CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 915 DE 18 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 915 | 18 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com oferta regulada à demanda

O lento escoamento de carne fez com que alguns frigoríficos saíssem das compras na última quinta-feira (17/1), uma vez que os estoques estão suficientes para atender o consumo

Mesmo as indústrias com escalas relativamente enxutas não encontram dificuldade para regular a oferta à demanda vigente. A demanda fraca associada ao aumento gradativo da oferta de bovinos pressiona o mercado. Este é o cenário da maioria das regiões pecuárias. A exceção fica por conta do Rio Grande do Sul, onde a disponibilidade de animais está menor e, com isso, os compradores seguem ofertando preços firmes.

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: bom planejamento pode garantir margens positivas no fim de 2019

Indicativos de preços futuros da arroba do boi gordo para tomar decisões

Segundo pesquisadores do Cepea, para se obter margens positivas no final deste ano, é necessário que, neste momento, gestores avaliem os valores dos insumos pecuários e os indicativos de preços futuros da arroba do boi gordo para tomar decisões. O planejamento de início de ano é importante para o confinador, visto que o melhor momento para adquirir o boi magro é entre dezembro e janeiro, conforme indicam análises do Cepea da sazonalidade do preço desse insumo, que chega a representar até 70% dos custos de produção, no estado de São Paulo. Assim, as estratégias de investimentos de cada produtor devem ser pautadas no que aconteceu no passado, na expectativa de bons resultados, mas, principalmente, na capacidade de cada um de fazer sua atividade.

CEPEA/ESALQ 

Ministério remove ‘blindagem’ de superintendências estaduais

No segundo dia de mandato, o presidente Jair Bolsonaro baixou um decreto removendo a exigência para que os cargos de superintendente regional do Ministério da Agricultura fossem ocupados por servidores de carreira do órgão

A exigência entrou em vigor em 2017, como parte da reação do governo federal às revelações da Operação Carne Fraca. Para servidores e auditores fiscais do Ministério da Agricultura consultados pela reportagem, o fim da exigência preocupa e abre margem para indicações político-partidárias, principalmente vindas da bancada ruralista. Historicamente, as superintendências sempre foram cobiçadas por partidos. O dispositivo legal (Decreto 8.762/2016) revogado pelo novo governo entrou em vigor em maio de 2017, dois meses após as descobertas da Operação Carne Fraca, que investigou um esquema de corrupção entre fiscais e frigoríficos. À época, foram exonerados dois superintendentes: Gil Bueno de Magalhães, no Paraná, que chegou a ser preso, e Júlio César Carneiro, de Goiás, alvo de condução coercitiva. Procurada pelo Valor, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que também assinou o decreto, disse não ver problema em nomear superintendentes que venham de fora do ministério, desde que sejam qualificados para a área e a escolha obedeça a critérios técnicos, como a análise de currículo. De acordo com ela, essa será a orientação para o preenchimento de cargos em sua gestão. “Há pessoas competentes fora do serviço público que não poderiam assumir cargos estratégicos se não houvesse essa abertura”, respondeu a Ministra, em nota, por meio da assessoria de imprensa. Até agora, a Ministra não nomeou nenhum superintendente. A Ministra indicou dois ex-deputados da bancada ruralista para sua equipe. Para a secretária-executiva da Pasta, nomeou Marcos Montes (PSD-MG), ex-presidente da FPA. Nas últimas eleições, Montes foi derrotado na disputa ao governo de Minas Gerais. Ele concorreu como vice na chapa do senador Antônio Anastasia (PSDB). No início desta semana, Tereza também indicou o deputado Valdir Colatto (MDB-SC) para a presidência do Serviço Florestal Brasileiro.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar fecha com leve alta acompanhando cautela no exterior

O dólar fechou com alta ante o real na quinta-feira, acompanhando o movimento da moeda norte-americana em relação a outras divisas emergentes, em meio à cautela renovada com a disputa comercial entre Estados Unidos e China e expectativas de desaceleração do crescimento chinês.

O dólar avançou 0,36 por cento, a 3,7475 reais na venda. O dólar futuro subia 0,2 por cento. “Tem um pouco de ruído no cenário internacional por expectativa de desaceleração da economia chinesa, resultados trimestrais aquém do esperado na Europa, tem a falta de definição do Brexit”, listou o economista da Geral Investimentos, Denilson Alencastro. Uma proposta de parlamentares dos EUA para proibir a venda de chips norte-americanos ou outros componentes para a Huawei Technologies ou outras companhias chinesas que violam sanções norte-americanas ou regras de controle de exportações também trouxe receios sobre possíveis efeitos nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Pesquisa Reuters mostrou que o crescimento anual do Produto Interno Bruto da China pode desacelerar para 6,3 por cento em 2019, e que o crescimento do país provavelmente reduziu o ritmo para 6,4 por cento no último trimestre de 2018, influenciados pela disputa comercial com os EUA. No âmbito nacional, investidores também continuam aguardando sinalizações mais palpáveis sobre a reforma da Previdência. “O Brasil está dependendo muito do comércio exterior para ajustar a sua balança. Isso (no exterior) acaba atrapalhando um pouco os outros países, em especial os emergentes”, afirmou o estrategista de renda-fixa da Coinvalores Corretora, Paulo Celso Nepumoceno.

REUTERS

Ibovespa supera 95 mil pts com apostas sobre EUA-China e Previdência

O Ibovespa fechou em alta de mais de 1 por cento na quinta-feira e acima de 95 mil pontos, em movimento guiado pelas ações da Vale, em sessão marcada pela notícia de que os EUA estão discutindo retirar tarifas a produtos chineses e expectativas sobre a reforma da Previdência

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,01 por cento, a 95.351,09 pontos, nova máxima histórica de fechamento. No melhor momento, chegou a 95.681,82 pontos, recorde intradia. O volume financeiro no pregão somou 15,9 bilhões de reais. Na parte da tarde, o Wall Street Journal publicou que o Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, discutiu levantar algumas ou todas as tarifas impostas às importações chinesas e sugeriu oferecer uma reversão tarifária nas reuniões de comércio marcadas para 30 de janeiro. A notícia animou Wall Street e contaminou o pregão brasileiro, uma vez que a disputa comercial entre Washington e Pequim tem trazido receios quanto aos efeitos no ritmo de crescimento da economia mundial.  “A bolsa melhorou com notícias de que foco do governo em Davos será a reforma da Previdência e privatizações, além da notícia de queda da tarifa de importação”, observou Pedro Menezes, membro do comitê de investimento de ações e sócio da Occam Brasil Gestão de Recursos.

REUTERS

Em dólar, Ibovespa ainda está longe de recorde alcançado em 2008

A expectativa dos investidores com a reforma da Previdência, que tem servido de argumento para a melhora dos ativos brasileiros, não é suficiente para fazer o Ibovespa retomar as máximas históricas em dólar. Embora a confiança dos gestores, especialmente locais, tenha colocado o índice em níveis inéditos, ele ainda está 78% abaixo do recorde atingido em maio de 2008, quando considerados os valores medidos na moeda americana

Em reais, o Ibovespa já acumula alta de 7,09% em 2019, oscilando acima dos 94 mil pontos. Mas, quando se faz as contas em dólar, na faixa de R$ 3,76, o índice ainda está em 25 mil pontos. Em 2008, ano de recorde para a bolsa, em dólar, o Ibovespa chegou no dia 19 de maio a 44.616 pontos — marca que ainda não foi superada. Em reais, o índice atingiu 73.438 pontos naquele dia, pontuação recorde para o ano. O nível do câmbio da época, em R$ 1,6460, ajuda a explicar o recorde do Ibovespa em dólares atingido naquela ocasião. Mas uma combinação de motivos, globais e locais, compunha o retrato do Brasil perante o mundo em 2008: controle da dívida; ritmo firme de expansão da economia doméstica e também dos emergentes em geral, em contraste com a crise em países desenvolvidos; elevada liquidez mundial; ciclo de alta das commodities e classificação do país como grau de investimento. Também, o juro aqui era alto, o que contribuía para atrair o dinheiro disponível no mundo em busca de um destino rentável. Para especialistas, essa conjunção de fatores dificilmente voltará a se observar no curto prazo, de forma a permitir que os mercados locais tirem todo o atraso em relação a 2008, sobretudo no caso do câmbio — variável fundamental nessa conta e que só mudaria caso se estabelecesse uma situação de estabilidade fiscal de muitos anos. Esse equilíbrio é importante porque é com a geração de poupança no país que a moeda brasileira teria valorização perene e sustentável. Desta vez, o estrangeiro parece depositar confiança no Brasil, mas ainda não o bastante para fazer com que o peso do país cresça nas carteiras: em janeiro até o dia 14, a posição líquida do não residente na bolsa está negativa em R$ 229,4 milhões, depois de uma retirada de R$ 11,5 bilhões em 2018. Em 2008, de janeiro a maio, esses investidores ingressaram com R$ 760 milhões na bolsa. “A diferença é que o crescimento das empresas e da economia era pujante há 11 anos e, agora, estamos saindo da UTI”, afirma Paulo Gala, economista do Banco Fator. “A tendência é que o Brasil continue se recuperando e a bolsa continue subindo, mas o dólar nominal é totalmente diferente, a China é diferente, o mundo é diferente.

VALOR ECONÔMICO

Brasil quer que comércio exterior responda por 30% do PIB até fim do governo, diz fonte

A equipe econômica quer que o fluxo comercial passe a responder por 30 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do governo, afirmou uma fonte do governo na quinta-feira, ressaltando que a maior inserção comercial do país será uma bandeira da nova administração. “Raramente tivemos mais que 20 por cento, 25 por cento (do PIB)”, disse a fonte, estimando que essa representatividade está hoje na casa de 22 a 23 por cento do PIB.

REUTERS

Atividade econômica do Brasil cresce 0,29% em novembro, diz BC

A economia brasileira cresceu pelo segundo mês seguido em novembro, mas sem fôlego expressivo, indicando que 2018 deve ter terminado com pouca força no último trimestre

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,29 por cento em novembro sobre o mês anterior, informou o BC em dado dessazonalizado na quinta-feira. Em outubro, o índice ficou praticamente estável, com aumento de apenas 0,02 por cento — percentual que não foi revisado pelo BC. Na comparação com novembro de 2017, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,86 por cento e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,44 por cento, segundo números observados. Em novembro, o destaque positivo na economia ficou por conta das vendas no varejo, que subiram 2,9 por cento sobre outubro, no melhor dado para o mês em 18 anos, impulsionado pela Black Friday. A produção industrial brasileira chegou a interromper quatro meses de queda, mas o aumento de 0,1 por cento sobre o mês anterior foi o resultado mais fraco para novembro em três anos. Já o volume de serviços ficou estagnado pelo segundo mês seguido e teve o pior desempenho para novembro em dois anos, indicando moderação para o final do ano. A pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa é de que o PIB tenha crescido 1,28 por cento em 2018. Em um ambiente de baixa taxa de juros, aumento da confiança e expectativa de melhora dos gastos e investimentos passada a eleição presidencial, a projeção para 2019 é de uma expansão de 2,57 por cento.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

EXPORTAÇÕES E CUSTO MENOR PODE garantir bom ano na suinocultura

No caso das exportações nacionais de carne suína, dados do USDA indicam que podem crescer cerca de 7% em 2019

A perspectiva positiva está pautada, segundo pesquisadores Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, nos possíveis incrementos das exportações da carne suína (principalmente a países asiáticos) e redução dos custos de produção (especialmente devido ao aumento na produção nacional de grãos). No caso das exportações nacionais de carne suína, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que podem crescer cerca de 7% em 2019. O departamento estima aumento na demanda da China pela proteína suína, tendo em vista a redução do rebanho daquele país devido à disseminação da Peste Suína Africana. Vale lembrar que, em 2018 (até novembro), a China foi destino de 25% da carne suína brasileira exportada, com o volume total superando em quase 3 vezes o do ano anterior. Para 2019, o USDA estima que as importações chinesas aumentem 7%; Cingapura e Hong Kong devem registrar crescimentos de 3% nas compras internacionais da proteína.  Em relação à Rússia, mesmo com o recente retorno das compras no Brasil, as exportações ao país euroasiático não devem deslanchar em 2019. Isso porque a Rússia investiu na produção de suínos e deve reduzir o volume importado. Quanto aos custos de produção, a oferta de milho e de farelo de soja – principais componentes da ração animal – deve ser mais elevada neste ano, o que pode impedir, ou ao menos limitar, fortes altas nos preços desses insumos. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados em dezembro, a safra 2018/19 de milho deve aumentar 12,8% frente à anterior. No caso do farelo de soja, o incremento previsto na produção doméstica é de 4,09%.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL 

SUÍNOS/CEPEA: média do vivo é a menor para janeiro desde 2007

Dados do Cepea mostram que, na média da parcial de janeiro, na região SP-5, o animal vivo foi negociado a R$ 3,93/kg

Dados do Cepea mostram que, na média da parcial de janeiro (até o dia 16), na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo foi negociado a R$ 3,93/kg, a menor média, considerando-se os meses de janeiro, desde 2007. Neste início de ano, os preços do suíno vivo estão praticamente estáveis, sustentados pela menor disponibilidade de animais em peso ideal para abate na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A chegada da segunda quinzena tem deixado suinocultores mais apreensivos, uma vez que as vendas de carne – e, consequentemente, a demanda pelo animal vivo – costumam se desaquecer nesse período. 

CEPEA/ESALQ

Frango Vivo: estabilidade continuou nesta quinta (17)

Na quinta-feira (17), as cotações do frango vivo permaneceram estáveis nas principais praças do país, sendo a maior cotação anotada no Paraná, a R$3,04/kg.

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,75/kg. O frango no atacado teve queda de -0,73%, a R$4,07/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que a alta nos preços dos insumos de alimentação continua influenciando no mercado do frango vivo no início deste ano. Além disso, há uma demanda enfraquecida pela carne no mercado, limitando a demanda de frigoríficos por novos lotes de animais vivos.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Uruguai importou 143% mais carne bovina em 2018

As importações uruguaias de carne bovina foram de 14.158 toneladas de peso em 2018, o que representa um aumento de 143% em relação ao ano passado, assegurou Rafael Tardáguila, diretor rural da Tardáguila Agromercados

O aumento das importações deve-se a uma diferença nos valores de boi gordo que se aprofundou após as desvalorizações das moedas argentina e brasileira, disse Tardáguila. Além disso, ele explicou que, em alguns casos, a diferença de preço era de até US $ 1 por quilo de carcaça. O Brasil classificou-se como o principal fornecedor com 13.358 toneladas, 94% do total. Seguido pelo Paraguai, que em 2018 não teve preços tão baixos para o gado, com 2.000 toneladas; e a Argentina, depois de vários anos sem vendas, com menos de 90 toneladas. Em relação ao valor CIF médio, foi de US $ 3.819 por tonelada em 2018, cerca de US $ 200 por tonelada menor que os US $ 4.012 em 2017.

El País Digital

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