
Ano 5 | nº 916 | 21 de janeiro de 2019
NOTÍCIAS
Frigoríficos do PR reclamam de rigor na fiscalização
Para o Presidente da Abrafrigo, os fiscais têm sido “autoritários” para mostrar honestidade
Frigoríficos do Paraná reclamam do aumento do rigor na fiscalização feita pelo Ministério da Agricultura após as denúncias de corrupção envolvendo fiscais na Operação Carne Fraca, em 2017, e na Operação Trapaça, em 2018, ambas da Polícia Federal. Segundo executivos, os processos produtivos que vão do manejo de animais à industrialização estão sendo avaliados com minúcia exagerada. Afirmam que, além da aplicação de multas, linhas de produção vêm sendo interrompidas e unidades exportadoras, desabilitadas. Empresários das maiores cooperativas do Paraná dizem que a atuação dos fiscais passou a ser mais detalhista e não tem observado um mesmo padrão – varia conforme a interpretação de cada um sobre as normas do ministério. Essas fontes atribuem o comportamento a uma preocupação dos agentes em afastar possíveis suspeitas sobre sua honestidade depois das operações da PF que revelaram casos de fraude e corrupção entre fiscais e empresas. Na Frimesa, que reúne as cooperativas Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato, todas do Paraná, a atuação dos fiscais se acentuou em 2018 e, segundo o Diretor Executivo da Frimesa, Elias Zydek, afetou as operações industriais da companhia, reduzindo o rendimento na linha de produção. “Nosso entendimento é de que os profissionais querem mostrar que estão agindo depois de se sentirem envergonhados pelas denúncias da Operação Carne Fraca”, afirma. Esta também é a avaliação da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Para o Presidente da entidade, Péricles Salazar, os fiscais têm sido “autoritários” para mostrar que são independentes e não estão envolvidos com corrupção. Ele lembra que, em delação premiada, Wesley Batista, da JBS, em meados de 2017 citou o suborno a 200 fiscais do ministério que até hoje não tiveram os nomes revelados. “Existe no ministério um temor de que os nomes deles vão aparecer na lista. É essa incerteza que contribui para a ‘ditadura’ dentro dos frigoríficos”, diz Salazar. Diante da situação, a Abrafrigo disse que vai procurar a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na tentativa de abrir um canal de diálogo.
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ESTADÃO CONTEÚDO
Ministra da Agricultura promete introduzir autocontrole em inspeção de frigoríficos
A Ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina, disse que o governo tentará introduzir o autocontrole nas inspeções em indústrias do setor agrícola, incluindo frigoríficos, em uma tentativa de modernizar os serviços de monitoramento de produção alimentos do país.
Em uma entrevista à Reuters na sexta-feira, Tereza disse que o governo planeja enviar um projeto de lei sobre o autocontrole ao Congresso no primeiro semestre deste ano. Deficiências nos controles oficiais do Brasil levaram parceiros comerciais, como a União Europeia e Rússia, a embargar certos produtos de unidades nacionais.
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Queda no mercado atacadista impacta a margem de comercialização dos frigoríficos
No fechamento do mercado do boi gordo da última sexta-feira (18/1) um maior número de frigoríficos ficou fora das negociações. Esse cenário foi comum às empresas que estão com escala adiantada, para a última semana do mês
No balanço geral, de todas as praças pecuárias pesquisadas sete fecharam com queda de preço e cinco com alta para a arroba do boi gordo. Nas regiões onde a cotação caiu, o movimento foi, em grande parte, em função do maior número de tentativas de comprar oferecendo preços abaixo da referência de mercado, cenário observado com maior frequência às sextas-feiras. Já no mercado atacadista de carne bovina com osso, a carcaça de bovinos inteiros fechou com queda de 1,5%, frente ao levantamento anterior. Desde o início do ano a queda acumulada é de 3,6%. Devido a essa queda, a margem de comercialização das indústrias que não desossam cedeu 1,9 ponto percentual e atualmente está em 14,2%.
SCOT CONSULTORIA
Abate clandestino em Alagoas prejudica comércio legal e afeta consumidores
A carcaça não sai a 7º C, como prevê a legislação. É tudo irregular”, aponta o diretor da FrigoVale
Um dos grandes gargalos para a cadeia produtiva da carne em Alagoas ainda é o abate clandestino de animais. Apesar de o Estado contar com três unidades industriais com o Selo de Inspeção Estadual (SIE) da Adeal, os marchantes continuam levando os animais para serem abatidos em locais impróprios. Na região do Agreste, hoje são realizados abates nos fundos das fazendas e em terrenos abandonados. Às escondidas, o terreno onde funcionava o antigo matadouro municipal de Arapiraca, marchantes ainda realizam o abate clandestino dos animais. O representante do frigorífico FrigoVale Alagoas, Jaelson Gomes, explica que com o número crescente das irregularidades encontradas nesses locais, os frigoríficos acabam sendo prejudicados. “Os prejuízos são imensuráveis. Hoje são três locais que realizam abate de forma certificada, a FrigoVale, em Arapiraca; a Mafrips e a Mafrial, em Maceió. Todos os três estão sendo prejudicados. Aqui tivemos uma queda no volume de abate de 50%”, afirma o diretor executivo da unidade. Ele explica que, nos últimos dados divulgados pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), mais de 40% dos abates realizadas no estado são ilegais. Sem a fiscalização da agência, essas irregularidades podem contaminar a carne que é comercializada em feiras e açougues para a população.
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ECONOMIA
Dólar fecha em alta ante real com negociações entre EUA e China sob os holofotes
O dólar encerrou em alta ante o real no pregão de sexta-feira, acumulando ganho de pouco mais de 1 por cento na semana, em meio a expectativas renovadas no exterior em torno das questões comerciais entre Estados Unidos e China e com o mercado aguardando informações sobre a reforma da Previdência no cenário nacional
O dólar avançou 0,22 por cento, a 3,7559 reais na venda. Na máxima do dia, a moeda norte-americana alcançou 3,7741 reais; na mínima, chegou a 3,7286 reais. Na semana, a divisa acumulou ganho de 1,1 por cento ante o real. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,11 por cento. O câmbio, diferentemente das taxas de juros futuros e ações, não tem sido tão beneficiado pelo início do governo. Na quinta-feira, o Ibovespa superou 95 mil pontos e renovou recorde. “O único mercado que está subperformando é a moeda, graças a um misto de sentimento global e ausência de fluxos de entrada. Em vez disso, os locais estão concentrando o risco nos DIs e ações”, avaliou um profissional da tesouraria de um importante banco paulista em comentário a clientes. Nesta sexta-feira, com a ausência de notícias domésticas, o mercado voltou-se para o exterior, renovando expectativas de que Estados Unidos e China possam estar perto de uma solução para a guerra comercial, com um próximo encontro entre os dois países previsto para o final de janeiro. “Nada muda e como todo ano, o Brasil começa a andar efetivamente a partir do Carnaval”, afirmou o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, sobre o ritmo de espera do mercado.
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Ibovespa fecha em nova máxima com apetite externo a risco
O principal índice da bolsa paulista fechou em nova máxima histórica na sexta-feira, acima dos 96 mil pontos, refletindo apetite a risco no mercado global e expectativas favoráveis para a proposta de reforma da Previdência no país
Índice de referência do mercado acionário local, o Ibovespa subiu 0,78 por cento, a 96.096,75 pontos. No melhor momento, alcançou 96.395,98 pontos, máxima intradia. O giro financeiro da sessão somou 16,7 bilhões de reais. Na semana, a quarta seguida no azul, o Ibovespa contabilizou alta de 2,6 por cento. Dados da B3 sinalizam que os estrangeiros podem estar começando a voltar. O resultado acumulado em 2019 mostra as entradas de capital externo superando as saídas em 12,2 milhões de reais até 16 de janeiro, último dado disponível. Esses investidores vinham adotando um posicionamento mais cauteloso após forte alta de ações brasileiras em 2018, preferindo aguardar sinalizações mais claras sobre os próximos passos do governo de Jair Bolsonaro para a economia. O cenário externo chancelou o ânimo recente, com notícias benignas em relação às negociações comerciais entre Estados Unidos e China, além de promessas de Pequim de novos estímulos para a segunda maior economia do planeta, que vem desacelerando. “Qualquer evidência de que os EUA e a China estejam próximos de um acordo comercial resultará em um movimento sustentado mais alto nos ativos de risco”, afirmou o analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa no London Capital Group.
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Exportação do agronegócio do Brasil tem recorde de US$101,7 bi em 2018 com China, diz governo
As exportações do agronegócio do Brasil atingiram um recorde nominal de 101,7 bilhões de dólares em 2018, alta de 5,9 por cento ante 2017, informou na sexta-feira o Ministério da Agricultura, destacando o apetite chinês por produtos nacionais
O recorde anual anterior ocorreu em 2013, quando o país exportou 99,9 bilhões de dólares. O Brasil é o maior exportador global de itens como açúcar, café, suco de laranja e soja. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do ministério, as exportações para a China aumentaram em 9 bilhões de dólares no ano passado, à medida que o gigante asiático se voltou principalmente à soja brasileira, dada a guerra comercial entre Pequim e Washington. No complexo soja, o grão foi o principal produto exportado, com volume recorde de 83,6 milhões de toneladas em 2018. Segundo o boletim da secretaria, “o incremento na quantidade exportada não ocorreria sem a forte demanda chinesa”. Já o comércio de carne bovina in natura atingiu volume recorde na série histórica iniciada em 1997. No ano passado, foram exportadas 1,35 milhão de toneladas (+12,2 por cento), sendo 322,3 mil toneladas à China. A celulose também registrou bom desempenho em 2018, graças à demanda da China, disse a secretaria do ministério.
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FRANGOS & SUÍNOS
China reporta surto de peste suína africana em região de Ningxia
O Ministério da Agricultura da China informou neste domingo um novo surto de peste suína africana na região noroeste de Ningxia. O surto ocorreu em uma fazenda com 57 porcos vivos no condado de Yongning, infectando porcos e matando 13 deles, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais em um comunicado.
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China decide suspender restrições da Peste Suína Africana
Mesmo com mais casos aparecendo, algumas restrições devem foram suspensas e produtores devem reabastecer seus rebanhos
As autoridades chinesas começaram a suspender as restrições de transporte de suínos, causada pela Peste Suína Africana. As proibições iniciaram em agosto, quando o primeiro caso da doença foi confirmado no país. De acordo com a agência Reuters, o governo informou que os suinocultores chineses devem reabastecer rapidamente seus rebanhos e a nação planeja comprar mais carne suína para suas reservas, em medidas para reduzir os aumentos de preços esperados para este ano. Os preços do suíno no maior produtor mundial da carne devem subir na segunda metade de 2019, já que o número de porcos vem caindo, disse nesta quarta-feira Tang Ke, Diretor do departamento de mercado e informação do Ministério da Agricultura. “Recomendamos que a maioria dos produtores ajuste sua produção e aumente o reabastecimento de maneira oportuna”, disse Tang, mesmo em momento em que os produtores têm promovido medidas para prevenir e controlar a peste suína africana. Na China, os primeiros casos foram encontrados na província nordestina de Liaoning. De acordo com o relatório oficial para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a situação da doença foi resolvida, juntamente com as províncias de Anhui, Jilin, Henan, Jiangsu, Zhejiang e Yunnan. Proibições de movimento e outros controles foram suspensos após testes extensivos de porcos em cada área não revelarem mais casos positivos.
Custo de produção de frangos sobe 14% em 2018, de suínos quase +10%
Os custos de produção de frangos de corte e de suínos tiveram fortes altas em 2018, refletindo o aumento nos custos de nutrição dos animais, segundo dados da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa divulgados na sexta-feira (18).
O ICPFrango, índice que calcula o custo de produção de frango de corte no Paraná, maior estado produtor brasileiro, subiu 14,21% em 2018. Apenas o custo de nutrição, que representa 69% dos custos totais de produção do animal, subiu 11,65% no ano. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná fechou 2018 em R$ 2,82. O ICPSuíno, que reflete o custo de produção de suínos produzidos em sistema de ciclo completo em Santa Catarina, subiu 9,85% em 2018. Apesar dessa alta, em dezembro houve queda de 1,34% no custo do suíno, a terceira redução mensal consecutiva. O custo por quilo vivo de suíno em Santa Catarina caiu para R$ 3,84 em dezembro, menor valor desde março de 2018.
CARNETEC
FRANGO/CEPEA: desaquecimento de negócios pressiona valores da carne
Colaboradores do Cepea afirmam que as vendas da carne de frango estão desaquecidas
Colaboradores do Cepea afirmam que as vendas da carne de frango estão desaquecidas, como é tipicamente observado em início de ano. Assim, as cotações do produto, especialmente do congelado, estão em queda na maior parte das regiões acompanhadas. Na Grande São Paulo, o preço do frango inteiro congelado recuou 0,6% frente a dezembro, com média de R$ 4,37/kg na parcial deste ano (até 17 de janeiro). Quanto à carne resfriada, por outro lado, foram observadas variações distintas na primeira quinzena de janeiro dentre as regiões pesquisadas pelo Cepea. No comparativo com janeiro/18, porém, os preços atuais estão significativamente mais elevados, em termos nominais.
Mercado de frango segue fraco
Nas granjas de São Paulo, a ave terminada teve queda de 1,8% na semana e está cotada, em média, em R$2,75/kg
No atacado, a desvalorização em igual período foi de 3,6%, com a carcaça sendo comercializada, em média, em R$4,05/kg. Desde o início do mês a queda acumulada foi de 5,2% e 6,5%, na granja e no atacado, respectivamente. Este cenário de preços é comum neste início de ano agravado pelo período do mês, de redução nas vendas. Para os próximos dias não há expectativa de melhora na demanda.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
Com estímulos à vista, China deve ter crescimento mais fraco em 28 anos
A China deve anunciar nesta segunda-feira que seu crescimento econômico em 2018 foi o mais fraco em 28 anos, em meio à menor demanda doméstica e às tarifas norte-americanas, aumentando a pressão para que Pequim implemente mais medidas de apoio a fim de evitar uma desaceleração mais acentuada.
Sinais crescentes de fraqueza na China —que gerou quase um terço do crescimento global na última década— alimentam preocupações sobre os riscos para a economia mundial e pesam sobre os lucros de empresas que vão desde a Apple a grandes montadoras. Parlamentares chineses prometeram mais apoio neste ano à economia para reduzir o risco de perdas maciças de empregos, mas descartaram uma “inundação” de estímulos como a que Pequim desencadeou no passado, que estimulou rapidamente as taxas de crescimento e, consequentemente, uma montanha de dívidas. Analistas consultados pela Reuters esperam um crescimento da segunda maior economia do mundo de 6,4 por cento no trimestre de outubro a dezembro em relação a igual período do ano anterior, desacelerando em relação aos 6,5 por cento observados no trimestre imediatamente anterior e o menor desde o começo de 2009, durante a crise financeira global. Isso pode puxar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 para 6,6 por cento, o menor desde 1990 e abaixo dos 6,8 por cento revisados de 2017. Chen Xingdong, Economista-Chefe do BNP Paribas na China, disse que os investidores não devem esperar que a última rodada de estímulo produza resultados semelhantes aos da crise global de 2008 e 2009, quando o enorme pacote de gastos de Pequim impulsionou rapidamente o crescimento. “O que a China pode realmente fazer neste ano é evitar a deflação, impedir uma recessão e um duro pouso na economia”, disse Chen.
REUTERS
Vietnã reduz tarifas para seis países sobre carne bovina e suína
O Acordo Global e Progressivo para Parceria Transpacífica (CPTPP) entrou em vigor em 30 de dezembro para os seis países (Japão, México, Cingapura, Canadá, Nova Zelândia e Austrália) que ratificaram o acordo até o final de outubro
O Vietnã ratificou o CPTPP em meados de novembro, portanto sua implementação do acordo começou na segunda-feira, 14 de janeiro – incluindo reduções iniciais nas taxas do imposto de importação do Vietnã para carne bovina e suína dos participantes do CPTPP. A Economista Erin Borror, da US Meat Export Federation (USMEF), explica que o Vietnã é um mercado promissor para carne bovina e suína dos Estados Unidos, mas altamente competitivo e sensível a preços. Os principais países exportadores de carne bovina do CPTPP são Austrália, Canadá, Nova Zelândia e México. A carne bovina da Austrália e da Nova Zelândia já entra no Vietnã com isenção de impostos sob os acordos comerciais existentes com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Assim, os principais beneficiários da redução das tarifas tarifárias da CPTPP para a carne bovina serão o Canadá e o México, que verão as taxas de importação do Vietnã reduzirem de 15% para 5% inicialmente e, em 2020, para zero. A tarifa para carne com osso cai de 20% para 6,6% inicialmente e para zero em 2020. A taxa de 10% do Vietnã sobre miúdos cai para 6% inicialmente, chegando a zero nos próximos quatro anos.
USMEF/Drovers
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