
Ano 6 | nº 1185| 02 de março de 2020
NOTÍCIAS
Arroba do boi gordo subiu até R$ 27 no fim do mês; veja a tendência para março
De acordo com analista, a normalização da demanda doméstica de carne bovina favoreceu a recuperação dos preços da matéria-prima
A arroba do boi gordo fechou a última semana de fevereiro com preços mais altos no mercado físico, de acordo com a consultoria Safras. “A normalização da demanda doméstica de carne bovina favoreceu a recuperação dos preços da matéria-prima”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Na praça de Cuiabá (MT), o preço subiu R$ 27. Além disso, as chuvas acima da média no Centro-Norte do país ofereceram boa qualidade as pastagens, aumentando a capacidade de retenção dos pecuaristas. “O menor volume de embarques durante o primeiro bimestre foi o ponto de inflexão, avaliando a menor presença da China no mercado em meio aos bloqueios causados pelo coronavírus”, aponta Iglesias. Confira como estava a arroba do boi gordo em 20 de fevereiro e em 28 de fevereiro:
São Paulo: passou de R$ 190 para R$ 203
Goiânia (GO): passou de R$ 180 para R$ 193
Uberaba (MG): passou de R$ 182 para R$ 194
Dourados (MS): passou de R$ 173 para R$ 193
Cuiabá (MT): passou de R$ 157 para R$ 184
AGÊNCIA SAFRAS
Exportação de carne in natura sobe 2% em fevereiro
Demanda internacional aquecida
As exportações de carne bovina in natura do Brasil renderam US$ 398,60 milhões em fevereiro, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior. O país exportou 88,3 mil toneladas e o preço da tonelada ficou em US$ 4.514,30. Na comparação com janeiro de 2020, houve alta de 1,5% no valor exportado, ganho de 10,7% na quantidade e queda de 8,3% no preço. Em relação a fevereiro de 2019, houve ganho de 22,7% no valor, alta de 2% na quantidade e ganho de 20,3% no preço médio.
AGÊNCIA SAFRAS
No varejo, preços da carne bovina caíram na semana do Carnaval
Nos últimos dias, as vendas de carne até que foram positivas, mas o fluxo de saídas poderia ter sido maior caso o feriado prolongado na semana passada não fosse em um período no qual a população tem menor poder aquisitivo (final do mês)
Desta forma, para impulsionar a saída dos produtos, os supermercados e açougues fizeram promoções e ajustaram os preços da carne para baixo. Na comparação semanal, os cortes desvalorizam em todos os estados pesquisados e na média de todos eles, a retração foi de 1,1%. Separando por região, os preços da carne em São Paulo caíram 2,7%. No Paraná e no Rio de Janeiro, a queda foi de 0,5%. Em Minas Gerais o recuo foi de 0,7%. Para esta semana, o início do novo mês pode reverter este cenário.
SCOT CONSULTORIA
Fevereiro encerrou com mercado do boi gordo estável
Na última sexta-feira (28/2), em São Paulo as cotações ficaram estáveis na comparação feita dia a dia. O cenário foi de mercado lento, o que já era esperado devido ao feriado prolongado em virtude do Carnaval
Vale destacar que estamos dando início ao novo mês, época em que melhora o consumo de carne, o que deve aumentar a procura das indústrias. Nas demais regiões produtoras o cenário foi de calmaria na sexta-feira. Destaque para o Norte do Tocantins, onde a dificuldade em adquirir boiadas tem dado força às cotações.
SCOT CONSULTORIA
Preços de carnes do Cepea fecham fevereiro em alta
Os preços de carnes medidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) fecharam fevereiro em alta, na comparação com janeiro, segundo dados divulgados na sexta-feira (28)
O preço da carcaça suína especial no atacado da Grande São Paulo subiu 8,15% no mês, fechando em R$ 8,36/kg. O Cepea disse em nota que os preços da carcaça comum suína e da maioria dos cortes registraram quedas no correr da última semana, enquanto a menor oferta de animais em peso ideal para abate seguiu sustentando os valores do suíno vivo na maioria das regiões. O frango congelado teve alta de 3,35% em fevereiro, fechando em R$ 4,94/kg, e o frango resfriado subiu 9,84%, para R$ 4,91/kg. Já o preço do frango vivo começou um movimento de recuperação em meados de fevereiro após ter recuado por três meses seguidos. “As recentes valorizações do animal vivo estão atreladas justamente aos elevados preços do milho e do farelo de soja, que fizeram com que produtores reajustassem para cima os valores do animal para abate”, disse o Cepea em nota. A carcaça casada de carne bovina registrou média de R$ 13,77/kg (à vista) na parcial de fevereiro até o dia 27, 2,76% superior a janeiro e 24% acima do valor registrado em fevereiro do ano passado. A diferença entre os preços da arroba bovina e da carne foi ampliada para R$ 9,77 por arroba, com vantagem para a carcaça casada negociada no atacado, segundo o Cepea.
CARNETEC
China deve normalizar importação de carne só no 3º tri
A normalização das importações chinesas de carne bovina só deve ocorrer no terceiro trimestre, avalia relatório recém-concluído pelo banco holandês Rabobank. De acordo com o banco, a carne bovina é a proteína mais afetada pela epidemia do novo coronavírus porque é mais consumida fora do lar (food service)
“Restaurantes provavelmente permanecerão fechados em algumas regiões até março, enquanto em outras regiões as pessoas podem evitar comer fora”, apontou. Até o momento, não é possível saber se o novo coronavírus será controlado no primeiro trimestre, ressaltou o Rabobank. Tendo isso em vista, é possível que os setores de food service e turismo ainda sofram com os impactos da doença ao longo de abril e maio. “Esse menor volume de vendas significa que a demanda por carne bovina será menor do que os anos normais no primeiro semestre” , projetou o banco holandês. Além disso, muitos importadores chineses lidam com problemas de fluxo de caixa, na medida em que cargas ficaram paradas nos portos. Os estoques formados em dezembro para abastecer a demanda das festas do Ano Novo Chinês, em janeiro, não foram consumidos devido ao coronavírus. Alguns importadores também tiveram perdas financeiras no fim do ano passado, quando o preço da carne caiu na China, espremendo as margens de importadores que pagaram muito caro para trazer a carne de países como o Brasil. Nesse contexto, o Rabobank projeta que a normalização das importações de carne bovina pela China ocorrerá, na melhor das hipóteses, no segundo trimestre. Mas a maior probabilidade é que isso só ocorra no terceiro trimestre, segundo o banco. A partir do segundo semestre, porém, a retomada das importações de carne bovina pela China deve ser rápida e, no acumulado de 2020, os resultados tendem a ser positivos, projeta o Rabobank. A China é a maior importadora de carne do mundo, e a maior cliente dos exportadores do Brasil.
VALOR ECONÔMICO
Virada do mês deve dar ânimo aos compradores no mercado de reposição
Devido ao feriado de Carnaval, o volume de negócios concretizados no mercado de reposição foi mínimo na última semana, mas os preços seguem firmes
Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todos os estados monitorados, entre machos e fêmeas anelorados, a alta foi de 1,0% em relação à semana anterior. As altas foram puxadas pelas fêmeas, considerando a média de todas as categorias, a valorização foi de 1,3%, frente a 0,8% da média das categorias dos machos anelorados. Em anos de retenção de fêmeas, como devemos ter em 2020, há um maior investimento dos pecuaristas na cria, para a produção de bezerros, o que vai ao encontro da maior valorização para essas categorias. Vale destacar que estamos no início de um novo mês, quando sazonalmente aumenta a demanda por carne bovina, mantendo as cotações do boi gordo sustentadas no curto prazo, podendo dar ânimo para recriadores e invernistas a se lançarem às compras com mais intensidade. As chuvas em maior volume nos últimos dias também têm melhorado a qualidade do pasto e aumentando a capacidade de suporte. Esse tem sido um ponto de sustentação de preços no mercado de reposição, além da oferta restrita de animais, que já vínhamos observando. Para os curto e médio prazos, o mercado deve retomar a normalidade gradativamente, conforme vendedores e compradores retornem aos negócios com maior afinco.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Com forte volume, dólar bate novo recorde de alta
O dólar bateu novo recorde histórico nominal de fechamento na sexta-feira e chegou a superar 4,51 reais na máxima, mas terminou o dia mais perto das mínimas, acompanhando a melhora de sinal em Nova York e no Ibovespa
As bolsas de valores globais sofreram um tombo nesta semana, com temores de que a disseminação do coronavírus provoque uma recessão global. Mesmo com o alívio de fim de dia com o Fed, o mercado de câmbio doméstico termina fevereiro marcado por recordes sequenciais. O dólar teve a maior alta para o mês desde 2015 e, nesta sexta, engatou a oitava sessão consecutiva de ganhos —mais longa sequência desde as nove altas seguidas de dezembro de 2005. Com tudo isso, a volatilidade disparou à máxima desde novembro do ano passado. E, das 20 sessões de fevereiro, o dólar bateu recorde em 17. Além da percepção maior de risco no mundo por causa da epidemia de coronavírus, do lado doméstico piora nas expectativas para a economia, maiores chances de novos cortes de juros, entendimento de que o governo e o Banco Central desejam um dólar mais apreciado e ruídos políticos colaboraram para uma nova e expressiva alta do dólar. Na semana que vem, o IBGE divulga os dados do PIB do quarto trimestre de 2019, e a expectativa é que tenha crescido apenas 0,5%, prolongando o que já é sua mais fraca recuperação de recessão jamais registrada, segundo uma pesquisa da Reuters com economistas. O dólar à vista fechou a sexta-feira com valorização de 0,13%, a 4,4811 reais na venda, nova máxima histórica nominal para um encerramento. Durante os negócios, a divisa foi a 4,5150 reais, novo pico intradiário. Na semana, a cotação saltou 2,00%, depois de ter subido 2,14% na semana anterior. Em fevereiro, o dólar avançou 4,56%, maior alta para o mês desde 2015 (+6,19%). Em janeiro de 2020, a moeda já havia disparado 6,80%. No acumulado de 2020, o dólar tem alta de 11,67%. Dentre 33 rivais, apenas contra o rand sul-africano o dólar sobe mais no período (+12,00%). A volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses disparou a 11,58%, de uma mínima de 9,3% apenas quatro dias atrás.
REUTERS
Ibovespa sobe com apoio de bancos, mas recua mais de 8% na semana
O principal índice da B3 fechou a sexta-feira no azul, apoiado nas ações de bancos, ainda assim com forte perda semanal, diante da forte aversão a risco que tomou conta dos mercados
O Ibovespa subiu 1,15%, a 104.171,57 pontos, após ter chegado a perder o patamar dos 100 mil pontos pela primeira vez desde outubro de 2019. O volume financeiro da sessão foi de 40 bilhões de reais. Na semana mais curta em razão do Carnaval no Brasil, o Ibovespa caiu 8,36%. Em fevereiro, o declínio foi de 8,4%, resultando em perda de 9,9% em 2020. Só na quarta-feira de Cinzas, quando a bolsa reabriu após fim de semana prolongado pelo Carnaval, o Ibovespa desabou 7%, sessão na qual as saídas de estrangeiros no mercado à vista superaram as entradas em mais de 3 bilhões de reais. “O impacto econômico do surto de Covid-19 parece mais grave do que o inicialmente esperado”, disseram em relatório estrategistas do Goldman Sachs na Ásia. À tarde, contudo, o chairman do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, trouxe algum alento ao afirmar que a autoridade monetária está monitorando de perto os avanços do surto e que “usaria suas ferramentas e atuaria conforme apropriado para apoiar a economia”. Os principais índices de Wall Street reduziram perdas, com o Dow Jones fechando em baixa de 1,39%. O S&P 500 perdeu 0,82% e o Nasdaq fechou estável. No acumulado da semana a queda dos três foi maior que o do Ibovespa. No Brasil, onde até o momento apenas 1 caso foi confirmado, economistas do Bradesco liderados por Fernando Honorato avaliam que os efeitos, por ora, devem ser pontuais e acontecer através da desaceleração do crescimento mundial.
REUTERS
Brasil inicia ano com desemprego de 11,2% e quase 12 milhões de desempregados
A taxa de desemprego do Brasil iniciou 2020 em 11,2% e o país tinha 11,9 milhões de desempregados no trimestre encerrado em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. A taxa teve alta de 0,2 ponto percentual
A taxa teve alta de 0,2 ponto percentual nos três meses até janeiro, na comparação com o índice de 11% até dezembro, de acordo com os dados da Pnad Contínua. A alta levou a taxa ao mesmo patamar visto nos três meses até novembro, com o mercado mostrando aumento no número de pessoas desocupadas e queda entre as ocupadas na comparação com o final do ano passado. “O mercado de trabalho abriu 2020 numa condição melhor do que em anos anteriores”, afirmou a analista da pesquisa no IBGE, Adriana Beringuy. Entre novembro e janeiro, o Brasil tinha 94,151 milhões de pessoas ocupadas, contra 94,552 milhões no trimestre até dezembro e 92,291 milhões no ano anterior. O total de desempregados foi a 11,913 milhões, de 11,632 entre outubro e dezembro e 12,625 milhões no mesmo período de 2019. O ano de 2019 foi profundamente marcado pela informalidade, que ajudou a baixar a taxa de desemprego, mas o ano iniciou com aumento na carteira assinada. Nos três meses até janeiro, os trabalhadores com carteira assinada atingiram 33,711 milhões no período, de 33,668 entre outubro e dezembro. Por sua vez, os empregados sem carteira no setor privado somavam 11,673 milhões, de 11,855 milhões nos três meses imediatamente anteriores.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Após três meses seguidos de recuo, poder de compra do avicultor volta a subir
Cotações dos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, também registraram alta no mesmo período em SP
Depois de terem recuado por três meses seguidos, os preços do frango vivo iniciaram um movimento de recuperação no meio de fevereiro que tem se sustentado nesta semana. De acordo com o Cepea, as cotações dos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, por sua vez, também registram elevação neste mesmo período em São Paulo, mas de forma menos intensa. Esse cenário elevou o poder de compra de avicultores paulistas ao longo deste mês. Conforme o centro de estudos, as recentes valorizações do animal vivo estão atreladas justamente aos elevados preços do milho e do farelo de soja, que fizeram com que produtores reajustassem para cima os valores do animal para abate. Em relação ao milho, a demanda segue ativa, enquanto que os vendedores do cereal estão retraídos. Além disso, as chuvas têm dificultado a colheita da safra de verão em algumas regiões. Para o farelo de soja, o alto patamar do dólar eleva a paridade de exportação e sustenta os preços do derivado no mercado doméstico.
CEPEA/ESALQ
OIE: 371 novos casos de peste suína foram notificados entre 14 e 27 de fevereiro
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) informou que 371 novos casos de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) foram notificados no mundo entre os dias 14 e 27 de fevereiro. No período, o número total de casos em andamento caiu para 8.837, sendo 4.126 somente no Vietnã e 3.303 na Romênia.
Dos novos, 328 foram notificados pela Europa. Os dados foram publicados em levantamento quinzenal divulgado nesta sexta-feira, 28. De acordo com a OIE, ocorrências novas ou em andamento foram registradas em 22 países. Na Europa, Bulgária, Grécia, Hungria, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia, Eslováquia e Ucrânia informaram sobre a incidência da doença. Na Ásia, China, Indonésia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Laos, Mianmar, Filipinas, Rússia, Timor Leste e Vietnã. A Rússia é citada na Ásia e/ou na Europa, dependendo do local do foco. Já na África, casos foram detectados na Costa do Marfim e na África do Sul. No período de cobertura do levantamento, foram notificadas perdas de 814 animais. A maior parte desse número foi observada na Europa, com 808 animais. Na Ásia, foram registradas 6 perdas.
Estadão Conteúdo
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