
Ano 6 | nº 1186| 03 de março de 2020
NOTÍCIAS
Preços do boi sobem com escalas apertadas e boas condições do pasto
Frigoríficos de menor porte atuaram com maior agressividade na compra de gado neste início de semana
O mercado físico do boi gordo teve preços mais altos na segunda-feira. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, avalia que os frigoríficos de menor porte se deparam com escalas de abate bem apertadas e, nesse sentido, atuaram com maior agressividade na compra de gado neste início de semana. “A perspectiva de aquecimento da demanda ao longo da primeira quinzena do mês justifica a elevação nos preços. Já os pecuaristas seguem aproveitando as ótimas condições das pastagens para reter os animais pelo maior tempo possível no campo”, assinalou. Em São Paulo, capital, os preços do mercado à vista seguiram em R$ 203 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços passaram de R$ 194 a arroba para R$ 196 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços subiram um real, para R$ 194 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado ficou em R$ 195 a arroba, ante R$ 193 a arroba na sexta-feira. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço passou de R$ 184 a arroba para R$ 185 a arroba. Já no mercado atacadista, os preços continuaram estáveis. “A tendência de curto é de alta nos preços, mesmo que comedida, avaliando a reposição mais rápida entre atacado e varejo, típica se tratando de uma primeira quinzena de mês, quando a entrada da massa salarial na economia aquece o consumo”, disse Iglesias. Assim, o corte traseiro seguiu em R$ 14,25 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 11,40 por quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 12 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: poucos negócios no início desta semana
O mercado esteve calmo e com parte das indústrias fora das compras na última segunda-feira (2/3)
Na pesquisa realizada pela Scot Consultoria, a cotação do boi gordo subiu em nove, caiu em cinco e ficou estável nas praças restantes. Com a retomada de rotina pós-carnaval, as ofertas de compra estão sendo apregoadas em maior número, mas o preço do boi gordo ficou estável nas praças pecuárias paulistas, aonde o boi ficou cotado em R$203,00/@ à vista, bruto. A cotação com o desconto do Senar é de R$202,50/@ e, livre de Funrural e Senar, é de R$200,00/@ à vista.
SCOT CONSULTORIA
Ressaca de Carnaval diminui movimentação no mercado atacadista de carne bovina
Com menos propensão para negociar na volta do Carnaval, vendedores e compradores do setor de carne bovina estiveram mais acanhados na última semana
Este quadro resultou em lentidão nas comercializações e, consequentemente, estabilidade nos preços. Na média dos 22 cortes pesquisados pela Scot Consultoria, não houve alteração nas cotações na comparação semanal. Mas, segregando por categorias, os preços dos cortes de traseiro recuaram 0,2% e os do dianteiro subiram 0,7%. Esse comportamento ilustra uma preferência e, portanto, um melhor escoamento de peças com menor valor agregado. Comportamento típico de final de mês.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar fecha perto de R$4,49 e bate 8º recorde consecutivo
O dólar começou março cravando a oitava máxima recorde nominal consecutiva ante a moeda brasileira, aproximando-se de 4,49 reais, depois de uma tentativa mais cedo de ajuste de baixa frustrada
O real teve um desempenho mais fraco que a vasta maioria de seus pares emergentes, que se valorizavam em dia de alguma trégua nos mercados globais conforme investidores se apegavam a sinalizações de estímulos por parte de bancos centrais. A performance aquém da moeda brasileira segue ditada por menor atratividade do lado dos juros e incertezas sobre o crescimento econômico. As projeções de juros na B3 tiveram forte queda nesta segunda, com as taxas de curto prazo chegando a cair 13 pontos-base, indicando maiores apostas de cortes da Selic, num contexto de economia ainda debilitada. A falta de ímpeto da economia também turva o cenário para os fluxos. A pesquisa Focus do Banco Central mostrou nesta segunda queda na projeção de crescimento do PIB neste ano, dois dias antes de o IBGE divulgar os números oficiais do quarto trimestre de 2019. Ao longo do dia, o dólar oscilou entre alta de 0,59% (a 4,5076 reais) e queda de 0,21%, a 4,4715 reais. Mesmo em alta, a moeda terminou mais próxima da mínima do que da máxima intradiária. O dólar à vista fechou esta segunda em alta de 0,13%, a 4,4868 reais na venda, nova máxima histórica nominal para um encerramento. Foi o nono pregão consecutivo de valorização do dólar, igualando a sequência vista em dezembro de 2005. Na B3, o dólar futuro rondava estabilidade, a 4,4885 reais.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com apostas de ações de BCs
O principal índice da B3 voltou a subir na segunda-feira, acompanhando a recuperação de ativos de risco no exterior, em meio a apostas de que bancos centrais tomarão medidas para amenizar o efeito do coronavírus na economia
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,36%, a 106.625,41 pontos, tendo alcançado 107.220,02 pontos na máxima da sessão. O volume financeiro totalizou 32,5 bilhões de reais. A alta vem após o Ibovespa fechar fevereiro com queda de mais de 8%, com forte declínio na última semana do mês em razão da apreensão com a rápida disseminação do COVID-19 para vários países além da China, incluindo Estados Unidos. De acordo com o Presidente da BGC Liquidez, Ermínio Lucci, a melhora nos mercados refletiu expectativas de que os bancos centrais do G7 vão, em algum momento, anunciar medidas de suporte às economias desenvolvidas, principalmente as autoridades monetárias dos Estados Unidos e União Europeia. Após sinalizações do Federal Reserve na sexta-feira de que “usaria suas ferramentas e atuaria conforme apropriado para apoiar a economia”, o banco central do Japão prometeu nesta segunda-feira que tomará as medidas necessárias, assim como o Banco da Inglaterra. Ministros das Finanças dos países do G7 devem realizar uma teleconferência na terça-feira para debater medidas para lidar com o impacto econômico, disseram três fontes à Reuters, enquanto a OCDE alertou que o surto está encaminhando a economia mundial para sua maior retração desde a crise financeira global.
REUTERS
Aversão a risco persiste e estrangeiro retira R$ 2,7 bilhões da B3 no dia 27
Com destaque para a maior aversão ao risco no exterior, os investidores estrangeiros retiraram R$ 2,706 bilhões da B3 no pregão da última quinta-feira, 27. Naquele dia, o Ibovespa fechou em baixa de 2,59%, aos 102.983,54 pontos, com giro financeiro totalizando R$ 39,5 bilhões
Diante da rápida expansão do surto de coronavírus fora da China, em apenas dois dias os investidores estrangeiros retiraram R$ 6,7 bilhões da bolsa brasileira. Em fevereiro, o saldo acumulado de recursos estrangeiros na Bolsa, até o dia 27, estava negativo em R$ 18,457 bilhões, resultado de compras de R$ 206,898 bilhões e vendas de R$ 225,356 bilhões. Em 2020, os estrangeiros já retiraram R$ 37,615 bilhões do mercado acionário brasileiro.
ESTADÃO CONTEÚDO
Mercado passa a ver dólar a R$4,20 este ano e Selic a 5,75% em 2021. PIB CAI a 2,17%
Os economistas voltaram a elevar a expectativa para o dólar neste ano, ao mesmo tempo em que passaram a ver menos aperto monetário em 2021, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira
Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2020 caiu 0,03 ponto percentual, para 2,17%. O levantamento semanal apontou que a expectativa para o dólar no final de 2020 passou a 4,20 reais, de 4,15 reais anteriormente, na segunda alta seguida. Para 2021 a moeda norte-americana continua sendo estimada em 4,15 reais. Na sexta-feira, o dólar bateu novo recorde histórico nominal de fechamento e chegou a superar 4,51 reais na máxima. Em relação à política monetária, os especialistas consultados continuam vendo a taxa básica Selic em 4,25% este ano, mas agora veem menos aperto até o fim do próximo ano, calculando os juros em 5,75% em 2021 contra 6,0% antes. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, ainda calcula a Selic respectivamente a 4,25% e 5,75%.
REUTERS
OCDE prevê PIB de 1,7% para o Brasil e reduz previsão de crescimento global em 2020 devido ao coronavírus.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu nesta segunda-feira (2/3) sua previsão para o crescimento global em 2020 de 2,9% para 2,4%, de olho nos impactos econômicos do coronavírus
Este é o nível mais baixo desde 2009. Para a entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial pode ser até mesmo negativo no primeiro trimestre deste ano e cair para 1,5% em 2020, caso a epidemia se agrave. “Os governos precisam agir com rapidez e força para superar o coronavírus e seu impacto econômico”, defende a OCDE. Para 2021, porém, a projeção de crescimento global foi elevada de 3% para 3,3%.”As contrações na produção na China (epicentro da epidemia) estão sendo sentidas em todo o mundo, refletindo o papel fundamental e crescente do país asiático nos mercados globais de cadeias de suprimentos, viagens e commodities”, argumenta a instituição, que também cortou sua previsão de crescimento da China em 2020 de 5,7% para 4,9%. Para os Estados Unidos, a OCDE vê um impacto mais limitado, ainda que tenha reduzido suas projeções de crescimento do PIB de 2% para 1,9%¨em 2020. A OCDE destacou ainda que a economia global se tornou mais conectada com a China em relação a 2003, quando o surto de SARS também impactou os mercados. Entre as medidas para a contenção dos impactos econômicos do coronavírus, a OCDE destaca a necessidade de se apoiar as economias de baixa renda e aumentar os estímulos fiscais, além de relaxamentos monetários em países com espaço para tal. Entre eles, a entidade destaca o Brasil. A OCDE falou também que o Brasil tem espaço para relaxar ainda mais sua política monetária, como forma de conter os impactos econômicos do surto de coronavírus. A entidade manteve sua projeção de crescimento do PIB brasileiro em 1,7% em 2020.
ESTADÃO CONTEÚDO
FRANGOS & SUÍNOS
Alerta: Peste suína está a poucos metros da Alemanha
Grécia também registra dificuldade para controlar a peste suína africana
Na China, o número de novos casos de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) vem diminuindo. Porém, a doença avança em outras partes da Ásia, além do registro de casos relatados na Europa, especificamente na Polônia e na Grécia, informa o Rabobank. A ilha de Mindanao, nas Filipinas, é o caso mais preocupante de contaminação pela ASF. O banco holandês prevê uma queda de 10% na produção de suínos das Filipinas em 2020. Na Europa, um novo surto no oeste da Polônia acendeu um sinal de alerta em relação ao perigo de contaminação do vírus em rebanhos de porcos da Alemanha. De acordo com o Rabobank, na Polônia, javalis infectados com ASF foram descobertos a 12 km da fronteira alemã em janeiro, e novos casos continuam a ser relatados. Diante disso, a Polônia começou a construir cercas elétricas na região de fronteira para restringir o movimento dos porcos, reduzindo, assim, o risco de propagação da doença na Alemanha. A Grécia também registra dificuldade para controlar a peste suína africana. Segundo o Rabobank, a ASF entrou em território grego e se espalhou em uma pequena fazenda situada a 50 km da fronteira com a Bulgária.
PORTAL DBO
Produção chinesa de carne suína deve ter queda de 20% em 2020
Segundo o Rabobank, novo coronavírus atrasará o reabastecimento do mercado chinês de carne suína
A produção de carne suína na China sofrerá redução de 15% a 20% em 2020, prevê o banco holandês Rabobank. A queda é atribuída às perdas no rebanho de porcos ocasionadas pelo surto da peste suína africana (ASF), além dos problemas estruturais relacionados ao novo coronavírus. Segundo o banco, a ASF continua a se espalhar na China, embora num ritmo mais lento. Alguns fatores contribuíram para o maior controle a doença, como melhoria da biossegurança, menor densidade populacional de suínos, e maior acúmulo de conhecimento/experiência sobre o vírus desde o ano passado. Ainda de acordo com o Rabobank, o novo coronavírus atrasará o reabastecimento do mercado chinês de carne suína. “Esperamos que o rebanho de porcos diminua ainda mais ao longo do primeiro semestre de 2020, mas provavelmente mostrará uma forte recuperação na segunda metade do ano”, prevê.
PORTAL DBO
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