CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 918 DE 23 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 918 | 23 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS

Preços firmes para a carne bovina no varejo

Mais uma semana na qual os preços da carne bovina reagem no varejo. Nos últimos sete dias, na média de todos os cortes vendidos, a alta foi de 0,8%. Desde o final de dezembro, a valorização acumulada é de 2,7%

No Paraná e em Minas Gerais os ajustes também foram positivos, 0,5% e 1,1%, respectivamente. Já no Rio de Janeiro os preços ficaram praticamente estáveis, com variação negativa de 0,2%. Apesar da demanda patinando, o varejo tem trabalhado com os estoques regulados, remanescentes do período de final de ano, e aproveitado os últimos suspiros do consumo. Com os preços da carne subindo, a margem melhorou e está em 58,9%. É a maior desde o começo de novembro do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

Pressão de baixa no mercado do boi gordo surtindo pouco efeito em São Paulo

A pressão de baixa imposta pelas indústrias vem perdendo força. Não está fácil tornar efetivas as ofertas de compra em preços menores

Apesar da demanda fraca, a oferta de gado está restrita e esse é o fator que tem contido as baixas, impedindo recuos mais significativos para a arroba. Esse cenário fica mais evidente na praça de São Paulo. No estado, a referência para o boi gordo segue estável há duas semanas e a arroba ficou cotada em R$150,50, à vista, livre de Funrural, na última terça-feira (22/1). A maioria dos frigoríficos paulistas trabalha com escalas de abate que atendem ao redor de três dias. No restante do Brasil, o mercado está relativamente calmo, com alterações pontuais de preços em algumas praças, mas sem tendência definida. Nestes últimos dias do mês, a expectativa fica por conta da dificuldade para o escoamento da produção, se ela será suficiente para reduzir as referências para a arroba de maneira mais intensa, frente a esta oferta limitada.

SCOT CONSULTORIA

Mapa define locais para receber ou exportar produtos de origem animal

Definição foi feita após Vigiagro mapear aeroportos ou portos que movimentavam a maior parte dessas cargas

A partir da próxima sexta-feira (25), todos os produtos de origem animal que forem exportados ou importados pelo Brasil, terão que ser despachados por apenas 21 pontos do país, conforme determina a Portaria 183 do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Estes locais (aeroportos, portos e outros) respondem por 95% das operações envolvendo tais produtos. Os locais estão definidos no anexo da portaria. O Vigiagro fez um levantamento dos pontos de maior movimentação dessas cargas. Também foi levada em conta a estrutura disponível para o recebimento dos produtos (câmaras frigoríficas, entreposto). As 21 selecionadas atenderam todos os requisitos. Nas outras unidades eram eventuais a importação e exportação. Segundo o Chefe Substituto da Divisão de Operações do Vigiagro, Cid Rozo, “a principal razão da mudança é o foco na vigilância agropecuária, com atenção redobrada à saúde pública e à segurança alimentar, pois os auditores fiscais federais agropecuários que estão trabalhando nessas unidades receberam treinamento para atuar em cima desses produtos específicos. Os auditores sabem quais são os riscos intrínsecos aos produtos e como atuar se encontrarem alguma inconformidade”. No treinamento dos auditores foram mostradas as inconformidades, interceptações, quais são realmente graves e onde o fiscal deve direcionar seu esforço na mercadoria que está sendo analisada. Com toda essa especialização será acelerada a operação de importação e exportação. “Na prática, serão criados corredores de importação e exportação especializados para os produtos. Quem atua na unidade estará habilitado para a fiscalização específica”, explica Cid Rozo.

MAPA

Preço do bezerro de ano subiu 6% em MT

Com demanda aquecida no início do ano, categoria está atualmente cotada a R$ 1.240 no Estado

A necessidade de recomposição do rebanho após a virada de ano está mais complicada em Mato Grosso. De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), produtores que atuam com a recria e engorda têm encontrado cotações mais elevadas na comparação com janeiro do ano passado. O destaque fica por conta do bezerro de ano, que acumula alta de 6% no período, sendo cotado a R$ 1.240. Em seu boletim semanal, o Imea destaca que o ágil entre a categoria sobre o boi gordo chegou a 30%, sendo o maior valor para um mês de janeiro desde 2016. “Esse indicador liga o sinal de alerta para aqueles que buscam adquirir bezerros de ano, pois, caso não consigam reduzir o custo deste estoque de animais através de uma alimentação balanceada e barata, a receita gerada pela venda pode não ser suficiente para garantir uma boa rentabilidade”, destacou a entidade.

Imea

ECONOMIA

Dólar fecha acima de R$3,80 com recuo nas negociações EUA-China e fala genérica de Bolsonaro em Davos

O dólar avançou ante o real na terça-feira e fechou acima de 3,80 reais, após notícias de recuo nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China e com a ausência de informações sobre a reforma da Previdência no discurso do Presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, em Davos

O dólar BRBY avançou 1,25 por cento, a 3,8057 reais na venda; Na máxima da sessão, a moeda chegou a 3,8098 reais. Na mínima, registrou patamar de 3,7461 reais. O dólar futuro DOLc1 operava com alta de cerca de 1,5 por cento. Após ter acelerado a leve alta que vinha mantendo durante a sessão com a abertura de Wall Street, a moeda norte-americana ganhou ritmo novamente no fim da sessão, após um aumento na tensão nas relações comerciais entre EUA e China. “O mercado estava na expectativa de que falasse (sobre Previdência), não que desse detalhes, mas que desse um direcionamento, grande ou pequeno, alguma informação importante. Alguma coisa poderia ter falado”, afirmou o operador de câmbio Jefferson Laatus, sócio da LAATUS Educacional. Na ausência de novidades sobre a Previdência, o mercado passou a olhar para o exterior. Nos Estados Unidos, os mercados acionários operavam em queda por temores renovados de uma desaceleração no crescimento global. Na segunda-feira, o Fundo Monetário Internacional cortou suas previsões de crescimento global para 2019 e 2020, citando fraqueza na Europa e em alguns mercados emergentes, além de tensões comerciais. Também a China informou que registrou em 2018 a taxa de crescimento mais lenta em 28 anos, o que coloca o país sob pressão para atuar com novas medidas de estímulo.

REUTERS

Ibovespa segue exterior e cai 0,94% com temor sobre economia global

A bolsa paulista teve a segunda queda seguida na terça-feira, espelhando o sentimento de aversão a risco no exterior em meio a renovadas preocupações sobre o crescimento da economia global e o impasse comercial entre Estados Unidos e China

O Ibovespa caiu 0,94 por cento, a 95.103,38 pontos. Na mínima, o indicador perdeu 1,4 por cento, a 94.661,91 pontos. O giro financeiro da sessão somou 13,77 bilhões de reais. Em 2019, o índice ainda acumula valorização de 7,9 por cento, após altas de aproximadamente 39 por cento em 2016, 27 por cento em 2017 e 15 por cento em 2018. Segundo o analista Rafael Passos, da Guide Investimentos, os investidores aproveitaram para embolsar parte dos lucros recentes, dada a ausência de novidades sobre a reforma da Previdência e o viés mais negativo das bolsas internacionais. “Não vejo grande gatilho para (o Ibovespa) retomar o fôlego e surfar próximo aos 100 mil pontos… Ainda ficamos à mercê do exterior”, disse Passos, citando potencial para o índice sustentar o nível de 95 mil pontos. Preocupações sobre a economia mundial recrudesceram após o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortar em 0,2 ponto a previsão do crescimento global em 2019, para 3,5 por cento. Para 2020, a expansão projetada agora é de 3,6 por cento, queda de 0,1 ponto na comparação com a estimativa anterior. No decorrer do pregão, as atenções se voltaram para o impasse comercial entre Pequim e Washington, após o Financial Times publicar, citando fontes, que os Estados Unidos recusaram oferta da China para diálogo preparatório uma reunião antes de negociações de alto nível na próxima semana.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Cinco unidades de frango do Brasil são desabilitadas a exportar a sauditas

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou na terça-feira que cinco unidades frigoríficas de carne de frango foram desabilitadas a exportar para a Arábia Saudita, maior importador do produto brasileiro, por razões técnicas

A associação, que representa os principais produtores de carnes de aves e suína do Brasil, afirmou ainda que 25 unidades continuam autorizadas a exportar aos sauditas, de um total de 58 habilitadas pelo Ministério da Agricultura brasileiro. Do total de habilitadas, somente 30 embarcavam produtos efetivamente aos sauditas, disse a ABPA, ressaltando que o “impacto, portanto, é sobre cinco plantas frigoríficas”. “As empresas autorizadas constam em uma lista divulgada pelas autoridades sauditas. As razões informadas para a não autorização das demais plantas habilitadas decorrem de critérios técnicos”, disse a ABPA em nota. “Planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações”, acrescentou a ABPA, sem deixar claro no comunicado quais frigoríficos foram desabilitados. Segundo a Folha, entre as cinco unidades descredenciadas pelos árabes estão unidades da BRF e JBS. As empresas não comentaram o assunto. Fontes com conhecimento da situação disseram à Reuters que duas unidades da BRF estão entre as que foram desabilitadas pela Arábia Saudita. As ações da BRF fecharam em queda de 5 por cento nesta terça-feira. As da JBS, que operaram em alta após a divulgação da notícia pela manhã, tiveram queda de 0,7 por cento. Segundo nota do Ministério da Agricultura do Brasil, o grupo de unidades habilitadas atualmente pelos sauditas respondeu no ano passado por 63 por cento do volume das exportações brasileiras de carne de frango para a Arábia Saudita. No caso da BRF, segundo fontes que falaram à Reuters na condição de anonimato, duas unidades foram desabilitadas para exportar frango para os sauditas, sendo uma em Goiás e outra no Sul do país.

REUTERS

Mourão: decisão saudita sobre frangos poderia ser atencipação à mudança da embaixada brasileira em Israel

O Presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse na terça-feira que a Arábia Saudita poderia estar se “antecipando ao inimigo” ao comentar a decisão daquele país de desabilitar cinco unidades frigoríficas brasileiras de carne de frango que exportam o produto para lá

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a decisão da Arábia Saudita, maior importadora do produto brasileiro, se deu por razões técnicas. Questionado se a decisão saudita seria uma retaliação a uma eventual mudança da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, Mourão respondeu em breve fala à imprensa: “a embaixada não está mudada ainda, né? Pessoal está se antecipando ao inimigo.” O Presidente em exercício foi perguntado sobre o fato de o próprio presidente Jair Bolsonaro —que participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça— já ter dito que a mudança da embaixada brasileira em Israel não é questão de se vai ocorrer, mas quando. “Não sei. Vamos aguardar”, limitou-se a dizer Mourão.

REUTERS

Exportadores tentam derrubar tarifas antidumping da China

Em meio às sinalizações de que a China poderá reabrir seu mercado à carne de frango dos Estados Unidos como parte das tentativas dos dois países de encerrarem suas disputas comerciais, os exportadores brasileiros correm contra o tempo para fechar um acordo de preço mínimo com Pequim e, assim, derrubar as tarifas antidumping que incidem sobre suas vendas de carne de frango

A taxa foi imposta em junho de 2018. A volta da carne de frango americana ao mercado chinês, quatro anos após o país asiático vetar o produto em razão de um surto de gripe aviária nos EUA, seria um grande desafio para o Brasil, sobretudo se as tarifas antidumping, que variam dependendo da empresa exportadora, ainda estiverem em vigor. Com a competição dos americanos, as tarifas poderiam afetar também a demanda pelo produto brasileiro, o que até agora não ocorreu, especialmente porque Pequim não tem grandes alternativas de fornecimento. Os Estados Unidos são o segundo maior exportador de carne de frango do mundo. O Brasil é o maior. No ano passado, as exportações brasileiras de carne de frango à China somaram 438,8 mil toneladas e renderam US$ 799,7 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Com isso, a China foi o segundo maior destino para a carne de frango brasileira no exterior, atrás apenas da Arábia Saudita. Os chineses responderam por cerca de 10% das exportações de carne de frango do Brasil. A China é um mercado extremamente relevante para a indústria escoar a produção de cortes pouco demandados no mercado doméstico, como pé de frango. À agência Reuters, a sócia do escritório de advocacia MPA Trade Law, Claudia Marques, disse na segunda-feira que o Ministério do Comércio da China aceitou uma proposta feita pelos exportadores brasileiros para um acordo de preços mínimos. Os detalhes dessa proposta não foram divulgados. Procurada, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) não respondeu. Com o acordo, os frigoríficos brasileiros se comprometerão a não vender carne de frango para a China abaixo de um determinado valor. A intenção de Pequim é proteger a avicultura do país asiático. Desde junho do ano passado, a China aplica tarifas que variam entre 18,8% e 38,4%. Maior indústria de carne de frango do país, a BRF paga 25,3%. A Seara, subsidiária da JBS, paga 18,8%.

VALOR ECONÔMICO

Suíno Vivo: queda de -3,22% em SC

Na terça-feira (22), a cotação do suíno vivo teve queda de -3,22% em Santa Catarina, sendo estabelecida a R$3,61/kg. As demais cotações permaneceram estáveis

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (21), trouxe queda para a maioria das praças, sendo a mais expressiva em Santa Catarina, de -1,52%, a R$3,23/kg. A Scot Consultoria aponta que o ritmo de vendas no mercado de suínos segue lento, com a demanda sem fôlego para reverter as cotações. As expectativas são, portanto, de preços em baixa até o final do mês.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: estabilidade nas cotações nesta terça (22)

Nesta terça-feira (22), as cotações do frango vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado no Paraná, a R$2,93/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo apontou estabilidade para o frango na granja, a R$2,75/kg e queda para o frango no atacado, de -0,50%, a R$4,00/kg.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que as vendas de carne de frango estão desaquecidas neste início do ano, o que é típico para o período.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Abate de bovinos no Paraguai caiu 8% em 2018

O Paraguai fechou o ano de 2018 com um abate de 1,89 milhão de bovinos, uma queda de 8% em relação aos 2,06 milhões de industrializados em 2017, segundo dados publicados pelo Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal daquele país (Senacsa). Foram os dados mais baixos, pelo menos, desde 2016

Uma queda acentuada no abate de vacas teve um impacto, que passou de 884.272 cabeças em 2017 para 751.475 em 2018, uma redução de 15% com relação ao ano anterior. Se a participação das vacas no abate total for observada, passou de representar 41% em 2016 para 43% em 2017 e para 39% sobre o total abatido em 2018. O Presidente da Câmara Paraguaia da Carne, Juan Carlos Pettengill, avaliou positivamente a queda no abate de fêmeas. “Isso significa que este ano teríamos mais nascimentos de bezerros, o que impactaria em mais abates no ano de 2020. Naquele ano, voltaríamos a 2 milhões de cabeças. Inclusive, dependendo dos nascimentos, poderemos até superar se não houver seca ou inundações, porque sempre dependemos do fator exógeno.” Em termos de exportações de carne bovina, o Paraguai apresentou uma queda de menos de 3% em 2018, com 257.414 toneladas de peso de embarque comparado a 258.204 em 2017. “Isso significa que estamos abatendo animais mais pesados, e se abatemos animais mais pesados, isso quer dizer que temos uma pecuária mais eficiente, porque com as mesmas cabeças foram extraídos mais quilos, mais quilos são exportados”, disse Pettengill. Em valor, as exportações paraguaias de carne bovina em 2018 representaram US$ 1,087 bilhão, um pouco abaixo dos US $ 1,102 bilhão do ano anterior.

El Observador

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