CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1256 DE 15 DE JUNHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1256| 15 de junho de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado firme e em alta

Na praça paulista, a arroba do boi gordo subiu 1,5% na última sexta-feira (12/6) na comparação feita dia a dia, o que significa uma alta de R$3,00/@

Desta forma, a cotação do boi ‘’comum’’, destinado ao mercado interno ficou em R$205,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$204,50/@, com desconto do Senar, e R$202,00/@ com desconto do Funrural e Senar. Para boiadas que atendem os requisitos do mercado chinês, o macho de até trinta meses e novilhas, os preços giram em torno de R$210,00/@ e R$200,00/@, respectivamente, bruto à vista. Para esta semana, a disponibilidade de gado tende a continuar curta, com isso, o mercado do boi gordo deve seguir firme, e com possibilidade de valorizações. Do lado do mercado externo, mesmo com a China “brigando” mais nas negociações, devemos manter bons volumes embarcados.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: oferta restrita e escalas curtas dão tom altista

De acordo com a consultoria Safras, há espaço para reajustes positivos no mercado da carne bovina, com a abertura gradual de São Paulo

O mercado físico do boi gordo teve uma semana marcada por valorização nos preços. Segundo o analista da Safras Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos encontraram dificuldades na composição de suas escalas de abate e tentaram ajustar a programação antes do feriado da quinta-feira, 11, o que certamente dificultou a conclusão dos negócios. “No geral as escalas de abate estão encurtadas, posicionadas entre três e quatro dias úteis. O final de safra este ano foi atípico, com oferta curta diante do grande volume de retenção de fêmeas”, diz Iglesias. Enquanto isso, os agentes do mercado seguem mais otimistas em relação à demanda da carne bovina diante do relaxamento da quarentena em alguns estados. “No entanto os danos causados à economia são severos, e ainda é necessária a avaliação dos dados macroeconômicos do trimestre, com inúmeros pedidos de falência, altas taxas de desemprego e a queda da renda das famílias. Em relação à exportação de carne bovina, a China segue importando volumes substanciais de proteína animal brasileira neste trimestre, criando um relevante ponto de suporte para o mercado doméstico”, completa. Já no atacado, os preços da carne bovina seguiram firmes. Ainda há algum espaço para reajuste no curto prazo, mesmo que ponderado, com a reabertura gradual do mercado paulista, o principal centro consumidor da proteína do país. Fechamento da arroba do boi gordo na sexta-feira:

São Paulo: R$ 202

Uberaba (MG): R$ 198

Dourados (MS): R$ 186

Goiânia (GO): R$ 195

Cuiabá (MT): R$ 175/R$ 176

AGENCIA SAFRAS 

Cotações subiram no mercado de reposição

O mercado de reposição segue sua trajetória de alta e as cotações acumulam valorização de 11,1% desde o início do ano, considerando média de todos os estados monitorados pela Scot Consultoria

Na comparação semanal, os preços subiram 3,9%. A demanda aquecida, associada à oferta limitada na maior parte dos estados, explicam a firmeza do mercado. Outro fator que colabora com esse cenário é a entrada da entressafra. A menor oferta de animais terminados nos frigoríficos tem resultado em valorizações no mercado do boi gordo e, consequentemente, aumenta a procura pela reposição.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA 

Dólar dispara e fecha acima de R$5, na 1ª alta semanal em um mês

O dólar terminou em forte alta ante o real na sexta-feira, que fez a moeda acumular valorização também na semana, conforme operadores voltaram do feriado ajustando os preços ao súbito nervosismo nos mercados externos na véspera por renovados temores sobre o coronavírus e a economia global

O dólar à vista subiu 2,14%, a 5,0454 reais na venda. É a maior valorização percentual diária desde 7 de maio (+2,39%). Denunciando a volatilidade, a moeda chegou a subir para 5,0950 reais nesta tarde, valorização de 3,14%. A cotação operou abaixo de 5 reais no meio da manhã, depois de bater 5,1130 reais logo após o início dos negócios, salto de 3,51%. O real liderou com folga as perdas entre as principais moedas nesta sessão, em ajuste depois de na véspera, feriado no Brasil, os mercados financeiros globais serem golpeados por uma onda de aversão a risco por temores de ressurgência de casos de Covid-19 e pela avaliação sombria do Fed, emitida na quarta-feira. E já nesta sexta o Fed afirmou ver “fragilidades persistentes” para famílias e empresas e esperar forte queda do PIB norte-americano neste trimestre. “O Fed deu um choque de realidade nos mercados”, disse Fernando Bergallo, sócio da FB Capital. “Não foi nada que os mercados não soubessem, mas as avaliações ganharam outro peso por saírem ‘da boca’ do Fed”, completou. O dólar apreciava contra uma cesta de moedas, enquanto divisas emergentes e correlacionadas às commodities —que mais cedo mostraram recuperação após a liquidação da véspera— passaram a cair ou se afastaram das máximas da sessão. Na semana, o dólar ganhou 1,16%, após três semanas consecutivas de queda. A recuperação da moeda norte-americana dá sequência ao que parece ser uma correção depois de semanas de firmes quedas e corrobora leituras de que o espaço para mais apreciação cambial pode ser limitado.

REUTERS 

Ibovespa se realinha a NY após feriado e fecha semana no vermelho

A MINERVA ON avançou 2,35%, um dos poucos destaques positivos do índice, como MARFRIG ON, que ganhou 2,22%. Também no setor, JBS ON recuou 0,5%

Com a queda, o índice voltou a fechar uma semana no vermelho, após subir nas três últimas semanas, período no qual acumulou alta de 22%. O Ibovespa caiu 2%, a 92.795,27 pontos. O volume financeiro da sessão somou 35,5 bilhões de reais. O índice encerrou a semana com queda de 1,95%. A sessão foi bastante volátil, com investidores tentando encontrar referência para os preços, já que a B3 ficou fechada na véspera, quando os índices de Wall Street tiveram o maior tomo diário desde março, em meio a temores de uma segunda onda de Covi-19 nos Estados Unidos. Como as bolsas esboçaram reação na sexta, as perdas por aqui foram limitadas, mas escorregaram mais quando os índices norte-americanos chegaram a operar no vermelho. No pior momento, o Ibovespa chegou a cair mais de 4%. No fim, os três principais índices de Nova York subiram, com o S&P 500 avançando 1,3%. Para Daniela Casabona, sócia da FB Wealth, a expectativa era de queda mais acentuada aqui, mas diante da correção das bolsas norte-americanas, “o Ibovespa conseguiu conter um pânico maior, então de certa forma o feriado favoreceu nosso mercado.” Uma pesquisa da Reuters apontou que a taxa básica de juros do Brasil deve cair para a mínima de 2,25% ao ano na próxima quarta-feira, com o BC ampliando o esforço emergencial para revigorar a economia. A recuperação da economia do país após a pandemia deve ser mais lenta do que o esperado anteriormente, afirmou o estrategista da Terra Investimentos, Marco Harbich.

REUTERS 

Economistas pioram estimativa para déficit primário de 2020 a R$ 709 bi

Economistas consultados pelo Ministério da Economia pioraram expressivamente sua estimativa para o rombo primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) neste ano a 708,876 bilhões de reais, conforme Prisma Fiscal divulgado na sexta-feira

No relatório anterior, de maio, o déficit havia sido projetado em 571,409 bilhões de reais, pela mediana dos prognósticos. O dado mais recente também veio acima da última estimativa oficial do Ministério da Economia, de rombo de 675,7 bilhões de reais para o governo central neste ano. O ajuste vem a reboque de novo crescimento calculado para as despesas, refletindo forte impacto da crise do coronavírus sobre a atividade e as ações do governo para tentar mitigá-lo. No Prisma, com dados coletados até o quinto dia útil deste mês, os economistas elevaram em 85,079 bilhões de reais os gastos previstos para 2020, a um total de 1,844 trilhão de reais. Já para a receita líquida, linha que desconta as transferências a Estados e municípios, o cálculo foi de queda de 22,128 bilhões de reais, a 1,166 trilhão de reais. A meta para o governo central neste ano é de déficit de 124,1 bilhões de reais, mas o governo não precisará cumpri-la em função do estado de calamidade pública. Para 2021, economistas também pioraram suas estimativas a um rombo de 200 bilhões de reais, frente ao patamar de 169,402 bilhões de reais da previsão anterior. O governo fixou meta de déficit primário de 149,61 bilhões de reais para o ano que vem, mas pediu flexibilidade no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para que ela seja mudada sempre que as receitas para o próximo ano forem recalculadas, já admitindo que o oitavo déficit anual consecutivo do país deve ser muito pior. Com a deterioração das contas públicas, a expectativa agora é que a dívida bruta sobre o Produto Interno Bruto (PIB) suba a 92,68% em 2020 e a 92,79% em 2021. No Prisma anterior, as projeções eram de 89,95% e 88,60%, respectivamente.

REUTERS 

Produção da agroindústria recua 16,5% em abril, aponta FGV-Agro

Os efeitos da crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus tiveram maior impacto na comparação com o mês de março

A produção da agroindústria brasileira desabou em abril e teve retração de 16,5% na comparação com o mês de março, com reflexos mais claros sobre os efeitos econômicos da crise gerada pela pandemia do coronavírus. É o que aponta o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro), apurado pelo Centro de Estudos em Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro). “O mês de abril foi marcado por uma restrição mais intensa de circulação de pessoas e de funcionamento dos setores econômicos no Brasil, o que impactou tanto a oferta como a demanda por produtos agroindustriais”, afirma a análise do FGV-Agro. Com retração de 5,7% em março, a agroindústria já soma queda de 5,4% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano. Em 12 meses, a baixa é menor, de 0,8%. No geral, o PIMAgro recuou 5,1% em abril. No caso dos produtos alimentícios e bebidas, o indicador recuou 5,8% em abril, na comparação com a baixa de 2,3% em março. A maior queda foi em bebidas alcoólicas (59,1%), seguido por bebidas não-alcoólicas (40,7%) e alimentos de origem animal (7%). Por outro lado, os produtos de origem vegetal registram forte incremento (25,7%). “É importante ressaltar que os dados de Produtos Alimentícios possivelmente refletem o chamado ‘efeito substituição’, ocasionado pela redução (ou expectativa de queda) da renda”, aponta o relatório. Segundo o FGV-Agro, é o caso da troca da carne bovina por proteínas mais acessíveis, como as carnes suína e de aves. No caso dos produtos não-alimentícios, o recuo foi de 11,3% em abril, menor do que os 15,8% de retração observados em março. Os produtos que mais sentiram os impactos da pandemia e registram baixa foram a borracha (44%) e produtos têxteis (43,7%), seguidos por produtos florestais (2,5%) e fumo (2,3%). Em contrapartida o setor de biocombustíveis registrou alta (6,5%), após leve recuo em março (1,1%). O setor de insumos ficou praticamente estável (aumento de 0,3%).

GLOBO RURAL 

EMPRESAS 

JBS deve afastar todos funcionários de fábrica em RS por 14 dias, diz juíza do Trabalho

Uma juíza do Trabalho no Rio Grande do Sul determinou que a JBS afaste todos os funcionários diretos e terceirizados de fábrica no Estado por 14 dias para testes de Covid-19, segundo documento obtido pela Reuters

A fábrica fica em Trindade do Sul (RS) e, segundo a decisão da juíza do Trabalho substituta Gilmara Pavão Segalam, dos 1.327 funcionários, “343 estão afastados (sintomáticos e contactantes, sintomáticos ou não); 162 foram testados pelo SUS, dos quais 21,6% testaram positivo, totalizando 35 casos confirmados para Covid-19, sendo 3 contactantes assintomáticos”. Pela decisão, o afastamento é válido a partir de 13 de junho e a JBS tem que manter a remuneração de todos os trabalhadores da unidade, sob pena de multa diária de 25 mil reais. A JBS afirmou que não comenta processos judiciais em andamento e que desde o início da pandemia “tem adotado um rígido protocolo de prevenção contra a Covid-19 na sua unidade de Trindade do Sul (RS) e em todas as suas plantas no Brasil, conforme as orientações dos órgãos de saúde e protocolo do Ministério da Saúde, Economia e Agricultura”.

REUTERS 

Corregedor-geral do Trabalho derruba decisão que bloqueava recursos da JBS

O Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho, Ministro Aloysio da Veiga, acolheu na sexta-feira (12) o pedido da JBS e concedeu liminar derrubando a decisão que determinava o bloqueio de R$ 10 milhões da empresa e a inspeção semanal do abatedouro do grupo em Passo Fundo (RS).

Ao deferir a liminar, corregedor criticou os argumentos do Ministério Público do Trabalho (MPT) ao solicitar — e ser atendido pelo desembargador Marcos Fagundes Salomão, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) — o bloqueio dos recursos da JBS. O MPT argumentou que o bloqueio dos R$ 10 milhões se sustentava porque a JBS estaria se beneficiando de “dumping social” ao não assinar o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) prevendo as medidas de proteção aos trabalhadores contra a covid19. O órgão lembrou que diversas concorrentes, como BRF e Aurora, firmaram compromissos com o MPT. No entanto, a JBS vem adotando medidas de prevenção, com um protocolo de segurança próprio desenvolvido pelo Hospital Albert Einstein. Nesse contexto, o corregedor destacou que o MPT não apontou quais seriam os benefícios obtidos pela JBS ao não firmar o TAC. De acordo com o corregedor, a decisão contestada pela JBS “também apresenta contornos de incerteza e imprecisão, sem a indicação de parâmetros sólidos para o cumprimento das obrigações determinadas e para o respaldo à imposição imediata de bloqueio no valor determinado”. A mesma incerteza se verifica na determinação de inspeção semanal do abatedouro, medida concedida pelo desembargador do TRT—4 mas e que também foi derrubada pelo corregedor-geral. “O auto de inspeção semanal determinado, por sua vez, repete tais contornos de imprecisão, por englobar imposição de obrigações futuras e incertas, e, que, além de determinar a mera verificação por oficial de justiça, sem a indicação de que será realizada com a expertise e os elementos hábeis a verificar as condições ligadas às questões de saúde e emergência sanitárias, impõe multa ligada a tais obrigações genéricas e futuras, e que serve se respaldo ao bloqueio imediato realizado”.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS 

Frango: valorizações no mercado interno
O mercado de frango registrou valorizações nos preços na segunda semana de junho. No atacado, a carcaça está cotada em R$4,40 por quilo, alta de 7,3% nos últimos sete dias. Nas granjas paulistas, a ave terminada está cotada em R$3,50 por quilo, maior preço este ano e aumento de 2,9% em uma semana.

SCOT CONSULTORIA 

Reabertura do comércio impulsiona vendas da carne suína

De acordo com o Cepea, frigoríficos elevaram um pouco a demanda por novos lotes de animais em razão da melhora das vendas

O pagamento dos salários e do auxílio emergencial do governo federal e a gradativa retomada de parte das atividades econômicas em algumas regiões brasileiras impulsionaram as vendas da carne suína neste início de junho em muitas das praças acompanhadas pelo Cepea. Com a melhora nas vendas da carne, frigoríficos elevaram um pouco a demanda por novos lotes de animais, o que resultou em aumento nos preços de todos os produtos suinícolas no período. Para o animal vivo, as elevações mais expressivas foram observadas em regiões de Minas Gerais, onde as condições de mercado têm sido mais favoráveis à venda do animal.

CEPEA/ESALQ 

China compra 2,6 mil toneladas de carne suína dos Estados Unidos na semana

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, o volume representa queda de 23,5% ante a semana anterior

Os exportadores norte-americanos venderam 2,6 mil toneladas de carne suína com entrega para o ano comercial 2020 para a China na semana encerrada em 4 de junho, de acordo com dados do relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgado na quinta-feira, 11 de junho. O volume representa queda de 23,5% ante a semana anterior, quando importadores chineses compraram 3,4 mil toneladas de carne suína norte-americana. A China foi o terceiro principal destino de vendas de carne suína dos Estados Unidos na semana, com cerca de 14,5% do volume total de 17,2 mil toneladas vendido pelo país, ficando atrás do México (5,1 mil t) e Canadá (4,7 mil t). Na sequência, está o Japão (1,8 mil t) e Honduras (1,4 mil t). O volume embarcado para a China, de contratos fechados anteriormente, alcançou 12,7 mil toneladas no período. Os embarques totais da carne suína norte-americana somaram 31,7 mil toneladas no período. Exportadores norte-americanos ainda esperam realizar expressivas vendas para a China, não apenas por causa do acordo comercial firmado em janeiro deste ano, mas também porque o país asiático tem apresentado maior necessidade de importação de proteína animal, embora esteja recuperando o seu plantel após a epidemia da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês).

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