
Ano 6 | nº 1269| 02 de julho de 2020
ABRAFRIGO
Alíquotas das contribuições para o Sistema S voltaram ao normal a partir de ontem, dia 10
A MP que reduziu temporariamente as contribuições destinadas ao “Sistema S” durante os meses de abril, maio e junho perdeu sua vigência e, com isso, as alíquotas voltaram ao normal a partir do dia 10 de julho. A ABRAFRIGO consultou a CNI sobre este assunto e o final da redução foi confirmado pelo Presidente da CNI, Robson Braga Andrade. Ele informou que houve uma prorrogação apenas regimental no Congresso da MP nº 932, de 31 de março de 2020, e ela não foi sancionada pelo Presidente da República, com o que as alíquotas retornaram a sua integralidade.
NOTÍCIAS
Cotações do boi gordo em alta
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a cotação do boi gordo comum subiu 0,9% ou R$2,00/@ na última quarta-feira (1/7) na comparação dia a dia, e ficou em R$220,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$219,50/@, com desconto do Senar, e R$216,50/@ com desconto do Funrural e Senar
Para os animais de até 30 meses, cujo destino é o mercado chinês, o mercado está firme com ofertas de compra até R$225,00/@, bruto, à vista. Também houve valorizações para vaca gorda e a novilha gorda, alta de R$5,00/@, na comparação com o fechamento de ontem. As ofertas limitadas de boiadas sustentam o cenário positivo na maior parte das regiões produtoras.
SCOT CONSULTORIA
Atividade de frigoríficos de carne bovina em MT aumenta em maio, mas queda é esperada em junho
A utilização da indústria frigorífica de carne bovina em Mato Grosso mostrou recuperação em maio, atingindo 76,83%, aumento de 7,99 pontos percentuais em relação a abril, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (Imea) em relatório nesta semana
“A volta da maior parte dos frigoríficos, restando apenas dois paralisados, também influenciou no número de abates, que subiu significativamente no mês”, disse o Imea. Apesar de um aumento das atividades frigoríficas no estado, a região médio-norte de Mato Grosso caiu 26,92 p.p. no comparativo mensal, refletindo a situação de confinamento da região que até o momento está menor neste ano. O Imea espera que o nível de utilização dos frigoríficos volte a cair em junho devido à menor oferta de animais.
CARNETEC
Exportação de carne bovina in natura do Brasil registra recorde em junho
Foram embarcadas 152,48 mil toneladas do produto no mês, alta de 33,1% na comparação com junho de 2019 e queda de 1,71% na comparação com maio de 2020
As exportações de carne bovina in natura do Brasil atingiram recorde para o mês em junho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados na quarta-feira, 1º, foram embarcados 152,48 mil toneladas com receita de US$ 655,475 milhões. Segundo a consultoria Agrifatto, está mantida a trajetória de exportações em alta neste ano. Entretanto, houve uma desaceleração pontual de 1,71% no total exportado ante o mês anterior e um aumento de 33,15% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já a média diária embarcada ficou registrada em 7,26 mil toneladas por dia. Na comparação com maio, houve uma queda de 6,44% nos embarques diários, porém, um avanço de 20,47% ante junho de 2019. A consultoria Radar Investimentos avalia que com as exportações da carne em alta, o mercado interno segue menos abastecido e com baixa oferta animais. Por conta disso, o preço do boi gordo continua em alta. No fechamento desta quarta, a arroba do animal ficou cotada em R$ 219,90, segundo o indicador do boi gordo Cepea/B3. “A situação atual da pecuária reflete a falta de oferta no mercado. A crise do coronavírus e a incerteza instalada no mercado desde abril diminuiu bastante a intenção de confinamento. E com isso, os animais da safra acabaram, o que gerou uma situação de baixa oferta ainda mais com o ritmo de exportação acelerado”, explicou o sócio-diretor da consultoria, Leandro Bovo. “A demanda chinesa permanece efetiva neste momento, com o país asiático muito atuante no mercado internacional, avaliando a lacuna de oferta provocada pela peste suína africana”, avalizou a consultoria Safras & Mercado.
CANAL RURAL
Boi sobe com liberação de frigoríficos pelo México
As referências futuras para o boi gordo finalizaram a sessão com valorizações na Bolsa Brasileira (B3). O vencimento Junho/20 registrou um avanço de 0,32% e está cotado a R$ 218,50/@
O julho/20 está precificado a R$ 221,00/@ e teve um aumento de 1,40%. Já o Agosto/20 encerrou o dia com um avanço de 0,23% e foi negociado a R$ 217,00/@. Canadá e o México habilitaram seis frigoríficos a exportar carne bovina e de aves. De acordo com a informação da Agência Estado, cinco habilitações foram concedidas para o embarque de carne bovina ao México. As homologações beneficiam duas unidades da JBS em Pontes e Lacerda/Tem Promissão/SP, Bataguassu/MS, e JIParaná/RO. O Sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho, ressaltou que a informação trouxe um efeito bem limitado quando colocado em números e fundamentos. “Só o mercado futuro que sentiu essa notícia, na qual estava com uma tendência de alta e nesta manhã o mercado trabalha com desvalorizações”, destaca. Apesar da notícia de suspensão de quatro plantas frigoríficas, o mercado físico do boi gordo ainda opera com preços firmes. A Informa Economics reportou que as indústrias com escalas de abate mais apertadas, no entanto, ofereceram preços maiores para conseguir originar matéria prima. Já no mercado doméstico, a Informa Economics apontou que a inconsistência das vendas de carne no mercado doméstico faz com que grande parte dos frigoríficos se mantenham cautelosos nos negócios, aguardando novos encaminhamentos no escoamento dos cortes bovinos para traçar a estratégia de compra de gado para os próximos dias. A consultoria Agrifatto destacou que as cotações da carcaça casada bovina seguem estáveis, com tendências de pressão positiva dos frigoríficos, dados os avanços da arroba em grande parte das praças. “As expectativas começam a aumentar com a proximidade do próximo mês, que tende a elevar as vendas de carne bovina”, apontou.
PECUARIA.COM.BR
ECONOMIA
Dólar começa julho em queda com exterior positivo
O dólar começou o segundo semestre em queda ante o real de mais de 2% num dia de fraqueza da moeda norte-americana no exterior
O dólar interbancário caiu 2,24% na quarta-feira, a 5,318 reais na venda. Na B3, o dólar futuro recuava 2,54%, a 5,3245 reais, às 17h01. No exterior, a moeda dos EUA cedia no fim da tarde 0,3% ante uma cesta de seis divisas fortes, enquanto caía 1,2% ante o peso chileno, 1,7% contra o rand sul-africano e 1% frente ao peso mexicano. A indústria brasileira voltou a crescer em junho pela primeira vez desde fevereiro. Nos Estados Unidos, a atividade manufatureira se recuperou em junho e atingiu o nível mais alto em mais de um ano. A contração da indústria da zona do euro foi mais fraca do que o inicialmente calculado em junho e, na China, a atividade industrial cresceu a um ritmo mais forte no mês passado. No Brasil, a potencial vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac será testada em 12 centros de pesquisa de seis Estados, disse nesta quarta-feira o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Esse noticiário fortaleceu esperanças de que o mundo possa emergir da pior recessão do pós-guerra, ajudada por estímulos fiscais e monetários de bancos centrais e governos. Mas o cenário segue turvo, avaliou Paloma Brum, economista da Toro Investimentos, para quem as economias estão muito dependentes do noticiário sobre vacinas. Essa perspectiva sozinha não é uma solução definitiva para o mercado, disse. “Quando falamos de câmbio, ainda há muita coisa para acontecer antes que a gente veja o dólar em tendência clara de queda ante o real”, afirmou, lembrando os riscos fiscais que o Brasil enfrenta. O fluxo cambial ao Brasil ficou praticamente zerado na semana passada, com saldos equilibrados tanto na conta comercial quanto na financeira, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira. No mês até o dia 26, houve déficit de 2,927 bilhões de dólares. Mas dados da balança comercial revelaram superávit comercial de 7,5 bilhões de dólares em junho, recorde histórico para o mês da série iniciada em 1989, conforme dados do Ministério da Economia, que elevou a projeção para o saldo comercial em 2020.
REUTERS
Ibovespa começa julho em alta com dados econômicos e esperança sobre vacina
O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, apoiado em um sentimento mais positivo em relação à retomada das economias pós-pandemia de Covid-19 e no avanço de vacina contra o vírus, com papéis do setor financeiros entre os principais suportes
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,21%, a 96.203,20 pontos. Na máxima, chegou a 96.851,75 pontos. O volume financeiro no pregão somou 27,8 bilhões de reais. Mas embora acumule alta de cerca de 50% desde a mínima do ano, em março, quando foi devastado pela aversão a risco com a pandemia, ainda registra perda no consolidado de 2020. Nesta sessão, dados sobre indústria na China, zona do euro e Estados Unidos endossaram a corrente mais otimista no mercado, que tem focado mais na recuperação econômica do que no risco de uma nova onda de casos de Covid-19. Ao mesmo tempo, a companhia alemã de biotecnologia BioNTech e a farmacêutica Pfizer reportaram que a vacina para Covid-19 que estão desenvolvendo mostrou potencial e foi bem tolerada no estágio inicial de testes em humanos. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,5%.
REUTERS
Brasil tem superávit comercial recorde para junho, de US$7,5 bi com queda nas importações
O Brasil teve superávit comercial de 7,5 bilhões de dólares em junho, recorde histórico para o mês da série iniciada em 1989, obtido principalmente pela queda profunda nas compras de produtos importados, mostraram dados divulgados pelo Ministério da Economia na quarta-feira
Em junho, as importações tiveram uma diminuição de 27,4%, pela média diária, ante igual mês do ano passado, a 10,4 bilhões de dólares. Houve retração generalizada, com quedas, pela média diária, nas compras de itens da indústria de transformação (-28,1%), indústria extrativa (-22,3%) e agropecuária (-15,6%). As exportações também caíram, mas num ritmo menor: 12% frente a junho de 2019, a 17,9 bilhões de dólares. Na análise por setores, as vendas de produtos brasileiros cresceram pela média diária na agropecuária (+29,7%), sempre na comparação com o mesmo mês do ano passado. Houve recuo, porém, nos embarques da indústria extrativa (-26,1%) e da indústria de transformação (-21,0%). Segundo o secretário do Comércio Exterior, Lucas Ferraz, os resultados estão sendo muito influenciados pela queda vertiginosa dos preços internacionais, não só de commodities, mas também produtos de maior valor agregado. Numa análise por volume, acrescentou ele, houve elevação de 14% nas exportações em junho. No primeiro semestre, o saldo da balança comercial foi positivo em 23 bilhões de dólares, contra 25,7 bilhões de dólares em igual período de 2019. De um lado, a pasta calculou um resultado ligeiramente melhor para as exportações, a 202,5 bilhões de dólares este ano, ante estimativa anterior de 199,8 bilhões de dólares, mas bem abaixo dos 225,4 bilhões de dólares de 2019. Para as importações em 2020, a perspectiva piorou a 147,1 bilhões de dólares, contra 153,2 bilhões de dólares antes, e um resultado de 177,3 bilhões de dólares no ano passado.
REUTERS
População ocupada na agropecuária cai ao menor patamar da série do Cepea/USP
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostrou que no período de março a maio de 2020, 7,993 milhões de pessoas estavam ocupadas no setor agropecuário, o menor número observado para um trimestre desde 2012, quando começou a ser feito esse levantamento
No cálculo, o Cepea utiliza informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE (PNAD). Frente ao trimestre móvel imediatamente anterior, a redução foi de 2,1% ou de 173 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre móvel do ano passado, a queda foi de expressivos 6,8%, o equivalente a 580 mil pessoas. Os pesquisadores do Cepea ressaltam que é usual observar choques de até 100 mil pessoas entre trimestres e que até mesmo choques próximos de 200 mil pessoas já foram verificados. Mas esta foi a primeira vez que o choque superou 300 mil pessoas, segundo o modelo do Cepea e considerando-se a série histórica da PNADC mensal. Em relação ao que era esperado para esse período, a população agropecuária ficou 4,4% abaixo, ou 365 mil pessoas abaixo. Esse contingente representa por volta de 4,5% do total de ocupados no segmento. A teoria mais provável é que o movimento se deva à pandemia de covid-19. Considerando-se o cenário geral do país, no trimestre móvel encerrado em maio, 85,9 milhões de pessoas estavam ocupadas no Brasil, número 7,5% menor que o de 92,9 milhões de ocupados no mesmo trimestre móvel de 2019. Na mesma comparação, em termos setoriais, a redução do número de ocupados na agropecuária (508 mil pessoas) ainda é pequena frente a outros setores da economia. No comércio chegou a 1,65 milhão de pessoas. Nos serviços domésticos, a 1,15 milhão de pessoas.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Tereza Cristina conversa com embaixador chinês sobre suspensão de frigoríficos
O Ministério da Agricultura criou um chat online para se comunicar com as autoridades do Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) de forma mais ágil e transparente e para “evitar erros” nas informações sobre a situação das unidades
O governo intensificou os diálogos com as autoridades chinesas para tentar reverter a suspensão das exportações de carnes de frigoríficos brasileiros devido ao registro de casos de covid-19. A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, conversou na quarta-feira com o embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, por videoconferência. Ela reforçou que as medidas sanitárias adotadas pelas indústrias garantem a segurança dos alimentos vendidos para a Ásia e que não há nenhuma evidência científica que indique a carne como possível vetor do novo coronavírus. Os chineses bloquearam temporariamente os embarques de três estabelecimentos do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul com receio de um novo surto da pandemia em Pequim. Na conversa, a Ministra afirmou que os trabalhadores diagnosticados com o novo coronavírus são afastados dos estabelecimentos e não mantêm contato com os produtos exportados para a China. Como as autoridades chinesas souberam dos casos de funcionários de frigoríficos infectados por notícias da imprensa e não de forma oficial, o governo avalia que há falha no entendimento sobre a realidade atual nas indústrias de carnes do país. “Manifestamos o interesse de que eles reabilitem as plantas tão logo as indústrias cheguem em um nível satisfatório, mas que digam quais são os critérios para isso”, disse uma fonte. Os pedidos também já foram manifestados junto à Pequim. Mesmo assim, quem acompanha de perto as discussões no governo diz que é cedo para prever uma volta à normalidade nas relações. “Vamos ter que esperar. Temos uma situação epidemiológica complicada no país e temos que aguardar para as coisas fluírem melhor novamente”. O diálogo no chat on line é em inglês entre técnicos chineses e brasileiros das secretarias de Defesa Agropecuária e Relações Internacionais, das embaixadas e os adidos agrícolas no país asiático. Também integram o grupo as representantes do Núcleo China – departamento ligado diretamente ao gabinete da ministra e que contratou recentemente uma funcionária chinesa. A preocupação do Ministério da Agricultura é porque a GACC tem um núcleo específico para acompanhar o noticiário internacional, de onde partiu a decisão sobre as suspensões das plantas daqui.
VALOR ECONÔMICO
Marfrig faz sua primeira exportação de hambúrguer vegetal para Europa
Produto que simula gosto e textura de carne foi enviado na terça-feira para a Holanda
A Marfrig Global Foods informou nesta quarta-feira que fez sua primeira exportação de hambúrguer vegetal para a Europa. O embarque do produto com a marca Revolution foi feito na terça-feira e tem a Holanda como destino. No Brasil, a Marfrig produz hambúrguer vegetal para grandes redes de fast food, tais como Burger King e Bob’s.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Exportação de carne suína cresce 44,7% em receita e 53,8 em volume em junho
De acordo com analista, resultado foi positivo, ainda que preço pago por tonelada tenha recuado 5,88%
O mês de junho fechou com resultados positivo para as exportações de carne suína, de acordo com dados divulgados na quarta-feira (1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal. O faturamento até o último dia útil de junho com as exportações de carne suína foi de US$ 187,8 milhões, cerca de 44,75% a mais do que a receita com a venda do produto em junho de 2019, que foi de US$ 129,7 milhões. Em relação ao preço pago por tonelada, o recuo nos 21 dias úteis de junho está estimado em 5,88%, quando comparados os US$ 2.158 praticados atualmente contra os US$ 2.293 no mesmo mês do ano passado. De acordo com o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, a queda no preço pago por tonelada no mês de junho foi motivada pela melhora na produção americana, e por conta disso, a China conseguiu negociar preços melhores. No caso do volume exportado, em junho deste ano foram 86.9 mil toneladas, quantia 53,80% maior que o volume embarcado no mesmo mês do ano passado, 56.5 mil toneladas. “Eu acho que a gente tem um mês que foi quase recorde, sendo o segundo maior volume da história”, disse. A média diária paga pela carne suína exportada no começo deste mês foi de US$ 8.9 milhões, quantia 30,97% superior ao valor de US$ 6,8 milhões, praticados no mesmo mês do ano passado. A média por tonelada diária embarcada suína, 4.142,7 até a quinta semana do mês, é 39,16% maior do que as 2.977,0 registradas em junho de 2019.
Agrifatto Consultoria
Receita com exportação de frango em junho fica 32% menor do que no mês de 2019
Volume embarcado também foi menor que em junho do ano passado; analista diz que resultado negativo já era esperado
O mês de junho fechou com resultados negativos para as exportações de frango, de acordo com dados divulgados na quarta-feira (1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal. O faturamento até a quinta semana de junho com as exportações de carne de frango foram de US$ 408 milhões cerca de 67,8% da receita com a venda do produto em junho de 2019, que foi de US$ 601 milhões. De acordo com o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, a queda forte para a proteína avícola já era esperada, uma vez que a China, grande compradora de carnes, vem dando preferência para a bovina e a suína. “Nossos principais compradores de frango não estão indo muito bem, como o Oriente Médio, Coreia do Sul e países da Europa, o que é normal em face da crise econômica por causa da pandemia do coronavírus”. No caso do volume exportado, no mês de de junho foram 320,8 mil toneladas, 86,77% do volume embarcado em junho passado, 369,7 mil toneladas. A média diária paga pela carne de frango exportada neste mês foi de US$ 19.4 milhões, quantia 38,61% inferior ao valor de US$ 31.6 milhões. As toneladas por média diária embarcadas de frango, 15.277 até o último dia útil do mês, são 21,49% menores do que as 19.459 registradas em junho de 2019. Em relação ao preço pago por tonelada, o recuo neste mês de junho está estimado em 21,81%, quando comparados os US$ 1,27 milhão praticados atualmente contra os US$ 1,62 milhão no mesmo mês do ano passado.
Agrifatto Consultoria
INTERNACIONAL
Uruguai: exportações de gado vivo caíram 71,6% em 2019/20 contra o recorde histórico
A exportação uruguaia de gado vivo encerrou o ano agrícola com 128 mil cabeças negociadas, queda de 71,6% em relação ao recorde histórico de 451 mil animais registrado em 2017/18, informou o diretor da consultoria Tardáguila Agromercados
Rafael Tardáguila disse que a Turquia, com 106 mil cabeças, representava 82,8% do mercado de exportação de gado vivo do Uruguai no ano passado, quando há dois anos comprou 405 mil animais. “Nos primeiros seis meses de 2020, a produção de animais ficou bem abaixo do que havia sido”, explicou o especialista e acrescentou: “Uma tendência de queda é mantida”. No início da semana passada, a empresa Olkany exportou 18.000 bezerros à Turquia e um navio Gladenur está prestes a entrar no porto de Montevidéu para enviar 19.000 cabeças, negócios com licenças do ano passado. Semanas atrás, foi divulgada a notícia de que a Turquia permitia a emissão de novas licenças e compraria 200.000 animais do Brasil e Uruguai no ano. “Desse total, cerca de 80.000 serão enviados do Uruguai nos próximos meses”, disse Tardáguila.
El País Digital
EUA: exportações de carne a Hong Kong devem cair
A decisão do Departamento de Comércio dos Estados Unidos de revogar o status comercial especial de Hong Kong pode afetar as exportações norte-americanas de carne bovina e suína, de acordo com o Steiner Consulting Group.
“Hong Kong é um mercado significativo para os produtos de carne dos EUA”, disse a consultoria. “A revogação do status especial vai mudar a relação comercial e as alíquotas tarifárias.” “Os regulamentos do Departamento de Comércio que oferecem tratamento preferencial a Hong Kong sobre a China, incluindo a disponibilidade de exceções de licença de exportação, estão suspensos”, disse em comunicado nesta terça-feira o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross. A revogação foi uma resposta à decisão de Pequim de impor uma lei de segurança nacional em Hong Kong, que reduz a autonomia limitada do território.
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