
Ano 6 | nº 1294| 06 de agosto de 2020
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo com preços firmes
Apesar do aumento da oferta da quantidade de boiadas para abate, o mercado continua comprador
Segundo levantamento da Scot Consultoria, na praça paulista, na última quarta-feira (5/8), o boi comum ficou cotado em R$226,00/@, bruto e à vista, R$225,50/@, livre de Senar, e em R$222,50/@, descontados os impostos (Senar e Funrural) na mesma condição. Na comparação feita dia a dia a cotação não mudou e os negócios com preços próximos ao boi “China” têm aumentado. A cotação para bovinos destinados ao mercado chinês está firme em R$230,00/@, bruto e à vista. As escalas de abate atendem em média quatro dias úteis. A cotação da vaca gorda subiu 0,4% ou R$1,00/@ na comparação dia a dia.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo segue com viés positivo diante de oferta restrita
Segundo analista da Safras, persiste o otimismo em relação ao início de agosto para a demanda doméstica por carne bovina, o que também pode influenciar os preços
O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes nas principais praças de produção e comercialização do Brasil, de acordo com a consultoria Safras. “O ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta das cotações, no entanto isso deve acontecer de maneira mais compassada. No geral, a oferta de animais terminados permanece restrita, sem projeções de mudanças contundentes ao longo da primeira quinzena do mês”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, persiste o otimismo em relação ao início de agosto para a demanda doméstica de carne bovina. “Além da entrada dos salários na economia, precisa ser considerada a celebração do Dia dos Pais como motivador da demanda. Enquanto isso, o resultado das exportações permanece positivo, com a China atuando de maneira bastante incisiva no mercado internacional ao longo do ano”, ressalta. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista continuaram em R$ 226 por arroba. Em Uberaba (MG), seguiram em R$ 223 por arroba. Em Dourados (MS), permaneceram em R$ 219 por arroba. Em Goiânia (GO), mantiveram-se em R$ 218 por arroba. Já em Cuiabá (MT), continuaram em R$ 205 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram em entre estáveis a mais altos, com perspectiva de aquecimento na demanda nos próximos dias. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 12,50 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,90 o quilo, e o corte traseiro aumentou de R$ 14,95 por quilo para R$ 15 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Bahia: preços dos animais de reposição subiram 61,1% em um ano
A escassez de oferta de animais para reposição tem ditado o rumo das cotações na Bahia
Em um ano, os preços dos animais para reposição subiram 61,1%, considerando a média de todas as categorias monitoradas pela Scot Consultoria. No entanto, o mercado do boi gordo não seguiu o mesmo ritmo, e valorizou 43,1% nesse mesmo intervalo, piorando o poder de compra do recriador/invernista em 11%, considerando a média de todas as categorias. Para o curto prazo, com a oferta de animais para reposição insuficiente para atender a demanda no estado, maiores valorizações não estão descartadas.
SCOT CONSULTORIA
Vendas de sêmen de corte no Brasil crescem 47% no 1º semestre de 2020
No acumulado de janeiro a junho deste ano, foram comercializadas 5,54 milhões de doses, ante o volume de 3,75 milhões de doses registrada em igual período de 2019
As vendas de sêmen de gado de corte no mercado brasileiro cresceram 47% no primeiro semestre de 2020, para 5,54 milhões de doses, ante o volume registrado em igual período de 2019, de 3,75 milhões de doses, segundo relatório divulgado na quarta-feira pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). No leite, a comercialização no acumulado de janeiro a junho deste ano atingiu 2,56 milhões de doses, um avanço de quase 10% sobre a quantidade obtida no primeiro semestre do ano anterior, de 2,33 milhões de doses. No total (considerando corte e leite), as vendas de sêmen somaram 8,10 milhões de doses no primeiro semestre de 2020, o que representou 33% de aumente sobre o resultado registrado no mesmo período do ano passado, de 6,09 milhões de doses. “A nossa expectativa é terminar 2020 acima dos 24 milhões de doses comercializadas no Brasil”, disse, em nota, Presidente da Asbia, Márcio Nery. O relatório da associação mostra que um total de 3.895 municípios brasileiros utilizaram a Inseminação Artificial (IA) ao longo dos primeiros seis meses do ano, representando 70% de todos os municípios do Brasil. A produção total de doses de sêmen cresceu 26% no primeiro semestre de 2020, para 5,31 milhões de doses, elevação de 26% sobre o volume obtido no mesmo período do ano passado (4,21 milhões).
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar tem amplas oscilações no dia e fecha em leve alta
O dólar oscilou com altos e baixos e encerrou a sessão da quarta-feira em leve alta, apesar da fraqueza da moeda no exterior
O dólar à vista subiu 0,18%, a 5,2935 reais na venda. A moeda oscilou quase 10 centavos de real entre a máxima (5,321 reais, alta de 0,70%) e a mínima (5,2336 reais, queda de 0,95%). Na B3, o dólar futuro tinha acréscimo de 0,29%, a 5,3035 reais, às 17h03. Os contratos futuros de juros negociados na B3 —uma referência para apostas sobre o rumo da Selic— subiram, especialmente nos vértices longos, mais influenciados pelo sentimento relacionado a fatores estruturais, como a política fiscal. “A questão não é se um corte de 0,25 ponto percentual na Selic hoje afeta ou não o ‘carry trade’. O ponto é se haverá mais reduções (no juro)”, disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. As sucessivas quedas no juro básico da economia foram citadas por muito tempo como razão para a maior pressão sobre o dólar, uma vez que diminuíram o retorno da renda fixa doméstica e deixaram o Brasil em desvantagem em termos de “yield” quando comparado a seus pares emergentes —prejudicando o cenário para fluxos. Dados do Banco Central mostraram mais cedo que o Brasil registrou forte saída de recursos em julho, com fluxo cambial negativo em quase 3,3 bilhões de dólares, o pior para o mês em cinco anos e puxado por nova debandada de capital da conta financeira —por onde passam fluxos para portfólio e relativos a empréstimos, por exemplo.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com exterior favorável
A bolsa paulista com viés de alta na quarta-feira, com o avanço do preço do petróleo beneficiando a Petrobras
O Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, fechou com elevação de 1,57%, a 102.801,76 pontos. O volume financeiro no pregão somou 30,4 bilhões de reais. Em Wall Street, em meio às negociações em Washington, o índice acionário S&P 500 fechou com elevação de 0,64%, também apoiado em resultados como os da Disney, além de melhora no setor de serviços dos Estados Unidos. No Brasil, a participação do Ministro da Economia, Paulo Guedes, na comissão mista da reforma tributária foi monitorada por investidores, principalmente após percepções de que o texto como está pode resultar em aumento de tributação. Guedes se comprometeu a diminuir a alíquota de 12% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), proposta pelo governo na primeira parte da reforma que enviou ao Congresso, caso se observe elevação tributária.
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Fluxo cambial ao Brasil fica negativo em US$3,3 bi em pior julho em cinco anos
O Brasil registrou forte saída de recursos em julho, com fluxo cambial negativo em quase 3,3 bilhões de dólares, o pior para o mês em cinco anos e puxado por nova debandada de capital da conta financeira, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira
O saldo do movimento de câmbio contratado foi deficitário em 3,282 bilhões de dólares no mês passado, resultado mais fraco desde abril de 2020 (-6,817 bilhões de dólares) e desde 2015 considerando apenas meses de julho (-3,935 bilhões de dólares). Em julho de 2019, o resultado havia sido positivo em 2,912 bilhões de dólares. Houve no mês passado perda de 5,020 bilhões de dólares na conta financeira —por onde passam fluxos para portfólio e relativos a empréstimos, por exemplo. Nas operações comerciais (exportação menos importação), a sobra de moeda foi de 1,739 bilhão de dólares. Em 2020, o fluxo cambial está negativo em 15,818 bilhões de dólares, bem pior que a saída de 2,209 bilhões de dólares do mesmo período do ano passado.
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BC corta Selic à nova mínima de 2% e sugere com cautela possibilidade de mais ajustes
O Banco Central cortou na quarta-feira a Selic em 0,25 ponto à nova mínima histórica de 2% ao ano, e manteve a porta aberta para novos ajustes na taxa de juros à frente, embora tenha pontuado que, se vierem, eles serão ainda mais graduais e dependerão da situação das contas públicas
“O Copom (Comitê de Política Monetária) entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”, disse o BC em comunicado. Esta foi a nona redução consecutiva da Selic, dentro de ciclo de afrouxamento iniciado em agosto do ano passado, e veio após a autoridade monetária destacar em junho que um novo corte seria residual. A mensagem foi renovada na quarta-feira, com o Copom frisando que, para seus próximos encontros, irá avaliar os impactos do surto de Covid-19 na economia e as medidas já adotadas pelo governo para enfrentá-los, antevendo que “um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual”. A próxima reunião do Copom acontece em 15 e 16 de setembro e, depois disso, o colegiado se reúne outras duas vezes neste ano, em outubro e em dezembro. Segundo o BC, os setores mais diretamente afetados pelo distanciamento social permanecem deprimidos, apesar da recomposição da renda gerada pelos programas do governo, numa provável referência ao desempenho dos serviços. “Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais”, disse. No comunicado, BC também reiterou que os diversos programas de estímulo ao crédito e de auxílio direto que foram implementados no combate à pandemia de coronavírus podem ajudar a economia, consolidando assimetria altista ao balanço de riscos para a inflação. O BC atualizou seus cálculos para o IPCA no cenário híbrido —que considera a Selic extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante a 5,20 reais—, a 1,9% neste ano e 3,0% em 2021, abaixo dos níveis vistos em junho em 2% e 3,2% respectivamente. Para 2022, a expectativa é de um IPCA de 3,4%. A meta de inflação deste ano é de 4,0%. Para 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,5%, nos três casos com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.
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Setor de serviços do Brasil permanece em contração em julho com fortes perdas de emprego, segundo PMI
Ainda assim, o PMI do setor de serviços mostrou melhora no mês e reduziu o ritmo de contração a 42,5, de uma leitura de 35,9 em junho, o que leva o índice ao maior patamar em cinco meses.
A atividade seguiu em queda, já que o índice permaneceu abaixo de 50, que separa crescimento de retração. Diante disso, o PMI Composto do Brasil permaneceu em território de contração em julho ao mostrar leitura de 47,3, mas acima da marca de 40,5 de junho e no melhor desempenho para o setor privado desde fevereiro. “Mais um mês de atividade decepcionante no setor dos serviços, especialmente se comparado com o desempenho recorde para a pesquisa observado no setor industrial”, destacou o Diretor de Economia do IHS Markit, Paul Smith. “O distanciamento social e a hesitação generalizada da população em se comprometer com despesas estão pesando fortemente sobre o desempenho do setor”. O volume de novos trabalhos diminuiu pelo quinto mês consecutivo, embora tenha atingido o seu ponto mais fraco nessa sequência. Fatores semelhantes, segundo o IHS Markit, tiveram impacto no comércio para exportação, que caiu pelo sétimo mês consecutivo e mais do que em junho. A falta de pressão sobre a capacidade somada à tendência negativa no volume de novos trabalhos levou as empresas, segundo a pesquisa, a reduzir ainda mais o número de funcionários em julho. Por trás disso estão ainda questões de custos, uma vez que os preços de insumos continuaram a aumentar e em um grau muito maior do que a taxa de junho, quando o ritmo de elevação foi o menor já registrado pela pesquisa. As empresas indicaram que esperam aumento acentuado dos volumes de novos negócios diante da retomada da atividade do mercado, mas somente quando a pandemia de Covid-19 estiver sob controle.
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EMPRESAS
Minerva adquire frigorífico colombiano Vijagual
Compra foi fechada por US$ 14 milhões e amplia presença da empresa brasileira no país
Maior exportadora de carne bovina da América do Sul, a brasileira Minerva Foods deu mais um passo para expandir a atuação na região. O grupo fechou ontem um acordo para a aquisição do frigorífico colombiano Vijagual, por US$ 14 milhões. Com isso, a companhia brasileira dobra a capacidade no país. Em entrevista ao Valor, o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, ressaltou que o negócio representa apenas uma “oportunidade pontual” e com impacto irrelevante sobre o endividamento. Não há um novo ciclo de aquisições no radar, assegurou. O foco da empresa continua sendo distribuir dividendos. “Era uma oportunidade única, bastante criadora de valor para a companhia. E o mais importante é que não afeta a alavancagem”, disse o executivo. Em 31 de junho, o índice de alavancagem (relação entre a dívida líquida e o Ebitda) da Minerva estava em 2,6 vezes. A intenção, já declarada, é conseguir fechar o ano com o indicador abaixo de 2,5 vezes, o que permitirá distribuir 50% do lucro aos sócios – acima do mínimo legal de 25%. Além do valor pouco relevante para o porte da empresa brasileira – que fatura mais de R$ 19 bilhões por ano -, o pagamento será dilatado no tempo. Do total de US$ 14 milhões (cerca de R$ 70 milhões), a maior parte não será paga imediatamente. De acordo com Ticle, US$ 6 milhões se referem a dívidas do Vijagual que a Minerva assumirá. O restante será pago aos atuais proprietários em até cinco anos. A expectativa da Minerva é concluir a compra em setembro. O grupo fará investimentos para fazer do Vijagual um frigorífico exportador. A unidade tem habilitação para vender ao exterior, mas não o faz. Segundo Ticle, a Minerva prevê investir US$ 12 milhões na unidade, sendo US$ 5 milhões para ampliar, entre outras coisas, a capacidade de congelamento (fundamental para a atividade de exportação) e US$ 7 milhões em capital de giro. Considerando o valor da aquisição, a Vijagual significa um investimento de US$ 26 milhões. Com capacidade para abater de 700 de bovinos por dia, o frigorífico colombiano ampliará a produção da Minerva no país em 93%, conforme Ticle. O frigorífico que o grupo brasileiro já possui na Colômbia está apto a abater em torno de 850 cabeças de bovinos por dia. Com apenas uma unidade no país, a Minerva tem 70% da exportação.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Aurora exporta mais suínos e lucra na pandemia com industrializados no mercado interno
A Aurora Alimentos viu as exportações de carne suína saltarem neste ano, na esteira da demanda chinesa, e ainda encontrou no segmento de industrializados uma saída para avançar em vendas internas durante a pandemia
Mesmo com um efeito negativo no mercado de food service, a conjuntura positiva nos demais segmentos em que a companhia atua leva à expectativa de fechar 2020 com alta de 2% a 5% em volume de vendas de todos os produtos, disse à Reuters o Diretor Comercial, Leomar Somensi. “Ainda temos uma valorização do dólar que impacta diretamente as exportações”, destacou o executivo, sem detalhar projeções sobre o faturamento da empresa. Segundo Somensi, a Aurora é responsável por um percentual de 20% a 22% em toda a carne suína que é enviada do Brasil ao exterior. Terceira maior fornecedora brasileira de proteínas suína e de frango, a cooperativa está atrás apenas das gigantes JBS e BRF no país. Sobre o mercado externo, o diretor não acredita em um aumento substancial de consumo de carne suína no mundo. “O Brasil está suprindo o que veio (de demanda) em decorrência da peste suína (africana) na China”, disse. Entre janeiro e junho deste ano, as importações de carne suína pelo país asiático dispararam 142,7%, ao somarem 2,12 milhões de toneladas, conforme dados da alfândega, enquanto a produção local caiu cerca de 20% no primeiro semestre. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o país marcou alta de 37% nas vendas externas de suínos durante o primeiro semestre, atingindo 479,4 mil toneladas. Os embarques, considerando produtos in natura e processados, geraram receita de 1,076 bilhão de dólares no período, alta de 52,5% ante 2019, de acordo com a ABPA. Principal destino da carne brasileira, a China importou 230,7 mil toneladas de suínos no primeiro semestre, uma disparada de 150,2% no ano a ano. “Começamos a investir na operação entre 2017 e 2018, e ficou pronto em 2019. Nós ampliamos a capacidade de abates e a produção aumentou em torno de 15%… em 2020 estamos colhendo esse fruto”, afirmou o Diretor. “Em receita, normalmente temos 70% vindos do mercado interno e 30% do externo. Com a ampla demanda internacional, fizemos uma alteração, porém, não muito grande. Agora estamos com 65% mercado interno e 35% externo.” Considerando frango e suínos, Somensi ressaltou que a China é destino de 40% dos embarques da Aurora.
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INTERNACIONAL
Tesco pede ao governo britânico análises para garantir alimentos livres de desmatamento
Companhia é pressionada a parar de comprar de empresas controladas da JBS
A Tesco, uma das maiores varejistas do Reino Unido, pediu ao governo britânico que realize diligências nas cadeias de fornecimento para garantir que os alimentos vendidos no país não estejam relacionados ao desmatamento, em resposta às pressões para combater o desmate na Amazônia ligado à expansão das commodities. Para o grupo, o governo precisa introduzir essa política na Estratégia Nacional de Alimentos. Em um comunicado, a companhia defendeu também que as autoridades britânicas estabeleçam metas para a redução do consumo de carne em todo o sistema alimentar, levando em consideração questões ambientais, de saúde, de recuperação econômica e de acessibilidade. A companhia disse reconhecer a necessidade de redução do consumo de carnes e leite, mas que não conseguirá caminhar nesse sentido sozinha. “Nós todos vimos as imagens terríveis da Amazônia queimando no ano passado. Colocar fogo para limpar terra para cultivos ou pastagens está destruindo os preciosos habitats como a floresta brasileira. Isso precisa parar”, disse Dave Lewis, CEO da Tesco, em nota. A postura da empresa britânica vem em meio a uma pressão do Greenpeace para que a companhia deixe de comprar carnes da Moy Park e da Tulip, controladas pela JBS desde 2015 e 2019, respectivamente. A companhia afirmou, porém, que não vai excluí-as de sua base de fornecedores, argumentando que elas atendem seus padrões ambientais e de desmatamento zero. A varejista afirmou que “penalizar fornecedores que estão fazendo sua parte e prontas para fazer mais não pode ser de interesse dessa agenda”. A Tesco disse ainda que ambas são parceiras antigas e que a medida provocaria desemprego. As duas companhias empregam mais de 17 mil pessoas ao todo no Reino Unido. O grupo já havia deixado de comprar carne produzida no Brasil em 2018 por causa do avanço do desmatamento no país já naquele ano. A companhia tem como meta própria garantir que todos os seus alimentos estejam livres do desmatamento até este ano, e disse estar no caminho de atingir o objetivo. A nova meta do grupo é garantir que, até 2025, todo o farelo de soja usado em sua cadeia de fornecimento tenha certificado garantindo não provir de desmatamento.
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