
Ano 6 | nº 1184| 28 de fevereiro de 2020
NOTÍCIAS
Mercado calmo na volta do Carnaval
A capacidade de suporte das pastagens está boa e permite aos pecuaristas manterem as boiadas engordando, dessa forma, se o preço não reage conforme o esperado, o acréscimo de peso compensa. Esse fator mantém a oferta de boiadas limitada, em conta gotas
Entretanto, mesmo com a oferta limitada, o escoamento de carne bovina devagar deixou as cotações da arroba do boi gordo estáveis em boa parte das regiões pecuárias pesquisadas na última quinta-feira (27/2). Como era esperado, nessa semana, o volume de negócios está pequeno, devido ao Carnaval e ao baixo interesse dos vendedores em negociar nesse período.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: mercado tem negócios estáveis e preço atinge R$ 203 em SP
No mercado atacadista, o dia foi de preços baixos. Apesar da queda, a tendência é de alta com a entrada dos salários no decorrer da 1ª quinzena de março
O mercado físico do boi gordo teve preços estáveis nesta quinta-feira. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, destaca que o fluxo de negócios seguiu bastante fraco. “Os frigoríficos não conseguem exercer forte pressão de queda neste momento, avaliando a expectativa em relação à primeira quinzena do mês. Os pecuaristas ainda encontram condições satisfatórias para retenção neste momento, avaliando o pasto de boa qualidade em todo o do país, consequência do ótimo volume de chuvas registradas no primeiro bimestre”, assinalou. Em São Paulo, os preços do mercado à vista seguiram em R$ 203 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 194 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços seguiram em R$ 193. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado ficou em R$ 193 a arroba. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço permaneceu R$ 184 a arroba. No mercado atacadista, o dia foi de preços mais baixos. Apesar da queda, a tendência é de alta com a entrada dos salários na economia no decorrer da segunda primeira quinzena de março, motivando a reposição entre atacado e varejo. “As exportações ainda são uma incógnita, frigoríficos brasileiros se manifestaram e apontaram para entregas normais nas últimas remessas enviadas a China, provocando alívio”, disse Iglesias. Assim, o corte traseiro caiu de R$ 14,60 o quilo para R$ 14,25 o quilo. A ponta de agulha diminuiu para R$ 11,40 por quilo. Já o corte dianteiro caiu de R$ 12,50 por quilo para R$ 12,00 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Frigoríficos enfrentam demanda reduzida da China em meio ao coronavírus
As importações de carne bovina pela China vão recuar no primeiro semestre de 2020 devido à epidemia de coronavírus, que está afetando a circulação de pessoas e o comércio em todo o mundo, disse o Rabobank em relatório divulgado na quinta-feira
A situação pode reprimir a bonança verificada nas exportações de carnes do Brasil recentemente, uma vez que frigoríficos locais estiveram entre os principais beneficiados pela demanda adicional da China por importações de alimentos, depois de a peste suína africana atingir a oferta de carne do país asiático desde meados de 2018. O banco afirmou que amplos estoques chineses de carne bovina congelada, armazenados em mercados locais em meio aos preparativos para o feriado do Ano Novo Lunar, não foram consumidos em janeiro por causa do coronavírus, que levou ao fechamento de restaurantes no país. Alguns deles, segundo o Rabobank, podem permanecer fechados até março, já que muitas pessoas continuam evitando refeições fora de casa. “Restaurantes de serviço rápido podem ser os menos impactados, enquanto restaurantes ‘hotpot’ e de serviços completos sofrerão uma queda acentuada nas vendas no primeiro semestre”, disse o relatório. Citando incertezas sobre se o coronavírus pode ser contido ainda no primeiro trimestre, o Rabobank mencionou a possibilidade da indústria de restaurantes e turismo continuarem estagnadas até abril ou maio. Os menores volumes de vendas significam que a demanda por carne bovina será mais fraca do que em anos normais no primeiro semestre”, apontou o banco. As exportações de carne bovina do Brasil atingiram uma receita recorde de 7,5 bilhões de dólares em 2019, guiadas pela forte demanda chinesa, que representou 26,6% do volume exportado por frigoríficos locais, de acordo com dados compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Se contabilizadas as vendas para Hong Kong, o volume salta para 45%. Minerva, JBS e Marfrig estão entre alguns dos principais exportadores de carne bovina do Brasil. Ainda assim, depois de um 2019 marcado por recordes de exportações e preços, a indústria brasileira de carne bovina “está experimentando um momento de rebalanceamento de oferta e demanda”, afirmou o Rabobank.
REUTERS
Secretaria de Defesa Agropecuária publica prazos para aprovação de processos
A medida atende à regulamentação da Lei 13.874, a Lei de Liberdade Econômica
Foi publicada no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (27), a Portaria nº 43 que estabelece os prazos para fins de aprovação de licença, autorização e registro (atos públicos de liberação) de responsabilidade da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A medida atende ao disposto no Decreto 10.178, de dezembro de 2019, que regulamenta a Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874). Os prazos foram estabelecidos para dar mais celeridade aos atos da Secretaria. Foram baseados no risco identificado em sete áreas temáticas – podendo ser de baixo, médio e alto. A definição do risco está relacionada à complexidade da atividade desenvolvida, levando-se em consideração a inocuidade, fidedignidade, eficiência e qualidade dos produtos obtidos e destinados à comercialização; e impacto na saúde da população, na sanidade animal e no ambiente, sendo assim necessária análise técnica complexa. A Secretaria destaca que está mantido o controle rígido dos estabelecimentos e produtos agropecuários, com as garantias necessárias ao consumidor, e que não há risco de aprovação de atos sem análise técnica ou que não atendam à legislação vigente. Os prazos indicados na portaria podem ser revisados a qualquer momento, uma vez que a Secretaria de Defesa Agropecuária mantém uma revisão constante dos processos internos. A portaria entra em vigor no dia 1º de abril de 2020.
MAPA
ECONOMIA
Dólar atinge novo recorde nominal e fecha em R$ 4,47
Mais cedo, a moeda americana bateu R$ 4,5016, novo recorde intradiário
Embora a OMS resista em classificar a situação como pandemia, a sucessão de casos, que já atingem cinco dos seis continentes do planeta, manteve os ativos de risco sob estresse. No Brasil, esse cenário levou a moeda americana superar os R$ 4,50 ainda pela manhã, para depois se acomodar e encerrar em alta de 0,80%, aos R$ 4,4764, novo recorde nominal. O avanço ocorreu novamente apesar do leilão de swap do Banco Central, que injetou o equivalente a US$ 1 bilhão no mercado de derivativos. “O leilão do BC é mais para dar uma segurada no movimento de alta do câmbio que reverter ele”, diz Victor Beyruti, economista da Guide. “Até a gente ver algum alívio à frente, o câmbio e a bolsa brasileira vão continuar pressionados”, acrescenta. Mesmo não tendo mudado o sentido da negociação, a atuação do BC limitou as perdas do real, que se manteve fora do ranking de divisas com pior desempenho da semana. Embora a cotação do dólar tenha atingido um novo patamar simbólico importante, o desempenho “mediano” frente a divisas comparáveis leva alguns participantes de mercado a questionarem a necessidade de possíveis novas intervenções do BC. Ainda que em segundo plano, a piora das relações entre Executivo e Congresso após o Presidente Jair Bolsonaro compartilhar vídeos chamando para atos contra o Parlamento, também contribui para a postura defensiva dos investidores. “Sem dúvida atrapalha. Adiciona um pouco de liquidez e pode ser até um motivo a mais para atuação do BC”, diz Rostagno, do Mizuho. A turbulência dos mercados financeiros e a possibilidade de estragos sobre a economia real nos próximos meses tirou o risco-país das mínimas em doze anos, onde operava desde o início de fevereiro. Apenas hoje, o spread dos contratos de Credit Default Swap (CDS) de 5 anos do Brasil saltou de 111 para 131 pontos, um avanço de 17,1%, segundo dados compilados pela Markit, o maior nível desde 16 de outubro. A alta do risco-país do Brasil, no entanto, também caminhou junto com a de países comparáveis, como o do México (19,5%) e Colômbia (19,3%). Rússia (11,9%), África do Sul (8,87%) e registraram variações menores. Embora o câmbio local tenha iniciado, ontem, a correção represada do feriado de Carnaval, o posicionamento dos investidores estrangeiros e dos locais não se alterou significativamente, segundo dados da B3.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa tem novo tombo afetado por corona vírus e NY
Bolsa fechou na mínima do dia, com queda de 2,59%. A aversão ao risco provocada pela disseminação do coronavírus (Covid19) segue pressionando os mercados acionários no Brasil e pelo mundo. Após recuar 7,00% ontem, o Ibovespa chegou a ensaiar uma recuperação auxiliado pelos bancos, mas virou para o negativo junto com as bolsas em Nova York
Na máxima atingiu 106.656 pontos (0,89%), mas fechou na mínima de 102.984 pontos, uma queda de 2,59%, após ajustes. Em Nova York, tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 caíram 4,42%. O Nasdaq, por sua vez, recuou 4,61%. Por aqui, os casos suspeitos de coronavírus subiram de 20 para 132, com um confirmado. Nos Estados Unidos, os mercados pesaram após a confirmação de 33 novos casos positivos na Califórnia. Ontem, o Presidente Donald Trump também afirmou que há risco de impacto da doença sobre o Produto Interno Bruto (PIB). Profissionais de mercado contam que no Brasil há uma mudança de estratégia entre os investidores, principalmente os institucionais, mas não no sentido de reduzir a exposição em renda variável e sim de troca de posições, o que influencia no movimento da bolsa. Ou seja, muitos têm saído de papéis mais expostos aos efeitos do coronavírus, caso de commodities e setor aéreo, e entrado em papéis defensivos, como bancos. O volume financeiro do Ibovespa mostra que há movimentação forte, totalizando R$ 29,8 bilhões hoje, bem acima da média diária de 2019, de R$ 12,3 bilhões. Em 2020, a média diária é de R$ 17,7 bilhões. A economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Helena Veronese, reforça que neste momento não há clareza da dimensão do impacto do coronavírus para a economia real. “Não dá para dizer que o cenário mudou. Com certeza terá impacto, mas é muito prematuro dizer que vai mudar a tendência para a bolsa”. Segundo ela, a aversão ao risco está muito maior do que o previsto e não é possível precisar o tempo que irá durar. “O comportamento da bolsa vai depender da evolução da doença”, diz, acrescentando que o crescimento da economia brasileira será afetado pelo coronavírus, principalmente as companhias de commodities.
VALOR ECONÔMICO
Tesouro Direto tem 3º mês seguido de retiradas
Número de investidores ativos chegou a 1,211 milhão, crescimento de 43,3% nos últimos doze meses
Os resgates do Tesouro Direto superaram as emissões pelo terceiro mês seguido em janeiro, informou ontem a Secretaria do Tesouro Nacional. No mês passado, as vendas atingiram R$ 2,046 bilhões e as retiradas, R$ 3,005 bilhões – sendo R$ 2,335 bilhões referentes a recompras e R$ 669,3 milhões a vencimentos. O resgate líquido de R$ 958,3 milhões é verificado em um momento de queda na taxa básica de juros, que desde fevereiro está na mínima. Em todo o ano de 2019, houve saída de recursos de R$ 33,28 milhões. No ano anterior, havia sido registrada aplicação líquida de R$ 1,1 bilhão. No mês passado, informou a secretaria, o título mais demandado pelos investidores foi o indexado à Selic (Tesouro Selic), cuja participação nas vendas atingiu 55,7%. Os papéis indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 29,9% do total e os prefixados, a 14,4%. Do total das vendas, 61,1% foram relativas a títulos com vencimentos de cinco a dez anos; 22% a papéis com prazo de um a cinco anos; e 16,9% a títulos com prazo superior a dez anos. Foram realizadas 415,8 mil operações de venda de títulos no mês passado e o valor médio por operação foi de R$ 4.922. “A utilização do programa por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 86,3% das vendas ocorridas no mês”, avalia o Tesouro Nacional no relatório. O estoque do programa, por sua vez, alcançou R$ 59,3 bilhões em janeiro, o que significa uma redução de 0,59% em relação ao mês anterior (R$ 59,65 bilhões), mas um aumento de 7,97% sobre o mesmo mês do ano anterior (R$ 54,92 bilhões).
VALOR ECONÔMICO
Bancos de Wall St cortam previsão de crescimento para Brasil a menos de 2%
O Bank of America reduziu nesta quinta-feira sua perspectiva de crescimento econômico para o Brasil em 2020 para menos de 2%, enquanto o JP Morgan cortou a projeção ainda mais abaixo dessa linha, que muitos observadores dizem ser altamente sensível para o governo do presidente Jair Bolsonaro
O ministro da Economia, Paulo Guedes, e outras autoridades têm dito repetidamente que as reformas econômicas do governo e as baixas taxas de juros produzirão crescimento confortavelmente acima de 2% neste ano, com Guedes confiante em 2,5%. Mas vários indicadores econômicos têm vindo mais fracos que o esperado recentemente, e a imprensa tem relatado que Bolsonaro está ficando cada vez mais frustrado com Guedes conforme parece cada vez mais provável que o esperado crescimento de 2% deste ano esteja em risco. Citando o impacto na economia chinesa proveniente do surto de coronavírus, os economistas do BofA e do JP Morgan reduziram, pela segunda vez neste ano, as estimativas de crescimento para o Brasil em 2020, com o BofA diminuindo o número de 2,2% para 1,9% e o JP Morgan, de 1,9% para 1,8%. “O surto de coronavírus deve impactar negativamente as exportações. Dado o maior impacto esperado do vírus e os contínuos indicadores de atividade econômica sem sinal uniforme no Brasil, reduzimos nossa previsão em outros 30 (pontos-base)”, afirmaram os economistas do banco, David Beker e Ana Madeira, em relatório publicado na quinta-feira. Os economistas do JP Morgan disseram que o crescimento dos investimentos neste ano agora será menor em 5,0%, enquanto as exportações cairão 0,5% —ante previsão anterior de alta de 0,5%. “Considerando tudo, vemos agora o PIB de 2020 subindo 1,8%, um décimo abaixo da nossa estimativa publicada no início deste mês”, escreveram. Alguns analistas do setor privado, como a empresa de pesquisa britânica Capital Economics, estão mais pessimistas, prevendo um crescimento de 1,5% este ano.
REUTERS
Tesouro calcula dívida bruta em 77,9% do PIB em 2020, com pico de 79,4% em 2023
O Tesouro Nacional projetou que a dívida bruta subirá a 77,9% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, contra 75,8% em 2019, conforme apresentação divulgada na quinta-feira
A trajetória seguirá ascendente em 2021 (78,2% do PIB), 2022 (78,8%) e 2023 (79,4%), passando a cair a partir daí. Os cálculos, segundo o Tesouro, levam em conta a Selic em 4,25% ao longo de 2020, convergindo para 6,5% durante 2022, crescimento de médio prazo de 2,5% e inflação de 3,5%. Segundo o Secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, esses números são conservadores e não consideram, por exemplo, qualquer devolução antecipada de recursos do BNDES à União, algo que o time econômico irá perseguir neste ano. Em coletiva de imprensa, Mansueto afirmou ainda que, apenas considerando o que o banco de fomento ainda deve ao Tesouro, haveria uma redução de 2 pontos na dívida bruta sobre o PIB em caso de pagamento integral antecipado. O Secretário também ponderou que os cálculos do Tesouro não abarcam eventual venda de reservas internacionais pelo Banco Central, já que um movimento nesse sentido é de competência da autoridade monetária. Em 2019, a dívida bruta recuou 0,7 ponto em relação ao PIB, primeira queda desde 2013, fundamentalmente ajudada pela venda de reservas internacionais (-2 pontos do PIB) e antecipação de pagamentos pelo BNDES (-1,4 ponto). “Vamos conseguir estabilizar a dívida bruta e colocar numa trajetória de queda antes da dívida líquida, desafio é colocar as duas numa trajetória de queda”, disse Mansueto. Ele apostou ainda que “não será impossível estabilizar e diminuir a dívida bruta neste governo”.
REUTERS
EMPRESAS
Marfrig confirma que poderá exportar carne bovina in natura do Brasil aos EUA
A Marfrig Global Foods confirmou, por meio de comunicado ao mercado, que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) abriu o mercado para a carne bovina in natura do Brasil, mas não citou o número de plantas da companhia habilitadas para realizar os embarques
Segundo apurou o Valor, a Marfrig teve três plantas habilitadas, mas pretendes conseguir a habilitação de mais cinco unidades. No comunicado, a empresa disse que “já podia exportar carne in natura do Uruguai e da Argentina [aos Estados Unidos]” e que “passa com a abertura do mercado brasileiro ter total integração comercial entre as operações América do Sul e América do Norte”. “A abertura irá contribuir para facilitar a relação comercial e aumentar o portfólio da Operação América do Norte”, concluiu o comunicado assinado por Marco Antonio Spada, Vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores.
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Suíno: virada de mês pode dar folego ao mercado
Nesta semana, que foi marcada pelo final de semana prolongado de Carnaval, os preços no mercado de suínos não tiveram alterações, mesmo porque as antecipações de negócios já haviam sido feitas
Nas granjas de São Paulo, o animal terminado segue negociado, em média, em R$106,00 por arroba. No atacado, a carcaça segue cotada, em média, em R$8,30 por quilo. A movimentação no varejo foi pequena nos últimos dias e isso se refletiu na apatia do mercado nos demais elos da cadeia. Ao que tudo indica, fevereiro deve ser o segundo mês de recuo nas cotações. Até o momento, os preços na granja estão 6,6% menores que a média de janeiro. No atacado, em igual comparação, o recuo foi de 6,3%. Nos próximos dias, período comum de reabastecimento de estoques para início do próximo mês, a procura deve aumentar, dando ritmo às cotações.
SCOT CONSULTORIA
Preços do frango no atacado da Grande São Paulo sobem 4,8% em fevereiro
De acordo com o Cepea, os principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, também registraram valorização
Os preços do frango vivo voltaram a subir em fevereiro após três meses seguidos de queda, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Entre 31 de janeiro e 26 de fevereiro, a alta do animal vivo negociado no atacado da Grande São Paulo é de quase 5%. Conforme o centro de estudos, no mesmo período, os principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, também registraram valorização, ainda que menos intensa. “Esse cenário elevou o poder de compra de avicultores paulistas ao longo deste mês. Na quarta-feira (26), o avicultor de São Paulo pôde comprar 3,76 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, 1,4% a mais frente ao registrado no dia 31 de janeiro”, disse o Cepea. “Em relação ao farelo de soja, a venda de um quilo de frango possibilitou a compra de 2,34 quilos do derivado da soja, 2,2% a mais que no encerramento de janeiro.” O Cepea diz que a alta reflete o repasse do custo dos insumos ao preço da carne de frango. No acumulado parcial de fevereiro, o preço do frango vivo negociado no atacado da Grande São Paulo avançou 4,8%, com a média a R$ 3,27/kg nessa quarta. Em relação aos cortes, o Cepea informa que de 19 a 26 de fevereiro na Grande São Paulo a maioria deles registrou fraca oscilação de preços. “As exceções foram os filés de peito congelado e resfriado, que se valorizaram respectivamente 1,6% e 2,2%, a R$ 7,76/kg e a R$ 7,94/kg na quarta-feira. Para o frango inteiro, também na capital paulista, não houve alteração de preço, se mantendo em R$ 4,49/kg. Já o valor do produto resfriado apresentou leve queda de 0,4%, indo para R$ 4,51/kg. Já em Toledo (PR), os preços do frango inteiro caíram, 3,4% no caso do congelado e 4,2% no do resfriado, passando para, nesta ordem, R$ 5,20/kg e R$ 5,09/kg”.
ESTADÃO CONTEÚDO
INTERNACIONAL
Faturamento da pecuária uruguaia atingiu recorde em 2019
O setor de gado de corte do Uruguai faturou um valor recorde em 2019, graças aos preços de venda muito altos, que mais do que compensaram a queda na quantidade de animais abatidos e exportados a pé
A rotatividade de bovinos de corte cresceu 1% no ano passado, para um recorde de US $ 2,19 bilhões, cerca de US $ 22 milhões acima do recorde de 2018. A produção de animais do sistema caiu acentuadamente, especialmente no caso de exportação de gado em pé. Com base nos pedidos de exportação relatados pela Alfândega, foram produzidos 151 mil bovinos, principalmente bezerros machos inteiros para a Turquia. Isso implica uma diminuição de 255 mil cabeças em relação ao recorde de mais de 400 mil do ano anterior. O valor médio das vendas sofreu uma correção ascendente mínima para US $ 664 por cabeça; portanto, o faturamento das exportações permanentes caiu de US $ 160 milhões para apenas US $ 100 milhões no ano passado, o menor valor desde 2013. A Turquia, um destino hegemônico para esse fluxo de exportação, parou de emitir licenças para a importação de animais em pé, uma vez que o negócio estava se mostrando ruim para os produtores devido ao excesso de oferta. As permissões já concedidas eram operacionais, mas não havia novas. A expectativa é que, em algum momento deste primeiro semestre de 2020, a Turquia reverta essa decisão. Por sua vez, os abates caíram em 112 mil cabeças, para 2,23 milhões, com uma redução na produção de carne de 23 mil toneladas para 563 mil toneladas de carcaça. A queda na produção de carne é proporcionalmente menor que o abate, devido a um aumento no peso das carcaças que passou de 250 quilos em 2018 para 252 em 2019. Essa queda na produção física foi compensada pelo forte aumento no preço de venda. Os frigoríficos compravam em média US$ 935 por animal, um aumento anual de 15%. Em resumo, o faturamento da venda de gado aos frigoríficos alcançou um aumento anual mínimo em 2019. Os números são melhores quando o valor é expresso em pesos constantes. Há um aumento no faturamento de 6,6%, determinado principalmente pela valorização do dólar acima da taxa de inflação. Para o ano atual, a expectativa é que o mesmo valor em dólar não seja atingido. Primeiro, porque é possível que os abates caiam novamente. Isso não ocorreria em números muito significativos, mas o número de 2019 dificilmente será atingido. Em segundo lugar, porque do lado da exportação também não há possibilidade de uma recuperação franca ao longo deste ano. Terceiro, porque os picos de preços alcançados em 2019 dificilmente se repetem este ano, uma vez que o governo chinês determinou o quão longe pode ir nos preços pagos pelos importadores, aos quais foi adicionado na segunda quinzena de janeiro, o impacto da crise do coronavírus na economia em geral e na demanda por carne bovina em particular.
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