foram embarcadas 136,42 mil toneladas de carne in natura, volume 2,43% superior ao resultado de julho de 2019. O relatório do Imea chama a atenção para o avanço da liderança do Brasil nas exportações mundiais de carne bovina, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Neste ano, o Brasil poderá exportar 2,55 milhões de toneladas, 50 mil toneladas a mais que o volume estimado no primeiro relatório do USDA. Além de permanecer disparado na frente dos demais países, este montante é 10,2% superior ao resultado de 2019, cenário que sustenta as boas perspectivas para o segundo semestre do ano, destaca.
Imea
Demanda firme e alta nos preços do sebo bovino
A boa demanda por sebo bovino para a produção de biodiesel e produtos de higiene mantém o mercado com viés de alta
Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o sebo está cotado em R$3,78/kg, livre de imposto. Alta de 9,6% na comparação semanal. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$3,94/kg, nas mesmas condições. Valorização de 5,1%, considerando o mesmo intervalo. Para o curto prazo a expectativa é de que a demanda siga firme, mantendo o mercado aquecido.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar fecha em queda com fraqueza da moeda no exterior
O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, na esteira da perda de vigor da moeda no exterior, com investidores de olho nas negociações sobre novo pacote de estímulos nos Estados Unidos
O dólar à vista caiu 0,57%, a 5,2838 reais na venda. Na máxima, foi a 5,3781 reais, antes de na mínima tocar 5,2833 reais (-0,58%). Na B3, o dólar futuro recuava 0,73%, a 5,2910 reais, às 17h05. No Brasil, analistas monitoram ainda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a política monetária, com estimativa de consenso de novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para mínima recorde de 2,00% ao ano, mas sinalização de barra mais alta para reduções adicionais. Isso ajudaria a conter a queda dos retornos da renda fixa brasileira (que atualmente oferece taxas mais baixas do que as de outros mercados emergentes), dando algum suporte a expectativas de retorno de ingresso de dólares para investimentos em carteira —o que elevaria a oferta de moeda no mercado doméstico e poderia baixar o preço do dólar. Analistas do Morgan Stanley ainda preferem evitar posições em real contra o dólar, mas veem “upside” (espaço para alta) ante o peso mexicano.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda liderada por Itaú
O Ibovespa fechou em baixa na terça-feira, com as ações do Itaú Unibanco como maior queda do dia após resultado trimestral e receios sobre mudanças que podem limitar juros cobrados pelos bancos, em sessão ainda marcada por venda de ações da Vale pelo BNDES
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,57%, a 101.215,87 pontos. No pior momento, chegou a 100.004,50 pontos. Mais cedo, na máxima, flertou com o território positivo, a 103.011,50 pontos. O volume financeiro na bolsa totalizou 40,25 bilhões de reais, ante média diária de 29,1 bilhões de reais no ano. O Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou em uma rede social na terça-feira que o banco levantou 8,1 bilhões de reais com a venda de um bloco de ações da mineradora Vale a 60,26 reais cada. As cifras confirmam o que foi noticiado pela Reuters mais cedo, citando uma fonte, que também afirmou que a participação do BNDESPar —braço de participações do banco— na Vale deve cair de 6,3% para cerca de 3,7%. Em Brasília, líderes do Senado decidiram votar na quinta-feira projeto que limita juros de cartão de crédito e do cheque especial. No centro da discussão estão o tempo de vigência do teto e os critérios para que seja estabelecido. No exterior, Wall Street encerrou em alta após sessão instável, contrabalançando aumento de tensão nas relações entre Estados Unidos e China envolvendo o aplicativo TikTok e expectativas de mais estímulos econômicos.
REUTERS
Agropecuária registra saldo positivo de 36,8 mil postos de trabalho em junho
O setor encerrou o primeiro semestre do ano com a geração de 62,6 mil empregos com carteira assinada
A chegada da época da colheita em grande parte das culturas agrícolas da safra de verão, como o do café, soja, cana, algodão e laranja, e o plantio de lavouras de inverno, como o trigo, aveia, centeio e cevada, provocou um aquecimento nas contratações de mão de obra no campo. Segundo dados do Caged, divulgado pelo Ministério da Economia, o setor agropecuário, que envolve agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, registrou saldo positivo de 36,8 mil vagas, enquanto que os demais setores da economia tiveram resultados negativos para o emprego, como o de Serviços, Comércio e Indústria em geral. A Construção também teve desempenho favorável, com 17,2 mil novos postos. No acumulado de janeiro até junho no setor agropecuário, as admissões foram de 437.999, os desligamentos de 375.366, e o saldo foi de 62.633 postos de trabalho. Nas atividades existentes, as lavouras temporárias e a pecuária, representam 78% dos empregos na agricultura, analisa José Garcia Gasques, Coordenador Geral de Avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Gasques acrescenta que “ainda que atualmente as operações de colheita e plantio sejam em grande parte mecanizadas, mesmo assim, há necessidade de emprego adicional. Isso é comum em diversos produtos, entre os quais o café. O próximo levantamento ainda deve registrar situações semelhantes a esta registrada até junho”. De acordo com o estudo do Caged, o mês de junho encerrou com saldo negativo de 10.984 vagas com carteira assinada em todos os setores. Em três regiões do país o saldo de criação de empregos foi positivo: Centro-Oeste (10.010), Norte (6.547) e Sul (1.699). A região Sudeste fechou o mês com a perda de 28.521 vagas de trabalho e o Nordeste com saldo negativo em 1.341.
MAPA
FRANGOS & SUÍNOS
Preço do suíno vivo segue valorizado nas principais praças produtoras
Os preços no mercado de suínos seguem sustentados e, em algumas praças, com alta, nesta terça-feira (4)
De acordo com análise do Cepea/Esalq, o preço do animal vivo segue impulsionado pela baixa oferta de suínos em peso ideal de abate. Em são Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço da arroba do suíno CIF subiu 1,64%/0,81%, chegando a R$ 124/R$ 125, enquanto a carcaça especial teve valorização de 3,23%/2,08%, atingindo R$ 9,60/R$ 9,80 o quilo. No caso do animal vivo, de acordo com informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (3), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, com velor de R$ 6,99/kg. O preço do quilo do suíno vivo teve alta de 1,41% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 5,76/kg, alta de 0,91% em São Paulo, cotado em R$ 6,64/kg, valorização de 0,66% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,08/kg, e de 0,33% no Paraná, fechando em R$ 6,17/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de carne suína e bovina em bom ritmo devem continuar puxando para cima o preço do frango, diz Itaú BBA
Segundo relatório do banco Itaú BBA, divulgado na terça-feira (4), o bom cenário para o mercado das carnes, de maneira geral, impulsionado pelas exportações de carne bovina e suína, deve continuar dando suporte à recuperação dos preços do frango
Conforme o documento, “a relação dianteiro bovino/frango, em nível recorde histórico (3,0) em maio a favor do dianteiro, contra uma média de 2,2 nos últimos três anos, recuou para 2,8 em julho, mas ainda assim a ave segue bastante competitiva”. Os analistas do banco explicam no levantamento que o relatório de carne de frango do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) na China estimou crescimento menor na produção de aves chinesa em 2021, de 8% em 2020 para 3%, em função da melhora esperada da produção de carne suína. Já as importações da proteína por parte do gigante asiático devem cair 16%, embora ainda sejam mais que o dobro do período antes da crise com a Peste Suína Africana, que atingiu a China em cheio em meados de 2018. “O Brasil respondeu por 62% da importação chinesa de carne de frango até maio deste ano, enquanto os Estados Unidos, reaberto em nov/19, e que tem enviado volumes crescentes, representou 6%”, informou o relatório. Para o Itaú BBA, as exportações de carne de frango do Brasil para a China agora enfrentam a concorrência americana, mas a vantagem é que a concentração da exportação brasileira no destino é bem menor no caso do frango in natura (22% para Hong Kong), em relação às carnes suína (69% para Hong Kong) e bovina (60% para Hong Kong), mas mesmo na ave o maior crescimento é o do mercado chinês. Apesar das previsões do banco, os analistas deixam claro no relatório que há a sinalização de aumento na produção de carne de frango no Brasil, devido à melhora nos preços e boas expectativas para este segundo semestre, então é necessário cautela para não sobrecarregar o mercado interno.
Itaú BBA
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/

