
Ano 6 | nº 1270| 03 de julho de 2020
NOTÍCIAS
Oferta restrita mantém preços do boi gordo sustentados
Em São Paulo, o tom foi de estabilidade na última quinta-feira (2/7), frente ao fechamento do dia anterior (1/7).
Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo destinado ao mercado interno está firme em R$220,00/@, bruto e à vista, R$219,50/@, livre de Senar e também à vista, e em R$216,50/@, descontados o Senar e o Funrural, na mesma condição de pagamento. O boi jovem até 30 meses, que atende às exigências do mercado chinês, é negociado em até R$225,00/@, preço bruto e à vista. Para as fêmeas, vaca e novilha, a cotação está em R$200,00/@ e R$210,00/@, respectivamente, bruto e à vista. No Rio Grande do Sul, o mercado ganhou força em função da pouca oferta de boiadas e da boa condição das pastagens de inverno, o que deu maior poder de negociação para o pecuarista. Nesse quadro, a cotação do boi gordo subiu 1,3% na comparação feita dia a dia, e ficou cotada em R$7,70/kg, bruto e a prazo, e em R$7,60/kg, descontado os impostos (Senar e Funrural), também a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do boi sobe R$ 3 e vai a R$ 214 em Minas Gerais, aponta Safras
De acordo com o levantamento diário da consultoria, a maioria das praças registraram valorizações na quinta-feira
Os preços do boi gordo voltaram a subir na maioria das regiões de produção e comercialização nesta quinta-feira, 2. “A tendência de curto prazo remete a continuidade deste movimento, avaliando o quadro de oferta restrita em meio a ótima demanda chinesa para a carne bovina brasileira”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. A China segue importando volumes expressivos de proteína animal, visando preencher a lacuna de oferta provocada pela peste suína africana (PSA). No mercado doméstico há algum otimismo com o relaxamento da quarentena na grande São Paulo, principal centro consumidor de carne bovina do Brasil. No entanto, em outros estados houve necessidade de reavaliar as medidas de reabertura, a exemplo do Paraná, Goiás e Distrito Federal. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista continuaram em R$ 218 por arroba. Em Uberaba (MG), passaram de R$ 211 para R$ 214 por arroba. Já em Dourados (MS), subiram de R$ 210 para R$ 211. Em Goiânia (GO), foram de R$ 210 para R$ 211. Por fim, em Cuiabá (MT), subiram de R$ 196 para R$ 197. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a perspectiva para os próximos dias é de novas altas nos preços, com a entrada da massa salarial na economia impulsionando o consumo e acelerando a reposição entre o atacado e o varejo. Ao mesmo tempo, as exportações continuam sendo o grande diferencial para o setor, enxugando e equilibrando a oferta A ponta de agulha ficou em R$ 11,90 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,56 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
País asiático absorve 10% de toda carne bovina produzida no Brasil
“Se a China der um sopro, para o Brasil isso representará um furacão”. Assim a consultoria Agrifatto, especializada em pecuária, descreveu a importância do país asiático para os produtores de gado e para a indústria nacional de carne bovina
Em relatório, a consultoria traçou um paralelo entre a atual dependência dos frigoríficos brasileiros em relação à China e ao papel exercido pela Rússia, mercado muito relevante para a pecuária brasileira no passado recente. Antes da emergência chinesa como grande importadora de carne bovina, eram as habilitações de frigoríficos por Moscou – e os corriqueiros embargos comerciais e sanitários aplicados pelo país – que provocavam furor em empresários do setor frigorífico. Mas se a Rússia já teve o poder de ocasionar abalos consideráveis nos preços da carne e do boi gordo, e era temida por isso, a verdade é que a importância chinesa é muito maior. No fim de 2017, recorda o relatório da Agrifatto, Moscou bloqueou todos os frigoríficos brasileiros, o que fez as indústrias despejarem um volume significativo de carne no mercado doméstico, pressionando as cotações em 2018. Atualmente, a China absorve aproximadamente 10% da produção brasileira de carne bovina. A Rússia representava 2% na época dos embargos, segundo a Agrifatto. Do lado dos importadores chineses, os frigoríficos brasileiros têm a mesma importância que tiveram para os russos no passado – 9% do consumo da proteína bovina no país é oriunda do Brasil. “A exposição brasileira à China é muito maior do que sua exposição perante a Rússia em 2017. […] O que ocorreria caso a China resolvesse restringir ou condicionar suas compras?”, indaga a Agrifatto. Em meio aos esforços para tentar conter a covid-19, Pequim decidiu bloquear mais de 20 frigoríficos em todo o mundo – três deles são brasileiros. Apesar da dependência brasileira, a Agrifatto pondera que a chance de uma redução do volume importado pela China é pequena por que o país ainda lida com a falta de carne provocada pela epidemia de peste suína africana, que restringiu a oferta de porcos. “O alerta deve permanecer ligado, já que a carne bovina tem um preço por tonelada maior que a proteína suína e a de frango e, caso o governo chinês encontre substitutos para a carne bovina brasileira, os preços pecuários poderiam ser impactados”, destacou a consultoria. No momento, o cenário para os pecuaristas brasileiros segue positivo. Com oferta restrita no campo, os preços do boi gordo seguem em um dos maiores níveis da história.
VALOR ECONÔMICO
Carne bovina IN NATURA: volume embarcado em junho cresceu 33,2% na comparação anual
Em junho, o volume exportado de carne bovina in natura foi recorde para o mês. O volume foi de 152,5 mil toneladas, com faturamento de US$655,5 milhões. A quantidade exportada cresceu 33,2%, e a receita 48,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Em relação a maio, o volume destinado ao exterior caiu 1,7%.
SCOT CONSULTORIA
CEPEA: Vantagem da carne sobre boi se reduz em junho
Em junho, o preço médio da arroba da carne bovina negociada no atacado da Grande São Paulo seguiu superior ao do animal para abate (Indicador CEPEA/B3, mercado paulista), contexto que vem sendo verificado, em termos gerais, desde o encerramento de 2016. No entanto, essa vantagem diminui bastante no mês
Segundo pesquisadores do Cepea, isso evidencia que o ritmo de alta dos preços do boi está acima do observado para a carcaça, o que, por sua vez, pode estar atrelado ao recente enfraquecimento da demanda brasileira pela carne, diante do menor poder de compra da população, que deve estar em busca de proteínas mais competitivas. Segundo dados do Cepea, em junho, a diferença entre os preços da arroba do animal e da carcaça casada foi de apenas 1,18 Real/@, com vantagem ainda para a carne negociada no atacado. Essa é a menor diferença desde agosto de 2018, quando esteve brevemente negativa, em 0,4 Real/@, ou seja, com a arroba do animal negociada acima da carne no atacado. Como comparação, em junho do ano passado, a diferença era de 10,24 Reais/@, com vantagem para a carne no atacado.
Cepea
Funrural: Prazo para que a Receita Federal volte a notificar regularização do passivo foi prorrogado para 31 de julho
O agronegócio acompanha com especial atenção a conclusão do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4395, movida pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que novamente levantou a tese da inconstitucionalidade da cobrança do Funrural. O julgamento só deve ser retomado em agosto
A Receita Federal do Brasil voltou a adiar o prazo de contagem das notificações para a regularização dos débitos referentes ao Funrural. Esta é a terceira vez que o Fisco altera o calendário, desta vez prorrogado para o dia 31 de julho, conforme a Portaria 1087. Na prática os produtores rurais ganham mais tempo para fazerem um recálculo do passivo referente aos anos de 2015, 2016 e 2017. Em 2018 e 2019 os problemas relacionados à cobrança foram resolvidos com a promulgação da Lei 13.606. Os produtores rurais terão basicamente três opções a fazer: 1) Realizar o pagamento à vista com desconto de 50% da multa; 2) Fazer a adesão a algum tipo de programa de refinanciamento (Refis) de dívidas, com prazo máximo de 60 meses para pagar, com desconto de até 40% nas multas para dívidas de até R$ 5 milhões (parcelamento simplificado); 3) Realizar a defesa jurídica com vistas à impugnação dos lançamentos tributários. Para os cálculos desse débito é possível excluir todas as comercializações realizadas com alguma empresa exportadora, já que o produtor goza de imunidade tributária. Da mesma forma pode excluir os débitos anteriores a 2015 que neste caso, estão prescritos. A contestação também pode levar em conta a inexigibilidade do Funrural em relação ao produtor rural autônomo, ao ato cooperativo típico e na exclusão de valores referentes ao Senar. Existe ainda a situação em que não foi o produtor quem obteve a liminar ou tutela para suspensão dos pagamentos. Nessa situação, somente quem deu causa à interrupção do pagamento é que deve responder perante à Receita Federal. Na avaliação do deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS), esta nova prorrogação dos prazos envolvendo o passivo do Funrural oferece mais tempo de articulação e pressão do setor produtivo para que o tema possa ter alguma definição junto ao Executivo ou ao Supremo Tribunal Federal. “O governo federal pode resolver esse impasse na Reforma Tributária, conforme promessa do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ou o tema pode ter um desfecho favorável no STF. Agora, mais do que nunca, chegou a hora de mobilização da classe produtiva”, destacou Jerônimo.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
ECONOMIA
Dólar fecha em alta ante real
O dólar fechou em alta ante o real na quinta-feira, devolvendo parte da forte queda da véspera, em movimento que endossou a percepção de volatilidade especialmente maior da moeda brasileira nas últimas semanas
O dólar à vista subiu 0,60%, a 5,3499 reais na venda. O real teve o pior desempenho global nesta sessão. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez se valorizava 0,54%, a 5,3530 reais, às 17h04. Apenas na quinta-feira, a cotação oscilou entre alta de 0,90%, para 5,3661 reais, e queda de 0,96%, a 5,267 reais. No exterior, divisas pares do real como peso mexicano e peso colombiano tinham apreciação, na esteira de dados positivos do mercado de trabalho norte-americano, que aumentaram o apetite por ativos de risco. O comportamento do dólar mostra a cotação “presa” entre sua média móvel de 50 (5,4151 reais) e 100 dias (5,1612 reais) desde meados de junho, indicação de que a moeda pode ter chegado a alguma faixa de equilíbrio de curto prazo, o que não necessariamente aponta menor volatilidade. Em relatório, o UBS citou taxa real efetiva de câmbio, termos de troca e melhora em métricas que sugerem futuras saídas de recursos do lado financeiro como fatores positivos ao real, com chances de um “rali de alívio” para a moeda nas próximas semanas. Analistas do banco recomendam apostas táticas favoráveis ao câmbio via opções de curto prazo.
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Ibovespa perde fôlego e fecha estável
O Ibovespa fechou estável na quinta-feira, com movimentos de realização de lucros prevalecendo sobre a repercussão positiva a dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,03%, a 96.234,96 pontos. O volume financeiro somou 27 bilhões de reais com a equipe econômica revisando suas expectativas para o resultado fiscal do país este ano e prevê uma piora generalizada nas contas em razão dos esforços do governo para combater o coronavírus. O ministério da Economia agora estima que o déficit primário do setor público consolidado será de 828,6 bilhões de reais em 2020, equivalente a 12% do Produto Interno Bruto (PIB), numa piora frente ao patamar de 9,9% calculado antes. Na visão do gestor de renda variável Gleidson Leite, da Western Asset no Brasil, porém, as ações brasileiras ainda têm um espaço de alta, embora menor, principalmente em razão do custo de oportunidade dada a condição do mercado de juros. Além disso, destacou, diferentemente das discussões sobre fechamento de economias e seus impactos em abril e maio, desde o mês passado as questões agora são sobre a reabertura e a recuperação das economias no mundo e também no Brasil. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,45% após dados de emprego dos EUA fortalecerem a tese de recuperação rápida da economia norte-americana. Na sexta-feira, Nova York não abre em razão da antecipação do feriado do Dia da Independência. No Brasil, o noticiário ainda mostrou que a produção da indústria voltou a apresentar aumento em maio, embora ainda insuficiente para recuperar as perdas registradas em março e abril em razão dos efeitos do novo coronavírus.
REUTERS
Ministério da Economia vê dívida bruta de 98,2% no ano com recuo apenas a partir de 2025
A equipe econômica revisou na quinta-feira suas perspectivas fiscais para 2020, prevendo uma piora significativa e generalizada nas contas devido à crise com o coronavírus, e destacou que um esforço de vulto será necessário para que a dívida pública volte ao nível do ano passado
A explosão nos gastos emergenciais e uma queda nas receitas com impostos exigirão reformas estruturais para colocar as finanças públicas de volta aos trilhos, disse o Ministério da Economia, indicando que o Brasil passará por um período prolongado de severa austeridade quando a crise passar. O ministério previu que o déficit primário do setor público consolidado será de 828,6 bilhões de reais em 2020, equivalente a 12% do Produto Interno Bruto (PIB), numa piora frente ao patamar de 9,9% calculado antes. Para o governo central —Tesouro, Banco Central e Previdência— a expectativa é de um rombo primário de 795,6 bilhões de reais neste ano, ou 11,5% do PIB, contra 9,4% antes. Diante do forte desequilíbrio fiscal, a equipe econômica agora vê a dívida bruta chegando a 98,2% do PIB ao fim deste ano e a dívida líquida a 69,9% do PIB. Nas projeções feitas em maio, os números eram de 93,5% e 67,6% do PIB, respectivamente. Para seus novos cálculos, a Secretaria Especial da Fazenda considerou agora uma retração de 6,5% para o PIB, retirada da pesquisa Focus do Banco Central com economistas. Antes, tinha se baseado na projeção de queda de 4,7% para a economia, que segue sendo a estimativa oficial da pasta. A nova grade de parâmetros calculada pela Secretaria de Política Econômica, que trará o novo número para o PIB, será divulgada no próximo dia 10. Também na quinta-feira, o Tesouro estimou que uma volta da dívida bruta ao patamar de 75,8% do PIB alcançado em 2019 exigirá um resultado primário médio de 1,73% do PIB no horizonte 2021-2029. O esforço é significativamente superior ao primário médio de 0,26% do PIB calculado como necessário pelo Tesouro no pré-crise, alertou em documento divulgado à imprensa. Em relação à dívida líquida, “o esforço requerido seria substancialmente maior, sugerindo que seria improvável o retorno para o nível anterior à crise no horizonte de 10 anos.” Em 2019, a dívida líquida havia ficado em 55,7% do PIB.
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Indústria do Brasil cresce 7% em maio com retomada da produção mas não recupera perdas por vírus
A produção da indústria brasileira voltou a apresentar aumento em maio, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas registradas em março e abril devido às paralisações por conta do coronavírus
Em maio, a indústria do Brasil registrou avanço de 7,0% na comparação com o mês anterior, taxa mais alta desde junho de 2018 (12,9%). Entretanto, esse crescimento ficou longe de reverter a queda de 26,3% acumulada nos meses de março e abril, de acordo com os dados números divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com maio de 2019, a produção teve queda de 21,9%, o sétimo resultado negativo seguido em uma clara diminuição do ritmo da produção devido aos efeitos do isolamento social. “O mês de maio já demonstra algum tipo de volta à produção, mas a expansão de 7,0% … se deve, principalmente, a uma base de comparação muito baixa. Mesmo com o desempenho positivo, o total da indústria ainda se encontra 34,1% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011”, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo. Todas as grandes categorias econômicas registraram aumento da produção em maio, com destaque para os aumentos de 92,5% em bens de consumo duráveis e de 28,7% de bens de capital. A produção de bens de consumo semiduráveis e não duráveis subiu 8,4%. Já entre os ramos pesquisados 20 de 26 aumentaram, com as influências positivas mais relevantes sendo veículos automotores, reboques e carrocerias (244,4%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (16,2%); e bebidas (65,6%). O mercado prevê que a economia brasileira vai encolher 6,54% este ano, com a produção industrial retraindo 6%, segundo a mais recente pesquisa Focus do Banco Central.
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EMPRESAS
Naturafrig em Rochedo (MS) deve retomar atividade em 13 de julho
O frigorífico da Naturafrig Alimentos em Rochedo (MS) deve retomar as atividades em 13 de julho, informou a assessoria de imprensa da empresa na quinta-feira (02)
A Naturafrig anunciou no domingo (28) que decidiu suspender as atividades na planta de carne bovina após identificar um caso positivo assintomático de covid-19 em um colaborador na sexta-feira (26). Segundo a empresa, o trabalhador confirmado com o coronavírus foi infectado pela esposa, que não atua na planta. A empresa pretende testar 100% dos colaboradores no retorno das atividades. A Naturafrig disse que a medida de suspensão das atividades visa evitar a proliferação do novo coronavírus na região de Rochedo e garantir que os colaboradores possam respeitar medidas de isolamento da cidade. A empresa disse que vem tomando precauções para prevenir o contágio desde o início da pandemia, tendo afastado quase 800 trabalhadores efetivos diretos, colaboradores que fazem parte do grupo de risco e aqueles que necessitavam ficar com os filhos por dispensa escolar. Durante o período em que as atividades ficam paralisadas em Rochedo, a Naturafrig está realocando animais adquiridos para suas unidades de Nova Andradina (MS) e Pirapozinho (SP). Em meados de junho, a empresa já havia anunciado a paralisação da produção de sua linha de produtos Deliziare devido à pandemia de covid-19. A Naturafrig possui quatro unidades de produção no Brasil. O frigorífico em Rochedo está habilitado a exportar carne bovina para diversos países, inclusive a China, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Volume exportado de carne suína dos EUA para a China triplica em uma semana
País asiático foi o principal comprador das vendas de carne suína dos americanos na semana, representando 55% do volume total vendido pelo país
Exportadores norte-americanos venderam 21,6 mil toneladas de carne suína com entrega para o ano comercial 2020 para a China na semana encerrada em 25 de junho, de acordo com dados do relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgado na manhã desta quinta-feira. O volume representa alta de 380% ante a semana anterior, quando importadores chineses compraram 4,5 mil toneladas de carne suína norte-americana. A China foi principal destino de vendas de carne suína dos Estados Unidos na semana, com 55% do volume total de 39,2 mil toneladas vendido pelo país, seguida por México (8,4 mil t). Na sequência, está o Japão (2,2 mil t), Canadá (2,1 mil t) e Filipinas (900 t). O volume embarcado para a China, de contratos fechados anteriormente, alcançou 11,8 mil toneladas no período. Os embarques totais da carne suína norte-americana somaram 31 mil toneladas no período. Exportadores norte-americanos ainda esperam realizar expressivas vendas para a China, não apenas por causa do acordo comercial firmado em janeiro deste ano, mas também porque o país asiático tem apresentado maior necessidade de importação de proteína animal, embora esteja recuperando o seu plantel após a epidemia da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês).
ESTADÃO CONTEÚDO
INTERNACIONAL
Preço dos alimentos sobe pela primeira vez no ano, aponta FAO
Índice de preços de alimentos subiu 2,4% no mercado internacional em junho
Os preços dos alimentos no comércio internacional subiram em junho pela primeira vez neste ano, informa a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O indicador da agência ficou em 93,2 pontos no mês, alta de 2,4% na comparação com maio. Conforme a FAO, o aumento interrompe quatro meses consecutivos de queda e pode representar uma mudança no comportamento dos preços depois que o mais grave da pandemia de coronavírus passou em importantes economias. As maiores elevações foram nos óleos vegetais, açúcar e laticínios. O sub-índice de preços do açúcar subiu 10,6% na comparação mensal, graças ao aumento dos preços do petróleo, o que pode incentivar as usinas brasileiras a mudar a produção do adoçante para o etanol. O indicador de preços de óleos vegetais subiu 11,3% devido, em grande parte, aos preços mais altos de óleo de palma. Os preços dos laticínios subiram 4%, com as importações do Oriente Médio e do Leste da Ásia se recuperando lentamente. Já os indicadores de cereais e de carnes caíram 0,6% cada um, sempre na comparação com maio. Para a FAO, uma pressão importante ocorreu nos preços do trigo em parte devido às colheitas no hemisfério norte e às melhores perspectivas de produção em vários dos principais países exportadores, incluindo a região do Mar Negro. No caso das carnes, a FAO informa que as carnes bovina e de aves caíram devido ao aumento das disponibilidades de exportação nos principais países produtores, enquanto os preços de carne de porco registraram um pequeno aumento, principalmente na Europa, na expectativa de uma maior flexibilização das restrições de mercado ao covid-19.
VALOR ECONÔMICO
Inspeções na China devem atrasar fluxo nos portos
Contêineres levarão mais tempo para voltar ao exportador
O controle reforçado implementado pela China sobre os alimentos importados para tentar evitar uma segunda onda de contágio por covid-19 deve atrasar o processo logístico. Os navios que deixam os portos brasileiros com as cargas de carnes em direção ao gigante asiático vão demorar mais para voltar. Essa é a avaliação do brasileiro Jean Stroll, Chefe Global de proteínas e lácteos da Maersk, maior empresa de transporte marítimo do mundo. “O grande risco é que [os contêineres] fiquem mais tempo na mão dos clientes. Não por vontade própria. Um contêiner indo para a China sofria inspeções randômicas e estão falando em inspecionar muito mais para detectar que não há contaminação”, disse o executivo. Vale lembrar que, antes do maior rigor chinês – o aumento das inspeções entrou em vigor nas últimas semanas -, a pandemia já havia aumentado o tempo de transporte. Em tempos normais, o contêiner ficava 13 dias com o exportador até embarque do navio. Atualmente, esse prazo passou para 17 a 20 dias. O executivo da Maersk não citou os casos específicos, mas os exportadores brasileiros de carnes aumentaram as exigências de adiantamento após sofrerem com uma onda de renegociação de contratos deflagrada pelos importadores chineses quando cargas estavam no mar. Além disso, o tempo em que o contêiner fica no país de destino – em processos como inspeção sanitária – também já havia aumentado, chegando a dobrar. O prazo, que era de três a cinco dias, agora é 10 dias, e tende a aumentar com as inspeções adicionais realizadas pelos chineses. Com o aumento do prazo tanto na origem da carga quanto no país de destino, a produtividade é afetada. O tempo no qual o contêiner é utilizado para outros fins que não o seu objetivo de transportar aumenta em 25%. “O contêiner está sendo utilizado como armazém”, resumiu o executivo. Segundo dados da Dataliner fornecidos pela Maersk, as exportações brasileiras de contêineres refrigerados com carne de frango aumentaram 6,8% no primeiro trimestre, chegando a quase 35,6 mil unidades de 40 pés – em média, 27 toneladas do produto em cada contêiner. No caso da carne suína, o crescimento foi de quase 45%, para 5,6 mil contêineres. Por outro lado, os dados indicam que exportações de contêineres refrigerados com carne bovina caíram 5,4% no período, para 12,8 mil, embora os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) registrem aumento da 2% no volume exportado no primeiro trimestre.
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