
Ano 6 | nº 1257| 16 de junho de 2020
NOTÍCIAS
Boi gordo: oferta reduzida de boiadas para abate
No fechamento da última segunda-feira (15/6), os preços da arroba do boi gordo na praça paulista ficaram estáveis, visto o volume tímido de negócios pela manhã
No entanto, o quadro de oferta de boiadas limitada permanece, o que alimenta a expectativa de valorizações para a cotação do boi gordo ao longo da semana. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a arroba do boi ‘’comum’’ ficou está cotada em R$205,00, bruto, R$204,50, com o desconto do Senar e em R$202,00, à vista, livre de impostos (Senar + Funrural). Para o ‘’boi china’’, o mercado está firme e o ágio está entre R$5,00 a R$10,00 por arroba acima da referência. Embora a entrada da segunda quinzena no mês, quando sazonalmente o consumo de carne no mercado interno é mais fraco, a oferta escassa de boiadas, associada aos níveis de estoques dos frigoríficos, de maneira geral enxutos, o mercado deve trabalhar firme ao longo da semana, e valorizações não estão descartadas.
Scot consultoria
Preço da carne bovina subiu no atacado
A boa demanda internacional somada a maior movimentação no mercado interno com o recebimento dos salários e o feriado do dia 11/6 (Corpus Christi) trouxe maior fluidez ao mercado e valorizações nos preços na última semana no atacado
Na comparação semanal, a alta foi de 0,43% na média dos cortes pesquisados pela Scot Consultoria. Na mesma comparação, os cortes do traseiro subiram 0,45% e os cortes do dianteiro tiveram aumento de 0,35%. Na comparação anual, os preços subiram 20,0% na média dos cortes.
Scot consultoria
Carnes: exportações nos primeiros nove dias úteis de junho corrente
Nos nove primeiros dias úteis de junho (total de 21 dias úteis), a carne bovina embarcada que no início, pela média diária, apontava queda de quase 10%, agora é positiva em perto de 19%
Junho tem dois dias úteis a mais que o mesmo mês do ano passado e, por isso, o aumento mensal pode superar os 30%, o que significa embarcar pelo menos 150 mil toneladas do produto. O mesmo se aplica à carne suína que no início do mês tinha previsão de aumento de 2,3% sobiu agora, na média diária, para 52%. Índice que, no acumulado mensal, significa expansão de 68% e embarques acumulados próximos das 100 mil toneladas. A carne de frango permanece com resultados negativos. Considerada a média diária até agora registrada (16.531 toneladas em nove dias úteis), pode alcançar as 347 mil toneladas, volume 6% inferior ao de junho de 2019.
AGROLINK
Arroba do boi gordo fecha acima de R$ 200 na maioria das regiões, diz Safras
De acordo com a consultoria Safras, a oferta restrita segue puxando os preços junto do forte fluxo de exportação para a China
A arroba do boi gordo fechou a segunda-feira, 15, acima de R$ 200 na maioria das praças acompanhadas pela Safras & Mercado. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, a oferta restrita em um fim de safra atípico, marcado por retenção de matizes, segue puxando os preços, ao mesmo tempo em que um forte fluxo de exportação para a China ajuda a enxugar o quadro de oferta doméstica. “Tradicionalmente, a entressafra pautada por oferta mais tímida, e a tendência é por novos reajustes ao longo da cadeia pecuária, evidentemente limitados pela fragilidade da demanda doméstica, desdobramento do amplo período de quarentena adotado em vários estados. A expectativa de segunda onda de contágio é uma preocupação recorrente, como o caso registrado no Paraná, em que o governo estadual optou por retomar as restrições”, diz Iglesias. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 204 a arroba, contra R$ 202 a arroba na sexta-feira. Em Uberaba (MG), ficaram em R$ 201 a arroba, ante R$ 198 a arroba. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 192 a arroba, contra R$ 186 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 200 a arroba, contra R$ 195. Já em Cuiabá (MT), o preço ficou em R$ 176 a arroba, ante R$ 175 – R$ 176 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina voltaram a subir de forma pontual. Conforme Iglesias, a valorização segue concentrada nos cortes mais acessíveis e mais demandados neste momento. A ponta de agulha ficou em R$ 11,55 o quilo, estável. O corte dianteiro subiu de R$ 12,00 por quilo para R$ 12,25 por quilo, e o corte traseiro seguiu em R$ 13,00 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar avança quase 2% com noticiário doméstico
O dólar fechou em firme alta ante o real na segunda-feira, com o mercado avaliando o recente noticiário local e seus impactos sobre a agenda de reformas fiscais e econômicas
O dólar à vista subiu 1,92%, a 5,1421 reais na venda. O real teve o pior desempenho entre as principais divisas globais nesta sessão. A cotação operou em alta durante todo o dia. Na máxima, disparou 3,60%, para 5,2269 reais. Na mínima, subiu 0,68%, a 5,0797 reais. O mercado começou o dia reagindo à informação do fim de semana sobre o pedido de Mansueto Almeida —tido como defensor de iniciativas de responsabilidade fiscal— para deixar o cargo de Secretário do Tesouro Nacional. Na tarde da segunda, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o atual diretor de Programas na Secretaria Especial da Fazenda do Ministério da Economia, Bruno Funchal, será o novo Secretário do Tesouro. O anúncio da saída de Mansueto pegou o mercado num momento de grande preocupação do lado das contas públicas, em meio ao aumento de gastos para fazer frente ao Covid-19. Ainda em Brasília, a prisão da ativista Sara Winter e de outros cinco integrantes do grupo 300 pelo Brasil, liderado por ela e que apoia o presidente Jair Bolsonaro, voltou a colocar em destaque as acirradas tensões do Executivo com o Judiciário. À tarde, porém, ativos de risco em todo o mundo melhoraram o sinal com a notícia de que o Fed começará na terça-feira a comprar títulos corporativos por meio de instrumento de crédito corporativo do mercado secundário (SMCCF, na sigla em inglês), uma das várias ferramentas de emergência recentemente lançadas pelo banco central dos Estados Unidos para melhorar o funcionamento do mercado na esteira da pandemia do coronavírus. Esta semana tem como destaque no Brasil a decisão de política monetária do Banco Central. Há especulações de que o BC pode deixar a porta aberta para novos cortes da Selic diante das fracas leituras de inflação e do colapso da economia. O real perde 21,96% no ano, pior desempenho global.
REUTERS
Ibovespa recua com bancos
O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, pressionado pelas ações da bancos, mas distante das mínimas da sessão em meio à recuperação dos papéis da Vale e da Petrobras e à disparada das ações da Cielo após acordo com o Facebook
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve baixa de 0,45%, a 92.375,52 pontos. O volume financeiro alcançou 42,7 bilhões de reais, amplificado pelo exercício de opções sobre ações e cotas de ETFs na primeira etapa da sessão, que movimentou 11,16 bilhões de reais, dos quais 7,35 bilhões de reais em opções de compra e 3,81 bilhões de reais em opções de venda. Mais cedo, o Ibovespa chegou a recuar 2,85%, pressionado pela aversão a risco no exterior por preocupações com o risco de uma nova onda de contágio do novo coronavírus, após relatos de crescimentos de casos em meio a reaberturas de economias. De acordo com Bruno Madruga, Chefe de renda variável e sócio da Monte Bravo Investimentos, a bolsa paulista acompanhou o tom do mercado norte-americano. No Brasil, ele destacou a notícia de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, escolheu Bruno Funchal para assumir a Secretaria do Tesouro. “O mercado vê o nome com bons olhos.” Atual diretor de Programas na secretaria Especial da Fazenda do ministério, Funchal ocupará o lugar de Mansueto Almeida, em transição que deve ocorrer até 31 de julho.
REUTERS
Contração da economia brasileira é esperada em 6,51% este ano, projeção para Selic em 2021 cai
A projeção para a contração da economia brasileira neste ano chegou a 6,51% e o mercado passou a ver a taxa básica de juros mais baixa em 2021, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira
O cenário para o Produto Interno Bruto (PIB) agora é de contração de 6,51% em 2020, contra queda de 6,48% na semana anterior, enquanto a expectativa de crescimento em 2021 de 3,50% foi mantida. O levantamento semanal mostrou ainda que a Selic deve terminar este ano em 2,25% depois de um corte de 0,75 ponto percentual esta semana. Mas a projeção para o final de 2021 caiu a 3,0%, de 3,50%. Entretanto o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a taxa básica de juros ainda mais baixa no próximo ano, terminando tanto 2020 quanto 2021 a 2,25%, respectivamente de 2,13% e 2,75% no levantamento anterior. Para a inflação, o mercado elevou a previsão para a alta do IPCA este ano a 1,60%, de 1,53%, mas para o ano que vem caiu a 3,0%, de 3,10%. O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Já a expectativa para o déficit em conta corrente caiu a 13,95 bilhões de dólares em 2020, de um saldo negativo de 20,50 bilhões esperados antes. Para 2021 é esperado um déficit de 20,88 bilhões de dólares, contra saldo negativo de 32,75 bilhões antes.
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Ministério eleva previsão para o valor da produção agropecuária do país em 2020 para R$ 703,8 bi
Montante, recorde, é puxado pela soja, cuja colheita foi a maior da história. Para os bovinos a conta foi reduzida para R$ 101,9 bilhões, ainda 11,6% acima do número de 2019
Uma nova melhora das perspectivas do Ministério da Agricultura principalmente para a soja, cuja colheita bateu novo recorde no país nesta safra 2019/20, levou a Pasta a elevar sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária no país em 2020, apesar dos reflexos negativos da pandemia em algumas cadeias produtivas. Segundo levantamento recém-concluído, o VBP do setor como um todo passou a ser calculado pelo ministério em R$ 703,8 bilhões, montante, recorde, R$ 6,8 bilhões maior que o previsto em maio e 8,5% superior ao de 2019. Para o conjunto formado pelas 21 principais lavouras do país, o ministério elevou sua projeção VBP de R$ 469,8 bilhões, com aumentos de R$ 7,7 bilhões ante maio e de 11% em relação ao ano passado. Com a colheita recorde, boa demanda externa e preços domésticos também valorizados pelo câmbio, a soja foi fundamental para essa correção. A Pasta elevou sua estimativa para o valor da produção do grão para R$ 167,7 bilhões, R$ 4,1 bilhões a mais do que previa no mês passado e montante agora 17,6% superior ao de 2019. Mas também continuam a colaborar para o aumento do VBP agrícola na comparação com 2019 crescimentos previstos para arroz (10%, para R$ 11,4 bilhões), cacau (25,9%, para R$ 2,9 bilhões), café (36,9%, para R$ 28,1 bilhões), cana (1,4%, para R$ 61,9 bilhões), milho (15,1%, para 75,8 bilhões) e trigo (51,1%, para R$ 7 bilhões). Para o VBP conjunto das cinco principais cadeias da pecuária, o ministério voltou a reduzir sua estimativa, desta vez para R$ 234 bilhões, cerca de R$ 900 milhões a menos que o projetado em maio, mas montante ainda 3,9% superior ao do ano passado. Para os bovinos a conta foi reduzida para R$ 101,9 bilhões, ainda 11,6% acima do número de 2019. Para o frango, a estimativa caiu para R$ 62,9 bilhões, valor 7,2% mais baixo em igual comparação. No caso dos suínos o VBP deverá aumentar 8% ante o ano passado, para R$ 19,9 bilhões, e no dos ovos o avanço deverá chegar a 14,8%, para R$ 14,2 bilhões. Conforme o ministério, o valor da produção de leite deverá permanecer praticamente estável em R$ 35,1 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
JBS investe R$ 100 milhões no interior paulista para adaptar frigorífico desativado
Empresa passará a contar com entreposto e fábrica de insumos farmacêuticos
A JBS informou no sábado que está investindo cerca de R$ 100 milhões em Presidente Epitácio, no interior paulista. O abatedouro que a companhia possui no município está desativado desde 2016. Com os investimentos, a JBS vai converter o abatedouro em duas unidades. De acordo com a companhia, até 2023 entrará em operação a unidade de produção de heparina, anticoagulante extraída da mucosa intestinal de porcos e bois. A produção de insumos farmacêuticos a partir dos subprodutos do abate faz parte da Orygina, operação da divisão de novos negócios da JBS. Em Presidente Epitácio, a JBS também terá um entreposto. “Será um ponto estratégico para a unidade de negócios de logística da JBS, centralizando as rotas que vão conectar o Mato Grosso do Sul ao Paraná”, informou a empresa, em nota.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Austrália reduz projeção de exportação de carne à China em meio a piora em relações
A Austrália reduziu em 1,5% a projeção de exportação de carne bovina à China, sua maior compradora, na temporada 2020/21, disse o principal órgão de previsões sobre commodities do país na segunda-feira, em meio a um azedamento das relações entre as nações
O Escritório Australiano de Recursos Agrícolas e Econômicos e Ciências (Abares) disse que agora espera que a China compre 227 mil toneladas de carne bovina no ano comercial que fecha em 30 de junho de 2021, ante 230 mil na estimativa de março. Isso significaria uma redução de 30% na comparação com a safra anterior. A menor projeção vem após a China ter suspenso em maio as exportações dos quatro principais exportadores australianos de carne bovina, citando problemas de rotulagem. Fontes do governo australiano disseram que as recentes tensões bilaterais entre os países provavelmente estão por trás da suspensão. Problemas de rotulagem também foram citados pelo governo chinês quando as mesmas empresas e outras duas perderam as licenças para enviar carne à China por meses em 2017. As relações entre os governos da Austrália e da China azedaram após os australianos terem pedido uma investigação independente sobre as origens do novo coronavírus. Já as exportações de trigo deverão crescer para 16,5 milhões de toneladas em 2020/21.
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Boi: USDA eleva previsão de produção de carne nos EUA este ano
Criadores dos Estados Unidos vão produzir 26,674 bilhões de libras-peso (12,10 milhões de toneladas) de carne bovina neste ano, projetou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
No mês passado, a previsão era de 25,764 bilhões de libras-peso (11,69 milhões de toneladas). Os frigoríficos estão retomando o abate após paralisações devido à pandemia do novo coronavírus, dizem analistas de mercado. O aumento da projeção “reflete em grande parte uma recuperação mais rápida do que a prevista no ritmo de abate”, disse o USDA, em seu relatório de junho. A projeção de produção de carne suína também aumentou para 27,766 bilhões de libras-peso (12,59 milhões de toneladas), contra 27,436 bilhões de libras-peso (12,44 milhões de toneladas) previstos no mês passado.
Dow Jones Newswires
China deve importar mais de 9 milhões de toneladas de carne em 2020, aponta FAO
Nas previsões do Food Outlook 2020 da FAO, no decorrer do corrente exercício a China deve importar volume de carnes quase um quarto superior ao importado no ano passado, incremento que corresponde a cerca de 9,325 milhões de toneladas a serem adquiridas externamente
É, também, volume quase 75% superior ao importado em 2017, quando o país ainda não havia sido afetado pela Peste Suína Africana. Do total previsto pela FAO, quase 45% estão representados pela carne suína – mais de 4 milhões de toneladas a serem importadas, 1,2 milhão de toneladas a mais (42%) que em 2019. Na sequência vem a carne bovina com um terço do total a importar, índice que representa aquisições externas pouco superiores a 3,1 milhões de toneladas, 14% a mais que no ano passado. As carnes avícolas (ou, essencialmente, de frango) vêm em terceiro lugar – inclusive porque a produção chinesa deve aumentar mais de 12%, garantindo um suprimento interno maior que o de 2019. Mesmo assim, o adicional previsto, de 238 mil toneladas, elevará as importações de 2020 para 1,653 milhão de toneladas, aumento de quase 17% sobre o que foi importado no ano passado.
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