
Ano 5 | nº 914 | 17 de janeiro de 2019
NOTÍCIAS
Cármen Lúcia determina abertura de 19 inquéritos com base em delação da Carne Fraca
A Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de 19 inquéritos contra políticos com foro privilegiado com base em uma delação premiada de um investigado pela operação Carne Fraca, confirmaram na quarta-feira à Reuters duas fontes com conhecimento do caso
Os nomes dos investigados estão sob sigilo porque as apurações vão correr sob segredo de Justiça. Os inquéritos foram formalmente abertos nesta quarta-feira. Em julho do ano passado, a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, havia encaminhado ao STF pedido para abertura de 19 inquéritos com base na delação fechada pelo ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná Daniel Gonçalves Filho, disse uma das fontes. A análise dos pedidos foi inicialmente encaminhada ao Ministro Dias Toffoli, que, ao assumir a presidência do STF em setembro, repassou-os para Cármen Lúcia. A operação Carne Fraca foi deflagrada inicialmente pela PF em março do ano passado, e jogou o setor de proteína animal do Brasil em uma grave crise de credibilidade com denúncias de irregularidades na fiscalização de frigoríficos, levando muitos países a suspenderem temporariamente as compras dos produtos nacionais. Gonçalves Filho, agora delator, foi um dos presos na primeira etapa da operação.
REUTERS
Cotação do boi gordo estável em São Paulo e frouxa em Mato Grosso do Sul
A melhoria da oferta de boiadas não tem sido suficiente para pressionar de maneira efetiva o mercado, considerando São Paulo como referência
As programações de abate no estado atendem entre três e cinco dias na maioria dos casos. Programações maiores existem e ilustram a chegada da safra, sem demanda forte, cenário típico de início de ano. Apesar da disponibilidade de gado, existe a possibilidade de retenção no pasto, o que não permite movimentos mais fortes de queda das cotações na praça paulista. Em Mato Grosso do Sul o cenário é o oposto. A boa disponibilidade de boiadas tem empurrado as escalas para o final de janeiro, e em alguns casos até para o começo de fevereiro. O preço do boi gordo caiu nas três praças pesquisadas no estado. Na região de Campo Grande, por exemplo, a referência para a arroba que era de R$144,00 no dia 9/1, uma semana depois ficou em R$141,00, considerando os preços a prazo e livres do Funrural em 15/1. Para o curto prazo é esperada uma redução das vendas no mercado atacadista, nesta segunda quinzena, em um mês tipicamente de pressão sobre as cotações.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar sobe e real perde a liderança em ranking de moedas
O dólar voltou a subir nesta quarta-feira e bateu o nível de R$ 3,73, estendendo a correção que prevalece nesta semana
O dólar comercial demorou a firmar uma direção na quarta-feira, mas fechou em leve alta de 0,19%, aos R$ 3,7335. Com o pequeno empurrão de 0,51% no dólar ao longo desta semana, o câmbio brasileiro se afastou da liderança isolada entre os melhores desempenhos de 2019 numa lista das 33 principais divisas globais. Agora, o real se encontra na quinta colocação, com valorização de 3,77%, atrás de rand sul-africano, rublo russo, peso colombiano e peso mexicano. “O movimento é natural dada a força que todos os mercados brasileiros tiveram desde o início do ano”, diz David Cohen, sócio e gestor da Paineiras Investimentos. “Ainda acho que veremos grandes fluxos externos para o Brasil ao longo dos próximos meses, o que ajudará na queda do dólar”, acrescenta o especialista. Tudo isso depende do andamento da agenda de reformas, principalmente a da Previdência. A volatilidade histórica de 21 dias úteis da taxa de câmbio caiu nesta quarta-feira para 12,6% ao ano, abaixo dos quase 15% da média histórica dos últimos 12 meses. Analistas destacam uma conjunção de fatores para o declínio da volatilidade cambial. Para Cleber Alessie Machado Neto, operador da H.Commcor, o intervalo de R$ 3,68 até R$ 3,72 ou uma cotação até um pouco mais alta é “um nível de relativo equilíbrio enquanto temos manutenção do viés otimista, mas carente de notícias concretas com a reforma da Previdência”. Além da espera por novidades da Previdência, o mercado de câmbio começa a ver sinais de normalidade em termos de fluxo cambial, depois de dois meses (novembro e dezembro) de forte saída de recursos.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa fecha em leve alta; investidor aguarda evolução em agenda do governo
O Ibovespa fechou esta quarta-feira com leve alta no fim de uma sessão de oscilação moderada, com a ausência de novidades no cenário doméstico limitando ganhos, enquanto expectativas positivas para ações do novo governo evitaram uma correção
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve valorização de 0,36 por cento, a 94.393,07 pontos, após oscilar entre 93.686,83 e 94.393,07 pontos. O giro financeiro do pregão somou 20,15 bilhões de reais, em dia marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa. O indicador acumula em 2019 alta de 7,4 por cento, apoiado em particular na expectativa pela reforma da Previdência no país e no discurso moderado do Federal Reserve para juros nos EUA. Para o gestor Igor Lima, sócio na Galt Capital, a bolsa apresentou uma performance mais forte que o esperado nessas duas primeiras semanas do ano. “Sem dúvida a expectativa era de um ano positivo para ações brasileiras, tendo em vista o estágio do ciclo de recuperação econômica, valuations atrativos e boas perspectivas de evolução na agenda de reformas do governo”, destacou. “A velocidade e a magnitude com que este cenário está sendo precificado é que assusta pouco. Assim, é natural vermos esses momentos de consolidação e movimentos laterais na bolsa depois de uma reprecificação tão forte”, acrescentou. No exterior, Wall Street trabalhava no território positivo, em meio a resultados animadores do Goldman Sachs e do Bank of America, enquanto o Livo Bege do Fed mostrou um quadro saudável para a economia norte-americana.
REUTERS
IPC-Fipe acelera alta a 0,24% na 2ª quadrissemana de janeiro
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta a 0,24 por cento na segunda quadrissemana de janeiro, de 0,06 por cento na primeira leitura do mês, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na quinta-feira. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.
REUTERS
Fiesp consegue liminar que impede ANTT de multar por causa da tabela do frete
Segundo a agência de transportes, os valores da punição para quem descumprir o tabelamento podem chegar a R$ 10,5 mil
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) conseguiu na Justiça Federal do Distrito Federal uma decisão liminar que favorece as empresas filiadas à entidade impedindo que elas sejam multadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em caso de descumprimento da tabela de preços mínimos do frete rodoviário. O juiz federal substituo da 8ª Vara do DF, Márcio de França Moreira, concordou com os argumentos apresentados pela Fiesp e suspendeu os efeitos da Resolução ANTT 5.833 de 2018, que fixa os pisos mínimos. A edição da tabela do frete estava prevista na Medida Provisória 832 de 2018, baixada pelo presidente Michel Temer dentro de um pacote de ações para pôr fim à greve dos caminhoneiros em maio do ano passado. A Fiesp defendeu, e o juiz acatou, que quando da conversão na Lei 13.703 de 2018 o texto introduziu novos requisitos sobre o tabelamento, o que tornaria a tabela inicial e suas reedições incompatíveis com lei efetivamente sancionada. “Assim, até que seja editada nova resolução que obedeça ao procedimento previsto nas normas mencionadas, não há como se observar o tabelamento de preços, na forma como foi definido na resolução revogada”, escreveu o juiz na decisão. “Ante o exposto, defiro o pedido de medida liminar para determinar que o impetrado se abstenha de aplicar aos filiados das impetrantes qualquer sanção decorrente da Resolução ANTT”, acrescentou.
Estadão Conteúdo
EMPRESAS
Carrefour vai auditar abatedores e exigir câmeras para bem-estar animal
O Carrefour vai auditar os frigoríficos que fornecem carne com a marca do grupo francês e pedir que instalem câmeras em resposta à crescente demanda dos consumidores por práticas socialmente responsáveis
A maior varejista de supermercados da Europa disse na quarta-feira que conduzirá 84 auditorias de frigoríficos que fornecem produtos vendidos sob suas marcas antes do final de 2019. Essas auditorias verificarão se eles cumprem as regras estabelecidas pela Oeuvre d’Assistance aux Betes d’Abattoirs, que foi fundada para garantir o bem-estar dos animais nos matadouros. Varejistas como Carrefour e empresas de bens de consumo, incluindo Danone e Nestlé, vêm se adaptando à medida que mais consumidores e as novas gerações optam por dietas mais saudáveis e um modo de vida mais socialmente responsável. O Carrefour está se concentrando mais em alimentos orgânicos, sob um plano global de cinco anos para aumentar as vendas e lucros do grupo, e também adotou a tecnologia blockchain ledger para rastrear e monitorar frango, ovos e tomates enquanto eles são transportados de fazendas para lojas. O rival francês Casino se reuniu no mês passado com três órgãos independentes para fornecer rotulagem de bem-estar animal.
REUTERS
Marfrig abre loja contêiner da marca Bassi no Guarujá durante o verão
A Marfrig inaugurou em janeiro uma loja contêiner da marca de carnes gourmet Bassi no Guarujá, no litoral de São Paulo, informou a empresa em nota na terça-feira (15)
A loja funcionará durante o verão vendendo itens para churrasco, cortes de carne bovina especiais e todo o portfólio de produtos das marcas Montana, Bassi e Steakhouse. O estabelecimento foi aberto em parceria com o Grupo Carrefour Brasil, no estacionamento do hipermercado no bairro Jardim Belmar, e conta com consultora para orientar consumidores no momento da compra. “Nós queremos que o consumidor tenha por perto carnes de sabor diferenciado para surpreender os amigos e familiares em um churrasco ou um jantar requintado”, disse o diretor comercial da Marfrig, Luciano Borges. A assessoria da Marfrig não informou imediatamente se a empresa tem planos de abrir outras lojas nesse formato quando questionada pela CarneTec sobre o tema.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Ministério tenta reabrir UE a carnes e pescados
O Ministério da Agricultura fixou uma meta para reabilitar os frigoríficos de carne de frango e fábricas de pescados que estão embargados pela União Europeia desde o ano passado por questões sanitárias. A intenção é reabrir o mercado europeu este ano
No fim de 2018, o então Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia feito uma indicação positiva sobre as negociações com os europeus. Em dezembro, o bloco anunciou que visitará o Brasil para fazer auditorias em frigoríficos, provavelmente no primeiro semestre. A data exata ainda não foi marcada. “Nosso sistema de defesa é respeitado lá fora. Esses desgastes com a União Europeia foram muito mais influenciados pela conjuntura política e não por questões técnicas. E existe sim a possibilidade de reabertura já neste ano”, afirmou ao Valor o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal. De acordo com ele, a Pasta respondeu a todos os questionamentos sanitários feitos pela União Europeia. Por outro lado, o bloco ainda quer algumas garantias sanitárias antes de enviar técnicos para checar in loco se as unidades de carne de frango e pescado atendem às exigências. “Estamos cumprindo rigorosamente o calendário de informações da União Europeia”, afirmou Leal. “Esperamos que a União Europeia reabra seu mercado para parte das empresas ainda no primeiro semestre. Todas as empresas estão fazendo o dever de casa e já temos a sinalização de que eles vão voltar a importar”, afirmou o Presidente-Executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra.
VALOR ECONÔMICO
Preço da carne de frango no atacado da Grande SP sobe 14% em um ano
O preço da carne de frango resfriado no mercado atacadista da região metropolitana de São Paulo teve alta de 13,94% em 2018, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA).
O preço médio do quilo do produto subiu de R$ 4,09 em dezembro de 2017 para R$ 4,66 em dezembro de 2018
A alta no preço reflete um ano de aumento nos custos de produção do produto, com destaque para os custos de nutrição que cresceram diante das maiores cotações do milho e do farelo de soja. A maior alta mensal no preço médio do frango resfriado ocorreu em junho, quando subiu cerca de 28% em relação ao mês anterior, para R$ 4,68/kg, em decorrência da greve dos caminhoneiros em maio. A paralisação impactou a distribuição do produto e resultou na redução temporária da produção pelos frigoríficos. O preço da carne bovina também aumentou na Grande São Paulo em 2018. A carne bovina resfriada dianteira com osso teve alta de 7,53% no preço médio, para R$ 7,57. O preço médio da carne bovina resfriada ponta de agulha fechou dezembro em R$ 7,73, alta de 1,31% em 12 meses. Já a carne bovina resfriada traseira com osso, a parte mais nobre do boi, teve uma alta de 3,22%, para R$ 13,13. Entre os preços de carnes acompanhados pelo IEA, a carne suína meia-carcaça foi a que teve a menor alta de preço em 12 meses, de 0,86%, para R$ 5,87 em dezembro de 2018. Apesar da contida alta anual, nos últimos cinco meses de 2018, esse item acumulou aumento de 13,54%. As altas nos preços médios dos produtos cárneos ficaram abaixo da inflação para os itens carne suína meia-carcaça, carne bovina resfriada ponta da agulha e carne bovina traseira com osso.
CARNETEC
Exportações de carne suína embarcam 14 mil toneladas na segunda semana do mês
Exportações de carne suína “in natura” fecharam a segunda semana de janeiro de 2019 com a 14 mil toneladas embarcadas
As exportações de carne suína “in natura” fecharam a segunda semana de janeiro de 2019 com a 14 mil toneladas embarcadas, o que representa uma movimentação de US$ 27,9 milhões. Com cinco dias úteis a média diária ficou de 1,7 mil toneladas, uma queda de quase 27% em relação à média de dezembro e 15,4% menor que a média de janeiro de 2018. O valor pago por tonelada foi ligeiramente maior, cerca de 0,7%, em comparação a dezembro, foram pagos US$ 1998,60 por tonelada ante US$ 1983,9 no mês anterior. Já em relação ao mesmo período de 2018 houve uma desvalorização de 7%, visto que o preço pago naquele período era US$ 2151,00. Apesar dos números pouco positivos, a perspectiva para o decorrer deste ano é boa, avalia Maristela Martins, analista de mercado de suínos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. “Depois de atravessar um 2018 desafiador, a aposta é de um cenário mais otimista, à espera de uma recuperação em 2019”, aponta. A perspectiva positiva, segundo ela, está pautada nos possíveis incrementos das exportações da carne suína principalmente a países asiáticos – onde a redução do rebanho em decorrência da Peste Suína Africana foi mais intensa – e, na redução dos custos de produção. “Especialmente devido a previsão de aumento na produção nacional de grãos”, complementa.
Produzir frango ficou quase 18% mais caro no ano passado
Custo de produção do frango em 2018 ficou em torno dos R$2,80/kg
De acordo com os levantamentos mensais da Embrapa Suínos e Aves, o custo de produção do frango em 2018 ficou em torno dos R$2,80/kg, valor que representou aumento de 17,65% em relação a 2017, ano em que o custo médio foi calculado em R$2,38/kg. Pelo levantamento, o custo do último bimestre de 2018 ficou estável em R$2,82/kg, ou seja, retrocedeu ao quarto menor nível do ano, ficando aquém do valor registrado entre os meses de abril e outubro. Porém, em relação à média do mesmo período do ano anterior, o custo de novembro-dezembro/18 aumentou 16,5%. A despeito do retrocesso anual, o custo médio de 2018 correspondeu ao segundo maior dispêndio enfrentado pelo produtor em todos os tempos. Ou seja: ficou menos de 2% aquém do custo registrado em 2016.
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INTERNACIONAL
China pede a produtores de suínos que ampliem reabastecimento em meio à peste suína
Os suinocultores da China devem reabastecer rapidamente seus rebanhos e a nação planeja comprar mais carne suína para suas reservas, disse uma autoridade do governo, em medidas para reduzir os aumentos de preços esperados para este ano, na esteira dos surtos de peste suína africana
Os preços do suíno no maior produtor mundial da carne devem subir na segunda metade de 2019, já que o número de porcos vem caindo, disse na quarta-feira Tang Ke, diretor do departamento de mercado e informação do Ministério da Agricultura. “Recomendamos que a maioria dos agricultores ajuste sua produção e aumente o reabastecimento de maneira oportuna”, disse Tang, mesmo em momento em que os produtores têm promovido medidas para prevenir e controlar a peste suína africana. A declaração ocorre enquanto a China luta contra uma epidemia de peste suína africana que já atingiu 24 de suas províncias e levou ao abate de mais de 900 mil porcos. A doença é mortal para os animais, mas não afeta as pessoas. Descrevendo a batalha contra a doença como uma “guerra de longo prazo e prolongada”, Tang disse que o problema ainda não atingiu os preços domésticos da carne suína e que os estoques são atualmente “suficientes”. Ele espera que ainda não haja grande volatilidade nos preços da carne suína antes do feriado do Ano Novo Lunar, no início de fevereiro, quando a carne é amplamente consumida.
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Indústria de carne da África do Sul sofre com surto de febre aftosa
A indústria da carne vermelha da África do Sul relatou graves perdas após a proibição de exportações de países vizinhos devido à confirmação de um surto de febre aftosa
Em um comunicado divulgado pelo Departamento de Agricultura, Silvicultura e Pesca e pela indústria de carne vermelha do país, o caso da febre aftosa foi confirmado no distrito de Vhembe, em Limpopo, depois que casos foram relatados a veterinários estaduais que realizaram testes em gado na área. Isso levou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a suspender o status de livre de aftosa da África do Sul, o que, por sua vez, fez com que alguns países comerciais vizinhos proibissem as exportações. Segundo o comunicado, “essas proibições causaram graves prejuízos à indústria”. “O impacto que isso teve para o comércio na semana passada foi devastador para dizer o mínimo”, disse um porta-voz. O governo enfatizou que o surto foi limitado ao distrito de Vhembe, na aldeia de Sundani, e que o número de bovinos afetados era inferior a 50 em uma área com cerca de 10.000 a 15.000 cabeças. A área está sob quarentena e os processos de vacinação foram iniciados na tentativa de prevenir novas infecções enquanto uma investigação sobre o surto ocorre. “A pergunta na mente da maioria das pessoas afetadas é quando o status livre da febre aftosa da OIE pode ser recuperado? Este é um processo longo, que vai ser muito exigente para nós. Primeiro, temos que conter com sucesso o surto através do controle do movimento e da vacinação, enquanto ao mesmo tempo investigamos a extensão do surto, que é o que estamos fazendo atualmente. Então, devemos provar que foi um incidente limitado, através de vigilância ativa fora da área vacinada. Considerando que os animais na antiga zona livre serão vacinados, estes devem ser claramente marcados e removidos da área uma vez que a situação se acalme, se pretendermos incluir a mesma área na zona livre novamente”.
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