CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 917 DE 22 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 917 | 22 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com baixa movimentação

A quarta semana do ano começou com os compradores e vendedores analisando o mercado. Isso fez com que houvesse mais especulação do que negócios sendo efetivados na última segunda-feira (21/1)

O lento escoamento da carne bovina faz com que as indústrias tenham cautela na aquisição de boiadas. Por outro lado, as pastagens em boas condições permitem aos pecuaristas manter os animais no pasto, à espera de preços maiores. Essa queda de braço entre compradores e vendedores deixou o mercado, na maioria das regiões, morno. Já no Acre o cenário foi diferente, as escalas de abate giram em torno de três dias e as indústrias encontram dificuldade em adquirir boiadas. No estado, houve alta de 1,6% em relação ao último levantamento e o boi gordo ficou cotado em R$130,00/@, a prazo, livre de Funrural. A margem de comercialização das indústrias que fazem a operação de desossa está em 19,6%, 2,8 pontos percentuais menor que no início do ano. A queda da margem deve manter o “apetite” das empresas moderado.

SCOT CONSULTORIA

Recuo nas cotações da carne bovina no atacado

São três semanas seguidas de reajustes negativos no preço da carne bovina sem osso vendida no mercado atacadista

Desde o final de dezembro de 2018, na média de todos os cortes, a desvalorização nas cotações da carne foi de 3,6%, segundo levantamento da Scot Consultoria. Interessante mencionar que em meados de novembro e dezembro, o que se observava eram os preços dos cortes de traseiro subindo mais do que os de dianteiro. Já com a virada do ano, as duas categorias têm ficado mais baratas, e com a mesma “vulnerabilidade”, os preços do traseiro acabaram caindo com mais força em comparação aos preços do dianteiro. Nestes últimos dias, por exemplo, a cotação dos cortes mais nobres recuou em média, 1,6%, enquanto nos cortes mais populares a queda foi de 0,5%. Em momentos de descapitalização da população é mais fácil escoar estes cortes de menor valor agregado. Lembrando que este comportamento de preços da carne já é esperado nesta época do ano e ainda agravado pelo período do mês, característico de consumo enfraquecido. Inclusive, a carne com osso voltou para o patamar de um dígito, preço que não se via desde o começo de dezembro do ano passado. Por fim, para a próxima semana, ainda não há perspectiva de aquecimento dos negócios.

SCOT CONSULTORIA

Futuro de fiscais da Carne Fraca segue incerto

Quase dois anos após a deflagração da Operação Carne Fraca, investigação que revelou um esquema de corrupção envolvendo fiscais sanitários e frigoríficos e que provocou restrições comerciais às carnes do Brasil, o Ministério da Agricultura exonerou cinco dos 33 servidores investigados por irregularidades

Como as apurações ainda se arrastam no âmbito administrativo, alguns servidores da Pasta já retornaram ao trabalho e outros se aposentaram. Quando a Carne Fraca veio à tona, os fiscais citados foram afastados temporariamente e perderam funções comissionadas e gratificações. Na esfera judicial, as apurações parecem mais adiantadas. Em novembro de 2018, 11 desses servidores foram condenados na Justiça Federal pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, prevaricação, advocacia administrativa e concussão (extorsão praticada por servidores). Enquanto o Ministério da Agricultura não conclui os procedimentos necessários para apontar se os servidores federais perderão os cargos definitivamente, serão multados, terão os salários suspensos ou as aposentadorias cassadas, os funcionários recebem salários que, em alguns casos, superam R$ 20 mil. Denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como um dos “chefes da quadrilha”, o ex-superintendente do ministério no Paraná Daniel Gonçalves Filho é um caso emblemático. O fiscal, que ficou preso por nove meses em 2017 até assinar um acordo de delação premiada e pagar fiança, foi condenado por prevaricação na Justiça Federal. Na esfera administrativa, porém, a apuração não foi encerrada. Por conta disso, Gonçalves Filho, que admitiu ter cometido crimes, ainda recebe R$ 20,3 mil, segundo o Portal da Transparência. Em novembro de 2018, por exemplo, os vencimentos do fiscal somaram R$ 22,4 mil, em função de “gratificação natalina”.

https://www.valor.com.br/agro/6074075/futuro-de-fiscais-da-carne-fraca-segue-incerto

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar encerra quase estável perto de R$3,76;

O dólar encerrou quase estável ante o real nesta segunda-feira, em pregão de baixa liquidez, com as atenções voltadas para a viagem do Presidente Jair Bolsonaro ao Fórum Econômico Mundial. O dólar BRBY avançou 0,07 por cento, a 3,7587 reais na venda

Na máxima da sessão, a moeda alcançou 3,7812 reais e na mínima chegou a 3,7570 reais. O dólar futuro DOLc1 operava em alta de cerca de 0,2 por cento. A sessão foi de baixa liquidez em função do feriado do Dia de Martin Luther King, nos Estados Unidos, onde mercados não abriram. Em breve entrevista na chegada a Davos, na Suíça, Bolsonaro disse que pretende mostrar ao Fórum Econômico Mundial que o Brasil mudou, que é um país seguro para investimentos e que está tomando medidas para reconquistar a confiança, acrescentando que não irá apresentar planos específicos para privatizações durante o encontro. Segundo contou uma fonte à Reuters, o presidente usará seu discurso para defender a agenda de reformas econômicas do governo e sinalizar a disposição do Brasil a fazer uma maior abertura comercial e desburocratização da economia. Internamente, o mercado começa a olhar com mais cautela para a movimentação do governo em relação à reforma da Previdência. Em uma entrevista no sábado, o Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sinalizou que o governo deve optar por “uma transição bastante suave” na proposta de Previdência. No cenário externo, o mercado observou com cautela o menor crescimento da economia chinesa, que em 2018 desacelerou para o seu nível fraco em 28 anos sob o peso do enfraquecimento da demanda doméstica e das tarifas dos Estados Unidos. Somado à notícia da desaceleração chinesa, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou nesta segunda-feira suas previsões para o crescimento econômico global para 2019 e 2020, citando fraqueza na Europa e em alguns mercados emergentes. Também no radar do mercado está o caso envolvendo movimentações atípicas do senador eleito e filho do Presidente Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda após recordes em sessão de menor liquidez e vencimento de opções

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, em meio a movimentos de realização de lucros, com o pregão marcado pelo vencimento de contratos de opções sobre ações e ausência de negócios em Wall Street por feriado nos Estados Unidos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,09 por cento, a 96.009,77 pontos. O giro financeiro da sessão somou 19,4 bilhões de reais, incluindo o exercício de opções, que movimentou 10,2 bilhões de reais. O recuo ocorre após o Ibovespa ter subido 0,78 por cento para nova máxima de fechamento na sexta-feira, tendo acumulado alta de mais de 9 por cento no ano. As atenções estão voltadas para Davos, onde o presidente Jair Bolsonaro participa do Fórum Econômico Mundial, e há expectativa de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, faça uma apresentação global da proposta da reforma da Previdência. De acordo com o Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o Presidente deve bater o martelo na volta de Davos. O Secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou na sexta-feira que a proposta deve ser chegar ao Congresso na segunda semana de fevereiro. A XP Investimentos publicou relatório afirmando que 2019 pode ser um ano transformacional para o país e que a bolsa é o melhor ativo dentro do Brasil, com potencial de o Ibovespa atingir 125 mil pontos até o final do ano. “Se entregue, uma agenda reformista e liberal deve destravar valor dos ativos no Brasil, com revisão positiva de lucros, menor percepção de risco e maior alocação para ações no Brasil.” Nos Estados Unidos, os mercados estão fechados em razão do feriado pelo Dia de Martin Luther King Jr.

REUTERS

FMI eleva crescimento do Brasil em 2019 a 2,5%, mas reduz projeção para 2020 a 2,2%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou nesta segunda-feira a perspectiva de crescimento do Brasil neste ano, vendo a continuidade da recuperação após a recessão que afetou o país, mas ao mesmo tempo reduziu a previsão para o ano que vem

Na revisão de seu relatório “Perspectiva Econômica Global”, o FMI passou a ver uma expansão de 2,5 por cento da economia brasileira este ano, 0,1 ponto percentual a mais do que em outubro. A melhora na expectativa para o Brasil ajudou a compensar em parte a revisão para baixo do México e uma contração mais severa do que o esperado anteriormente na Venezuela na perspectiva para a América Latina. A estimativa para a região foi reduzida em 0,2 ponto percentual para ambos os anos, mas ainda assim a projeção é que a América Latina vai ganhar fôlego no período, passando de um crescimento de 1,1 por cento em 2018 para 2,0 por cento neste ano e 2,5 por cento em 2020. “As reduções são apenas parcialmente compensadas por uma revisão para cima na estimativa de 2019 para o Brasil, onde a recuperação gradual da recessão de 2015-16 deve continuar”, disse o FMI no relatório. Para 2020, entretanto, a projeção para o Brasil foi reduzida em 0,1 ponto, para 2,2 por cento. A estimativa do FMI para este ano fica em linha com o esperado por economistas consultados na pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central, que veem uma expansão de 2,53 por cento este ano. Mas para 2020 o levantamento do BC aponta uma expectativa melhor, de 2,60 por cento.

REUTERS

Top-5 passa a ver apenas uma alta dos juros em 2019 e reduz Selic a 6,75%

O grupo dos economistas que mais acertam as previsões na pesquisa Focus do Banco Central voltou a reduzir sua estimativa para a taxa básica de juros neste ano, calculando a Selic a 6,75 por cento, de acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira

O Top-5 havia na pesquisa anterior elevado sua projeção para a Selic a 7,00 por cento, mas voltou a ver menor aperto monetário neste ano, projetando apenas uma alta dos juros, de 0,25 ponto percentual, em dezembro. Os economistas como um todo continuam vendo a Selic a 7 por cento no fim de 2019 na mediana das projeções. Com a Selic no atual patamar de 6,5 por cento, o cenário esperado é de uma alta de 0,25 ponto em outubro e outra em dezembro. Para 2020, também permanece o cálculo de taxa básica de juros a 8 por cento. A pesquisa com uma centena de economistas mostrou ainda ajuste para baixo nas contas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, calculado agora em 2,53 por cento, 0,04 ponto percentual a menos do que na semana anterior. Para 2020, entretanto, a estimativa melhorou em 0,1 ponto, para uma expansão de 2,60 por cento. Na pesquisa realizada semanalmente pelo BC os economistas veem a alta do IPCA em 2019 em 4,01 por cento, de 4,02 por cento antes, calculando a inflação em 2020 em 4,00 por cento. Em 2018, a inflação terminou a 3,75 por cento. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

REUTERS

Incerteza política levou à queda de investimentos no Brasil, segundo a ONU

A turbulência política no Brasil em 2018 e as incertezas sobre as eleições presidenciais levaram o fluxo de investimentos diretos ao País sofrer uma queda de 12% no ano passado

Os dados estão sendo publicados nesta segunda-feira, 21, pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), às vésperas do Fórum Econômico Mundial de Davos, que reúne a elite financeira e empresarial do planeta. O ranking dos principais destinos continuou sendo liderado pelos Estados Unidos, com US$ 226 bilhões, seguido por US$ 142 bilhões na China e US$ 122 bilhões no Reino Unido. O Brasil atraiu US$ 59 bilhões, US$ 9 bilhões a menos que em 2017, uma queda de 12%. Com esse resultado, Holanda e Austrália superaram a economia brasileira, que terminou o ano na 9.ª posição. Em 2017, o Brasil ocupava a 7.ª colocação. 

Estadão

FRANGOS & SUÍNOS

China aceita oferta de exportador de frango do Brasil para encerrar caso antidumping

O Ministério de Comércio da China aceitou uma proposta apresentada por exportadores brasileiros de carne de frango com o objetivo de encerrar uma disputa antidumping, disse à Reuters na segunda-feira uma advogada envolvida no caso

A sócia do escritório MPA Trade Law, Claudia Marques, que representa os exportadores brasileiros, disse que a decisão chinesa de aceitar a oferta foi comunicada às partes pelo Ministério do Comércio por meio de um relatório. O acordo, pelo qual se estabeleceriam preços mínimos para as vendas à China em troca do encerramento de uma investigação sobre dumping que começou em agosto de 2017, entrará em vigor até 18 de fevereiro, segundo ela, marcando o fim dos procedimentos formais sobre o caso. As ações da brasileira BRF, maior exportadora de frango do mundo, subiram 1,8 por cento, para 24,49 reais, uma máxima de mais de seis meses, após a Reuters informar que o processo de dumping havia sido resolvido. Segundo uma ação preliminar contra as importações de frangos de corte brancos do Brasil, a China determinou em junho de 2018 que importadores de frango brasileiro providenciassem um depósito por dumping de entre 18,8 por cento e 38,4 por cento. Em um esforço para resolver a disputa, exportadores brasileiros formalizaram a proposta de estabelecer um preço mínimo de exportação para vendas à China no mês passado. Sob os termos dessa oferta, os exportadores comprometem-se a vender à China por preços não inferiores aos previstos no acordo, em um processo conhecido como compromisso de preço mínimo. A Organização Mundial do Comércio (OMC) define tal compromisso como um esforço para “elevar o preço de exportação de um produto para evitar a possibilidade de imposição de uma tarifa antidumping.” A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que ainda não teve acesso à decisão final do Ministério do Comércio chinês em relação à proposta das empresas do setor.

REUTERS

Queda de 10% no preço do suíno no atacado em uma semana

O mercado de suínos segue com as vendas em ritmo lento e, nesta segunda quinzena do mês, a demanda não deve ganhar fôlego para reverter o sentido das cotações
Nas granjas paulistas, o animal terminado teve queda de 2,6% nos preços nos últimos sete dias e a arroba está sendo negociada, em média, em R$74,00. No atacado, em igual comparação, o recuo foi de 10,0%, com a carcaça cotada, em média, em R$5,40 por quilo. Desde o início do mês, a desvalorização neste elo da cadeia foi de 12,9%. O cenário de vendas fracas mantém o comprador atento a fim de não acumular estoques, o que reduz as negociações. Daqui até o final do mês, as expectativas são de preços frouxos.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Argentina reabre mercado da Tunísia para carne bovina

Após uma ausência de seis anos, o Ministério da Agricultura da Argentina revelou que enviará suas primeiras 25 toneladas de carne desossada para o agronegócio tunisiano Farah

Descrito como um “mercado importante” para a Argentina, o governo da Tunísia concordou com o acordo com o país sul-americano ao obter um certificado sanitário através do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa). Autoridades de agricultura da Argentina fizeram uma visita à Tunísia em dezembro de 2018 para expandir suas exportações e disseram que estavam atualmente explorando certificados sanitários para carne bovina e ovina congelada com o país do norte da África. O governo da Argentina disse que o fato de que a Tunísia estava voltando a comprar produtos argentinos era uma evidência de que estava no caminho certo e forneceu uma oportunidade de crescimento. “É uma conquista importante para os dois países e é o resultado de um trabalho conjunto e coordenado entre os Ministérios das Relações Exteriores, as agências de saúde e as autoridades agroindustriais da Argentina e da Tunísia, notícias muito relevantes para o setor de carnes”, disse o Chanceler argentino, Jorge Faurie. “Em termos de visão geral das exportações argentinas, pouco a pouco elas estão se recuperando e conquistando mercados”. Nos últimos meses, a Argentina abriu suas exportações de carne para outros mercados internacionais, como os EUA e o Paquistão. O país sul-americano fez seu primeiro embarque de carne bovina em Miami, Flórida, no mês passado, desde que seus produtos foram banidos dos EUA há quase 17 anos, e também exportou sêmen bovino e bubalino congelado para o mercado paquistanês pela primeira vez em novembro de 2018.

GlobalMeatNews.com

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